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História Cursed Blood - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


Oi tudo mundo! Como estão?
Sei que dei uma sumida no ultimo mês, mas foi por conta da correria do dia a dia. Mas estou de volta!
Hoje começamos a próxima etapa da história, iniciando o livro Ordem da Fênix! Esse primeiro capítulo é mais focado no reencontro dos personagens, e também serve para construir a atmosfera dos próximos caps
Enfim... espero do fundo meu coração que gostem!
Com todo amor do mundo
A.Mazzoli

Música do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=iXo6QQB5sOc&t=1778s

Capítulo 18 - A Ordem da Fênix - Those old summer days


No dia mais quente do verão londrino, as paisagens pareciam tilintar por conta do calor que subia do asfalto. As casas abafadas convidavam seus proprietários a passarem a maior quantidade de tempo possível do lado de fora. Algumas crianças brincavam em piscinas infláveis postas na grama, enquanto senhoras de idade conversavam sobre os acontecimentos da semana em espreguiçadeiras de praia.

A paisagem era extraordinariamente...comum. Com todos os componentes colocados com a intenção de não levantar o menor tipo de suspeita. Mas para aqueles que olham com atenção, e para aqueles que possuíam gotas de sangue magico fluindo por suas veias, já era possível sentir o aroma de mudança no ar. O aroma que indicava a toda uma comunidade que uma guerra se aproximava, e que nessa guerra seriam os jovens que prestariam como soldados.

Dentro de um dos apartamentos estupidamente quentes do largo Grimmauld, a família Weasley, juntamente com Sirius e Lupin esperavam, de maneira ansiosa a chegada de Harry e Rose. O garoto seria transferido graças a alguns aurores de confiança, que se despuseram a ajudar o menino depois do mesmo ser acusado de usar magia de em frente a um trouxa. Harry havia, de fato, usado magia, mas havia a usado para proteger a si mesmo e ao seu primo de um dementador que andava solto nas proximidades da casa dos tios do menino. E nem por essa motivação, o ministério havia liberado-o das queixas, e por isso, agora o garoto de quatorze anos seria julgado pelo ministério.

Enquanto isso, Rose havia passado a grande parte de suas férias na América, onde aprendeu com uma legimente mais experiente a controlar sua habilidade, e a menina, mais do que nunca, carregava um poder fora da normalidade consigo. Rose havia amadurecido durante as férias, havia perdido um pouco do rosto de menina, e ganhado mais características de uma mulher. Seus olhos cor de âmbar ainda carregavam um brilho característico, mas agora eram emoldurados por um caminho de sardas que Rose ganhara no quente verão americano. Havia deixado seus cabelos crescerem, e as madeixas ruivas atingiam sua cintura, mais do que nunca, Rose parecia com a sua mãe.

E agora a menina se encontrava no ponto de referencia que seu padrinho lhe dera, para que pudessem se encontrar. Os últimos raios de sol se espalhavam de maneira alaranjada em um por do sol que iluminava Rose e sua mala, a garota checava um pedaço de pergaminho em sua mão.

 

“Largo Grimmauld, número 12 – Me encontre em frente as árvores”

 

A ruiva havia começado a perder a paciência assim que o sol de pôs, e em sua cabeça procurava algum sinal de Lupin ou de qualquer pessoa que conhecesse. Mas nada encontrava, era como uma tela em branco.

-Quer dizer que agora vou precisar te aturar tentando ler a minha mente?

O Dono da voz, Remos Lupin já tinha seus braços abertos, prontos para receber a afilhada, que sem pensar duas vezes, pulou em direção ao padrinho. Os dois se entrelaçaram em um abraço longo e apertado.

-Ah como eu senti sua falta! – Disse o homem se afastando da menina, ao olhar para Rose de maneira um pouco mais calma, soltou um suspiro – Você está a cara da sua mãe.

- Obrigada – respondeu a menina, levemente sem graça

- Desculpe a demora, tive que esperar escurecer

- Ué...por que? - Rose parecia confusa

-Por isso...

