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História Dahlia (Sooshu) - Capítulo 13


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Notas do Autor


Olá pessoal 😁

Capítulo 13 - 12


 

Mais tarde, depois que se lavou, Shuhua sentou-se vestida apenas com a camisa de baixo para consertar seu vestido. Sentia-se bem refrescada. Bora a ajudava a pentear os nós dos cabelos. Fora uma tarefa árdua remover a sujeira e limpar o mau cheiro que parecia ter se impregnado para sempre em sua pele.

 

Ah, milady. Você realmente é a moça mais bonita que meus olhos já viram — Bora comentou enquanto ajudava a amarrar os cabelos compridos de Shuhua após escová-los.

 

Você é muito gentil. Mas asseguro que não há motivo para esperar por mim. Percebo que seus deveres devem ser numerosos e muito importantes aqui.

 

Ah, não. Só o pessoal da cozinha tem muitos deveres de verdade aqui, e a cada dia um grupo de mulheres do clã assume as responsabilidades.

 

Não há pessoal definido para a manutenção da fortaleza? — Shuhua perguntou incrédula.

 

Bem, com exceção do ferreiro, do armeiro e do mestre dos estábulos, não, não há. Há algum tempo, a chefe do líder sentiu que suas irmãs estavam ficando acomodadas e exigindo ajuda para tudo. Então, ela mandou os ajudantes para seus lares e, com exceção da comida, as jovens Seo devem cuidar de si mesmas — Bora se reclinou como se fosse contar um grande segredo e sussurrou: — E elas não são muito boas nisso, milady. Os quartos delas são uma desordem. Os salões são bagunçados a maior parte do tempo.

 

Mas, e quanto aos convidados? Eles são recebidos dessa maneira?

 

Ah, nessas épocas, o salão principal é usado, e os aposentos dos convidados são limpos durante o tempo em que permanecem aqui. Fora isso, não há arrumação alguma. Vou lhe dizer, milady, é uma vergonha. A fortaleza precisa de alguémE não só a fortaleza: a chefe do clã precisa também, Bora murmurou para si.

 

 Shuhua não deixou de notar a sugestão.

 

Querida Bora, como você é acolhedora. Antes de mais nada, insisto que me chame de Shuhua. Em segundo lugar, preciso esclarecer esse equívoco imediatamente. Não sou a mulher da líder do clã. Ela me resgatou... é só isso. Ela sabe que eu partirei na primavera.

 

Mas você vai ficar no quarto da mãe dela — Bora protestou.

 

Bora, entendo como o pedido de Soojin passou uma impressão errada. — Ela a chamou de Soojin, Bora pensou enquanto Shuhua prosseguia.

 

Mas era só uma medida temporária para que eu pudesse descansar e me limpar. Não ficarei aqui esta noite. Minnie me falou de uma cabana vazia. Ficarei lá até a primavera, quando partirei. Mas aprecio sua hospitalidade e generosidade.

 

Primeiro Bora pensou em objetar, mas então decidiu que seria mais eficiente se deixasse Shuhua fazer o que pretendia.

 

Se insiste, Lady Shuhua — ela respondeu, sorrindo internamente, perguntando-se o que a chefe Seo faria quando descobrisse que ela estava dormindo em uma cabana do lado de fora das muralhas do castelo.

 

Pronto — Shuhua declarou quando terminou o último ponto. — Se puder me ajudar com mais duas coisas, Bora, prometo que não pedirei mais nada.

 

Shuhua parecia embaraçada, mas percebeu que seus pedidos eram necessários. Não conseguiria fazê-los sem ajuda.

 

Primeiro, bem, estou certa de que viu o estado da lateral do meu corpo. Preciso de ajuda para fazer a atadura nas costelas feridas antes que eu me vista.

 

Certamente, milady — Alguns minutos mais tarde, Bora começou a enrolar as ataduras.

 

Bora, você já fez isso antes? — Era uma pergunta retórica. Shuhua podia ver e sentir que estava em mãos experientes.

 

Sim, Lady Shuhua. Muitas vezes. Quem quer que tenha feito essa atadura em você antes também sabia o que estava fazendo — A mulher mais velha fez uma pausa, divertida, e começou a amarrar as pontas do que sabia terem sido parte de uma camisa de algum dos guardas. — Estou surpresa que tenha deixado um dos guardas ajudá-la nesta tarefa — Bora sondou.

 

Ah, não, foi a própria Soojin quem insistiu. Eu não queria, mas ela se recusou a aceitar um não como resposta. Devo admitir, no entanto, que ela estava certa. Minhas costelas e minha respiração ficaram muito melhores depois das bandagens.

