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História "D" de Declínio. - Capítulo 16


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Notas do Autor


Apreciem o capítulo de 3 mil palavras. Eu, literalmente, juntei 3 capítulos num só. Resultado: 3 mil palavras.
Como o capítulo é enorme, fiquei com preguiça de revisar. Qualquer erro me avisem.

Capítulo 16 - Se olhar mais vai ter que pagar.


Não era como se Shinso houvesse aceitado estar ali por livre e espontânea vontade. Se lhe perguntassem, diria que primeiro foi pela insistência de Denki e segundo pelo fato de que dentro do seu carro não teria os materiais necessários para tratar aqueles cortes e, já que não pisaria em casa tão cedo, queria evitar sair em locais públicos, onde poderia ser fotografado por paparazzis, machucado daquele jeito.

Concluindo a situação: Hitoshi estava, neste momento, sentado na sala da casa do loiro enquanto a mãe dele lhe fazia curativos. Não estava sendo de todo ruim já que, aparentemente, a mulher acreditou na mentira que contou para justificar aqueles machucados e de bônus estava assistindo, de camarote, Kaminari se segurar fingindo não estar se sentindo atraído pela visão sua sem camisa, camisa esta que a mãe de Denki pediu para que Hitoshi tirasse para ela lavar já que estava suja de sangue.

– Denki, segure aqui pra mim. - A mãe ordenou deixando o loiro visivelmente incomodado.

Kaminari estava a um metro de distância de Hitoshi e essa foi a longitude determinada pelo garoto para conseguir manter sua sanidade frente a um corpo tão escultural. Mas obviamente que sua mãe não percebera sua estratégia e, como não estava a fim de revelar a ela naquele momento, resolveu relutantemente obedecer, afinal a ideia de trazer o arroxeado até sua casa fora sua.

 

O loiro apertou a compressa de gaze no braço do maior enquanto aproveitava para apreciar suas tatuagens, foi justamente ai que percebeu que ele tinha um piercing no mamilo esquerdo também e logo se pegou imaginando como seria chupar aquele ferrinho enquanto mordiscava o mamilo do garoto. Melhor ainda, se perguntava se havia feito isso no dia em que acabou engravidando do arroxeado. Maldita embriaguez que não o deixava lembrar-se de todos os detalhes.

 

– Agora solta, Denki. - Contudo, logo a voz da mãe o fez voltar a realidade e assim que ele subiu seu olhar, percebeu que Shinso o encarava inexpressivo.... mesmo assim o seu olhar era tão forte.

 

Kaminari se afastou rapidamente sentindo-se um pervertido por pensar aquelas coisas de uma pessoa que mal conhecia. Todavia, o olhar do arroxeado continuou a queimar-lhe e, por um momento, Denki se perguntou se era possível que Shinso soubesse ler mentes e tivesse visto o que ele estava pensando.

 

Um pouco incomodado, o loiro se levantou com a desculpa de que precisava ir no banheiro e saiu se trancando no outro cômodo. Também resolveu sair da sala para cortar o contato visual que Hitoshi havia estabelecido, afinal onde o garoto estava com a cabeça de o encarar daquele jeito? Se sua mãe suspeitasse de uma vírgula que fosse, encarnaria o próprio Sherlok Holmes para descobrir o que estava acontecendo.

Aproveitou por estar sozinho e tomou três comprimidos do remédio para enjoo, nada era demais se o objetivo fosse não passar mal na frente da mãe uma outra vez.

 

Voltou para a cozinha percebendo que a mãe não estava por lá, mas já havia terminado os curativos, todavia Hitoshi ainda estava sem uma camisa.

O destino só poderia estar de brincadeira com a sua cara. Como ele iria conseguir ter um jantar descente com sua mãe, sendo que teria que se sentar ao lado daquela beldade maravilhosa e não poderia encarar nem um minutinho que fosse?

 

– Se olhar mais vai ter que pagar.

 

Contudo, logo ouviu a voz do arroxeado que o despertou do transe que entrou ao bater seu olhar com aquele peitoral. Shinso tinha um sorrisinho de canto que Kaminari julgou como extremamente safado, entretanto deixava-o ainda mais sexy.