O homem agitou a varinha três vezes, e os tijolos do prédio pareceram se esticar, de cada lado do conjunto as coisas pareciam se afastar, enquanto isso, os trouxas já haviam voltado para as suas casas e pareciam nem ter ideia do que acontecia ali. Quieta, mas de olhos arregalados Rose observava a cena com atenção. Até que do meio das duas extremidades um terceiro prédio começou a surgir.

-Bem vinda ao Largo Grimmauld, número 12 – Disse Lupin de maneira divertida

-Por acaso eu já disse que amo mágica? 

.....

Em meio ao corredor apertado e com cheiro de mofo, Rose prestava muita atenção nos quadros dispostos nas paredes com um papel de parede já gasto, nos quadros, rostos desconhecidos pareciam poder enxergar através da sua alma.

A menina não parava de espirrar por conta do pó que se levantava toda vez que eles davam um passo. Lupin, como quem pede desculpas, olhava para a afilhada e Rose, como quem diz está tudo bem, lhe devolvia um sorriso brincalhão.

Foram necessários mais alguns passos para chegar à cozinha do lugar, onde um sentimento de inquietude pousou em seu coração, logo antes de começar a ouvir uma discussão.

-Harry, Dumbledore nos fez jurar! Por favor não fique bravo- a voz, sempre tão alta e aguda, pertencia a Hermione.

-É verdade cara! Não podíamos te contar - A fala era de Rony, Rose não pode deixar de notar que a voz do garoto estava mais grossa do que no último ano

-ENTÃO VOCÊS ACHARAM QUE TUDO BEM EU E ROSE PASSARMOS O VERÃO INTEIRO SEM UMA NOTÍCIA SEQUER?

A voz alterada de Harry foi suficiente para fazer Rose entrar no quarto, como uma tentativa de aliviar o clima.

-Por acaso ouvi meu nome? - Disse a ruiva de maneira descontraída 

-Ah graças a Deus! -Hermione suspirou - Rosy!  Que saudades

As duas garotas se enroscaram em um abraço apertadíssimo.

-Depois eu te explico tudo,  o porquê não responder às cartas, me desculpe- sussurrou Hermione no ouvido da garota.

O próximo a chamar a menina para um abraço foi Rony que a abraçou e logo e seguida pegou as malas da mão da ruiva, que ainda as segurava.

Rose voltou seu olhar a Harry que passava as mãos na testa de maneira nervosa.

-Não vai me dar oi?

Harry respirou fundo e abriu os braços para receber a irmã. Uma calmaria sem igual percorreu o corpo da menina quando se deu conta de que o irmão estava ali, seguro.

-O que está acontecendo? – perguntou a ruiva

-Aparentemente, Dumbledore criou uma ordem secreta que impede que qualquer pessoa se corresponda conosco durante todo o verão! -explodiu Potter

-Não, a ordem da fênix já existia há muito tempo. Eles só decidiram usá-la de novo, você sabe...pelo que aconteceu ano passado

-E o que isso tem a ver comigo e com a Rose? Por que Dumbledore não nos deixou falar com ninguém?

-Ele queria ter certeza que vocês estavam seguros, que nenhum comensal chegaria até vocês -A voz de Rony chamou a atenção da garota

-Por que comensais viriam atrás de mim? - perguntou Rose

Hermione lançou um olhar cúmplice para a amiga, como quem confidenciava algo.

A ruiva estava prestes a falar algo, mas foi interrompida por um estouro muito alto dentro do quarto. Do estouro, duas figuras altas e ruivas surgiram. O estomago de Rose gelou e sua primeira reação foi tentar arrumar a blusa amarrotada que usava.

-CÉUS! - Hermione exclamou- Só porque podem aparatar não significa que precisam fazê-lo toda hora!

-Ah qual é Mione, a Rose ainda não tinha visto nosso truque, não é não ruivinha? - Disse Jorge abrindo os braços para receber a garota, que pulou em sua direção. -Ei ei ei também senti saudades, mas acho que esse palhaço aqui sentiu mais.

O olhar da menina seguiu a direção do amigo e recaiu sobre Fred, o menino estava mais para o canto do quarto, com um dos ombros apoiados na escrivaninha de madeira. Seu olhar recaia fixamente sobre Rose.

