História Cursum Perfício - Capítulo 30


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Categorias Eldarya
Personagens Erika, Nevra, Personagens Originais
Tags Eldarya, Nevra
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Palavras 3.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


***ATENÇÃO***
Esse capítulo tem cenas de sexo explícito então PELO AMOR DE ODIN se vc não ((NÃO)) se sente confortável, pule até o último paragrafo onde tá tudo acabado.
E se você tem -18 (que eu sei q alguns tem) eu n vou te proibir de ler né amore KKKKKK mas fica ai na consciência de que tá proibido, mas se quiser pode.

PS: SE VOCÊ ME CONHECE NA VIDA REAL PELO AMOR DE LOKI NÃO LÊ ESSE CAP. AQUI NÃO BROTHER.
***Avisos dados, agora vamo começar a semana bem***

Capítulo 30 - Capítulo 29 - Dezembro (18).


Contra todas as más expectativas, Karenn provou ser uma boa líder.

Por enquanto, oito meses depois daquele episódio particular com sua sogra, onde a mãe de Nevra a torturou em seus sonhos durante noites até que terminassem; e quando eles voltaram, a prendeu em um pesadelo e a torturou verdadeiramente daquela vez, cortando seu corpo como um cientista em experimentação. Momentos aterrorizantes que ela preferia esquecer.

A terra natal dos vampiros tinha um nome engraçado que começava e terminava com a letra G, mas era um nome grande e confuso demais para Érika lembrar ou pronunciar corretamente se lembrasse.

Conhecer tal vila era uma coisa que ela não sabia concluir se queria visitar algum dia ou não. Durante as batalhas mentais, a opção de conhecer tal lugar onde seu namorado cresceu, ganhava. Mas ela nunca saiu de Eel.

Ao contrário de Alajea e Chrome que quase não eram mais vistos nos jardins ou paredes do QG. Por semanas a fio, seus nomes nos relatórios estavam apenas como “ausentes” e não como “em missão”. Viajar entre os dois vilarejos era um privilégio que a sereia e pequeno lobo aproveitavam até demais.

 

Valkyon voltou aos poucos a conversar normalmente — tão normalmente quanto se tratando dele, mas tanto Érika quanto outros amigos próximos do Obsidiano viam seu olhar vagar vazio algumas vezes durante o dia. Levaria mais um tempo, Miiko disse uma vez, assim como levou mais de oito meses quando Lance morreu. Mas Nevra, em contraponto disse outra vez que o caso do irmão dele era algo que Valkyon nunca superou de fato. As perdas forjavam a obsidiana cada vez mais forte, mais escura, mais afiada e mais impenetrável.

 

Quanto a Erin, após sua recém descoberta sua atração por sua Chama Gêmea, Erika ignorou esse tópico particular que já não tinha serventia alguma em seus pensamentos e propôs a ele que ambos levassem a sério as meditações por mais tediosas que fossem, e então, a conexão entre os dois continuou se fortalecendo como antes. E eles nunca sabiam se meditavam do jeito certo ou não. Eles nunca sabiam de fato o que estavam fazendo. Mas os resultados eram postos na mesa mesmo assim. Chamas Gêmeas ainda era algo novo e sujeito a testes tanto para eles quanto às criaturas que já estavam familiarizados com a existência real de Almas e Chamas Gêmeas por aí.

Erin agora tinha seu próprio quarto, quando um dos membros mais velhos da Sombra se aposentou e decidiu se aventurar pelos mares de Eldarya, o humano foi o primeiro pensamento da kitsune quando a questão ‘quarto-vago-com-colchão” surgiu em sua cabeça. A Chama Gêmea, duas noites após sua pequena mudança de um travesseiro e algumas mudas de roupa que era tudo o que ele tinha, sussurrou em sua mente:

— É estranho...

Érika, que até então estava repassando as missões e informações coletadas durante o dia, demorou alguns momentos antes de se dar conta que ele havia falado com ela.

— O que? — ela respondeu, usando uma sentença só para duas perguntas diferentes. Ele havia mesmo falado com ela? O que era estranho?

— Dormir sozinho... — seu tom era monótono. Depois de tanto conversarem antes, ela aprendeu que pensamentos não se exaltavam ou demonstravam alguma emoção ou sentimento. No entanto, ela revirou os olhos, imaginando e sabendo que Erin estava abraçado ao travesseiro dramaticamente e com uma feição de cachorro abandonado naquele momento.

