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História Damas Imperfeitas - Capítulo 28


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Notas do Autor


Oh senhor quanto mais perto do final eu chego mais eu acho que ainda não tá ficando bom e acabo tendo um bloqueio criativo!
Me desculpem por essa demora...

Capítulo 28 - Vinte e Sete


Autora’s POV.

Tenten ofegava segurando o revólver com uma mão enquanto a outra mantinha-se em seu peito tentando resistir a dor do ferimento que havia em seu peito. Lee apareceu em alguns milésimos de segundos correndo no encalço da senhorita, segurando-a para evitar que a dor a fizesse desmaiar enquanto Neji verificava se seu irmão ainda tinha pulso. O silêncio era profundo e todos ali presentes observavam Orochimaru desfalecido manchando a cada vez mais o piso de vermelho. Acordando de seu transe, Sakura correu para acudir Tokuma, checando seus batimentos e sua respiração antes de arrancar parte do tecido fino de seu vestido para estancar o sangue e fazer um torniquete na coxa do rapaz. Após ter certeza de que seu irmão ainda tinha tempo, Neji correu para Tenten, que se mantinha escorada no corrimão com a ajuda de Lee. Seus olhares se encontraram e mesmo em meio à crise, Neji não pode deixar de sorrir para ela, apoiando-a em seus braços antes de pegá-la no colo de vez. Tenten esforçava-se para encará-lo enquanto um sorriso lateral surgia em seu rosto, mas a dor e o cansaço eram mais fortes.

— Você acordou... – Sussurrou ajeitando-a em seu colo.

— Acho que por pouco tempo... – Tenten disse sorrindo com a voz rouca.

— Vai ficar bem. Cuidarei de você.

— Tenten... – Sakura correu até sua irmã antes que ela terminasse de fechar seus olhos.

— Ela ficará bem. Agora precisamos nos preocupar com ele... – Sasuke aproximou-se tentando não retirar seus olhos de Orochimaru. — Chamaremos o detetive?

— É o correto. Amarre-o bem e conte tudo ao Kakashi. – Neji deu um passo acima nos degraus da escadaria. — Sakura... Não deixe que nenhum dos dois morra... Eu volto logo. – Pediu subindo mais degraus. — Lee venha comigo. Tem explicações a me dar.

Todos acenaram em concordância enquanto Neji subia com cuidado até alcançar o terceiro andar do Hotel, dirigindo-se de volta ao seu quarto, depositando Tenten na cama novamente para que voltasse a descansar. Lee fechou a porta atrás de si já sabendo o que viria de Neji para si, mas mesmo assim aguardou em silêncio no canto do quarto dando espaço para seu senhor e Tenten.

— Mal posso acreditar que acordou mesmo... – Afagava seu cabelo com leveza. — Então não é mesmo enfermeira... – Sorriu permitindo-se esquecer de tudo por alguns segundos.

— Não... – Sussurrou voltando a abrir seus olhos enquanto esforçava-se para levar sua mão até a mão de Neji. — Academia de tiro para cadetes... Meu pai era conhecido então me deixaram estudar lá. – Disse pausadamente em baixo tom. — Neji eu preciso te dizer que... Eu... Eu ouvi-

— Shh. Tente descansar. Vou estar aqui pra você logo. – Beijou sua testa rapidamente. — Descanse agora... Volto logo.

Neji levantou-se da cama e fechou a pequena divisa de correr que havia em seu quarto, separando a área de lazer do espaço onde a cama se encontrava. Olhou para Lee cerrando os olhos, o que fez o camareiro recuar um passo e desviar seu olhar.

— Você tinha uma tarefa Lee! Uma! – Sussurrou na expectativa de não atrapalhar Tenten, mas ainda sim havia ranço em sua voz. — Era pra mantê-la segura, vigia-la. Como foi que ela chegou lá embaixo, e armada ainda?!

— Me desculpe senhor, mas a senhorita Tenten é muito persuasiva e teimosa! Assim que acordou tentei mantê-la na cama e a expliquei o porquê, mas assim que terminei de explicá-la, ela levantou-se e apanhou a arma na gaveta. Sinto muito senhor, mas ela ameaçou meu emprego e disse que passaria por cima de mim!

