História D Boy - YoonSeok Version - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Rap Monster, Suga
Tags Boyxboy, Daegu, Hoseok, Jung, Mendigo, Min, Sope, Yaoi, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 16
Palavras 1.435
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sugestão de música: King And Lionheart - Of Monsters and Men
Eu amo muito essa música e ainda farei uma fic baseada nela sim. Só vim panfletar ela mesmo rs
Você ler fic minha é absorver cultura, a prova disso é o tanto de notas finais que tem.

Por favor, apoiem essa estória votando e comentando! Espero que deem muito amor a D BOY sz

Boa leitura!

Capítulo 3 - Agust D


PDV Jung Hoseok

Já estava em Seul há alguns dias e ainda não havia me acostumado ao frio constante que fazia por aqui. E não falo do frio de temperatura, mas a solidão que não aplacava  em momento algum do diaEu havia aceitado essa transferência para Seul apenas porque queria distância de Jungkook, mas não tinha pensado direito nos prós e contras dessa mudança brusca de ares.

Não tinha pensado que a mamãezinha não estaria aqui para fazer meu amado café toda vez que eu chegasse cansada em casa e precisasse de algo para despertar.

Bufei irritado. Até separados Jungkook conseguia ferrar com a minha vida. Incrível.

Em minhas mãos tinha uma pasta com vários pendrives com demos¹ que haviam enviado para o estúdio. Eu trabalhava em uma pequena gravadora, porém lucrativa, que tinha a sede em Seul. Estávamos em época de seleção de novos artistas o que significava muito trabalho para mim, já que eu era do time de olheiros da empresa. Suspirei pensando em quanta falta aquele café iria fazer, eu precisaria de um bule cheio para aguentar as coisas que apareciam. Alguns trabalhos eram até bons e valiam a pena o tempo que eu poderia usar dormindo, mas outros...

Estava tão distraído com os cd's e drives que não notei quando esbarrei em alguém, quase derrubando todas as minhas coisas.

- Me desculpa. – falei baixinho com cabeça abaixada, realmente envergonhado.

- Não olha por onde anda? – perguntou a voz baixa e grave em tom irritado, apesar do tom e do modo grosso não pude evitar me arrepiar por causa da voz rouca.

- Olho quando a pessoa me interessa. – a resposta saiu antes que eu pudesse frear a minha língua, fechei os olhos com força e me xinguei baixinho. – Olha, me desculpa, eu não quis dizer isso... – minha voz morreu quando cometi o erro de olhar para ele.

Roupas folgadas, sujas e excessivamente finas para o frio cortante que fazia naquela tarde. Cabelos louros descoloridos completamente bagunçados e aparência cansada, mas mesmo assim detrás de toda aquela sujeira vi uma pele pálida branca demais até mesmo para asiáticos e um sorriso arrogante que logo se desfez, para dar lugar a uma expressão raivosa.

É um deus asiático disfarçado de mendigo?

Eu estava me afogando em um mar escuro que eram seus olhos, completamente alheio ao que ele falava. Minha mente ignorava completamente toda a sujeira e o vento levava seu odor para longe, tudo que meu cérebro conseguia processar é no quão bonito ele deveria ficar com um bom banho e roupas limpas.

- Está me ouvindo, saedaegari²? – falou em um coreano perfeito que dava de dez a zero no meu.

- Não. – falei na cara dura mesmo, estava cansado demais para tentar ser educado. Como se minha resposta apertasse algum botão nele o mendigato saiu de perto de mim gritando insultos tão rápido que não fui capaz de compreender, mas que fez alguns pais próximos taparem os ouvidos dos filhos.

Balancei a cabeça para espantar os pensamentos pervertidos sobre ele e atravessei a rua para chegar ao meu prédio. Eu precisava parar de ler aqueles imagines, estavam poluindo minha cabeça de um modo inaceitável!

Acenei rapidamente ao porteiro que me lançou um sorriso quadrado em resposta. Subi pelas escadas mesmo e quando cheguei ao meu lar nem tão doce lar cheio de caixas de mudanças - que eu ainda não tive coragem de abrir - apenas joguei a pasta na mesa de centro e deitei no sofá esperando que algo ocorresse na minha vida para me tirar dessa chatice que ela estava. Quem sabe um raio caindo na minha cabeça ou uma visita do meu primo que morava a apenas algumas quadras de onde eu estava hospedado - o que resultariam no mesmo: minha morte.

Estava tão cansado que até o estofado vermelho do sofá se tornou apelativo, bem, não devemos negar pedidos de sofás. Acabei dormindo ali mesmo e quando acordei horas depois morrendo de fome já estava escurecendo, nem me ocupei em procurar comida nos armários ou na geladeira, pois sabia que estavam vazios. Apenas peguei minhas chaves e carteira e me dirigi para a rua onde sabia que tinha um lanche na pequena praça que havia bem em frente ao meu prédio.

Havia uma barraquinha onde uma velhinha vendia hotteoks³ estranhos e enormes em caixinhas azuis e fofas. Mas as caixas não eram tão fofas quanto aquela velhinha mal caráter que sorriu e despejou elogios sobre mim e falou sobre seu filho que desejava cursar em uma das faculdade da SKY4, fazendo-me comprar várias caixas do doce e mais refrigerante do que eu seria capaz de tomar hoje. Acabei me sentando em um banco da praça om preguiça demais para voltar para o meu apartamento e comi por lá mesmo algumas panquecas. Eu comia meus bolinhos de arroz como um verdadeiro esfomeado. Estavam tão bons...

