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História Damnum Intulerat - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Guilherme e Pecka, o bardo e as flechas


Dia 17 escrevendo:

A rua estava barulhenta como sempre, a risada das criança era acompanhada do barulho de pedras caindo no chão, e eu encolhido enquanto era apedrejado pela terceira vez essa semana. Minha mãe sempre me falou que eu nasci diferente dos outros, eu era especial em relação ao demais! Mas não sabia que o meu "especial" séria tão desprezado nessa cidade.

Eu moro no reino dos homens, o local onde temos a grande influência da igreja e dá nossa firme mão real onde tem um objetivo comum: extensão e massacre as demais raças. Parece que eu sou um "híbrido", como me chamam, de humano e elfo, mas, mesmo assim, não sou considerado humano para eles. Eu não os culpo, eles apenas tem medo, mas... eu não quero mais sair para brincar.

×××

A respiração fazia uma fumaça gélida no ar, eu estava totalmente coberto com roupas quentes o suficiente para não ter meu desempenho prejudicado. Meu alvo estava ali, parado em algum lugar enquanto eu estava encima de um grosso galho apenas esperando uma brecha. Um movimento suicida dele: saiu correndo atirando flechas aleatoriamente. Desvio daquelas fechas jogando meu corpo para trás e uso a parte de trás das minhas pernas para me prender no galho, dobro minha coluna para conseguir olhar (ficando igual um "C" no galho) puxo a corda com a flecha, ele estava desesperado por não ter cobertura onde ele estava e acabou deixando as fechaduras cair e eu simplesmente disparei e lhe atingiu em seu braço.

--Aaaaah, poxa Pek! Como você faz para para ganhar sempre?? - Falou o garoto que estava com o braço esquerdo com a mancha vermelha da tinta da flecha de treino.

Soltando as pernas e caindo em pé, Pecka fica em pé no chão de neve que ele fica afundado suavemente.

--Treino e habilidades naturais, amigo. - Respondeu Pecka dando um sorriso orgulhoso.

--Crianças! A sopa tá pronto! - Falou um adulto em uma cabana próxima ao local, falou em um tom levemente alto para ouvirem.

--Pek, essa você perde! - O garoto bateu de leve no braço do amigo e começou a correr.

--VOLTA AQUI, ESSA SOPA É PARA MIM! - Pecka começou a correr atrás do mesmo.

--NÃO MAIS! - Respondeu gritando e dando risada ao final.

×××

--Guilherme, meu filho, não precisa se preocupar comigo, tá bom? -- Uma senhora falou com uma voz susurrante enquanto estava deitada em uma cama.

--Não diz isso, mãe. Olha, eu fiz uma sopa ótima para a senhora, vai ajudar a melhorar no mesmo instante! - O jovem com nome de Guilherme pegou a mão de sua mãe enquanto falava.

--Obrigado filho, você é um anjo... Filho, eu tenho uma coisa para você. De baixo da cama vai ter um baú, puxe ele e abra.

Guilherme, curioso, fez o que sua mãe pediu. Ao abrir, se lembrou de seu falecido pai que usava o objeto no baú.

--Mãe...Isso era do pai, não?

--Sim, meu filho, era. Mas você é o homem da casa faz anos e ele queria te dar isso quando você completasse seus 17(dezessete) anos. Ele dizia que a música tem poder.

Guilherme pega o pequeno violão do baú e o olha vendo detalhes de raízes e escrituras que, para ele, eram estranhas e desconhecidas.

--Filho, pode tocar algo para que eu possa dormir? - Pediu sorridente para seu filho.

--Claro. - Pegando seu violão, o garoto começou a toca-lo enquanto cantava uma música, a música preferida de sua mãe.

Os olhos da mulher estavam fechando vagarosamente enquanto lágrimas caiam e as últimas palavras vinheram a ser: "Eu te amo, se lembre sempre disso...". Um silêncio tomou o lugar antes de vim o choro e gritos do garoto suplicando para que sua mãe acordasse.

×××

Pecka, considerado por muitos de sua vila como um dos melhores caçadores, estava se despedindo de todos seus familiares e conhecidos. Ele queria tentar explorar o mundo a fora para conseguir emprego que pagasse melhor, mesmo depois dos avisos que teve dos mais velhos.

O pai de Pecka entregou um arco, uma bolsa de flechas e um saco de moedas para depois dar um abraço forte no filho. Pecka teve seu cabelo bagunçado pelo seu pai antes de se despedir e pegar um cavalo para sair de seu local de nascimento e começar a própria história sozinho.

×××

Não tendo mais motivo de continuar vivendo naquele reino só lhe tratava horrivelmente, Guilherme enterrou sua mãe e jurou que um dia voltaria para falar para sua mãe o quão feliz ele estava por sair daquela cidade e ser conhecido como o tão famoso músico que sempre falou que séria e que seu pai queria que virasse. Um sonho infantil todo que o mesmo não tinha conseguido superar.

O jovem pegou seu pequeno violão, uma bolsa que tinha coisas que ele achava importante, um martelo e placa em mãos e olhou para a casa que viveu a vida inteira pela última vez e fechou a porta. Colocou a placa na frente da porta e martelou um prego na mesma, a placa dizia: "Essa casa não tem moradores. Faça bom uso, por favor.".

O garoto saiu andando pela rua principal segurando seu pequeno violão e sendo visto com mal olhares pelo moradores e até insultado, foi aí que ele decidiu assumir que era um híbrido para todos daqui para frente, com orgulho da incrível família que ele teve.



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