História Curva no tempo - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V)
Tags Bts, Drama, Kim Taehyung, Romance, Universo Alternativo
Visualizações 22
Palavras 1.259
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, de novo.

Boa leitura <3

Capítulo 7 - Procurando lembranças perdidas


Fanfic / Fanfiction Curva no tempo - Capítulo 7 - Procurando lembranças perdidas

 

Meu pai deveria estar muito preocupado comigo, porque, diversas vezes durante todas as noites sinto o cheiro marcante de sua loção pós-barba e sei que o mesmo entra no cômodo silenciosamente para se certificar de como eu estava. Ele não disse uma só palavra e eu não fiz questão de dizer que sei de suas ações noturnas.



 

 Meu dia começa cedo, o sol ainda nem deu o ar da graça e já estou na cozinha comendo torradas com geleia de amora e tomando uma grande xícara de café bem forte. Taehyung está aqui comigo, vamos ir ao meu apartamento para que ver se eu me lembro de algo.


 

 Segundo meu pai eu e Peter possuímos um apartamento no centro da cidade, exatamente duas horas daqui.

 

 Preciso checar se estamos no local certo mesmo umas três vezes. Meu pai esqueceu de me avisar que o prédio em que eu moro é digno de receber um filme só dele de tão luxuoso, estou de boca aberta ainda enquanto Tae me puxa até a entrada.

 

 Falando em Taehyung creio que neste mundo ele não goste de mim, já que me contou que está namorando uma garota do departamento de polícia.

 

 Eu estava começando a achar que essa minha nova chance de estar ao lado dele seria para declararmos que amamos um ao outro e que iríamos viver felizes para sempre em um castelo encantado.


 

Eu cheguei a pensar em beijá-lo na despedida de ontem! Graças aos céus que não o fiz.


 

Agora tudo está mais para um pequena vingança por não ter percebido que o mesmo me amava mais do que como uma amiga antes daquele acidente.



 

 Eu moro no ultimo andar, na cobertura, isso está cada vez mais intrigante.

 Eu sei bem que Peter tem dinheiro mas eu não teria como ajudar nas despesas desse lugar nem depois de trabalhar minha vida toda, especialmente depois de ter perdido o emprego de secretária e precisar apelar para ganhar uns trocados lendo para crianças em um shopping. E eu nunca aceitaria que um homem me bancasse.

Ou será que eu desse mundo aceitaria?

“Você sabe se eu trabalho com algo?” perguntei a Tae enquanto estamos revirando todas as gavetas atrás de lembranças. “Você trabalha em uma revista, aqui perto” Sua fala me deixa pasma. “Revista?”

 

 “É parece que você virou uma redatora.” Ai meu deus. Finalmente algo bom aconteceu comigo nesse lugar.

 

Eu estou trabalhando. E melhor ainda em algo que eu realmente gosto. Minha faculdade de jornalismo está sendo usada. Nunca senti tanto orgulho de mim mesma na vida.


 

 

Passamos quase a manhã toda no apartamento e nada.

 

Nenhuma lembrança, nem sequer uma cosquinha no cérebro. No fundo eu já esperava por isso, algo aqui no fundo me diz que nunca pertenci a este lugar, então como lembraria de algo?

 

Combinamos de irmos a revista em que trabalho depois do almoço.

 

 Por sorte Taehyung teve a incrível ideia de ligar para a revista antes de irmos até lá, pois o lugar é imenso e nunca teríamos achado a seção em que trabalho sem ajuda.

 

 

 Nos dirigimos até a área da recepção, uma senhora com não mais de 35 anos nos atende. Olho para o papel em minha mão para lembrar o nome da pessoa que íamos nos encontrar, no caso minha chefe. “Oi, eu sou Allie Thompson, tenho um encontro marcado com a Sra. Mora Robbins.” Estou tremendo tanto que Tae segura minha mão. O que me deixa mais nervosa ainda.

 

 “Ela já está lhe esperando.” Ela nos acompanha até a sala onde a tal Sra. Robbins se encontra, sentada com suas pernas torneadas cruzadas em um sofá de couro preto, ela tem uma revista em mãos. Seu olhar deixa o papel couché e se direciona a mim.

 

“Allie! Que bom vê-la querida ficamos tão preocupados, como está se sentindo?” exclama vindo até mim e me abraçando apertado. “Confusa eu acho.”