— E você a deixou descer sozinha?!

— Não senhor! Eu estava em seu encalço, mas a senhorita me solicitou um agasalho urgentemente, então tive que voltar correndo para pegá-lo! Eu a disse para me esperar, mas ela continuou caminhando! Sinto muito senhor! Fiz o meu melhor! – Lee encolhia-se e dizia tudo rapidamente quase sem respirar. Neji suspirou fundo relaxando sua expressão.

— Seja mais firme da próxima vez... – Era quase como um pedido de desculpas, o que fez com que Lee relaxasse seu corpo. — Voltarei lá para baixo. Mantenha-a aqui! Logo estarei de volta.

Lee acenou firmemente demonstrando um pulso mais forte para a sua próxima tarefa, o que deixou Neji satisfeito o suficiente para apenas sorrir e sair de seu quarto o trancando para concentrar seus pensamentos apenas no que havia ocorrido no saguão. Um grande alívio o inundava ao mesmo tempo em que um tremor interno deixava calafrios em seus órgãos, sentindo medo de perder mais alguém. Assim que chegou ao térreo deparou-se com a rainha Tsunade cuidando dos ferimentos de seu irmão enquanto Sakura concentrava-se em manter Orochimaru vivo para que pudesse explicar-se. O ódio no coração de Neji ao ver Orochimaru em sua frente crescia a cada vez mais, a cada momento em que voltava a se lembrar do que o maitre havia feito com Tenten, ferindo-a daquela maneira, quase a tirando dos braços dele. Cerrou o punho e aproximou-se devagar rangendo os dentes, mas foi impedido por Sasuke, que notou as expressões de irá no rosto e corpo de seu amigo. O duque Gasta retornou de dentro do escritório dos diretores, o que tomou completamente a atenção de Neji.

— O que fazia lá dentro? – Neji Questionou franzindo o cenho.

— Eu disse a ele para que chamasse o detetive enquanto eu amarrava o maitre. – Sasuke explicou-se arqueando a sobrancelha para seu amigo.

— Tudo bem, o detetive está a caminho?

— Chegará em breve. – Gaara foi sucinto.

— Ham-ham. – Hizashi chamou a atenção para si, observando o caos em que todos estavam envolvidos.

— Pai? O que faz aqui?!

— Estranhei a ausência de todos os jovens na despedida, ainda mais quando o diretor deveria fazer um discurso para sua família. – Sua calma era espantosa. — O que diabos aconteceu por aqui?! Oh meu Deus... – Vislumbrou seu filho sendo atendido pela rainha. — Tokuma... – Correu até seu corpo.

— Acalme-se senhor Hyuuga e deixe que eu faça meu trabalho! – Tsunade impôs-se ao observar o desespero se formando no rosto amedontrado do senhor Hizashi.

— O que está acontecendo aqui?! – Exigiu mais uma vez por uma resposta. Neji aproximou-se colocando a mão em seu ombro.

— Ele foi ferido por Orochimaru, papai. – Neji tentou manter-se calmo embora houvesse desespero e medo dentro de seu peito. — Orochimaru era quem estava ferindo as senhoritas deste hotel. Por favor, volte para dentro e mantenha a todos os outros tranquilos! – Neji mal terminou sua frase quando ergueu os olhos e observou a porta principal do grande salão se abrindo e dando a todos os outros convidados a visão do terror que ocorria no saguão.

— Céus... Quer merda é essa? – Asuma aproximou-se apagando seu cigarro no chão e prontificando-se a ajudar.

— Atenção! Peço calma a todos! – Neji vociferou subindo alguns degraus para ser visto e ouvido.

— Por favor, afastem-se dos médicos! – Sasuke ajudou-o a manter o controle junto a Itachi, Deidara e Naruto, enquanto o duque posicionava-se ao lado de Neji.

— O que foi que vocês fizeram?! – Mebuki aproximou-se fixando o olhar em todo aquele caos.

