História Damn Gravity - Capítulo 31


Escrita por:

Postado
Categorias Gwyneth Paltrow, Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers), Robert Downey Jr., Tom Holland, Zendaya
Personagens Adrian Toomes (Abutre), Anthony "Tony" Stark, Ben Parker, Dr. Bruce Banner (Hulk), Dr. Curt Connors (Lagarto), Edwin Jarvis, Eugene "Flash" Thompson (Venom / Agente Venom), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Gwen Stacy, Gwyneth Paltrow, Mac Gargan (Escorpião), Maria Hill, May Parker, Natasha Romanoff, Norman Osborn (Duende Verde), Pepper Potts, Personagens Originais, Peter Parker (Homem-Aranha), Robert Downey Jr., Tom Holland, Visão, Zendaya
Tags Betty, Cindy, Duende Verde, Harrison, Harry Osborn, Homecoming, Homem Aranha, Michelle, Michelle Jones, Ned Lambs, Osborns, Pechelly, Peppertony, Peter, Tom, Zendaya
Visualizações 410
Palavras 3.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 31 - Chapter 31 - No one said being a hero was easy.


PETER

Gwen apareceu na minha casa de surpresa, quando abri a porta estava sorrindo esperando que fosse ela.

Michelle estava passando por algo. Eu sabia. E apesar de não ter me contado, ela não me afastou me deixou ficar por perto cuidado dela.

Depois do beijo, não estava aguentando a ansiedade de falar com ela sobre isso.

Ned dizia que era simples, só perguntar ela se ela me beijou pelo desafio ou se aquele beijo tinha algum significado

Se ela tinha sentido o mundo parar e não conseguia parar de reviver aquele momento e ansiar por mais.

Mas era fácil falar.

Michelle sempre desconversa quando tocava no assunto.

Ela não estava pronta e eu teria que respeitar isso. Mas isso não significa que facilitaria as coisas e deixaria se afastar.

Estava decidido a mostrar a ela que eu estaria ao seu lado o tempo todo. Ela precisava entender que eu me importava pra mim

E quando tivemos um trabalho de química juntos eu não poderia estar mais nervoso.

Meu cérebro tentava controlar o resto do meu corpo. Avisar ao meu coração que eu tinha que ser paciente.

Mas era só estar perto dela para que a razão evaporasse e toda força se vontade desaparecesse.

Porque meu corpo me desobedecia e arrumava qualquer desculpa para tocá-la.

É quando isso acontecia todo meu corpo se eletrificava, cada célula é terminação nervosa reagia a ela. Ao calor do corpo dela, ao seu cheiro.

Parecia que meus sentidos se intensificavam e podia sentir o perfume do shampoo que ela usava, do sabonete e não queria nada mais do que esfregar meu nariz em seu pescoço esguio e me perder naquele perfume que impregnou meu quarto e eu torcia que jamais saísse.

Porque isso era única coisa que aliviava essa necessidade de tê-la

Ned disse que eu poderia estar apaixonado por ela. Que nunca me viu assim.

É isso me assustava.. Michelle me assustava, o poder que ela tinha sobre mim em tão pouco tempo.

Mas então eu refletia e lembrava que Michelle rastejou sobre a minha pele lenta, mas progressivamente.

Ela sempre esteve ali, ao meu lado. Me observando. Eu e que fui ignorante demais, alheio demais para perceber que havia uma garota incrível ao meu lado esse tempo todo.

Por isso que estava com sorriso enorme no rosto ao abrir porta. Mas ele desvaneceu quando encontrei Gwen do outro lado da porta.

- Gwen?

- Ei Peter. Será que eu poderia entrar?

🕷️

Gwen contou que teve uma briga com seu pai. Começou a desabafar como se fossemos velhos amigos. E apesar de estranho, não me neguei a escutá-la.

Ben sempre me dizia que as vezes a melhor coisa a se fazer para ajudar alguém era só estar disposto a ouvir.

E Gwen tinha muitas coisas para falar. Sua família era bagunçada. E piorou com doença de sua mãe.

Ela se mudou para new York para tratá-la com ajuda do seu tio de consideração. Ela estava testando um tratamento novo.

