História Cyber Nature - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ciborgues, Cyber Nature, Cybernature, Cyberpunk, Sci-fi
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Palavras 1.871
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Seinen, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey leitores, bem vindos a mais um capítulo da história, demora um pouco para sair e peço perdão por isso, mas sempre tentarei postar o mais rápido possível, bom, vamos lá.

Capítulo 9 - First Step


Fanfic / Fanfiction Cyber Nature - Capítulo 9 - First Step

 

Com a noite chegando, os quatro sendo perseguidos por aprimorados e pulando entre os telhados das casas da cidade, Erick tentou cortar um dos soldados que estava chegando perto, mas por algum motivo que não sabia, apenas o cortou superficialmente. Gustavo, então, ativou sua manopla, configurou-a e sacou seu bastão, pegando impulso e desferindo um golpe em um soldado que liberou uma onda sônica que derrubou boa parte dos perseguidores. Aproveitando essa brecha, os quatro entraram em uma casa no meio daquele amontoado de moradias, finalmente parando para descansar enquanto esperavam despistá-los.


       - Não vamos chegar até o prédio principal dessa maneira, somente nós quatro não vamos dar conta, precisamos de ajuda. – Dizia Giovana enquanto remendava seus curativos e ataduras.

- Tivemos nossa ajuda, e mesmo assim não foi o suficiente, como espera conseguir ajuda em uma cidade apenas de ciborgues? – Gustavo socava a parede da janela tentando se acalmar. Erick sabia que era ele o assunto, mas se recusava a dizer algo.

        A casa em que estavam era simples até demais para uma cidade tão tecnológica somente de ciborgues. Apesar de aparatos como televisão holográfica, cortinas automáticas, câmera de vigilância e porta com sensor que abria apenas com ID, ainda era simples. Eles se perguntavam o porquê, até que ouviram a porta identificando o  ID e se abrindo. Os quatro se esconderam, e quem entrou foi um casal de ciborgues e sua filha; os três possuíam apenas algumas partes robóticas, e não o corpo todo até o pescoço como imaginavam, Gustavo pensou, sacou seu revólver e apontou para o casal.

       - Ninguém se mexe! Calados ou todo mundo morre! – Ele ameaçava a família, que gritava de pânico enquanto Gustavo os empurrava para um canto, o pai que parecia ter por volta de 30 anos, a mulher com quase a mesma idade, e a filha, que tremia de medo, por volta de 6 anos.

        - Gustavo! O que você tá fazendo?! Eles não fizeram nada. – Giovana foi até seu amigo e o puxou pelo ombro, tentando  impedi-lo de fazer alguma besteira.

       - E quem garante que depois eles não irão nos entregar? Eu aposto que essa câmera não é só pra proteger de bandidinhos. Eu não vou arriscar minha confiança num ciborgue novamente! – Ele se preparava para puxar o gatilho enquanto o pai tentava proteger sua mulher e filha com seu próprio corpo.

       - Por favor... Não. Mate-me, mas não atire nelas, eu conto o que quiser se você as poupar. – Dizia o pai ciborgue enquanto abraçava sua família. 

       O dedo de Gustavo estava no gatilho, mas algo o impedia de atirar. Seu braço estava tremendo, até que ele abaixa a mão e soca a parede novamente, abaixando sua cabeça, Giovana chegava perto para tentar o acalmar.


       - Que droga... Que Merda!

       - Gustavo... Vamos ouvir o que ele tem a dizer, ainda há esperança.

- Igual ouvimos o que aquela sucata disse? Depois de termos confiado nele para nos levar à vitória, e ele ser responsável pela morte de todos os nossos companheiros restantes porque não deu conta, você ainda quer que eu dê ouvidos a um aprimorado? – Ele apontava o revólver para Erick, mas sem olhar, pois, se o fizesse, era capaz de puxar o gatilho, enquanto seu rosto se enchia de lágrimas.

        - Por favor, nós todos tivemos nossa parcela de culpa, ainda estamos vivos Gustavo, e, se ficarmos lamentando, não vamos sair do lugar. – Helena tentava defender o aprimorado.


