História Dança das Lâminas - Capítulo 16


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Categorias Inuyasha
Tags Inuyasha, Ocs, Saga 1, Tortura, Tragedia
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Palavras 2.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - A Face da Morte


O som do martelo golpeando o metal era ensurdecedor, aquele ruído agudo parecia tornar-se mais fino a cada martelada que se era dada. O metal que Touga golpeava violentamente incandescia em um tom alaranjado muito brilhante, o que significava a temperatura elevada em que se encontrava.

Touga havia caminhado sem rumo por poucos dias, sempre conversando consigo próprio em murmúrios silenciosos, estes quais Myoga era incapaz de ouvir mesmo em seu ombro. Ele permaneceu em seu silencioso tormento por algum tempo, pelo menos até aparentemente tomar uma decisão.

O General forjava uma lâmina da qual Myoga perguntava qual seria o propósito, lamina essa que nascia de materiais especiais: tal lâmina era seu canino direito infundido com metais demoníacos, resfriada com o próprio sangue de quem o forjava. Por dias o homem gastou suas energias para forjar e moldar o fio da lâmina, Myoga permanecia fielmente ao seu lado, quieto enquanto observava curiosamente o youkai forjar uma lâmina com as próprias mãos. Não demorou mais do que cinco noites até aquela arma estar completa: era uma provavelmente uma das maiores Ō-Katanas da qual o pequeno servo chegou a pousar os olhos, era supostamente quase do tamanho de uma Ōdachi, mas ao ver que Touga conseguiu empunhá-la com apenas uma mão, ficou claro que poderia ter o tamanho de tal lâmina, mas não pesava da mesma maneira.

Myoga deixou-o descansar depois daquele trabalho duro que o homem fez por dias, percebia que estava esgotado só por lhe ver deitado ao chão de sua forja. Não tinha muito tempo que Touga encontrou aquela cabana em meio à uma floresta, essa qual não passava de uma velha casa abandonada que rapidamente serviu como uma forja improvisada. O homem parecia ter cedido à exaustão e descansava ali mesmo, no mesmo local onde sentou após seu árduo trabalho ter se completado, mas Myoga sabia que ele teria pouco tempo de descanso.


— Amo Touga? – Chamou Myoga assim que o percebeu se levantando. Touga nada disse, apenas se levantou em silêncio e fez um rápido movimento para agarrar a lâmina, quase tão grande quanto ele. — O que pretende fazer agora? – O youkai suspirou, como se buscasse fôlego o suficiente para dizer algo.
— Alguém precisa conhecer o significado da palavra esperança... e eu serei essa esperança. – Respondeu, ainda com um tom melancólico.
 

Touga já havia se decidido do que iri fazer, mesmo que ele sentisse que aquilo era algo digno de punição, ele não retornaria com sua palavra. Myoga percebera que havia algo realmente enorme pairando sobre o homem, conseguia sentir que algo atormentava ele de maneira silenciosa, mas ainda sim, Touga permanecia à caminho da mansão.

Talvez nada mais o impediria de continuar.

 

Laura havia recebido sua sentença por tudo que fez contra o próprio clã, a julgaram de traidora e assassina, duas coisas indignas e vistas com maus olhos por todos, inclusive, para seguidores fiéis do General, aliados e inclusive, para os membros da família real.

A hanyou estava em um pátio à céu aberto onde haviam youkais a assistindo, a mesma se encontrava sentada sobre um fino tapete de algum tipo de tecido branco, usava somente seu hakama enquanto sua parte superior estava despida, com apenas seus seios coberto por faixas, cujo enganavam seus inimigos sobre seu sexo. Laura podia ver claramente que diante dela havia uma wakizashi e sabia muito bem o que queriam que ela fizesse: Seppuku

O Lorde daquela mansão continuava a olhando com a mesma repudia ou até mesmo pior que direcionava para InuYasha, Yamamaru havia descobrido há anos sobre aquele hanyou impuro, nascido do ventre de uma humana. InuYasha passou a trazer uma grande desgraça ao nome de seu pai, e Touga envergonhava e sujava o Clã Taishou com seus sentimentos incomuns por humanos. Yamamaru ordenou que matassem InuYasha assim que ainda um bebê, mas nenhum dos mandados dele retornaram com a cabeça do hanyou, provavelmente eram todos eliminados por Touga. Em algum momento, Laura havia pego aquela wakizashi e a levava até o próprio abdômen, mas ao mesmo tempo em que iniciava aquele ritual, a hanyou olhava para seu avô; seus olhos ardiam com ódio. Aquele olhar de certa forma o incomodava, não era apenas por aquela "desgraça" olhá-lo diretamente e sem respeito algum, mas havia algo que ria dele, Yamamaru conseguia sentir uma presença ainda pior dentro dela.

Aquela hanyou havia terminado o corte horizontal em seu abdômen, já sangrava de forma incontrolável quando iria retomar seu fôlego para prosseguir, mas àquela altura, Yamamaru gritou para que interrompessem aquele ritual. Sesshoumaru o cortou, ordenando que prosseguissem enquanto passava por cima da autoridade do próprio Lorde, e como ordenado, a hanyou concluiu o ritual em mesmo instante.

