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História DIABOLIK LOVERS: Dark Moon - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, dialovers!!! :3
Mais um capítulo em época de quarentena porque sim. Minha mente resolveu me ajudar hoje!
Espero que gostem. 💞
Boa leitura! 💞

Capítulo 15 - Eu voltarei por você.


Fanfic / Fanfiction DIABOLIK LOVERS: Dark Moon - Capítulo 15 - Eu voltarei por você.

Dark   Moon 

Capítulo 15

Eu voltarei por você 


      Reiji já estava indo para o carro que o levaria até o seu destino: o aeroporto internacional. O Segundo Filho saía de dentro do Castelo Sakamaki muito bem vestido, completamente de preto. O mordomo da família notou sua presença e fez uma reverência, acompanhando-o com o guarda-chuva até a limusine da família. Uma forte tempestade caía naquela madrugada, e parecia querer destruir tudo.

— Espera! Reiji-san! – Akame gritava enquanto descia as escadas do interior do Castelo, pondo o roupão de seda para cobrir o decote da camisola.

       O mordomo, que já abria a porta para Reiji entrar no veículo, e o próprio Segundo Filho, encararam o interior do Castelo pelas portas escancaradas e viram Akame surgir desesperada. Ela descia a escada como se sua vida dependesse daquilo e seu cabelo esvoaçava, parecendo dançar solenemente no ar. Reiji estava surpreso… Os olhos arregalados o denunciavam. Akame finalmente chegou ao seu encontro e o mordomo, coitado, a cobriu com o guarda-chuva também.

— Vim me despedir… – ela sorriu fraco.


Um dia antes…


       Abrir os olhos depois de quase morrer envenenada era como um milagre para Akame. Ela estava fraca… Mal havia acordado e podia sentir o seu estômago dolorido em consequência da lavagem estomacal. Ela vomitou horrores quando chegara no hospital. Ainda se lembrava da sensação de quase morrer. Um gole no chá antes de dormir enquanto conversava com Mel sobre o ocorrido, quase levou-a à Morte. Akame ainda se lembrava da queimação nos lábios, o cheiro de produto químico que sentia quando o veneno começou a fazer efeito, a tontura, a falta de ar e, principalmente, a sensação de estar nos braços da Morte, sendo coberta pelo véu negro do (quase) eterno descanso. 

       Akame fez um esforço e conseguiu se sentar na cama graças à força que ainda tinha nos braços. Tocou a própria cabeça, que rodava. Ela ainda sentiria o enjoo. Não lembrava de muita coisa, apenas de Mel gritando desesperada por ajuda enquanto, caída, seu corpo se contorcia e fazia barulhos estranhos de sufocamento. Akame lembrava de Shirayuuki e Mei aparecerem, de gritarem e Mei ir embora às pressas, voltando com o Rei Karl. Recordava-se de pouco, mas o suficiente para concluir que foi por pouco que não parou numa cova!

— Você acordou. – disse Reiji, sentado no sofá disposto perto da cama.

       A garota o encarou. O semblante estranho denunciava que ela ainda não estava "em órbita". Reiji suspirou e levantou do sofá, ficando bem perto de Akame.

— Você… Passou a noite aqui? – ela indagou, analisando o quarto.

— Passei. – Reiji a entregou o copo d'água que estava no criado-mudo. – Beba. Não está envenenado.

       Akame o encarou e pegou o copo, obedecendo àquela ordem. Sentia-se melhor por beber água e o fez rapidamente, virando o copo. Reiji o pegou de volta e colocou no criado-mudo.

— Você foi parar na Biblioteca e eu dei uma droga para o veneno não agir tão rápido. – ele fez uma cara não muito boa. – Foi bom que você tenha resistido, mas acho que foi o seu sangue de Eva que ajudou.

       Akame assentiu, abaixando a cabeça. "Por que é tão desconfortável conversar com ele?", ela pensava, tendo suas dúvidas se ele a odiava ou não. Reiji, que a observava, sabia que Akame deveria estar relembrando o que aconteceu. Logo, resolveu aliviá-la:

— Estou orgulhoso de você, Akame. Salvou sua amiga ao invés de ser cúmplice de minha mãe e eu, para que seu processo de grandeza permanecesse firme.

— Reiji-san, eu gosto muito de você, mas eu não poderia compactuar com aquilo. – lágrimas surgiam nos olhos de Akame, completando sua expressão triste.

— Eu não sou assim. Por mais que eu as tenha afastado, ainda as amo. – ela completou. 

