História Cuplove - Capítulo 29


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Palavras 2.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - Capítulo 26


Fanfic / Fanfiction Cuplove - Capítulo 29 - Capítulo 26

Mahogany POV.

A ligação que Coutinho me retornou foi estranha, mas engraçada, o que fazia com que eu me castigasse por não tirar as teorias bobas (como a dele estar ocupada com outra mulher) da cabeça.

-Por que não pôde atender?- Perguntei, tentando segurar aquele frio que estava fazendo.

-Tinha muita gente ao redor- respondeu rapidamente- A Maya e a Nati acabaram descobrindo.

Uma sensação estranha de alívio se fez, eu não estava incomodada delas terem descobrindo, só estava incomodada pela maneira que ele havia me tratado.

- Acho que isso não é ruim- falei pensativa.

-Acho que não, - ele parecia estranho- tirando o fato delas não pararem de encher o saco.

Continuamos conversando, mas meu corpo foi adormecendo conforme sua voz soava, o que me fez pegar no sono por completo. Eu provávelmente nunca dormi de uma forma tão relaxada e tranquila; isso fez com que eu acordasse ainda melhor e mais disposta quando os apitos da alvorada soaram.

COUTINHO POV.

Acordei com um telefonema de Aine que funcionou para estragar meu dia. Maria, do outro lado da linha, gritava estar com saudades e eu tive que ouvir minha ex-mulher falar absurdos sobre mim. Eu estava simplesmente cansado de tudo, era como se nada na minha vida pudesse dar certo: eu não podia ter um final feliz no rompimento do meu casamento, eu não podia ver minha filha, eu não podia ir longe com a garota que eu estava ficando, eu não podia ter um empresário, eu não podia conseguir ter um bom avanço no futebol... Por que?

Eu me sentia pesado e tinha a vontade de ficar deitado naquela cama pelo resto da minha vida.

Fui convocado para a copa, um dos meus sonhos, estou em um dos times que sempre quis... Porque eu não conseguia ser feliz?

Com muito esforço, consegui me levantar e arrumar tudo que eu precisava e andei até o refeitório, sem pressa, não estava com vontade de trabalhar.

Parecia que havia um grande buraco (que só aumentava). As coisas poderiam dar um pouco certo para mim.

Me servi o que sempre servia e me sentei na mesa com os rapazes, sem conseguir me focar nas conversas.

-Hey cara-Firmino bateu em meu ombro-que aconteceu?

-Estou cansado - respondi, o que não era mentira. Estava definitivamente cansado de tudo.

-De que, exatamente?- perguntou.

-De tudo. -respondi arrastadamente- as coisas simplesmente não querem dar certo.

-Ta falando da...

-De tudo- o interrompi.

-Poxa cara, nem sei o que falar- ele me encarou, parecendo preocupado- e você já decidiu se vai falar para a Lox?

Mais problemas.

-Não vou falar- suspirei- só vai servir para afastar ela de mim.

-Então eu falo- deu de ombros.

(....)

As coisas haviam melhorado um pouco, mas a sensação ruim não ia embora nunca. Consegui convencer Firmino a esperar o aniversário de Lox passar antes dele contar, mas ele não apoiou a ideia. Eu só ansiava para que ela chegasse de uma vez por todas.

MAHOGANY POV.

Eu estava ansiosa. Cléber, um dos treinadores, havia falado que usaríamos jogadores de verdade como vítimas; e eu estava nervosa para saber quem seriam. Picarret, disse que no treinamento passado havia sido Piqué e Oscar Emboaba, o que me fez quase cair para trás só de imaginar.

"-Esses treinamentos são muito bons para os jogadores"- Disse Xande, um dos fisioterapeutas mais bem pagos do mundo- "-Eles saem daqui praticamente 100%".

Isso significa que grandes jogadores vão vim.

Fiz questão de me perfumar e tentar ajeitar meu cabelo ainda mais do que o normal, nunca se sabe se a pessoa que vir vai ser um James Rodríguez, um Cristiano Ronaldo ou um Piazón da vida. Sempre eram jogadores de futebol, pelo que Picarret dissera, "pelo físico que eles têm". Mas não me importaria em ajudar um ótimo jogador(a) de vôlei ou basquete.

Os apitos soaram novamente, chamando todos até o saguão. Saí da barraca com agilidade e corri até lá, me juntando aos fisioterapeutas e treinadores.

Toshiro, principal treinador e um dos únicos fisioterapeutas a conseguir reconhecimento mundial, estava parado em frente a uma estrutura com um pano preto. Me posicionei atrás de Ash e esperei seu pronunciamento ansiosamente enquanto Thomas brincava de fotógrafo tirando milhares de fotos minhas.

-Cadê o Michael?- perguntei me referindo ao fotógrafo.

-Sei lá, ele me passou a câmera e disse pra eu me divertir -respondeu, olhando as fotos na câmera- você é bem fotogênica.

-É que eu sou maravilhosa- brinquei. Meus olhos seguiram até o pano preto onde provavelmente os jogadores estavam atrás- você sabe quem são os jogadores?

