História Cursed - A Era da Lua (Interativa) - Capítulo 8


Escrita por:

Visualizações 143
Palavras 2.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores!
MDS como eu amo escrever sobre os Paladinos, eles são um HINO, um BERRO e me seduzem hahahaha

Então aproveitem muito, pois esse cap é somente sobre eles!
<3

Capítulo 8 - Alguém tem que fazer o seu trabalho


Fanfic / Fanfiction Cursed - A Era da Lua (Interativa) - Capítulo 8 - Alguém tem que fazer o seu trabalho

Aiden sentiu-se como se estivesse indo para a forca, assim como nos tempos medievais ou de caça às bruxas, Kiara o havia convencido por livre e espontânea pressão de que o mesmo deveria se explicar imediatamente ao pai dela, Samuel Cantisani, sobre a aventurazinha que o garoto havia acabado de ter no bar Incubu’s. A garota estava em êxtase, principalmente por nunca ter conseguido entrar naquele bar e aniquilar cada uma das criaturas nojentas que se divertiam ali sem preocupações (Kiara era uma das primeiras da lista de Dominic que continham os nomes daqueles que eram proibidos de entrar em seu estabelecimento, afinal além da mesma ser uma paladina, também se tratava de uma assassina sem escrúpulos e/ou remorso), e agora a mesma tinha a oportunidade de ferrar o primo e conseguir um certo crédito com seu pai pela descoberta.

Kiara Eliza Cantisani era, até onde sabia, a única filha biológica de Samuel. E quando diz-se biológica, entende-se que ela não é a única que está sob os cuidados do paladino Superior e também chefe de todos os outros. Samuel havia adotado um garoto asiático, Uehara, em uma das muitas viagens que fez para fora do continente e nas quais sempre caçou criaturas sobrenaturais junto a seus vários parceiros paladinos, de várias nacionalidades. E Kiara, sendo dois anos mais velha que o irmão adotivo, se lembra até hoje do dia em que seu pai chegou em casa todo sorridente com um garotinho de 3 anos de idade e olhos puxados em seu colo, nesta época a mesma tinha 5 anos e já era dona de toda essa personalidade agressiva, dominadora, fria e calculista, tal personalidade que mantém até os dias de hoje, inclusive pode-se dizer que até pior. Nunca chamou o irmão pelo nome ou pelo apelido que o mesmo gosta de ser chamado, Haru, chama-o apenas de “adotado”, pois acredita que ele não é digno de nem um terço de todo o amor e admiração que o mesmo recebe de Samuel.

Kiara sempre foi melhor em tudo como paladina do que Haru, tanto em lutas corpo a corpo quanto no manejamento de armas, porém apenas ela tinha essa constante sede de se provar melhor do que o garoto. Haru era um ótimo paladino, mas nunca se preocupou em superar ou tentar superar a irmã, sabia o que tinha que fazer, qual era seu objetivo ao caçar sobrenaturais e apenas fazia isso, seguia as ordens do pai sempre, mesmo que sempre tenha escondido de todos suas dúvidas a respeito das ideias e paradigmas dos Paladinos. Quer dizer, sempre pensou se era mesmo necessário matar tudo e todos aqueles considerados "anormais".

A casa dos Cantisani era como uma mansão, um pouco mais rústica e sem luxo se comparada às outras mansões de Arcádia, e funcionava como um segundo quartel-general dos paladinos da região, após a academia de boxe fajuta de Samuel. Ficava em um local afastado da cidade, perto de absolutamente nada além da natureza, possuía portões largos e altos, uma estrada de pedras que levava até a grande porta de entrada e câmeras por todos os lados. Os segredos mais obscuros dessa casa estavam reservados para o que havia no subsolo, ou mais conhecido como “porão, da casa: celas com barras de ferro grossas, como uma prisão, salas de tortura, depósito de armamentos e até um aposento chamado de sala dos Troféus, onde os Paladinos gostavam de guardar seus souvenires, ou seja, suas lembrancinhas de belos dias de caças bem realizadas. Souvenires tais como cabeças empalhadas de lobisomens, presas de vampiros cravadas nas paredes, caudas de sereias dissecadas, orelhas de elfos, entre outros. Algo bem bizarro de se olhar, porém objetos de muito orgulho dos paladinos. E naquela noite, a filha biológica e mais velha de Samuel, estava se sentindo triunfante ao chegar em casa, com Aiden seguindo-a de cabeça baixa.

Samuel estava na grande biblioteca da casa, que ficava no andar térreo, e usava aquele lugar como seu escritório, havia passado horas sentado ali conversando e planejando suas próximas caçadas junto ao filho Uehara, que era considerado pelo pai como um dos melhores estrategistas dos paladinos e sempre era o responsável pela maioria dos planejamentos dos dias e noites de caça. Kiara entrou pela grande porta da biblioteca, sem bater (sabia que seu pai odiava quando a mesma fazia isso), estava sorrindo maleficamente e ainda carregava consigo um saco ensanguentado com algo pesado dentro, pendurado em seu ombro.