 

– Vai se foder. - Deu as costas ao arroxeado fingindo desinteresse mesmo que ainda conseguisse vê-lo pelo reflexo da torradeira.

– Não foi isso que você disse naquela noite, sabia? - A voz grave do maior o atiçou. Mas tudo que o cérebro de Denki fez foi fixar nas palavras “naquela noite”.

– Você se lembra? - Voltou-se novamente ao arroxeado dessa vez curioso.

– Não muito, mas tenho certeza de que ouvi você pedindo pra eu te foder. - Shinso falou recebendo um dedo de Kaminari que estava esperando escutar com mais clareza e detalhes do que havia ocorrido naquela noite, mas é claro que Hitoshi estaria tão bêbado quanto ele pra se lembrar depois.

 

– Prontinho, aqui está. - Logo a mãe do loiro voltou e Denki se surpreendeu ao vê-la dando ao arroxeado uma de suas blusas favoritas de dormir já que era mais larga.

– Ei, essa blusa é a minha favorita. - Protestou enquanto o outro vestia a peça de roupa.

– Prefere deixá-lo sem blusa? - A mãe questionou, retoricamente é claro, em desaprovação. - Ele não pode sair por ai semi nu.

Na verdade, Denki preferia que ele ficasse sem blusa, se possível sem roupa alguma, mas claramente que sua mãe não entenderia suas preferências.

Logo os três começaram a jantar com a loira voltando a tagarelar. Em algum momento do jantar, Kaminari deixou que seus olhos escorregassem da mãe para o arroxeado e coincidentemente – ou não – seus olhares se cruzaram fazendo com que o loiro logo voltasse a encarar a mãe sem graça. Mas sentiu que Hitoshi não havia feito o mesmo e, só para checar, esperou alguns minutos para voltar seu olhar ao garoto que ainda o encarava.

Com medo de que sua mãe os pegasse trocando olhares, e também por não entender o motivo do outro estar o secando daquele jeito, deu um chute de leve no arroxeado por debaixo da mesa, o que apenas fez com que ele risse sem mostrar os dentes. Denki poucas vezes havia o visto sorrindo, então pensou que poderia o chutar pelo resto da noite para ver aquele sorriso outras vezes, mas logo compreendeu o quão sem nexo aquele pensamento era.

 

No final da janta, o telefone da mulher tocou, então a mesma se levantou para atendê-lo deixando os outros dois para trás.

Kaminari logo se levantou recolhendo os pratos e os colocando na pia, contudo, assim que virou-se novamente para a mesa, já não viu mais Shinso sentado ali. Assustado, rondou seu olhar pela cozinha, não achando o outro garoto, mas logo o barulho da porta da sala se abrindo o fez correr até a sala.

– Onde você vai? - Questionou ao ver o arroxeado já cruzando a saída.

– Embora. - Respondeu simplista.

– Mas você não tem pra onde ir. - Falou sem querer, fazendo com que Shinso parasse no lugar, mas sem o encarar. - E-eu ouvi você e o Monoma conversando no banheiro. - Justificou-se arrependido de ter dito aquilo, não era a melhor hora para discutirem aquilo com sua mãe a poucos metros dali. - E-e eu concordo com ele. - Falou de maneira rápida e automática. - Você não pode dormir no carro, fique aqui.

Com um semblante sério e voz mais séria ainda, Hitoshi se virou na direção do loiro silabando entredentes.

– Eu não preciso da sua ajuda.

 

Denki se assustou com a grosseria do maior que antes estava trocando olhares com ele, mas não se intimidou. Correu até a porta a fim de chegar mais perto do rapaz, mas antes que posse um pé para fora, sentiu a mão de Shinso o impedir de sair.

 

– Não me siga.

 

 

Tudo que restou a Kaminari foi observar o arroxeado pela janela da sala enquanto ele caminhava já na rua até seu carro. Com um cigarro entre os dedos e o telefone no ouvido, falava com alguém.

 

 

O loiro iria passar o resto da noite se perguntando que mudança de humor foi aquela do arroxeado.

 

 

 

“Malditos desejos”.