No fim do ano passado Fred havia admitido para a menina sobre todos os sentimentos que mantinha por ela, o rapaz ainda lhe deu um beijo de despedida na plataforma 9/3/4 que só havia sido visto por Harry e Hermione. E pelo jeito, Jorge também estava sabendo.

-Oi- foi a única coisa que saiu da boca de Rose

-Oi- respondeu Fred um pouco envergonhado

-Oi! Oi! Oi! Oi! Pronto terminei, agora vamos, vão me dizer que não estão curiosos para saber o que eles estão falando lá em baixo? - Exclamou Jorge 

...

O grupo de adolescentes estava sentado a borda da escada, com uma das mais novas invenções dos gêmeos Weasley, um par de orelhas extensíveis, tentando ouvir a conversa.

-Se alguém tem o direito de saber sobre isso é o Harry e a Rose, se não fossem por eles nem saberíamos que Voldemort está de volta- uma voz que Rose não pode identificar saiu das orelhas

- Rose não precisa saber disso! O que Voldemort iria querer com ela? - Dessa vez era Lupin quem falava

-Você mesmo disse a menina...

O som foi cortado ´subitamente, mas quando o grupo olhou para baixo, se depararam com bichento, o gato da Hermione, mastigando a orelha extensível. Rose estava prestes a sugerir que usasse sua legimencia quando a senhora Weasley os chamou para jantar, e assim desceram as crianças intrigadas pela fala e famintas

 

 O cheiro do jantar entrou pelas narinas de Rose e quase imediatamente causou um sorriso. A comida da Búlgara nunca fora a favorita da menina, e depois de passar um ano entre os banquetes de Hogwarts, sentiu que estava ficando mal acostumada. Na mesa haviam três cortes diferentes de carnes além de vegetais e pães para acompanhar.

-Senhora Weasley, que mesa incrível! -exclamou a garota para a mais velha que lançou um sorriso envergonhado em direção da mais velha.

Na mesa estavam Thonks, acompanhada por Lupin que conversava animadamente com a mulher, a cena também tirou um sorriso do rosto de Rose, que sabia dos sentimentos da mulher pelo padrinho.

Quando Ninfadora percebeu a presença da menina foi prontamente cumprimenta-la

-Rosy! Eai como você tá? Que saudades! - o abraço apertado da mais nova na aurora foi resposta suficiente.

Na ponta oposta da mesa, um homem de cabelos longos e escuros observava a cena, Rose não o conhecia, mas o estranho lançou um sorriso paternal, lembrando muito das feições de Lupin.

-Birdy esse é Sirius Black, o dono dessa casa e padrinho do Harry.

Quase instantaneamente Rose se lembrou de onde o conhecia, da lareira onde passará a mensagem secreta para eles no último ano.

-Ah sim! Prazer senhor Black, me chamo...

-Rose- começou o homem- Eu te conheço Rose, te vi quando ainda era um bebê! Céus como você se parece com a Lilian

Um sorriso discreto cresceu nos lábios da menina.

-Obrigada

....

O grupo se organizou rapidamente, e em pouco tempo todos estavam organizados na cozinha. Rose em meio a Harry e Fred conversava de maneira animada com Gina, que contava sobre as férias para a menina. Mas a garota não pode deixa de ouvir a conversa que acontecia ao seu lado.

-O que o Ministério tem contra mim? - Perguntou Harry logo após ficar sabendo que a sua audiência seria testemunhada por toda a suprema corte.

Um silencio recaiu sobre a sala, e Moddy estendeu um recorte de jornal com a seguinte manchete:

 

“Harry Potter, o menino que mente?”

 

-Eles têm disseminado mentiras sobre o Dumbledore também – Rony tentava animar o amigo que parecia desolado.

-Eles estão tentando descreditar qualquer pessoa que diga que o lorde das Trevas está de volta. – Sirius explicou

-Mas...Por quê-? Por que qualquer pessoa com sanidade iria fazer isso?

-Fudge já perdeu a sanidade faz tempo – Rose interviu na conversa

-Exatamente, e as pessoas fazem coisas terríveis quando estão com medo Harry, por isso, vão tentar controlar a população de qualquer maneira que puderem. – Lupin tinha uma voz calma durante a explicação

-Nós achamos que Voldemort está tentando reunir o seu exército, ele comandava muita gente – Enquanto Sirius falava a tensão no quarto aumentava cada vez mais. – Mas reunir seguidores não é a única coisa em que ele está interessado, nós achamos que ele está atrás de...