 

 “Nós viemos aqui na esperança de que algo ative algum flash na memória da Allie.” Taehyung se pronunciar fazendo a mulher ao meu lado analisá-lo da cabeça aos pés e dar um leve sorriso.

Espero que ela não de em cima dele na minha frente.

 

 Saímos da sala e seguimos em direção a um elevador. “Seu querido marido me telefonou e explicou o ocorrido. Deve ter sido tão horrível. Levaram seu lindo anel?” Mora diz enquanto pressiona o botão da caixa metálica. Assinto e seu olhar se direciona até minha mão esquerda. “Que tragédia.”


 

O que há com as pessoas aqui? Ela parece incrivelmente triste pelo roubo do anel do que por qualquer perigo físico que pudesse ter corrido.


 

“Muito simpática sua chefe. Muito sincera também.” Tae sussurra no meu ouvido, empurro de leve seu ombro para que pare, mas acabo rindo por sua avaliação ser a mesma que a minha.

 

“Quer dar um oi para o pessoal e andar por aí ou só ir dar uma olhada na sua mesa?”

“Só minha mesa, por favor.” Dito isso ela concorda e se vira para nos deixar à vontade. “Mora…” Ela virá com o semblante sério e irritado, demora um segundo para voltar ao glorioso sorriso. “Qual é a minha mesa?”

 

 Ela ficou bem chocada e não disfarçou, talvez não acreditasse muito que eu estivesse com amnésia.

 

 Pede que a sigamos e caminha apressada à nossa frente. Para na mesa de uma jovem de cabelos louros que parecia ocupada. “Deb, tire um tempinho para mostrar a Allie onde fica sua mesa, sim? Ela está mesmo com amnésia!”

 

  Esperamos que ela se afastasse e nos cumprimentamos. “Oi, sou Débora Willians, entramos na revista quase na mesma época.” A apresentação acompanha sua mão sendo estendida para um aperto amigável. Retribuo o gesto e sorrio.

“E nós duas não suportamos a Mora.” Acabo rindo de seu comentário e a sigo para o que parecia ser minha sala. Tudo ali era simples, nada de decorações somente o básico.

 

“Lamento Allie mas preciso terminar um trabalho o prazo já está estourando. Você sabe como é.” Na verdade, eu não sabia. “Tudo bem, mas você sabe se há algo em que eu possa pesquisar enquanto estou aqui? Quem sabe algum projeto em que eu estava trabalhando.”

 

“Você não estava trabalhando em nada.” Seu rosto é tomado por um sorriso. “Espere aqui, eu já volto.”

 

Vago pela sala, mas, nada me parece familiar.

 

“Aqui.” Deb volta com uma pilha de revistas. “Foram os últimos artigos em que você trabalhou. Você pode encontrá-los pelo índice. Preciso ir agora, espero que ajude.”

“Eu realmente escrevo muito bem.” Observei enquanto colocada mais uma revista na pilha de lidas. “Tão modesta você…” Provoca Tae.

 

Fico estática e sinto minhas bochechas ficarem rubras. “Não quis dizer nesse sentido, só estou surpresa que soa boa o bastante para realizar meu sonho.”

 

“Nunca duvidei de você.” Ele pisca.

 

Só restavam apenas mais 3 revistas, pego uma delas e a folheio ate encontrar meu artigo. Meus olhos focam na pequena fotografia no canto superior ao lado esquerdo da página.


 

“Doutor Kendall” Tae vira para mim confuso. “Quem é esse?”

 

“Ele é meu psicólogo. Fui procurá-lo quando não estava aguentando mais as coisas que aconteciam em minha vida.”


                Volto o olhar a revista e leio o artigo em voz alta.

 

“Ele não parece tratar mais nenhum paciente. Aparenta estar mais envolvido em estudos clínicos e pesquisas.” diz Tae. “É um bom artigo.” Acrescenta como se pudesse servir de conforto. “Obrigada.”

 

Peguei a revista novamente lendo o título do artigo já decorado por mim.


 

 Transtorno Dissociativo de Identidade: Um fato médico ou ficção?

  Por Allie Thompson.

 


Notas Finais


Fiquei aqui pensando e gostaria de falar sobre algo. Eu gosto de usar aspas para indicar a fala do personagem, anseio que esteja tudo bem para você isso.

Espero que tenha gostado do capítulo. <3
Obrigada por ler.


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