É no começo ela estava ótima, mas agora tinha apagões e ficava agressiva

- Eu estou com medo Peter. Minha tia ficou exatamente assim antes de... Ao menos é o que meu tio contava.

- Calma, Gwen. Tratamentos experimentais tem riscos e seus pais não teriam aceito se não confiassem que poderia dar certo. Você precisa ter fé

Ela acenou fungando. Estava chorando e sem jeito dei tapinha em seu braço. E esperei que ela se afastasse como Michelle, mas ela se jogou nos meus braços chorando.

Tentei conforta-la da melhor maneira que podia. E quando ela finalmente se afastou, ficou bem próxima ao meu rosto e disse

- Você é incrível Peter

Estava prestes a rir e dizer a ela os inúmeros defeitos que eu tinha. Mas ela não me deu chance. Ela se inclinou e me beijou.

Não me movi. Fiquei petrificado com meu cérebro trabalhando lentamente sem entender nada do que estava acontecendo.

Me afastei dela que franziu a testa confusa

- Gwen. Eu acho que você está confundindo as coisas e está deprimida.

- Oh meu Deus – ela se levantou abruptamente sacudindo a cabeça – Eu sinto muito Peter. Eu não deveria ter feito isso! Eu sei que você é comprometido e mesmo assim....

- O que?

- Eu sabia que era um erro vir aqui. Mas não resisti. Você é o único rosto amigável que conheci e só consegui pensar em você. Eu sinto muito mesmo.

- Está tudo bem, Gwen.

- Esta?

- Sim, está.

- Mas enquanto a sua namorada?

- Namorada?

- Sim – ela riu – A Michelle. Ela não é sua namorada?

A Michelle, minha namorada. Repeti devagar. Saboreando como aquela palavra soava bem e quanto eu gostaria que fosse verdade.

- Ah merda!

Sai porta fora encontrei May parada segurando a porta que estava a aberta.

- Michelle, ela estava aqui?

- Sim. Ela estava, mas saiu correndo e não entendi o porquê... Ah! Oi Gwen – cumprimentou May com sorriso amarelo e virando o rosto para mim e me fuzilando com os olhos

Droga! Porque ela sairia correndo.

Ah sim, porque fui idiota demais para não perceber que Gwen estava interessada em mim.

Eu era mesmo um imbecil. Michelle mesmo tinha dado a entender várias vezes sobre isso e eu ignorei. Porque não o parecia ser possível.

Gwen era bonita, engraçada e era uma completa nerd. Gostava de Star Treek e ia a convenções anuais de RPG medieval.

Ela dizia que era uma guerreira, apesar das pessoas insistirem que ela ficaria melhor como donzela.

Ela era uma garota especial, eu tinha carinho por ela.

Mas quando ela me beijou. Não senti meu espirito sair do corpo e entrar combustão logo em seguida. Não senti meu lábios formigando por horas e nem gosto dela persistindo em minha boca.

Comecei a entrar em pânico.

May e Gwen me olhando, ambas esperando coisas de mim.

É tudo que conseguia pensar e que poderia ter perdido todas as chances que tinha com Michelle. E não sabia como lidar com isso.

HARRY

Como todos os dias da minha vida.

Eu não esperava nada de bom, e não planejava fazer nada de bom. Eu era um maroto por natureza, um maroto da Sonserina. Solitário, ambicioso e louco.

Eu era um pouco de cada coisa. Talvez fosse a consequência de crescer num hospital. Na ala psiquiatra. Ter mais amigos enfermeiros e psiquiatras do que garotos da minha idade.

Mas o que podia fazer.

As salas acolchoadas até que tinha seu charme

Eram confortáveis.

Eu gostava de lá.

Gostava do cheiro de éter e álcool. Só click dos saltos das enfermeiras apressadas verificando o corredor em busca de armadilhas e peças que deixava para elas.

Gostava de transitar por outras áreas e conhecer os outros pacientes. Principalmente os velhos. Eles quase sempre estavam dormindo, então eu furtava a gelatina e assistia a televisão deitado na cadeira de descanso que sempre estava vazia.

As pessoas deixavam eles lá e não voltavam na maioria das vezes. Eles eram um fardo assim como eu.

