História Da infância à juventude - Wincest - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Dean Winchester, Sam Winchester
Tags Abo, Alpha, Dean Winchester, M-preg, Ômega, Padackles, Sam Winchester, Weecest, Wincest
Visualizações 380
Palavras 9.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então...
Lembram aquele papo de "eu vou terminar no capitulo 3 nem que tenha que fazer um cao com 10 mil palavras"? Esqueçam.
O cap vai dar muito mais de 10 mil palavras e se desse até isso eu concluiria no 3, mas não aguento postar um cap com 16, 17 mil palavras, então dividi em dois again aushsuhas
De qualquer forma, esse cap tá bem FOFO e bem PESADO.
Contém estupro, então fiquem avisados e nada de me encher o saco nos comentários.
Anyway, desculpem a demora, mas quero que tudo fique bem redondinho nessa fanfic, sem falhas então vou demorar mesmo.
Boa leitura e até as notas finais ^^

Capítulo 3 - Parte 3


A professora andou a passos lentos e ameaçadores pela classe, olhando todos os rostos, alguns assustados, outros entediados, a maioria nem ligando, mas sorriu ao ver o jovem moreno de cabelos compridos. Se dirigiu a ele e apoiou uma de suas mãos na mesa do ômega.

— Ah, Samuel, você mesmo.

Pela sala, vários grupinhos conversaram entre si, mas sem interferir na aula. Ninguém ousava falar alto na presença da professora Morgana, a Medusa. Eles a chamavam assim porque o olhar que ela dava nas pessoas fazia elas paralisarem. A beta parecia ter algum tipo de poder mágico de persuasão.

— Você está tão lindo. – As pessoas em volta nem acreditavam no que viam. Um sorriso, aquilo no rosto da bruxa era um sorriso. A mulher puxou a cadeira da frente, que estava desocupada, e sentou-se em frente a Sam, que sorriu meio constrangido. — É para quando?

Sam limpou a garganta e se remexeu na cadeira, levando a mão a sua barriga e sorrindo inconscientemente.

— Julho. Estou no sétimo mês, mas o meu médico disse que não sabe se eu vou conseguir segurar até o final da gravidez por conta de serem gêmeos e eu ser muito novo. – Ele acariciou a barriga e sorriu, sentindo-se meio estranho com aquela situação. Essa era a única professora que ele não gostava, e também a única que lhe dera atenção por conta de sua gravidez. As outras pareciam tentar ignorar o fato para – o ômega não tinha certeza, mas acreditava nisso – não o constranger por ter engravidado tão jovem.

Mas ele não se sentia constrangido. Bom, não muito. E o pouco que sentia não era por ter engravidado, aqueles meses carregando seus filhotes estavam sendo os melhores da sua vida.

— E os nomes já decidiram? O papai Dean deve estar radiante...

— Ele está... – Sam sorriu ao lembrar do alpha e mordeu o lábio levemente, divagando em pensamentos e esquecendo-se do mundo a sua volta, só voltando a realidade quando uma bolinha de papel atingiu seu rosto. O ômega chacoalhou a cabeça e olhou para a direção em que a bolinha tinha vindo, e um garoto loiro platinado estava com cara de assustado.

— Me desculpe, foi sem querer, eu queria ter acertado no Matt, eu não...

Mas já era tarde demais. A professora se levantou e sua voz deu um berro com o aluno – que não era o que poderia se chamar de santo durantes as aulas – e já vinha sendo observado pela Medusa.

— Para fora da minha sala agora! – O grito da professora fez com os outros alunos calassem a boca e prendessem a respiração, com medo de emitir qualquer som e ser morto por um raio lazer que a professora com certeza tinha. Oliver levantou da sua cadeira e saiu da sala sem abrir a boca, tinha amor a vida e nunca tinha visto a professora tão brava.

Sam observava tudo meio abismado. Sua mãe havia lhe falado que coisas assim poderiam acontecer, mas nunca tinha imaginado que era realmente verdade. Nos últimos meses de gestação os ômegas liberavam feromônios por todo lugar onde passavam, fazendo com que todos a sua volta tentassem o proteger. Nada de mal acontecia a um ômega enquanto aquele hormônio agia nas outras pessoas a sua volta. O moreno estava acreditando que aquilo era o que tinha acabado de acontecer, por conta da bolinha.

— Não foi nada, professora. Eu estou bem.

— Que bom que está, mas Oliver está pensando o que? Bolinhas durante a minha aula? Não senhor! – Sam balançou a cabeça e continuou acariciando a barriga. Seu peitoral tinha dado uma leve inchada para acomodar o leite, mas, diferente das mulheres, não tinha peitos enormes e cheios de leite, a maior parte estava dentro do seu corpo. Ômegas homens tinham a produção do leite interna. — Mas então, decidiram os nomes...

— Ah sim. Luna e Sunny, minhas garotinhas.

Sam disse olhando a professora, mas seu pensamento estava bem longe dali.

***

Na hora do intervalo, Dean procurou pelo companheiro e o encontrou na mesa que sempre comiam juntos, com uma dupla de tudo que tinha no cardápio da escola naquela manhã. Ele estava comendo por três, então era normal que comesse muito mais que o normal, o que já não era pouco.

Dean ficou alguns minutos parado na porta do refeitório observando seu ômega, ele estava tão lindo! Tão radiante, parecia emanar felicidade. Sua barriga estava enorme e ainda não tinha nem chegado no oitavo mês.

O loiro se lembrava de como tinha sido complicado fazer ele entender que aqueles filhotes não eram uma praga da Deusa da Lua, e sim uma benção para o amor deles.

Dean tinha chegado da escola e ido direto para a casa de Sam, tinham decidido assumir o namoro para os pais e eles aceitaram numa boa, na verdade, tinham dito que já sabiam antes mesmo deles consumarem o fato. Os jovens estavam transbordando de alegria, nada podia ser mais perfeito em suas vidas naquele momento. Já estavam namorando a quase dois meses, mas ainda não tinham feito elo, Sam ficava com medo sempre que o alpha tentava, então ele dizia que não precisava ser daquela vez.

Amy deixara o alpha entrar sem nem avisar o filho, ele iria adorar ter uma surpresa em seu quarto.

— Obrigado, tia. – Dean a chamava assim porque tinha convivido com a ômega, desde a infância, indo à casa dela e brincando com seu filho. O apelido surgira em algum ponto e agora que ela era sua sogra era estranho chama-la assim.

Dean subiu as escadas e andou a passos leves pelo chão, cuidando ao máximo para não fazer barulho, queria dar um susto em Sam, mas assim que chegou a porta do quarto dele ficou nervoso. Sua audição apurada ouviu um soluço e um choro baixinho, do outro lado da porta, e então ele entrou dentro do quarto com toda a velocidade que pode, procurando Sam e o encontrando com os olhos na porta do banheiro, com alguma coisa nas mãos e chorando soluçantemente, com o corpo todo tremendo. Perceber que Dean estava ali só fez seu choro aumentar mais e as lágrimas ficarem mais grossas.

