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História Da ponta dos dedos médios - Capítulo 1


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Notas do Autor


OI EU ESTOU MUITO FELIZ DE ESTAR POSTANDO UMA INOTAN FLUFFY DIABÉTICA.
Espero que vocês gostem, esta na verdade é uma prévia da minha lingfic inotan "Inochi no namae", que será postada em breve, então... É isto, boa leitura, doces.

Capítulo 1 - Lar


Os pés pequenos e descalços se arrastavam pelo soalho escuro da casa solitária, irrequietos.

Inosuke cruzava os braços ainda andando em círculos, saía e atormentava os peixes que ficavam em um pequeno lago na também pequena ponte, na entrada da casa, se deitava embaixo da kotatsu onde faziam refeição, mas aquilo lhe fazia lembrar de muitas coisas e aquele não era o intuito, tentava praticar kendo, mas não havia graça sem Kentaro.

Então, entrou novamente e sentou no sofá. Sentia o cheiro de Tontaro e pulava do estofado como se houvesse fogo em seu traseiro. Sem Tanjiro, também não haviam papeladas para que ele pudesse lidar, nem para se distrair. Quando passou bufando pelo espelho do quarto deles segurou o cabelo longo em um rabinho, se virando e analisando seu perfil de torso musculoso desnudo. Levantou a perna e ousou se empinar sutilmente, sua mão livre pousando na cintura em uma pose que, Inosuke jurava, era sexy em sua mente; se perguntou qual versão sua era a favorita de Tanjiro.

Riu-se sozinho, porque aquele alfa, esquisito como era, provavelmente amava cada pedaço explosivo e traumatizado que é o ex Hashibira.

Tão estranho que conseguiu fazer o ômega dedicar aquele olhar ao espelho. Um olhar que anteriormente só dava ao Kamado, do qual aprendera a admirar e se orgulhar, sem perceber. Um olhar de aprovação e carinho. De amor próprio, após sobreviver ao inferno e aprender a odiar tudo de si com seu pai.

Quando percebeu a satisfação com que olhava para si no espelho, estando sob aquele olhar, sendo ele o alvo e o emissor, era como estar sob uma chuva gentil e aconchegante.

Relaxou os braços e deixou-os caídos, entornou para direita a cabeça, de olhos marejados, se abraçou levemente. Sentia tanta falta dele. Queria agradecê-lo tanto, tanto, mas ainda não saberia pôr em palavras sobre o quê exatamente.

Talvez pela liberdade que ele o dava e jamais teve. Talvez por ser paciente e ter gostado de si mesmo enquanto estava perdido. Ou ainda seria por ele ser um santo paciente, que falava consigo como se fosse uma criança sapeca e precisasse de cuidado, lhe elogiava e fazia questão de ressaltar cada coisa bem feita que o azulado fazia, deixando-o bobo e felizinho, admitia.

Antes de deixar com que a lágrima caísse, sua orelha se levantou levemente ao ouvir o som da maçaneta vindo da porta da entrada. Saiu correndo do quarto, escorregou no tapete e desceu as escadas fazendo tão pouco barulho quanto um cavalo faria para executar o mesmo ato.

Agora estava parado na elevação do piso do genkan, mãozinhas se contorcendo em ansiedade e olhos grandes e verdes atentos a porta que ainda se abria – porque tão complicada?!

E então, ela revelou a sua preciosidade vermelha e magenta, e ela sorriu tão largo, seus olhos brilhavam tão intensamente, que não pôde sequer tentar controlar as batidas desesperadas do seu coração.

Ele abriu os braços bem grande, sorriso quase cegando o moreno bicolor, E disse com aquela voz desgraçada doce “Tadaima, Inosuke!”

O citado encolheu os braços ao peito,  se inclinando para trás assustado com o efeito do alfa em si, de bochechas vermelhas e coração saindo pela boca quando percorreu a curta distância até o calor dos braços do outro, muito rápido. Ouviu o baque da cabeça dele na madeira da porta, e depois verificaria se ela estaria bem, já que o testudinho era tão cabeça dura em todos os sentidos possíveis.

Envolveu seus braços na cintura alheia enquanto sentia seus ombros e suas costas serem apertados com tanta saudade, tanto amor.

