História Dallas Forever - Capítulo 23


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Categorias Cameron Dallas, Dove Cameron, Magcon
Personagens Cameron Dallas, Dove Cameron
Tags Cameron Dallas, Dove Cameron, Romance
Visualizações 193
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 23 - Capítulo 23


Fanfic / Fanfiction Dallas Forever - Capítulo 23 - Capítulo 23

Fui até o quarto e cai sobre minha cama. A raiva foi crescendo dentro de mim, e eu agarrei meu edredom com as duas mãos e gritei. Eu me sentei e olhei em volta do meu pequeno quarto. A dor dentro de mim era muito pior do que eu jamais imaginei que poderia ser. Meu peito estava pesado, e meu coração despedaçado, me perfurando por dentro. Eu cerrei meu queixo, com as minhas mãos agarrando a cama. Eu arranquei meu edredom de cima de mim, e joguei longe no quarto. Eu arranquei meus lençóis e me fechei embaixo deles, para que mascarassem os sons dos meus gritos.

Fui até a cozinha pegar um copo de água para tentar acalmar, mas joguei o copo na parede, olhando ele quebrando em pedaços pequenos como o meu coração. Olhei ao redor. Eu peguei a minha mesa, e a derrubei, a gaveta caindo e deixando minha lista deitada no chão. Eu peguei e olhei para ela. Eu segurei na mão o conteúdo da minha lista. Uma lista de todas as coisas que eu precisava e queria fazer antes de morrer. Eu amassei o papel e o joguei no chão.

Eu fui para o banheiro. Eu estava com tanta raiva da minha vida e pelo que eu fiz para Cameron, que mal conseguia ver direito. Cheguei na banheira e agarrei a minha navalha que estava encostada na borda. Eu peguei a lâmina, e a segurei contra a cicatriz do meu pulso, eu ia acabar com esta dor agora. Olhei para a lâmina que encaixava perfeitamente com a minha cicatriz, enquanto as lembranças daquela noite vieram à tona em minha mente. Eu joguei a lâmina longe. O que diabos eu estava fazendo? Eu caí para trás soluçando, e senti alguém envolvendo os braços em volta de mim.

– Está tudo bem querida, eu estou aqui. – sussurrou Sofia. Ela olhou para baixo e pegou a lâmina, e então ela olhou para os meus pulsos. – Jesus Dove.

Nós sentamos no chão do banheiro durante o que pareceu uma eternidade. Ela me ajudou a levantar e me levou para o quarto.

– Eu vejo que você estava em uma onda de destruição.

Eu me sentei no chão, com meus joelhos no meu peito enquanto ela arrumava minha cama. Eu senti como se tivesse acabado de ter um colapso nervoso, como se tudo o que aconteceu na minha vida, apenas tivesse me batido de uma vez só. Sofia me pegou pelos ombros e me ajudou a levantar. Ela foi até a minha gaveta, pegou uma camisola e me ajudou a vesti-la. Eu me sentia como uma boneca de pano, com meus braços e pernas moles. Subi na minha cama e Sofia me cobriu com as mantas. Ela deitou ao meu lado, e colocou os braços em volta de mim.

– Cameron me ligou e me contou tudo, Dove. Eu sinto muito, e eu queria que você tivesse me contado sobre o câncer, mas agora não é o momento para falar sobre isso. – disse ela, enquanto empurrava meu cabelo do meu rosto. – Durma um pouco, eu não vou a lugar nenhum, apenas descanse por agora, e vamos conversar quando você acordar.

Eu não disse uma palavra, eu não podia. Eu só balancei a cabeça e adormeci em um sono profundo.

Eu acordei e olhei ao redor do quarto. Me sentei na beira da cama, quando Sofia entrou.

– Finalmente, você está acordada.

Eu bocejei e passei a mão pelo meu cabelo. – Quanto tempo eu dormi?

Ela colocou as mãos nos quadris e torceu o rosto, como se não quisesse me dizer.

– Dois dias.

Meus olhos se arregalaram. – O que? Dois dias? Sofia, por que você não me acordou?

Ela veio e se sentou na beira da cama.

– Querida você obviamente precisava. Quando eu a encontrei no chão do banheiro, Deus Dove, eu pensei que você...