As pernas do loiro viraram geleia, ver seu namorado, seu ômega, chorando fez seus instintos mais primitivos de proteção aflorarem dentro dele, e então ele foi até Sam, o envolvendo num abraço sufocante de tão apertado, mas que era o que Sam precisava naquela hora.

O jovem tentou afastá-lo, mas não conseguiu, estava se sentindo envergonhado e culpado, como se tivesse transado sozinho ou como se tivesse obrigado Dean a lhe foder. Em suas mãos ele tinha um teste de gravidez eletrônico que dizia “grávido, oito a dez semanas”.

O ômega tinha notado que seu corpo estava mudando, que estava comendo mais e tendo enjoos frequentes, mas nunca imaginaria que se tratava de uma gravidez. A única vez que ele e Dean tinham transado sem camisinha tinha sido a primeira vez deles, na escola. Queria se arrepender de ter feito aquilo, mas ter transado com o alpha aquele dia desencadeou o seu namoro com ele, e disso ele jamais se arrependeria, mas como iria criar um bebê?

 Ele ainda se considerava imaturo, jovem demais para ser responsável por outra vida, mas ele não tinha opção agora. E ainda tinha que contar a Dean sua recente e tenebrosa descoberta. O alpha iria rejeita-lo, Sam tinha certeza, porque ele iria querer um namorado grávido com dezessete anos? Tinham uma vida toda pela frente, e agora os planos todos tinham mudado.

Depois de chorar no peito do seu namorado por algum tempo e aspirar seu cheiro tranquilizador, Sam olhou-o como fosse uma criança arteira que teve suas travessuras descobertas. Respirou fundo e controlou o choro, seus olhos já estavam vermelhos e inchados o suficiente, ele tinha que ser forte.

— Eu... eu estou grávido. – Sam disse de uma vez e levantou o teste para que Dean visse. Esperou por Dean começar a surtar e xinga-lo, mas esse momento não veio.

O alpha olhou o aparelho e sua boca ficou meio aberta, mas a reação de espanto não durou muito, logo ele voltou a abraçar o ômega e afundar o rosto em seu pescoço, sussurrando no ouvido dele com a voz embargada de emoção:

— É verdade? Você não está brincando, está? – Sam sussurrou de volta que não, seu peito apertado e a voz estrangulada de pavor. — Por que você está chorando, meu amor? – Dean disse depois de se afastar um pouquinho, só o suficiente para olhar Sam nos olhos. — Porque está chorando? Meu Deus, essa é noticia maravilhosa! Nós vamos ter uma família, Sammy. A nossa família!

Sam ficou um tanto confuso, não sabia como reagir a felicidade de Dean, tinha imaginado aquela conversa de uma maneira totalmente diferente.

Mais palavrões, e menos amor.

Em seus lábios um pequeno sorriso se formou com toda a alegria que Dean exalava, mas logo seus pensamentos o fizeram ficar com medo de novo.

— Como nós vamos criar um filho, Dee? Nem eu nem você trabalhamos, não é tão simples como você está fazendo parecer... é assustador.

Dean o envolveu num abraço de novo.

— É claro que é assustador, ômega, você acha que eu não estou morrendo de medo? Eu estou! Mas pensar que você está carregando um filhotinho que é fruto do nosso amor me traz tanta felicidade que eu não consigo achar que isso é uma coisa ruim. Como pode ser, Sammy? É o nosso amor sendo gerado em você! – Dean falava de uma maneira tão doce e tão certa de que aquilo era a melhor coisa que poderia acontecer com eles, que Sam não teve mais como achar que era ruim. Aninhou-se no abraço de Dean e foram para a cama.

Transaram lentamente, Dean o estocava sem a menor pressa, se preocupando muito mais em beijar seu ômega e dizer que o amava. Os gemidos cheios de manha que Sam dava cada vez que ele entrava e saia eram um bônus a parte.

Naquela tarde eles não transaram, nem foderam, nem fizeram sexo. Naquela tarde eles fizeram amor, eles se declaram mais uma vez, eles se amaram com tudo que puderam. E naquele dia o elo foi formado, cada um mordendo na curva entre o pescoço e ombro do outro e então bebendo seu sangue.

Na semana seguinte Dean arrumou um emprego em uma oficina especializada em carros antigos, sua segunda paixão, depois de Sam.

Já que o alpha morava com a mãe, todo o dinheiro que ele ganhava no seu trabalho era depositado numa aplicação que o pai de Sam fizera o favor de fazer para eles. Dom era muito bom em aplicar dinheiro e fazer ele render, e durante aqueles seis meses que Dean estava trabalhando na oficina durante tarde, depois da escola, o seu dinheiro aplicado já tinha quadriplicado.

Para a sorte de Sam e Dean, seus pais aceitaram a gravidez do ômega relativamente bem, com exceção do jantar em que Dom quase tinha arrancado a garganta do genro, gritando como Dean era irresponsável e como tinha violado seu garotinho.

Lembrando daquilo, Sam ria. Se seu pai soubesse o que ele fazia na cama com Dean, ele enlouqueceria.

Ainda parado na porta do refeitório, Dean sorria feito um idiota, e só voltou do seus devaneios quando Sam chamou seu nome pelo pensamento. O elo que tinham feito os permitia uma ligação maior, como sentir as emoções do outro mesmo à distância e comunicação por telepatia. Além de que o sexo tinha ficado mais intenso, por algum motivo que eles não saberiam dizer.

Andou até a mesa de Sam e sentou-se ao seu lado, beijando seus lábios e levando a mão a barriga dele.

— Como estão os meus três bebês?

Dean sorriu e Sam parou seu sorriso no meio para fazer um bico ao ser chamado de bebê.

— Estamos bem, papai. – Provocou e Dean sorriu, lhe dando mais um beijinho. — Aconteceu uma coisa hoje. Sabe aquilo que eu te falei que a minha mãe disse sobre eu estar liberando feromônios que fazem as pessoas quererem me proteger? – Dean concordou e olhou para a barriga do companheiro, levantando a camiseta de Sam e a massageando, o ômega não se importava em mostrar sua barriga na frente de outras pessoas, e Dean não aguentava ficar muito tempo sem olha-la diretamente e tocar suas garotinhas. Mesmo que ainda no ventre. — Então... acho que não é besteira. – E deu uma risada. – Na aula da Medusa hoje um garoto me acertou uma bolinha de papel sem querer e ela pirou com ele, nunca a vi tão brava e ela estava bem perto de mim quando aconteceu...

A mente do loiro travou na parte em que Sam disse que um garoto tinha jogado uma bolinha de papel nele. As feições antes ternas e plenas tinham se transformado em puro ódio e Sam podia sentir o que era o objeto daquela raiva toda. Se uma pessoa qualquer tinha instintos de o proteger e de aniquilar qualquer um que fizesse qualquer mal para ele, o nível de superproteção de Dean não podia ser medido por nenhuma escala.

