História Damon - Capítulo 2


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Categorias Gossip Girl, The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Chuck Bass, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Nate Archibald, Stefan Salvatore
Tags Damon, Delena, Elena, Romance
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Palavras 3.891
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Novidades: acho que (vou) postarei os capítulos de dois em dois dias, assim vocês não esperam tanto quanto Teenage Dream.

Esses dois são como gato e rato, ai ai...

Boa leitura!

Capítulo 2 - The gates of hell have opened


Califórnia, Estados Unidos:

 

 

― Mas que merda tem acontecido com você a semana toda, Elena? - a voz de Katherine gritou ao mesmo tempo em que os cobertores foram violentamente arrancados do meu corpo. Acordei de supetão e resmunguei de cansaço e aborrecimento. Só queria ser deixada em paz para dormir!

― Katherine, não enche, estou dormindo! - Me enfiei debaixo do meu travesseiro, mantendo meu olho bem fechado. Senti um tapa em meu traseiro, o que me fez gritar e pular, ficando em pé ao lado da cama. - Isso é abuso de menor! - gritei para Katherine que estava ao pé da minha cama com seus braços cruzados e com os olhos fixos em mim. Merda. Ela não parecia nem um pouco satisfeita. Eu tinha feito algo errado. - O que eu fiz? Por que está aqui me acordando e me batendo? Sou sua irmãzinha, você não deveria...

― Não gaste suas palavras, eu te ouvi desligando o despertador e voltando a dormir. Matou aula hoje, e isso não é legal. Nem um pouco. Você tem agido com os hormônios desde que chegou da escola na segunda-feira. Qual é o seu problema? - resmunguei, não querendo explicar o motivo do meu comportamento daquela semana.

― Nada, só não estou me sentindo bem hoje. - eu não estava contando toda a verdade. Realmente não me sentia muito bem, mas o verdadeiro problema era que não queria ir para a escola naquele dia, porque não estava a fim de ter que passar outro dia lidando com Damon ainda mais passando mal. Se Katherine soubesse que ele andava implicando comigo, ela iria ligar para a escola e solicitar uma reunião, o que iria me constranger. Ou ela iria descobrir onde Damon morava e iria matá-lo. E isso me deixaria desabrigada, uma vez que ela tecnicamente era dona da nossa casa e pagava por tudo. Além de que, matar Damon, ganharia uma estadia na prisão Mountjoy, e eu seria deixada sozinha.

― Vou deixar passar só desta vez, porque você sempre vai à escola. Mas no futuro, me conte quando estiver doente, ok? Para que eu possa marcar uma consulta em um médico. - balancei a cabeça.  Deve ter a ver com minha menstruação. Acho que é isso que tem me deixado dolorida e irritadiça. Eu realmente estava para menstruar, mas o que realmente estava me incomodando era um babaca americano chamado Damon. Depois de nosso primeiro encontro na escola, segunda-feira pela manhã, ele tomou como missão pessoal ficar perto de mim o máximo de tempo possível durante todo o resto da semana, só porque sabia que eu odiava isso. Até o esbofeteei na quarta-feira, quando agarrou minha bunda. Ele disse que tinha uma aranha nela, que estava apenas tirando-a de cima de mim. Era uma porcaria de mentira, e ele sabia disso. Ele apertou minha bunda com tanta força que chegou a doer, e, por isso, sorriu enquanto fingia estar praticando uma boa ação. Sim, eu estava muito agradecida, agradecida demais por ele ter ficado com uma bela marca da minha mão pelo resto do dia, o que o deixou resmungando e fez com que seu irmão risse da sua cara. Falando em seu irmão, descobri que Stefan era o total oposto de Damon, era legal e não me irritava. Fizemos dupla em um experimento de ciências, e durante a aula ele se desculpou pelo comportamento de Damon. Gentilmente me pediu que não colocasse em prática nenhum dos planos que eu poderia ter arquitetado para assassiná-lo, porque ele gostava de tê-lo vivo, mas só um pouquinho. Era extremamente paquerador, mas eu nem dei bola e apenas foquei no projeto que iniciamos juntos. Com isso, ele pareceu entender que eu não estava interessada em paqueras ou mesmo em conversar. Depois dos primeiros minutos, ele nem sequer tentou arrancar uma conversa de mim, o que eu silenciosamente comemorei. Agora, se seu irmão também desistisse assim tão fácil, eu estaria no paraíso.

