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História D' Corp - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá! Meus amigos para quem acompanha o manga o Luffy tem demonstrado uma maturidade e uma calma absurda, sem perder sua essência "inocente", tive a ideia de escrever sobre esse Luffy mais maduro, espero que aproveitem! bjss

Capítulo 1 - Levar um chute dói


Sabo nuca se sentiu tão arrependido quanto naquela manhã a algum tempo queria fazer algo com Luffy, mas nos últimos meses suas viagens vinham sendo constantes e não via o irmão a dois meses, Luffy o convidou para suas corridas matinais pelo parque privado da família aceitou sem pensar muito e agora percebia que essa não tinha de nenhuma forma sido uma boa ideia. 

-O-Ok. Isso foi realmente cansativo, como você é rápido irmãozinho. -falou tentando em vão reunir ar nos pulmões sem sentir dor nos músculos cansados 

-Precisamos ser sinceros Sabo, seu foco sempre foi aqui – apontou para cabeça com um sorriso presunçoso- e não em força física.  

-Você e o Ace que são monstros, me sinto feliz com minhas idas a academia semanais. - Andou calmamente até o carro sendo seguido por Luffy. - Oh, antes que eu esqueça Nami ligou parecia importante, algo sobre Katakuri ou sua mateira pro jornal. 

-Sinceramente sinto que preciso de um tempo para os dois, Nami surtou quando descobriu que Bellemere-san  viajou com Otou-san e que eles tem saído já há algum tempo.  Sabe como Nami é protetora com ela desde o relacionamento com Arlong. 

-DRANGON-SAN FEZ O QUE? -berrou quase perdendo o controle do carro pela surpresa, aquela informação era realmente nova para Sabo, desde que eram crianças sempre achou engraçada a estranha relação de Bellemere e Dragon, nunca pensou que realmente iria ver os dois em um tipo de relacionamento que não fosse a de sócios afinal Bellemere era reconhecida como uma das maiores ambientalistas do continente e Dragon de alguma forma havia criado um império ligado ao uso de ervas medicinais e ajudado em projetos de pesquisa fitoterápeuticos. 

-É viajaram juntos, na verdade eles namoram a um tempo. -Luffy era na maioria das vezes a última pessoa a perceber as coisas, principalmente se tratando de relacionamentos, mas não era tão idiota quanto pensavam, ainda mais quando ao chegar à casa de Nami se deparou com seu pai e a mãe de Nami aos beijos. -Não sei porque estão tão chocados, eu e Nojiko já sabíamos a algum tempo, vocês que foram lentos. 

Sabo se deu por vencido enquanto finalmente estacionava o carro, afinal aquilo talvez já tivesse demorado muito para acontecer. 

 

 

 

.............. 

 

 

 

 

 

-Eu quero terminar ok? Eu me sinto mal de verdade sei que não sou ele nunca vou ser, e que foi difícil pra você Luffy, mas eu não consigo, não mais eu realmente amo você. - suspirou tentando se manter calmo e continuou, tentando não demonstrar a magoa- Eu não consigo competir com um fantasma Luffy, talvez nunca devêssemos ter deixado esses sentimentos, os MEUS sentimentos ficarem envolvidos na nossa amizade, só tenta por favor entender que ele não está aqui nunca esteve e que EU Luffy nunca sai do seu lado,  e que dói ser comparado com algo que eu nunca tive chance de competir. 

Aquela era a última coisa que queria ouvir, tinha passado o dia com Ace e Sabo, o que não faziam a muito tempo sempre ocupados demais pelo trabalho havia sido bom, na verdade Luffy se sentia satisfeito, mas levar um pé na bunda de um amigo de infância era difícil, difícil de verdade, ainda lembrava de como Katakuri sempre fora a criança mais adorável que conhecera, sempre dividindo consigo seus amados e preciosos donuts, e para Luffy que sempre amou comida mais do que qualquer outra coisa aquilo foi o maior ato de conquista que Katakuri podia ter oferecido ao Luffy de 5 anos.  

-Kata! Eu nunca quis te comparar com ninguém, e eu sei que ultimamente tenho ficado meio ocupado pelo jornal e que você -antes que terminasse a frase o celular começou a vibrar tentou de verdade ignorar, mas o rosto de Katakuri só aparentava magoa e foi quando Luffy percebeu que talvez tivesse gostado dele , mas nunca iria o amar de verdade talvez precisassem de um tempo, talvez ele precisasse de um tempo, e o maldito celular não parava e ele se sentia agoniado por não ser essa pessoa que ele havia idealizado, então quando ouviu a porta bater percebeu que havia ficado de novo parado deixando seu agora ex-namorado sair pela porta. 

