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História DIABOLIK LOVERS: Dark Moon - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


Hello, dialovers! 💕
Eu espero que gostem do capítulo tanto como eu gostei! Logo logo estarei respondendo os comentários do capítulo passado, o que ainda não consegui fazer. :3
No mais, espero que tenham uma boa leitura e gostem do capítulo! Uma dica: muita treta vem por aí. ✌

Capítulo 16 - O que está errado com Karlheinz?


Fanfic / Fanfiction DIABOLIK LOVERS: Dark Moon - Capítulo 16 - O que está errado com Karlheinz?

D a r k  ● M o o n

Capítulo XVI

O que está errado com Karlheinz?


{ H i t o m i }


       Naquela manhã estávamos todos na Sala de Refeições, comendo silenciosamente, quando tijolos voaram através das janelas. Kanato ensurdeceu todo mundo com seu grito que mais parecia com uma besta furiosa. Akame puxou Mel e Andressa, que sentavam perto dela, para o chão e começaram a se rastejar pelo chão. Eu estava confusa, mas não pensei muita coisa pois Futaba-sama puxou a mim e Yamada pelo braço enquanto os outros rapazes corriam com Akame, as Rainhas e quem mais fosse.

Lilly! – Ayato gritou quando já estávamos na saída da sala. – Lilly, sai daí!

Lilly! – eu gritei, correndo até ela.

       Lilly estava caída debaixo da mesa, mas não desacordada. Ela abraçava o coelho de pelúcia dela, que deve ter caído embaixo da mesa. Ela chorava quando eu a tirei da mesa. 

— Vamos, vamos! – Beatrix-sama nos apressava.

       Assim que saímos daquela ala, os soldados vermelhos vieram com suas armas, correndo. Não demorou muito para que eles se alinhassem no que restava das janelas e atirassem nos rebeldes. Eles eram fracos… Não podiam competir com o armamento do reino. Mesmo distante, eu podia escutar os gritos de pessoas sendo alvejadas. 

— Aonde vamos, Beatrix-sama? – Mel questionou a Primeira Rainha, desesperada.

— Vamos para uma sala segura! – a mulher foi breve na resposta, acelerando os passos enquanto segurava a saia bufante de seu vestido nobre. 

       Eu me perguntava como que aqueles rebeldes invadiram o terreno! Decerto que estava ocorrendo um grande confronto lá fora! Quando os disparos foram escutados, as meninas gritaram e os rapazes nos empurraram para que corrêssemos mais rápido. 

— Droga! O meu vestido! – Andressa choramingou, olhando para o vestido dela todo amarrotado.

— Andressa! – Akame olhou feio para a ruiva.

— O que foi?! A Shirayuuki-sama levou um tempão para deixá-lo assim! – Andressa retrucou.

       Meu coração gelou. E a Shirayuuki-sama? A Mei-sama?!

— As criadas! – Christa parou de andar, olhando para nós de um jeito assustador. – Onde estão as criadas?! Onde estão Shirayuuki e Mei?!

— Devem estar na cozinha! Conversem menos e corram mais! Eu vou encontrá-las! – Laito disse, sumindo pelo corredor.

— Eu vou atirar com os soldados! – Ayato também sumiu.

— Eu vou junto! Shu-san, Kanato-kun, cuidem das meninas! – Laito o acompanhou sem pensar duas vezes.

       Beatrix rodou os olhos e continuou sua corrida para um local seguro. No caminho, Subaru tranquilizava a mãe em seus braços. Christa-sama surtaria! Passamos por tantos corredores que eu me sentia num labirinto. O Castelo nunca me pareceu tão grande! Soldados esbarravam conosco a todo tempo e eu temia que muitos morressem no confronto.

— Finalmente! – Beatrix parou na frente de um quadro.

       Todos nós nos encaramos como se a Rainha estivesse louca.

— Um quadro velho vai nos proteger? – Shu questionou, sonolento.

— Não é um quadro velho! – Beatrix o olhou feio. 

       A Primeira Rainha tirou o broche que usava na frente do peito, que segurava o lenço de seu vestido. Com delicadeza, ela pôs o broche no encaixe de madeira que havia na moldura e bingo! Uma passagem secreta! Eu não acreditei. A Primeira Rainha exibiu um sorriso para todos nós e pegou o broche novamente, entrando imediatamente na sala. Fizemos o mesmo e quando Shu entrou, a passagem se fechou. O mesmo quadro estava no outro lado, para abrir novamente a passagem.

