História Damned Soul - Capítulo 15


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amaldiçoada, Amor, Comedia, Damend Soul, Drama, Lobisomem, Romance, Sobrenatural, Suspense, Terror, Tragedia, Vampiros
Visualizações 17
Palavras 2.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii!
Bom dia meus amores!
Capítulo novo logo cedo!
Espero que estejam gostando do andamento qualquer coisa só comt...
Aproveitem o próximo capítulo^-^

Capítulo 15 - Capítulo 15


Fanfic / Fanfiction Damned Soul - Capítulo 15 - Capítulo 15

POV'S Rafael

Durante a viagem que fizemos de navio até a cidade principal, não conversei muito com Emilly e Maggie. Fiquei com a cabeça no mundo das nuvens, repassando tudo que aconteceu a algumas horas atrás.

Maggie estava no canto do quarto agora, de cabeça erguida com sua expressão de sempre, mas não era difícil perceber o quanto seus olhos pesados imploravam por um descanso, as olheiras estavam bem feias, parando pra pensar, não vi a amiga em nenhum momento dormindo ou descansando, por que será? Medo? Preocupação? Cautela?

Não, nada disso fazia sentido, ela deveria esconder outro motivo, pensando dessa forma, nem é tão difícil reconhecer que Maggie tem vários segredos depois de tudo que aconteceu.

Tudo que eu queria era uma explicação, mas se nem ela própria poderia nos dar, só resta paciência até encontrar Ryuki, e mais paciência ainda pra conseguir tirar alguma coisa dele.

Respirei fundo, as vezes parecia que o universo conspira contra mim, eu só queria que alguém pudesse me ajudar, me desse uma luz sobre tudo, ou, que fosse apenas um sonho, onde eu iria acordar e perceber que está tudo bem, que eu não tenho tanta responsabilidade nas costas como parecia.

O navio finalmente aportou no cais, Emilly despertou do sono e esfregou os olhos fazendo perguntas sobre o que estava acontecendo com o barulho que vinha lá de fora, origem das pessoas animadas por finalmente estarem em casa. Maggie respondeu enquanto eu ficava pensando como que alguém pode dormir em uma circunstância dessas!

Murmurei meio mal humarado que deveríamos sair dali, as meninas não protestaram, me seguiram pra fora sem dizer nada. O resto dos alunos que já haviam saído não perderam tempo e foram até o ônibus, segui o fluxo até ser interrompido por uma mão que segurou fortemente meu ombro.

- Eu ahn.. vou apê a partir daqui, tudo bem?- disse Emilly.

- Apê?- indaguei sem entender.- Por quê?

- Porque eu não tô afim de voltar de ônibus, algum problema?

- Não.- eu não estava com vontade de entrar em alguma discussão então deixei que ela fizesse o que bem entendesse.- Mas temos que conversar com o Ryuki.

- Sim, eu sei.- bufou se distanciando.- Encontro vocês onde o ônibus parar, pode ser?

Acenei com a cabeça enquanto Emilly sumia. Olhei pra Maggie que parecia não se importa com o que acontecia a sua volta, a dor de cabeça voltou junto com as dúvidas.

Entramos no ônibus e durante o trajeto não conversamos, os dois estavam perdidos em seus próprios pensamentos, suas dúvidas e suas questões internas.

O que mais me quebrava era esse lance de "Maggie ter se sentido segura" ao lado de um lobo, principalmente por ser o alfa. Comcerteza tinha mais alguma coisa envolvida no meio, desde quando alguém de uma hora pra outra se sente seguro com alguém que nunca nem viu antes? Não engulo essa história!

Será que ela estava mentindo? Não, não há motivo pra ela mentir, certo? Se não há motivo então por que ela escondeu que viu o alfa na cachoeira? Alguma coisa estava errada! Algo estava faltando que não estava batendo com os acontecimentos.

Bati minha cabeça contra o encosto da poltrona no ônibus, mas o que diabos estava faltando? E será que Ryuki tem mesmo a resposta?

Comecei a ficar impaciente com o trajeto, cada segundo parecia minutos, cada minuto parecia hora, mas que droga!

Quando finalmente chegamos, fui o primeiro a levantar. Maggie se assustou com meu movimento súbito mas me seguiu pra fora do ônibus. Estávamos no pátio da escola, os professores de seus respectivos alunos aguardavam nos mesmos lugares que estavam quando partimos, pareciam que não haviam se movido um centímetro. Localizei Ryuki encostado na mesma árvore de antes, peguei Maggie e sem demora fui até ele.