— Capturamos o assassino que tem causado horror neste hotel nas últimas semanas. – Neji procurou ser direto. — Orochimaru, o maitre deste recinto era o culpado. Infelizmente meu irmão acabou sendo ferido, mas a Vossa Alteza já está cuidando de seus ferimentos. Por favor, peço que se acalmem e voltem aos seus quartos para que o local seja de livre investigação aos detetives!

— Creio que esta é nossa deixa para ir embora deste lugar. – Fugaku franziu o cenho colocando um semblante de repugno em sua face.

— Concordo. Já foi um dia bem cheio, não precisamos de mais problemas. Vamos Hinata. – Hiashi estendeu a mão para sua filha, que hesitou em segurá-la levando a mão ao peito.

— Querida?

— Na verdade tio devo aproveitar a deixa para anunciar algo... – Neji tentou ser ágil em inventar algo para que sua prima ficasse consigo, mas em meio a tantas tragédias, sua mente estava turva. — Venha aqui prima...

— O que está havendo? – Perguntou confusa assim que chegou ao seu lado.

— Perdão Hinata... – Sussurrou segurando em seus ombros deixando-a a frente de seu corpo. — Venho anunciar o casamento de minha prima! Finalmente encontrei o cavalheiro perfeito, e por isso exijo que minha prima seja minha protegida aqui neste hotel. – Encarava Hiashi o tempo todo, e via o olhar de rancor crescer em seus olhos.

— E quem seria este cavalheiro? – Hiashi aproximou-se o encarando.

— Na... Naruto... Uzumaki!

Sua respiração era escassa. As pernas de Hinata hesitaram quase a levando ao chão, mas Neji a segurou. Sakura olhou-o boquiaberta parando seus atendimentos a Orochimaru. Naruto congelou onde estava arregalando seus olhos primeiro para Neji e depois para todos os olhares de julgamento que se formavam ao redor do camareiro. Os burburinhos começaram a tomar força enquanto Hiashi não tirava seus olhos de seu sobrinho, que fazia o mesmo não hesitando em enfrentá-lo. Ino correu até Hinata para acudi-la abandando suas próprias mãos para ventilar seu rosto enquanto todos se mantinham boquiabertos com a repentina notícia. Os murmúrios foram cessando gradativamente quando a risada perversa de Hiashi começou a soar pelas quatro paredes do saguão.

— O camareiro?! – Disse em meio aos risos em tom sarcástico. — Já o ouvi fazer piadas melhores!

— O que significa isso senhor Hyuuga? – Mebuki parecia alterada ao mesmo tempo em que parecia temer ao conhecimento que Neji poderia ter obtido.

— Naruto não é um simples camareiro... – Neji continuou. — É um senhor! Um senhor que possui bens e honra, mas foi privado de tudo pela ganância e maldade da senhora Haruno!

— Como é? – Mebuki tentou aproximar-se, mas Sasuke a impediu segurando-a pelos ombros.

— Tenho provas de que Naruto é um senhor da extinta família Uzumaki.

Neji olhou para Karin, que se encontrava entre a multidão, buscando conforto para si mesmo de que os documentos que ela encontrou o ajudariam naquela situação, e para sua alegria Karin acenou positivamente para ele confirmando que Neji deveria prosseguir com aquilo. A respiração de Naruto era forte, pesada e quase não era o suficiente para encher seus pulmões. Seu olhar mantinha-se perdido nos olhos perolados de Neji, incrédulo, chocado e sem qualquer tipo de reação aparente senão desespero. A vontade que tinha naquele momento era de simplesmente sumir, desaparecer. Olhava vagamente para cada um de seus amigos ali presentes, imaginando se era verdade, e a quanto tempo cada um deles teria escondido a informação dele. Sasuke abraçou Naruto pelos ombros quando o viu em desolação, mas ainda assim ele parecia aéreo, apenas trocando olhares com todos os presentes. Seus olhos se umedeceram quando encontrou o olhar confuso e espantado de Hinata, sentindo a respiração faltar, Naruto deu um passo atrás enquanto via Karin aproximar-se dele, pronto para correr dali o mais depressa possível. Sasuke abraçou-o mais forte e saiu com seu amigo rumo as escadas o levanto para seu quarto.