— Ah não, Dean. De novo não, quietinho aqui que não foi nada. E além do mais foi sem querer. – Sam segurou o rosto do alpha e o fez olhar para ele. — Ei, olha aqui pra mim. Me promete que não vai fazer nada com ele. – Dean não disse nada, por isso, Sam beijou-o e levou as mãos ao seu cabelo. – Promete Dean Winchester, agora. – O ômega não tinha voz de comando, mas quando ele falava daquele jeito pausado, Dean sabia que era melhor obedecer.

— Tudo bem, eu prometo. Não vou fazer nada com o aleijado.

— Aleijado? Dean! – E o loiro explodiu numa gargalhada. Sam tentou ficar sério, mas o acompanhou, rindo em pouco tempo.

***

No mês seguinte Sam estava mais indisposto ainda do que no anterior. Seus pés estavam inchados e a barriga enorme e seu humor mudava de uma hora para outra.

Dean era paciente com ele, conseguia imaginar pelo que o seu ômega estava passando e tentava não discutir com ele, mas essa tarefa ficava mais difícil a medida que os dias iam passando.

Não tinha tido nenhuma dor ou contração fora do comum. Afinal, o médico estava errado e o adolescente conseguiria sim ir até o final da gravidez com seus bebês gêmeos.

Sam suspirou e tentou se levantar na cama, estava numa posição bem desfavorável e estava se odiando por ter deitado aquele jeito, mas pelo menos os filhotes tinham se aquietado.

Quando finalmente conseguiu se levantar, sentou-se na cama e suspirou de cansaço, bendita barriga enorme que não deixava ele fazer as coisas que gostaria.

Não iria para a escola nesse mês, já que as últimas semanas eram de risco, até tentou convencer Dean de que podia continuar indo normalmente, já que perderia pelo menos uns quatro meses depois que as filhotes nascessem, mas não teve jeito, Dean até usou sua voz de comando para fazer ele lhe ouvir, pois o moreno estava histérico naquele dia.

O moreno acariciou a barriga e olhou para ela, sorrindo bobo, qualquer coisa compensava aquilo, qualquer coisa compensava as suas filhas. O ômega achava muito incrível o modo como podia já amar tanto suas meninas sem nem mesmo as ter visto.

Amy estava no andar de cima escrevendo, no que era o antigo quarto de Sam. Nos últimos meses da gravidez, Dom tinha achado melhor mudar o filho para o quarto de hospedes no andar de baixo, as escadas eram perigosas, ele podia escorregar em algum degrau e cair lá de cima e o alpha nunca se perdoaria se algo assim acontecesse.

Sam levantou da cama e andou preguiçosamente pelo quarto, pensou em se vestir, mas lembrou que só sua mãe estava em casa, e vê-lo de cueca não seria nenhuma novidade, o moreno tinha criado uma verdadeira aversão a roupas que lhe apertassem o corpo.

Quando passou pela frente do espelho distraído quase não notou o pequeno risco na sua barriga, mas então voltou lentamente para a frente do espelho e arregalou os olhos ao ver uma estria estourada na sua pele super esticada da barriga.

Ele tocou a marca com os dedos e então gritou. Gritou tão alto que Amy chegou ao seu quarto em menos de um segundo, desesperada, achando que alguma coisa tinha acontecido com o filho ou os bebês.

— Sam, o que aconteceu? Você está bem? Os bebês...

Sam olhou sua mãe e seus olhos estavam cheios de lágrimas.

— Eu não estou bem, mãe.

Amy desesperou-se mais do que já estava e chegou perto do filho, levando a mão a cabeça dele para ver se estava com febre.

— O que foi? O que você está sentindo? Dor em algum lugar? Na barriga?

Sam fez um biquinho e ele se tornou trêmulo.

— Olha isso aqui, mãe. – E apontou a pequena estria branca no começo da barriga.

Amy suspirou aliviada e deu um tapa na cabeça de Sam.

— Garoto! Você tá doido?! Eu pensei que era uma coisa séria!

— Ai! É sério... – Sam levou a mão na cabeça por causa do tapa. — O Dean não vai mais me querer depois que ver isso no meu corpo. – Ameaçou chorar e Amy lhe olhou feio, então ele engoliu o choro e ficou quieto.

— Se o Dean te largar por causa de uma única estria eu o mato. Na sua gravidez eu tive bem mais que uma e seu pai não me largou, largou?

Sam fez que não com a cabeça, talvez tivesse exagerado, mas simplesmente não conseguia controlar suas próprias emoções.

— Desculpe, eu... desculpe fazer você ficar preocupada.

— Venha cá.

Se abraçaram da melhor maneira possível, o que era bem difícil dado a barriga distanciando-os.

No dia seguinte era sábado, por isso Dean estava dormindo ali com ele. Sempre dormiam juntos nos fins de semana, pois o dia seguinte dos dois era livre para curtirem um ao outro.

Estavam de conchinha, Dean por trás e com o braço por cima da barriga de Sam, a mão espalmada como se pudesse protege-lo de qualquer mal daquele jeito e quanto acordou, estava com uma ereção matinal pulsante se esfregando na bunda de Sam. Tinha tido um sonho erótico com o ômega e quase gozou. Não demorou para que o moreno acordasse também e logo gemeu com o contato de Dean nele.

— Acordou animadinho é? – Sam disse com a voz rouca de sono e se virou na cama, beijando os lábios do namorado e já o pegando em sua mão.

— Como eu não vou ficar excitado? Você já viu o tamanho enorme e delicioso que tá a sua bunda?

Dean sorriu malicioso e voltou a beijar Sam, levando as mãos a bunda grande além do normal por conta da gravidez dele. Logo os toques começaram a ficar mais intensos e quentes, até que Sam montou em seu colo e encaixou o pau de Dean na sua entrada, descendo todo de uma vez e gemendo gostoso no ouvido do namorado. Cavalgou devagar – estava sensível –, até os dois atingirem seus ápices, Dean dentro de Sam e Sam sobre a barriga de Dean.

Sam voltou a ficar deitado na cama e suspirou, passando a mão pela barriga suada e soltando um suspiro apaixonado. Olhou para Dean e pegou a mão dele, colocando sobre a sua barriga e sorrindo para ele.

— Consegue ouvir?

Dean ficou confuso e franziu a testa, sentia os bebês se mexendo, mas era um completo silêncio para ele.

— Ouvir o que, Sammy?

— Nossos filhotes, Dee. Você não ouve? Eles ficam tentando falar, igual bebês quando estão começando a aprender a falar.

Dean sorriu e se aproximou mais dele, beijando-o e entrelaçando suas pernas.

— Você tem uma ligação maior com eles por ser ômega, Sammy. Eu só consigo senti-los. – Disse Dean e Sam deu de ombros.

— Deve ser isso. Pena pra você, é lindo. – Sam zombou e sorriu. Dean fez uma cara feia.

Aconchegaram-se nos braços um do outro e voltaram a dormir, se tinha uma coisa mais relaxante para ele e os bebês do que ficar perto de Dean, Sam não a conhecia.

Duas semanas depois, Sam estava em seus piores dias. Tudo estava inchado, tudo doía e tudo o irritava. Os hormônios estavam à flor da pele pois o parto estava previsto para dali a três dias.