-Claro que sei- Respondeu com desdém, me fazendo vibrar, ele me encarou de relance e negou com a cabeça- mas não vou te falar.

Fiz um biquinho esperançoso para ele, meu peito palpitava e eu precisa saber.

-Nem vem- ele riu, ainda mexendo na câmera- esse seu rostinho bonito não afeta meu gaystado.

Seu comentário me fez rir. As pessoas me elogiavam com frequência no treinamento, me fazendo se sentir bem comigo mesma.

Antes que eu pudesse respondê-lo, Toshiro anunciou no microfone coisas com um sotaque tão forte que foi preciso muita concentração minha para entender que se tratava do assunto tão esperado.

-Para sermos reconhecidos, temos que ter algo para ser reconhecido...

Muitas coisas, nada que chegava no ponto.

Encarei a minha volta, todos olhavam ansiosos para o palco, onde Toshiro falava e falava.

Longos minutos se passaram e eu estava ao ponto de sentir meu estômago embrulhar.

Não prestei atenção no que ele havia falado quando as cortinas desceram e os três jogadores apareceram, me fazendo arregalar os olhos e sentir minha respiração paralisar. Griezmann, Dybala e André Silva.

Eu nem sabia como era respirar, eram 3 jogadores maravilhosos na minha frente e eu queria agarrar cada um deles.

(...)

-Srta. Gordy- uma das organizadoras se aproximou- você cuidará do Sr. Griezmann, está bem?- ela perguntou e eu só pude piscar em concordância, encarando ao longe aquele corpo de deus que brincava com os dois jogadores.

-Claro- respondi com dificuldade.

-Se encarregue até a base 1- mandou e eu assenti, caminhando até lá com dificuldade.

-Se você conseguir curar o ombro dele com a massagem, conseguirá o diploma- Thomas falou.

-Só isso?- perguntei confusa, eu já havia feito isso milhares de vezes.

-Me desculpa se você tem facilidade nisso- Thomas riu.

Imaginei o quão incrível vai ser para meu currículo eu sair dali com aquele diploma.

-Eu não quis soar mesquinha- revirei os olhos.

-Que seja- deu de ombros- entre, ele está te esperando. Você é a última.

Respirei fundo e encarei a tenda por alguns segundos.

"Calma, Lox"pensei "É só o ídolo do seu pai". Pensei no quanto meu pai piraria em ver Antoine Griezmann ali.

Sentindo minhas mãos soarem, adentrei a tenda. Haviam dois seguranças ali dentro, um pouco afastado mas ao redor da maca onde se encontrava o jogador, apenas de cueca e sentado. Respirei algumas vezes a mais para não me perder.

"Seja profissional" eu repetia para mim mesma. Mas uma postura profissional estava cada vez mais difícil na minha carreira.

-Hey, -chamei sua atenção, enquanto limpava discretamente o suor das minhas mãos nas minhas calças.

Ele desviou a atenção de algum lugar e focou em mim, abrindo um largo sorriso.

-Oi, você que é a massagista?

-Sou- respondi um pouco nervosa.

-Parece nova para isso.

Seu comentário me pegou de surpresa, mas o ignorei, abrindo um sorriso nervoso.

Analisei sua ficha, pelo que entendi, apenas o começo de tendinite.

-O que sente, exatamente?- perguntei, ficando de frente a ele enquanto segurei seu braço.

-Eu não sei explicar, é algo...

-Latejante?- sujeri quando vi que ele não achava a palavra.

-Exatamente- ele riu- é bem chato, principalmente quando me deito. Ninguém consegue ajudar.

-Devem confundir com uma entorse. -tentei explicar, no começo da tendinite, quando a inflamação começa a se alarmar, é bem parecido os sintomas.

-E o que é?- perguntou, parecendo curioso.

-Tendinite do Maguito rotador- respondi animada. Eu adorava ajudar com tendinite, principalmente quando ela ainda não estava "inteira". -Mas ela ainda não é bem tendinite, só está um pouco inflamado.

Comecei a fazer os movimentos giratórios com o braço dele, apenas para ver até que ponto estava a inflamação.

-E como ela funciona?- perguntou.

Eu já estava nervosa, ele fazendo perguntas e parecendo curioso não ajudava com meu bem estar emocional.

Era bem surpreendente que ele estivesse interessado em ouvir, era provavelmente meu primeiro paciente a se interessar; gostei muito disso.

-O seu corpo é cheio de tendões- tentei procurar a explicação mais fácil, enquanto pegava um gel para massagem- as vezes ocorre de se criar uma inflamação, que acaba inflamando os tendões. Aí os tendões se machucam e esse machucado se chama Tendinite.

-E porque as pessoas confundiriam com entorse?- perguntou.

-Sintomas, eu acho- respondi.

Eu particularmente, nunca tive problemas em confundir os dois, ambos são bem claros para mim.

-E qual a diferença?- perguntou.

-Tendinite vêm com a idade e entorse com machucados.

(...)

