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História Daechwita - Min Yoongi/AGUST D imagine - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Oii! Muito obrigada a vcs pelo carinho! Amo vcs 💜💜💜 Boa leitura 💫✨

Capítulo 6 - Capítulo 6





Finalmente eu ia sair desse castelo.

Hoseok, por sua vez, não podia ir junto comigo. Ele teve que carregar Agust D até seu quarto.

Eu estava indo junto com mais dois guarda. Um atrás e o outro na minha frente.

Se eu estava desconfortável? Muito. 

Eu sei que eles estavam me olhando, mas o que eu poderia fazer?


...



Eu não tinha visto a parte da frente do castelo. É muito lindo.

Grande parte das coisas são feitas com pedras preciosas, pelo que observei. Esse cara é muito rico.

Enquanto eu andava de costas, olhando para a grandiosidade do castelo, acabei trombando com o guarda da frente. Ele me olhou com uma cara de poucos amigos e eu só sorri amarelo em resposta.

Eu ia cada vez mais apressando o passo. Queria logo sair daqui, mas fui interrompida pelo guarda da frente que agora colocou a mão no meu ombro e me empurrou.

Quase caí por causa dele, mas nada fiz. Ele era um brutamontes, posso dizer até que ele é do tamanho do meu armário.



...



Em volta do castelo, há grandes muralhas feitas de pedra. Muito, muito altas.

Ninguém conseguiria entrar, assim como eu não conseguiria sair. Por em quanto, pensar num plano de fuga está sendo impossível.

Caminhamos um pouco mais.

 Nesse lugar fazia muito calor. Até mesmo usando o sugegasa (chapéu de cone chinês) eu estava latejando de suor. 

Eu estava caminhando de cabeça baixa para que os raios solares nem se quer encostasem no meu rosto.

Vocês já devem saber o que aconteceu, né? 

Trombei com o guarda que estava na minha frente novamente, mas dessa vez foi pior. 

Ele caiu.

Me afastei na hora. Talvez fosse para eu ajudá-lo a se levantar, mas... eu não acho que era uma hora boa. Ele se levantou com o rosto totalmente vermelho, igual um tomate. Não sei se era por causa do calor ou se era pela raiva, mas acho que era a segunda opção.

— Pirralha imunda... vem aqui...

Já sei que aí não tem coisa boa.

Fui me afastando cada vez mais, até me encontrar com o guarda de traz.

— Segura ela! Não deixa ela fugir! - gritou o mesmo guarda, que agora se levantava do chão.

O homem passou seus grandes braços sobre minha barriga e me puxou ainda mais forte.

Agora eu estava praticamente “colada” em alguém. Eles me levaram para um muro que ficava perto da feira.

— Vamos acabar com ela aqui. Se o chefe souber mata a gente. - nesse momento, tudo que passava na minha eram pensamentos de desespero.

— NÃO, NÃO! ME DEIXA EM PAZ! - Gritei o máximo que pude até ser calada pelo guarda da frente, com sua mão imunda na minha boca.

— Cala a boca se não vão suspeitar da gente. - ele ia cada vez mais se aproximando do meu rosto, já até sentia sua respiração sobre minha pele.

Outros nojentos para a lista.

Sim.

Eu cuspi no rosto deles.

Ele me olhou com uma cara mais brava do que antes e meu deu um tapa na minha bochecha. Minhas bochechas vão ser eternamente machucadas.

Meu reflexo mais rápido foi dar um belo de um chute. Vocês já devem saber onde. 

Acertei em cheio a área de sua virilha e vi ele urrar de dor na minha frente. Isso chamou a atenção das pessoas. 

O guarda que me segurava “afrouxou” seus braços e então, tive chance de fugir. 

Eu corria na multidão. Tudo que eu conseguia ouvir ou eram gritos ou cochichos.

Corri o máximo que pude para o local mais longe possível.

Parei para recuperar meu fôlego e achar uma rota de fuga. Mas se eu não agisse logo, eles já iam me encontrar, pois eu via eles perguntando na multidão.

