História Cuplove - Capítulo 30


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Palavras 2.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Capítulo 27


Fanfic / Fanfiction Cuplove - Capítulo 30 - Capítulo 27

Flashback On Mahogany Gordy

“- Então é isso que você faz da vida?- Cameron riu, analisando as bonecas que eu havia ganhado de uma garotinha que havia apadrinhado em uma campanha da faculdade. Já faziam 2 meses que eu conhecia aquele homem e agradava cada vez mais.

-É, eu brinco de boneca nas horas vagas- zombei, analisando um dos morenos mais bonitos que já vi.

-É, definitivamente uma surpresa- brincou.

-E você?- perguntei, me sentando na minha cama do apartamento que havia alugado. Embora nos conhecemos há algumas semanas, algo nele (fora toda aquela beleza) chamava minha atenção e eu gostava da presença dele, mas não sabia muito sobre ele, já que ele sempre pareceu se interessar mais em mim do que eu nele.

-Eu pratico esportes- respondeu, pegando uma barbie estranha na mão e fazendo uma careta- isso é bem estranho, sabe disso não sabe?- perguntou, analisando a pequena boneca que se encontrava sem cabelos e toda riscada.

-Eu tenho que fazer uma cirurgia nela- comentei, tentando parecer o mais convincente possível.

-Definitivamente estranho- ele riu, colocando a boneca com pressa na prateleira.

Um segundo de silêncio se fez e ele me encarou argutamente, fazendo com que minhas bochechas queimassem.

-O que foi?- perguntei desconfortável, começando a pensar que a base que eu me recusei a usar naquela manhã, cairia bem naquele momento.

-É que você é linda pra caralho.

Suas palavras foram convictas e suaves, mas parecia que por trás delas alguém selvagem se escondia, e eu não sabia o que fazer ou o que falar, então usei a armadura que me escondia: sarcasmo

-Estou me inspirando em você, donzela.

Ele abriu uma careta, a mesma que fez para a boneca e então se aproximou. Eu sabia o que viria e esperava por aquilo, então apenas deixei que as coisas acontecessem.

-Acho que ficaria linda me beijando. –murmurou , apoiando seus braços ao meu redor na cama. Seu perfume penetrou cada canto.

-Poderia analisar, não acha?¬- tentei meu tom mais ousado.

-Com certeza- ele riu e então me beijou.”

Flashaback off

Flaschback on

“-Mãe- Cameron colocou uma mão sobre minha cintura- essa é a Mahogany, minha namorada.

A mulher que vestia um vestido de grife pareceu surpresa com isso, e eu estava apavorada. Só torcia para que ela não fosse como a minha mãe.

-É um prazer conhecer você- ela abriu um sorriso mais parecido com um sorriso de negócios do que qualquer outra coisa.

-O prazer é meu – respondi um tanto quanto atordoada.

Ela e Cameron trocaram de olhares por alguns segundos e logo ela falou:

-Você é realmente bem bonita. – ela se apoiou na bancada.

-Obrigada- agradeci, sentindo minha barriga formigar- a Sra. Também.

-Eu me esforço.

O calafrio que percorreu falou que aquilo seria o mais próximo de um comentário brincalhão dela. Fiquei ainda mais tensa em ver que meu escudo de sarcasmo não se aplicaria ali.

Alguns segundos que pareceram uma eternidade me torturaram e agradeci imediatamente quando ela o cortou:

-Vou ir no mercado, estou pensando em fazer um assado de legumes, você come isso, Mahogany?

-Como- respondi, mesmo não sendo um dos meus pratos favoritos. – e pode me chamar de Lox.

-Está bem- ela sorriu sem mostrar os dentes e saiu.

Só então reparei no quanto estava tensa.

-Meu deus- foi tudo que consegui falar assim que constatei que ela estava longe.

-Agora você viu como eu me senti conhecendo sua mãe- Cam riu e deu um selinho em meu pescoço, me arrepiando- vamos lá para cima?

Arqueei uma sobrancelha e o olhei maliciosa.

-Estamos sozinhos?- perguntei. Embora quisesse transar com Cameron, não queria que um parente dele nos pegasse no ato justo no primeiro dia na casa. Na verdade, eu não queria ser pega em nenhum dia.

-Claro que estamos.

Sem que eu respondesse, ele me levantou no colo, me fazendo soltar um gritinho de surpresa.

Ele riu e me apoiou na bancada, me sentando ali, atacando meus lábios em seguida. Retribuí com gosto e o puxei para o meio de minhas pernas.