Yamamaru tomou um semblante mais demoníaco em relação à Sesshoumaru, este ousou lhe tirar a autoridade e aquilo foi seu pior e mais duro erro, o menor queria lhe ver morta tanto quanto Yamamaru queria. O corpo da garota cedeu para trás no momento em que aparentemente havia morrido, mas quase em mesmo tempo, a pele parda da garota tornou-se pálida e cinzenta.


— SESSHOUMARU! O QUE VOCÊ FEZ?! – Gritou o youkai, enfurecido. Sesshoumaru não conseguia entender o motivo de seu avô estar tão furioso, nem conseguia imaginar porque este queria interromper aquele ritual. — NUNCA MAIS OUSE PASS-
— Oh... olá Senhor dos Cães. – Uma voz sombria surgiu naquele pátio, não havia sido somente Yamamaru à ouvir aquilo, quando ele olhou ao redor, percebeu que todos procuravam por tal voz. — Está procurando por mim, Taishou? Estou Aqui.
 

Todos olharam para o centro do local onde o corpo cinzento parecia se mover, não tinha como Laura estar viva àquela altura, estava pálida devido a hemorragia externa e interna, mas ainda sim revirou seus olhos mórbidos. A hanyou estava entre a vida e a morte, mas algo dominava seu corpo de forma visível, uma névoa negra a envolvia em um abraço agonizante, até o momento em que se levantou.

Todos olharam aterrorizados para aquela figura pálida, os soldados já apontavam suas lanças quando aquela figura fez um gesto de um tapa em meio ao ar, imediatamente uma rajada forte de vento parecia ter batido nestes, os atirando ao ar. Yamamaru percebeu de maneira rápida que quem agia era alguma outra alma dentro daquele corpo, aquela hanyou nem mesmo parecia ter alguma consciência de que ainda estava viva. Ela avançava com uma gargalhada insana e demoníaca, não era a voz dela, nem mesmo de uma garota, era uma risada maligna e rouca demais para pertencer à um hanyou. Sesshoumaru olhava fixamente para aquela imagem no centro do campo, seu rosto estava completamente desfigurado e nem mesmo parecia pertencer à um Taishou. Sua voz era ameaçadora, uma aura demoníaca impregnava sua pele de maneira que demostrava à Yamamaru sobre a situação da hanyou: Laura estava sendo possuída. Os soldados imediatamente se colocaram diante da youkai em uma barreira, todos empunhavam suas naginatas em direção à menor.

Sesshoumaru observava todos avançando contra a pequena figura, não havia como ela enfrentar todos de uma vez, não tinha como uma mera hanyou vencer todos, porém, Yamamaru não parecia certo quanto àquilo. Não demorou mais do que segundos até novamente uma risada bradar naquele campo, seguido pelo som de armaduras e ossos se partindo enquanto, em uma explosão violenta, todos aqueles próximos à hanyou eram atirados ao ar. Não havia chamas naquele campo, mas uma névoa semelhante ao fogo se espalhou como ar, impregnando os soldados que apenas conseguiram soltar rápidos gritos antes daquela energia lhe consumir até a última fibra de carne, deixando apenas os ossos.

Yamamaru ordenou que evacuassem todo o perímetro no mesmo instante que percebeu a ameaça, algo que Sesshoumaru não permitiria enquanto permanecesse de pé: o youkai ordenou que neutralizassem a hanyou sem temê-la, afirmando que ela apenas tinha a força de quem quer que a possuísse, e não a mesma velocidade e defesa de um.


— Fique quieto, criança insolente!! – Bradou o maior, com um tom tão agressivo que provocou uma reação de espanto em seus soldados. — Escute bem: Você está em MINHAS terras! Enquanto estiver sob minha mansão, sou eu quem DITO as regras! Está entendendo qual é o seu lugar, criança? – Perguntou Yamamaru.
 

Sesshoumaru o olhou com desdém, mesmo que estivesse de olhos furiosos como os de Yamamaru, o menor não se mostrava estar ameaçado com ele, nem mesmo se mostrava incomodado. Sesshoumaru apenas se virou e avançou em direção ao campo onde aquela monstruosidade se encontrava, os soldados se mostraram preocupados em relação à segurança do príncipe, mas Yamamaru ordenou que o deixasse de lado, afirmava que precisavam se preocupar com algo realmente importante. 