Fui andando devagar para não chamar atenção, mas nem valeu a pena tentar, pois algum ser que não tem dó de mim apontou em minha direção. 

— ALI! PEGA ELA ANTES QUE ELA FUJA.

E então começaram a correr em minha direção. Só dava para ir reto.

Eu observei que eu estava correndo em meio a grandes áreas com bois e porcos a venda, mas logo virei minha cabeça para frente, pois eu estava consciente que eu podia tropeçar em alguma coisa.

Quando fui olhar para os porcos novamente, vi um facão voar me minha direção. Olhei para trás e vi que os homens começaram a tacar objetos em mim. 

Se esse facão me acertasse, eu teria morrido. Quase acertou minha nuca.

Eles tacaram uma panela que acertou meu calcanhar. Perdi o equilíbrio, mas logo consegui me recompor.

Eles começaram a tacar novamente coisas afiadas, e uma delas acertou a corda que prendia a porta do curral dos bois.

A porta se abriu, e o boi veio em alta velocidade em direção a porta.

Não tinha para onde eu correr, a não ser ir na direção dos guardas.

Ou eu morria por causa do impacto do boi com o meu corpo ou era pega pelos guardas loucos que poderiam fazer coisas terríveis comigo.

Meu corpo estava paralisado.

O que eu faço?!

O som dos passos dos guardas e do boi iam ficando cada vez mais altos. Eu assistia a minha quase morte em câmera lenta.

Tudo estava tão devagar. É assim que funciona as coisas antes de morrer?


...


— EI! CUIDADO!! - ouvi alguém gritar. Esse ser tinha uma voz muito familiar para mim.

Logo senti um corpo sendo chocado a mim e começamos a rolar para a esquerda.

O lado contrário do curral.

Ainda continuava sem conseguir me mover, mas conseguia ver muito bem.

O boi acertou os dois guardas em cheio e eles voaram longe.

Meu corpo finalmente foi descongelado e consegui virar minha cabeça para cima, ver quem era o meu “herói”.

Ele estava em cima de mim. Com seu peitoral encostando no meu peito.

— CUIDADO GAROTA. VOCÊ QUASE MORREU! - gritou ele. 

Eu não sabia o que responder. Estava muito nervosa. Talvez fosse um “obrigada”, mas todas as letras foram atropeladas umas pelas outras, causando uma palavra toda embolada.

— o- o- obriga- ga- ga da...

— O que disse? - nada respondi. Provavelmente ia sair alguma outra coisa toda bagunçada, então resolvi permanecer calada. - bem... se me da licença... preciso ir embora.

Ele foi logo se levantando de cima de mim, mas eu continuei deitada. 

Talvez eu tenha esquecido o que deve ser feito quando você cai. Se levantar.

— Ei... você não vai se levantar, não? - disse ele com uma voz baixa e rouca. 

Ele esperou minha resposta por três longos segundos, mas eu fiquei em silêncio porque eu não sabia o que falar.

— Anda. Levanta. - ele disse enquanto estendia sua mão em minha direção.

Finalmente acordei do meu transe. Peguei em sua mão e ele me puxou.

— Eu já vou indo... então... tchau.... - disse ele se virando de costas para mim.

— Não! Espera! - peguei em sua roupa, impedindo-no de continuar seu caminho. Não sei porque eu fiz isso, mas acho que eu deveria pedir a ajuda dele. Já aproveitando.

Ele se virou para mim e me encarou. 

— O que foi? - disse. 

Talvez eu seja muito sensível, mas eu achei que ele foi rude.

— Eu posso pedir... sua ajuda?

— Não. - logo se virou e começou a ir embora.

Não. Não. Eu preciso da ajuda dele se eu quiser voltar viva.

— Mas... por favor! E- eles... eles vão... 

— Eles quem, menina? - perguntou ele, um pouquinho impaciente.

— Os brutamontes! Eles querem fazer sei lá o que comigo.