-Cameron, na cozinha?- perguntei eufórica.

-Acho que no meu quarto realmente seria melhor- ele riu e me levou até lá, me atirando na cama. Meu corpo começou a se ascender e ele se colocou sobre mim. Senti seu pênis mostrar sinais de vida e o ataquei com a mão por cima de sua bermuda, o fazendo arfar entre o beijo. Não demorou para ele tirar meu vestido nem para eu despi-lo. Roçamos nossa intimidade sobre as roupas íntimas, o que iniciou um prazer que me fez arranhar suas costas."

FLASHBACK OFF

FLASHBACK ON

“-CAMERON!- gritei, ainda assustada. Eu simplesmente detestava ficar sozinha e detestava lugares que me assustavam, nesse caso eu estava sozinha em um lugar que me assustava.

A floresta estava ainda pior do que algumas horas atrás e muitos filmes de terror se passaram por minha cabeça naquele lugar e naquela situação. Eu tinha um péssimo namorado. Peguei meu celular, que gritava por um carregador e usei seus últimos minutos para ligar sem sucesso para Cameron que não atendia. Eu sempre fui ruim em localização, então não fazia a menor ideia de como voltar até a casa do lago da família dele onde estávamos hospedados. Eu não conseguia acreditar que Cameron fez isso comigo. Tentava não processar em minha cabeça que ele me deixou para trás por conta de uma briga idiota e estúpida mesmo sabendo que eu estava com medo daquele lugar e nem saberia como voltar. De repente aquele medo se tornou raiva. Muita raiva. Eu estava perdidamente com raiva. Fechei meus olhos por longos segundos e me sentei em um toco da úmida terra molhada, derrotada. Deixei que a frustração dominasse meu corpo, e me permiti chorar pela primeira vez em meses. Cameron não tinha porque ser tão ciumento, era exagero, era sufocante, estava sendo mais do que eu conseguiria aguentar. Estava sendo algo tortuoso e já não estava sobre meu controle. Ele me abandonou em uma floresta, perto do anoitecer sem nem se quer olhar para trás, mesmo sabendo do medo que eu tinha daquele lugar.

Ver a névoa subir fez com que eu soluçasse por segundos, minutos, horas. Eu me sentia um lixo por deixar ele me tratar daquela forma. Mas eu estava submissa.

De repente, estar perdida naquela floresta assustadora não era o que estava me deixando em pânico, mas sim o fato de ter sido DEIXADA naquela floresta pelo meu namorado depois de uma discussão fútil. Era muita carga para mim, eu não conseguia mais.

Horas se passaram e eu encarava o nada, sentada naquele mesmo lugar. Cameron viria. Ele não iria me abandonar ali.

-Lox? Meu deus, que bom que te achei- a voz de Laura chamou minha atenção- o Cam foi embora muito bravo, imaginei que tivesse acontecido algo."

FLASHBACK OFF

FLASHBACK ON

"-Pai, eu não vou vir morar com você- bufei, me apoiando na mesa.

-Eu não entendo porque não quer- ele bufou também, afastando o prato que ainda tinha um resto de comida.

-Porque eu acabei de conseguir um emprego no Grêmio. -respondi, tentando conter minha irritação.

-Larga esse trabalho e vem aqui comigo, Mahogany. Você sabe que esse trabalho não dá dinheiro nenhum.

'bla blá blá dinheiro blá blá blá'.

-E daí?- indaguei. Cameron encarava tudo confuso- você está pior do que a mãe. Nem tudo se trata de dinheiro.

-Eu sei, Mahogany. - ele revirou os olhos- eu só quero ficar perto de você. "

Flashback off

Mahogany POV

Todos pareciam querer arrancar alguma coisa de mim, seja informação ou um pedaço. Eu estava cansada, a viagem havia sido longa e o treinamento puxado, fora o fato de eu ainda não ter tomado banho; mas estava empolgada, queria contar todos os detalhes, todas as informações, queria contar tudo. Eu estava feliz de mais. Cameron me mandou respirar diversas vezes, mas eu não conseguia, parecia que eu estava ao ponto de ebolição. Para melhorar tudo, Marcelo havia voltado, então dediquei um tempinho a ele (embora eu quisesse dedicar um tempinho a Coutinho). Depois de um tempo falando com os meninos, Cameron começou a brigar pela minha atenção, então me despedi e fui até o quarto dele com ele. Eu me sentia estranha ao seu lado, com uma sensação de culpa insuportável. Ele falava sobre coisas que eu não conseguia definir, então decidi contar.

-Cameron- o interrompi- eu preciso te contar uma coisa.