— Olá, pai e adotado… — a última palavra saiu de sua boca com o bom e velho “desdém” que amava usar com o irmão adotivo. Sentou-se em uma das grandes poltronas verdes que ali haviam e deixou aquilo que carregava ao seu lado, para mostrar ao pai depois.

Aiden ainda estava parado na entrada, aguardando a permissão do tio para entrar no local, e sentia o suor frio escorrendo por suas costas. Sua mente estava trabalhando a mil por hora, tentando buscar algo perdido em seus neurônios que o salvasse daquela situação, mas estava realmente difícil pensar em algo apenas por olhar para Samuel. Uehara, que estava em outra poltrona, com um livro em seu colo, cumprimentou o primo com um aceno de cabeça antes de se voltar para a irmã que, embora tenha reparado na presença dele ali e o chamado de “adotado”, não havia sequer olhado em sua direção.

— Olá, maninha — ele debochou de propósito dela. Haru realmente não a suportava e, com o passar dos anos, seu ranço a respeito da irmã apenas aumentava. Porém gostava somente de provocá-la, raramente comprava as brigas que Kiara tentava arranjar com ele, e ela ficava irritadíssima com isso. — Espero que sua caça tenha sido tão boa quanto a minha, mesmo você tendo ignorado totalmente as ordens do pai.

— Eu não sou sua irmã, querido. E eu não preciso caçar junto com você, sou uma paladina e não uma babá de órfãos. Agora deixe os adultos conversarem aqui, adotado — e fez sinal com as mãos para que Haru saísse da sala.

— Acho que não preciso entrar novamente em discussão com você sobre o nome do seu irmão, Kiara — Samuel não se deu ao trabalho de levantar a cabeça para olhar para a filha, apenas continuou as anotações que estava fazendo antes da mesma entrar. Seu descontentamento apenas era evidente por causa de seu tom de voz e, obviamente, pelo jeito que bufou quando Kiara entrou sem bater. — E eu estou ocupado, agora, então você deve sair.

A jovem ignorou a solicitação do pai e levantou-se, ficando de frente para a escrivaninha na qual ele estava sentado, tamborilando nervosamente os dedos na madeira antiga da mesma. Samuel respirou fundo, procurando no âmago do seu ser a paciência que, na verdade, nunca possuiu e levantou o olhar para a filha. Kiara nunca foi muito de obedecer suas ordens, além de matar ou torturar ou treinar, e não seria assim do nada que a mesma começaria a obedecê-lo.

— Diga logo o que você quer e saia — seu tom de voz era neutro e, para Aiden, extremamente assustador. Samuel, até aquele momento, havia ignorado a presença do sobrinho, embora soubesse que o mesmo estava ali.

— Na verdade, quem quer dizer algo a você é o Aiden — Kiara respondeu, petulantemente, apontando para a porta da biblioteca. — Encontrei o priminho num lugar interessante hoje à noite, quando estava voltando para casa. Não quer contar a ele, primo?

Samuel Cantisani massageava as têmporas, de olhos fechados, claramente estressado e impaciente com tudo aquilo. Em seguida, apenas olhou para o sobrinho sem dizer nenhuma palavra. Na realidade, nem era necessário dizer nada, Aiden (que já estava, praticamente e quase que literalmente, borrando as calças) já tinha entendido que aquela era a deixa para que iniciasse seu discurso e acabasse com toda aquela situação, que já estava se tornando vergonhosa para ele. Olhou de soslaio para Kiara, que havia voltado para sua poltrona e sorria debochadamente para ele como se dissesse “sai dessa agora, otário” apenas com o olhar. A sorte de Aiden é que todo aquele tempo que ele e a prima levaram para chegar até ali, tinha lhe dado um certo tempo para pensar, o que não diminuía seu receio em conversar diretamente com o tio.

— Kiara me viu saindo daquele bar das criaturas, senhor — começou, engolindo seco. Pôde perceber os olhos do tio brilharem de raiva e sua expressão ficar vermelha, então tratou de se explicar breve e sucintamente. — Meu pai me pediu, há muito tempo, que me infiltrasse lá, já que praticamente ninguém me conhece, pois não saio muito. E raramente deixo alguma criatura viva para contar aos outros que me conhece. Era como uma missão surpresa, senhor. Hoje foi a primeira vez que consegui entrar lá e consegui informações valiosíssimas que esperava lhe entregar na próxima reunião amanhã, senhor. Demorei muito para conseguir a confiança do dono do bar e, como nenhum de nós nunca conseguiu se aproximar dele, agora eu consegui, senhor e…

— Você está mentindo, seu IMUNDO! — Kiara o interrompeu e rapidamente chegou ao encontro dele com uma faca em seu pescoço. — FALE A VERDADE, SENÃO EU JURO…

— Kiara, isso não será necessário — Samuel interrompeu, calmamente e sem mover nenhum músculo, o ataque de violência e fúria da filha. — Deixe-o terminar, então eu decidirei se você deve ou não utilizar esta faca em suas mãos.