O resmungo alto de Katherine interrompeu meus pensamentos e fez com que eu olhasse para ela.

― O quê?

― Nada. - ela riu. - Só estou pensando em quando você tiver que dar à luz a um bebê. Se não consegue nem lidar com uma cólica menstrual, não vai conseguir lidar com nenhum aspecto do parto. - revirei os olhos.

― E você é muito experiente com partos? Ah, que pergunta idiota.

― Não, mas comparado a você, pelo menos nesse assunto, sou mais experiente. Sou estudante de medicina, estudando para ser obstetra. Estou no quarto ano, o que significa que já estive presente na sala de parto algumas vezes, enquanto mulheres davam à luz para que possa ver na prática o que terei que fazer quando me formar. - estremeci.

― Isso é tão cruel. Você realmente gosta de assistir a um pedaço de presunto de dez quilos saindo de uma vagina? - Katherine gargalhou outra vez e então se dirigiu à minha janela, abrindo as cortinas, me fazendo reclamar da luz do sol que penetrou em meu quarto.

― Levante-se e vista-se, vampira. Já que não vai à escola, pode fazer compras enquanto estou no hospital trabalhando. - era justo.

― Vai ficar no hospital o dia inteiro? - quando Kahterine não estava na faculdade, fazendo vários relatórios, escrevendo dissertações ou estudando para testes loucamente difíceis, ela ficava na maternidade, trabalhando como voluntária. Todos os estudantes de medicina no campo que ela escolheu tinham que ser voluntários por várias horas para adquirir prática em partos. Não era regra que ela fosse paga para isso, porque precisava se voluntariar para ganhar experiência, mas o hospital realmente pagava. Não era muito, mas o suficiente para que pudéssemos viver. Não que precisássemos do salário de Katherine Ainda tínhamos muito do dinheiro que nossos pais nos deixaram, o que nos sustentaria até que Katherine se tornasse uma obstetra e recebesse uma renda estável. Assim que eu terminasse o último ano na escola e me formasse, eu pegaria um trabalho temporário que, com sorte, se tornaria permanente quando eu começasse a faculdade para não ter que pedir dinheiro toda hora para ela.

 ― Sim, eu tenho que ver bebês vindo ao mundo hoje, não é brilhante? - Katherine bateu palmas, chamando minha atenção outra vez. Olhei-a com um ar brincalhão, fazendo-a bufar. - Tudo bem, então, sei que você não dá muito valor ao que eu faço, mas pense que um dia você vai dar à luz, e eu poderei estar lá te ajudando! - Katherine parecia muito excitada com aquele pensamento.

― Eu nunca vou ter filhos! Por que ter filhos só para ter que me preocupar com a saúde e segurança deles pelo resto da vida? Isso é estressante demais para mim, muito obrigada. - ela revirou os olhos.

― Alguém ainda vai mudar esses seus pensamentos, irmãzinha. Não vou ser a única pessoa a quem você ama e com quem se preocupa. Alguém vai arrebatar esse seu coração de pedra e montar acampamento por um bom tempo, e você não vai poder fazer nada a respeito.

― Não me ameace! - retruquei. Katherine riu e perguntou.

 ― Por acaso você acha que o amor é uma ameaça?

― Sim!

― Elena, você tem mesmo que sair um pouco mais. - revirei os olhos, mas decidi levar na brincadeira.

― Ok, irmã, então eu vou começar a minha busca pelo amor indo ao mercado fazer compras. Nunca se sabe, posso encontrá-lo no corredor de aves. - Katherine ria enquanto balançava a cabeça para mim.