Ela bufou, inacreditada.

— Você não quer que eu vá te fazer companhia quer? — ela o provocou. O pensamento de sua antiga atração por ele surgiu tão rápido quanto se foi, deixando um rastro engraçado que a fez sorrir e pensar “o que eu tinha na cabeça?”.

O som da risada dele ecoou dentro dela.

— Você não, o Sowige sim — ele respondeu. Erika não conseguiu se sentir nem um pouco ofendida. Se fosse ela no lugar dele, ela também preferiria o pequeno mascote.

Se sentando na cama, ela lançou um olhar ao mascote em questão, que a encarava de volta surpreso no caminho entre a porta e a cadeira mais próxima. A ave já estava prestes fugir pela noite antes mesmo que ela o mandasse para Erin.

No exato momento em que Erika abriu a porta e deu espaço ao seu mascote, a ave deu a ela um último olhar culpado e voou ávida para as últimas portas ao fim do corredor. Diretamente para a porta do outro humano.

Ela semicerrou os olhos quando este recebeu o mascote e lançou um sorriso inocente demais para ela como agradecimento antes de entrar de volta no quarto ao fim do corredor.

Dois sacanas, ela pensou, ele o Sowige.

 

As festividades de fim de ano começaram a vir. Em Setembro tudo começou a queimar.

 

O sol mal havia mostrado seu esplendor lá fora, iluminando o quarto, mas Erika, com hábitos saudáveis acordava cedo o bastante para esperar ouvir suspiros e passos apressados atrás da porta do quarto, no corredor. A neve começaria a cair em breve e seu passatempo favorito naquelas horas da manhã era ouvir bocejos cansados e reclamações sonolentas enquanto ela amarrava os cadarços de suas botas em seus pés — botas as quais Miiko a concedeu tanto tempo atrás que agora pareciam décadas— prestes a se juntar à orla de passantes sonolentos com frio.

Após amarrar os cadarços e abrir a porta, Erika se deparou com duas figuras paradas como pedras na soleira da porta, com as mãos pacientemente cruzadas sobre o estômago, bloqueando sua passagem e vista para o corredor.

Ewelein e Huang Hua.

Uma com um sorriso maldoso e outra com um sorriso inocente em suas faces. Não existia a diferença entre um sorriso e outro, afinal.

— Érh.... — Erika tentou. O que diabos as duas queriam com ela? Ela não tinha feito nada de errado nem passado mal recentemente, tinha?

— Que dia é hoje? — Huang Hua se pronunciou, solene.

Demorou alguns momentos de cálculos mentais para a humana responder.

— 2 de Setembro, por que?

Dessa vez foi Ewelein quem respondeu:

— Não só dois de Setembro, hoje é aniversário de pessoas importantes para o QG também!

Ela falava como se tentasse dar dicas sutis de uma data importante para uma criança ou um homem. No entanto nada veio a sua cabeça. O aniversário de Nevra estava longe, e o de seus pais não tinha relevância ali. Então, o que?

Huang Hua pareceu ter lido o ponto-de-interrogação acima de sua cabeça, e puxando-a para fora do quarto e apoiando sua mão no topo de suas costas para guiar seu corpo para o corredor, começou a explicar.

A fenghuang explicou que 2 de Setembro era aniversário de pessoas ...ilustres do QG (não escapou a ela que ilustres não era bem um elogio na língua daquela mulher); Karuto e Ezarel. E Ewelein Miiko e ela decidiram começar a comemorar o aniversario dos mais íntimos, visto que os tempos estavam calmos o bastante para arriscar distrações. Então, ela, como a única outra pessoa que tinha algum conhecimento culinário além do Karuto, foi escolhida para fazer um bolo ou alguma coisa para comemorarem. Os ingredientes sendo tirados das porções de Ezarel e do próprio Karuto, claro.

Um pensamento mesquinho passou por Erika e ela pousou o olhar na elfa ao seu lado.

— Você está bem com isso? Sabe, Ezarel e tudo mais... — ela arriscou, torcendo para não ter parecido estupida diante da elfa e da fenguhuang.

Ewelein não refletiu nem um segundo antes de responder.

— Sim, quer dizer, eu lidei com aquilo, e agora eu estou em outra, me reconstruindo. Eu tenho pena do Eza. Ele não sabe o que quer...