Eu recebia visitas de alguns alunos do colégio. Mas não poderia classificar alunos da Trinity como meus amigos.

Eles não significavam nada para mim. Ninguém significa.

Talvez fosse essa a minha síndrome ou maldição. Eu era incapaz de me importar, de amar alguém.

Talvez minha amada mãe tenha feito alguma poção de amor para prender meu pai e esse tenha sido o preso. Enlouquecer dia à pós dia e definhar em vida.

Quando a criança em seu ventre. O tão esperado herdeiro do Osborn crescia matando ela por dentro. Sugando suas forças e resto de sanidade que restava.

Não cheguei a conhecê-la e também não sentia falta. Ao menos era isso que pensava até eu encontro uma paciente perdida.

Uma garota sarcástica, impaciente e misteriosa que tinha manias estranhas como correr em becos e ser atacada.

Michelle Jones que diferente das outras garotas sempre tinha uma resposta inteligente e sagaz para me rebater. Não demostrava qualquer medo com minha condição mental, não se sensibiliza quando contava minha história tocante.

Ela era indiferente.

Ou ao menos era isso que ela queria passar. Fingir não se importar com nada. Porque era mais fácil assim.

Se importar e gostar de alguém exigia esforço e sempre alguém saia ferido. Geralmente 9 idiota que se atrevia a gostar.

Mas com aquele tipo de garota era inevitável não se importar. Não querer saber quais eram pensamentos fermentando em sua cabeça.

Porque ela fazia tanta questão de esconder-se do mundo. Vestir roupas largas e se negar a usar qualquer coisas dessas que as garotas usam e abusam.

Talvez ela não tivesse um segredo, algo a esconder. Demônios internos como eu.

Michelle Jones, MJ. Poderia ser daquelas que não se importavam com o que pensavam dela.

Ela era quem queria ser e foda-se o resto.

Foi isso. Esse pequeno detalhe que me fez pensar naquela garota mais do que qualquer uma que já tenha conhecido. Havia algo sobre ela que me atraia e nossos caminhos sempre pareciam estar entrelaçados de alguma forma.

Não gostava de pensar em coincidências porque nem poderia considerar uma já que morava no hospital a maioria do tempo.

Mas quando encontrei ela novamente e ela conseguiu me ler tão facilmente. Dizer coisas que nunca pensei ou quis pensar.

Percebi que as minhas brincadeiras poderiam ter fundo de verdade.

Michelle ela como Alice. E eu chapeleiro maluco que estava ficando obcecado por sua figura misteriosa, decidida.

Aquela áurea entorno dela me chamava

Ela tinha quê de rainha.

É quando estava perto dela me tornava apenas um súdito admirando sua beleza.

Uma beleza que se ela soubesse usar, teria quem quisesse aos seus pés. Mas ela parecia ser alheia a isso. Ou sabia exatamente.

Talvez isso explicasse os machucados nos pulsos, as roupas largas de mais para seu corpo como quem quer se esconder.

Michelle Jones começou a ser um pensamento constante daqueles que minha médica me avisava para não ter.

Meu transtorno obsessivo, narcisista ou seja lá o que fosse, podia fugir do meu controle facilmente.

Era por isso que evitava as pessoas, principalmente se fossem como ela.

🎭

Depois de outra suspensão e quebrar quase toda a mansão Osborne

Norma Osborne decretou que estava casando. Exausto!

Eu era caso perdido. Uma desgraça que Emily deixou como herança.

Internato na Suíça era a melhor solução. Ou quem sabe alguma clínica de reabilitação que pudessem me trancar e jogar a chave fora.

Eu estava mordendo um palito querendo muito fumar ou qualquer outra coisa pra desacelerar meus pensamentos, me desconectar dos gritos.

Dos olhos verdes cheios de ódio que eu herdei de Norma Osborne.

George Stacy, amigo de longa data, meu padrinho e tio por consideração tentava remediar a situação. Mesmo estando tão decepcionado quanto.

De todos os polícias da big apple era claro que seria ele a receber o chamado de uma festa que fugiu do controle.

Randon fugiu como um rato e toda a culpa pela pequena quantidade de álcool e outras coisas recaiu apenas sobre mim.