― Uau! Ótimo lugar para começar! - ela disse sarcasticamente antes de me dar uma piscadinha e sair do meu quarto. Revirei os olhos na direção do teto e me joguei de costas na cama. Resmungando, fechei meus olhos.

Fiquei parada daquele jeito por tanto tempo que acabei cochilando, e quando acordei, percebi que já não estava mais tão claro. Verifiquei o relógio em meu quarto e vi que eram 16h32. Bocejei e me levantei da cama, espreguiçando-me; abracei minha barriga quando uma nova rodada de cólicas me atacou. Fui para o banheiro e me lamentei. Sem dúvida minha menstruação tinha chegado, exatamente como previ. Me limpei, lavei e me vesti antes de ir ao primeiro andar da casa para tomar algum analgésico. Katherine já tinha saído para trabalhar há horas, deixando a lista de compras no balcão junto ao dinheiro para pagar tudo. Enfiei a lista e o dinheiro no bolso do meu jeans, e trancei o meu cabelo para que saísse do meu rosto. Nem me preocupei em passar maquiagem, porque eu me sentia uma merda e voltaria para cama assim que chegasse em casa, então, saí com a cara limpa. Coloquei meus fones de ouvido enquanto descia a rua, escolhendo o modo aleatório no meu iTouch. Passei por duas pessoas no caminho, mas se tivesse passado por outras não teria reparado porque estava muito ocupada observando a linda vista. Suspirei um pouco, afinal, viver perto de montanhas realmente tinha suas vantagens. Eu nunca me cansava da vista que elas ofereciam; os penhascos, as trilhas, os vários tons de verde, as árvores enormes, e, é claro, as ovelhas ao longe. Feliz e satisfeita, olhei à esquerda e depois à minha direita, o que apenas tornou meu sentimento de felicidade ainda mais profundo. À esquerda, eu tinha a vista da montanha, à direita, a vista da cidade. O condomínio onde eu vivia era mais alto do que o resto dos condomínios do bairro, porque ficávamos do lado direito da montanha. O que significava que eu conseguia ver toda a cidade, o que era maravilhoso. Nunca pensei sobre o fato de que o local onde eu morava era lindo, mas ele era, quando se prestava bastante atenção. Minha caminhada até o Shopping Center foi rápida e, antes que reparasse, eu já estava na Loja Dunnes, andando e empurrando um carrinho. Peguei a lista que Katherine fez e comecei a pegar os itens que ela escreveu. Adicionei alguns biscoitos e outras guloseimas, porque era a época do mês em que eu realmente precisava deles. Eu tinha me inclinado para pegar os biscoitos com três camadas de chocolate ― os melhores biscoitos do mundo ― na última prateleira. Tive que me ajoelhar porque só havia dois pacotes, e eles estavam muito lá atrás. Peguei-os e, quando me levantei e me virei na direção do carrinho, congelei no meio do caminho.

― O que você está fazendo aqui? - vociferei. O sorriso no rosto de Damon Salvatore transformou-se em uma risadinha.

― O que você acha que eu posso estar fazendo em uma loja de doces? Tomando um banho? - fiz uma careta para ele.

― O nome é supermercado, seu idiota de merda. - eu disse friamente, avançando com meu carrinho. Damon parou na minha frente, bloqueando meu caminho. Respirei bem fundo. - Saia daí. Agora!

― Por que você não foi à escola hoje? - perguntou, ignorando minha ordem. Ele tinha reparado que eu não fui? Provavelmente porque não tivera ninguém para azucrinar já que eu não estava lá.

― Estou doente. - disse e tentei sair de perto dele mais uma vez. Ele bloqueou meu caminho, dando um passo para o lado ao mesmo tempo que eu.

― Você não parece doente. - comentou. Olhei fixamente para ele.

― Isso mostra o quanto você sabe, não é mesmo? - resmunguei. Curvei-me quando senti uma pequena pressão no meu abdômen inferior, o que me causou uma dor imensa. – Damon, saia já da minha frente!

