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História Cyberpunk: A Busca Pela Cura - Capítulo 24


Escrita por: SweetBeauty

Notas do Autor


Oie gente, tudo bem com vcs?
Espero que sim!!
Amanhã, dia 15 de Julho é o meu aniversário. Hehehe!
Tem alguém aqui ficando cada vez mais velha Shashhashsh'
E por esse motivo resolvi postar um capítulo hoje.
Espero que gostem e que continuem comentando e exalando o carinho de vcs para comigo e para com a história, algo que sempre me deixa muito feliz. A recepção de vcs é sempre tão importante, obrigada sempre!! <33
Agora vamos direto para o capítulo, mtos beijos a todos vcs meus amores!!

Capítulo 24 - Capítulo 23: O Exílio.


Fanfic / Fanfiction Cyberpunk: A Busca Pela Cura - Capítulo 24 - Capítulo 23: O Exílio.

Imagens distorcidas e macabras acompanhavam o corpo do garoto que era perseguido por infectados numa correria exaustiva e imperecível. Anthony haveria de ruir, ele haveria de ruir a qualquer momento. Não teria como escapar daquela abordagem de infectados. O rapaz era perseguido por vários daqueles demônios — por assim dizer — almas perdidas e destroçadas por uma infecção nefasta e letal. E foi no mesmíssimo instante que sentira que foi mordido que o castanho se sobressaltou despertando do pesadelo que acabara de sofrer. Um sentimento rodeou seu coração. Uma ideia, um instinto vindo de dentro de sua alma.

O ser humano veio evoluindo através dos séculos e milênios, se superando e se reinventando. Passaram por vários cataclismas e doenças letais, revoluções econômicas, industriais, religiosas e culturais. A espécie homo sapiens nunca parou de evoluir, e a seleção natural continuou acontecendo, a natureza foi se modificando de acordo com os seres vivos que nela habitavam. As outras espécies vivas — os animais — não foram afetadas pelo vírus TDC, pois esta infecção é uma resposta da natureza ao homem. Aconteceu sempre e continuará acontecendo. Faz parte do processo evolutivo do ser humano. As crianças que hoje supostamente são consideradas imunes ao vírus são o reflexo do futuro da humanidade. Anthony fazia parte desse reflexo, e somente agora ele havia atingido a compreensão ínfima do que o TDC realmente significava.

Não era uma peste, uma aniquilação da humanidade, era apenas mais um fim de mundo como vários outros já ocorreram no planeta Terra. Até mesmo antes da existência da espécie humana, várias outras espécies vieram a ruir, e com o ser humano não seria diferente. Os mais fortes sobrevivem; ou os mais inteligentes. Acontece de forma gradual e natural. O homem com sua prepotência não pode evitar o inevitável mesmo que tente ou se esforce ao máximo para isto. Absolutamente Deus criou todas as coisas, não apenas o homem e sua infinita arrogância, mas também a capacidade de evoluir e amar. Uma nova compreensão do mundo e do universo estava chegando. Os sobreviventes seriam aqueles capazes de acompanhá-la, enquanto os outros se autodestruiriam.

Por isso Anthony despertou percebendo que ainda vivia. Ataduras e bandagens cobriam a cartilagem do seu ombro direito fazendo o castanho discernir o que estava acontecendo. Ele acordou dentro de um quarto. Mas não era o quarto que habitava na sede da Cohab, era um lugar completamente diferente que não cheirava a éter. Observou o recinto estranhando tudo. Ele se recordava de pouca coisa. Sabia que havia sido mordido por um infectado, e prova disso eram os curativos envolvidos em sua pele. Ele estava na Fase três em busca por Kevin quando foi atacado, se recordava bem disso. O que Anthony não lembrava foi o que acontecera depois. Sobretudo, o rapaz se levantou da cama de solteiro qual estava questionando-se sobre como ainda poderia estar vivo se foi diretamente mordido por um infectado.

Anthony sabia que já era para ter entrado num processo de decomposição, mas ao contrário disto se sentia lúcido e nenhum pouco doente. Arfou repousando delicadamente a canhota sobre o ombro destro no local ferido coberto por curativos. Sentiu uma intuição sobre aquilo, mas se manteve quieto e controlado. O castanho começou a andar para fora do recinto girando a maçaneta da porta, abrindo-a e abandonando aquele quarto pequeno e escuro. Olhou para os lados observando os corredores estreitos e tortos, se certificando que não poderia estar na Cohab de maneira alguma. Ele estava em um outro lugar, um lugar que nunca estivera antes, mas que a ânsia por descobrir logo veio a dominar seu coração o fazendo andar apressado pelos corredores a procura de algo ou alguém, que curiosamente não demorou para encontrar.