O filho mimado, ingrato, doente mental que queria punir Norma por estar vivo.

George era cara legal.

Eu gostaria de ter tido um pai como ele. Óbvio que seria difícil esconder meus hábitos ilícitos, mas ele era o tipo de homem que se importa e escuta antes de punir.

- Norma. Se acalme! Isso é uma coisa de adolescente. Ele está querendo chamar sua atenção

- Minha atenção? – Norma riu esfregando o rosto exibindo aquele sorriso cheio de dentes – Eu dou tudo o que esse garoto quer. E assim que ele retribui – disse ele estendo os braços com exasperação.

George suspirou e olhou de relance para mim que mantinha meus olhos na mão trêmula de meu pai.

- Eu acho que problema é exatamente esse isso.

- O que? – indagamos em uníssono eu e meu pai confusos

- Você dar tudo a ele

- Eu não tenho reclamações quanto a isso.

- Mas foi você que sugeriu que eu...

- Lhe desse atenção. Não tudo o que ele quer. Ele precisa de disciplina, responsabilidade.

- Um colégio interno na Suíça ou exército fariam isso

- O que?

- Não Norma, você não me entendo. Não seja tão duro e extremo. Estou falando de cortar as regalias. Tirar o poder que deu a ele e começar a impor responsabilidades. Entende?

Meu pai anui com a cabeça a contra gosto. Aposto que a ideia de me mandar para longe era mais atraente. Mas me odiando ou não. Ele fez uma promessa a minha mãe.

Cuidar de mim.

- Eu tenho uma sugestão – disse Tio George e me afundei na poltrona temendo que fosse trabalhos voluntários com sua adorável filha. Minha prima querida que também me odiava.

Mas ele sugeriu coisa pior

- É o que você sugeri

- Trabalho. Além do comunitário que ele foi sentenciado mês passado. Eu sugiro que o leve para as indústrias Osborne.

- Ótimo! Eu vou ser o filho do dono. Não terei que fazer nada como o senhor

- Não, meu rapaz. Você não vai entrar lá como Harry Osborne e sim como estagiário qualquer

- O que?

- Exatamente o que ouviu. Gwen me disse que você é bom com tecnóloga essas coisas modernas.

- Eu poderia encaixá-lo no T. I

- Norma você não está considerando isso! Vamos lá a Suíça e bem mais longe, você não vai precisar ver minha cara por um bom tempo

Meu pai trocou um olhar para o meu tio e percebi que está ferrado. Tinha escorregado e demonstrado que odiei a ideia.

É se eu odiava algo, meu pai amava.

- Está decidido. Você começa na segunda. Das 7 às 19 horas

- Isso é trabalho escravo e abuso infantil. Enquanto à escola?

- Você está suspenso da Trinity. Até sua suspensão acabar. Você vai ser o primeiro a chegar e o último a sair.

- Você só pode estar de brincadeira.

🎭

Ele não estava.

Eu realmente que trabalhar. Ninguém conhecia meu sobrenome, então os apelidos começaram e acabaram tão rápido quanto começaram depois que fiz com que cada um soubesse que não me chamavam de louco por nada.

Sorte daqueles que só foram demitidos. William, meu colega de T. I não teve tanta sorte. Mas que culpa eu tinha se ele era distraído e gostava de escadas em vez de elevadores.

Duas semanas e meia.

Eu estava trabalhando como faz tudo. Eles pensavam que eu era um estagiário qualquer por isso extrapolavam querendo que fizesse todo trabalho que eles deveriam fazer.

Mas tirando os preguiçosos presunçosos, até que tinha me encaixado bem.

Meu pai havia apostado que não aguentaria dois dias e estava determinado a provar que ele estava errado sobre mim.

Claro que os incidentes misteriosos me faziam ir ao RH mais vezes do que qualquer um. Mais velhos hábitos são difíceis de matar.

🎭

Era uma segunda, como outra qualquer. Chata tediosa. Estava atormentando Joseph, o judeu magricelo que discriminava tudo que eu fazia e perseguia Gwen sempre que ela aparecia

Nada de interessante.

Até alguém tentar invadir os arquivos. Alguns que escutei meu pai pedir segurança redobrada.

