História Damned Souls - Capítulo 2


Escrita por: e JackRwller


Capítulo 2 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Damned Souls - Capítulo 2 - Capítulo II

Local: Cidade Fantasma
         Horário: Desconhecido


 A dias Yuui estava se sentindo estranha, se sentia vigiada. Yuui estava sempre sozinha agora parecia que alguém a estava cercando o tempo todo como se algo quisesse a pegar e isso a deixava preocupada. Ela apertou o cordão em forma de lua no pescoço e desejou do fundo de sua alma que apenas estivesse paranóica.

Esse ato a fez lembrar que agora ela não estava mais 100% sozinha, bom ela estava e não estava, agora ela tinha uma amiga chamada Yuna, outra humana e que Yuna carregava em seu pescoço o outro cordão que Yuui ganhará da senhora que a criou. A senhora havia tido que quando houvesse alguém que ela quisesse proteger que desse o cordãoe embora mal conhecesse Yuna ela prometeu a sí mesma que cuidaria da amiga mais nova e então lhe enviou o cordão dentro de uma das diversas cartas que trocaram lhe pedindo que jamais ficasse sem o mesmo.

[...]

     Local: Cidade Fantasma
     Horário: Desconhecido


A dois dias atrás eu recebi de Yuna um P.C.H -Protótipo de Comunicador entre Humanos-, hoje eu mandei a carta de resposta, dentro da carta estava uma folha de alguma planta que jamais havia visto, essa folha só apareceu depois que um vulto medonho passou.

[...]

    Local: Cidade Fantasma
    Horário: 03:33 da madrugada


Eu não conseguia mais dormir cada vez mais eu tinha a certeza de que havia alguém me observando, eu odeio a sensação de me sentir uma presa no abate. Eu não vou aguentar isso por mais tempo, já fazem três dias que eu mandei a carta para Yuna, TRÊS DIAS e nada da resposta dela. Comecei a ouvir passos atrás de mim mas quando virei, advinha? Isso ai não tinha ninguém,  eu já estava farta dessa situação.

- Não adianta tentar brincar comigo! Eu sei que vocês estão aí, eu não tenho medo de vocês! - esbravejei impaciente querendo apenas das um fim nessa situação.

- Hora, hora, hora... - apareceu uma criatura peluda com cara de lobo, eu posso não saber muito sobre as criaturas, mas não precisa ser um gênio para ver que isso é um lobisomem. - Eu não imaginava que ao vir para cá, eu encontraria um cheiro tão peculiar. - disse erguendo o fucinho no ar respirando fundo. - Chega a ser um deleite.

- O pobre cãozinho se perdeu e agora está revoltado querendo morder os outros? Não pode fazer isso é feio. - falei sarcasticamente vendo ele começar a salivar na minha frente e rosnar exibindo os dentes grandes e amarelados. - Cara da para sentir o seu bafo daqui.- coloquei uma mão no nariz e outra nas costas tentando alcançar a minha arma.- Faça um favor e feche essa boca que está me dando ânsia de vômito. - consegui alcançar a arma e nesse momento ele veio para cima de mim liberando a saída da cabana.

Desviei de seu ataque atirando nele duas vezes, um tiro acertou o ombro já o outro passou de raspão ao lado da cabeça, ainda assim foi tempo o suficiente para eu conseguir correr.

Eu corri da cidade fantasma até o Distrito 9, quando consegui me esconder em um beco o sol já estava saindo. Havia um correio aqui perto e eu precisava falar com Yuna. Me dirigi até o correio peguando papel, envelope e caneta quando ia entregar a carta já pronta o mesmo lobisomem me achou me fazendo correr.

- Eu é que não vou usar minha balas preciosas nesse saco de pilhas castrado!- eu apertei o passo e ao dobrar uma esquina me deparei com um carteiro, sai puxando a pobre criatura para o canto de um prédio. - Preciso que entregue isso para mim o mais rápido possível é uma questão de vida ou morte. - ele pegou a carta e engoliu em seco.

