1. Spirit Fanfics >
  2. Daddy Issues >
  3. Criminal days

História Daddy Issues - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Voltei ☆☆

Sumi por bastante tempo mas voltei pra continuar a história.
Nesse período de quarentena eu tô tentando dar mais atenção à essa fic.

Boa leitura!!

Capítulo 2 - Criminal days


Fanfic / Fanfiction Daddy Issues - Capítulo 2 - Criminal days

Los Angeles - 7:35 AM

Durante a semana inteira, Rose não parava de pensar naquela curta mas tão importante reuniao com seu chef e como era importante aquela missão para ela. Descobrir quem era o assassino de seu pai se transformou na meta de sua vida e tudo o que fez depois do acontecimento foi procurar incansavelmente o paradeiro do culpado.

Sua ligação com seu pai era muito forte dês de quando sua mãe os abandonou quando Rose tinha apenas cinco anos de idade. Foi uma época muito difícil de sua vida, pois seu pai mesmo sendo muito atencioso sempre estava fora de casa trabalhando para o FBI, que sempre a deixava com sua tia Betty que foi muito boa com a menina.

Mas isso tem se tornado um fardo em sua vida. Sua dedicação total ao trabalho afetou muito sua vida social.
Começou a trabalhar muito nova e isso fez com que parasse de sair para o shopping, cinema com amigos e nunca mais pensou em ter algum namorado e isso não foi por falta de pretendentes.

Agora ela se vê com apenas dois amigos verdadeiros: Willian que era o homem mais incrível, gentil e atencioso que tinha conhecido na vida, depois de seu pai, é claro. E Lisa, que também trabalha pra FBI, um pouco mais velha e uma boa ouvinte.
Mas isso pareceu não a incomodar tanto, mas Will sim. Ele sempre estava preocupado e tentava fazer com que sua amiga desse uma relaxada e tentasse fazer novas amizades mas ela sempre negava e insistia em dar dedicação total ao seu trabalho, que era muito importante para ela. Ser filha de um ex agente renomado ajudou a conseguir entrar no Curso de formação e ser bem respeitada por seus colegas, e o salário que recebia não era de se reclamar.

Na semana seguinte, ela se prepararia para uma série de reuniões com Will, seus superiores, e o próprio diretor chefe da FBI, o Sr. Christopher A. Wray que estava ansiosa para conhecer.


-------------


Enquanto isso, não muito longe dali, perto de Sunset Beach, tinha acabado de acordar de uma noite bem agitada com uma das garotas de programa que costumava contratar.

- Bom dia, Daddy! - Disse a garota com a voz meio sonolenta. - Já acordado a essa hora?

- Já, e bem acordado. Você não tinha que ir em bora agora? - Disse a voz grossa e meio rouca.

- Nossa, que mau humor logo de manhã! Eu já teria ido em bora se o senhor já tivesse me pago pela noite maravilhosa de ontem.

- Ah sim... Eu vou pegar seu dinheiro, babe. Mas depois vai ter que ir embora porque o daddy aqui tem um compromisso importante agora. - O homem suaviza a voz enquanto atende o telefone.

- Alô?

- Onde diabos você está Christian? - A voz vinda do telefone parecia raivosa. - Esqueceu da reunião de hoje cedo?

- Bom dia pra você também, Charlie. E primeiramente, eu não esqueci da reunião e segundo, eu tô meio que ocupado agora. - Disse olhando para a garota com um sorrisinho safado.

- Não me diga que a garota ainda está com você?!

- Ela já está indo embora, se acalme, homem! Vou ter que desligar agora. Te vejo em cinco minutos.

- Mas... - Ele desliga sem deixar que Charlie termine sua fala.

Ele joga o celular na cama e começa a vestir suas roupas. Christian, ou Daddy, não gostava de receber ordens de seu acessor pessoal e seu melhor amigo. Sabia o motivo dele estar tão estressado, pois havia marcado uma reunião com Thomas, um de seus fornecedores de grande confiança que estava com dificuldades de levar a "mercadoria" para fora da cidade. E não podia deixar de levar isso a sério, sabia que era muito perigoso o que estava fazendo e possuía muitos riscos.