— Dr. Asuma, pode assumir por mim? – Sakura solicitou-o levantando-se para ir atrás de seu amigo assim que o doutor se colocou em seu lugar.

— Sakura espere! Isso é mentira! Esse garoto não passa de um estrume! – Mebuki correu para segurar seu pulso.

— Cale-se! – Sakura livrou-se de sua mão e seguiu para cima.

— Isso não é tudo. – Gaara anunciou de repente. Neji olhou acenando negativamente, mas o duque apenas sorriu lateralmente. — Anuncio oficialmente meu noivado. – Todos surpreenderam-se. Ino encarou os olhos esverdeados de Gaara incrédula enquanto uma magoa profunda crescia em seu coração.

— Não é o momento, duque. – Neji sussurrou, mas havia determinação no olhar de Gaara.

— Escolhi Ino Yamanaka como minha duquesa.

Ino olhou-o boquiaberta parando de abanar sua amiga, que ainda estava mole e aérea nos braços de Neji. Ino suspirava rápido, perdendo o folego até sentir seu corpo começar a cair para o lado, fechando seus olhos e entregando-se a fraqueza que tomou conta de seu corpo, sendo segurada por Gaara a tempo, antes de cair completamente escada abaixo. Algumas senhoritas que haviam se hospedado no hotel para tentar conquistar um espaço no coração do jovem duque também desmaiaram ao perder a chance de um ducado. As burburinhas aumentaram ainda mais com o pronunciamento repentino de Gaara, causando grande alvoroço não apenas nos convidados pomposos daquela tarde, mas também aos amigos de Ino, que ainda não sabiam como reagir a aquela notícia.

— Mas que zona é essa?! – Mebuki vociferou arfando enquanto posicionava-se frente aos dois cavalheiros. — Este é meu hotel! Eu o dei a posição que ocupa agora! Acha que pode contar essas mentiras e difamar meu nome?! – Ergueu sua mão e preparou-se para desferir um forte tapa no rosto de Neji, mas Hinata finalmente voltou a si e pôs seu braço na frente do rosto de seu primo, defendendo-o enquanto todos assistiam ainda mais pálidos.

— Se isso for mesmo verdade... Se Naruto não for um camareiro... Eu mesma acabo com você! – Hinata pôs-se de pé inflando o peito e encarando-a severamente.

— Pelo amor dos deuses Hinata! Seja como for não se casará com um qualquer! – Hiashi franziu o cenho para ela.

— Não papai, seja como for, seja ele quem for, é com ele que me casarei! – Neji abraçou-a pelos ombros dando-a apoio.

— Ela tem a minha benção, como guardião legal da família. – Sorriu contando vantagem.

— Seu insolente! – Vociferou aproximando-se em passos rápidos.

— Basta! – Tsunade levantou-se com as mãos ainda ensanguentadas, limpando-as em seu próprio vestido enquanto Jiraya aproximava-se para dar-lhe apoio. — Bando de hipócritas arruaceiros! – O silencio foi instalado no recinto. — São todos jovens! São todos apaixonados pelo que eles são e não pelo que eles têm! Já se esqueceram das raízes de seu rei? – Jiraya sorriu largamente abraçando-a pela cintura. — Se eu tivesse sido tão interesseira como vocês, não teria conhecido o verdadeiro amor. Eu poderia ter escolhido entre lordes, duques e príncipes, mas segui meu coração! Deixem esses jovens seguirem seus corações e parem de se meter em suas vidas. Temos problemas maiores do que dois camareiros se casando! Senhor Hiashi seu sobrinho está caído ali, sangrando, por um fio, e tudo o que senhor consegue tirar de sua boca são palavras contra o coração bondoso de sua filha? Sua filha está viva! Viva!

— Esses jovens acabaram de enfrentar um assassino pelo bem da sua propriedade e de suas vidas! Acabam de conquistar o direito de escolher seus pares como bem entenderem. Eles todos têm a benção do rei! – Jiraya complementou-a.