 

Era apenas isso que Kaminari pensava as plenas duas horas da madrugada em que o loiro estava andando na rua se voltando para casa após ir até a única pizzaria da cidade que ficava aberta 24h e encomendado uma pizza de banana. Sim, ironicamente, havia ficado com vontade de comer a pizza do maldito sabor de banana.

 

Havia acabado a fase dos hormônios atiçados e começado a fase dos desejos.

 

Acontece que Denki não havia conseguido dormir durante a noite. A mãe dividindo o quarto com ele já não lhe incomodava mais, o que estava o deixando sem sono era a preocupação com Hitoshi e onde ele estaria nesse momento já que não voltaria para casa.

 

E se ele se envolvesse em outra briga por ai?

 

E se ele se ferisse seriamente?

 

E se ele se encontrasse com as pessoas que estava querendo-o matar?

 

Denki nem ao menos teve chance de perguntar sobre isso ao arroxeado. Quem seriam essas pessoas que queriam o matar e que mal ele havia feito a elas?

 

Coincidentemente, estava voltando pelo mesmo caminho que fizera na ida quando se deparou com o carro de Shinso parado na frente de um beco, mas sem o garoto dentro. Olhou para os dois lados não vendo o arroxeado em lugar algum. Talvez devesse ficar por lá e esperar por ele ou talvez devesse só “não o seguir” como ele mesmo havia falado. Mas claro que Kaminari escolheu a opção número um e resolveu esperar que Hitoshi aparecesse para saber se estava tudo bem com ele.

Aguardou cerca de uns 10 minutos, já havia quase terminado de comer a pizza quando ouviu um barulho vindo da esquina. Ainda com a caixa na mão, caminhou até a fim de averiguar do que se tratava o barulho quando se deparou com um cena que o chocou: Shinso estava brigando no braço com outros dois homens.

 

A caixa foi ao chão.

 

 

Tudo bem que apenas um dos homens eram tão fortes quanto o arroxeado, sendo o outro mais magro, contudo ainda assim era dois contra um, nada justo.

 

Sem tempo para entender a situação ou pensar melhor sobre o que fazer, com seu coração acelerando a cada soco que era trocado entre os três, esqueceu-se completamente do bebe que estava carregando e partiu para cima do mais fraco o jogando contra a pista. Por não esperar por aquilo, o homem caiu confuso, mas logo percebeu que Hitoshi não estava sozinho e partiu para cima de Denki que entrou em desespero. Havia atacado o homem sem pensar, nunca havia se envolvido numa briga física ainda por cima grávido. A sua primeira reação foi agarrar uma barra de metal que estava no chão e tentar atacar o homem com ela. Na primeira tentativa, o homem desviou, já na segunda agarrou a barra a jogando no meio da rua.

– Quer lutar? Então seja homem e lute com os punhos. - O homem estralou seus dedos dando um sorriso sínico da cara de desespero do loiro logo caminhando em sua direção.

 

Ok que aquele cara era mais fraco que Hitoshi, mas, ainda assim, era mais forte que Denki. Por reflexo, talvez, a primeira reação que teve quando sentiu que iria apanhar, foi agachar-se e proteger a barriga, o bebe não tinha culpa dele ter sido tão imbecil a ponto de entrar em combate corporal com outro cara que agora estava decidido a acabar com a raça dele.

Também fechou os olhos a fim de não ver o soco que levaria assim que sentiu o homem aproximar-se de si. Contudo, ao passar de alguns segundos, o loiro estranhou a falta do murro, tapa ou soco que levaria. Ao contrário disso ouviu um baque enorme contra o chão e ao abrir seus olhos viu o mesmo homem caído desmaiado enquanto Shinso estava em pé na sua frente com a barra de metal que apanhou no meio da rua. Denki logo virou seu olhar constatando que o arroxeado já havia tratado de nocautear o outro cara também.

 

 

 

– Eu disse pra você não me seguir. - Hitoshi dirigia em alta velocidade. Ambos haviam saído rapidamente do local já que o arroxeado suspeitava que aqueles dois homens não estavam sozinhos e logo outros apareceriam. - Qual é o seu problema?

