História Damage - Capítulo 2


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Categorias EXO, Red Velvet
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Irene, Joy, Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Seulgi, Wendy, Wu Yifan (Kris Wu), Yeri, Zhang Yixing (Lay)
Tags Baekyeol, Chanbaek, Seulrene, Taoris, Xiuchen!side
Visualizações 9
Palavras 1.984
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá~
Aqui estou com o segundo capítulo. Eu juro que essa fanfic não vai parar no segundo.

Capítulo 2 - Enquanto estivermos aqui juntos, eu vou te salvar disso


.

Yifan tirou o celular de seu bolso, procurando em sua lista de contato o nome da única pessoa que poderia o compreender. Depois de pouco menos de um minuto, o rapaz o atendeu.

— Kris! Por que não voltou pra casa? Eu te liguei várias vezes e você não me atendeu, quase morri de preocupação! — A voz era baixa, quase imperceptível, porém sentia e sabia por algumas pequenas falhas em meio a fala que o rapaz havia chorado. — Taozi, você estava chorando, não é? — O outro parou soltando um suspiro sôfrego do lado oposto a linha.


— Kris... Eu achei que tivesse perdido você também. — Yifan pôde ouvir Zitao chorando enquanto tentava falar completando com dificuldade. — Você e o Yeol são os únicos que eu tenho...


— Então desça aqui fora, Taozi. Temos que ir ver o Senhor Zhang e eu te trouxe uma coisa pra que eu possa ver seu sorriso novamente. — Disse Yifan, sorrindo mesmo que o outro não pudesse ver.


Zitao levantou-se do canto frio entre a cama e a parede correndo em direção a janela, olhando Yifan parado em frente a casa - compartilhava ela com seu irmão mais novo e o outro chinês - e acenando para si enquanto desligava a chamada. Gesticulava para que descesse, enquanto Zitao encostado a janela gesticulava em um pedido silencioso para que o esperasse.


Saiu do quarto, abrindo a porta devagar e fechando silenciosamente. Olhava para os lados do corredor enquanto tentava andar silenciosamente afim de não atrair o interesse de Chanyeol. Falhou no que tentava fazer quando este esbarrou em si segurando um prato com uma fatia de bolo e um copo de refrigerante, acabando por derrubar um pouco no chão.


— Caralho, Tao! Que susto! Você enlouqueceu? Tá' fugindo de quem? — Zitao se assustou com o garoto, levando sua mão direita a altura do coração.


— Não xinga, Yeol! — Estapeou levemente o braço do irmão, que riu da reação do mais velho. — Eu vou sair com o Fan, tudo bem?


— Sim, até daqui a pouco. — Zitao abraçou o garoto, que resmungou o empurrando enquanto tentava equilibrar o lanche. — Juízo vocês dois.


— Claro, Yeollie. Até depois. — Continuou seu caminho, abrindo a porta e logo deparando com Yifan sorrindo brevemente para si e o puxando para perto.


— Kris! — o rodeou com seus braços. — Vamos dar um fim nisso? Você conseguiu tomar de volta a minha identidade?


— Sim, entra no carro. Zhang me falou que estão atrás do Byun. — Yifan se afastou do loiro, abrindo a porta do automóvel preto para o outro entrar.


— Ele é seu amigo, não é? — Yifan acenou em positivo, dando partida no carro.
Zitao olhava pela janela, a rua escura estando apenas iluminada pelas luzes nos postes e pela lua cheia. Contemplou um pouco a noite bonita e de céu estrelado, que temia ser a última.
Ansiava dar um fim em sua vida dupla tanto quanto ansiava ter seu verdadeiro irmão mais novo de volta. E sabia que Wu também desejava reencontrar a mãe, afinal, continuou tudo isso por ela.


— Hoje é o pior dia da minha vida. — Yifan soltou as palavras sem nenhum contexto, olhando para a estrada, completamente apático. — Minseok e Baekhyun pareciam tão felizes hoje... Eu não queria ter feito isso... Traí meus únicos amigos. Estraguei suas vidas e as nossas também.


— Kris, você não teve escolha. — Zitao encarava Yifan com as sobrancelhas arqueadas complementando um olhar triste sem nenhum vestígio de esperança. — Acima de ser por sua mãe e meu irmão, é por nossas vidas...


— Eu sei, hoje vamos dar um fim nisso tudo. — Zitao concordou sorrindo melancólico para o chinês. — Luhan deve estar bem grande, não é?


Tao riu do comentário meneando a cabeça.