Sua mãe tinha lhe recomendado que saísse um pouco de casa e fosse dar uma volta no parque, aquela árvore branca faria bem para ele, iria acalma-lo assim como tinha feito com ela mesma, Amy, mas Sam recusou, disse que não iria sem Dean. Queria ele ali o tempo todo, quando Dean estava perto suas dores pareciam não serem mais problema. Mas o loiro não podia simplesmente abandonar a oficina e a escola para ficar grudado em Sam a todo segundo.

Ele vinha ali todo dia depois do trabalho, mas enquanto não chegava, Amy pagava seus pecados com o filho reclamando de tudo sem parar.

No sábado faltavam só dois dias para o parto e Sam estava ainda pior emocionalmente. Qualquer coisa o fazia chorar ou ter uma explosão de raiva. Ele sentia vergonha de si mesmo por exagerar nas coisas e ficar fazendo drama por tudo, como por exemplo quando encontrou um fio de cabelo branco e chorou por algumas horas soluçantemente.

Dean tinha saído para comprar um hambúrguer para o namorado, e o moreno já tinha se arrependido de pedir para ele ir, sentia-se sozinho e abandonado quando Dean não estava ali.

À tarde Dean estava quase ficando louco com Sam, mesmo sabendo pelo que seu ômega estava passando, não era fácil lidar com ele chorando ou gritando o tempo inteiro, salvo alguns momentos em que os dois ficavam na cama abraçados e o moreno ficava mais calmo.

Estavam na sala, assistindo um filme de comédia romântica, enquanto Sam chorava pela mocinha da tela sem parar. Dean balançou a cabeça sorrindo, o Sam tomado por hormônios era muito diferente do Sam normal, mas apesar disso, Dean amava-o da mesma forma, senão mais. Qualquer forma de seu moreno seria amada.

— Sammy, o que acha de irmos dar uma volta no parque? Na nossa árvore? Faz tempo que não vamos lá...

Sam limpou as lágrimas e sorriu animado.

— Claro! Mamãe me disse para ir lá ontem, mas eu não queria ir sem você. – Disse manhoso e fazendo um biquinho para ganhar um beijo. Mordeu os lábios de Dean e sorriu maroto, descendo sua mão até o short que o alpha estava usando e apertando seu volume sempre proeminente.

Dean soltou um gemidinho e sorriu, afastando a mão de Sam delicadamente.

Parque. Lembra, amor?

Sam fez uma cara de frustrado, ultimamente sua libido estava beirando a ninfomania. O médico que estava fazendo seu pré-natal dissera que aquilo iria acontecer e que era normal, mas Sam não imaginou que seu desejo e tesão seriam tão fortes.

No parque, Sam e Dean estavam fazendo um piquenique ao lado da árvore. Realmente ali o ômega se sentia melhor, sem dor e calmo, assim como Sunny e Luna, suas filhas estavam quietinhas dentro dele, apenas sentindo a energia do represeiro.

Ainda estava entalhado na árvore o rosto que Sam fez a tantos anos atrás e a seiva vermelha que escorria sempre parecia fresca. Aquele desenho tinha sido um Sam furioso e magoado quem fizera, e não os representava direito, por isso Dean pegou uma faca que tinham trazido e foi até a árvore.

Sam ficou ali sentado olhando curioso o que o alpha iria fazer e seus olhos se encheram de lágrimas quando Dean mostrou o que tinha desenhado.

Era um coração e dentro dele escrito Sam + Dean = S e L.

Dean voltou a se sentar e eles se abraçaram, ficando ali até anoitecer.

Na segunda-feira a previsão de mostrou certeira. Sam estava na cozinha, preparando um sanduíche para comer antes de irem para o hospital para ele dar entrada no quarto e esperar até as contrações começarem, quando sentiu suas pernas ficarem úmidas.

Olhou para baixo e sentiu uma forte onda de dor no baixo-ventre, as contrações do parto tinham começado e sua bolsa tinha rompido.

— Mãe! – Ele berrou de onde estava, e quem apareceu mais rápido foi seu pai, Dom, entrando em desespero junto com o filho quando o viu na cozinha com a calça jeans toda molhada, revivendo a cena de dezoito anos atrás, quando a bolsa de Amy estourou em casa.

A ômega logo entrou na cozinha e quase riu do desespero dos dois, não tinha o que temer, era só ir para o hospital. Tudo iria dar certo e as gêmeas nasceriam ainda naquele dia.

— Dominic pare de ser fresco e ajude Sam, o leve no colo pro carro porque ele tá com dor e não vai conseguir andar. Eu vou pegar as bolsas e já encontro vocês lá.

O alpha não discutiu, pegou o filho no colo e levou para o carro. Sam se agarrou no pescoço do pai e gemeu quando ele lhe soltou no banco de trás do seu SUV preto.

Amy logo saiu pela porta carregando as bolsas de bebê e entrou junto no carro. Dom cantou pneus ao sair da garagem em direção ao Hospital-Maternidade Regional Mesiac, o mesmo em que Sam e Dean tinham nascido há dezoito anos.

Amy ligou para Dean avisando-o sobre Sam e este vibrou no telefone, ele estava em horário de aula ainda, pois era de manhã.

***

Dean estava na entediante aula de filosofia, fazendo qualquer coisa para passar o tempo. Era hoje que Sam teria seus filhotes e Dean tinha tentado de todo jeito faltar na aula para estar com ele o dia todo, mas tinha duas provas importantíssimas que poderiam fazer ele repetir de ano se não fizesse, então resolveu que iria encontrar Sam assim que saísse da escola.

Falar com o seu chefe, Phill, na oficina havia sido fácil, ele lhe liberou para ficar com seu ômega nessa hora tão importante sem se fazer de rogado.

Já tinha feito as provas, então o resto da manhã seria de puro tédio pela aula e ansiedade para ver Sam e estar com ele.

Foi quando seu celular tocou e ele não deu a mínima para o professor mandando ele desligar, era Amy quem estava ligando.

— É agora, Dean, estamos a caminho do hospital.

Foi a única coisa que ela disse e então desligou. O loiro sentiu seu peito de encher de alegria e uma euforia que ele nunca tinha experimentado antes.

— Eu vou ser pai! – Ele gritou no meio da sala. — Eu vou ser pai! O meu namorado tá indo pro hospital ter as nossas filhas! – Berrou de novo, tinha que contar ao mundo.

Os alunos riam, não zombando dele, mas sim em comemoração. Várias pessoas lhe desejaram parabéns enquanto ele pegava sua mochila e saía da sala. O professor nem tentou impedir, não teria o que ele fazer.

Dean correu pelo estacionamento até a sua moto e subiu nela, colocando o capacete e partindo para o hospital o mais depressa que pôde, furando sinais de trânsito e quase causando um ou dois acidentes. Ao chegar em frente ao hospital viu o carro de Dom e deixou sua moto perto do SUV, correndo para a recepção mais do que depressa.

— Samuel Campbell! – Ele gritou para a recepcionista e ela lhe olhou confusa, travada e sem lhe dar resposta. — Anda mulher, meu namorado está dando à luz. Onde ele está? Eu preciso estar com ele!