       As lágrimas rolaram sem hesitar, mas Akame se mantinha calma. Reiji respirou fundo, concordando com ela mentalmente.

— Sei que você não é. Por mais que tenha se afastado de suas amigas por ambição, você é boa de coração. 

       Um silêncio tomou conta do quarto. Os dois ali estavam pensativos. Ambos ali tinham feito coisas ruins para conquistarem a atenção e amor dos pais… Era nisto que pensavam enquanto estavam calados. 

— O veneno que foi colocado no seu chá… Era meu e sumiu da minha estante depois da confusão. E minha mãe viajou há poucas horas para a Austrália. – Reiji olhou para Akame como quem quer insinuar algo.

— Você acha que… – Akame arregalou os olhos. –…ah, não…

— Falei com Karl… Ele avisou a todos os funcionários para serem mais precavidos. – Reiji ficou quieto, analisando Akame. – Eu vou viajar também. 

       Ela sentiu uma pontada no estômago e não foi por causa do envenenamento! Akame franziu o cenho para Reiji, confusa. Era muita informação em poucas horas.

— Aonde vai? 

— Alemanha. Resolverei algumas coisas por Karl e meu tempo de permanência é indefinido. – ele ajeitou os óculos. – Você ficará bem com suas amigas, que me odeiam agora. 

— Reiji-san... – Akame ajoelhou na cama, lacrimejando no mesmo instante. – Você não pode ir, eu…

— Eu vou, Akame. – ele retrucou, firme. – Vai ser bom para todos nós que eu fique fora. 

— Não! Não vai ser bom para todos, não! Eu não vou ficar bem! – ela gritou furiosa, agarrando o rosto pálido do rapaz com as mãos trêmulas.

       As lágrimas vinham e escorriam… O rosto de Akame se tornava puro sofrimento em sua mais verdadeira forma. Como se não bastasse quase morrer, ela ainda tinha que viver sem a presença de quem gostava por um tempo que nem ele mesmo sabia dizer.

— Reiji… – os olhos de Akame pareciam gritar para o vampiro ficar.

— Não faz isso, Akame… – pediu a ela, tirando as mãos dela de seu rosto. 

       Akame voltou a ficar cabisbaixa. Como uma criança contida, chorava e soluçava sem escândalo. Reiji não gostava de vê-la daquela forma tão sofrida, mas não podia fazer nada a respeito. Ele precisava ir embora do Castelo, mesmo que não eternamente.

— Quando… – Akame pausou para enxugar o nariz. –...q-quando vai?

— Depois de amanhã, de madrugada. – responder aquilo era o mesmo que enfiar uma adaga de prata no coração. 

       Akame assentiu com a cabeça e continuou chorando. Suas lágrimas incessantes escorriam pelo belo rosto, acumulando-se todas numa gota de pranto que contava com a gravidade para cair do queixo ao lençol, onde se formariam um círculo úmido. Reiji sabia que o coração dele não tinha pulso, mas por alguma razão o sentia apertar, contraindo-se na mais torturante dor que já sentira. Se arrependia de ter se importado tanto em agradar a mãe pois, se não tivesse feito tamanha crueldade ao irmão e o dito "plebeu Edgar", não estaria sendo afastado do Japão para a Alemanha. 

— E o Sacrifício? – Akame o encarou como um cachorro abandonado, esperando que Reiji ficasse.

— Voltarei na hora certa, Akame. Meu pai não pôs empecilho. 

       No momento em que Akame abriu a boca para questionar mais alguma coisa, a porta do quarto se abriu e uma enfermeira surgiu com uma bandeja de comida, com um sorriso na face. Ao ver Akame chorando, a expressão de alegria da enfermeira mudou da água para o vinho, tornando-se o semblante mais preocupado possível.

— Está chorando? – ela se aproximou da cama, compadecendo-se do sofrimento da noiva. – Por favor, não chore… Já bastou aquela sua amiga ruiva, que tivemos que dar calmantes.

— Cuide dela. Eu vou indo. – Reiji despediu-se, saindo do quarto.

       O resto daquela manhã foi a maior monotonia. Após comer o que a enfermeira levara, Akame tomou remédios e dormiu por muito tempo. Ao acordar, arrumaram-na para voltar ao Castelo e recebeu visita das amigas, que receberam-na como uma família que recepciona um membro importante que voltou ao lar. Seguidamente ao susto, todas estavam agradecidas por Akame estar viva. A quase morte acabou unindo-as novamente. O dia foi puro cuidado médico para Akame e infernal para o Rei, que tinha que lidar com a imprensa em cima dele. 