 

Entendo. Eu sugeriria manter as ataduras por mais alguns dias, ou até por mais tempo se sua respiração ainda estiver difícil — Então, Bora pensou, foi a própria chefe do clã quem cuidou dos ferimentos dela. Espere até que os outros saibam disso.

 

E qual seria o seu segundo pedido, Lady Shuhua?

 

Por favor, apenas Shuhua.

 

Mas você é uma lady, não é?

 

Antigamente talvez, mas já não mais. Só quero uma vida normal, contribuir com o clã durante os meses do inverno e partir quando a primavera chegar. Para fazer isso, não posso morar aqui, o que me leva ao meu segundo pedido. Pode me dizer como sair dos muros do castelo e chegar à cabana do velho Gowan?

 

O pedido assustou a mulher mais velha. Uma coisa era não impedir que a senhora da líder do clã partisse, outra era ajudá-la a escapar. Bora respirou fundo e disse a si mesma que era por amor a chefe que estava fazendo isso.

 

A cabana do velho Gowan? Bem, sim. Suponho que possa. Há só uma entrada para a fortaleza, e apenas um único sentinela de plantão. Quando eu terminar aqui, vou voltar para minha casa. Passo pela cabana de Gowan no caminho. Sugiro irmos juntas.

 

Ah, obrigada! — Shuhua não pôde evitar as lágrimas que começaram a se formar. — Você tem sido tão gentil. Todos os coreanos são como você?

 

Ah, milady. Todos os taiwaneses são como você?

 

Shuhua secou as lágrimas e deu uma risadinha.

 

Vamos embora, então.

                            ...

 

Onde ela está? — Soojin gritou do salão principal. Pedira que alguém fosse buscar Shuhua em seus aposentos. Estava ansiosa para saber se o quarto a agradara. Shuhua era a primeira a ter permissão para dormir lá desde a morte de sua mãe. Quando o soldado voltou para dizer que não havia ninguém lá, a frustração que Soojin estava sentindo desde a separação delas explodiu.

 

Sei que ela chegou. Vi o cavalo dela nos estábulos — Ela olhou para Siyoon. — Faça uma busca na fortaleza, até encontrá-la. Quero saber quem a viu e quando. E, principalmente, quero saber onde diabos ela está.

 

Siyeon relevou a raiva da chefe do clã. Sabia que o medo a guiava agora. Medo de que tivesse perdido Shuhua de algum modo. Soojin começou a caminhar pelo salão principal, perguntando-se onde Shuhua poderia estar. Ela não a teria deixado. Os vestidos que mandara para ela ainda estavam sobre a cama. As únicas evidências que mostravam que ela chegara eram o cavalo e a água de banho usada que ainda estava nos aposentos da mãe dela. Shuhua jurara que não ficaria na fortaleza sem estar casada. Teria realmente falado sério? O temor pela segurança de Shuhua a mordia. Seu passo acelerava conforme pessoa após pessoa voltava com más notícias.

 

Ela não estava no rio, chefe. E ninguém foi visto indo ou voltando de lá desde que ela chegou — informou um soldado.

 

Jihoon aqui, chefe — o mestre dos estábulos disse sem fôlego. — Sinto muito, mas só vi a moça quando ela chegou. Devo dizer que é uma criatura encantadora, apesar de um pouco confusa. Espero que seja encontrada ilesa. Seria uma pena perder uma lady tão incomum.

 

Soojin se virou rapidamente e disse em um tom de voz mordaz.

 

— Ela será encontrada. E Deus ajude qualquer um que tocar em um único fio de cabelo dela.

 

Normalmente Jihoon ficaria surpreso com a resposta áspera da líder do clã. Em geral, Soojin reservava sua ira para o campo de batalha. Mas como já conhecera a moça intrigante, Jihoon entendeu a reação da chefe.

 

Jihoon, tem mais algo a oferecer? Ela disse onde poderia estar? — Soojin perguntou bruscamente.

 

Não, chefe. Ela me deu Borrail e então...

 

Soojin se virou e exclamou

 

Borrail? Quem diabos é Borrail?

 

O cavalo dela, chefe. Ela disse que a senhorita dera para ela e me pediu para cuidar especialmente bem dele. Isso não era verdade?

 

Soojin sufocou um suspiro.

 

Sim. Continue. E então...

 

Bem, então, Jisoo veio trazê-la para a fortaleza. Ela estava irritada com alguma coisa, de ficar nos aposentos de sua mãe, talvez. Disse que não queria. Então mencionou alguma coisa sobre a cabana do velho Gowan...

 

Soojin não ouviu o resto do relato de Jihoon. Virou-se abruptamente e correu para fora do salão e através do pátio.