A garota de cabelos curtos não se moveu, não tirou a faca ameaçadora do pescoço do primo, sua expressão era de puro ódio e sua respiração era tão pesada que fazia os cabelos bagunçados de Aiden se moverem. Ele conseguia sentir a raiva da prima atingi-lo como um raio e, tentou manter-se firme ao continuar falando com Samuel, mesmo com o objeto cortante próximo de sua artéria.

— Se o senhor quiser, pode perguntar ao meu pai, ele confirmará. Acho de grande valia para nós o que eu estou fazendo, já que é absurdamente impossível de um paladino conseguir entrar naquele lugar.

— Não tenha dúvidas que eu o questionarei pessoalmente sobre essa decisão que vocês dois tomaram sem a minha permissão — o Paladino Superior odiava que não fosse ele a dar as principais ordens aos outros, ele aceitava sim sugestões cabíveis, porém a última palavra deveria ser sempre a dele. Sua voz não demonstrava raiva ou reprovação e era exatamente isso que deixava Aiden assustado, não saber qual seria o próximo passo de seu tio. Podia ter conseguido se safar naquela noite, mas era impossível saber qual seria a atitude de Samuel após conversar com seu pai. O garoto precisava dar um jeito de chegar até o próprio pai e conseguir convencê-lo a apoiar sua história, antes que o tio conseguisse ter aquela conversa com ele.

— Pai, ele está mentindo descaradamente e você está caindo como um idiota! — Kiara agora olhava para o pai, incrédula e vermelha de raiva. Se pudesse, mataria Aiden com as próprias mãos naquele momento. Porém, a garota tinha ido longe demais e a paciência de Samuel tinha atingido o limite humanamente possível. O mesmo levantou de sua cadeira e socou com as duas mãos sua mesa em que antes fazia suas anotações, calmamente, até que sua filha lhe interrompeu.

— NÃO ME FALTE COM RESPEITO, KIARA ELIZA! — o grito dele ecoou por todos os corredores da mansão e, embora Uehara e Aiden tivessem se encolhido nos lugares que estavam instantaneamente ao perceberem a explosão de nervos de Samuel, Kiara manteve sua imponência e não pareceu se incomodar com a grosseria e ameaça de seu pai. Prova de que ele havia ensinado muito bem à filha sobre como encarar situações de pressão. — Antes de mais nada, sou seu pai e seu superior! Haru tem uma pessoa infiltrada entre aquelas criaturas nojentas e, agora, Aiden é ele mesmo um infiltrado. Então, em vez de ficar por aí criando teorias de conspiração, por que não se esforça em ser boa o suficiente como seu irmão e seu primo?

A garota absorveu cada uma daquelas palavras ditas por seu pai, e cada uma delas ficou gravada em sua mente como se fosse um ferro em brasa marcando sua pele. Guardou a faca que estava segurando dentro de sua bota e foi até onde havia largado o saco pesado e ensanguentado que havia trazido de sua caça noturna. Seu primo não se livraria dela assim tão fácil, a partir daquele momento Kiara seria sua sombra, seria como uma pulga atrás de sua orelha e faria aquilo tão bem que ele não teria um só minuto de paz em sua vida. Ela chegou perto da mesa do pai e virou o saco aberto em cima das anotações dele, uma cabeça decepada, pingando sangue, de um vampiro, rolou pela madeira afora deixando um rastro de sangue por toda a superfície. A expressão no rosto do vampiro morto era de extremo pavor.

— Aqui está mais um troféu para você, papai. Pelo menos alguém aqui estava fazendo seu trabalho hoje à noite — a palavra “papai” foi pronunciada com nojo, enquanto ela olhava firmemente para o rosto de Samuel, o mesmo a encarava com a exata e mesma expressão que ela, não negavam que eram pai e filha. Kiara continuou, desta vez olhando para a cara de seu irmão adotivo, o nojo ainda presente. — E você, adotado, vê se dá um jeito naquela criatura asquerosa que você está mantendo como refém lá no porão. Se mais algum barulho de correntes, ou algum rosnado durante a lua cheia, me acordar à noite, eu juro por Deus que acabarei com seu bichinho de estimação com apenas uma de minhas mãos!

E saiu da grande biblioteca, batendo a porta atrás de si com toda a força que possuía, mas não antes de sussurrar um “você me paga” para Aiden Cantisani Marshall.

 

   


Notas Finais


Sei que estou atrasada em responder alguns comentários nos capítulos anteriores, mas JURO que responderei todos até amanhã!
Vocês são lindos e merecem *-*

Espero que tenham gostado deste capítulo, comentem o que acharam, é muito importante pra mim!
Beijão da Boo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...