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História Da Primavera Ao Inverno - Capítulo 7


Escrita por: PUm_kin_

Notas do Autor


Lindo demais maluco.

Esse capítulo é um alívio na alma, apesar de não ser tão doce como o capítulo anterior. Teremos um pouco de transfobia, mas nada explícito, mas ainda incômodo o suficiente.

Estou ANSIOSA! Para o próximo capítulo por motivos secretos (ou não), então talvez já seja entre na próxima semana, mas não tem nada garantido, estou aproveitando bastante as férias, mas ainda tenho a minha vida:')



Obrigada a todos os favoritos e comentários, amo cada um de vocês.

Capítulo 7 - Garotinho Assustado


Fanfic / Fanfiction Da Primavera Ao Inverno - Capítulo 7 - Garotinho Assustado

Eu só queria ouvir Love of my life mais uma vez, apenas mais uma vez com você. 





Os momentos difíceis vem para destruir nossa alma lentamente, como um pequeno lembrete que você é um humano com falhas e defeitos, e com o dia incrível de ontem esquece totalmente desses momentos em específico, não é de se estranhar ter acontecido isso, os momentos com Ash sempre me fazem esquecer do pior da vida. 


Desde o Japão eu tomo remédio para suprimir o meu ciclo menstrual, eu tenho ainda a receita válida até o próximo mês e isso que me preocupa, eu preciso comprar o remédio imediatamente até o fim desta semana e não tem nenhuma cogitação de eu envolver Ash nisso, por milhões de fatores que eu prefiro nem mesmo deixar chegar perto dos meus pensamentos. A melhor das opções é ir escondido quando ele for embora para "trabalhar" (como eu posso chamar isso de trabalho), isso tem tantas formas de dar errado, mas estou ficando sem opções. 


— Eiji! — Duas mãos seguravam os meus ombros e me balançavam bruscamente, imediatamente me tirando dos meus pensamentos— Poxa cara, estávamos conversando sobre um assunto sério e você se perde no seu mundo imaginário da vila sésamo.

— Eu apenas me distrai por um momento e não acho que "ser americano e não comer hambúrguer", seja um assunto seríssimo como diz— Estamos nessa discussão idiota praticamente dês que Ash acordou, por motivos de não termos nada melhor para fazer da nossas vidas nessa manhã de merda. 

— Cala a boca, você só tem dezenove, nem viveu direito a vida ainda. 

— E você dezessete!


Ficamos longos trinta segundos se encarando, para no final Ash fazer um barulho de pum com a boca, foi impossível não rir da sua idiotice, mas não me impediu de bater nesse idiota infantil. 


— Não acredito que você fez isso! — Mais um soco na barriga e uma risada vinda dele— Se eu contasse isso para qualquer pessoa, ninguém acreditaria em mim. 

— Claro que não amorzinho, apenas você conhece esse meu lado— Ele piscou para mim e ganhou outro soco— Aliás não sei o que você esperava, estamos falando de "ser americano e não comer hambúrguer", apenas alguns minutos atrás. 

— Tudo bem! Somos idiotas burros, agora me deixe em paz, tenho que ajustar a câmera para começar a tirar as fotos— Ele ergueu os braços em rendimentos e saiu do quarto. 


O suspiro de alívio foi inevitável, agora o objetivo é esperar Ash ir embora e sair do apartamento sem ser descoberto por ninguém, até mesmo do pobre porteiro, que com as experiências anteriores já sabemos que não é confiável.  

Para não morrer totalmente de tédio, decidi ligar a rádio do meu celular, algo que normalmente não faço. E para minha surpresa tocava Love of my life, a nossa música. 


A música que tocava quando encontrei Ash pela primeira vez.





"Love of my life, you've hurt me

Amor da minha vida voce me machucou

You've broken my heart, and now you leave me

Você quebrou meu coração, e agora você me deixa


— Muito prazer! Me chamo Eiji Okumura.


Love of my life, can't you see?

Amor da minha vida, você não vê?