Foi simplesmente incrível. Ele tinha uma presença tão boa que me fez esquecer de todas as coisas que haviam me deixado nervosa. Ele absolutamente incrível e eu sem dúvida criei um crush nele. Consegui ajudar seu ombro com facilidade, mas ele deveria continuar algumas sessões, já que ela poderia voltar.

Tiramos uma foto maravilhosa e eu quase morri com os elogios que ele me fez.

Havia sido maravilhoso.

Infelizmente, aquele havia sido a última parte do treinamento (que me ajudou muito), então eu estava desmontando minha barraca.

Eu havia sido escoteira por alguns anos, até minha mãe me tirar. Foi uma época que eu gostava muito, provavelmente a melhor da minha vida, isso fez com que eu desmontasse tudo muito rápido. Mas precisei da ajuda de Thomas para levar minhas coisas até o ônibus.

Aproveitei a presença dos jogadores e tirei foto com Dybala e André também. Outros dois muito queridos. A entrega dos certificados ia ser dentro de alguns minutos, então fiquei alguns minutos conversando com Dybala. Seu inglês era péssimo, então conversamos em espanhol.

-Então você está no Grêmio?- perguntou.

-Estou- respondi com gosto. Embora meu sonho seja um clube europeu, eu amo o Grêmio.

-Gosto do Everton. É um bom rapaz.- ele abriu um sorriso sugestivo no rosto e eu o encarei espantada.

-Everton é realmente muito bom- respondi surpresa, não esperava tal reconhecimento.

-Você sabe sobre posições e tática, essas coisas?- perguntou e eu assenti com a cabeça. Cameron me ensinou muito sobre isso, até me fez pesquisar e entender sobre os jogos- então quem acha que vai ser contrato pela Europa primeiro?

Sua pergunta me fez pensar por breves segundos, mas eu já havia me perguntado aquilo diversas vezes. Obviamente o primeiro a ser convidado era Geromel, mas ele não deseja mudar de time, já trabalhou na Europa por 10 anos, agora dedica sua vida ao Grêmio (tanto que já rejeitou o Atlético). Então o primeiro será meu loirinho lindo e envocado.

-Arthur -respondi- acho que ele vai ser chamado por um grande clube.

-Bim palpite- ele riu - e você? Pretende algum?

-Só se for Europeu- respondi.

Eu não tinha muitos motivos para sair do Grêmio: eu recebia muito bem, amava meu clube, era amada e pratico a profissão que amo. Mas eu gostaria de um pouco de reconhecimento e infelizmente só um clube europeu poderia proporcionar.

(...)

Me despedi dos jogadores e troquei de número com Griezmann, nem acreditando que havia acontecido isso. A entrega dos certificados me fez chorar, mas me despedir de todos aqueles fisioterapeutas que eu admito me fez chorar ainda mais; quando entrei no carro para passar novamente 3 horas e pouco de viajem até chegar em Londres, já senti falta do treinamento.

COUTINHO POV.

Embora tudo estivesse uma merda, eu estava ansioso para ver a pequena Lox novamente, sentia que ela conseguiria me animar e ajeitar um pouco das coisas para mim. Era incrível como seu jeito divertido e simpático me fizesse ficar tão bem. Foi ruim recebem a foto dela com três jogadores de futebol, tive que respirar fundo e me acalmar. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, não era para eu me sentir daquela maneira, mas o sangue quente havia subido. Eu não conseguia acreditar que estava com CIÚMES.

Eu não podia esperar ela recepciona-la, porque sabia que Cameron faria isso, como se nunca tivesse feito nada contra ela. Aquilo me enojava e pensar nisso começou a me fazer querer concordar com Firmino e Nati; mas ela ficaria mal de mais, Aine me ensinou que tem coisas que são melhores quando escondidas do que quando reveladas, acredito que isso é uma dessas coisas.

Eu estava um pouco ansioso para ouvir todas as histórias de Lox no treinamento e esperava que algum clube fosse a chamar. Ela merece isso. Mas logo ela com Dallas me veio à cabeça e eu suspirei. Firmino tinha as provas para mostrar a ela, poderíamos provar que ela estava ao lado de alguém que quer acabar com a carreira dela (junto com o pai, ainda por cima). Mas isso a destruiria mais do que perder o trabalho. Eu não tenho nem noção do quanto a destruiria.

Faziam- se 2 horas que ela havia chegado, e:

-ou ela não queria me ver,

-ou ela ainda estava com aquele desgraçado.

Eu não sabia qual era pior.

Já estava tarde e quando eu quase peguei no sono enquanto esperava um sinal de vida dela, duas batidas na porta soaram, me tirando daquele transe. Andei desengonçado até a porta e a abri, onde mostrava uma silhueta que eu admirava e que me deixa absolutamente louco.

-Oi- a loira deu um sorrisinho bobo. Seu habitual sorrisinho bobo.

Sem que ela pudesse responder a nada, a puxei para dentro do quarto e a beijei.


Notas Finais


Demorado, eu sei beninas. Mas está aí. Me desculpem.


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