O cenho de Érika se franziu. Apesar da elfa ter dito com palavras amáveis, pena não parecia ser um sentimento bom para se nutrir por outra pessoa.

 

As duas a levaram até a cozinha, que por um milagre estava vazia, limpa até de respirações e almas.

— Cadê o Karuto?

A humana se arrependeu de ter perguntado quando as mulheres trocaram um olhar cúmplice.

— Ocupado. Zif nos fez um favor e o levou para um... passeio. — Huang Hua respondeu com malícia e Ewelein ao seu lado estava prestes a explodir em risos. Erika preferia não pensar no que os dois estavam fazendo pelo QG a fora, era perturbador, no mínimo.

— E então, por onde eu começo?

Erika estava definitivamente tomando a missão de fazer um bolo ou qualquer coisa comestível.

Huang Hua sorriu como se tivesse ganho uma batalha.

— Aqui — ela disse apontando para todos os ingredientes que alguém poderia usar — esteja pronto até à noite. Sim? Boa sorte!

E assim elas se retiraram, deixando Erika sozinha com farinha, ovos, fermento, essência de baunilha e... frasco de melodias e cerejas achocolatadas e algumas outras rações que ele não tinha visto no mercado. Gallyflore? Como usar uma Gallyflore em uma receita?

Cerrando os punhos, ela não se deixou se abalar. Até a noite, certo? Então até a noite alguma coisa vai sair dali.

___

Nas sombras, durante horas um admirador observou a humana fracassar. Sorrindo bobo a cada erro que ela cometia quando se tratava de adicionar os ingredientes que ela não sabia como usar na receita. Ela era adorável como nenhum ser de Eldarya seria ou poderia gerar. Ele faria uma excelente adição a ela ali, como um casal, ajudando-a e sorrindo para ela mesmo que o cabelo dela estivesse sujo de farinha e o rosto corado de raiva e frustração. Ele adorou essa expressão nela. Ele a observou e guardou na memória todas as expressões e sentimentos que ela poderia mostrar. O brilho dos olhos dela quando ela sorria, as lágrimas de tristeza, como sua boca franzia quando ela se irritava, a face neutra e angelical durante o sono quando ele entrava em seu quarto a noite apenas para observa-la em seus sonhos e pesadelos.

Seus devaneios sobre ela e o sorriso se foram quando ele saiu das sombras, saindo de perto da mulher. Trabalho havia de ser feito.

___

Deu tudo errado.

De todas as formas possíveis o fracasso veio a ela em forma de pequenos bolos. Em frente e ela, a bancada estava um caos, círculos de farinha e fermento dançavam sobre a madeira gasta, pétalas da Gallyflore estavam grudadas ao pó, murchas, e cerejas achocolatas esmagadas jaziam mais ao longe, em uma mistura de um líquido vermelho e marrom do achocolatado nelas.

Ela sentia o suor escorrer atrás de sua nuca e estava prestes a desistir quando Nevra a abraçou por trás.

— Eu não te vi hoje — ele disse ronronando de olhos fechados, beijando seu rosto antes de reivindicar seus lábios.

Ela bufou, toda sua raiva e frustração desaparecendo com a visão dele.

Então ele percebeu o desastre em forma de ingredientes em volta dela.

— O que aconteceu aqui?

Ela deu de ombros e virando em um círculo, se apoiou exausta contra a mesa.

— É uma longa história...

Ele assobiou, seu único olho fazendo uma pausa em cada coisa fora do lugar.

— Isso é para o aniversário do Karuto e do Eza, não é? A Ewelein falou sobre isso essa manhã mas eu não prestei muita atenção — ele fez uma pausa dramática —, quando se trata do Ezarel eu não presto muita atenção.

Ela revirou os olhos, e logo após, os fechou, procurando alguma saída para aquele descarrilhamento de trem que se tornou sua missão na cozinha. A solução a atingiu como uma maçã caindo da árvore, e ela sorriu muito brilhantemente para o vampiro.

— O quanto você gosta do Eza?

Nevra inclinou a cabeça, não entendendo onde ela queria chegar.

___

Katrine e Cedric os encaravam com os olhos cerrados em confusão. Erika e Nevra os encaravam de volta, implorastes.