— Um quadro velho útil. – Shu riu, indo até um divã na sala.

       O lugar era grande, até. Haviam vários móveis chiques, quadros com molduras de ouro… sem falar nos lustres que iluminavam. A família Sakamaki era mesmo muito poderosa. Aos poucos, todos foram se sentando e se acomodando. Christa-sama tremia em uma cadeira, tapando os próprios ouvidos como se quisesse se proteger. Subaru, ajoelhado, a acudia.

— Mãe, por favor… acalme-se. – ele era tão carinhoso…

       Eu não estava muito à vontade. Me abraçava para conseguir proteção. Mesmo que estivesse com as meninas e ninguém estivesse machucado, eu tinha medo. Ayato-kun e Laito-kun estavam lá fora atirando; Futaba-sama, Shirayuuki-sama e Mei-sama estavam distantes.

— Será que eles estão bem? – Andressa perguntou, abraçando Lilly em seu colo.

       Ninguém respondeu. Entretanto, uma risada familiar vinda de fora do Castelo e um grito de Ayato dizendo, aos risos, "Ele morreu!", fez com que Andressa se acalmasse.

— Estão muito bem, eu diria. – Beatrix resmungou, passando a mão na testa, pensativa. – Aquele inútil do Karl nem está aqui…

— Certamente, vieram aqui achando que ele estava aqui. – Akame não falava com um ar bom. 

       Eu fiquei observando Akame. Ela deveria estar uma pilha de nervos! Desde que o Rei Karl começou a nos colocar para participar da política do reino — não tomando decisões, mas sugerindo e ajudando os cidadãos — Akame foi a que mais estava sendo "explorada" pelo Parlamento. As pessoas estavam começando a se rebelar contra a tirania de Karl. As punições eram cruéis, os impostos estavam aumentando… Antes Karl era maquiavélico, mas agora ele estava sendo totalmente tirano!

       Akame deveria estar pensando em como seria a próxima reunião do Parlamento. Eu e Andressa também estaríamos lá e seria tão ruim pra nós quanto para ela.

— Beatrix-sama… E quanto a Futaba-sama e as outras? – Perguntei, incomodada.

— Existem várias outras salas como esta aqui, Hitomi-chan. – Kanato respondeu pela Rainha, aproximando-se de mim. – Muitas são abertas com broche. 

— Então todos os quadros daqui podem ser uma sala secreta? – Lilly indagou, com os olhos curiosos. 

       Shu deu risada lá no divã, chamando a atenção de todos. Eu me perguntei se ele realmente dormia quando estava deitado e mais… o que ele ouvia naqueles fones? 

— Todos os quadros têm encaixes, mas isso não significa que todos têm passagens secretas. É um segredo de família. – ele explicou. 

— Os empregados sabem de algumas, mas não de todas. – Shu completou. 

       Inesperadamente, a passagem atrás de mim se abriu. Eu me afastei num salto. Karlheinz entrou na sala com um semblante não muito bom e Akame virou o rosto para o lado, mesmo sabendo que ouviria sermão do Rei depois, mesmo que não fosse ela quem estivesse disparando contra os soldados ou estilhaçando janelas com tijolos. 

       Quando a parede se fechou, Karlheinz começou a proferir suas primeiras palavras:

— Futaba, Shirayuuki e Mei estão com Shin e Carla, na sala abaixo da nossa. – eu me perguntava qual sala estava abaixo da nossa. – Essa situação não pode continuar!

        Mais um grito lá fora. Era Laito dando "Uhu!". Logo os disparos cessaram e a paz parecia voltar.

— Essa situação não pode continuar, Karl! – Beatrix olhou feio para o marido. – A população está revoltada e…

— Eles têm motivos para estar assim. – me meti, recebendo o olhar de orgulho de Akame. – Perdoe-me a ousadia, mas a senhora já viu como são feitas as atuais punições e mortes? Tamanha é a crueldade!

— Está insatisfeita com a minha conduta como rei, senhorita Nikishima? – Karlheinz retrucou, olhando para mim como uma fera.

— Desculpe-me, Majestade, mas estou. – olhei friamente para ele. – Aquelas pessoas são pessoas indignadas com a atual situação. São comuns, Majestade! Pessoas comuns e trabalhadoras que não estão aguentando a tirania com a qual o senhor governa este país!