        -... Vamos conversar. – O líder volta seu olhar para o pai ciborgue.

Introduzindo quem eram os membros da família, o pai, que se chamava Jefferson, dizia tudo que sabia sobre as perguntas de Gustavo:

        - Somos de uma parte da população que aceitou ter apenas algumas partes robotizadas, e quanto mais partes você tiver, mais status e chances de emprego bom você possui. Aqui é a classe mais baixa da cidade, o setor 3. O setor 1 é a área mais rica e tecnológica.

        - E você aceitou isso sem problemas? - Erick, indignado, questiona o senhor.


        - Não tivemos escolha... Ou colocamos as partes mecânicas em nossos corpos ou somos mortos, e vocês sabem o que um pai é capaz pela família?

- Mas vocês simplesmente se conformaram com essa tirania? Não querem sua liberdade de volta? - Gustavo tentava convencer o rapaz ​a mudar de ideia.

       - Mesmo que Armstrong comande as coisas com mão de ferro, há anos que tem sido dessa maneira e eu nunca havia visto ​ uma economia tão balanceada, fazendo comércio com as outras cidades aprimoradas que existem. Esta é apenas a principal, e mesmo com a clara diferença social e de status, é a sociedade menos violenta entre seus cidadãos que qualquer estado que já vivi.


       Todos do grupo pensavam e refletiam após ouvirem isso, sem o que dizer diante de tais palavras.

- Eu não me rebelaria. Minha vida atual, comparada ao que era até alguns anos atrás, não tem palavras. Sinto muito, isso é tudo que posso falar. Se eu fosse vocês, reconsideraria minhas decisões, estamos seguros aqui.

       Erick se levantou e saiu do apartamento pela porta; Helena pensou um pouco e o acompanhou; Gustavo quase dava um soco no rapaz, mas Giovana segurou seu punho antes, apenas acenando negativamente. O líder se levantou e saiu junto de sua parceira, deixando o apartamento com a família apenas. 

Fora do prédio, Erick olhava para o nada enquanto Helena se aproximava e ele se perguntava:

       - Por que estamos lutando? Se derrubarmos Armstrong, vamos apenas destruir uma boa civilização, talvez melhor do que qualquer uma que já tivemos...- O soldado dizia enquanto olhava para as próprias mãos.

       Helena ficou em sua frente e deu um tapa em seu rosto, confrontando-o:

       - Seu idiota, o quê? Aquelas palavrinhas já mexeram com a sua cabeça? Vai dizer que o sacrifício de todos os nossos companheiros da resistência foi em vão? Que não devemos confrontá-lo? - Ela agarra Erick por onde ficaria a gola. - Nós quatro sobrevivemos, e você é um soldado. Mesmo com tudo que aconteceu, ainda é nossa esperança de acabarmos com a tirania de Armstrong. Então levanta essa cabeça, e para de pensar nisso. Você está do meu lado, não está?

       Erick a olha confuso, pensando um pouco antes de responder, mas respirando fundo e a olhando confiante:

      - Sim... sim, é minha missão- - Ele novamente interrompia sua fala, por novamente sentir uma dor de cabeça seguida de mais flashes de memória, que dessa vez nem mesmo ele entendia o que significavam.

 

- Erick... Erick! - Helena novamente deu um tapa no rosto do soldado, que retomou a consciência, e mesmo após ela perguntar o que houve, o aprimorado não sabia responder. Enquanto isso Giovana e Gustavo se aproximavam:

       - Vamos, descobrimos um lugar para passar a noite. Pelo visto nessa área têm humanos vivendo às sombras, então alguns lugares até aceitam a entrada de não aprimorados. Vamos torcer que um desses nos deixe passar a noite. - Gustavo estava com um mapa holográfico da cidade que conseguiu no prédio, todos acenavam e já iam para algum local.

        Porém, enquanto ainda estavam de frente para o prédio, uma explosão ocorreu, bem no apartamento que a família estava. Quando eles puderam olhar, após o brilho da explosão, só conseguiram ver em suas frentes o corpo todo desfigurado da filha do casal no chão. Aparentemente o pai a havia jogado para tentar salvá-la, mas a filha se recusou a deixá-lo e saiu voando com a explosão. Agora só restava seu cadáver na frente dos quatro.