- Nossa, estavam mesmo com tanta saudade assim?- perguntou Ryuki divertido com nossa pressa.

- Na verdade temos assuntos a resolver.- disse sem maiores precedentes.

- Calma, não é assim que funciona.- Ryuki desencostou da árvore.- Vamos por parte.. primeiro, onde está Emilly?

- Ela ainda não chegou?- indaguei olhando em volta.

- Ela não veio com vocês no ônibus?- perguntou mais por curiosidade, não parecia surpreso ou confuso.

- Ela disse que queria ir apê.. por que será que não pensei que ela fosse fazer isso? Estava tão na cara! Como fui idiota!

- Se culpar não vai trazê-la até aqui.- respondeu Ryuki já indo embora.

- Espera.. temos que conversar!- segurei no ombro de meu professor que com um movimento simples se esquivou do meu toque.

- Rafael..- suspiro parecendo cansado.- Vocês acabaram de chegar, dêem um descanso pra vocês mesmos.

- Mas é importante!

- Como eu disse antes.. vamos por partes, tudo bem?

- Você não tá entendendo..

- Rafael! Você que não está entendendo!- Ryuki falou com raiva.- Vão pra casa, descansem e depois conversamos sobre o que quiserem! Nem mesmo Emilly está aqui, qual o problema de esperar?

Não respondi, chocado com seu tom, aconteceu alguma coisa com ele pra ficar assim? Se ele ouvisse que o assunto era importante antes, não demoraria um segundo e daria total atenção. Então o que houve?

- Então já estou indo.- Maggie se pronunciou e saiu, sem esperar que alguém lhe oferecesse uma carona.

Ryuki continuou parado no mesmo lugar, observando sua aluna se distanciar.

- Estou falando sério Ryuki, precisamos conversar.- chamei sua atenção.- E sobre a Maggie.

Ryuki olhou pra mim de imediato, como se já soubesse que algo havia dado errado. Me encarou por um bom tempo, abrindo e fechando a boca sem saber o que dizer.

- Tudo bem.. mas faça o que eu disse primeiro, vá pra casa, converse com seus pais, mostre a eles que está bem pra não ficarem preocupados, troque de roupa e então venha até minha casa, conversaremos sobre o que quiser.

- Está certo!

Corri pra casa sem dizer mais nada, não queria que ele mudasse de ideia. Pude respirar mais tranquilo, parecia que alguém iria colaborar comigo e eu perderia um pouco da dor de cabeça.




♣️

POV'S Ryuki

Escutar que Rafael queria falar comigo sobre um assunto sério que envolvia Maggie, me deu calafrios. Eu já sabia e havia cogitado a possibilidade de acontecer alguma coisa, mas não estava completamente preparado pra essa bomba seja qual for.

Quem ela matou? Se é que ela matou alguém... Será que ela apenas feriu por não ter nenhum tipo de experiência? Isso é o mais provável...

Depois de Rafael ter ido pra casa, também fui pra minha, eu tinha de avisar Elrick sobre Maggie e levá-lo de volta como o combinado. Não me sentia seguro por estar fazendo isso, eu não queria que esse garoto humano se intrometesse nos assuntos, mas Maggie era mais consciente perto dele, ou pelo menos é o que parece.

Fui até o sótão onde o garoto estava escondido, entrei dentro do aposento constando que ele estava dormindo. Bufei, agora não era hora pra descansos, comecei a cutucar o garoto empurrando com um pouco de cuidado, afinal ele era frágil.

- Ei! Bolsa de sangue humana! Levanta!- empurrei com um pouco mais de força e o garoto acordou.- A segunda prova acabou, Maggie está de volta, vou levar você até ela como o acordo diz.

O garoto levantou sentando-se na cama, esfregou os olhos e finalmente me encarou como se um alienígena tivesse invadido sua casa e o estaria acusando de alguma coisa.

- Quando ela voltou?- perguntou grougue.- Eu ainda não me acostumei com essa troca de horários.

- Agora a pouco.- respondi mal humorado.- E eu já disse que você não tem que se acostumar com nada.

- Tudo bem..- ele se levantou e desceu do sótão indo até o banheiro fazer sua higiene.

- Temos que ir logo, Maggie já deve estar chegando em casa. Vou aproveitar a distração que sua chegada vai fazer na família dela e te colocar pra dentro do quarto sem ninguém perceber.

- Ela conseguiu?- perguntou voltando com sua animação de todo dia.

- Não sei de nada ainda..- respondi franzindo as sombrancelha.- A única coisa que sei é que ela aprontou alguma coisa.. então tome cuidado.