— E essas pessoas revoltadas estão se organizando em um tipo de facção contra o senhor. Ou seja… Odeiam todos e quaisquer vampiros ou demônios, sejam eles políticos. – Akame se aproximou de nós dois. – Majestade, todas essas pessoas estão reunidas em um tipo de facção. 

— Verdade… Eu estive no Parlamento ontem e segundo os membros, não se sabe ainda quem é o líder. Mesmo que algumas dessas pessoas sejam mortas ou torturadas, elas não falam quem é o líder delas. – Andressa falou, temendo as próprias palavras. – É assustador o quão leal eles estão sendo.

       Karl respirou profundamente. Mais uma confusão e ele explodiria. 

— Os Mukami e as noivas deles estão protegidos na residência deles. Estão com soldados também. Parece que o alvo-foco somos nós. – Karlheinz retirou um bilhete do bolso. – Esse líder nos odeia.

— O que é isso? – questionei, olhando para o papel dobrado e para o Rei.

       Sem dizer nada, Karlheinz me entregou o papel. Akame se chegou ao meu lado e lemos juntas.

— "Morram, seus malditos…" – fiz careta. – Quem é "κσ"?

— Aparentemente, é em grego. – Akame comentou.

— Esqueçam isso. – Karlheinz tomou o papel de nossas mãos. – Já podemos sair deste lugar. 

— Finalmente! – Beatrix ergueu as mãos aos céus.

— Está levantando as mãos aos céus por quê? Você nem tem religião. – Shu murmurou ao passar pela cadeira da mãe.


{ A u t o r a }


       Na cidade, todos já sabiam do ataque ao Castelo e da morte dos rebeldes. Os feridos acabaram se tornando prisioneiros e seriam mortos logo, se dependesse de Karlheinz.

       No bar, Richter só conseguia pensar em uma coisa: Futaba. Enquanto Cordelia divertia os homens com o seu corpo completamente despido sobre uma mesa, Richter limpava o balcão. Ele não ligava mais para a mulher que foi sua amante, mas sim para a mulher que ele magoou, Futaba.

       Um bêbado se aproximou do bar, sentando-se em uma das banquetas dispostas ali. Com indelicadeza, pôs a caneca de cerveja no balcão. Um pouco da bebida no copo sujou o balcão por causa do impacto. Richter olhou para o homem com raiva, tendo em vista que ele havia acabado de limpar o móvel.

— Me dá mais uma dose. – disse o bêbado, exalando cevada pelos poros. – Ah… E limpa isso aqui. – ele apontou para a sujeira que havia feito.

       Richter balançou a cabeça negativamente e pegou a caneca, enchendo-a até a boca até que uma espuma branca se formasse. Limpou o balcão e entregou a bebida ao cara embriagado, que pagou-o. Enquanto Richter guardava o dinheiro, um rosto incomum surgia no bar. Assim que entrou, o sininho na porta anunciou sua chegada. Richter estava tão adaptado com a rotina no bar que encarou a pessoa, levando um susto enorme ao ver quem era.

       Era um rapaz… um rapaz que Richter conhecia. Ele vinha cabisbaixo, coberto por uma capa preta. Próximo à mesa de Cordelia, ele parou, observando-a transar com vários homens. Os gemidos dela eram altos. Ela não parecia se importar mais, parecia em êxtase! Não ligava para o homem atrás dela, que puxava seu cabelo e apertava sua cintura com enorme indelicadeza. O rapaz sorriu como um perverso e seguiu seu caminho até o bar, cabisbaixo. Quieto, sentou-se próximo ao bêbado que Richter atendera e pôs uns ienes na mesa, suficientes para uma bebida.

— O mesmo que ele, por favor. – ele finalmente ergueu o rosto, vendo o semblante pálido de Richter. – Quanto tempo… Tio.

— Ki-Kino… – Richter esbugalhou os olhos. – O que você está fazendo aqui?!

— A bebida. – Kino rebateu, irritado. – Eu paguei… Me sirva. 

       Richter engoliu em seco. Trêmulo, pegou uma caneca no armário e foi até a máquina para encher. Voltou para Kino às pressas e lhe serviu.

— Era pra você estar no submundo! O Castelo foi atacado, não é um bom momento para visitas! – Richter sussurrava inclinado para Kino a fim de não ser escutado.