Dia seguinte…


       Hitomi voltava de mais um passeio à cidade com segundas intenções. A verdade é que ela havia acabado de dizer a Richter como havia sido revelar a verdade para Shu e Yuma e sobre o envenenamento de Akame. Eles não eram amigos que conversavam, mas Hitomi sentiu a necessidade de agradecer a Richter por tê-la ajudado quanto ao segredo de Beatrix e Reiji. 

       Assim que voltou para a mansão, tratou de ir para o andar de cima fazer uma visita a Akame. Hitomi caminhava a passos largos, tirando sua capa de passeio quando viu Karl surgir na sua direção. Ela esbugalhou os olhos azuis com a aparição inesperada e a um metro dele, fez a reverência. 

— Majestade… – ela o olhou por cima da franja, temendo a razão para ele estar ali.

— Hitomi! – Karl sorriu. – Pela capa, devo concluir que foi à cidade. 

— Fui sim… – ela mordeu o lábio, nervosa.

— Resolver coisas de menina ou falar com Richter? – Karl foi direto ao ponto. Tamanho o susto que Hitomi tomou.

— Não precisa ficar nervosa. Sei que precisou da ajuda dele, mas não vá ao encontro dele novamente. – concluiu. 

— Como quiser, Majestade. – Hitomi sorriu a contragosto. – O senhor veio do quarto da Akame-san?

— Sim… Fui entregar algo que pertence a ela e que ela esqueceu na escola. – Karl não parava de sorrir. – Não repita o ato de ir falar com aquele homem, Hitomi.

— Sim, senhor…

       Hitomi reverenciou-o novamente quando Karl passou ao lado dela, indo embora. Antes de correr para o quarto de Akame, ela olhou o homem ir embora. 

— Mas que raios ele veio fazer aqui?! – indagou Akame ao bater a porta do quarto com força.

       Akame estava sentada na cama pertencente a ela. Seus olhos estavam assustados, fixos na capa de um livro em seu colo. A capa era bastante colorida e alegre, o que Hitomi estranhou, pois todos os livros de Akame eram de capa dura e lisas, sem explosão de cores. 

— Akame-chan, o que foi? Que livro é esse? – Hitomi pegou o escrito no colo de Akame, esbugalhando os olhos ao ler o título na capa. – Yaoi?! O Rei veio te devolver isto?!

— E-Eu esqueci na escola… – Akame a encarou completamente envergonhada.

— E desde quando você lê yaoi, Akame-chan?! – Hitomi gargalhou, enxugando uma lágrima no canto do olho ao se sentar na cama de Mel. 

— Que vergonha! – a mais velha gritou, pondo as mãos no rosto vermelho. – Como serei levada a sério depois disto? A concepção do Rei Karl sobre mim deve ter mudado drasticamente!

— Ah, Akame-chan! É só um mangá! – Hitomi riu, deixando o livrinho de lado. 

       Akame olhou para a amiga como quem diz "Não é só um mangá! É um yaoi!". 

— Me fala… Como você está? É isto que importa no momento. 

       Akame suspirou com pesar, encarando o quarto. Era estranho estar ali depois do ocorrido, mas nada que não pudesse ser superado.

— Estou bem. – Akame pousou os os olhos na banqueta da escrivaninha, onde estava sentada quando foi envenenada. – Só um pouco estranha.

— E o Reiji-san? Conversou com ele? 

— Não… – Akame encarou o próprio colo, pensativa. – Ele deve estar se preparando para a viagem, amanhã. 

— Você deveria falar com ele antes que seja tarde, Akame-chan. – Hitomi aconselhou-a, calma. – E se te servir de ânimo, saiba que Shu-san e Yuma-senpai estão agradecidos por você ter me entregue o relatório. 

— Eles estão? – Akame sorriu contente. 

— Sim! E muito! Andam juntos com o Nicky e parece que estão recuperando o tempo que lhes foi tirado. – Hitomi sorriu largo. – Você tem tempo restante para falar com o Reiji-san, então use-o. Depois a senhorita será de suas amigas, as quais perdeu muito tempo quando estava com Beatrix-sama!

— Você tem razão... – Akame olhou para a sacada, vendo Shu e Yuma ao longe com Yamada, Azuna e o labrador Nicky. – Me falta coragem. 

— Você precisa arranjar coragem logo, pois Reiji-san viajará logo.

       Hitomi suspirou e levantou da cama de Mel para a de Akame, abraçando a amiga.