- Mas não tem endereço... para onde devo levar isso? - eu bati com mão na testa, eu havia esquecido o papel com o endereço de Yuna. Derrepende uma lâmpada se acendeu na minha cabeça, ela disse que caso de emergência devia mandar a carta para uma boate chamada DELIRIUM.

- Conhece uma boate chamada Delirium?- no momento que falei isso o carteiro ajeitou a postura e começou a me tratar com respeito.

- Sim senhora, vou entregar agora mesmo senhora. - e saiu correndo.

Pensei que poderia até ir com ele, mas aquela bendita cadela no cio apareceu novamente me dando um susto, acabei atirando nele denovo no meio da cidade, esse fato chamou ainda mais atenção para minha pessoa. Ao perceber que eu havia acertado a perna do lobisomem ele uivou, como o sol tinha acabado de nascer a maioria das criaturas estavam bêbadas e drogadas, então não deram muita bola para a cena. Eu voltei a correr mas consegui ver quando mais um lobisomem apareceu para ajudar o amigo, sem conhecer muito bem a cidade eu apenas corri como uma louca e fui encurralada em um beco.

O lobisomem sem ferimentos chegou primeiro e tentou avançar em mim, desviei e dei uma coronhada na cabeça dele deixando o mesmo meio tonto. Quando pensei que sairia do beco o primo desse desgraçado aparece quase me dando uma unhada na cara, por milagre o chão estava molhado então consegui me abaixar e escorregar de joelhos por debaixo do braço dele. Me virei e dei um tiro em cada um, um tiro acertou o abdômen do lobisomem que estava ferido e o outro o olho do que tinha chegado depois.

Não esperei para ver se ia chegar mais alguém para essa festinha, mais uma vez eu estava correndo como uma louca. Não sei depois de quanto tempo correndo mais eu literalmente dei de cara com alguém, quando olhei para encarar a pessoa senti meu coração errar uma batida e o tempo passar mais devagar, não sei se isso era devido a minha corrida eterna ou não, porém de uma coisa eu tinha certeza de uma coisa: se eu estivesse com algum ar nos pulmões ele já teria me feito perder a muito tempo.

O garoto a minha frente tinha cabelos castanho escuro, postura firme e um rosto perfeitamente simétrico e liso, um olhar penetrante de quem está tentando ler a minha mente, o que julguei não ser apenas impressão quando os olhos dele ficaram vermelho escarlate. Pensei que eu estaria ferrada, mas não senti como se ele estivesse consegido ler minha mente.

- Oh! Interessante...- ele passou a língua pelos lábios que estavam levemente vermelhos. - Está confortável? - perguntou de modo cínico, e só aí eu percebi que ainda estava "grudada" nele, na hora tratei de me afastar.

- Desculpe eu...- um uivo carregado de ódio, me virei para trás e pude escutar alguns gritos. - Droga! - eu ia dar a volta no garoto e sair correndo de novo. Mas antes de eu conseguir fazer isso o garoto segurou meu braço me virando bruscamente para ele.

- Você tem noção de quem eu sou? - ele disse me encarando com certa impaciência.

- E por que eu deveria saber quem é você? - perguntei começando a ficar irritada pelos gritos estarem se tornando mais próximos.

- Eu não sei dizer se é incrível ou burrice não saber quem eu sou. - ele mordeu levemente o lábio inferior o deixando ainda mais avermelhado e por 5 segundos me permiti notar como sua pele era quente, devia admitir isso apenas o deixou mais atraente e sexy. - Você devia pelo menos se retratar pelo meu terno favorito. - ele indicou o próprio corpo e então reparei que ele estava usando um terno perfeitamente sob medida o que deixava seus traços corporais bem desenhados.

- Você que estava moscando no meio da rua, a culpa não é minha se você estava empacado igual uma múmia na minha frente. - tentei voltar a andar e mais uma vez esse ser puxou meu braço.

- Você realmente não tem medo né? Não tem nem ideia de com quem esteja falando.- ele abriu um sorriso cínico que fez um arrepio correr pela minha espinha.

