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História "D" de Declínio. - Capítulo 13


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Notas do Autor


Dois capítulos por dia é cansativo de ler, né? Mas é que a fic é muito grande e eu quero terminar de postar tudo logo, então coragem menines.

Capítulo 13 - Neito Monoma.


– Você atacou o garoto, Denki?

 

– Eu já disse que foi ele quem me provocou.

 

– Não importa! - A mãe se impôs deixando o loiro intimidado. - Ele é só uma criança e você tacou uma latinha na cabeça dele.

 

Kaminari não retrucou. Se sentia imensamente culpado já, afinal uma pessoa grávida fazer aquilo com uma criança era no mínimo hipócrita. Denki sabia que seria pai logo e, se resolvesse ficar com a criança, tinha que aprender a ter maturidade para lidar com birras como a daquele garoto no mercado. Visto que não poderia simplesmente tacar uma latinha de refrigerante na cabeça do filho/a quando ele/a desobedecesse.

 

– Você teve sorte que o mercado não tinha câmeras de segurança e ninguém viu o que aconteceu. - O loiro arregalou o olhar em direção a mãe que parecia querer acobertar o que ele havia feito. - Esse assunto morre aqui, ouviu?

 

Claro que Kaminari sabia que o correto era ele se entregar e assumir a culpa, mas sua atenção ficou presa em outra fala da mãe: “ninguém viu o que aconteceu”, aquilo não era verdade, pelo sorriso que Neito exibia, ele havia visto sim.

Logo um frio subiu pela coluna do loiro que engoliu em seco pensando que seria questão de horas apenas para Monoma o entregar para a polícia, visto que dias atrás ele mesmo havia esfregado uma banana-split na cara do outro loiro.

 

 

– Você atacou uma criança, Denki? - Dessa vez foi a vez de Kirishima de se espantar com o comportamento do amigo enquanto Bakugo ria debochado.

– Eu não tenho culpa, foram os hormônios. - Kaminari tentou se justificar enquanto bebia um milkshak sentado no refeitório, estava feliz porque finalmente seu estômago começou a aceitar melhor os alimentos, mas, por outro lado, os desejos haviam começado.

– Você não deveria estar tomando o remédio para controlar os hormônios agora que tem dinheiro? - O ruivo questionou aproveitando para tocar naquele assunto enquanto o restante do grupo ainda não havia chegado.

– Eu ainda não tive tempo de comprar. - Deu de ombros pronto para voltar sua atenção ao milkshak quando ouviu a voz de Bakugo o chamou a atenção.

– Aquele não é o imbecil que tava te encarando no mercado? - Katsuki olhava na direção da saída do refeitório e assim que Kaminari olhou na mesma direção, pode ver Monoma que conversava com Shinso. Não demorou para que Neito percebesse estar sendo encarado e devolvesse o olhar a Kaminari, mas logo deu as costas saindo do local.

– Ele é estranho. - Kirishima comentou.

– Consigo calar a boca dele com um soco só. - Bakugo apertou a mão formando um punho.

– Não. - Eijiro o repreendeu. - Se ele não denunciou o Denki até agora, talvez não pretenda fazer isso.

 

Kaminari nem ao menos prestava atenção na conversa dos dois amigos, afinal seus pensamentos estavam distantes. O loiro sabia que aquilo não era de sua conta, mas queria muito saber o que Monoma estava conversando com Hitoshi e se ambos eram amigos.

 

 

Era fim de tarde, as aulas já haviam acabado. Denki até estaria feliz por ser sexta-feira se sua mãe não estivesse passando um tempo na sua casa. O loiro só queria uma desculpa para passar o final de semana em qualquer lugar que não fosse seu apartamento.

– Kaminari?

 

Estava na fila do banheiro da universidade quando ouviu seu nome ser chamado e, assim que se virou, deparou-se com Midoriya atrás de si na fila.

 

– Eu soube que falou com o Shinso. - E apesar daquele ser um assunto que já havia rendido briga entre ambos, o tom de Izuku era calmo.

– Foi mais ele quem veio falar comigo. - Denki coçou a nuca sem jeito ao se lembrar do outro dia em que havia discutido com o esverdeado.

– E você está bem? - Aquela até poderia ser uma pergunta comum, poderia se Kaminari não tivesse se lembrado da fala do menor no outro dia “Deveria ser de seu interesse saber quem são os Shinsos”.