— Então.... vocês querem um bolo de aniversário bom o bastante para fazer Karuto chorar? — Katrine disse cada palavra lentamente.

Erika entendeu o que a mulher atrás do balcão queria dizer, embora ela não tenha citado nada sobre fazer Karuto chorar. Mas o desafio estava aceito, ela sabia.

— Que seja, quanto tempo demora um bolo assim? — foi Nevra quem perguntou dessa vez.

Os dois confeiteiros trocaram um olhar cúmplice maldoso.

— 40 minutos — eles disseram em uníssono. Sorridentes.

— E quanto isso vai custar? — Erika perguntou em uma voz baixa e fina demais, quase envergonhada.

Demorou alguns segundos desconfortáveis em que Cedric fez alguns cálculos em um pergaminho de pedidos em cima do balcão que os separava.

— 1050 maanas.

1050 maanas.

O valor ecoou entre os ouvidos dela varias e varias vezes. Mil e cinquenta maanas. Por um bolo. Feito em quarenta minutos.

— Tudo bem. Até daqui a uma hora então — Nevra respondeu calmo e sossegado.

Um raio pareceu atingi-la e ela olhou para o vampiro acusadoramente. Ele apenas piscou e deu de ombros.

___

O bolo era lindo. Erika concluiu que ele parecia um daqueles bolos bonitos dos canais de televisão ou que apareciam ocasionalmente no Instagram. Quando ela tinha acesso a esses dois. Há muito tempo atrás.

Levar o bolo para dentro da Sede não foi difícil tendo o líder da Sombra como namorado para te ajudar.

E agora lá estava ela, fingindo que foi ela quem fez tudo com uma ajuda de Katrine, uma ex recruta. A culpa pesava em seus ombros, mas a mulher a proibiu de dizer quem havia feito aquela obra de arte comestível (como a mulher havia modestamente dito), então, o que ela poderia fazer além de se deixar afogar em culpa e sorrisos falsos?

 

Quando Ezarel e Karuto entraram, todos gritaram o clássico ‘SURPRESA!’ e a face pálida dos dois valeu cada maana que ela e Nevra dividiram para pagar aquele bolo. Valeu cada momento de frustração antes das coisas darem certo.

 

Foi um bom momento. Erika conheceu Pappiro, o novo amor de Ewelein, um homem alto de olhos brancos, cabelos ruivos trançados e como todo obsidiano, inegavelmente musculoso. Ela também percebeu o olhar que Ezarel lançava aos dois, não havia magoa ou dor, mas algo como culpa e ao mesmo tempo alívio.

Erika viu Karuto corar sete tons de vermelhos mais escuros quando ‘Zif’ o presenteou com um kit de cozinha artesanal feito pelas artesãs que moravam no templo fenghuang. Ela também viu os olhos do sátiro se fecharem e umedecerem em aprovação ao provar o bolo, e Katrine expôs um sorriso maldoso quando ele o fez. Havia o calor e fogo puro de uma guerra vencida no olhar daquela mulher que até então parecia tão dócil e amável.

 

Erika riu com malícia ao perceber Erin observando um recruta da Sombra. Observando até demais. E balançou a cabeça como se fosse um caso perdido quando Ykhar o puxou de volta à biblioteca alegando ter muito trabalho a fazer. Erin pegou uma copo com um líquido verde e vermelho no caminho e o tomou enquanto era puxado pela Brownie para fora da Cantina.

— Guarde alguma coisa para mim. — ele disse para ela se comunicando por pensamentos, se referindo a comida e a bebida. Erika não pôde garantir nada.

 

Todos comiam, bebiam e estavam rindo como se o Cristal nunca tivesse sido quebrado, como se não existisse perigo na Terra no ar e no mar daquele mundo, riam como se suas vidas fossem leves e moldadas em plumas. Ela podia sorrir sabendo que toda aquela magia acabaria a meia noite. Miiko, Huang e Ewelein estavam certas, o QG precisava dessa folga às vezes.

 

— O que você vai fazer no meu aniversário? — Nevra sussurrou travesso em seu ouvido quando a maioria dos convidados estavam dançando ou bebados demais para notar o casal. Um arrepio percorreu todo o seu corpo, e ela decidiu jogar o mesmo jogo que ele, sentando no colo dele. Ela culpou a pequena quantidade de álcool que ela bêbera antes dali.