- A gente já esperava isso, não sei porque da surpresa.- o garoto me encarava como se estivesse lendo minha alma.

- A culpa agora é minha por ter me agarrado no pouco de esperança que eu tinha em acreditar que ela não faria nada de errado?

Isso encerrou o assunto. Eu não gostava quando ele falava assim comigo, parecia que me entendia e sabia o que se passava na minha mente, era estranho. Peguei o garoto no meu colo e segui até a casa da Maggie, com a frase de Rafa em mente.. o que você dessa vez Maggie Killian?




♣️

POV'S Maggie

Se eu esperasse muito tempo alguém perguntaria ou se ofereceria pra me levar até em casa, mas antes que isso pudesse acontecer, sai. Eu simplesmente precisava pensar, um tempo pra espairecer a mente, um arzinho..

O fato do alfa ter me chamado de bastarda ainda ficava ecoando na minha cabeça, aquilo não era verdade! Então por que eu acredito nisso? Por que suas palavras pareceram tão sinceras ao pronunciar que sou bastarda? Ainda mais com aquele sorriso, dando a impressão de que ele sabia de tudo e um pouco mais.

O caminho foi longo, já que eu não tinha nenhuma pressa de chegar em casa e eu era meio lerda no caminhar. Como se estivesse no piloto automático, deixei que meus passos me guiasse e tentei não pensar muito em tudo que houve. Esse exercício foi bom, difícil no início, parecendo que era impossível, mas objetivo concluído no final.

Agora, na frente da porta de minha casa, eu não tinha forças pra abrir a porta ou apenas bater avisando que eu estava ali. Como meu psicológico era fraco.. tenho até medo ao analisar esse fato.

Sem precisar bater a porta se abriu na minha frente, revelando minha "mãe" toda arrumada, pelo jeito ela ia sair pra fazer alguma coisa. Dona Miranda me encarou com seus olhos verdes, brilhantes que começaram a marejar assim que compreenderam a situação. Ela veio na minha direção e me deu um abraço de urso, me levantou do chão e me rodopiou no ar como uma boneca leve e flácida de pano, depois entrou pra dentro de casa, ainda me mantendo no ar.

- Jaime!- gritou por meu irmão.- Olha só quem está de volta!

Meu irmão apareceu voando escada a baixo, vindo até mim e me retirando do colo de minha mãe pra ficar no seu.

- Olha só quem ainda está viva..- respondeu meu irmão mais velho animado.

- Ficamos muito preocupados com você, pensei em mil coisas que poderia dar errado enquanto estava fora.. se Rafael cometeria algum deslize e algum lobo aparecesse, se Emilly dormisse no ponto de vigia e algum vampiro se aproveitasse da situação.. uma vez isso aconteceu comigo sabia? Não é legal descobrir que sua própria espécie pode planejar algo contra você.

- Mãe! Acho que já deu neh.- meu irmão, depois de brincar comigo no ar, finalmente me soltou.

- Tem razão.. desculpa te chatear com essas coisas filha... Mas e então? Como foi?

O silêncio se permaneceu por um longo tempo, até que os sorrisos de meus "parentes" sumir no rosto ao notarem a expressão séria no meu. Jaime se recontraiu enquanto me olhava, analisando como eu estava, minha mãe alternava os olhares entre mim e ele tentando achar uma resposta para quela tensão presente no ar.

- Filha está tudo bem com você?

Ouvir minha "mãe" me chamar de filha fez com um raiva subisse que eu não sabia da existência. Como ela pode pronunciar essa palavra com tanta segurança nos lábios? Quem estava mentindo afinal? Um lobo que conheci recentemente? Ou alguém que diz se importa é que era pra ter algum laço de sangue comigo? Um rosto que vejo minha vida toda? Ou um que recém descobri da existência mas já confio a minha vida sem maiores precedentes?

- Como pode me chamar de filha?- perguntei, a voz saindo arrastada por minha garganta, como se estivesse arranhando tudo, doendo.- Eu sou uma bastarda e você nem teve a coragem de me dizer depois de todos esses anos?

Dona Miranda se calou, ficando muito séria de repente. Não gostei daquele olhar, por que ela me olhava assim? Não me olha assim! Desse jeito vai fazer com que o que Daniel me disse seja verdade!

- O que ela quer dizer com isso?- meu irmão perguntou confuso.- Que papo é esse louca? Acabou de voltar e ainda trazendo assunto estranhos, blasfêmia contra nossa mãe! Mas o que houve com você no tempo em que esteve fora, Maggie?