— Eu acredito em você, Akame-chan. E mais… – olhou-a nos olhos, sorrindo. – Obrigada por estar viva. 

       Em seu quarto, Reiji arrumava as malas sem pressa alguma. Como era esperado dele, ele fazia tal tarefa tão simples com enorme concentração e excelência. Porém, a cada peça de roupa que dobrava, ele se sentia estranho, como se um jacinto florescesse em seu coração, preenchendo-o de tristeza e saudade. Mesmo que estivesse no mesmo teto que Akame, ele já se sentia distante… Era como se ele já estivesse na Alemanha e ela a quilômetros dele, no Japão.

— Dá pra ver que você vai sentir falta dela. – Shu surgiu ao lado de Reiji, vendo-o pôr mais roupas dobradas na mala.

— Eu destruí sua infância e você ainda vem falar comigo. – Reiji riu soprado, mas ele estava triste.

        Shu continuou com os olhos fixos no irmão, que o olhou com o semblante infeliz. Shu não entendia como ele e Reiji eram tão afastados... Mas entendia que muito disso era a competição mútua entre os irmãos.

— Não consigo sentir a mesma raiva que senti antes, de você. Você foi uma vítima de nossa mãe. – Shu falou, encarando a mala aberta na cama. – Ela te usou e olha como você está agora… 

        Reiji assentiu. O irmão mais velho dele estava certo. 

— Reiji – Shu pôs as mãos nos ombros do caçula. Ele nunca o havia tocado tão intimamente assim. –, você sempre vai ser mais brilhante que eu e responsável. 

        Era difícil agir de tal maneira tão… Humana. Os dois estavam sentindo o impacto de conviver com humanas na mesma casa. Elas estavam causando mudanças neles… Fazendo-os sentir coisas que jamais sentiram antes. Tudo parecia novo. Ali, com as mãos nos ombros do irmão, Shu sentia-se diferente. Reiji, ouvindo aquelas palavras do irmão, parecia assustado. Felicidade, tristeza, amor, raiva… As emoções e sentimentos surgiam como flores no íntimo dos irmãos, preenchendo-os por completo até que parecessem humanos.

— Eu te admiro por ser tão inteligente, Reiji. Por mais que você tenha feito algo podre, eu te perdoo. – Shu completou, vendo os olhos do irmão lacrimejarem.

       Reiji nunca havia derramado uma lágrima sequer na vida. Contudo, suas primeiras lágrimas estavam vindo por causa do afeto do irmão mais velho. Como criança indefesa, Reiji chorou e soluçou. Shu puxou o irmão pela nuca e encostou a cabeça do mesmo em seu ombro, abraçando-o. E pela primeira vez, Reiji o abraçou como um necessitado de abraço e Shu retribuiu.

— Eu vou te esperar voltar para casa, Reiji. – Shu confidenciou, sentindo os braços do caçula apertarem-no. Reiji só sabia chorar e Shu, silenciosamente, chorava também.


À noite…


       O amor pode machucar às vezes, mas é uma das coisas que mantém alguém vivo. Akame sabia bem disso. Já era tarde da noite e ela não havia pregado o olho. Uma chuva forte começava a cair lá fora, deixando claro que não iria tão cedo. Mas Reiji iria. Lembrar disso causava um aperto no peito de Akame, que queria sumir entre as cobertas. Calmamente, Akame sentou-se na cama e viu Mel dormindo como um anjinho. 

         Ela tinha que ir vê-lo. Se não o fizesse, se arrependeria. E Akame já se sentia suficientemente corajosa para isso.

— Ele já está descendo! – alguém gritou no corredor.

        O coração de Akame gelou. Ela ficou mais pálida do que já era. Desajeitadamente, levantou-se da cama e se deparou com o corredor vazio. Quem havia dito já tinha ido.

— Não, não, não!... – os olhos rubi arregalaram-se.

        O sentimento de não ter tempo era torturante. Era questão de Vida ou Morte. Tamanha era a agonia! Akame entrou no quarto aos tombos e pegou o roupão na penteadeira, calçando as pantufas com certa confusão. 

— Akame-chan… – Mel acordou com a luz que veio de fora. – Aonde vai?

— Me despedir do Reiji-san! – Akame respondeu rápido e saiu correndo para fora do quarto. 

        Mel esbugalhou os olhos. Antes que pudesse perguntar mais alguma coisa, Akame já havia saído correndo. Ela vestia o roupão durante a corrida e mesmo que estivesse fraca e não pudesse fazer esforço, lutava contra a própria condição. Ela ainda estava no andar de cima quando Reiji já atravessava as portas do castelo. Ele não olhava para trás.