— Eu quero tanto ver ele. Meu irmão já tem treze anos, nem deve lembrar de mim... É até mais velho de que quando começamos a criar Chanyeol. — Assim que mencionado o nome do garoto, Yifan desfez o breve sorriso. Voltou a sua expressão apática molhando os lábios secos pelo estresse do dia com sua própria língua.


— Taozi, você sabe que Zhang vai querer o garoto de volta, não é? — Zitao o olhou perdido, não poderia perder outro irmão.


Era certo que Chanyeol não era realmente seu irmão mas havia o criado como se fosse. Não aceitaria que Zhang o tirassem de si, eram uma família. Os três juntos. Yifan estacionou o carro em frente a porta de uma grande mansão, a qual foi aberta e ele pôde entrar.

Tirou o cinto de segurança, puxando a mochila de Minseok tirando os documentos e entregando a Zitao.


— Seus documentos originais e os falsos estão com você?


— Sim, Kris. Você precisa deles?


— Me dê os falsos. — O mais alto pegou rapidamente as cópias e os documentos falsos de Huang os rasgando e entregando as tiras de papéis a Zitao que o olhava espantado.


Logo, procurou por sua própria mochila tirando de um dos compartimentos um frasco de álcool pequeno, um pacote de fósforos e um casaco.


— Queime todas as provas e cubra seu rosto com o capuz. — Disse Kris, erguendo o capuz preto do casaco que trajava.


— Quê? Você enlouqueceu? — Zitao tentava rebater afim de encontrar uma resposta pra tal atitude.


Yifan segurou na mão de Tao, chamando sua atenção.


— Você confia em mim? — O loiro assentiu em positivo, o olhando assustado. Zitao fez o que seu parceiro o pediu, guardando o que usaria para incinerar em seus bolsos. — Não fica assustado, mas tem alguém no porta-malas. — O mais alto disse baixo, tentando manter a calma do outro que já estava inquieto.


Porém, só piorou quando soube de uma pessoa no porta-malas. Se perguntava o porquê de Kris não ter o avisado antes. Poderiam terem sido pegos por portar uma pessoa ali, nem ao menos sabia se estava viva ou morta.


Obviamente, se desesperou. Seu companheiro realmente seria capaz de matar alguém? Zitao sabia que já tinham feito muitas coisas ruins e ocasionado o fracasso e a possível morte de muitas pessoas, ação que se arrependia e amargava dentro de si desde a hora que acordava e tinha a necessidade de continuar sua vida dupla, até a hora que ia dormir.


— Como assim tem um morto no porta-malas, Kris? — Se afastou de Yifan.


— Você só pode estar maluco, Tao, ele não está morto. Temos que ser rápidos, então, faça tudo parecer natural. Por nós, tudo bem? — Perguntou Yifan, ainda segurando a mão do companheiro que acenou em positivo.


— Por todos nós. — Zitao respirou fundo, continuando o que devia ser feito.


Ambos saíram do carro, indo até o porta-malas com certa pressa enquanto ouviam passos dos capangas de Lay se aproximarem.


— Trouxeram o que o senhor queria? Ele está esperando por vocês em seu escritório, depois vão para a sala de jantar. — Disse um dos homens carregando um fuzil.


Yifan acenou em positivo abrindo o porta-malas, o homem se aproximou encarando os dois com um olhar julgador.


Os homens que portavam armas grandes se reuniram conversando baixo entre si e logo o único que não tinha nada em mãos se aproximou do carro pegando Minseok nos braços, o levando para a mansão, sendo acompanhado pelos chineses que carregavam pastas com documentos.


— Senhor Lee? — chamou-o Yifan enquanto se aproximava o suficiente para que pudesse ver de perto o rosto de Minseok, o homem um pouco mais baixo que Yifan parou o encarando ainda sério. O chinês reuniu o pouco de coragem que tinha e continuou questionando o homem, com o mínimo de esperança de saber. — O que vão fazer com ele?


O homem o ignorou e seguiu seu caminho entrando na mansão, seguindo corredores diferentes.
Zitao, percebendo a preocupação do outro enlaçou seu corpo de lado com os braços e seguiram o caminho abraçados até o escritório em que encontrariam Zhang Lay.


Yifan ergueu a mão direita diante da porta de madeira maciça escura, batendo nela com o punho pressionado duas vezes logo ouvindo a confirmação de que poderiam entrar. Adentraram a sala devagar e com a cabeça baixa, pedindo licença e desejando um boa noite baixo ao seu "chefe".


