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História D E V I L - Fack - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Hotel California


O cheiro de Bourbon pairava diante dos quatro cantos daquele bar consideravelmente estreito, meus olhos passeavam por todo os cantos procurando por algo que nem mesmo o meu sub-consciente afetado saberia. A bebida quente de cor escura descia queimando toda a extensão do meu esôfago, esquentando as paredes vazias do meu estômago. A melodia calma do Jukebox significativamente em um tom moderado, passava pelos meus tímpanos de maneira intensa, a minha cabeça parecia fora de meu corpo visivelmente leve por conta do cannabis enrolado em seda entre os meus dedos.

Meus olhos comprimidos e provavelmente avermelhados, admiravam a bela moça que servia os outros homens daquele bar. A loira com uma saia tão pequena quanto sua própria dignidade, andava sobre os saltos distribuindo grande parte de sua simpatia fingida para os outros motoqueiros de barba grande. Sem tirar meus olhos de seu decote, percebi seus seios sem cobertura alguma, droga... Ela não usara sutiã. Talvez poderia ser a minha deixa.

Traguei forte o meu cigarro e permiti que meu corpo absorvesse toda a leveza, o seu perfume doce adentrou minhas narinas com força e pareceu tão intenso junto ao cheiro da maconha com whisky.

-Você é tão bonita, será que ainda estará aqui quando o bar estiver fechando? Estarei indo para Utah amanhã cedo, talvez passar a noite comigo seja uma dádiva.

Nitidamente malicioso, os meus lábios se moveram quase que com dificuldade. Seu sorriso lindo se abriu para mim e o bico de seus seios pareciam perfurar a camisa, com certeza aquilo era melhor do que estar chapado.

-Você não é um dos melhores que passou aqui essa semana. -Retrucou enchendo novamente o meu copo com mais uma dose.

-Então significa que a gata tem a língua afiada? Tenho certeza que não sou um dos mais bonitos, mas não vai se arrepender quando ter a minha boca entre suas pernas.

A mulher apenas sorriu deixando uma piscadela jogada ao ar, suas costas se viraram me dando a visão privilegiada de sua bunda coberta por uma pequena saia jeans e se eu não estivesse tão louco, jurarua ter visto um pouco da sua bunda e afirmado que não usava calcinha.

-Ela não está a fim de você, bastardo.

Uma voz grave por um momento pareceu me colocar em transe. O seu tom de voz mantia um tanto de malícia e até um pouco de desgosto, talvez por eu ser ruim de flertes, e isso era inegável. Meu corpo leve virou-se para encarar o homem ao meu lado, que por sinal eu mal havia sentido a sua presença. Seus olhos negros acinzentados e firmes, me avaliaram da cabeça aos pés, parando somente para em meus olhos, agora totalmente arregalados pelo breve susto que sua presença havia me trazido.

-Como tem tanta certeza que a loira não gosta de mim?

Tentei tirar os meus olhos dos seus, mas a imensidão das órbitas negras pareciam tão fortes quanto imãs poderosos. Seu rosto prendia o meu olhar de uma forma que ele mesmo parecia se divertir com isso. Com um sorriso nos lábios, o homem ao meu lado apenas levou o seu corpo aos lábios bebericando todo o destilado.

-Ela gosta daquele homem. -Convicto, apontou com os olhos para o meio do bar.

A pouca iluminação e o meu estado beirando a falta de lucidez, não me impediu de enxergar um homem em uma das mesas do bar, seu sorriso cativante era direcionado para a loira que parecia derreter em seus encantos. Dei de ombros já que realmente não estava tão interessado, voltei a minha atenção para os olhos á minha frente.

Os seus lábios carregavam um tanto de malícia, seus olhos prendiam toda a opacidade, era como se não houvesse vida e sua alma já não pertencesse mais a aquele corpo. Sua boca avermelhada era totalmente convidativa para mim e o ar de mistério presente em si próprio fazia com que a tensão nos meus ombros se intensificasse. Ele foi capaz de perceber isso já que se remexeu no banco apoiando suas mãos ao balcão.

Meus olhos avaliaram de maneira inconsciente o seu corpo, suas botas revestidas de couro estavam tão impecáveis que não parecia estar em um bar de estrada, seus cabelos perfeitamente arrumados em cachos um tanto definidos, dava a entender que ao menos havia pilotado uma moto pela rodovia 666 e por fim sua calça de couro prendeu o meu olhar assim que percebi o seu volume apertado um pouco abaixo do cinto afivelado. Fui capaz apenas de engolir o seco levando pela milésima vez a seda aos meus lábios.