― Você vai vomitar? - ele perguntou, ainda bloqueando meu caminho.

― Sim, eu vou vomitar, e vou mirar em você se não sair daí - avisei. Damon bufou.

― Não, você não parece enjoada. Mas parece estar com dor no estômago.

― Obrigada pela observação, doutor cara de babaca, agora saia! - cuspi as palavras. Damon riu para mim e então olhou para minhas mãos.

― Eu ficarei feliz em sair daqui assim que me der esses biscoitos. - apertei os biscoitos contra meu peito, como se fossem uma criança recém-nascida.

― Nem a pau! Eu os vi primeiro! - Damon revirou os olhos.

― Eles são os últimos biscoitos com três camadas de chocolate na loja inteira, mas você os pegou no fundo da prateleira. Se quiser que eu saia daqui, vai ter que dá-los para mim.

― Estes eram os dois últimos pacotes da loja, mas não vou te entregar nenhum deles, e se você não sair daí, vou gritar que é um estuprador e fazer com que seja preso! - alertei. Ele inclinou a cabeça para trás e riu, então, eu vi a oportunidade para manobrar e sair de perto dele. Usei uma das mãos para segurar os biscoitos contra o peito e a outra para segurar o carrinho. - Ah, nem pense nisso! - quando senti mãos agarrando minha cintura por trás, quase morri. Ele estava me tocando! Damon Salvatore estava com suas mãos em minha cintura, pressionando seu corpo nas minhas costas. Ah, meu Jesus! Será que aquele filho da puta tinha algum último desejo antes de morrer? - Vou te dar três segundos para tirar as mãos do meu corpo, ou vou te nocautear. -  Damon riu bem no meu ouvido, fazendo com que meu corpo ficasse mais tenso do que já estava antes.

― Acha que pode comigo, linda? - linda? Será que ele estava tentando ser engraçado ou algo assim?

― Eu acho! - retruquei e disse. - E não me chame assim!

― Posso chamar você do que eu quiser, por causa da liberdade de expressão e coisas assim.

― Você é tão idiota e burro...me solta! - me debati e cheguei a engasgar quando ele esticou um dos braços e tentou pegar meus biscoitos. Não. Era. Possível! Levantei minha perna e chutei Damon por trás; ele grunhiu enquanto dava um pulo para longe de mim. Girei meu corpo e o olhei, enquanto ele balançava a perna, provavelmente tentando fazer a dor passar.

― Sua puta! - ele sibilou. Sorri para ele.

― Da próxima vez que me tocar serão suas bolas. Não aprendeu a lição que me tocar faz com que eu bata em você? - ele revirou os olhos e esfregou a bochecha como se ainda sentisse a dor da bofetada que dei nele na quarta-feira por tocar minha bunda. Ele deixou as mãos caírem e sorriu para mim.

― Você tem uma bunda avantajada, não consigo evitar. - fiquei boquiaberta. Ele tinha me chamado de gorda. Ele tinha mesmo me chamado de gorda. Eu não me importava de parecer com uma baleia; mas não se chama uma garota de gorda, especialmente na cara dela. O insulto me magoou, e eu me odiei por isso. Queria magoar Damon também, então, devolvi a afronta, embora ele fosse puro músculo.

― Você é gordo! - retruquei, virando-me e pegando meu carrinho com uma mão, começando a empurrá-lo. O cara de babaca me impediu. Ele se colocou entre mim e o carrinho. Não gostei disso nem um pouco.

― Eu não te chamei de gorda. - mentiroso!

― Chamou sim, seu saco de merda!

― Eu disse que você tem uma bunda avantajada, o que é bem diferente. - ele constatou. O quê?

― Não é diferente, você disse que minha bunda é grande.

― Grande de uma forma sexy. - olhei para ele, reprimindo o desejo de espancá-lo com meus biscoitos até a morte.

― Gordo não é sexy. afirmei.