 

Abram o portão!

 

Quando se aproximou da cabana do velho Gowan, Soojin pôde ver Shuhua atiçando o fogo pela janela. Seu cabelo estava solto e ela ainda usava o vestido rasgado, mas ela conseguia ver que a manga fora consertada. Todo o medo que experimentara nas últimas duas horas se converteu em raiva. Shuhua recusou o abrigo dela, sua oferta de roupas, e desobedeceu suas ordens de ficar na fortaleza. Shuhua não recusaria as ofertas dela novamente.

 

Soojin bateu na porta. Shuhua estivera se preparando para a chegada de Soojin. Ela sabia que, assim que descobrisse sua desobediência, Soojin viria procurá-la. Ela disse para si mesma que Soojin não se importaria se ela iria ficar ou não na fortaleza. Era só o orgulho que a trazia ali. Se ela pudesse achar um jeito de salvar a autoestima de Soojin, certamente ela a deixaria ficar na cabana.

 

De repente a porta cedeu e Soojin estava parada diante dela no pequeno aposento. Ela se banhara e trocara de roupa, e o suporte preso ao redor da cintura estava sem a espada, mas a camisa de cor clara e de mangas soltas não escondia nada de sua força. A longa túnica que ela usava de manhã tinham sumido. Vê-la parada na porta, arrogante e poderosa, foi quase a ruína de Shuhua. Tinha que permanecer firme, disse para si mesma. Tinha que ficar forte diante de Soojin. Se ela se rendesse agora, não seria capaz de manter distância no futuro.

 

Tinha que fazê-la partir antes de se jogar em seus braços, condenando as regras de propriedade e jogando fora todos os seus sonhos de amor e matrimônio. Shuhua limpou a garganta.

 

Ora, Soojin, o que a traz aqui tão tarde da noite? Eu estava me preparando para dormir — Shuhua comentou, tentando parecer indiferente, como se estivessem tendo uma conversa normal.

 

Soojin se aproximou um passo.

 

Estava, Shuhua? Mas está tão longe de seus aposentos — Soojin replicou, sua expressão ameaçadora. Ela recuava conforme Soojin avançava.

 

Você se refere aos aposentos que preparou na sua fortaleza?

 

Esses mesmos.

 

Bem, Soojin. Aprecio a oferta. Realmente aprecio, mas não posso aceitar. Eu me sentirei mais confortável nesta cabana. Minha estada aqui vai ajudar a parar de alimentar a imaginação fértil de que sou algo além de uma donzela que você resgatou no retorno para casa.

 

Você sabe que é muito mais do que isso.

 

Shuhua estremeceu com a suavidade perigosa da voz de Soojin.

 

Sou? Soojin, temo que não seja. Discutimos isso, e você sabe como me sinto.

 

Nada mudou, mas dei minha palavra que protegeria você. Não posso fazer isso com você dormindo fora das muralhas do castelo.

 

Shuhua endireitou os ombros, os lábios apertados de raiva.

 

E onde se encontram os outros membros do seu clã? Eles estão fora das muralhas do castelo.

 

Eles são guerreiros — respondeu, como se aquilo explicasse tudo. Então a pegou no colo e começou a carregá-la de volta ao castelo.

Seo Soojin! Coloque-me no chão agora mesmo. Você não tem o direito! Só porque é mais forte, não quer dizer que pode ter tudo do seu jeito.

 

Parece que posso, Shuhua — Soojin replicou, sentindo-se um pouco aliviada pela sensação dela em seus braços. Quando ela abriu a porta da cabana e a viu perto da lareira, mal podia respirar. Seu cabelo, limpo e solto, caía além da cintura. Não está mais escondida pela sujeira e pelo sangue seco, a pele dela era linda e impecável.

 

Enquanto ela se debatia sem jeito nos braços dela, Soojin se lembrava do quanto ela era suave. O cheiro dela a inebriava, e ela sentia seu peito aquecer. Soojin não tinha ideia de como manteria a promessa de ficar longe dela. O poder de atração de Shuhua sobre ela era incrível, e não apenas físico.

 

Assim que chegaram ao pátio, Soojin a soltou e colocou algum espaço entre elas. Aquilo não ajudou.

 

Shuhua, você ficará dentro das muralhas desse castelo.

 

Não ficarei. Você pode me arrastar para cá, Soojin, mas eu irei embora de novo. Prometo que você não vencerá essa guerra de vontades. Você pode ser uma guerreira, mas eu asseguro que sou páreo para sua teimosia! — Shuhua gritou com Soojin, sem conseguir conter a frustração. A comoção no pátio chamou a atenção de muitos na fortaleza, e as pessoas vieram investigar o barulho. A surpresa de encontrar a chefe do clã discutindo com uma dama desconhecida era intrigante.