       Todos ficaram boquiabertos com aquilo. Giovana tentou se conter para não lacrimejar com a situação, porém nem teve tempo de se sentir mal, pois seu visor a alertou de algo, e ,quando ela o ativou, viu vários aprimorados descendo o prédio em direção a eles, muito bem equipados.


       - Vamos sair daqui, rápido, mais de 10 aprimorados vindo em nossa direção!

- Droga... estou sem energia já. Venham, sei onde é o local. - Gustavo dizia enquanto saía correndo, acompanhado dos outros três.

       Chegaram em uma espécie de área comercial daquele setor, com um padrão bem comum de cidades até então. Coisas como televisões, veículos e alguns letreiros eram as coisas mais avançadas dali. Fora isso, as construções e o armamento que se via em lojas eram bem mais simples. A segurança era feita por robôs e não aprimorados. As ruas estavam praticamente vazias pelo horário, apenas com os robôs e sentinelas de vigia nas ruas.

      Os quatro pareciam ter despitado os aprimorados, escondendo-se em cantos de casas e lojas até chegarem no local indicado.


       - ...Um hotel? - Erick e Helena questionavam a decisão de seu líder.

- Vocês querem dormir na rua? Entrem logo. - Gustavo e Giovana já iam pedir ao atendente por um quarto. Mesmo hesitante no começo, aceitou. - Certo, obrigado. Só tem quartos de casal aqui, vão ter de ficar no mesmo vocês dois. - Ele apontava para Erick e Helena. 


        - Huh?! C-Como é que é?! Vai você! - Helena envergonhada e novamente indignada com seu líder.

- Se eu ficasse no mesmo cômodo que esse cara não daria certo, e eu e Giovana precisamos discutir algumas estratégias, portanto sem questionamento. - Após isso ele joga o cartão do quarto para Erick e sobe as escadas com Giovana.



       - E-ei espera aí! - Helena tentava questionar mas foi ignorada, suspirando e indo as escadas também. - Vem logo...

Erick a acompanha até o quarto que os dois ficariam, porém estavam parados na porta ainda, questionando-se com olhares se deviam mesmo entrar.

       - Uh... - Erick, hesitante, passa o cartão no leitor da porta, abrindo-a. Os dois, vendo, o quarto ficaram mais sem palavras ainda, era apenas uma cama de casal, um banheiro e um armário com roupas extras. Eles se sentaram na cama, não conseguiam dizer uma palavra sequer, mas acabavam trocando olhares envergonhados. Após alguns momentos de silêncio, Helena se levantou.

        - Eu... vou tomar um banho. - Ela dizia com o rosto um pouco avermelhado, entrando no banheiro, enquanto Erick aguardava sentado na cama. Ele tentava se manter calmo diante da situação.


        Enquanto isso, Helena retirava sua roupa, olhando-se no espelho em sua frente, para sua enorme cicatriz no peito, do começo do ombro ao final da barriga praticamente. A moça lembra de como a conseguiu a 2 meses. Ela havia sido uma das únicas que se encontrou com Armstrong e saiu viva. Aquele corte foi feito pelo próprio  em um embate da resistência contra a Cybernature. Porém, quase morta no chão, ela foi salva a tempo por algo que o líder não conseguiu ver, e nem mesmo ela. Só se lembra de ser deixada na frente da porta da resistência e de ver o que parecia ser um único olho robótico brilhante, que saiu rapidamente após isso, e sua última lembrança era ela desmaiando. Ela entra no box e liga o chuveiro.

         Erick acaba lembrando de um detalhe. Pegou roupas limpas no armário , bateu na porta do banheiro e a abriu


        - Helena você esqueceu de trazer roupas... limpas? - Erick se deparou com Helena em sua frente. 


        - ...

       A última coisa que Erick viu foi um soco vindo em sua direção.


Notas Finais


E foi isso leitores, espero que tenham gostado, e vou os deixar cientes, os capítulos que terão algumas explicações, talvez sejam mais rápidos de lançar do que os de batalhas, bom, até o próximo capítulo, fui.


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