― Uma bunda avantajada é sexy, sim. - Damon disse, ainda parado na minha frente. - Quando eu disse avantajada, eu realmente quis usar o melhor sentido da palavra, não no sentido de obeso. Você tem uma bunda grande, o que é sexy. - por que estávamos tendo aquela conversa sobre minha bunda gorda não ser gorda?

― Pouco me importa. Eu e minha bunda queremos sair daqui, então, saia da frente. - Damon sorriu, estendeu a mão e disse.

 ― Primeiro os biscoitos. - agarrei os biscoitos com mais força.

― Vai ter que arrancá-los das minhas mãos depois de morta, seu babaca. - Damon deu uma risadinha e aproximou-se de mim; entrei em pânico e balancei o braço, atingindo-o bem na cara com minha mão. Ele se desequilibrou para o lado, saindo do meu caminho, enquanto segurava o próprio rosto. Disparei em frente, agarrando meu carrinho, saindo correndo pelo corredor.

― Elena! - ele gritou. Virei-me e segui na direção do caixa, mais do que pronta para pagar pelas compras e ir para casa. As pessoas obviamente estavam ouvindo Damon gritar, olhando para o corredor de onde eu tinha acabado de sair. Fingi também estar confusa; não queria que ninguém soubesse que eu era a Elena por quem Damon estava gritando. Coloquei-me em uma das filas e comecei a esvaziar meu carrinho na esteira, enquanto gritava mentalmente com a mulher na minha frente para se apressar e empacotar suas coisas. - Eu poderia mandar te prender por agressão, sabia disso? Você me bateu duas vezes lá atrás. - suspirei, sabendo que ele tinha mencionado aquele assunto só para me irritar.

― Foi em legítima defesa, você colocou as mãos em mim sem que eu te desse permissão. - cuspi as palavras enquanto empurrava meu carrinho para frente sem nem olhar para ele.

― Isso é mentira. -  Damon rosnou. Revirei os olhos.

 ― Você tem que superar isso, querido. - avancei quando vi que a moça na minha frente tinha terminado, e, graças a Deus, a atendente registrou minhas compras e me ajudou a empacotá-las em tempo recorde.

― Esses biscoitos são os mais gostosos da loja inteira, estão sempre esgotados. -  a mulher sorriu quando os colocou em uma bolsa. Olhei para Damon, que estava olhando para mim. Isso me fez sorrir antes de olhar de volta para a mulher.

― Concordo, são deliciosos.

― Filha da puta. - Damon murmurou, fazendo a mulher virar o pescoço para olhá-lo, o que me fez bufar. Paguei pelas compras e peguei as três sacolas. Estavam pesadas, e eu odiei o fato de Katherine não estar lá para me ajudar a levá-las para casa. Respirei bem fundo e me virei em direção à saída do mercado, mas parei em frente às portas quase choramingando. Estava chovendo muito lá fora. E eu nem sabia por que estava surpresa, uma vez que isso sempre acontecia. Aqui na Califórnia, o tempo poderia estar leve e fresco e no minuto seguinte começar a chover intensamente. Suspirei e olhei para o céu depois de passar um minuto inteiro só olhando para a chuva.

― Não dá para me deixar um pouco em paz, Jesus?

― Acho que ele não atende pedidos de pessoas que atacam inocentes. - me sobressaltei com sua voz, o que o fez rir. Balancei a cabeça sem olhar para Damon quando ele se aproximou para mim.

― Como você conseguiu pagar suas compras e empacotá-las tão rápido? - perguntei.

― Mágica! - ele respondeu. Revirei os olhos.

― Bem, então use sua mágica para desaparecer da minha frente. - Damon bufou.

― Você ia adorar isso, não ia? - olhei para ele, estreitando meus olhos, e sorri.

― Eu preferiria que você desaparecesse da face da terra, cara de babaca. - Damon olhou para mim como se quisesse me assassinar, então, eu me afastei dele.

― Não me admira que tenha comprado absorventes, deve estar naquele período do mês. - ele balançou a cabeça. Ele viu meus absorventes? Ah, Deus! Senti meu rosto corar.