Era algum dos seus experimentos. Papai gostava de brincar de Deus e fazer Frankenstein como eu.

Redobrei as chaves de segurança e consegui conter a ameaça que tentava descobrir os esqueletos no armário do Osborne. Mas para o azar dela e meu. Eu era um Osborne e não deixaria que ninguém prejudicasse meu pai

Mas não podia imaginar que nova estagiária que pretendia assustar seria ela.

- Você?

Ela disse chocada. Piscando os olhos como fez no hospital. Ela realmente achava que eu era uma assombração ou uma alucinação

Não pude evitar de sorrir. Me sentei na cadeira ao lado, arrastando ela com pés para mais perto dela

- A senhorita não me respondeu. O que há atrás ao este adorável inferno

- Eu... Hum

- Uau! Nunca pensei que esse dia chegaria.

- Que dia?

- O dia em que Michelle Jones ficaria sem palavras. Eu sei que me ver novamente foi uma emoção muito forte

- Ah Cale a boca! Eu estou estagiando aqui.

- O que? Porquê?

- Porque vai me dar experiência e notas extras à mais para impressionar Brown

Franzi a testa analisando a expressão nervosa dela. Apesar de se esforçar para parecer despreocupada e indiferente havia algo errado. Uma inquietação em seu olhar, suas mão que não sabiam o que digitar.

Suspirei derrotado e me inclinei até ela. O mais próximo que podia. O suficiente para deixá-la desconfortável e era adorável ver o rubor em seu rosto.

- É assim – expliquei digitando os comandos certos

- Obrigada, mas eu posso fazer isso sozinha

- Sabia que orgulho é pecado terrível

- É arrogância também. Alguém já disse que você é arrogante, intrometido.

- Sim. Já várias vezes – deu ombros – Mas se esqueceu do lindo, simpático e...

- Um clichê. Você é clichê ambulante sabia. E tão... Tão previsível irritante.

- Nossa! Quando foi que começou a me odiar. Na última vez que nos vimos você queria fugir comigo

Ela suspirou e esfregou a testa

- Desculpe. Não é nada com você! Eu estou descontando coisas pelas quais você nem tem culpa

- Não tem problema. Pode me culpar e descontar sua raiva. Aliás eu tenho umas boas sugestões de como aliviar a raiva – pisquei para ela

- Ah é? Bater na sua cara, por exemplo

- Eu não tenho nada contra uns tapas se isso te relaxa ou te der prazer. Mas estou me referindo a outro tipo coisa Michelle. Algo menos agressivo.

- Como o que? Cemitérios e prédios

- Pode ser. Eu posso beijar você em todos esses lugares

Ela parou de digitar

- O que disse?

Levantei rindo da expressão irritada no rosto dela que só me fez querer mesmo aliviar toda aquela raiva provando os lábios e sabendo como aqueles dentes poderiam morder meu lábio.

Me aproximei dela pelas costas e escrevi num papel a senha

- Espero que use isso para o mau, Michelle. Ou eu ficarei bem decepcionado com você

Estava prestes a voltar para minha mesa

Quando ela segurou a manga da minha blusa

- Obrigado...

- Harry, meu nome é Harry. Mas se quiser pode continuar a me chamar de amor da sua vida. E suficiente para mim

PETER

Michelle fugiu de mim a semana toda e ainda adiantou o estágio. Quando ligava sua mãe desligava na minha cara e Lydia não parecia estar querendo me ver também. Sempre dizia grosseiramente que ela não estava

Pedi ajuda a Ned que dizia que não podia contar os segredos se Betty.

- Mas não estou perguntando dela e sim da Michelle. O que ela falou para Betty.

- Porque não para de ser covarde e pergunta diretamente para mim – disse Betty surgindo do nada como um falcão sanguinário

- Eu... Ia. Mas você também está me ignorando

- Porque será

- Eu não fiz nada de errado Betty. Eu fui pego de surpresa. Foi ela que me beijou

- Pobrezinho dele. Quem vê pensa que não beijou de volta

- Não beijei. Eu não correspondia ela. Eu afastei

- Não foi isso que Michelle viu.