-Ah, não gosto que me observem tanto, me sinto até um pouco tímido.

Não deixou sua ironia de lado o que me fez repreender meus atos mentalmente por achar que mesmo que seus olhos estivessem focados no painel de bebidas, não perceberia meu olhar desejoso pesar sobre si.

-Eu não ligo que me admirem. -Soltei a fumaça doce aos ares não deixando que sua fala me afetasse.

-Você é um pouco convencido Wolfhard. Ou talvez muito. -Sorriu ladino brincando com a língua, deixando que ela dançasse sobre seus lábios.

Eu sabia que meu estado não era um dos melhores e que provavelmente só iria voltar para estrada amanhã de manhã, mas eu estava chapado e não totalmente louco. Seus olhos em questão segundos se tornaram negros, como um mar esmaecido carregando sobre si um sentimento fora do comum e totalmente obscuro. O medo percorreu o meu corpo como uma corrente elétrica e a minha espinha dorsal se curvou para frente na tentativa de enxergar os seus olhos, mas agora pareciam normais.

-Como sabe o meu nome? -Diante de todo o medo e incerteza, foi a coisa mais estúpida e desinteressante que conseguiu sair dos meus lábios.

Seu sorriso alargou, parecia brincar comigo e novamente seus olhos pareceram ter a vida própria de se transformar em blecautes pretos. Apaguei o meu cigarro com a sola do coturno e torci para que o homem que me vendeu não tivesse misturado a maconha com outra substância prejudicial.

-Eu conheço todos aqui Finn, eu estou sempre por aqui. -Respondeu simplista me lançando uma piscadela após os seus olhos estarem aparentemente normais. -Aquele que Maggie está paquerando, é Billy Hargrove, bonitão, eu também não jogaria fora. -Riu abafado me fazendo desviar para o rapaz forte de jaqueta no outro lado do bar.

Franzi os meus olhos observando como um predador cada um de seus movimentos, mas ele parecia tão precipitado que se preocupava com cada um deles.

-Aonde você mora?

-Eu estou em todos os lugares, eu posso estar aonde quiser e bem entender.

Seu enigma me pediu de forma inconsciente para que eu o desvendasse. Seus ombros jogados para trás e as pernas levemente abertas, me chamava totalmente a atenção, era como se me cativasse mentalmente com cada palavra que saísse de sua boca que não se fechava por conta de um sorriso malandro.

-E acredito que você também possa estar em qualquer lugar que deseja. Observei a sua moto em frente ao bar... Boa Harley, modelo mais atual.

-Se esta perguntando implicitamente para aonde estou indo, saiba que meu destino é Utah.

-Wolfhard, como consegue ser tão inocente? Assim que meus olhos passaram por você, eu soube para onde estava indo. Não seja ingênuo, sei que consegue ser melhor do que isso. Até presumo que já saiba o que eu seja.

Sua bebida havia chegado ao fim e por um curto tempo pareceu sério já que suas sobrancelhas juntaram-se assim que terminou sua fala.

Seu sotaque britânico deixava meu corpo fora de órbita, totalmente arrepiado e sensível apenas ao ouvir a forma com que pronunciava meu nome e sobrenome. O medo de estar ao seu lado corria em mim por completo, mas parte de mim queria tirar sua roupa e desfrutar de seu corpo certamente musculoso e principalmente de suas coxas revestidas pela calça apertada.

A forma com que quase não pronunciava o "r" do meu sobrenome me fez pensar em como seria ter sua voz rouca gemendo ao meu ouvido.

-Ah, você pensa em coisas tão erradas... Se eu fosse você pensaria duas vezes antes de insinuar coisas do tipo comigo.

Sua voz baixa soou falha e como um sussurro.

-Você é tão gostoso que seria impossível esconder meus pensamentos.

Não sei de onde tirei tanta coragem, mas mesmo que eu mantesse uma postura, minhas mãos suavam frio e estavam um tanto trêmulas diante de toda aquela situação. O homem a minha frente era tão lindo que seu rosto com certeza brilhava em minhas orbes, mas ao mesmo tempo, meu corpo todo estava rígido, carregando a tensão nos ombros por conta do medo descomunal que me invadia.