— E da rainha! – Ofegou repleta de ira. — E tem mais senhora Mebuki. Estou abrindo oficialmente uma investigação sobre o ocorrido com a família Uzumaki. Disse que tem provas, senhor Hyuuga?

— Sim Vossa Majestade!

— Então é melhor que as apresente a mim. – Kakashi aproximou-se pondo-se a frente da multidão silenciosa. — Vossa Majestade, peço que permita-me tomar frente da investigação.

— Concedido senhor detetive.

— Agradeço-lhe. Se me dão licença, levarei este homem para a delegacia. Também peço a todas as testemunhas que me sigam até a mesma o mais breve possível. – Kakashi e seus agentes seguiram até o corpo ainda desmaiado de Orochimaru para leva-lo para as celas.

— Prometo que compareceremos ainda hoje, senhor detetive. – Neji concordou pacificamente. — Apenas resolveremos assuntos internos primeiro. – Kakashi concordou e seguiu para fora do hotel. Neji dirigiu seu olhar para Tsunade e Jiraya. — Sou grato... muito grato! – Sorriu de forma meiga e foi retribuído.

— Agora por favor, cada um para seu quarto enquanto os funcionários arrumam essa bagunça! Chega de me atrapalharem! – Tsunade manteve-se firme.

Todos estavam perplexos com a situação, ainda tentando digerir cada etapa do que havia acontecido naquele cômodo, cada um envolto em suas próprias teorias e pensamentos quando a atenção de todos foi tomada por um choque profundo.

— Ah meu Deus...

Neji que estava na escadaria foi o primeiro a vislumbrar aquela cena. Logo todos dirigiram seus olhares para trás, onde puderam presenciar a senhora Kurenai ensanguentada, cambaleando devagar enquanto segurava seu seio direito com sua mão tentando reprimir a dor que sentia. Todos desesperaram-se e correram até ela, mas logo deram espaço para que Asuma passasse, em completo desespero e angustia ao ver sua amada naquele estado. Seu olhar estava inerte e seus lábios jorravam sangue. Asuma apoiou-a em seus braços a dando sustento enquanto ela finalmente cedia a prostração. Seu desespero em tê-la daquela forma em seus braços era visível, então rapidamente Tsunade correu até ele para ajuda-lo a salvá-la, enquanto Neji fazia o mesmo. O choro árduo e sofrido de Asuma ressoou por todas as pessoas presentes, deixando-os em silencio.

— Doutor me escute! Preciso que seja forte e me ajude a salvar sua mulher! – Tsunade o encorajou enquanto seu pranto diminuía. — Agora eu quero que fiquem aqui apenas os empregados e os médicos! O resto saia! – Ordenou firmemente.

Mebuki estava completamente desolada, largada ao chão enquanto algumas lagrimas escorriam de seus olhos ao perceber que em alguns dias sua vida e todas as artimanhas que havia aprontado teriam suas consequências. Gaara apoiou Ino em seus braços a carregando para cima enquanto Neji fazia o mesmo com seu irmão mais novo, o levando para repousar agora que estava seguro graças aos cuidados de Tsunade. Hinata acompanhou seu primo junto a Itachi e Deidara, deixando suas famílias ainda perplexas para trás enquanto seguiam para os quartos para dar apoio aos seus amigos. Karin não podia segui-los, já que tinha que ajudar Tsunade, mas antes de se direcionar até lá, fez questão de ir para a frente a Mebuki, olhá-la nos olhos e cuspir em seu rosto demonstrando todo seu remorso reprimido por tantos anos. Mebuki não foi capaz de reagir, apenas tentando ligar os pontos e compreender a atitude de sua donzela, logo deixando sua ficha cair sobre quem realmente Karin era. Aos poucos o grande saguão foi se esvaziando, cada um seguindo seu rumo, as famílias dos diretores seguindo para terminar de juntar seus pertences, deixando apenas os médicos e empregados ali presentes para ajudar a salvar a vida da senhora Sarutobi.