— Eu sei… – Kino pegou a caneca de cerveja elegantemente, dando um gole na bebida. –...que triste, não é?

— Kino! – Richter olhou para os lados desconfiado de que tivesse falado muito alto. Se inclinou mais para o rapaz, preocupado. – Não me diga que foi você quem fez aquilo! Você sempre foi contra a nossa raça!

— Não, não, não… – Kino riu, malicioso. – Eu não perderia tempo sujando as minhas mãos. O povo sim. E eles fizeram bem.

       Richter mal piscava. O semblante dele era o mais assustado naquele bar e as pessoas estavam percebendo isso. Kino se levantou e ajeitou a capa, sorrindo para o tio.

— Aonde você vai? – Richter se sentia curioso.

— Fazer um passeio antes de voltar ao submundo. Mas antes... – ele encarou Cordelia antes de olhar para Richter. – Soube do escândalo. Que vergonha… mas me fala: quanto eu pago por duas vezes com aquela mulher?

       Richter engoliu seco novamente. 

— Depende do quão demorado seja. – ele queria vomitar. – Pode ir.

       Kino sorriu.

— Aproveitando as sobras do papai Karl… Incrível! – os olhos dele brilhavam.

       Aquilo era um péssimo sinal. 


{ H i t o m i }


       Mesmo com a situação nada boa no reino, quando os Mukami e suas noivas apareceram no Castelo, Minoa-chan, noiva do Azusa-san, sugeriu que fizéssemos uma festa da cabana, na floresta. No começo, não achamos muito seguro para o caso de ter outro ataque, mas por alguma razão Karlheinz queria que ficássemos fora do Castelo à noite. Ele garantiu que teríamos soldados protegendo-nos. A festa foi confirmada.

       Eu, Dressa-chan e Akame-chan tivemos que ir no Parlamento. Foi uma longa reunião. O Rei Karl estava uma fúria naquela sala. Todos os membros ficaram assustados e se não fosse pela presença pacífica de Erika-san, ele não teria se acalmado. Mesmo com uma reunião tão longa, nada foi decidido. As meninas e eu fomos continuar nossa contribuição em associações de caridade e depois fomos para o Castelo, onde ficamos pelo resto do dia.

— Ellise-sama sentiria orgulho de vocês. – Futaba-sama comentou, penteando meu cabelo. 

       Já era noite e todo mundo já estava na cabana. Eu combinei de esperar o Subaru-kun. Christa-sama passara muito mal depois que deixamos a sala secreta e tinha que receber cuidados de quem mais ela confiava: o filho. Mei-sama e Shirayuuki-sama ficariam com ela, contando com o apoio da Futaba-sama.

— Como se sente podendo usar legging, regata e moletom? – Futaba-sama brincou, rindo.

— É incrível! – sorri para meu reflexo no espelho. – E eu estou de tênis! Tênis em um castelo!

— Que bom que o Rei Karl abriu essa exceção. Deve ser cansativo para vocês ficar usando roupas de boneca o tempo todo! – ela se afastou de mim, olhando para o meu reflexo. – Está pronta! 

— Obrigada, Futaba-sama. 

       Ela sorriu para mim e saiu do quarto. Esperei mais dois minutos me arrumando e saí do cômodo para me encontrar com Subaru-kun, que estava com a mãe. Chegando no quarto dela, o vi saindo de lá. Ele estava lindo de camisa preta… Todo de preto. Ao me ver, sorriu.

— Como a Christa-sama está? – uni as mãos, levemente nervosa. 

— Bem mais calma. Falei para as criadas não deixarem ninguém entrar, principalmente Karl. – comentou, meio bravo.

— Por que não gosta do seu pai com sua mãe? – rebati, curiosa. 

— Ele não é o meu pai. 

       Subaru-kun sempre odiou o pai, mas eu nunca entendi o porquê. Reparei que ele segurava nossas lanternas e peguei uma para mim.

— Vamos? – mudei de assunto. – A tendência é escurecer mais.

       Ele sorriu. Então começamos nossa ida para a cabana. O caminho era escuro, o que tornava aquele aglomerado de árvores ainda mais assustador. Mesmo assim, era calmo. Não levou muito para que víssemos a cabana iluminada e vários soldados caminhando de um lado a outro, muito bem armados. Ao verem Subaru, reverenciaram-no. Outra vez, eu me lembrava de que ele era um príncipe. 