Não respondi, quem tinha de dizer alguma coisa alí não era eu, e sim Miranda, e eu esperava que ela tomasse vergonha na cara e ainda dissesse a verdade.

- Não me ignora!- gritou Jaime.- Que pergunta mais idiota foi essa?

- Não sou eu que tem de responder..

Jaime me encarou mais confuso ainda, se é que era possível. Encarou minha mãe e franziu as sobrancelhas ao perceber que ela chorava.

- Eu sinto muito... Eu não queria que você descubrisse dessa forma... Eu...

Ela não conseguiu terminar de falar, tampou o rosto com as mãos, tentando impedir as lágrimas, meu irmão foi até ela pra consola-la. Eu é que devia estar sendo consolada! Droga, eu sou uma bastarda!

Eu queria gritar e dizer coisas horríveis a ela, mas não consegui, minha voz ficou presa, se eu abrisse a boca tenho certeza que começaria a chorar feito uma criança além de falar bobeira incoerentes. Subi correndo até meu quarto, era o único refugiou que eu tinha no momento, mas ao entrar eu levei um susto com a grande surpresa que me esperava.

- Maggie!

Elrick me abraçou no momento em que tranquei a porta, ele surgiu do nada, do além, e agora me envolveu em um abraço apertado, na qual senti tanto conforto e segurança, além da saudade, que eu nem sabia que existia ou nutria pelo humano.

- Ryuki me trouxe a pouco tempo.- explicou ainda abraçado em mim.- Ele me disse quando a segunda prova acabou e cumpriu o acordo me trazendo imediatamente pra cá. Nossa.. eu estava mesmo com saudades, eu sei que nos conhecemos a pouco tempo mais..

Ele se calou após ter se afastado e olhando pro meu rosto, um lágrima escorreu por minha face sem que eu pudesse impedir.

- Você está bem? O que aconteceu? Por que está chorando? Não chora! Está tudo bem!- ele voltou a me abraçar, dessa vez mais forte, como se quisesse tomar minha dor pra si.

Quase desabei e chorei ali mesmo, no seu abraço quente e reconfortante, em meio aos seus fios de cabelo escuro lisos e desarrumados, mas eu não podia.

Me afastei dolorosamente de seu abraço, o lugar na qual eu queria permanecer pra sempre, por possuir tanto carinho quanto me demonstrou e fui atrás das fronhas que eu costumava pegar e fazer uma pequena corda pra descer da janela de meu quarto.

- O que está fazendo?- Elrick perguntou confuso.- Pra onde está indo? Não vai me dizer o que aconteceu com você? Eu posso te ajudar!

Eu tinha certeza que ele poderia fazer muito mais do que apenas me ajudar, mas eu estava destruída por dentro, acabei de descobrir que minha vida toda foi apenas uma farsa! Que sou uma bastarda! Tudo o que eu acreditava, os meus planos e ideais, todos eles, pode não ser exatamente meus!

- Maggie..

Elrick veio até mim, pegou na minha mão impedindo meus movimentos. Parei o que estava fazendo, a vontade de explicar as coisas e pedir seu conselho era grande, mas eu não tinha forças, eu precisava sair dali o quanto antes, ir pra longe daquela áurea pesada que se apossava de mim.

- Maggie..- ele implorava por uma explicação, seus olhos demonstravam sua preocupação é o quanto sentia minha dor.. como se ele nem mesmo me conhece direito?- Se quiser ir embora, tudo bem.. mas me prometa que não vai fazer nada imprudente e que vai voltar!

Não era uma promessa na qual eu teria grandes dificuldades de cumprir..

- Eu.. prometo!

Dito isso ele imediatamente largou minha mão, quase não acreditei. Ele se afastou com um sorriso triste nos lábios, apenas observando enquanto eu terminava de arrumar os lençóis que usaria como corda. Quando acabei não demorei a jogar os lençóis pela janela e subir no batente, mas hesitei por um segundo. Olhei para Elrick que ainda tinha um sorriso triste no rosto.. eu ia mesmo deixá-lo pra trás? Com todos esses vampiros? Sozinho!

- Não pense..- sussurrou no meu ouvido, me assustando com sua presença, afinal não notei sua aproximação.- Vá.. e demore o quanto precisar.. estarei te esperando!

Com essa despedida.. eu caí.





Continua.....


Notas Finais


É isso por hoje..
Desculpe qualquer erro..
Obrigado por acompanharem..
Até o próximo capítulo^-^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...