Ela virou a cabeça e olhou para a parede.

Eu peguei levemente sua mão. – Eu sei Sofia, e eu sinto muito.

Ela deitou a cabeça no meu ombro. – A única coisa que importa é que você não fez. Você está acordada agora, e precisa comer. Blake fez uma sopa de macarrão com frango mais deliciosa do mundo.

Eu olhei para ela com uma careta. – Quem é Blake?

Ela inclinou a cabeça e sorriu. – Dr. Gostoso, ele estava aqui me ajudando, enquanto você estava dormindo.

Revirei os olhos. – Sério Sofia, você disse a ele tudo?

– Sim Dove, eu contei, estamos nos encontrando agora, e eu precisava de alguém para conversar, além disso, ele tem sido de grande ajuda.

Eu levantei e me senti tonta. Sofia agarrou meu braço. – Você precisa comer, Dove, já se passaram dois dias.

Ela me ajudou a caminhar até a cozinha. Tudo o que eu podia sentir era o aroma da sopa de galinha, e estava incrível. Eu não tinha vontade de comer, mas meu corpo me dizia o que eu tinha que fazer. Me sentei à mesa, enquanto Sofia colocou a tigela de sopa na minha frente.

– Coma!

– Onde está o meu telefone? – Eu perguntei a ela.

– Está no canto da mesa, eu carreguei ele para você.

Me aproximei, puxei para fora do carregador e liguei. Eu esperei pacientemente meu telefone ligar, para que eu pudesse ver se Cameron me mandou uma mensagem ou me chamou. Não havia nada, nem mesmo uma mensagem de voz. Eu deveria ter começado a chorar, mas não havia mais lágrimas em meus olhos.

Sofia se sentou perto de mim, enquanto eu lentamente comia a sopa que Blake tinha feito. – Chloe, por que você não me contou que seu câncer voltou? Eu pensei que nós éramos melhores amigas?

Eu não conseguia olhar para ela, porque eu tinha vergonha. Eu sabia que o meu segredo iria machucar as pessoas próximas a mim. Eu já vivi isso, e eu não podia passar por isso novamente.

– Sofia, eu sinto muito por não lhe contar. Eu queria dizer a você, acredite em mim, mas eu não podia suportar ficar na sua frente e ver o olhar em seu rosto, depois que eu lhe falasse. Já foi ruim o suficiente quando tive que dizer a Thomas.

Ela estendeu sua mão para tocar a minha, que estava descansando sobre a mesa.

– Dove, eu teria ficado com você e te apoiado. Eu realmente não consigo entender por que você não me contou. Eu percebo que você estava com medo, e você não queria que eu me preocupasse, mas o que você vai fazer? Apenas deixar ir e morrer em paz?

Me levantei da mesa e me sentei no sofá, abraçando meus joelhos no meu peito e enterrei minha cabeça em minhas mãos.

– Minha vida parece que é feita para ferir as pessoas, Sofia. Eu preciso que você entenda isso. Depois que minha mãe morreu, eu fiquei como um lembrete dela para o meu pai, e isto o machucava tanto, que ele teve de beber até morrer, apenas para lidar com isso. Então lá estava a minha tentativa de suicídio e o câncer.

Eu podia sentir as lágrimas começarem a brotar de volta à vida.

Sofia se sentou ao meu lado, e colocou o braço em torno de mim, me puxando para mais perto. – Eu entendo de onde vem seus receios Dove, mas você quer saber o que eu acho? Eu acho que você tomou a decisão errada ao não contar a ninguém, especialmente a Cameorn, e agora você tem que lidar com as consequências. Sinto muito, eu não quero te chutar quando você já está caída, mas você não contar a ninguém causou mais dor, do que se você tivesse sido honesta desde o início.

Encostei a cabeça em seu ombro. – Eu sei Sofia, me desculpe, eu espero que você possa encontrar espaço em seu coração para me perdoar.

– Eu posso e já te perdoei Dove, mas você tem que me prometer que vai chamar o médico e iniciar o tratamento imediatamente porque... – Sofia começou a chorar. – Eu não posso imaginar minha vida sem você.

Eu me virei e a abracei com força. – Eu sinto muito, e eu prometo procurar ajuda.