Num espaço relativamente extenso se encontravam pessoas. Quatro estavam distraídas arrumando os utensílios e apetrechos enquanto dois rapazes jogavam damas numa mesa aleatória, para o canto do aposento. Os olhos de Anthony imediatamente pairaram sobre ele. Darren estava a jogar damas com um rapaz de cabelos claros e pele pálida. Uma ligeira e desconhecida estranheza apertou o coração de Anthony. O homem mais velho nunca jogara damas com outra pessoa que não fosse o próprio Anthony. Era o passatempo favorito deles. Talvez estivesse sentindo o que muitos chamam de ciúmes. Entretanto, a garota de pele parda e cabelos escuros que varria o chão brevemente percebeu a presença do castanho.

— Ele acordou! — anunciou despertando a atenção de todos no recinto. Todos os olhos se deslocaram na direção de Anthony que permanecera parado no mesmo lugar desde quando chegou, inclusive o próprio Darren cujo os verdes chamativos logo se encontraram com os castanhos soturnos.

— Que lugar é esse? — foi a primeira pergunta que soltou diante o silêncio que fizeram pela sua presença. — O que é tudo isso? — sequenciou as perguntas girando os olhos ao redor do aposento.

— Você dormiu por três dias. — Darren revelou se levantando do assento, deixando o rapaz e as damas de lado para se aproximar do Anthony imóvel. A informação de ter dormido por 72 horas o pegou de surpresa. Foram três longos dias de delírios dentro de um aposento que desconhecia. Mais uma vez esteve alheio a toda situação não fazendo ideia do que estava acontecendo ao redor e na própria mente e corpo.

— Por quê estou vivo? — indagou olhando diretamente nos olhos cor de esmeralda. Aquela questão haveria de ser polêmica. Sobretudo Anthony desconhecia todos os rostos presentes naquele aposento, com exceção de Darren e do próprio Kevin que aparecera no instante seguinte alarmando o coração do castanho em surpresa.

— Hajun nos resgatou e cuidou de todos nós. — Kevin declarou ao surgir ficando frente a frente ao castanho. A mente de Anthony se fez um nó. Como assim o Cooperador havia os resgatado e cuidado?

— Eu fui infectado. — declarou persistindo naquele fato. O silêncio perenizou após isso fazendo Anthony perceber que não era o único surpreso ou encucado com aquilo. Segundo as estatísticas científicas o rapaz já era para ter perdido a lucidez.

— Sim, você foi. — reafirmou uma voz conhecida vindo de trás da pequena aglomeração de jovens, brevemente se tornando aparente. O Cooperador Hajun se tornou visível e passou a encarar o rapaz da Comarca das Rochas com um pequeno e estranho sorriso no rosto. — O seu corpo não só reagiu como ainda está reagindo a infecção do vírus, e os dados são impressionantes. — revelou deixando o rapaz atento as suas palavras.

— O seu organismo criou anticorpos Anthony. — falou uma garota de etnia oriental e expressão amorosa. Ele não fazia menor ideia de quem ela era, ou de onde estava, e quem eram todas aquelas pessoas.

— Espera... O que está acontecendo? — se sentia perdido.

— Me chamo Sayuri, sou cientista, e fui cobaia da JBCD-24. — revelou no mesmo tom amigável. — Sei bem o que passou no Cyberpunk Anthony. Todos nós sabemos... — salientou aquela última frase deixando em vista todos os jovens que estavam aglutinados no aposento encarando o castanho. — Mas diferente de você eu não consegui completar os testes com sucesso. — acrescentou evidenciando que ela e todos os jovens presentes foram eliminados pelo Cyberpunk.

— Eu não tenho nada a ver com isso. — ressaltou uma garota de cabelos curtos e escuros, e a pele parda como os habitantes da Comarca das Armas.

— Esta é Ghayda Hussain. Ela é militar, trabalha para as forças armadas da Comarca das Armas e para a RICV. — Sayuri apresentou.

— Abre aspas, “trabalho”, “trabalhava”, essas coisas. — corrigiu se sentando numa cadeira com desenvoltura, repousando folgadamente as pernas sobre uma mesa próxima. — Não tive a má sorte de ser selecionada para ser cobaia, mas trabalho pra vocês.

— Trabalha para mim. — corrigiu um rapaz que aparecera repentinamente. Este era igualmente pardo e de cabelos escuros. Anthony brevemente se recordou do homem. Era o mesmo que o havia resgatado das minas de Ferrenvil junto de Kevin. — Não tive fé que fosse acordar tão cedo. — disse Jamal olhando para Anthony com firmeza.