— O que você quer de mim, Nevra? — ela respondeu olhando no fundo dos olhos dele. Malícia pingando e escorrendo em cada palavra.

Ele a agarrou pela cintura e colou seu corpo ao dele, ela sentia cada músculo em seu torço, e sabia que ele a sentia de volta na mesma intensidade. Ela culpou a pequena quantidade de álcool que eles beberam antes dali.

O vampiro sorriu próximo ao seu pescoço o suficiente para fazê-la arrepiar e arder mais uma vez. De baixo para cima, ele deixou seu olhar pesar sobre seu corpo, dos pés à cabeça, se demorando propositalmente em sua cintura e seus seios.

Antes de beijá-la ardentemente no fim da noite, ele respondeu, ainda com malícia.

— Veremos.

 

___

Dezembro.

Com dezembro, a temperatura abaixou e deixou ossos e dentes estalando e tremendo de frio. Neve. E com a neve branca e impossivelmente gelada, veio o evento de Natal, onde todos que tinham um mascote os enviavam para uma ilha específica na esperança de que eles tragam de volta bons itens ou qualquer coisa para revender depois. Erika gostava dos eventos, ainda mais o de Natal, foi assim que ela conseguira seu atual mascote, o Sowige, e metade das roupas que ela tinha.

Mas além da neve do evento, dezembro trouxe o aniversário de Nevra. E ela mal podia esperar.

 

O aniversário de Nevra chegou, e organizaram algo também, não tão memorável quanto o de três meses atrás, nem com um bolo tão saboroso quanto o de três meses atrás pois o confeiteiro dessa vez foi Karuto.

Mas ainda sim foi um bom momento.

Chrome se declarou para Karenn — que voltou apenas por um dia para a comemoração — alto demais para deduzirem o poder do álcool na ação e alguém perguntar quem foi que deu álcool para as crianças. Chrome, além de corado, se irritou com a pergunta anônima, mas Karenn o puxou para conversarem a sós, daquela festa.

Valkyon e Ezarel brindavam juntos e contavam para quem quisesse ouvir todos os erros que o vampiro tinha cometido no passado como recruta ou como Chefe no começo. E mais risadas.

Ykhar puxou Keroshane consigo dessa vez, e Érika engasgou na própria tequila quando viu o mesmo recruta da Sombra de antes conversar com Erin. E balançou a cabeça como em um caso perdido quando no fim da noite, viu Erin aos beijos com uma garota emissária que viera junto com Karenn para a comemoração. Sua Chama Gêmea estava vivendo a vida plenamente, ao menos.

 

E ao fim de tudo, Erika se encontrava entrando aos tropeços e aos beijos no quarto do vampiro. E tão rápido quanto se foi, ela percebeu que nunca estivera lá antes. Era mais escuro que o quarto dela, mas era mais sensual também.

— O que eu quero de você, Erika? — ele perguntou entre sussurros, antes de morder o lóbulo de sua orelha, levantando seu corpo e segurando-a pela cintura.

Eles tinham pressa, uma vontade contida por meses e que agora os faziam queimar em desejo um pelo outro. Erika, entre a neblina da luxúria, se perguntou por que eles não haviam feito antes.

Quando ela deu por si, ela já estava a meio caminho de tirar completamente suas calças, sua camisa já estava ao chão e Nevra estava sem camisa em cima dela. O torso dele parecia esculpido em mármore. Era perfeito. E ela mal podia esperar para ver o resto.

Eles tinham pressa. Ela já estava molhada.

 

Ela deu rápido olhar para as roupas ao chão, e depois voltou para ele, e corou. Ambos observaram com paixão o corpo um do outro por alguns segundos. O vampiro a saboreava com o olhar, pausando em seus seios e depois voltando a sua face corada e suplicante por ele.

Nevra foi o primeiro a ceder e a beijá-la com fervor.

— Você é tão perfeita, meu amor... — ele declarou entre pequenos beijos ao longo de seu pescoço, cada vez traçando um caminho mais baixo ao longo de seu corpo.

Na altura de seus quadris, ele parou dramaticamente e a encarou nos olhos, e sorriu malicioso ao ler a necessidade em seu olhar.

Quando sua língua tocou aquele ponto, ela arqueou e mordeu os lábios, contendo um gemido. Ele agarrou suas coxas para ter melhor controle sobre ela, mas ela não podia se ajudar com os espasmos que dava sob o toque dele.