– Bem. - O loiro foi curto. - Por que não estaria?

 

Mas Izuku apenas desviou o olhar dando de ombros logo mudando de assunto.

 

– Como está indo....? - Evitou falar a palavra gravidez já que estavam em público.

 

E apesar de querer muito saber o que tinha de errado com os Shinsos como Izuku havia suposto no outro dia, Denki resolveu não falar sobre aquilo justo ali na fila do banheiro. Também não estava a fim de falar sobre sua gravidez ali na fila do banheiro, então se limitou a responder um simples:

 

– Bem. - Mas logo suspirou se lembrando do que havia feito no dia anterior no mercado. Não havia nada bem. - Quer dizer, mais ou menos.

 

Midoriya sorriu minimamente.

 

– Que tal eu te levar no Long coffee? - O esverdeado diz deixando Kaminari confuso. - Uma cafeteria que tem lá no centro. Tudo bem que você não pode tomar café, mas um cappuccino também ajuda a relaxar. - O menor sugeriu e Denki sorriu em concordância. O loiro queria muito fazer várias perguntas sobre Hitoshi para o esverdeado como, por exemplo, o jeito desconfiado do garoto sempre observando os arredores  ou a relação dele com Neito ou sobre o porque de Izuku ter tentado os manter longe um do outro. - Ótimo, então eu te busco amanhã cedo.

 

 

 

Denki percebeu que demorou tempo demais no banheiro quando saiu da cabine e viu que o ambiente já estava vazio. Apressou-se em lavar suas mãos para ir embora. Numa sexta-feira, os alunos costumam sair correndo da universidade para festejar e apesar de ter recebido três convites no mesmo dia, Kaminari dispensou as festas, não queria ter outra crise hormonal na frente dos amigos.

Contudo, o loiro se surpreendeu ao ver que o local não estava totalmente vazio quando ouviu uma das cabines do banheiro se abrindo e um outro aluno saindo de lá. Não se preocupou em saber quem era, apenas terminou de lavar suas mãos e pôs-se a secá-las.

 

 

– Eu devo te chamar de pikachu ou de sorveteiro?

 

Entretanto, o outro aluno não pareceu pensar o mesmo já que logo a voz de Monoma adentrou os ouvidos de Denki que se virou deparando-se com o outro loiro encostado na pia como se nem ao menos tivesse usado o banheiro e estivesse ali só esperando que Kaminari saísse da cabine.

 

– Aaah quanta indelicadeza minha, você foi despedido, não é? - Um sorriso debochado surgiu em seus lábios. - Talvez eu deva te chamar de pikachu mesmo, afinal esse apelido infantil combina mais com alguém que fica tacando latinha em crianças no supermercado.

 

Denki logo sentiu um arrepio subir por seu corpo inteirinho. Ele mesmo arrebentaria a cara de Neito se este tentasse o chantagear com o ocorrido.

 

– O que você quer Monoma? - Perguntou vendo o sorriso do outro apenas aumentar enquanto, em momento algum, desviou suas pupilas azuis de Denki. Contudo, nada disse. - Vai se foder. - Kaminari se apressou jogando o papel toalha no lixo, só queria sair da presença do outro, a áurea que Neito emanava era assustadora.

 

Todavia, antes que conseguisse dar um passo em direção a porta, sentiu seu braço ser agarrado com força e, antes de protestar, fora puxado até ficar cara a cara com o loiro maior.

Não entendeu absolutamente nada, mas não ousou perguntar ao ver o semblante de Neito mudar totalmente, seus lábios que antes possuía um sorriso debochado, tornou-se uma linha tênue e seu olhar se afiou encarando o menor.

 

– Não ouse me subestimar, Denki Kaminari. - Silabou o nome do loiro entredentes. - Porque você está comendo na minha mão. - E logo um mínimo sorriso debochado voltou a aparecer em seus lábios. - E eu não estou falando sobre o que aconteceu no mercado.

 

Kaminari sentiu o frio novamente subir por sua coluna ao sentir o olhar azuis do maior descer de seu rosto em direção a sua barriga. Logo puxou seu braço das mãos de Neito que apenas voltou a sorrir saindo do banheiro, mas não sem antes dar aquela esbarradinha básica símbolo de provocação.

 

Ok, agora sim que Denki queria saber qual era a relação de Monoma com Hitoshi e como o desgraçado soube sobre sua gravidez.

 



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