-Sirius – A voz de alerta de Lupin tinha um tom grave.

- Nós achamos que ele pode estar atrás de algo – As mãos de Sirius tamborilavam na mesa, um sinal de nervosismo – Algo que ele não conseguiu da ultima vez.

-Tipo...uma arma? – Perguntou Harry

-CHEGA! – A voz da senhora Weasley atravessou a cozinha ele é só um menino, eles são crianças. – Se falar mais alguma coisa vai induzi-lo a entrar na ordem.

-Eu quero! Quero entrar! Se Voldemort está reunindo um exercito eu quero lutar!

Sirius mesmo quieto lançou um olhar provocativo para Molly Weasley, que devolveu com ordens de que todos começassem a comer, antes de que a comida esfriasse.

Discretamente, Rose tentou enxergar o que se passava na cabeça de Sirius. O processo de ler mentes era semelhante a regar uma flor, a água presente no regador provinha da cabeça de Rose, e a flor, a mente de quem a menina precisava enxergar. Mas a mente de Sirius era como uma flor murcha, que água nenhum reavivaria. Os olhos da menina deslizaram até Sirius que lhe lançou uma piscadela irônica.  

....

A parte mais difícil de ter dominado o seu poder, era quando a menina ia dormir, a noite era o momento em que a maioria dos pensamentos fluem de maneira mais livre, como sonho, e esses pensamentos eram os que impediam Rose de dormir naquela noite.

A menina havia descido as escadas e encarava os quadros no corredor de entrada da casa, expressões frias, e olhos sem vida haviam sido capturados, a garota pensava se eles eram realmente assim.

-Quieta, mas um tanto quanto corajosa – A voz de Sirius despertou Rose de seus pensamentos – Você é mais parecida com a sua mãe do que imagina Rose.

A garota lançou ao homem um sorriso constrangido.

-Desculpe por aquilo, eu só...estou farta de segredos

-Não te julgo – Disse o homem e aproximando um pouco mais da garota – Faria exatamente a mesma coisa se estivesse na sua situação, mas deixe que eu te adiante uma coisa...todos a ordem foram treinados em oclumência.

-Pensei que poderiam – Admitiu a menina – Também não conseguiu dormir?

-Quando você passa doze anos em Azkaban...os sonhos deixam de ser tão gentis. – Sirius tinha um olhar vago

-Me desculpe por isso, não consigo imaginar o quão terrível deve ter sido.

-Todos nós carregamos algum tipo de peso, veja você e o Harry, tão novos e já viram tanto.

-As vezes eu queria não ter visto...- A imagem do rosto de Cedrico surgiu na mente da menina

-Rose, não posso te contar tudo o que sei, mas posso dizer que os próximos tempos vão exigir uma coragem sem igual, coragem de tomar a frente, coragem de se colocar na linha de frente, Lilian e Thiago carregavam isso dentro de si, sei que essa habilidade também corre em suas veias – a menina olhava intrigada – Você e o Harry, cuidem um do outro certo ?

A ruiva assentiu, ainda que meio desconfiada, e logo depois Sirius a deixou sozinha, pensando em como o próximo ano iria a desafiar. 


Notas Finais


E ai...gostaram?

Quero agradecer a todo mundo que me acompanha e que tanto me incentiva, vocês são demais, sério.<3 Também quero pedir que deixem o feedback, me contem o que vocês acham que vai acontecer, o que querem que aconteça, me contem sobre o que acharam do Fred e da Rose... e quais serão os grande desafios que ela vai enfrentar nesse ano ( se me permitem dar um pequeno spoiler....esse ano vai ser de um crescimento de habilidades ENORME pra ela)
Enfim...além disso se cuidem meu amores! Aproveitem esse momento pra ler bastante e ficar em casa certo?

Nos vemos na faxina da Ordem/ Beco Diagonal! ( aka. Próximo capítulo)

Com todo amor do mundo
A Mazzoli


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