       Assim que batemos na porta, uma Lilly com óculos grandes e escuros, atendeu, abraçando o seu coelho de pelúcia.

— Bem vindos à festa da ca-banana. – ela olhava para cima, a fim de ver Subaru. Eu ri de sua fofura.

— "Ca-banana"? – Subaru fez careta.

       Lilly esticou a mão esquerda, nos mostrando jujubas em formato de banana.

— Dressa-chan comprou doces em forma de banana. – explicou. 

— Os pombinhos chegaram! – Andressa gritou lá no fundo, abraçada a Laito. Seus peitos ficaram bem marcados no moletom que ela usava.

— E vocês são os coelhos! – rebati, entrando na cabana com o Subaru-kun.

— Por que coelhos? – Yuma, sentado no chão, fez careta, acariciando o cachorro Nicky. (Ele também foi convidado, oras!)

— Coelhos fazem muito sexo. – sorri para Andressa, que ruborizou na hora.

— Yamada-chan! Eu… – ela se calou. – Só pega leve!

       Todos riram. Eu e Subaru me sentamos na roda feita no chão e Minoa veio com doces, enquanto Akame servia lanches feitos pelos empregados do Castelo. Em pouco tempo, eu me sentia confortável. Estávamos protegidos e nos divertindo. 

— Ah! Falta música! – Kou-kun tirou um pano de cima de uma caixa de som. – Espero que gostem das minhas músicas!

— Dane-se suas músicas, eu quero takoyaki! – Ayato reverberou, com vários takoyakis ao redor dele.

       Kou fez bico e pôs as músicas para tocar, aumentando o volume. Logo começou a dançar e Arisu se juntou a ele, com Andressa e Laito.

— Faz uma semana que o Reiji-san viajou… – Azuna comentou, olhando para Akame quieta num canto. –...Akame-chan, poderíamos ter remarcado a festa.

— Nã-Não se preocupa, Azuna-chan! – Akame abriu um sorriso carismático. – É bom que eu me distraia. Além disso, recebi a primeira carta de Reiji-san ontem!

— Que romântico! – Minoa se empolgou. – E como ele está?

— Cheio de coisas pra fazer! – Akame riu, e todas nós a acompanhamos.

— Reiji era atarefado aqui no Japão… Achou mesmo que não seria atarefado na Alemanha também? – Shu riu, de olhos fechados, com a cabeça no colo de Yamada.

— O que ele ouve nos fones? – Erika-san questionou, olhando para o Ruki-kun ao lado dela.

— ASMR. – Shu respondeu. – De hentai.

— SHU-SAN! – Yamada ficou vermelha.

       Enquanto Yamada-chan espancava Shu-san (e Ruki gargalhava da situação), Subaru-kun me dava um beijo. Todos começaram um "awn", mas Kou se empolgou e parecia até gemer. Eu acabei rindo durante o beijo.

— Você é imbecil? – Subaru-kun olhou feio para Kou.

— Sou… Meu nome é Subaru. 

— Aaaah! É mesmo? – Subaru levantou do chão. – Pois se prepara, que sua próxima música se chamará "O Dia Que Eu Levei Uma Surra"!

       Não levou muito tempo para que Subaru corresse atrás de Kou na cabana. Kou não parava de gritar "Você não pode me bater! Eu sou um idol!". Mesmo assim, Subaru continuava a correr atrás. Arisu dançando estava, dançando ficou, apesar de Subaru estar caçando seu noivo. 

       Shu e Yuma brincavam com Nicky. Era tão bom vê-los próximos. Yamada e Azuna conversavam sobre umas revistas de fofoca que liam. 

       Arisu, Mel, Andressa e Laito dançavam enquanto Lilly, Kanato e Ayato comiam takoyakis e doces. De quietas, apenas Akame e eu, que me aproximei dela.

— Está com saudade dele, não é? – Perguntei, encostando a cabeça de Akame no meu ombro.

— Ah, Akame-chan… – ela suspirou. –...você nem imagina! E ficar com a Beatrix-sama naquela sala depois de uma semana que ela tentou me envenenar…

— Foi confirmado?! – Esbugalhei os olhos, pasma.

— Karlheinz-sama confirmou assim que eu saí do hospital. Como você sabe… Sem escândalos. – Akame se afastou, notavelmente irritada. 

— Meu Deus! Akame-chan, nunca mais seja amiga daquela mulher novamente! Aliás… Ela não estava na Austrália? – balancei a cabeça negativamente.