-Você não me parece o tipo de homem que brinca em serviço, Wolfhard.

Wolfhard... O "d" do meu sobrenome era quase imperceptível em seu sotaque, soava mais como um "t" e o "ha" tão acentuado que a minha única vontade naquele momento era de ouví-lo gemer... Droga...

-Eu realmente não brinco em serviço. -Sorri com malícia mordendo meu lábio inferior. -Será que poderia me dizer seu nome?

-Uh, pensei que não perguntaria. Sou Jack Dylan Grazer e estou morto em satisfação de te conhecer.

Seu sorriso foi retribuído, era malicioso e beirava a maldade que escondia somente em seus olhos.

-Então Jack, você vai ficar apenas flertando comigo ou vai me pagar bebidas? Gosto de whisky com malte, meu favorito.

-Tenho certeza que no frigobar do meu hotel tem Ballantine's. Aceita?

-Ah Jack, você é tão lindo que iria até pro inferno se você estivesse lá.

Seu sorriso não deixava seus lábios, nem que fosse por um mísero segundo. Sem pensar muito em sua proposta inusitada, senti seus dedos entrelaçados ao meu e ele me guiou para a porta amadeirada do bar. Sua mão estava tão quente que pouco tempo foi o suficiente para ter a sensação dos meus dedos suados e estranhamente eu gostava do calor excessivo que o seu corpo emanava.

Agora de pé, eu conseguia ter a visão de sua bunda marcada na calça e o quanto ela era gostosa. Ainda um tanto leve, meus olhos quase se fecharam para tentar enxergar o hotel no outro lado da estrada.

-Quando eu cheguei aqui, não me lembro de ter visto esse hotel.

O vento esfriou minhas têmporas que escorria gotículas de suor, a estrada escura e fria mostrava apenas a imensidão do asfalto e a mesclagem do céu iluminado pelas estrelas com o conjunto de rochas que eram espalhadas ao nosso redor. Jack soltou a minha mão e tirou do seu bolso mais um baseado, agradeci com a cabeça e logo já estávamos na sacada do velho hotel.

O letreiro amarelo era iluminado com letras grandes "Hotel California", a bela morena da recepção apenas lançou uma piscadela para Jack e eu não me importei de perguntar o porquê de não ter pego a chave. O homem ao meu lado, me guiava pelos corredores amplos, de carpete vermelho e paredes velhas descascadas. Minha visão parecia turva e a medida que eu puxava a fumaça do baseado, as coisas pareciam perder mais o sentido. Era como um filme de terror mal contado, mas eu jurei ter ouvido as vozes femininas se repetirem como orquestra pelo corredor.

"Bem-vindo ao Hotel California"

As luzes amareladas do corredor, piscavam a medida que o solado do meu coturno batia na madeira, com a minha visão um pouco estabilizada, ainda com dificuldade vi Jack abrir o quarto 66 e instintavamente seus lábios encostaram aos meus. Fechei a porta com o meu pé ainda entre o beijo e permiti que suas mãos quentes passassem por toda a extensão do meu corpo. Sua língua parecia a única parte do seu corpo que carregava frieza e pela primeira vez em toda minha vida tive um beijo intenso.

A minha mão esquerda acariciava sua nuca e a outra ainda segurava entre meu indicador e o dedo do meio, o baseado que exalava seu cheiro adocicado. O gosto de vodka em seus lábios era tão evidente quanto o seu calor, ele parecia ter fogo ateado em seu corpo.

Sua língua vagava pela minha boca, explorando deliciosamente todos os cantos possíveis, suas mãos apertavam a minha bunda com força enquanto me guiava de maneira nada delicada até a cama no centro do quarto.

Nossos lábios se separaram e mais uma vez seus olhos se tornaram negros, não me assustei pela primeira vez e deixei com que pegasse o cigarro entre seus dedos. Seus lábios tragaram com força soltando a fumaça no ar.

-Você é tão lindo Finn... -As costas de sua mão acariciou minha bochecha.

Quebrei o contato de sua mão à minha pele e o puxei novamente para um beijo, seu corpo deitou por cima do meu deixando que nossas ereções se chocassem mesmo que por cima da calça.