Christian Joseph Cavinsky, filho de Fredy Cavinsky era o chefe da gangue de tráfico mais poderosa e por acaso mais procurada de toda a Califórnia. Sabia quem ele era, sabia o que fazia, sabia que era sujo, contra as leis e muito perigoso, por isso optou por possuir poucos amigos, e muitos contatos importantes caso algo desse errado.

Era frio, do tipo poucas palavras, mas bem mulherengo, o que preocupa muito seu amigo Charlie, por isso foi apelidado de "Daddy". Mas o fato de fazer sucesso com mulheres não fazia dele ser coração mole. Era inabalável, dizia sempre que não acredita no amor e só ficava com algumas garotas por prazer. Algumas matariam para possuir aquele deus grego de olhos esmeralda e cabelos encaracolados que sempre chamava a atenção feminina, e talvez masculina, por onde passava.
Christian nunca teve uma relação forte com sua família, apenas com sua mãe que foi morta por seu pai há seis anos. Este foi um dos motivos para ele entrar nessa vida de crimes.

Seu pai também liderava uma gangue de tráfico. Era violento com sua mãe e muitas vezes só chegava em casa de madrugada. Nunca passou por necessidades, sempre viveu uma vida de luxo e era sempre cercado por empregados e mordomias que seu pai o proporcionava, mas Christian sabia o quanto aquele dinheiro todo era sujo e sempre incentivou sua mãe a largar o pai.
Depois que ela morreu, saiu de casa, largou a faculdade e nunca mais quis saber do seu pai, muitas vezes pensava que ele havia morrido. Foi nessa época que ele conheceu seu amigo Charlie, que sempre o deu apoio quando precisava e não o abandonou quando resolveu seguir a mesma vida de crimes do seu pai por vingança. Agora se via num mundo novo, onde não poderia confiar em ninguém.

Ele desce de seu apartamento, pega seu carro e vai até Compton na South Los Angeles, um lugar mais afastado e perigoso da grande cidade. A reunião aconteceria num galpão abandonado que pertencia a Thomas para não levantar muitas suspeitas.
Logo que ele chega no local marcado é recepcionado por seu amigo que parecia estar meio impaciente.

- Até que enfim apareceu! Sabe que está atrasado não sabe?

- Sim, eu sei e vamos logo com isso. - Christian diz meio apressado entrando junto com Charlie e com um ar mais sério. - Qual foi o problema agora?

- O negócio é que o tal do Josh não quer cooperar com o esquema e eu preciso levar a encomenda pra San Diego até amanhã! - Thomas responde passando uma das mãos na cabeça.

- Eu já imaginava que aquele babaca iria querer pular fora... Mas eu já tenho uma ideia.

- E qual seria?

- Se livra dele, eu tenho outro contato em San Diego que é mais confiável.

- Como assim "se livra dele"? - Charlie pergunta olhando confuso para Chistian.

- Se livrar, matar, sumir com ele, sei lá! Apenas arrumem um jeito de apagarem o cara. Ele não é confiável e pode entregar tudo a qualquer momento.

- Se você prefere assim eu vou providenciar então, só preciso ligar pro Sam e resolver logo isso de uma vez. - Thomas diz pegando seu celular e saindo do local.

- Tem certeza de que é assim que quer resolver? - Charlie diz se virando para o amigo.

- Já está feito! Menos um problema pra eu resolver agora.

- Beleza então. Vamos embora logo antes que alguém nos veja aqui.

- Vamos.

Logo os dois se despedem, um indo para um lado. A frieza de seu amigo sempre preocupou Charlie. Ele não acha certo resolver as coisas com a violência, sempre acreditou que o diálogo sempre é a melhor alternativa mas ele não o culpava. Sabia do passado de Christian e de como ele sofreu naquela época.
Talvez se ele encontrasse alguém que amolecesse esse coração duro como pedra ele mudaria. É que Charlie espera para seu amigo, mas ele não pensa o mesmo...


Ou será que pensa?


Notas Finais


Continua...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...