- Mas foi o que aconteceu! Eu expliquei a Gwen que... Que eu não gosto dela dessa maneira. Eu gosto da Michelle

Ned e Betty abriam a bj a chocados e Ned tentou bater na minha nuca mais desviei. Betty me olhou com os olhos semicerrados. Eu tinha que ser mais cuidadoso. Ela desconfiada.

- É você só descobriu isso agora?

- Bem... É!

-É não fez nada a respeito. Você é mesmo um idiota, Parker. Se sabe o que sente porque não faz nada a respeito? Hum, já sei. Porque mesmo que goste dela não quer acabar com suas chances com Gwen. Você gosta dela também, talvez não como gosta da M, mas gosta. É foi por isso que não foi atrás dela.

- Ela não quis me escutar

- Ela queria sim idiota! Era tudo o que ela queria. Mas isso não importa. Agora é tarde e um dia Peter ela também pode encontrar outro cara. Um com mais personalidade que saiba o que quer. Que saiba que quer ela.

Betty pegou a caderno com Ned e saiu e de repente sentir falta de ar.

- Ela tem razão cara. Você lembra da festa do Flash

- Okay. Ned, eu já entendi. Não precisa chutar cachorro morto.

- Foi mau cara. Mas é que se você continuar assim, vai acabar perdendo as duas.

- Eu não gosto da Gwen

- Tem certeza. Nem um pouquinho?

- Eu...

Ned suspirou e se levantou sem dizer mais nada. Sem me deixar dizer que ele estava errado.

Mas será que ele estava mesmo?

...

Resolvi ir até a casa dela. E escutei o barulho na casa. Os gritos e coisas sendo quebradas. Entrei assustado e Michelle e Lidya estavam carregando a mãe delas até o sofá.

- Peter, que porra você está fazendo aqui.

- Você não atende minhas ligações. Então.. Precisa de ajuda

- Sim!

- Não! – ela cortou a irmã – Estamos com tudo sobre o controle. Agora se me der licença

- Michelle

Ela suspirou esperada

- Tudo bem Peter. Eu vou na sua casa mais tarde. Agora vá embora.

Lydia me seu um sorriso e acenou com a cabeça

- Vai

🕷️

Quando cheguei da ronda encontrei Ned no meu quarto jogando a LoL

- Ela já chegou?

- Oi pra você também Peter. E sim, ela chegou. Está na sala com sua tia

Tirei o uniforme quase tropeçando e vesti outra roupa e corri para sala.

E encontrei May e Michelle chorando assistindo Gilmore Girls

- Ah. Oi Peter – cumprimentou minha tia sem me olhar

Ela estranha essa semana. Sensível e irritada. Enjoada com tudo e todos. Só parecia calma na presença da Michelle e eu podia compreender isso. Ela tinha esse dom.

- Ei perdedor – disse ela se levantando.

Estava usando sua calça jeans larga clara. Mas nem sinal de sua jaqueta amarela. Estava vestindo uma regata branca e tive que forçar meu cérebro a absorver aquela imagem.

Ela enfiou as mãos no bolso da calça jeans e fomos para meu quarto

É antes que pudesse dizer qualquer coisa ela tirou um papel do bolso

- O que isso?

- Isso é o nome da programa experimental que as indústrias Osborne está fazendo secretamente. Eles estão usando pessoas doentes. De preferencia com doenças degenerativas iniciais. Elas fazem exames e mais exames e estão testando uma fórmula nova

- Pera aí. Como conseguiu descobrir isso tão rápido

- O que importa como eu consegui. O importante é que aqui está. Essa pesquisa pode ser o que tem transformado pessoas em... Inumanos.

- É como podemos ter certeza disso

- Roubando a formula é claro

- O que? Como...

- Eu tenho meus meios. E vocês dois só precisam pegar o escorpião e ou um daqueles que explode coisas mão.

- Ah, vai ser super fácil

- Você não queria ser um herói, Parker. Ninguém nunca disse que seria fácil.


Notas Finais


Primeiramente desculpe a demora e meus surtos. Eu realmente tenho alguns problema que me fazem me odiar e odiar tudo o que eu faço. Então perdão por excluir a história (isto é se alguém ainda lê ou percebeu)
XOXO


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...