– Qual é o meu problema? - Kaminari perguntou incrédulo, afinal tinha acabado de salvar a vida de Shisno, ou assim ele pensava. - Hitoshi, olha o seu estado, quem tem um problema aqui é você. - Apontou para os diversos hematomas que voltaram a decorar a pele do arroxeado. Nem parecia que sua mãe havia o feito curativos a poucas horas atrás. - E eu já disse que eu não estava te seguindo, foi uma coincidência eu te encontrar.

 

“E que bom que eu te encontrei” pensou. Denki não queria nem imaginar o que poderia ter acontecido com Hitoshi caso ele não tivesse distraído um dos caras enquanto o arroxeado apagava o outro.

 

Shinso dirigia rápido sempre checando pelo retrovisor se não estava sendo seguido.

Além de não estar entendendo muita coisa – vulgo dizer, absolutamente nada – Kaminari ainda precisava se segurar e rezar para que o carro não capotasse a cada curva que o maior fazia. Contudo, logo percebeu que o arroxeado estacionou o carro perto de seu condomínio, mas não na frente. Denki concluiu que aquilo era uma estratégia dele para não denunciar onde era sua casa, caso alguém estivesse os seguindo. Aquilo logo o fez se lembrar da conversa que Hitoshi estava tendo com Neito no banheiro da lanchonete onde falavam sobre pessoas querendo matá-lo.

 

– A rua é um lugar muito perigoso para você essa hora.

O loiro saiu de seus pensamentos ao escutar a voz de Shinso. O maior não lhe encarava, apenas observava a rua.

 

– E pra você não? - Kaminari se perguntou se seria preciso que ele lembrasse ao arroxeado sobre tê-lo “ajudado” numa briga a poucos minutos? - Vamos pra minha casa. - Propôs vendo o outro apenas apertar o volante.

– Não. - Hitoshi respondeu instantaneamente, pois sabia que o loiro iria propor aquilo.

 

Contudo, Denki estava disposto a não desistir. Não deixaria mesmo que o arroxeado saísse novamente e acabasse se envolvendo em outra briga. Não só porque Shinso era o pai de seu bebe, e o loiro não estava disposto a deixá-lo morrer no mínimo pelos próximos 7 meses, como também porque queria muito saber quem eram essas pessoas que queriam o matar e porque.

Ao ouvir o maior negar-se a ir consigo até sua casa, a primeira reação de Kaminari foi apertar o cinto de segurança como forma de protesto a não sair do carro, atraindo assim a atenção do arroxeado.

 

– Quer saber, eu vou fazer exatamente o que o Midoriya fez. - Denki disse confiante deixando Shinso confuso. - Não vou sair do seu pé.

 

Hitoshi estreitou seu olhar com raiva ao loiro na tentativa de intimidá-lo, mas se surpreendeu ao ver o garoto estreitar seu olhar de volta em tom de desafio.

 

Kaminari não sairia dali.

 

O maior pegou então sua carteira de cigarros acendendo um e tragando ali mesmo dentro do carro, mas logo que soltou a fumaça, ouviu os protestos indignados de Denki.

 

– Não pode fazer isso, eu estou grávido, seu idiota. - Tossiu ao acabar inalando um pouco da fumaça quando falou.

 

– Problema seu, loirinho. - O arroxeado continuou a tragar na tentativa de expulsar o menor do carro já que não podia simplesmente chutá-lo dali.

 

– Eu não sei se você está se esquecendo, mas foi você que causou esse “problema”. - Fez aspas com o dedo olhando seriamente para o maior.

 

Hitoshi apenas suspirou aquele aroma de nicotina uma última vez antes de descartar o cigarro no cinzeiro. Kaminari estava certo.

 

Shinso tombou sua cabeça para o lado vendo que Denki ainda o encarava de braços cruzados.

 

– Você não vai embora, né? - Foi mais uma pergunta retórica já que sabia que a resposta era não. O loiro parecia ser alguém muito insistente.

 

Kaminari apenas balançou a cabeça negativamente, logo voltando seu olhar para os machucados de Hitoshi.

 

– Quem eram aqueles caras e por que estavam te batendo?

 

– Eles não estavam me batendo, eu estava batendo neles. - O arroxeado o corrigiu fazendo com que Denki revirasse seu olhar com o orgulho ferido do outro.

 

– Se eu não tivesse aparecido, você poderia estar morto agora.