— Problemas… Teve que voltar. Mas ela vai voltar amanhã. – Akame sorriu para mim. – Não se preocupe, Hitomi-chan. Eu estou bem.

— Está bem…

       Nos divertimos bastante, mas logo era hora de Subaru ir visitar a mãe novamente. Entretanto, ele estava tão feliz que eu resolvi ir no lugar dele. 

       Dois soldados me acompanhavam até o Castelo, completamente quietos. O Rei era bastante exigente quanto ao profissionalismo. Chegamos rápido até lá e os dois ficaram aguardando no lado de fora. Assim que eles fecharam as portas do Castelo para mim e eu me virei para a escada, vi Shirayuuki-sama descendo as escadas. 

— Hitomi-chan! – ela sorriu ao me ver, indo ao meu encontro. – Por que está aqui? Não deveria estar se divertindo na cabana? 

— Ah!... – eu encarei a lanterna desligada em minhas mãos. – Subaru-kun que viria, mas ele está se divertindo tanto, mesmo depois de ter dado um cascudo no Kou-kun!...

— Você disse cascudo? – Shirayuuki-sama arregalou os olhos azuis.

— Longa história! – abri um sorriso carismático. – E a Christa-sama?

— Ah, claro! Ela está dormindo há um bom tempo. Deixei um livro com ela depois que vocês saíram e fui arrumar o quarto de Andressa. Céus! Ela tem tanta sacola de compras!

       Eu dei risada. Desde que Andressa e Laito se aproximaram, compras se tornaram frequentes!

— Pode ir até o quarto de Vossa Majestade Christa, Hitomi-chan! Eu vou até a cozinha; aquele Carla chato, Mei e Shin-sama estão me esperando na cozinha. – ela rodou os olhos. – Qualquer coisa me chama.

       Subi as escadas, indo para o segundo andar. O meu rumo era o quarto de Christa-sama. Entretanto, indo para lá, a porta se abriu e Karlheinz saiu de lá. Automaticamente, me abaixei atrás de uma estante e fiquei vendo-o. "Por que ele está ali?", pensei. Era estranho… Subaru-kun disse que não o queria ali.

      Karlheinz-sama estava preocupado. Ele olhava para os lados, ofegante. Eu tentava enxergá-lo sem que ele me visse. Meu coração parou quando o vi fechando a calça com pressa, com suas vestes bagunçadas. Em um piscar de olhos, ele sumiu e eu me levantei do chão.

— Christa-sama… – eu ia até a porta do quarto, com medo.

       Minhas mãos estavam frias. Por algum motivo, eu sentia que algo estava errado. A cada passo, eu temia o que veria. Em frente à porta, segurei a maçaneta com firmeza.

— Que suspense para abrir. – Subaru surgiu ao meu lado. 

— S-Subaru! – eu dei um pulo. Minha pressão até caiu.

— O que houve? Você está pálida… – ele fez uma cara não muito boa e abriu a porta de vez.

       Lá estava Christa-sama, de pé, nos olhando com uma cara assustada. Sua cama estava muito bagunçada, como se um furacão tivesse passado ali e o livro que Shirayuuki-sama disse tê-la dado estava no chão, bem longe da cama. Encarei Christa-sama… Ela parecia estar tão pálida quanto eu.

— Hitomi… chan. Subaru… – antes que ela dissesse o "-kun", Christa-sama foi interrompida por um forte desmaio.

MÃE! – Subaru correu até o corpo dela. – Hitomi, vai pedir ajuda! Agora!

       Meus pés quase que não quiseram me obedecer. A lanterna caiu da minha mão e eu fui correndo encontrar com uma das criadas ou com um dos irmãos Tsukinami. Eu corria com a mente a mil por hora. Algo estava errado… Algo estava muito errado…

— Algo não está certo! – Gritei, chegando nas escadas. – Shirayuuki-sama! Mei-sama!      



 



       


    


       

      




Notas Finais


Tenho sérias desconfianças em cima do Kino, mas também tenho muitas em cima do Karl (Tougo). 😑
Kino Sakamaki na fanfic... Por essa vocês não esperavam, certo? :3
E mais um segredo de família! Hehe!
E essa festa da ca-banana?! Kkkkkkk tadinho do Kou! :P
Akame sentindo falta do Reiji... Sofro. ;-;
Jaa ne! 💞


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