— Os que estavam te perseguindo?

— Eles mesmos... LÁ VEM ELES! - eu pude ver os guardas vindo para cá. Com facas gigantes nas mãos. Seja lá de onde eles conseguiram, mas acho que foram nos açougues.

O jovem misterioso se virou para trás e os avistou.

— EU VOU MATAR AQUELA GAROTA!!  - eles gritavam em plenos pulmões. Nem os próprios vigias dessa feirinha conseguiam pará-los. 

— Rápido. Vista isso. - ele me deu um grande lençol. Coloquei como uma burca, deixando apenas a parte dos olhos visível. Por cima, coloquei meu chapéu. 

O garoto foi se aproximando cada vez mais de mim. Ele colocou sua mão sobre o meu ombro e foi me empurrando para a parede. 

Ele tá muito perto! Já sentia minhas bochechas esquentarem.

Ficamos assim até os guardas passarem por nós.

— Vem. Te levo para sua casa.

— Não é necessário.. é... 

— Me fala logo onde é sua casa - disse ele me interrompendo.

Senti que não deveria dizer que estou “morando” no castelo de Agust D.

— eu moro... perto do castelo... ? 

— Isso é uma pergunta? - pergunta ele com uma sobrancelha levantada. - você tá falando daquela casinha amarela encostada no muro do castelo?

— Isso!! Lá mesmo. - meu nervosismo faz parecer tudo o que eu falo uma mentira. Espero ter sido convincente.

— Ah... bem... te acompanho até lá.


...


— Por que eles estavam te seguindo? - ele me perguntava enquanto estávamos indo até a minha “casa”.

— Er... Eu também não sei! - não tinha nenhuma desculpa em mente.

— Bem... talvez você seja de outra cidade, então não deve saber bem como as coisas funcionam aqui. Nunca fique sozinha nesses locais. Você viu o que acontece, não viu?

— Vi sim... hmmm... você sabe que horas são?

— Pelo sol que está quase se pondo, diria que são 17:30...

— Já?! Preciso me apressar! - eu não esqueci que precisava voltar antes das 18 horas. 

— Por que? - perguntou o garoto olhando para o nada.

— Bem... eu preciso fazer o jantar dos meus irmãos...  - uma das piores desculpas que eu podia dar.

— Ah sim... vamos logo.




...





— Bem... chegamos. - disse ele olhando para a casa. Eu estava esperando ele ir embora para poder voltar para o castelo, mas o menino não se movia.

O que eu faço.

— Não vai entrar? - perguntou ele me olhando.

A única coisa que eu conseguia ver era seu olho esquerdo. O outro estava tampado com seu cabelo negro e também com seu chapéu.

— Pode ir. Eu vou ficar aqui te olhando. - espero que essa desculpa cole, porque se não ele vai descobrir e eu posso acabar ganhando a fama da “filha de Taehyung, do reino que não pagou suas dívidas... Garota que se rendeu a Agust D.” 

Realmente não quero que ninguém saiba.

— hmm... tudo bem. Vou indo. - ele então estava cada vez mais distante. - Adeus! - disse ele com o tom um pouco mais elevado.

— Espere!! 

—uh? O que é? 

— Muito obrigada, senhor... ? - preciso saber o nome dele para poder agradecê-lo do jeito certo. Que tipo de princesa sou eu que nem sabe o nome da pessoa que esteve grande parte do dia ao seu lado?


— “Ah sim. Eu sou...







... Min Yoongi.”



Notas Finais


Oi, gente! Hj o capítulo saiu um pouquinho mais tarde que o normal. Não sei se vou conseguir postar todos os dias, se não vai sair capítulo sempre em horários absurdos, mas garanto que terá no mínimo 4/5 capítulos por semana! (Eu ainda não planejei quantos capítulos serão, mas acho que temos muita história pela frente kk) Se não tiver nenhum compromisso, vai ser capítulo todo dia! Espero que tenham gostado. Um beijo para cada um de vcs! 💜💜💜💫✨


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