Bring it back, bring it back

Traga de volta, traga de volta


— Ash— Ele me olhou de uma forma estranha, mas logo voltou a olhar para Ibe— Quando tirarem as fotos apenas peço que o meu rosto não apareça— Isso me intrigou por um momento, mas não questionei o pedido.


Don't take it away from me

Não tire isso de mim

Because you don't know

Porque você não sabe

What it means to me

O que isso significa para mim





Apesar das minhas pouquíssimas habilidades, foi facílimo sair despercebido pelas câmeras e o porteiro fofoqueiro. Nesse momento me encontro andando pelas ruas de New York sem rumo, eu realmente não faço ideia onde fica a farmácia mais próxima. 

Sou um desastre ambulante. 


Eu olhei para os meus sapatos, apesar de não ter chovido hoje, o chão mantém várias poças de água e isso me lembra minha infância, sou realmente um velho como Ash diz, tudo me lembra minha infância. 


— EIJI!!! — O frio percorreu minha espinha, não consegui me virar e ver de quem se tratava, apenas congelei no lugar— Poxa Eiji, estamos indo agora para o apartamento para te ver— Recebi um tapa de leve nas costas, com isso me virei;  


Era apenas Shorter e Sing, sinceramente não sei se me sinto aliviado ou não. Isso me trás um outro sentimento agridoce, eu poderia perguntar a eles onde ficava a farmácia, apenas não sei o que irá acontecer quando chegarmos lá. 


— Quase iríamos nos desencontrar— Eles concordaram e riram, eu ainda não estava à vontade o suficiente para rir junto— Aproveitando. 'V-vocês sabem onde fica a farmácia mais próxima daqui? 

— Claro que sim, a gente pode te levar lá de qualquer forma— Sing continuava quieto, apenas observando a rua e as pessoas que passavam, isso me lembra das próprias manias de Ash— Está precisando de quer? Só digo que conheço lugares melhores para comprar camisinha e lubrificante

— Não é isso! Eu apenas preciso comprar uns remédios específicos, o meu suprimento deles está acabando e eu preciso tomar todos os dias— Eles não falaram nada sobre eu não dizer o nome do remédio, seguimos o caminho conversando sobre qualquer coisa, até o Sing encontrou na conversa e descobri que ele tem uma tartaruga de estimação que se chamava chapéu. Ele é realmente apenas uma criança debaixo de todas essas camadas de membro de gangue. 

— Quer que esperamos você aqui fora? — A Vez do Sing perguntar, eu realmente queria que eles ficassem aqui fora e eu sofresse o constrangimento sozinho lá dentro, mas não posso pensar apenas em mim. 

— Não, deixem de besteira e vamos todos juntos. 


Normalmente as pessoas que trabalham na farmácia são compostas às vezes por um adolescente entediado com a vida ou um idoso, infelizmente dessa vez é a segunda opção. 


— Aqui está a receita— O senhor examinou por um momento e me olhou com estranheza. Como sempre fazem.

— Isso está certo, primosiston? 

 — Sim, cinco caixas de primosiston— Eu sabia a dor de cabeça que vinha agora, desejei ter sido egoísta para ter deixado Shorter e Sing do lado de fora esperando. 

— Bem eu só posso vender isso para a pessoa da receita, política da loja— Eu queria rir disso, sério isso? Que piada. Pude sentir Shorter me mandando um olhar de "qualquer coisa deixar comigo" e eu apenas concordei, não vamos precisar disso, eu sei bem lidar com essas situações sozinho

— Desculpe-me, mas essa receita é minha e o remédio de redução de ciclo menstrual é meu! — O velho resmungou mais alguma coisa (provavelmente algum xingamento), e jogou os remédios na bancada com mais força que o necessário, paguei por tudo e saí da farmácia, a presença de Shorter e Sing foi esquecida por um minuto, eu estava revoltado com essa situação e esqueci totalmente dos meus amigos. 

— Eiji. 


