História Cursum Perfício - Capítulo 7


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Categorias Eldarya
Personagens Erika, Nevra, Personagens Originais
Tags Eldarya, Nevra
Visualizações 120
Palavras 1.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu falei "até semana que vem", mas esqueci de postar ou terça ou quarta IAJSIAJSIJAISJAIJS, desculpem-me.
Então, é isso, eu gosto desse capítulo, por poder escrever uns palavrão trocados entre ~migos~.
Qualquer dia desses eu vou acabar escrevendo um oneshot NevraxEzarel.

Capítulo 7 - Capítulo 7 - Sonhos


  Ele caminhou lentamente no que se parecia uma masmorra.

  Sua antiga casa.

  Ele andou devagar, para ouvir seus próprios passos; ouvir sons d'Água escorrendo pelas frias paredes de pedra.

  Para ouvir seu próprio coração.

  Ele seguiu, guiado cegamente pelo próprio instinto. Não sentia frio, tampouco calor; as janelas atacam obscurecidas com vinhas,  plantas trepadeiras escuras e flores murchas.

  Então ele ouviu.

  Ao fim do corredor, um pequeno riso feminino chegou aos seus tímpanos.

  Ele correu e correu, mas o corredor não tinha fim.

  Quando seus pulmões clamaram por clemência, o cenário se alterou. As paredes eram as mesmas, o som de água continuou também, uma espécie de musgo tomou o lugar do que era o piso, e o líquido das paredes irrigaram o musgo e molharam seus pés.

  Ele não tinha consciência de que estava descalço.

  Tampouco consciência de que estava nú.

  A voz feminina gargalhou, a gargalhada ecoou pelo corredor.

   “... Como isca”

   “... É uma inútil”

   “... Estava logo atrás de mim!”

   “... Humaninha insignificante...”

  Vozes diferentes ecoavam altas, ele as reconhecia, mas não saberia dizer a quem pertenciam.

  Agora, haviam duas portas, ele entrou em uma delas.

  Estava vazia, mas lá as vozes que ele ouviu antes aumentaram consideravelmente em volume. Quando quis voltar ao começo, mas a porta já não existia mais; ele só pôde prosseguir.

  Ao avistar a saída, as palavras que ele estivera ouvindo o tempo todo, se tornaram gritos estridentes, que o fizeram correr depressa, fechando os olhos e tampando as orelhas com as mãos, esperando que com tal ação, elas se calassem.

  Atravessando a saída, se encontrou entre as duas portas iniciais.  Era tudo exatamente o mesmo.

  Ele, lógico, escolheu a porta que não entrou antes.

  Ao tocar na maçaneta, ele ouviu um suspiro profundo, a mesma voz do riso feminino de antes agora chorava, e quando o som dos suspiros aumentava, as pressões da água das paredes aumentavam também.

  Ele hesitou e tocou as paredes.

  Não era água, era sangue.

  Ele olhou para os próprios pés, encharcados e vermelhos, e se apressou.

  Abriu a porta, e no mesmo instante, a hamadryade que ele matou (ele matou, certo?), correu para ele, gritando o que ele se lembrava de ter sido seu último grito em vida; enquanto seu corpo ardia em chamas, mas ela retrocedeu, como se fosse impedida por uma barreira invisível, e se jogou contra um corpo que se situava no centro da sala; a hamadryade se converteu em uma explosão de faíscas e sumiu, deixando fumaça para trás.

  O corpo era feminino, e estava nu, como ele.

  Era Erica.

  Ele correu para ela e percebeu que desde o começo, o sangue no qual escorria e ele pisava, era o sangue dela.

  Segurou-a nos braços, evitando tocar em seus seios (ou os seios que ele chegou a imaginar como seriam, uma vez), mas ela estava presa ao chão.

  Presa por suas próprias veias, que saíam de seu corpo e se alastravam pelo chão, seguindo até as paredes, como raízes.

  Ele conseguia ver o coração dela, que brilhava ardente enquanto batia em seu peito.

  Ela abriu os olhos, não disse uma palavra sequer, mas havia uma voz, que não era a dele, em sua mente.

  "Você me prometeu."