Finalmente a loira do cabelo escorrido e olhos murchos digitou o nome no seu computador e viu que o paciente em questão havia acabado de dar entrada na maternidade.

— Quarto trezentos e quarenta e cinco. Ele está esperando no quarto, mas o senhor precisa esperar eu fazer o seu cadastro para então eu lhe dar o seu crachá de visitante e...

Dean nem terminou de ouvir direito o que a moça com o jaleco estava lhe falando, correu pelos corredores atrás de Sam, seus olhos estavam úmidos.

— Ahhhhhhhhhhhhhhh! – Sam gritou no quarto quando uma onda de contração veio ao seu corpo mais uma vez. Estava quase na hora, as contrações vinham de quatro em quatro minutos, seu corpo estava inteiro suado dentro da camisola do hospital, enquanto ele agarrava a mão do seu pai. Precisava apertar alguma coisa para aliviar sua dor. — Ahhhhh pai, porque você deixou aquele filho da puta me engravidar?! Ahhhh que dor! – Sam gemeu com os dentes trincados olhando Dominic. Se fosse outra situação, Dom com certeza riria, mas sabia que se o fizesse agora Sam iria mata-lo.

— Sammy, olha pra mim. – Amy pediu levando a mão ao rosto suado do filho. — Respira comigo. Devagar e controlado. – A ômega lhe instruiu e Sam tentou acompanha-la, soltando a respiração tremulo.

Dean abriu a porta e colocou só a cabeça para dentro para conferir se era o quarto de Sam mesmo – tinha errado de número duas vezes – e quando confirmou que sim, entrou como um furação, substituindo Dom e pegando a mão de Sam.

— Eu estou aqui, Sammy, eu estou aqui. Vai dar tudo certo, calma.

Dean olhou-o nos olhos e levou a mão ao seu rosto ponteado por gotinhas de suor, colando suas testas e sincronizando sua respiração com a de seu ômega. Beijou-o e sentiu o aperto na sua mão ficar mais firme. A hipnose que Dean estava fazendo no seu namorado foi quebrada assim que as contrações voltaram, fazendo ele urrar e quase quebrar os ossos da mão de Dean, enquanto seus pés esfregavam na cama alucinadamente.

Sam olhou para o alpha ao seu lado e sentiu vontade de esmurrar ele, toda essa dor era culpa dele!

— Ahhhhhhhhh! Dean Winchester, s-seu maldito alpha! Ahhhhh! – Sam respirou ofegante e fechou os olhos, podia sentir seus ossos se dilatando e se afastando para dar passagem aos bebês. — Foi você quem fez isso comigo! – Sam berrou em meio aos gemidos de dor. — É sua culpa essa... ahhhhh! Essa dor... – Sam apertou a mão de seu alpha de novo, olhando perdido. Dean ignorou a dor na sua mão e sorriu, aquilo não era nada comparado ao que o seu ômega deveria estar sentindo.

— Eu tô aqui, meu amor, vai dar tudo certo. – Dean levou a mão a barriga enorme que estava prestes a desaparecer do corpo de Sam e a acariciou. — Nossas meninas logo vão estar nos nossos braços.

Sam sorriu ao se lembrar das filhas, a dor era tanta que ele chegava a parar de pensar em qualquer coisa, inclusive de porque estava sentindo tanta dor.

O médico retornou ao quarto e avisou aos presentes que estava na hora de levar Sam para a sala de parto e que somente um acompanhante poderia ir junto.

Obviamente Dean foi quem acompanhou a maca que era empurrada pelo corredor da maternidade até chegarem a sala. Antes de permitirem sua entrada, colocaram-lhe um avental branco, touca e mascara descartáveis, assim como fizeram com Sam do lado de dentro da sala.

Dean entrou e voltou para o lado do namorado, segurando sua mão e beijando seus lábios emocionado. Lágrimas escorriam dos olhos dos dois, por motivos diferentes, Dean emocionado e Sam sentindo seu corpo tremer com a aproximação do nascimento dos filhotes.

O que se seguiu foram minutos de pura tensão e fortes emoções, até que o grito fino do choro de duas vozes ecoou pelo quarto. Sam fechou os olhos e abaixou suas pernas, pesando sua cabeça para o lado e respirando aliviado, dentro dele um sentimento tão grande começou a tomar conta de seu corpo que ele começou a chorar minutos depois.

Dean estava perto das enfermeiras que preparavam seus bebês, esperando ansiosamente, segurando o nó na sua garganta que o fazia querer chorar, tinha que segurar a barra por ele e por Sam, estava ouvindo o ômega chorar baixinho.

Depois que as enfermeiras limparam e enrolaram as duas meninas, cada uma na frauda em que lhes foi instruída, pois o nome de cada bebê estava bordado no tecido. A primeira que nascesse seria Sunny e a mais nova, Luna.

O loiro pegou Sunny em seu colo e a levou até o lado de Sam, olhando para aquele pedacinho de gente em seus braços e sentindo seu coração ficar tão grande que não cabia no peito. Sam abriu os olhos e lhe olhou cansado, tinha parado de chorar e agora tinha o sorriso mais sincero que alguém poderia ter estampado no rosto.

 Dean entregou a ele a mais velha quando o moreno estendeu os braços, voltando para pegar Luna da enfermeira e fez a mesma coisa, entregando a Sam sua outra filha. O moreno precisava sentir suas meninas em contato com a sua pele, respirando no seu peito, passando seu calor para ele.

O alpha olhou para a cama e seus olhos encheram-se de água mais uma vez, Sam olhava de uma para outra, Sunny do lado direito e Luna do lado esquerdo, sorrindo e deixando algumas lágrimas escorrerem pelo seu rosto. O moreno levantou o olhar e viu Dean, chamando-o silenciosamente.

— As nossas meninas, Dean. – Sam disse e olhou paras as filhas, e depois para Dean.

— Elas são lindas, Sammy. Lindas! – Dean disse e se inclinou para a cariciar o rosto de Sam, dando-lhe um selinho e beijando as testas dos filhotes logo em seguida.

Nada poderia fazer aquele momento ser mais perfeito, nada poderia fazer o alpha e o ômega ficarem mais felizes.

 

 ~°~

 

— Dean! – Sam chamou do andar de baixo da casa, o loiro tinha subido para pegar as mamadeiras que o ômega tinha esquecido no quarto para eles irem ao parque, mas Dean já estava demorando demais. Por acaso ele tinha ido fazer aquelas mamadeiras? — Deaaaan.

Sam chamou arrastado de novo, enquanto suas filhas brincavam com seus mordedores já no carrinho duplo e presas pelo cinto de segurança. Depois de mais alguns minutos Dean apareceu nas escadas e Sam revirou os olhos.

— Não estavam onde você disse que estavam. – Dean referiu-se as mamadeiras e se inclinou para dar um selinho no moreno. — Estavam dentro do seu armário quase escondidas no meio de tantas roupas.

— Eu preciso de um maior. – Sam suspirou. – Vou conseguir arrumar dinheiro pra um até o fim do mês.