E era extremamente relativo. O espaço entre as pontas dos dedos médios (aqueles que Inosuke vivia mostrando a quase todo mundo) de Tanjirou poderia ser considerado minúsculo se comparado a uma infinidade de coisas. Mas, para Inosuke, aquele pequeno espaço era mais que suficiente. Era grande o suficiente para ser a sua casa inteira, era o lugar onde encontrava alento e voltava sempre depois de uma chuva fria do lado de fora. Era Inosuke que estava em casa agora, dentro do abraço de Tanjiro.

“O-okaeri, Gonpachiro.”

Se esticou para encontrar o olhar magenta e proferir aquilo a ele. Seus olhos dizendo coisas que a sua língua ferina jamais conseguiria expressar.

Subiu uma mão para o encaixe do rosto do ruivo, enquanto a outra circundava seus ombros fortes e se segurava nele, estava na ponta dos pés e Tanjiro apertou os braços envolta da cintura do baixinho invocado, colando seus corpos e o dando segurança, fazendo um sentir o coração do outro e ambos suspirarem pelo contato.

Se olharam até que o magnetismo que tinham fazer efeito, o rosto completamente vermelho de Inosuke, de olhos fechados e expressão entregue, Tanjiro o achando perfeito demais para sua saúde mental. Os lábios se uniram em um beijo lento e suave, cheio de sentimentos recônditos. Tanjiro tremeu e agarrou a cintura delgada com possessão ao sentir o gosto doce do outro quando este sugou seu lábio inferior. O beijo se aprofundou molhado e calmo, ambos sentindo como deuses na aurora do universo quando as línguas se encontraram e se esfregaram gentilmente.

Afastaram-se lentamente, afetados demais com a presença do outro, o mais velho distribuindo beijinhos por todo o rosto pequeno de Inosuke. Hashibira não se importou com sua mão acarinhando a nuca ruiva, nem de enfiar a cara no pescoço alheio, esfregando o nariz naquele lugarzinho especial atrás da orelha e próximo ao pescoço, se acalmando apenas por tê-lo perto.

 E enquanto o alfa massageava com adoração as covinhas ao fim das costas do ômega - que, Tanjiro confessava, era uma tortura ficar longe o tempo todo - percebeu que naquele inferno gelado, a desgrama estava sem camisa. Tanjiro deu um grito fino e indignado, o afastou depressa, arrancando de si o sobretudo longo e grosso, jogando-o no ômega emburrado a sua frente.

“Perambulando por aí assim de novo, Inosuke.” Ele adicionou um pouco do tom repreendedor, mas era por preocupação evidente. Inosuke suavizou o semblante, entrelaçou os dedos com o do outro e se forçou a dizer:

“Me desculpe. Eu senti falta de tudo em você.”

Tanjiro pensou que fosse derreter, agarrou entre seus braços o rolinho que havia virado Inosuke, se afogando no cheiro e presença dele assim como ele fizera e fazia agora consigo.

As mãos de Inosuke se agarraram, desesperadas, à camisa de Tanjiro, tentando pegar um pouco da força dele, como sempre fazia desde que se casara com o ruivo. Sua mente berrava consigo: ‘FALA PRA ELE, CACETE, INFERNO, ÔMEGA PAMONHA!’

“Eu estou em casa agora, Tan.ji.ro.u.”

Disse o que conseguiu, mas não o que queria, pausadamente e em voz grave, o alfa lhe apertou mais, calado, e Inosuke pensou que iria fazer seu jovem marido enfartar.

Mas então sua audição teve o prazer de captar as palavras sussurradas pelo maior, quebrando todas as suas estruturas remanescentes, tendo a mais absoluta certeza de que seu lar sempre estaria entre a ponta dos dedos médios de Kamado Tanjiro. Confiaria sua vida à ele.  


Notas Finais


Iti.
Mereço tapas? Comentários? Bolo? Deixem suas opiniões, é muito importante para mim. Se quiserem ter notícias da long, me sigam, vai ser um prazer mais pessoas me acompanhando e crescendo comigo. Obrigada à todos, tenha uma boa hora, beijos do fenômeno da natureza


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