 

Contudo, a fala do loiro apenas atiçou ainda mais o orgulho do arroxeado.

 

– Ta vendo esse hematoma? - Questionou direcionando ao curativo que a senhora Kaminari havia feito na noite anterior. - Eu ganhei numa luta contra sete caras que eram muito mais fortes do que aqueles dois. - Denki se espantou com a informação. Não imaginava o arroxeado lutando contra sete caras. - Se eu não morri antes, não é agora que eu morro.

 

– Isso é algum tipo de hobby pra você? Ficar brigando com as pessoas na rua? - Questionou incrédulo, mas logo se lembrou da conversa que o arroxeado teve com Monoma no banheiro. - Ou tem realmente alguém te perseguindo?

 

Shinso não respondeu. Apenas desviou seu olhar daquelas pupilas amarelas que emanavam curiosidade. Jogou sua cabeça para trás respirando fundo.

 

Sentindo que não teria uma resposta, Kaminari resolveu ao menos tentar fazer com que o arroxeado entrasse em sua casa.

 

– Se tem alguém te perseguindo, não acha que o primeiro lugar que eles te procurarão será no seu carro? - Questionou o óbvio vendo o outro suspirar enquanto passava as mãos pelo cabelo. - Na minha casa estaremos seguro, o porteiro não deixa entrar sem permissão. - O loiro ressaltou ouvindo apenas o arroxeado sorrir irônico.

 

– Certamente você não sabe com quem está lidando. - O maior diz enquanto ainda encarava a rua.

– Então talvez queira me contar, afinal temos a noite inteira. - Kaminari cruzou seus braços fazendo uma cara de quem não desistiria de sair dali.

 

O loiro até viu o momento em que Shinso o encarou e abriu a boca para falar algo, mas o telefone do arroxeado tocando interrompeu aquela conversa.

 

 

“Demônio 2”

 

 

Era novamente aquele contato que o ligou quando o maior jantou pela primeira vez na casa de Kaminari. O loiro ficou ansioso para ouvir a conversa já que estava muito curioso acerca da vida de Shinso, mas se desanimou ao vê-lo desligar o celular rapidamente e abrir a porta do carro saindo do veículo.

 

– Aonde vai? - Denki questionou confuso descendo também.

 

– Pra sua casa. - O maior deu de ombros. - Não era isso que queria?

 

Ok, aquilo havia sido repentino e surpreendente. Kaminari se perguntou como Hitoshi conseguia ser mais bipolar do que ele mesmo estando grávido.

Resolveu não questionar, apenas aceitou antes que o garoto mudasse de ideia outra vez.

 

 

Denki ficou surpreso ao ver que Shinso cobria seu carro com uma capa para não ser reconhecido. Antes até pensaria que aquilo se devia aos paparazzis e tabloides, mas agora sabia que o garoto apenas estava fugindo de pessoas que provavelmente estavam querendo matar ele ou como ele mesmo disse “matar as pessoas que ele ‘ama’”.

 

 

– Dá pra não contar o que rolou pra sua mãe? - Hitoshi perguntou enquanto caminhava pelo corredor do apartamento com a cabeça baixa e mãos no bolso da calça. - Ela parece o tipo de pessoa que adora fofocar.

 

– Ela é. - Kaminari quis rir da observação feita pelo maior, mas antes que pudesse, estranhou ao se aproximar de seu apartamento e notar a luz da sala acesa.

 

Destrancou a porta imaginando que a mãe havia acordado e notado sua ausência, já que saiu sem avisá-la, e a loira estaria agora desesperada.

Contudo, se assustou ao adentrar o local e ver a mãe sentada no sofá com um olhar de raiva e choro ao mesmo tempo.

Seu susto não deveu-se ao fato da mãe estar direcionando aquele olhar para si, mas sim o que ela segurava em suas mãos.

Kaminari sentiu um frio na barriga ao reconhecer o papel da clínica onde havia ido na semana anterior.

 

– Denki Kaminari, me explique agora o que significa isso! - A mulher bradou jogando o papel sobre a mesa.

 

“Droga!” - Pensou o loiro. Era a maldita ultrassonografia que ele havia esquecido de esconder na casa de Kirishima.

 



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