Dean colocou as mamadeiras cheias no suporte atrás do carrinho e os dois saíram pela porta da casa, empurrando o carrinho pela calçada em direção ao parque do represeiro.

— Porquê mesmo que seu pai não quer te dar um?

— Ele diz que se ficar me dando tudo eu vou acabar virando um mimado, que já que tenho vinte anos, duas filhas e um estágio remunerado, eu tenho que começar a comprar minhas próprias coisas. – Sam disse e deu de ombros, atravessando o portão da frente da casa e olhando de relance se suas filhas não tinham dado um jeito de derrubar os mordedores pelo caminho. — Sabe... eu meio que concordo com ele. Ele já ajudou bastante comprando quase tudo pras meninas. E eu gosto de comprar as coisas com meu dinheiro, mas também queria um armário novo hoje mesmo.

Dean sorriu de canto, olhando para frente enquanto continuavam andando. Queria ele mesmo ter comprado as coisas para as suas filhas, queria ter dinheiro para alugar um apartamento para ele e Sam, mas por enquanto teria que aceitar seu sogro pagando as coisas para seus filhotes. Dom não reclamava, na verdade comprava tudo para suas netas de bom grado, o problema era o orgulho do alpha loiro sendo ferido.

Chegaram ao parque e Dean logo pegou Sunny no colo, sendo acompanhado por Sam, que pegou Luna e a jogou para cima, ouvindo ela rir uma gargalhada estridente que fazia todos os seus sentidos vibrarem de emoção. Mesmo dois anos após o nascimento das gêmeas, Sam ainda sentia a mesma emoção de quando as pegou no colo pela primeira vez.

 

~°~

 

Dean estava na oficina, quase no fim do turno daquele dia, terminando o motor do Charger RT, que tinha chegado no começo daquela semana, e que tinha sido encarregado totalmente a ele. Desde que tinha se formado na escola trabalhava em tempo integral na oficina.

Phill, o dono, já deveria ter ido para casa pois o loiro ficaria com as chaves do estabelecimento aquela semana para chegar e sair mais cedo, a fim de terminar o carro que foi requisitado às pressas.

O alpha levou um susto quando ouviu seu nome sendo chamado do que era a sala do chefe, surpreendendo-se, pois pensava estar sozinho.

Limpou a graxa do motor das mãos no trapo de retalhos que tinha em cima da lataria do carro e foi até onde seu patrão estava chamando-o, aproveitou para abrir um dos botões de seu macacão, fazia muito calor mesmo quase a noite.

— Dean, sente-se. – O loiro estranhou, aproximando-se da mesa dele, mas não sentando na cadeira.

— Estou bem. Aconteceu alguma coisa?

Phill coçou o queixo nervoso.

— Sabe que eu te considero como um filho para mim, não sabe?

— Sei. – Dean disse meio desconfiado, não estava gostando do rumo daquela conversa.

— Por isso eu gostaria que você fosse o primeiro a saber...

— Primeiro a saber do que?

O loiro adiantou-se, cortando a fala de Phill.

— Eu... vou vender a oficina.

Dean piscou algumas vezes, incrédulo.

— Por que?

Phil se levantou e andou pelo pequeno escritório, olhando a foto dele junto com seus filhos na frente do Monte Rushmore e seus olhos marejaram.

— Faz tanto tempo que eu os perdi e me afundei em trabalho... eu... eu preciso de mais do que isso. – Desabafou o beta e olhou para o loiro. — Sabe o que eu passei, preciso sair dessa cidade; conhecer o mundo. – Completou, sorrindo, e Dean o acompanhava no sorriso. — Não que a venda desse lugar dê para conhecer o mundo, mas vai me comprar um trailer e material para mim me jogar nas estradas.

O loiro sorriu e sentou-se na cadeira finalmente.

— Eu te apoio completamente, Phill. Você merece isso, vai ser muito bom para você clarear as ideias. Já tem algum comprador interessado?

Phil voltou a se sentar em sua cadeira giratória, conhecida por ali como range-range, já que era a especialidade dela ranger a cada mínimo movimento.

— Não, ainda não. Mas creio que logo algum deve aparecer...

— Eu garanto que sim. Somos a oficina de carros antigos mais respeitada da cidade, não vai ser difícil de vender.

 Dean suspirou e mordeu o lábio, pensando consigo mesmo que aquilo poderia ser terrível para ele, se o novo dono quisesse demiti-lo faria sem pestanejar, e o mercado de trabalho estava difícil naquela época. Automaticamente seus pensamentos foram parar em Sam e nas meninas, que agora com três anos precisavam de muitas coisas.

— Ei, olhe aqui garoto, prometo a você que nada vai lhe acontecer. Só vou vender se o comprador me garantir que vai te manter no emprego, tudo bem?

Dean levantou o olhar para o seu chefe, que na verdade era muito mais que apenas um chefe, era um amigo de verdade para ele.

— Claro. Obrigado, Phill.

— Eai, me conte, como estão Sam e as meninas...

E Dean desatou a falar sobre seu assunto favorito.

***

Dean passou o resto da semana pensando no que Phill tinha lhe falado, não queria ter outro chefe pois se dava bem com o beta, mas concordava que ele precisava espairecer e sair da cidade.

No domingo Sam saiu com Amy, Chuck e as meninas e Dean ficou com Dom no bar da mansão do alpha mais velho, bebendo e conversando sobre o trabalho de ambos, enquanto assistiam o jogo do Dallas Cowboys VS New York Giants. Dean amava o que fazia, e já tinha recusado várias propostas de seu sogro para trabalhar na empresa em que ele era presidente.

Dean contou dos planos de Phill de vender a oficina e então Dom teve uma ideia.

— Porque você não compra?

Dean deu um gole na sua cerveja e gargalhou.

— Eu não tenho dinheiro suficiente para isso.

— É claro que tem. O seu capital só cresceu desde que você começou a investir.

— É, mas esse dinheiro é pras meninas. – O loiro deu de ombros e deu um soco no ar quando os Cowboys marcaram um ponto.

— As meninas não precisam dele agora. E se você for dono do próprio negócio pode aumentar e muito esse dinheiro, pode ter uma vida boa com Sammy, pode fazer muitas coisas, Dean. Sei que você ama isso que faz, eu poderia investir na oficina, você não disse que vivem tendo que recusar trabalho porque não tem espaço e mão de obra suficiente? Além de que ajudaria Phill a ter o dinheiro rápido, do jeito que as coisas vão não sei se ele vai conseguir vender tão rápido. – Explicou Dom, confiante de que aquilo realmente era uma ótima ideia. Seu genro poderia começar um negócio que estava em grande ascensão nos últimos anos e que sempre dava dinheiro a quem sabia fazer o trabalho direito, e Dean parecia ter o graça divina para a profissão.

O loiro desviou o olhar e ficou pensativo, aquilo poderia ser uma boa coisa, mas tinha que pensar a respeito. Usaria todo o seu dinheiro e estava o guardando a quase quatro anos.

— Eu... vou pensar. Tenho que falar com Sam antes de qualquer coisa...