O homem chinês sentado em uma grande cadeira almofadada roxa com a estrutura de madeira sorria cinicamente.


— É um prazer recebê-los aqui. — Afirmou afastando os documentos e abaixando a tela de seu notebook.


— Para nós também, senhor. Mas viemos aqui trazer a documentação que nos pediu. — Proferiu Kris em um fio de voz. Se aproximou da mesa entregando para o homem moreno que emanava uma áurea forte e pesada.


— Muito bem... — Lia rapidamente a papelada, que parecia estar em ordem, sorrindo minimamente. — Parece que está tudo aqui.


— Nossa parte do acordo. — Ditou Tao seco e breve, surpreendendo os outros homens.


— Claro. A parte de vocês. — Suspirou sorrindo e passando a mão pelo rosto e cabelo, que formava um topete bem penteado e sedoso. — Combinamos que caso conseguissem tudo eu iria dar notícias sobre seus parentes, certo? — Ambos acenaram em positivo ansiando pela resposta, precisavam reencontrá-los.


Kris sentia falta de sua mãe amorosa e sabia como seu Taozi sofria pela preocupação e saudades do irmão mais novo.


— Eles estão em boas mãos, rapazes. Não precisam se preocupar. Deus está cuidando de ambos.

 — Os mais novos se espantaram, a respiração havia rapidamente se tornado descompassada e a mente apenas tinha pensamentos desconexos tentando compreender o que o chefe da mafia queria dizer com aquilo. Mesmo sendo um homem misterioso e fechado, eram próximos o suficiente para saber que Lay era de longe alguém confiável. Sabiam também de que sempre havia algo entrelinhas com esse cara.


Em meio ao nervosismo e confusão causados pela ambiguidade exagerada do mais velho, Zitao esbravejou:


— ME DEIXA VER MEU IRMÃO! O QUE VOCÊ FEZ COM ELE, SEU PSICOPATA DE MERDA?! — Socou a mesa em desespero, sendo aparado por Kris quando o abraçou olhando para Lay esperando alguma resposta. O homem estava encostado em sua cadeira relaxado, segurando seu rosto sobre as mãos entrelaçadas enquanto analisava a expressão de exaspero.


— Lay, queremos ver eles. Fizemos tudo o que pediu, isso não é justo. — Lay soltou uma forte e alta gargalhada, arqueando as sobrancelhas.


— Esse não é o local, nem somos as pessoas certas para falarmos de justiça. — Lay meneou a cabeça, abaixando-a enquanto negava. — Eu sabia que já era hora de meus dois meninos descobrirem a verdade. Mas me prometam, crianças... Vocês não ficarão muito chateados e nem irão chorar, tudo bem? — Se levantou, indo para trás dos rapazes parados a sua frente, puxando duas cadeiras quase sempre esquecidas para que eles pudessem sentar.


— Taozi, seu irmão me deu muito trabalho. Precisava de uma babá para ele, alguém como você é para o Chanyeol — com uma breve pausa para acariciar o ombro dele com o polegar. — Então me surgiu a oportunidade de alguém muito confiável cuidasse dele para nós. — Lay ditava calmo mesmo com o olhar confuso que o loiro o lançava. — Admito ter duvidado da capacidade de vocês, então negociei um bom valor pelo garoto.


Um silêncio sôfrego pairou pela sala e após algum tempo só foi possível ouvir Zitao gritar e chorar. Yifan fechou os olhos, deixando as lágrimas caírem enquanto ainda abraçava o loiro.


— E a minha mãe? — Questionou baixo olhando para Lay.


— Não queria te preocupar com isso, Kris. Ela realmente te amava e me implorou para que não fizesse mal algum a você. Não seria capaz de qualquer forma.


Zitao estava possesso, poderia matá-lo ali e agora. Em um momento em que foi tomado por seus sentimentos exaltados, partiu para cima de Lay o acertando um soco no rosto. Kris mesmo fraco e tonto pelo peso daquela notícia, segurou seu companheiro o tirando de perto do chinês mais velho.


— Kris! Tira ele daqui agora! — Lay gritou.


Kris o puxou para fora da sala, fechou a porta e o abraçou acariciando os cabelos do loiro que chorava em seu ombro, o ouviu falar:


— Eu nunca mais vou ver meu irmão, Kris.


— Vamos dar um jeito, Taozi. Você precisa ter coragem, eu preciso salvar você

 

 


Notas Finais


Respeitem os shipps do coleguinha. Até a próxima e procurem não se meter em problemas!


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