Apenas uma simples chamada, apenas um simples toque no braço. Suficiente para me fazer desmoronar, eu deveria estar acostumado com o preconceito alheio, mas quem eu quero enganar, nunca poderia me acostumar, a dor é sempre a mesma, não importa quantas vezes eu já passei por isso.


 — EU


Sentir novamente o toque, os dois me abraçaram, era um abraço confortável e gentil, eu não segurei as lágrimas e comecei a chorar no ombro de Sing, enquanto isso Shorter passava a mão pelas minhas costas e dizendo palavras gentis. 


— Vamos para um lugar melhor e você pode nos contar se quiser, mas não force nada, tudo tem o seu tempo rapazinho— O sorriso de Shorter cura qualquer dor na alma, ele é um amigo de verdade, melhor que qualquer um que tive em toda minha vida, nesse ponto eu me mantinha soluçando baixo e Sing me abraçava com mais força. 


Em silêncio decidimos ir para o Central Park por ser mais certo, nesse horário quase não tinha ninguém, apenas algumas crianças pequenas e suas mães. Ficamos nos bancos em frente ao lago, os patinhos nadavam tranquilamente, alheio a tudo e eu sorri com a visão, eles são adoráveis. 


— Sabe. A muito tempo atrás nasceu um garotinho e ele nunca entendeu o motivo dele ser chamado por um nome feminino ou por ser chamado de menina, ele cresceu e percebeu que as pessoas sempre colocam as outras em papéis que elas não escolheram, porém esse menino era persistente e queria que o mundo entendesse que ele era um garoto, ele se tornou um homem forte, mas às vezes a sombra do garotinho assustado ainda aparece e o homem desmorona, isso não é ruim, mas machuca bastante o homem— Eu não chorei, não, dessa vez eu sorrir, pois sabia que contar a minha história não é errado, sou um homem e não mais um garotinho assustado.

— Eiji. Te amaremos para sempre cara! — Novamente o abraço coletivo, eu comecei a gargalhar de felicidade e os dois entraram na onda, eu me senti abraçado no sentido literal da palavra, me senti amado. 

— Eu também sempre amarei vocês.

— Tá bom otário, agora vamos comer alguma coisa, que eu estou morrendo de fome— Ele recebeu um tapa na cabeça de Shorter por chamá-lo de otário e eu voltei a rir, eu estou feliz e aliviado. 

— Vamos voltar para o apartamento e eu prometo fazer algo delicioso— Os dois concordaram na hora, então seguimos caminho. 


Quase na entrada do prédio lembrei que precisava comprar mais mantimentos e fomos para o supermercado do prédio, não era muita coisa, apenas de cenoura e pepino, então foi bem rápida nossa passagem pelo supermercado e logo estávamos em casa novamente. 


— Tadaima— Trouxe o costume do Japão e sempre acabo dizendo isso, Ash vem aprendendo a fazer a mesmo quando chega em casa, um pouco de influência não faz mal a ninguém. 

— Okaeri. Fugindo de novo pequeno— Bem, para minha surpresa Ash está em casa e isso realmente é surpreendente, ele nunca está em casa nesse horário e sempre volta de madrugada— Pelo menos não fugiu sozinho. 

— Sabe como é, ele prefere a companhia de pessoas divertidas— Então isso deu início a uma série de provocações infantis e até uma breve luta de socos e chutes, ignorei eles e arrastei Sing comigo para cozinha. 


Acabei descobrindo que ele é ótimo na cozinha, isso realmente foi de boa ajuda, foi assim que terminamos o jantar tão rápido e logo estamos todos juntos na mesa, apesar de Ash e Shorter parecerem que tinham acabado de sair do campo de batalha. 


— Vocês são dois idiotas infantis, a única criança aqui é mais madura que vocês— Sing parecia um pouco incomodado com o título de "criança", mas não tão ofendido como Shorter e Ash ficaram. 