Dominic sorriu, não poderia pedir um alpha melhor para o seu filho.

— Claro, mas pense bem, é uma oportunidade única.

— Pode deixar, eu vou. Valeu, Dom.

— Não por isso... Porra! – Ele gritou em seguida a uma jogada ruim de seu time e o loiro o acompanhou nas vaias.

***

Na noite de sábado, quando Dean dormia na casa de Sam, depois de terem transado duas vezes e estarem exaustos, o loiro acariciava os cabelos suados do ômega enquanto esperavam suas respirações voltarem ao normal.

— Eu te amo. – Sam disse olhando para cima e beijando Dean nos lábios. Apesar dele ser mais alto, Sam estava com a cabeça apoiada no peito do alpha.

— Eu também te amo, Sammy.

Sorriram cumplices e se beijaram mais uma vez.

— Eu preciso te contar uma coisa... – Dean começou e Sam olhou para ele, incentivando-o a continuar.

— Conta.

— O Phill vai vender a oficina.

Sam mordeu o lábio e começou a acariciar o peito do namorado.

— Sinto muito...

O ômega tinha noção do amor de seu alpha por aqueles carros e da amizade dele com o chefe.

— É, pois é. Mas não é só isso. – O loiro deu um beijo na testa de Sam. — Eu falei com o seu pai e ele quer que eu compre.

Sam franziu a testa e seu dedo começou a desenhar formas irregulares no peito ainda suado de Dean.

— E você tem dinheiro para isso?

— Sim, a aplicação pras meninas rendeu bastante nos últimos meses. Sabe, amor... lá na oficina a gente vive tendo que dispensar trabalhos porque não temos espaço e mão de obra suficiente. Dom disse que quer investir lá se eu comprar, é um mercado que está se expandindo muito, muitos caras querem os clássicos de volta. Poderíamos ganhar muito dinheiro, morar só nós dois e as nossas filhas, Sammy, já pensou? Sem depender mais do dinheiro dos nossos pais. Você está começando a sua faculdade de gastronomia agora, daqui a uns anos, quem sabe, você não abre um restaurante? Eu acho uma ótima ideia, mas não vou fazer nada se você achar que não devemos mexer no dinheiro das meninas.

Sam suspirou e olhou para o teto, eram muitas possibilidades, havia um grande risco ali, mas que iria valer muito a pena se desse certo. Não tinha problema nenhum que Dean usasse o dinheiro que tinha aplicado para suas filhas usarem no futuro, e o moreno apoiaria seu alpha no que ele se propusesse a fazer.

— Eu acho uma ótima ideia. Eu vou ficar do seu lado sempre, Dean, em tudo que você achar certo.

Dean sorriu e puxou Sam para beija-lo, amar aquele ômega era seu vício e mesmo os dois já tendo gozado três vezes em menos de duas horas, sentiam necessidade um do outro mais uma vez.

A sorte dos outros moradores da casa era que as paredes eram bem grossas e reforçadas, caso contrário, Amy e Dom ouviriam seu filho gritando o nome do alpha e mandando ele lhe foder mais forte e mais rápido todos os finais de semana – e alguns dias da semana especiais também.

Depois da terceira vez que transaram estavam esgotados, tudo que queriam era dormir e descansar e quando estavam quase realizando esse feito, abraçados de conchinha, dois choros agudos os despertaram pela baba eletrônica.

Ambos suspiraram e reviraram os olhos.

— Pode deixar que eu vou. – Dean se ofereceu.

— Eu vou também, as duas acordaram.

Então se vestiram e foram ao quarto de suas pequenas acalma-las e fazerem elas voltar a dormir.

***

Sam estava no segundo semestre do seu curso de gastronomia, especializado em massas. Aprendeu a amar a culinária quando estava grávido e passara a fazer a comida em casa para não se sentir tão inútil, já que ninguém deixava ele fazer mais nada para não levantar peso e correr o risco de descolar a placenta ou qualquer coisa do tipo.

De manhã ele fazia estágio num restaurante de massas típico italiano e a tarde e noite cursava a faculdade presencial. Se divertia muito nas aulas, a maioria era prática e os erros e acertos na hora da execução dos pratos o tornavam cada vez mais apaixonado pela área.

Ficou até mais tarde naquela sexta-feira, mandou mensagem a Dean falando que iria se atrasar para o encontro deles porque tinha ficado na cozinha da faculdade ajudando os outros alunos a limpar a bagunça de um forno que tinha basicamente explodido.

Andava a passos rápidos pela calçada escura, com a mochila nas costas e um pressentimento ruim no coração. Seu cio ainda não tinha vindo esse mês, ele estava começando a ficar preocupado se talvez não estava grávido de novo, mas era impossível, ele e Dean nunca deixavam de usar camisinha.

Passou ao lado de um beco e se arrepiou, quando de repente mãos agarraram seus braços e o empurraram para dentro de um furgão branco que estava com as portas abertas.

Sam não teve nem tempo de ver quem era, em um piscar de olhos tudo ficou escuro e sua cabeça latejou de dor.

Não soube dizer por quanto tempo ficou desacordado quando abriu os olhos. Imediatamente seu corpo entrou em pânico quando sentiu que estava amarrado em uma cama, de bruços, sem roupas e com uma venda nos olhos. Forçou seus pulsos, mas foi em vão. Fez o mesmo com as pernas, mas elas estavam muito bem presas e separadas.

Respirou fundo para tentar se acalmar e seus olhos se encheram de água, sentia que estava sozinho lugar, mas não fazia ideia de onde era.

Se concentrou em alcançar Dean através de sua mente, mas algo parecia que o impedia de encontrar seu alpha, sua cabeça estava confusa.

Soltou um soluço quando tentou segurar o choro e então seu cio tomou conta do seu corpo.

— Não! Não! Não! – Sam gritou, aquilo não podia estar acontecendo agora. Sua entrada imediatamente ficou úmida e a lubrificação escorreu pelas suas coxas. Todo o seu corpo entrou em brasa e seu baixo ventre formigou, não podia controlar nada daquilo e agora além do desespero de estar sendo sequestrado, seu corpo derramava hormônios de um período que o ômega tinha que passar com seu alpha. — Dean! – Ele gritou desesperado. — Dean, socorro! Por favor, por favor... – E deixou o choro vir, molhando sua venda enquanto seu corpo pulsava de vontade do alpha, mas além daquilo, e acima daquilo, estava o seu medo. Por que ele estava sem roupas e naquela posição?

Ouviu a porta se abrir e passos de pelo menos duas pessoas invadirem o quarto.

— Olha só, cara, a putinha entrou no cio. Agora vai implorar pra gente foder ela. – Disse um dos homens e Sam gelou, confirmando as suspeitas do porque estava daquele jeito. Sua respiração ficou pesada como se tivesse areia no ar, não podia acreditar que aquilo estava acontecendo.

— Cale a porra da boca, eu só quero dar uma lição nesse filho da puta que tomou meu filho de mim.

Sam prendeu a respiração.

Não. Não podia ser. Não, não, não!