― Cale a boca! - ele sorriu para mim.

― Você fica mesmo muito irritada quando está menstruada. - ah, meu Deus! Me tire daqui.

― Bem, isso aqui foi horrível, espero que não nos encontremos aqui, ou em qualquer outro lugar, outra vez. Um péssimo dia para você, senhor. - inclinei a cabeça e saí na rua.

― Quer dar uma volta comigo? - ouvi a voz de Damon gritar à distância. Engasguei e me virei na direção dele, reparando que ele estava caminhando em direção a um Jipe grande e preto.

― Seu babaca! Como tem coragem de me perguntar isso? - gritei. Damon parou de andar e olhou para mim com as sobrancelhas erguidas antes de rir.

― Merda, eu quis dizer ir comigo, te levar em casa no meu carro. Eu não quis usar nenhum sentido pejorativo, não estava te convidando pra transarmos nem nada, Elena. - me senti corar.

― Que seja! Eu não preciso de uma carona! - me virei e continuei saindo do estacionamento, em direção à calçada. A chuva estava tão forte que começava a pingar em meus olhos, dificultando minha visão. Esfreguei meus olhos no ombro, pressionando-os. Eu nunca me importei com chuva ― estava acostumada com ela ― e até gostava de caminhar debaixo de chuva forte. Mas não quando estava carregando coisas pesadas. Olhei para o Jipe do Damon quando ele passou por mim e gritei quando ele passou perto demais e espirrou água suja em mim.

― Seu porco! - gritei o mais alto que pude. Derrubei os pacotes com as compras enquanto recebia a água, então, rapidamente me inclinei para pegá-las. Juro que Damon teve sorte porque tudo que comprei estava embalado em plástico e nada iria estragar por causa da água.

 ― Você não vai acreditar em mim, mas eu estava me aproximando de você para te oferecer carona outra vez. Eu juro que não queria te molhar. - Damon gritou do carro, uma vez que a janela do passageiro estava aberta, e então gargalhou. Ele estava mesmo rindo de mim! Resmunguei enquanto olhava para a direita, para a janela aberta do Jipe de Damon Usei meu ombro para tirar a água dos meus olhos antes de cuspir um pouco da que tinha entrado em minha boca.

― FODA-SE - gritei. - SÓ ME DEIXE EM PAZ. ODEIO VOCÊ! - suas sobrancelhas se ergueram um pouco ao me ouvir gritar, mas eu não me importei. Que ele se fodesse. Com isso, me virei e comecei a correr até minha casa. Não parei até que estivesse na segurança do meu lar. Logo me joguei de bunda no chão, com a porta pressionada em minhas costas.

― Elena? É você? Cheguei mais cedo e tentei te ligar para ver se você precisava...- a voz de Katherine foi cortada no meio da frase, antes que uma risada abafada preenchesse o silêncio. - Você está parecendo um rato ensopado. - grunhi, inclinei minha cabeça contra a porta e fechei os olhos. Estremeci um pouco quando comecei a sentir cólicas, adicionando mais uma coisa horrível àquele dia de merda. - Não pensei que estivesse chovendo tanto. Você está mesmo ensopada, Lena. O que aconteceu? resmunguei, ainda sentada no chão com as compras ao meu redor. Eu poderia facilmente contar a ela que um babaca americano me ensopou com seu carro antes de me assediar dentro do mercado, mas eu não queria falar sobre Damon, nem mesmo pensar naquele idiota.

― Não quero falar sobre isso. - irritada por estar molhada até os ossos, e por ter um aparelho reprodutor feminino, inclinei a cabeça para trás, encostando-a na porta e fechei os olhos novamente, antes de expirar bem alto. Damon era realmente culpado por uma dessas coisas, então decidi culpá-lo por todo o resto também. Era oficial: eu odiava Damon Salvatore, agora e para sempre.

 


Notas Finais


ELES BRIGANDO POR CAUSA DE COMIDA HAUAHAUAHAUA!

O que estão achando desse começo?


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