-Wolfhard, você quer saber o que eu pensei assim que olhei para voce sentado naquele bar? -Se boca foi até meu ouvido, sussurrando de forma tão excitante que eu consegui apenas assentir. -A primeira coisa que enxerguei foram seus olhos lindos e brilhantes, assim que eu os vi tive a vontade de olhá-los de cima enquanto você passava essa boca linda por todo o meu pau. Depois imaginei você me chupando bem gostoso, engolindo todo meu orgasmo de maneira obediente. Você gosta de ser obediente?

Remexi as minhas coxas buscando por mais contato em meu membro que pulsava dentro do jeans, sua mão firme que tinha uma caveira tatuada em sua palma e em seu dorso, segurou com força meu pescoço quase que me asfixiando.

-Gosto... -Gemi sentindo seus lábios trocarem os meus.

-Depois eu não me contive em imaginar você de quatro pra mim, gemendo o meu nome enquanto eu metia com força. Você gosta de levar com força?

Estava tão imerso de olhos fechados, imaginando toda a cena enquanto maltratava meus lábios que nem percebi que agora ele estava apenas coberto por uma boxer preta, com seu volume completamente marcado. Era como ter a visão dos céus.

Meu corpo agora estava quente, mas não tanto quanto o seu. De forma imóvel, observei seu corpo de joelhos na cama. Suas mãos tatuadas passavam por seu abdômen definido, seus braços fortes e tatuados foram o suficiente para que eu saísse de órbita e mordesse meus lábios.

-Vem me chupar, Wolfhard.

Sua voz rouca me chamou como uma ordem e me coloquei em frente ao seu membro sem hesitar. Abaixei sua cueca deixando que seu membro grande ficasse exposto e o que mais me deixou excitado, foi o detalhe do piercing em sua glande.

O seu pau pingava pré gozo e suas veias estavam tão saltadas implorando pela minha língua que não pensei muito, apenas segurei em sua base e coloquei em minha boca tudo de uma vez só, deixando que todo seu comprimento invadisse meus lábios, senti o gosto salgado de sua lubrificação passar pela minha língua e chupei todo o seu comprimento.

Sua mão agarrou meus cachos, ditando os movimentos bruscos jogando o quadril para frente e para trás estocando a minha garganta.

-Sua boca é mais gostosa do que eu imaginei. -Gemeu entre dentes, passando os dedos pela minha testa tirando alguns fios de cabelos grudados pelo suor.

Segurei firme em seus testículos e lambi toda a sua extensão, parando apenas em sua glande para chupar com força. A minha saliva escorria pelos cantos de minha boca e os seus olhos não se desviaram dos meus. Eles transbordavam luxúria e com os lábios entre abertos, gemia rouco o meu nome, da forma com que eu pedi mentalmente para ouvir.

-Goza na minha boca, eu quero engolir tudo. -Pedi manhoso passando a minha língua ao redor de sua glande.

-Eu vou gozar dentro de você. Eu sei o quanto você que isso.

Lançou-me uma piscadela e puxou o meu cabelo para que eu me afastasse de seu membro. Fez menção para que eu tirasse minhas roupas e assim eu fiz. Tirei peça por peça sentindo seu olhar fervoroso passear por todo o meu corpo.

-Fica de quatro!

Sua voz parecia me obrigar com facilidade, fiquei na posição pedida e senti suas duas mãos apertarem minha bunda com força e distribuir tapas em minha pele. Não me contive em levar uma de minhas mãos a meu membro assim que sua língua fria passou pela minha entrada. Brincava com os seus lábios ágeis no lugar, simulando beijos de língua e deixava toda a sua saliva me lubrificar deliciosamente.

-Eu poderia te chupar nessa posição até você gozar só com a minha língua. -Senti dois dedos me penetraram e não conti os gemidos.

-Eu quero o seu pau. -Gemi entre dentes ouvindo a sua risada abafada.

Senti o calor de seu corpo por trás e suas mãos firmes segurarem minha cintura. O aço de seu piercing tocou a minha entrada e ele roçou apenas a glande em mim por pura provocação. Antes que eu pedisse por mais, sua cintura chocou-se com minha bunda entrando fundo e forte de uma vez só. Seus movimentos rápidos me proporcionaram sentir o seu piercing gélido na minha próstata, meus gemidos saíam descontrolados e agora eu não me importava mais com a pergunta de quem Jack era ou o que ele era. Eu só queria sentí-lo me satisfazer.