Mas era.

A voz era idêntica e mencionar sobre Sam ter levado o seu filho dele confirmava ainda mais. Aquele era Monroe, Sam não reconheceu a voz do outro homem, que parecia estar gostando daquilo tudo.

— Você gosta de dar esse seu cu, não gosta, seu ômega nojento? Seduziu meu único filho que ia se casar com uma mulher, não com uma puta ridícula igual a você.

O moreno engoliu em seco e voltou a tentar contatar Dean, fechando os olhos com força e sentindo seu corpo todo se arrepiar e tremer de medo.

— Puta merda cara, esse cheiro dele tá me deixando louco. Posso meter nele? Eu preciso meter nele, Monroe. – Pediu o homem que acompanhava o pai de Dean naquela atrocidade.

— À vontade, Gary. Pode fazer o que quiser com essa putinha.

— Não! – Sam gritou. — Por favor, não... – Implorou quando sentiu o homem deitar em cima dele, já pelado e roçando seu membro na bunda de Sam. — Eu estou implorando, não faz isso, me deixa ir embora, eu juro que não vou contar a ninguém se vocês me deixarem ir embora agora. – Sam disse entre soluços, voltando a chorar e sentindo a humilhação tomando conta de seu corpo, como o moreno achou que nunca fosse acontecer.

Monroe gargalhou e se aproximou de Sam, agarrando ele pelo cabelo e levantando seu rosto do travesseiro com desprezo.

— Porque faríamos isso? No fundo, no fundo todos aqui sabemos que você quer isso. O seu corpo tá quente e tremendo de vontade, não tem como você negar isso, Sam. Só vamos dar o que você quer. – Disse, rindo logo em seguida e Sam tremeu mais ainda, mas dessa vez de medo. O homem em cima dele ainda não tinha o penetrado, mas ficava se esfregando nele de uma forma que fazia Sam sentir nojo do próprio corpo.

Se odiava nesse momento por ser tão fraco e não dominar seus próprios instintos, Monroe estava certo, ele precisava de sexo agora mesmo, mas não com esses homens, com seu alpha. Sentia nojo do toque daquele desconhecido na sua bunda e mais nojo ainda da forma como o pai de Dean ria dele. Engoliu em seco e forçou seus braços e pernas, tinha que sair dali, não podia deixar aquilo acontecer com ele.

— Nós vamos saciar esse seu cuzinho guloso, ouviu, Sammy?

Disse Monroe e deu um tapa com força na bunda de Sam, segurando o ombro do seu amigo que estava em cima do moreno e autorizando-o a fazer o que bem entendesse.

— Não, não, não! Deaaan! – Sam gritou a plenos pulmões quando o homem nomeado como Gary enfiou-se nele. Sam contraiu todo o seu corpo e se fechou e isso fez com que doesse mais ainda a penetração. Seu ânus ardeu e ele começou a chorar compulsivamente, enquanto Gary se empurrava para dentro dele cada vez com mais brutalidade, arranhando suas costas ao ponto de fazer sangrar. — Por favor! Por favor, para! – Implorou de novo, com a voz soluçante e cheia de dor.

Sam gritou e chorou e chamou pelo seu alpha, enquanto Gary o estuprava e Monroe ria, se tocando ao ver aquela cena horrível.

Depois de Gary, foi a vez do seu sogro. Monroe se posicionou em cima de Sam e não esperou nem um segundo, metendo-se no corpo contraído de Sam e agarrando seu ombro.

— Ahhhhhhh! Por favor não... – Sam berrou quando o alpha pai de Dean mordeu seu ombro, no lugar onde ficava o elo com Dean, até sangrar. Seu corpo todo doía, as costas ardiam e seu ânus com certeza estava sangrando, sentia-se como se estivesse rasgado. A cada estocada de Monroe um pedaço da sua alma parecia morrer, e depois de um tempo, Sam parou de gritar e chamar por socorro. Ele ficou em silêncio, apertando o lençol com o olhar por trás da venda morto.

Os dois homens gozaram na bunda de Sam e saíram do lugar onde ele estava, deixando-o amarrado na cama e inerte, como se tivessem o matado, e era assim que Sam se sentia: morto por dentro.

Por longas horas o moreno sentiu seu corpo arder, quase não acreditava que aquilo tinha acontecido de verdade. Sam sabia que Monroe não gostava dele porque achava que Sam tinha roubado Dean do pai e seduzido o loiro, mas nunca passou pela sua cabeça que ele seria capaz de uma atrocidade daquelas. Seus olhos choravam e seu peito doía uma dor emocional tão forte que o sufocava. Sua mente chamava por Dean e pelas suas filhas, mas sentia que não podia alcança-los.

Quando finalmente foi vencido pelo cansaço e dormiu, teve pesadelos com o que tinha acontecido mais cedo.

Naquela noite o tal Gary voltou ao quarto mais uma vez e o violentou de novo, mas Sam não deu um único grito. Seu corpo doía como nunca na sua vida, sentia-se um lixo, sentia-se nojento, culpava-se por ser fraco e não ter conseguido escapar naquele beco.

Dean sentiria tanto nojo dele quando ele próprio estava sentindo, Sam tinha certeza disso, depois de seu corpo ter sido violado daquela forma por dois homens ele era uma coisa nojenta. Suas filhas sentiriam vergonha dele no futuro. O ômega duvidava que saísse daquela situação vivo, e constatar isso fez uma nova dor de abrir no seu peito, a dor de perder Dean, Luna e Sunny e sem poder se despedir deles.

Engoliu em seco tentou se soltar mais uma vez, mas a única coisa que conseguiu foi machucar seus pulsos mais um pouco. Não importava, seu corpo já estava violado e machucado mesmo. O único motivo pelo qual ele tentava sair dali eram suas filhas, todo o resto não importava mais. A mordida em seu ombro ardia e parecia que estava manchando a alma do seu ômega interior, aquele era o ponto onde ele tinha a conexão com seu alpha.

Sam respirou fundo e juntou forças para não desejar a morte, tinha duas filhas e precisava cuidar delas, Dean não conseguiria sozinho. Se perguntava o que tinha feito de errado para a deusa da lua mandar aquele castigo horrível para ele, sua mente vagava em vários pensamentos sem conseguir raciocinar direito.

Dean... – Sussurrou. — Por favor me encontra, eu preciso... – Disse no pensamento, provavelmente não alcançaria Dean como das outras vezes que já tinha tentado, mas aquela era a última esperança dele.

Seus olhos não conseguiam mais chorar, estava tão sufocado em dor que não conseguia fazer nada a não ser permanecer naquela posição humilhante e com olhar fixo no nada tampado pela venda, mas sem o brilho que sempre tiveram. Ele estava vivo, mas seu ser tinha morrido por dentro.

Continua...

 


Notas Finais


Eaí, o que acharam?
Eu disse que Monroe voltaria para aterrorizar a vida dos nosso meninos ;-;
Comentem!
Eu estou respondendo todos os comentários então nem venham com a desculpinha de "Ah, mas vc nem responde"
Bjos e até o próximo !!^^


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