-EU SOU UM IDIOTA UM COMPLETO IDIOTA. -se jogou no sofá sentindo a culpa de não sentir o perseguir, queria ligar para Zoro  e reclamar da vida encher a cara e chorar por ter sido chutado por uma das pessoas mais importantes de sua vida, lembrou que ele e Sanji deveriam estar ocupados pensou em Nami e lembrou de Bellemere, ligar para Ace ou Sabo não terminaria bem para Katakuri, suspirou se dando conta que o celular vibrava novamente ignorou pela milésima vez percebendo que era Nami ouviu a porta e muito mal humorado percorreu o caminho até a porta. - Nami? 

-SEU IDIOTA, porque me ignorou o dia todo? - sentiu o peso da mão de Nami em sua cabeça e sentiu a dor percorrer seu corpo, ela entrou apressadamente com a feição preocupada -Morgans mandou eu te avisar Luffy, sua matéria sobre a Donquixote Family não vai ser publicada, ao que parece não é seguro publicar isso nem para Morgans nem para você! 

-Eu sou um jornalista investigativo Nami, sei os riscos, mas não posso acreditar que Morgans não vai publicar a matéria, ele adora desmascarar pessoas importantes, achei que uma matéria com provas sobre Donquixote Doflamingo ia ser primeira página –A frustração o atingiu. 

-Isso não é vingança Luffy ele pode mesmo te matar, você ainda tem essa cicatriz aí -aponta para o peito de Luffy- pra te lembrar disso, isso não faz parte de você, os mortos não voltam! -suspirou percebendo como Luffy parecia afetado tentou mudar de assunto. 

-Katakuri sabe que você tem feito “pesquisas” sobre os Donquixote?- viu o amigo negar com a cabeça e se sentar no sofá, deixando espaço para ela fazer o mesmo. 

-Não eu não poderia fazer isso com ele Nami, mas ele sabia que estava escondendo alguma coisa dele, ele me conhece melhor do que ninguém. -Suspirou pelo que parecia ser a milésima vez e continuou- Ele me chutou Nami, e eu nem tenho direito de contestar, eu sou um idiota eu o magoei! 

Ela o olhava sem saber exatamente o que dizer, então levantou e andou até a cozinha trouxe uma garrafa de tequila entregou um copo para Luffy enquanto preparava o ritual, ele meio sem entender segurou sem muita vontade já pensando na ressaca que teria no dia seguinte. 

-Sabe, quando tudo dá errado a melhor opção é beber e chorar Luffy. -Abriu um de seus sorrisos sorrateiros, passou sal em seus dedos e nos do amigo deixou o limão sobre mesinha da sala encheu os copos de dose e se sentou. -Os que levaram um chute do namorado primeiro! 

Luffy riu pegando o copo, lambendo o limão sentindo a tequila descer queimando pela garganta, Nami realmente sabia como o fazer esquecer literalmente de tudo, porque tudo que lembrava era de Nami atendendo telefone sóbria e o levando para o quarto enquanto o avisava que precisava ir, as vezes invejava a capacidade de beber da ruiva. Acordou horas depois com o alarme disparado, sua cabeça doía pela quantidade de tequila que tinha consumido e o barulho alto só piorava sua crescente ressaca desligou-o sem pensar muito , ainda se sentia meio bêbado, sentiu o vento frio bater no corpo descoberto e percebeu que a janela do quarto estava aberta, não dando muita atenção levantou e a fechou, olhou no celular percebendo que eram 4:00 da manhã, suspirou e foi ao banheiro determinado a um banho para tentar tirar o cheiro de álcool impregnado em seu corpo, quando terminou, saiu do banheiro enrolado em uma toalha amarela, estranhou ao ver a luz da sala ligada, lembrando-se do alarme arregalou os olhos, “será que mandaram alguém pela matéria no jornal?” sentiu o desespero o sufocar por alguns segundos, segurou o abajur que ficava no corredor e andou da maneira mais silenciosa que pode até a sala, olhou ao redor encontrando os resquícios do porre anterior ainda sobre a mesa, mas não havia ninguém na sala, sentiu uma onda de alivio passar por seu corpo e andou calmamente até seu quarto. 

-Sentiu minha falta Luffy-ya?  



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