Sofia se levantou para limpar a cozinha, enquanto eu fui tomar um banho. Eu me vesti e coloquei meu casaco.

– Desculpe-me, onde você acha que está indo? – Ela perguntou.

– Eu tenho um par de coisas que eu preciso fazer.

– Eu não acho que seja uma boa ideia você ir a qualquer lugar.

Eu ri levemente: – Você é minha mãe agora?

– Não, mas eu me preocupo com você e eu quero que você fique segura, Oh Deus, eu soei como uma mãe agora. – ela deu uma risada.

– Eu não vou demorar, eu prometo.

Eu saí pela porta e desci as ruas lotadas. Você poderia pensar que o frio no ar iria relaxar meus ossos, mas cada parte da minha existência já estava dormente.

Andei até a próxima quadra, até chegar a uma igreja que eu admirava desde que me mudei para Nova York. Eu precisava buscar consolo na casa de Deus. Eu tinha perguntas não respondidas e negócios inacabados. Eu alcancei os degraus da igreja e abri a porta pesada que levava para dentro. Eu queria visitar esta igreja desde que me mudei para cá, mas Thomas não era muito fã de igreja, e não queria ir comigo.

Olhei para a beleza dos vitrais que ultrapassavam as janelas e muitas fileiras de bancos de madeira que estavam diante de mim. Eu me ajoelhei em um dos bancos da igreja e disse – Olá a Deus – antes de me sentar.

Eu olhei para o altar, enquanto as lembranças de minha infância desfilavam diante dos meus olhos; minhas memórias sentada em um banco como esse, na primeira fila, olhando para o caixão de madeira grande que guardava a minha mãe. Meu pai segurando seu rosto chorando, enquanto estranhos ao redor me lançavam seus olhares simpáticos.

Uma única lágrima caiu de meu olho. Quando eu a limpei, um homem com uma túnica branca sentou-se ao meu lado.

– Bom dia minha criança, há algo que eu possa fazer por você?

– Olá, Padre, eu só estou aqui porque tenho alguns negócios inacabados com Deus.

Ele me deu um olhar surpreso. – Negócios inacabados, hein?

Olhei para baixo e entrelacei meus dedos. – Sim, eu preciso de algumas respostas a algumas questões sobre minha vida, e eu estava esperando consegui-las aqui.

O padre se sentou e me escutou, enquanto eu contava a ele tudo sobre a minha vida. Eu confiei nele sobre a morte da minha mãe e do meu pai, a minha antiga batalha e agora recorrente com o câncer, e como escondi a verdade de Cameron. Eu não contei a ele sobre minha tentativa de suicídio, mas não foi muito difícil para ele descobrir, quando eu levantei a minha mão e empurrei meu cabelo atrás da minha orelha. O padre olhou para mim e tocou levemente meu pulso.

– Você é um sobrevivente e Deus lhe deu uma segunda chance na vida.

Eu balancei a cabeça. – Eu sei disso padre, mas o que há de bom em uma segunda chance, se não vou viver uma vida plena por um longo tempo?

Ele acariciou minha mão suavemente. – Você não sabe se você não vai viver uma vida plena por um longo tempo, e não importa o que você passou antes, o que importa é que você sobreviveu. Deus não vai lhe dar mais do que você possa suportar. Ele sabe que você é forte o suficiente para lidar com isso de novo.

Olhei para baixo e mordi o lábio. Minhas emoções estavam em todo lugar.

– A quimio foi horrível. – eu sussurrei.

– Quimio não é supostamente para ser divertida, mas você sobreviveu e isto te fez mais forte. O que você precisa entender é que a sua recusa em receber o tratamento, é apenas uma outra forma de suicídio.

Eu olhei para o seu rosto, meus olhos ardendo com as lágrimas. Ele estava certo. Eu nunca pensei que o que eu estava fazendo era uma forma de suicídio. Ele pegou minha mão e a acariciou mais uma vez, ele sorriu e foi embora.


Notas Finais


Continua...
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Oi gente, gostaria que c's desem uma olhada na fic de uma amiga ( https://www.spiritfanfiction.com/historia/miss-aurora-13709740 ) só tem três capítulos mas super recomendo♥ (P.S. eu tô ajudando ela com a fic)


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