— Palavras magoam Okumura— Eu apenas dei de ombros com a declaração de Shorter e continuei comendo, enquanto a maioria devorava os bolinhos primavera, eu optei apenas por comer a salada— Salada não vai te manter forte. 


Novamente ignorado





Era tarde quando os dois foram embora, acabamos bebendo um pouco de cerveja enquanto conversamos qualquer besteira (ou melhor, gangues e ex's de Shorter), foi um dia bastante emocionante e termina nesse cenário não é ruim, nem um pouco, eu estava sentado no chão encostado no sofá e Ash mexendo no notebook, a tranquilidade que isso proporciona é terrivelmente boa, quero que isso nunca acabe. 

Apenas preciso dormir por um momento, sim dormir. Só um cochilo.


— Você é um bêbado terrível— Ignorei o comentário sarcástico, eu estou sonolento demais para qualquer coisa. 





A visão torta e ilusória acompanhou-me enquanto eu caminhava. O sol não era tão brilhante, era frio e cinza. Não sei onde estou, porém as cores vibrantes me atraíram para aquele lugar esquisito, não tem forma melhor de defini-lo. 
As árvores com as suas folhas vermelhas e prateadas, os animais familiares dessa vez com chifres e olhos de mais ou de menos, não deixando de lado as cores vibrantes, o caminho para esse lugar era coberto de esmeraldas verdes brilhantes. 
Eu estaria andando sem fim se não fosse pelo surgimento de um rapaz, que apesar de parecer totalmente normal, o seu rosto era borrado na minha visão, apesar de me esforçar não consigo vê-lo corretamente. 


— Vamos, querido! Temos que encontrar! — Ele segurava meu pulso e não me deixando ter chances de fugir, coisa que eu estava louco para fazer. 
— De quem estás falando? Não tenho ninguém à minha espera.
— Claro que tem— Então os corvos cobriram o rapaz, eu tentava me proteger do ataque dos pássaros, porém ele ainda segurava firmemente o meu pulso— Sou eu, meu amor. 


Seu rosto não é mais um segredo, Ash toma conta de minha visão, suas mãos me puxaram para perto e quase me deixei a surpresa transparecer, estou tão apaixonado, como pude não perceber que era o homem que tanto amo. 


— Oh baby, quietinho— O seu rosto foi lentamente inclinando para ficar na altura do meu, o seu hálito era quente e me deixava arrepiado, eu queria beijá-lo e acabar com essa distância— Beija-me, vamos querido. 


Cumprir com o desejo, que era apaixonadamente compartilhado. 


 




Acordei assustado e vomitando, meus sentidos ainda eram confusos, não tenho certeza se realmente estou acordado ou ainda sonhando.


— Merda Eiji, estás bem! — Ash aparentemente também tinha acordado acabado de acordar, ele me olhava com preocupação e desespero— Espere um momento, vou buscar uma água. 


Depois de colocar tudo para fora, notei que o cenário era o mesmo, continuávamos na sala, apenas com lençóis e travesseiros adicionais. 


— Aqui— Ele me entregou o copo e logo tirou o lençol que estava por cima de mim, que acabou sendo o alvo do meu vômito— Você me assustou caramba. 

 — Desculpa— Ele não disse nada, apenas sentou do meu lado e pegou um pouco do lenço umedecido que fica na mesa de centro, para limpar minha boca. 

— Apenas beba a sua água e vamos para o quarto— Concordei. 


Com toda essa agitação me fez esquecer do meu sonho, eu realmente gostaria de saber qual foi o meu sonho dessa vez. 

 



Notas Finais


Haha acreditem, eu escrevi o sonho do Eiji antes de escrever todo o capítulo, eu já estava desistindo e deixando para o próximo capítulo, mas conseguir encaixa-lo na história final:)

Cara, eu nunca tinha notado que Love of my life combinava tanto com eles, até escrever esse capítulo, apesar desse história não ser como a saga original e ter um final feliz, ASH NÃO IRA ABANDONA NOSSO JAPONÊS FAVORITO.


Obrigada, vou chorar um pouquinho.


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