Sesshoumaru estava aparentemente calmo de maneira fria, como era o seu comum, mas as vezes até mesmo o interior de uma montanha coberta por neve esconde rios de magmas furiosos. Ele estava incomodado, furioso com o medo que seu avô parecia ter em relação à Laura, ele a temia quase como... se ela fosse capaz de destruir tudo ao seu redor, Sesshoumaru não aceitava que alguém tão capaz de guardar poderes destrutivos quanto Yamamaru temesse uma menina hanyou. O youkai avançara até estar à poucos metros da hanyou, ela fedia à um cadáver ensanguentado, talvez devido ao profundo corte em seu abdômen, mas aquilo só explicava quanto ao cheiro de sangue. Sesshoumaru percebia que "aquilo" andava lentamente, arrastando seus pés enquanto parecia um boneco de pano manipulado por uma criança, o youkai carregava uma katana simples, porém que possuía metal de uma ótima qualidade, uma vez criada pelos ferreiros do clã. Sesshoumaru aponto a lâmina em direção à Laura, o fio de sua katana era tão afiado que o ruído criado por esta mostrava o vento sendo cortado.

Aquela figura pálida tombou a cabeça para o lado, olhos mórbidos o olhavam agora, mas logo quando ele olhou naqueles olhos cinzas, Sesshoumaru conseguia ver a face de quem realmente o controlava, um rosto imerso em sombras.

Tudo que Sesshoumaru pudesse olhar parecia ter sido consumido pelas trevas: sobre sua cabeça pairava um céu mergulhado em uma eterna noite, sem nuvens e nem mesmo a lua, abaixo dele estava um grande campo afogado em ossos. Sesshoumaru não sabia para onde subitamente havia sido levado, mas aquilo nem mesmo o preocupava, porque havia algo que realmente atraía toda sua atenção. Havia uma figura sentada em uma espécie de trono de ossos ao centro daquele lugar, um grande youkai com enormes asas de penas negras, seu rosto estava coberto por uma máscara de crânio de cachorro que ocultava toda a feição do homem, mas ainda sim se viam seus olhos brancos brilhando.

A enorme figura se levantou de seu assento, seu manto sombrio escorreu por seu corpo até cobrir-o por completo, de forma a parecer se vestir com as próprias trevas, aquilo lançava seu olhar de interesse para Sesshoumaru, e neste mesmo instante em que ficou de pé sobre os ossos, tudo retornou ao que era antes.

Em um piscar de olhos, tudo aquilo passou como se tratasse de meros segundos, e quando Sesshoumaru veio a perceber, Laura estava à centímetros de alcançá-lo. O youkai rapidamente tentou atacá-la com sua katana, mas como a menor havia se atirado contra ele, o impacto na lâmina fez com que Sesshoumaru tivesse de ficar na defensiva. Havia um sorriso na face cinza da youkai, um sorriso enorme que mostrava quase todos seus dentes, Sesshoumaru estava de frente com aquele rosto quando o forçou a se afastar. Atirou-o para longe, percebendo então que seus movimentos eram rígidos agora, ao contrário de antes, aquilo caiu de pé à metros de Sesshoumaru.


— O filho mais velho do cachorrão? Interessante. – Dizia uma voz que soava vir da hanyou, mas mesmo com aquilo, Sesshoumaru já sabia à quem esta pertencia.
 

Sesshoumaru segurava a lâmina com sua mão, encarava a figura à sua frente com a mesma fúria a qual se dirigia para algum inimigo, embora soubesse de sua descendência, a face demoníaca da hanyou se retorcia em um sorriso monstruoso enquanto aquilo o encarava. Todo o ar ao redor deles parecia ter ficado, de alguma forma, pesado e tempestuoso conforme uma enorme massa de yōki exalava daquela garota. O youkai sentiu uma forte rajada de ar se direcionando à ele e imediatamente recuou, Sesshoumaru não só sentia o vento de comportando de forma incomum como percebeu todo o ar ao redor mergulhar em uma energia tão forte ao ponto de provocar uma tempestade.

Sesshoumaru ignorou aquilo tudo e avançou contra a figura à alguns metros, disposto à lhe golpear, porém, sua espada rebateu em um escudo impenetrável e se partiu em mesmo instante. O youkai recuou no momento que uma rajada o golpeou na face, cortando-a como se tratasse de alguma outra lâmina, era desta rajada que ele escapara antes, e agora entendia o porque havia feito aquilo.


— Esse yōki... é impossível que uma energia tão intensa pertença à uma hanyou... à menos que... – Sesshoumaru se perdia em pensamentos quando novamente foi atacado por rajadas que se transformavam enquanto viajava através do ar.
 

O youkai foi arremessado ao ar devido um forte golpe que o atingiu enquanto ele não percebia o mundo exterior, golpe esse que lhe cortou o abdômen de maneira preocupante, porém, devido à sua natureza demoníaca, podia ocultar a dor. Sesshoumaru ouvia-o rir com sarcasmo, podia claramente ver seu olhar de escárnio enquanto aqueles olhos o olhavam de cima a baixo de maneira reprovadora, aquilo almejava por sua morte e não se contentaria em apenas desejar.

O ar parecia ter ficado mais violento, tanto que se ouvia o trovão de uma tempestade demoníaca se aproximando enquanto deixava rastros de caos por onde trilhava, o "Rosnado da Tempestade" se aproximava mais rápido do que ele seria capaz de desviar em seu estado atual



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