  "... Prometeu"

  "... Prometeu"

  "... Prometeu"

  Um segundo depois, ele só pode sentir os lábios dela contra os dele, não havia amor ou afeição, como também não havia ódio, mas ainda sim eram os lábios dela, então ele se sentiu em paz.

  "... Que me protegeria." — a voz em sua mente gritou.

  Nevra acordou.

__

  Nevra tinha o hábito de beber e flertar em seu tempo livre.

  Tinha.

   Pois agora era apenas beber e ele se perguntou quando diabos aquilo aconteceu.

   Em uma dessas pausas, enquanto ele bebia na cantina, seu dedo indicador batia frenético na mesa; ele se virou para trás ao ouvir risadinhas femininas atrás de sí, e viu as três garotas acenando e sorrindo o máximo que suas bocas podiam, para ele.

   Havia dias em que ele daria um sorriso sedutor para as garotas e brindaria em direção a elas; em outros dias, ele se levantaria e iria até elas e conversaria até que surgisse algo mais importante a se fazer.

   Mas ele apenas, tomado outro gole de sua bebida, se virou as ignorando.

   Talvez começar a gostar de alguém tenha acontecido.

   — Sendo sincero, eu não sei como você consegue.

   Nevra olhou para o lado; com uma mão, Ezarel arrastava uma cadeira para se sentar, enquanto segurava uma taça de hidromel com a outra.

   Ele sem entender, só pode encarar o elfo, que percebeu isso e revirou os olhos.

   — Suas fãs, isto é ridículo.

  — Obrigado por falar o quanto é ridículo, pela nona vez esse mês, Ezarel. — respondeu sarcástico, enquanto mirava o hidromel sendo extinto da taça do homem ao seu lado, sem segundos.

    Ezarel, no entanto, ignorou e começou a resmungar, o que soavam como zumbidos de insetos impertinentes aos ouvidos de Nevra.

   " …usa?"

   "… vai virar uma bagunça!"

   "… atacá-la ou algo do tipo? Claro que não é da minha conta, mas..."

    — Vai falar logo ou vai ficar zunindo do meu lado? Você não faz o tipo misterioso, Ezarel.

    O elfo pulou em sua cadeira, e Nevra teve certeza de que ele não esperava que estivesse sendo ouvido.

    — Bem. — ele pôs a taça de hidromel (agora vazia) na mesa — A Miiko vai deixar aquele humano dormir, sim, dormir no quarto da Erica, isso é um absurdo!

    — Erica?

    — Sim, Erica.

   — Que Erica? — Nevra perguntou, claro que ele sabia que Erica, ele tentou soar indiferente, mas seu coração palpitava cada vez mais rápido.

    — A nossa Erica, idiota! Quantas Ericas tem nessa Guarda? — Nevra sorriu ao ver o amigo com os nervos à flor da pele. — e eu falei com a Miiko. Claro que falei, e ela apenas acendeu a porra daquela gaiola com a porra daquele fogo azul e "Erica já aceitou isso, não é da sua conta, Ezarel!" — ele completou com uma voz fina, tentando de maneira miserável imitar a voz de Miiko, o que fez Nevra rir mais.

   Ezarel então começou um discurso em sua defesa sobre os bons valores e proteção de Erica, do qual Nevra não cedeu a mínima atenção, pois conhecia Ezarel o suficiente para saber que ele não dava a mínima pros "bons valores" e que era uma desculpa que ele deu a si mesmo para poder se enfurecer com aquilo.

    — Disse o cara que gritou aos sete ventos o quanto ela era uma humana inútil. — Nevra interrompeu.

    —... Disse o cara que a queria na dispensa para certo uso pessoal!

   Nevra riu, tomando o último gole de sua bebida.

    — Vai se foder.

   Dizendo isso, ele se levantou e saiu.

    — Aonde você vai? — ouviu o elfo gritar de onde estava, ainda na mesa em que estivera havia 30 segundos.

   — Miiko.


Notas Finais


Eu recebi o primeiro comentário (sem ser das miga) E TO FELIZ PRA CARALHO AAAAAAAAAAAAAAAAAAA


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