 

Amor, se eu tiver que arrastá-la para cá mais uma vez, será você, não eu, quem vai lamentar.

 

Ah, guarde suas ameaças para seus soldados. Você não atacaria uma senhora, criança ou cavalo, até onde sei. E não se incomode em negar.

 

Soojin fechou os olhos em uma breve e selvagem irritação.

 

Não me provoque, Shuhua. Falei sério, não deixe a fortaleza de novo ou vai se arrepender.

 

— Está dizendo que sou uma prisioneira? Não posso cavalgar nas campinas? Não posso me banhar no rio?

 

— Sozinha, não. Pelo menos não enquanto eu estiver fora do castelo. Só posso garantir sua segurança se estiver atrás dessas muralhas. Vendo a seriedade nos olhos dela, Shuhua buscou um modo de fuga.

 

Mas e seu povo? Eles estão seguros, não estão? A maior parte deles não vive aqui, mas lá fora! — Ela apontou para o portão pelo qual entraram.

 

— Você é nova nessa região, Shuhua, e não posso garantir sua segurança a menos que permaneça aqui. Dentro dessas muralhas, alguém sempre estará por perto para ajudar e atender suas necessidades. Você ficará aqui, dormirá nos aposentos da minha mãe e não sairá de novo.

 

Shuhua viu a raiva gélida nos olhos dela e soube que havia sido derrotada. Também percebeu que uma multidão bem grande estava reunindo-se para ver a discussão delas. Ela nunca se sentira tão envergonhada. Seu orgulho vinha sendo colocado à prova nos últimos dias, sempre que tinha uma discussão com essa mulher arrogante. Quer continuasse com seu comportamento indigno de uma lady, quer cedesse às exigências dela, seu orgulho levaria sempre outro golpe. Certamente não importava se ela ficava aqui ou não. Ninguém acreditaria que ela era uma lady depois de toda essa demonstração.

 

Tudo bem — ela murmurou com a voz baixa de frustração —, mas, Soojin, eu já prometi para você, e agora prometerei novamente, você vai se arrepender disso.

 

Soojin soltou uma gargalhada. A mulher tinha espírito e coragem. Ninguém negaria isso. E enquanto ela ficava parada ali sob a luz da lua, com os olhos escuros como uma tempestade no Mar do Norte, ele não podia imaginar nada mais adorável.

 

Imagino que sim, Shu. Mas terá que ser quando eu voltar. Partirei amanhã com Jisoo e o chefe do clã Jeon

 

A notícia surpreendeu Shuhua e sua raiva foi instantaneamente esquecida — ainda que por algum tempo.

 

Jisoo? Por que ela vai com você?

 

Ela vai treinar com a guarda de Jeon — Soojin ficou surpresa com sua resposta. Ela raramente se explicava para alguém. Estava se sentindo culpada por deixá-la em tão pouco tempo e não facilitar sua permanência na fortaleza. Então se pegou tentando acalmar Shuhua e defender sua partida imediata. Se não tivesse sido pega tão de surpresa, ela provavelmente teria questionado a mudança de atitude de Shuhua e o brilho malicioso nos olhos dela.

 

Soojin — Shuhua disse em um tom de voz completamente diferente, quase doce. — A fortaleza não está habitável nas condições atuais. Não concorda? — Ela não esperou uma resposta. — Se eu ficar aqui, certamente não seria pedir muito se eu puder tornar esse lugar habitável. Só algumas mudanças. Garanto para você: elas só melhorariam as condições de vida aqui — Então ela sorriu suplicante para Soojin.

 

Vamos ver se meu avô estava correto, Shuhua pensou.

 

Pegarei mais abelhas com mel?

 

Não faça mudanças que não possam ser desfeitas.

 

— É claro, chefe. E quanto tempo ficará fora?

 

— Cerca de uma quinzena, espero. E, Shuhua, não me chame de chefe.

 

Espero que tenha uma boa viagem, Soojin — ela disse com um olhar obediente, quase submisso. Soojin perceberia tarde demais que o comportamento dela era mais do que um aviso.

 


Notas Finais


Pessoal sei que demorei para postar, mas essa semana foi uma loucura, meu amigo vai ser pai, e esta muito corrido porque ele trabalha muito e me pediu para ajudar, e eu ajudo levando a namorada dele no ultrassom e essas coisas.. está na fase de descobrir o sexo do neném, acho que estou mais ansiosa do que eles... enfim, espero que me entendam.

E qualquer erro me perdoem pois estou cansada e não irei revisar por agora


Obrigado por lerem. ❤


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