História Curva no tempo - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V)
Tags Bts, Drama, Kim Taehyung, Romance, Universo Alternativo
Visualizações 47
Palavras 1.273
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, de novo.

Boa leitura <3

Capítulo 7 - Procurando lembranças perdidas


Fanfic / Fanfiction Curva no tempo - Capítulo 7 - Procurando lembranças perdidas

 

Meu pai deveria estar muito preocupado comigo, porque, diversas vezes durante todas as noites sinto o cheiro marcante de sua loção pós-barba e sei que o mesmo entra no cômodo silenciosamente para se certificar de que eu estava bem. Ele não disse uma só palavra e eu não fiz questão de dizer que sei de suas ações noturnas.



 

 Meu dia começa cedo, o sol ainda nem deu o ar da graça e já estou na cozinha comendo torradas com geleia de amora, tomando uma grande xícara de café bem forte. Taehyung está aqui comigo, vamos ir ao meu apartamento ver se isso ativa algo em minha memória.


 

 Segundo meu pai eu e Peter possuímos um apartamento no centro da cidade, exatamente á duas horas daqui.

 

 Preciso checar se estamos no local certo mesmo umas três vezes, meu pai esqueceu de avisar que o prédio em que eu moro é digno de receber um filme só dele. Ainda estou de boca enquanto Tae me puxa até a entrada.

 

 Falando em Taehyung creio que neste mundo ele não goste de mim, já que me contou que está namorando uma garota do departamento de polícia.

 

 Eu estava começando a achar que essa minha nova chance de estar ao lado dele seria para declararmos que amamos um ao outro, que iríamos viver felizes para sempre em um castelo encantado.


 

Eu cheguei a sentir uma imensa vontade de beijá-lo na despedida de ontem. Graças aos céus que não o fiz!


 

Agora tudo está mais para um pequena vingança por não perceber que o mesmo me amava, mais do que como uma amiga, antes daquele acidente.



 

 Eu moro no ultimo andar, na cobertura, isso está cada vez mais intrigante.

 Eu sei bem que Peter tem dinheiro, mas eu não teria como ajudar nas despesas desse lugar nem depois de trabalhar minha vida toda. Especialmente depois de ter perdido o emprego de secretária e precisar apelar para ganhar uns trocados lendo para crianças em uma loja de livros no shopping. 

Eu nunca aceitaria que um homem me bancasse.

Será que eu desse mundo aceitaria?

“Você sabe se eu trabalho com algo?” pergunto a Tae enquanto reviramos todas as gavetas atrás de lembranças. “Você trabalha em uma revista, é aqui perto” Sua fala me deixa pasma. “Revista?”

 

 “Sim, parece que você virou uma redatora.” Ai meu deus. Finalmente algo bom aconteceu comigo neste lugar.

 

Eu estou trabalhando. Melhor ainda, em algo que eu realmente gosto, minha faculdade de jornalismo está sendo usada. Nunca senti tanto orgulho de mim mesma na vida.


 

 

Passamos quase a manhã toda no apartamento e nada.

 

Nenhuma lembrança, nem sequer uma cosquinha no cérebro. No fundo eu já esperava por isso, algo aqui no fundo me diz que nunca pertenci a este lugar, então como lembraria de algo?

 

Combinamos de irmos a revista em que trabalho depois do almoço.

 

 Por sorte Taehyung teve a incrível ideia de ligar para a revista antes de irmos até lá, pois o lugar é imenso e nunca teríamos achado a seção em que trabalho sem ajuda.

 

 

 Nos dirigimos até a área da recepção, uma senhora, com não mais de 35 anos, nos atende. Olho para o papel em minha mão para lembrar o nome da pessoa que íamos nos encontrar, no caso minha chefe. “Oi, eu sou Allie Thompson, tenho um encontro marcado com a Sra. Mora Robbins.” Estou tremendo tanto que Tae segura minha mão, mas o efeito foi me deixar mais nervosa ainda.

 

 “Ela já está lhe esperando.” Pede para que a acompanhassemos até a sala, onde a tal Sra. Robbins se encontra. Entramos no lugar indicado dando de cara com uma mulher sentada, com suas pernas torneadas cruzadas, em um sofá de couro preto e uma revista em suas mãos. Seu olhar deixa o papel couché e se direciona a mim.

 

“Allie! Que bom vê-la querida ficamos tão preocupados, como está se sentindo?” exclama vindo até mim e me abraçando apertado. “Confusa eu acho.”