         Quando Akame chegou na escada da entrada, viu Reiji prestes a entrar no carro.

— Espera! Reiji-san, espera! – tentou ganhar tempo.

         Ela conseguiu chamar a atenção do mordomo com guarda-chuva e do vampiro, que a olhou incrédulo. Akame correu mais e seu cabelo parecia dançar no ar quando ela chegou na escada do lado de fora da mansão. Ela pulou nos braços de Reiji, abraçando-o como se nunca mais fosse vê-lo.

— Vim me despedir. – ela sorriu fraco ao se afastar. 

        Reiji riu. Ele não se sentiria bem de ir sem vê-la.

— Akame… Vão repreendê-la se encontrarem-na aqui. – alertou-a, mesmo estando feliz com a aparição.

— Eu não ligo! – Akame riu, cansada devido à corrida. Então, agarrou o rosto do vampiro com as mãos igual como fez no hospital. – Eu vou esperá-lo, está bem? E mando cartas, o que for!

          Sem pensar duas vezes, Akame selou os lábios frios de Reiji com os dela. O mordomo, sem graça, virou o rosto com um sorrisisinho ladino. Quando Akame se afastou, sorriu para Reiji.

— Eu te amo… E vou te esperar! – ela começou a chorar. 

          Reiji a puxou para mais um beijo. Este tinha gosto de saudade, mas também de enorme paixão. Akame passou as mãos pelo cabelo do rapaz com enorme carinho e Reiji a abraçou como se não fosse mais soltá-la.

— Eu também te amo, Akame… – confessou, sentindo o cheiro delicado que emanava dela. – Eu vou voltar.

— Vossa Alteza, está na hora de partirmos. – Comentou o mordomo.

        Reiji afastou-se de Akame com enorme tristeza no olhar e lhe deu mais um beijo. Os dedos dele afastavam-se dela, que segurou sua mão para prolongar o toque. Logo, seus dedos se tocavam e se soltavam, e Reiji já estava dentro do carro. O mordomo fechou a porta e Akame foi molhada pela chuva. Quando o mordomo entrou no carro, ele deu partida e os portões do Castelo se abriram.

         Lágrimas escorreram pelo rosto de Akame ao ver Reiji partir no carro de luxo. Mesmo assim, ela mantinha-se presa à garantia de que ele voltaria. 

— Akame-chan! – Mel gritou na porta da mansão, abrindo o guarda-chuva. – Sua doida, sai da chuva! Vai pegar um resfriado!

           Ao ver o carro passando ao longe, Mel soube o que era. Protegeu-de e a Akame no guarda-chuva e a abraçou com o braço livre, mesmo que naquele ponto a amiga já estivesse toda molhada.

— Ele vai voltar, Akame… – disse baixinho, beijando a testa da amiga. 

— Eu sei, Mel-chan… Obrigada… 

— As duas, saiam daí.

         As duas encararam Shu na porta da mansão, sério.

— Vamos, Akame-chan.

         Shu abriu passagem para as duas e fechou as portas. Ao virar-se para as duas, puxou Akame pelo braço, chamando a atenção de Mel também.

— Shu-san… – Mel estranhou a atitude repentina. 

— Ele te ama. – foi o que ele disse a Akame, que lacrimejou na hora. – E eu nunca o vi se importar tanto com alguém como ele se importou quando você apareceu carregada por Karlheinz na biblioteca.

— E como foi? – Akame quis saber, enxugando as lágrimas em seu rosto gelado. 

— Ele ficou desesperado, trêmulo… Com medo de você morrer. – Shu suspirou. – Reiji sempre mantém a postura mesmo em situações graves, mas ele se descontrolou com você.

         Akame pôs a mão na boca para conter o grito. No carro, já um pouco longe dela, Reiji não parava de pensar nela. Ele voltaria para ela… Faria de tudo para que retornasse à casa mais cedo. Não importa aonde fosse, ele voltaria pra ela, e gostaria que isso fosse importante à mesma. 

          

 

         










       



Notas Finais


Gente... Eu juro pra vocês que se fosse pra descrever este capítulo em uma música, ela seria "Senõrita". 😖😢
Meu coração foi diminuído a um átomo depois de escrever este capítulo. Tô sensível. ;-;
Jaa ne! 💖💕💞
Ah... Fiquem em casa. ✌😚✌


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