Ele sabia o que fazia. E fazia bem.

Seus dedos deslizaram para dentro dela e ela não evitou gemer dessa vez, ela arqueou as costas a tempo de vê-lo com aquele olhar. O olhar que dizia que gostava do que estava vendo. Que gostava de fazê-la ficar daquele jeito.

Quando ele terminou lá em baixo, ela o puxou de volta para ela, e o beijou com avidez, sem se importar em sentir o próprio sabor nele.

Ela o girou para se sentar em cima dela, e lambeu os próprios os lábios lentamente, ela o viu ofegar quando tocou seu membro e começou a masturbá-lo lentamente.

Era hora de mostrá-lo o que ela sabia fazer bem.

Erika encaixou o membro dele nela, mas sem penetrar, e rebolou, em movimentos de vai e vem nos quais ela podia sentir o comprimento do membro dele, centímetro por centímetro, latejar em baixo dela. Nevra ofegava ainda mais, ocasionalmente gemendo seu nome. Ela o estava fazendo enlouquecer e gostava disso, dessa pequena tortura.

Então, em um único movimento, ela se deixou penetrar por ele, e gemeram juntos, ele e ela. Deixando a lentidão de lado, ela cavalgou nele ferozmente enquanto arranhava seu peitoral em movimentos frenéticos e sem formas.

Nevra a encarava admirado, uma feição de surpresa que ela nunca iria esquecer.

Ela o sentia cada vez mais fundo, cada vez mais intenso dentro dela. Ela corava cada vez mais quando seu ápice se aproximava.

O vampiro deixou sua essência escorrer dentro dela, em um ápice apaixonado, e depois dele, ela veio, deixando seu corpo cair cansado e suado ao lado do dele. Ambos ofegavam, sorrindo. Mas não satisfeitos.

Foi o vampiro quem tomou a iniciativa novamente, avançando e deixando chupões sutis e bem feitos no pescoço da humana, marcando a como dele. Uma marca possessiva de que a humana era inteiramente dele agora.

Erika abriu as pernas cada vez mais quando entendeu o que ele planejava, sentindo o colchão afundar quando Nevra se posicionou em cima dela, para outro ato.

Apesar de nua para ele, ela se sentiu exposta. Mas ainda mais exposta pela maneira como ele a olhava, pela maneira como seu coração batia, e pelo modo como os dois respiravam ofegantes juntos enquanto ele estocava nela e ela arranhava suas costas pálidas, marcando-o como dela também.

Eles eram um só.

___

Horas mais tarde, quando tudo terminou e ela sentia seu próprio corpo nu relaxado e preguiçoso na cama dele, onde ele a abraçava carinhosamente aninhando seu rosto no pescoço dela, Erika sussurrou:

— Feliz aniversário, Nev.

Ele riu, também cansado, e não demorou nada para encontrar uma resposta adequeada para ela.

 Eu te amo.

Duas batidas de seu coração falharam, e ela sorriu, declarando a mesma coisa de volta para ele, e sentindo seu aperto sobre ela intensificar, ela dormiu. Se sentindo inteira e feliz após muito tempo naquela terra desconhecida.

___

— Nev, eu vou embora essa tarde eu queria fazer umas compras mas eu não tenho muito maanas e voc- AI MEU ORÁCULO!

Karenn adentrou no quarto pela manhã, quando o sol mal havia saído e o casal ainda estava nu e aninhado um no outro.

Erika acordou com a menção do Oráculo e corou, puxando o lençol acima dos seios quando viu a garota na frente da cama, a encarando com um misto de perplexidade e malícia. Não a mesma malícia de ontem, claro.

Sentindo seu movimento rápido ao seu lado, Nevra acordou, e quando viu Karenn, suspirou irritado e a mandou embora com palavras ríspidas ao mesmo tempo em que também se escondeu sob os lençóis.

Mas assim que a porta se fechou, o vampiro sorriu divertido para a humana, ambos concordaram que de todas as pessoas, a pior que poderia vê-los naquele estado, era ela.

Mal podiam esperar para ter o nome deles nas fofocas do dia.


Notas Finais


Eh isto, eu peço IMENSAS desculpas por ter demorado tanto, foi difícil escrever algo antes do momento final KKKKK.
Espero que tenham gostado :)))


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