 

 “Nós viemos aqui na esperança de que algo ative algum flash na memória da Allie.” Taehyung se pronuncia fazendo a mulher ao meu lado analisá-lo da cabeça aos pés e dar um leve sorriso.

Espero que ela não de em cima dele, não na minha frente.

 

 Saímos da sala e seguimos em direção a um elevador. “Seu querido marido me telefonou e explicou o ocorrido. Deve ter sido tão horrível. Levaram seu lindo anel?” Mora diz enquanto pressiona o botão da caixa metálica. Confirmo e seu olhar se direciona até minha mão esquerda. “Que tragédia.”


 

O que há com as pessoas daqui? Ela parece incrivelmente triste pelo roubo do anel e não por qualquer tipo de perigo físico que eu pudesse ter corrido.


 

“Muito simpática sua chefe. Muito sincera também.” Tae sussurra no meu ouvido, empurro de leve seu ombro para que pare, mas acabo rindo por sua avaliação ser a mesma que a minha.

 

“Quer dar um oi para o pessoal e andar por aí ou só ir dar uma olhada na sua mesa?”

“Só minha mesa, por favor.” Dito isso a mulher concorda e se vira para nos deixar à vontade. “Mora…” Ela virá com o semblante sério e irritado, demora um segundo para o glorioso sorriso voltar. “Qual é a minha mesa?”

 

 Ela ficou bem chocada e não disfarçou, talvez não acreditasse muito que eu estivesse com amnésia.

 

Pede que a sigamos novamente e caminha apressada à nossa frente. Para na mesa de uma jovem de cabelos louros que parecia ocupada. “Deb, tire um tempinho para mostrar a Allie onde fica sua mesa, sim? Ela está mesmo com amnésia!”

 

  Esperamos que ela se afastasse e nos cumprimentamos. “Oi, sou Débora Willians, entramos na revista quase na mesma época.” A apresentação acompanha sua mão sendo estendida para um aperto amigável. Retribuo o gesto e sorrio.

“E nós duas não suportamos a Mora.” Acabo rindo de seu comentário e a sigo para o que parecia ser minha sala. Tudo ali era simples, nada de decorações somente o básico.

 

“Lamento Allie mas preciso terminar um trabalho o prazo já está estourando. Você sabe como é.” Bom, na verdade eu não sabia. “Tudo bem, mas sabe se há algo em que eu possa pesquisar enquanto estou aqui? Quem sabe algum projeto em que eu estava trabalhando.”

 

“Você não estava trabalhando em nada.” Seu rosto é tomado por um sorriso. “Espere aqui, eu já volto.”

 

Vago pela sala bem iluminada, nada me parece familiar.

 

“Aqui.” Deb volta com uma pilha de revistas. “Foram os últimos artigos em que você trabalhou. Você pode encontrá-los pelo índice. Preciso ir agora, espero que ajude.”

“Eu realmente escrevo muito bem.” Observei enquanto colocada mais uma revista na pilha de lidas. “Tão modesta você…” Provoca Tae.

 

Fico estática e sinto meu rosto ficar rubro. “Não quis dizer nesse sentido, só estou surpresa que soa boa o bastante para realizar meu sonho.”

 

“Nunca duvidei de você.” Ele pisca.

 

Só restavam apenas mais 3 revistas, pego uma delas e a folheio ate encontrar meu artigo. Meus olhos focam na pequena fotografia no canto superior ao lado esquerdo da página.


 

“Doutor Kendall” Tae vira para mim confuso. “Quem é esse?”

 

“Ele é meu psicólogo. Fui procurá-lo quando não estava aguentando mais as coisas que aconteciam em minha vida.”


         Volto meu olhar a revista e leio o artigo em voz alta.

 

“Ele não parece tratar mais nenhum paciente. Esta mais envolvido em estudos clínicos e pesquisas.” diz Tae. “É um bom artigo.” Acrescenta como se pudesse servir de conforto. “Obrigada.” susurro.

 

Releio o título do artigo, já decorado por mim.


 

 Transtorno Dissociativo de Identidade: Um fato médico ou ficção?

  Por Allie Thompson.

 


Notas Finais


Fiquei aqui pensando e gostaria de falar sobre algo. Eu gosto de usar aspas para indicar a fala do personagem, anseio que esteja tudo bem para você isso.

Espero que tenha gostado do capítulo. <3
Obrigada por ler.


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