- E por que eu deveria saber quem é você? Você por acaso bateu a cabeça e agora acha que é o que? - ia continuar mas ouvi um grito bem mais próximo.- Droga por sua culpa eles me alcançaram, me solta agora!

- E se eu não quiser?!- agora chega, não é só por que ele é bonito que vai fazer o que quiser. Apontei a arma para a cara dele o que fez o mesmo erguer uma sobrancelha. - Acha que eu tenho medo de armas? Não fazem nem cócegas. - Agora foi minha vez de sorrir de canto, baixei a arma e dei um tiro no pé dele que pelo reflexo acabou me soltando.

- Até nunca mais senhor grandioso. - eu podia estar ficando maluca mas eu juro que escutei ele rir enquanto eu corria.

[...]

Passei o dia correndo pela cidade e atirando nesses desgraçados até minhas balas acabaram, agora eu só corria o mais rápido que podia, passei por uma ponte que me parecia muito familiar só não sabia dizer de onde, ignorei esse fato mesmo que com ele ainda martelando na minha cabeça. Assim que atravessei a ponte virei uma esquina e acabei encurralada em um beco, quando me virei para sair eu já estava cercada de lobisomens e alguns vampiros em suas verdadeiras formas.

- Agora fudeu...- respirei fundo e me preparei psicologicamente, eu não era boa em luta corpo-a-corpo por esse detalhe uso armas resolvi que queria aproveitar a minha boa mira. - Se eu soubesse que iria morrer assim eu teria dado em cima daquele garoto... ele era realmente bonito e completamente o meu tipo.

Quando um dos lobisomens ia pular em mim, ele subtamente grunhiu de dor e tentou alcançar as costas, quando ele finalmente caiu eu não pude acreditar no que estava vendo.

- YUNA!! - acho que nunca fiquei tão feliz na minha vida, lá estava ela Kim Yuna respirando pesadamente e com uma faca em mãos. Foi ai que percebi que ela havia jogados uma faca nas costas do lobisomem.

- YUUI!! VOCÊ ESTÁ BEM?!- ela pergunou pegando mais uma faca da tira embaixo de sua saia e as empunhando de maneira bruta, deixando bem transparente sua irritação.

- Mais ou menos... acho que já estive um pouco melhor!- ri da minha própria desgraça.

Foi então que nos demos conta de que as criaturas começavam a avançar até nós, corri até o lobisomem arrancando a faca de suas costas. Me virei e um vampiro tentou me morder mas eu cortei entre seus olhos fazendo o mesmo voar descontroladamente e bater com a cabeça em uma viga exposta.

Me virei e Yuna estava com uma faca presa em um Lobisomem, enquanto corria para desviar dos vampiros continuava segurando a faca, fazendo com que a própria virasse, subisse e descesse na carne do lobishomem. Ficamos nessa briga por um tempo, três facas já haviam quebrado e restava apenas uma. Yuna e eu estávamos de costas uma para a outra fazendo com que protegessemos uma a outra. Mas um vampiro jogou sangue nos meus olhos arrancando um leve grito de surpresa dos meus lábios. Com o grito Yuna jogou a última faca que restava nele e ainda haviam 4 criaturas para darmos conta.

Um vampiro pegou Yuna pela perna jogando a mesma com tudo na parede dando brecha para que um lobisomem chegasse perto de mim e desse um soco que me fez ir para trás, o mesmo se aproveitou da situação e me prendeu no chão apertando o meu pescoço. Olhei para o lado e outro lobisomem batia no rosto de Yuna consecutivamente, os vampiros começaram a ficar mais agitados devido a grande quantidade de sangue presente no local. Isso acabou fazendo com que os vampiros tirassem os lobisomens de perto da gente, eu não conseguia enxegar direito, apenas senti quando um dos vampiros me levantou pelo cabelo e me prendeu na parede.