Enquanto enfiava comida goela abaixo como um louco eu passei a olhar pela praça os casais e algumas famílias que iam e vinham. Haviam algumas carinhas suspeitas na multidão, mas nada que desse medo. Próxima a um playground havia uma estátua de algum líder famoso que eu não me importei em olhar muito para descobrir quem era, pois sentado aos pés da estátua sobre uma folha de papelão estava o mendigo de mais cedo. Ele tinha uma mochila surrada ao seu lado e um violão no colo, mesmo distante era possível ouvir a melodia que saia toda vez que seus dedos acariciavam as cordas do violão. Ele tinha os olhos fechados e um pequeno sorriso no rosto e eu estava o encarando feito um otário. Agora com aquela serenidade ele parecia mais um anjo sujo e não um demônio vestido de mendigo.

Ignorando todo o bom senso e os avisos de perigo que meu cérebro gritava para meus músculos me levantei do banco com minhas caixinhas que haviam sobrado e me aproximei o suficiente para ouvir bem a suave melodia, ele sussurrava uma letra desconhecida por mim quase que distraidamente.

Natural, simples e lindo.

Eu estava emocionado, e foi com a melhor das intenções que me aproximei e deixei duas caixas de panquecas com alguns wons próximo a seus pés. Tentei fazer isso silenciosamente, mas como nem em momentos de caridade Deus me ajuda ele me notou e abriu os olhos rapidamente. Paralisei completamente em minha posição agachada ao seu lado quando suas orbes negras olharam no fundo da minha alma e voltaram com raiva explícita. 

- O que pensa que está fazendo? – ele perguntou de modo rude interrompendo a melodia do violão. Fiquei mais triste por ele ter parado de tocar do que pelo tom que usou comigo.

- Hã... ajudando? – falei em tom de pergunta, eu pude jurar que por trás de toda aquela fuligem que o cobria o rosto ele estava ficando terrivelmente vermelho.

Deu merda.

- Não preciso de sua esmola, saekki5. Pode guardar para si. – ok, agora realmente me ofendi com seu tom arrogante e com esses xingamentos sem noção.

- Olha aqui, cabeça quente, eu só estou tentando fazer uma boa ação, mas se está ocupado demais sendo um idiota de nariz em pé que se recusa a aceitar ajuda quando visivelmente está precisando, - o olhei de cima a baixo, fazendo-o sentir que ao menos em termos de limpeza eu era o "acima" por ali. - não posso mais fazer nada. Tenha uma ótima noite no vale dos ignorantes. – falei me levantando e saindo batendo os pés, deixando o loiro para trás com olhos arregalados e boca aberta.

Eu havia ficado tão irritado que tinha esquecido os bolinhos e o dinheiro que ele havia recusado. O que me fez reclamar comigo mesmo, aqueles hotteoks estavam realmente bons, ele não os merecia, e quando notei que faltavam algumas caixinhas na minha sacola senti uma vontade imensa de me esganar. Se ele não queria teria quem quisesse, e nesse caso esse alguém seria meu estômago esfomeado.

Claro, o que eu não notei, ele notou. Vi pela janela quando ele tentou entrar no prédio e quando não conseguiu passar pela portaria gritou impropérios na minha janela até ser expulso pelo porteiro TaeHyung. Como ele descobriu qual era a minha janela? Não tenho a mínima ideia. Mas minutos depois do ocorrido o vi sentado em um dos bancos da praça engolindo com fúria os bolinhos que eu o havia dado.

Não pude deixar de sorrir de modo superior quando seus olhos me encontraram na janela, encarando-o. Antes que ele pudesse voltar a gritar comigo fechei minha cortina e resolvi dormir um pouco mais antes de ter que ir trabalhar.


Notas Finais


¹ Demo tape ou fita demo é uma gravação musical demonstrativa amadora, feita em ou não, sem vínculo com , para estudos musicais, ou primeiras propostas do que futuramente pode vir a ser um de música.

² - Cérebro de passarinho em coreano. Uma pessoa lenta, anta, de raciocínio reduzido.

³ Panqueca doce feita geralmente com farinha ou arroz que pode ser recheada com amendoim, castanhas diversas, canela e açúcar mascavo. É uma daquelas típicas "comidas de rua" coreanas.

4 SKY é o "céu" asiático. SKY é um usado para se referir as três universidades mais prestigiadas e concorridas da Coreia do Sul: Universidade Nacional de Seul, Universidade da Coreia e Universidade Yonsei. Enquanto estudar nelas é motivo de se gabar, estudar em qualquer outra que não sejam tais faculdades é ir pro Hell (a mídia, estudantes e as próprias universidades usam estes termos, galero). Na verdade, muitos dos políticos, advogados, médicos, engenheiros e professores mais influentes da Coréia do Sul se formaram em uma das universidades SKY.

5 Modo adulto de falar "filha da puta"

Esse capítulo só saiu porque ele já estava escrito. Eu estou em uma fase difícil, assim como acho que muitos devem estar. Minha vida não é das piore, mas isso não quer dizer que meu coração não doa sometimes e eu não fique para baixo por tempo indeterminado. Tentarei não continuar sendo uma puta e soltar capítulos o mais rápido... eu estou tentando, torçam por mim ^^

Grata por ter lido até aqui, saiba que você está no meu coração sz

NOA DESISTA JIMIN

Nana sz


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