O meu corpo todo respondia aos seus tapas e suas estocadas firmes. Suas mãos seguravam a minha bunda com força enquanto eu me masturbava de modo frenético, sentindo o meu corpo inteiro dar espasmos a cada estocada.

Suas mãos quentes puxavam o meu cabelo para trás, arranhavam as minhas costas e seus gemidos se intensificavam a cada segundo. Seu sotaque britânico gemendo o meu nome era a coisa mais gostosa de ouvir.

Rebolava no seu pau a cada hora que sentia que os seus espasmos estavam próximos, em resposta suas mãos distribuíam tapas fortes pela minha bunda, aquilo com certeza deixaria marcas mais tarde.

-Jack, eu tô quase. -Aumentei o ritmo da minha mão e a única resposta que obtive foram seus gemidos roucos dizendo coisas totalmente desconexas.

Ele misturava um pouco do seu inglês com um idioma desconhecido, por um momento olhei por cima dos ombros e seus lábios entre abertos me revelaram suas presas que antes pareciam escondidas. Com uma mistura de medo, senti o meu orgasmo em minha mão e no lençol, enquanto jatos quentes preencheram meu interior.

Seu corpo quente envolveu o meu em um abraço e pela primeira vez na noite vi seus olhos brilharem. O preto acinzentado como carbono, brilhou sobre a luz amarelada do quarto, e por um segundo esqueci de suas peculiaridades assim que seus lábios encostaram em minha testa em um ato delicado e gentil.

-Quando iremos nos ver novamente? Amanhã estou voltando para Utah, quero ficar com você. -Tirei alguns fios de cabelo de sua testa.

-Eu não posso, eu não pertenço a lugar algum. Mas em breve nos encontraremos, encare isso como uma promessa.

O seu beijo em minha bochecha, foi o suficiente para que eu me sentisse em um estado fora de lucidez. Os meus olhos se fecharam automaticamente e o sono invadiu o meu corpo, me deixando relaxado a um ponto que nem mesmo eu acreditei. Lutei com meu próprio eu, pedindo para ficar acordado, mas enxerguei apenas a escuridão antes de encarar Jack totalmente desfigurado e com uma forma fora do comum e aterrorizante.





-Hey, acorde logo idiota chapado! -Ouvi uma voz feminina passar pelos meus ouvidos e mãos finas balançarem meus ombros.

Levantei minha cabeça com certa dificuldade e a claridade entrou pelas brechas das janelas do bar, como um tiro certeiro de espingarda em meu cérebro. Foi o estopim para que eu me lembrasse perfeitamente de todos os detalhes claros da noite que tive. Meus olhos quase fechados, observaram Maggie parada a minha frente com os braços cruzados, seu olhar parecia cansado, talvez por trabalhar a noite inteira para bêbados e chapados como eu.

-Cadê ele?

Minha voz falha soou como súplica, olhei ao meu redor e a única coisa que percebi foi o vazio do local. Talvez por ser de manhã.

-Está falando do moreno que estava ao seu lado ontem a noite? -Seu sorriso malicioso me dedurou. Eu não estava louco e agradeci por isso.

-Loira, talvez você saiba que não se responde uma pergunta com outra pergunta. -Sorri malvado mantendo a minha postura.

-Ah, não seja cretino. Eu sei que quer saber dele... -Suspirou. -Se quiser encontrá-lo novamente no Hotel, precisará me dar algo em troca.

-Você é tão linda que eu poderia lhe dar até uma noite comigo se quisesse. -Cruzei meus braços encarando seu olhar pesado sobre mim, não me deixei influenciar por mais que toda a situação fosse amendrotadora.

-Pare de gracinhas. Se quiser encontrá-lo me dê sua alma. Prometo que não irá doer e que essa noite encontrará o hotel novamente, mas dessa vez o cão dele estará na porta, isso indica seu atestado de morte. Não sinta medo do cão tricéfalo e não se deixe levar por outros demônios pelo caminho, pode ser tentador, mas se for forte achará o que procura. Aceita?

-É claro que eu quero.

O seu sorriso maldoso invadiu o meu olhar e iluminiou-se sobre o crepúsculo do sol que entrava pelas portas e refletiam nas garrafas das bebidas de vários preços. Seus olhos passaram dos azuis para completamente negros, e assim como Jack, suas presas se reveleraram e Maggie se tornou algo que eu teria me arrependido se não estivesse morto.







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