Fiquei sem saber o que fazer, então ouvi um grito da minha amiga um dos vampiros havia enfiado uma garra no ombro dela mantendo ela presa no concreto. Ela se debatia e tentava se soltar, comecei a olhar em volta a procura de algo útil, abaixei um pouco o olhar e vi um vergalhão, comecei a esticar o máximo que podia enquanto o vampiro via seu amigo machucar a minha amiga. Mesmo que estivesse longe por algum motivo o vergalhão foi parar em minhas mãos e em menos de segundos dentro da cabeça do vampiro. Peguei a última faca que havia sido jogada em um dos vampiros e corri até Yuna, cravei com toda a força a faca na cabeça do vampiro fazendo com que ele soltasse ela, ela caiu no chão pesadamente e estava com os olhos semi fechados. Me permiti cair no chão e respirar também.

- Estamos vivas... - eu disse quase num sussurro.- ESTAMOS VIVAS!!!- gritei arrancando uma risada da pessoa pequena a minha frente.

- Minha heroína.- ela sorriu e tentou alcançar a bolsa, mas eu fui mais rápida a peguei lhe entregando - Toma. - ela me entregou um frasco - passa isso, vai camuflar seu cheiro humano - imediatamente passei aquilo pelo meu corpo, depois passei o que sobrou nela, nao era muito pelo fato d frasco ja estar abaixo da metade. - Você ainda tem força suficiente pra juntar esses caras em uma pilha só? - ela perguntou em expectativa.

- Tenho, mas pra que?

- Se deixarmos assim logo vão seguir o nosso rastro. - ela respirou fundo antes de continuar. - Preciso que você empilhe todos em um monte só e depois jogue isso em cima. - ela me entregou um frasco vermelho.

- O que é isso? - indaguei virando o frasco de um lado para outro.

- Isso pode fazer com que corpos de monstros desapareçam em chamas, mas tem que estar banhados em sangue humano para funcionar. Resumindo, isso só funciona com monstros mortos que tenham nos machucado. - após falar respirou fundo de novo, nós duas estavamos horríveis mas eu não tinha um buraco no ombro.

- Ok!

Comecei a fazer uma pilha, eram muitas criaturas eu levei quase uma hora pra juntar todos, por conta da quantidade e do peso deles. Após juntar todos eu abri o frasco e joguei em cima, a chama se tornando azul e logo consumindo os corpos deles até não sobrar nada. Peguei Yuna e dando apoio a ela, começamos a andar Yuna me guiando até sua casa, não era tão longe para nossa sorte.

Ela me explicou que ninguém havia se metido por que acontece com frequência perseguições e mortes na cidade, então as outras criaturas apenas ignoravam. Assim que chegamos tratei de tomar um banho e ajudei Yuna a tomar o dela, fizemos os devidos curativos nela, ela disse que amanhã de amanhã teria que ir trabalhar.

- Posso ser sincera? - eu perguntei vendo ela assentir- Não foi assim que eu imaginei que te veria pela primeira vez. - dei uma risada sendo acompanhada por ela, riamos juntas da nossa desgraça.

- Acho que pensamos igual então. Aah! Já ia me esquecendo amanhã meu irmão vai vir trazer mais frascos de poção para camuflar o cheiro. - Eu apenas escutei.- Sua arma ficou sem balas peça a ele algumas e diga que eu mandei. - eu ri do jeito que ela arregalou os olhos para pronunciar o "eu mandei".

Nós duas queríamos conversar mas estamos tão exaustas que preferimos dormir.

Eu estava naquela ponte de novo e tinha uma garota sentada nela olhando a água, derrapante a menina fica em pé e se joga da ponte. Eu tentei esticar meus braços para pegar a garota, mas nesse momento alguém correu ao meu lado e pegou a mão da garota. Reconheci a menina que segurava a outra, Yuna se esticava e percebi que seu ombro começou a sangrar, ela ignorou a dor e começou a falar com a garota que pela primeira vez subiu o olhar. Os olhos daquela garota ficaram cinzas não tinham cor, depois de um tempo ela soltou a própria mão e caiu na água.

Acordei com Yuna me olhando preocupada, eu estava soando muito e sentia todo o meu corpo tremer.

Eu queria entender por que tive esse sonho de novo.



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