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Naruto seguiu por todos os corredores e escadarias em silencio enquanto Sasuke insistia em manter-se abraçado a ele pelos ombros, como se o ajudasse a caminhar. Sasuke o levou até seu quarto no terceiro andar, sentando seu amigo na cama enquanto o encarava sem saber ao certo o que seria o mais sensato de se dizer naquele momento. Sentou ao seu lado o observando em silencio enquanto Naruto sequer erguia seus olhos para encará-lo. Sua mente estava repleta de perguntas, nervoso e alegria que inundavam seu peito ao mesmo tempo não o dando chances de pensar em uma coisa de cada vez. Sasuke suspirou fundo olhando para baixo assim como seu amigo até que Sakura adentrou o quarto quase correndo por ter caminhado o mais depressa que podia para alcançá-los. Os dois se entreolharam procurando alguma frase que pudesse faze-lo sair daquele transe, mas nenhum dos dois sabia ao certo o que dizer, até que o próprio Naruto quebrou o silencio entre eles os encarando com os olhos umedecidos e a pontinha de seu nariz já avermelhada embora ele ainda segurasse suas lágrimas.

— É verdade? – Foi tudo o que conseguiu dizer à Sakura no primeiro instante, com sua voz ainda trêmula.

— Sim Naruto... – Baixou seu olhar sentindo-se culpada.

— Há quanto tempo vocês... por que não me contaram? – Voltou seus olhos para Sasuke.

— Sabemos a pouco tempo Naruto, quer dizer, eu sei a mais tempo que a Sakura.

— Não te contamos por que não achamos que seria a hora certa! Queríamos ter um jeito melhor de te contar o que sabemos!

— Então... – Engolia o choro a cada frase que tentava pronunciar. — Quem sou eu? O que aconteceu com a minha família?

— Ah Naruto... – Sakura suspirou fundo, doía ver seu amigo daquela forma. — A melhor pessoa pra te explicar tudo o que sabemos até agora é o Neji... Ele deve vir logo! Só está resolvendo tudo lá fora...

— Sou órfão... A família Haruno me acolheu e me deu uma chance de ter um empego, crescer, comer, fazer amizades... – Murmurava a si mesmo. — Um senhor... Eu não sou um senhor...

— Naruto eu sei que agora é um choque, mas pense bem, isso significa que você pode se casar com a senhorita Hinata! Pode ter a vida que sempre mereceu, Naruto! – Sasuke tentou incentiva-lo, mas seu olhar ainda era triste.

— Não entende Sasuke... Não quero que a Hinata se case comigo assim. Eu imaginei um pedido extraordinário mesmo pra alguém simples como eu! Isso me parece até mesmo um casamento arranjado...

— Um casamento arranjado não é assim tão ruim... – Sakura quase sussurrou ficando vermelha ao olhar para Sasuke e ver um sorriso lateral surgir em seu rosto.

— Não é arranjado quando os dois se amam!

— Eu deveria estar radiante..., mas se não sou órfão... Onde estão meus pais? Isso dói mais que achar que morreram ou que eram pobres demais para me sustentar... Se eles têm bens como Neji disse, então por que me abandonaram?

— Eles não o abandonaram Naruto. – Neji chegou ao quarto segurando Tenten em seus braços, assim que deixou Tokuma repousando com sua família. Deitou-a na cama devagar.

— Senhorita Tenten... – Naruto disse surpreso a olhando sorrir embora ainda muito abatida.

— Achei que ela gostaria de participar da conversa.

— Fez bem Neji. – Sakura o agradeceu.

— Me desculpe por não termos contado antes Naruto. – Tenten levou sua mão enfaixada até o braço de seu amigo. — Não queríamos te ferir, nem mesmo lhe contar sem saber o que realmente tinha acontecido com sua família. Iria ser ainda mais dolorido se o deixássemos na dúvida... – Naruto conformou-se ao ouvir a voz fraca de Tenten.

— Bem, demoramos demais pra finalmente chegar nesse momento, então sem mais rodeios Naruto. Vou te contar tudo o que consegui descobrir sobre sua família.

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Notas Finais


Por favorzinho me digam o que estão achando!
Se acharem que a qualidade está caindo (tô achando isso) ou qualquer coisa do tipo podem ser sinceros comigo


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