— É o Comandante da Comarca das Armas. — o castanho pronunciou aquela afirmação retribuindo as encaradas alheias. Jamal assentiu reafirmando seus dizeres, logo voltando a falar.

— Você está na Comarca das Armas, no exílio de Darkahmar. — explicou causando inquietação no interior de Anthony. — Estes são Zoya e Nikolai Morozov, ex residentes da Comarca do Transporte, refugiados da KLMD-62 e da QRCD-176. — apresentou um casal de gêmeos que se ergueram na direção do castanho. Ambos eram incrivelmente louros cuja pele era absurdamente pálida de tão branca. — Este é Danso Mwangi, ex residente da Comarca dos Tecelões e refugiado da HXTD-99. — continuou a apresentar os demais. Eram muitas informações para Anthony absorver de uma só vez. O rapaz encarou Darren que ao seu lado estava pedindo silenciosamente por respostas objetivas. Sobretudo, Hajun se manifestou cortando Jamal — o Comandante — voltando a falar.

— É compreensível sua confusão. — o Cooperador adiantou. — Foi bastante astuto em descobrir a sala restrita da Cohab Sr. Swank. — falou diretamente num tom lisonjeiro. — Infelizmente não pude resgatar a todos, mas com certeza aqueles que conseguiram sobreviver foram tão fortes e corajosos quanto você. — declarou fazendo Anthony perceber que todos aqueles jovens no aposento se tratavam dos eliminados pelo Cyberpunk; todos aqueles que foram submetidos à procedimentos científicos penosos e cruéis.  

— Oi Anthony. — cumprimentou uma garota loira de cabelos trançados e olhos verdes-grama. Sua delicadeza e meiguice eram autênticas. — Sou Aurora García, venho da Comarca da Pesca. Eu sei como é estar no Cyberpunk. Não consegui sair viva da GOHD-41, mas graças a Hajun eu tive uma segunda chance. — ela disse.

— O que Aurora quis dizer é que nós estivemos quase mortos, e esse quase ajudou a Hajun a nos salvar. Viemos para cá, e cá estamos desde então. Juntos formamos uma aliança contra a tirania implantada por Aiko. — o garoto que antes jogava damas com Darren agora se manifestou explicando a situação para Anthony. — Sou Luka Smith. Vim da Comarca da Horta e participei da FGND-213. Sai de lá bastante lesionado. — completou ao se apresentar.

— Mas como pode ver o número de refugiados é bem inferior. — Hajun retornou a fala. — Em compensação, estamos trabalhando para melhorar isso. Sozinho eu não conseguiria nada disso. Jamal tem sido de grande auxílio. — disse em respeito ao Comandante da Comarca das Armas.

— Então quer dizer que existe aqui uma espécie de rebelião contra a RICV, e que você é o mandante disso tudo? — questionou a Hajun. Jamais se passaria pela cabeça de Anthony que o Cooperador; o sócio de maior confiança da General Aiko poderia traí-la.

— Exatamente. — afirmou uma outra voz vinda de trás dos poucos jovens aglutinados.

Desta vez o coração do castanho parou por microssegundos. A figura viva e em carne e osso de Kim Jihoon surgiu diante os olhos de Anthony, e o mesmo teve que se certificar de que não estava tendo mais um de seus sonhos. Mas não... Dessa vez era real. Jihoon; o mesmo rapaz que havia se sacrificado por todos no Cyberpunk da BWCD-47, e o mesmo que esteve sobre os cuidados especiais da Cohab dentro de uma sala secreta estava agora parado e vivo rente aos olhos acastanhados de Anthony Swank.

— Oi Thony. — cumprimentou afetuoso, fazendo o coração do rapaz se sobressaltar em espanto e emoção.

— Jihoon... — murmurou estupefato. O rapaz oriental sorriu ao testemunhar a reação alheia, claramente espantada.

— Mas como... Por quê? — murmurava incompreendido.

— Hajun é o meu pai Anthony. — Jihoon revelou, agora sim terminando por chocar o castanho de vez. No entanto, agora algumas coisas faziam sentido, como por exemplo o fato de Jihoon ter grande conhecimento sobre ciência e sobre as funcionalidades do Cyberpunk. Desde que o conhecera suspeitou da esperteza alheia, e agora o seu coração batia acelerado pelo êxtase de reencontrá-lo vivo e aparentemente saudável. Ainda haveria muitas coisas para Anthony compreender.


Notas Finais


Algumas revelações mto importantes foram ditas neste capítulo. E o que vcs acharam?
Agora a fanfic inicia uma nova etapa, preparados pelo que vem pela frente?
Espero que sim!!
Beijos queridos(as) e até a próxima!!


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