Senti minha garganta ficar seca e mexi em minhas mãos um pouco nervosa.

-O que seria?- perguntou, percebendo meu nervosismo.

"Eu estou ficando com aquele cara que fez a gente brigar por horas".

-Eu estou ficando com o Coutinho- disparei.

Seu maxilar travou. Durante longos minutos ele não respondeu nada, o que começou a me fazer se sentir nervosa.

-Desde quando?- perguntou.

-Desde que brigamos- suspirei. Aquele tom duro dele me fez estremecer

Ele não respondeu nada, apenas levou a mão até seus cabelos, visivelmente frustrado.

-Me desculpa- pedi, sentindo um nó se formar em meu diafragma.

-Lox, você disse que ficaria longe dele- rosnou.

-Eu sei, é que...

-É que?- esbravejou- Você mentiu para mim.

O encarei espantada. Não era bem assim. Como se eu tivesse engolido um tijolo, me sentei na cama, magoada comigo mesma. Ele tinha razão, eu menti para ele.

-Eu não menti, é só que descobri que foi tudo uma armação.

A minha frase o pegou de surpresa e o deixou desconfortável, eu precisava fazer com que ele entendesse que as coisas não eram bem assim, que havia sido uma armação e que eu estava começando a gostar do jogador. Sim, eu estava, não tinha como negar a mim mesma.

Cameron ficou inquieto, mas haviam tantos motivos para isso que me senti menos desconfortável ainda o encarando.

-E você acredita nisso?- ele perguntou, ríspido.

Arregalei os olhos com sua pergunta. É claro que eu acreditava.

-Sim. Você também deveria- rebati. Aquele comentário de certa forma me irritou.

Aquela situação começou a abrir um lugar para irritação: Cameron era meu melhor amigo, mas ele não tinha o direito de meter o dedo nessas coisas. Não estávamos mais namorando e isso não era um crime e nem o fim do mundo. Só naquele momento eu me flagrei que estava sendo no mínimo, exagerado. Eu detestava pensar nisso, com todas as minhas forças, detestava voltar àquela situação, mas lembrar de como Cameron me tratava quando éramos namorados, me fez lembrar que ele deveria sempre torcer para o melhor de mim, não brigar por situações como essa.

-Eu deveria?- perguntou sarcástico e então respirou fundo. Ele virou de costas por alguns segundos. Aquele drama estava mais me irritando do que me fazendo se sentir culpada. Quando ele voltou a me encarar, tinha um semblante diferente, como se outra pessoa se colocasse em seu lugar- você tem certeza de que é isso que quer?

O encarei perplexa. O que aconteceu?

-Sim, é isso. - respondi convicta, porém um pouco assustada de sua mudança repentina de humor.

"Talvez ele tenha visto que seria o melhor para você"- minha mente tentou me iludir.

Ele não respondeu, apenas abriu os braços, me chamando para um abraço, e assim eu fiz. Foi um abraço caloroso que me fez se sentir bem comigo mesma.

Ficamos um tempo abraçados e eu consegui respirar finalmente, sentindo um peso ser retirado das minhas costas.

(...)

Após colocar minha conversa com Cameron em dia, ignorei o fato dele estar estranho; não poderia exigir nada. Caminhei até o quarto de Coutinho animada, precisava ver ele mais do que nunca. Eram quase uma hora da manhã e eu torcia para que ele estivesse acordado.

Empolgada, dei duas batidas na porta e aguardei. O barulho do outro lado me fez abrir um sorriso abobado e logo ela foi aberta, fazendo com que eu vibrasse.

Ele estava lindo como sempre, usando uma calça de moletom habitual e uma camiseta branca surrada que a tornava transparente, mostrando suas tatuagens.

Fiquei indecisa sobre o que falar primeiro, e com toda a certeza o perfume dele me desconsertava não ajudava.

Sem que antes eu dissesse algo, sua mão agarrou minha cintura e nos aproximamos, ataquei seus lábios com os meus e adentramos o quarto. Sua altura desproporcional da minha não atrapalhou mais quando ele me pegou no colo para facilitar o beijo, que ficou ainda mais gostoso. Nossas línguas dançavam com saudades uma da outra e o ritmo era lento. Uma ponta de decepção me atravessou quando nos separamos para buscar oxigênio.

-Eu contei para o Cameron- achei sensato falar.

Seu rosto continuou o mesmo, indiferente.

-Não vai falar nada?- perguntei, tentando não me decepcionar com aquilo.

E ele não falou, apenas me beijou novamente. 



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