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História Dança das Lâminas - Capítulo 30


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Notas do Autor


Quem diria, estou quase indo para os 30 capítulos, mas são meio q literalmente 30 se contar com o prólogo kk
Desculpem caso a fic esteja, sei lá, longa demais, mas eu não consigo escrever coisas q se resolvem em um ou dois capítulos, mas enfim, obrigada por lerem, tenham uma boa leitura o/

Capítulo 30 - Ch. 29 - Conflitos da Linha de Frente


Kasairyuu estava no topo de uma das torres de vigia. A vasta floresta que se estendia até o limite do horizonte parecia interminável antes da guerra começar, mas agora, era uma mancha vermelha próxima do céu. Sua expressão era de alguém incomodado, o dragão via o que era um campo devastado onde os mortos não descansariam, e essa sensação fúnebre se aproximava mais rápido do que imaginavam.

Ao centro do acampamento, uma agitação se espalhava, de forma barulhenta e caótica.


— Quero que me expliquem: Mas que história é essa?! – Hetsuko gritou, agitada de forma à parecer uma nuvem de tempestade trovejando.
 

Nenhum dos generais aliados pareciam dispostos à ter que informá-la sobre aquilo, e tudo que lhe foi dito era que seu pai, o Lorde Yamamaru, não havia retornado. Hetsuko sequer soube de que seu pai sairia para algo, e devido todos os acontecimentos recentes, era perigoso sair despreparado até mesmo para alguém como o DaiYoukai. O que mais lhe incomodava em toda aquela situação nem era o fato de que ninguém queria lhe contar, mas sim Yamamaru não ter lhe dito nada.


— Eu já disse que não podemos, Senhora. – Yatsutaka respondeu, com um forte pesar na voz, fazendo a jovem encará-lo. — Assim como fui instruído pelo Lorde à manter sua esposa em segurança, ele me deu ordens de impedir que seus filhos acabem tendo o mesmo fim do General Taishou.
EU NÃO LIGO PARA O QUE ELE TE INSTRUIU!!! – Hetsuko respondeu, deixando claro que não permitiria ser segurada ali. A mulher caminhava de um lado ao outro, nervosa com toda aquela situação quando Kasairyuu parecia se aproximar. Yatsutaka se curvou para recebê-lo com respeito quando aquela DaiYoukai se virou em direção ao irmão.
— Hetsuko, se controle! Eu escuto você do campo leste. – O rapaz comentou, com um sorriso em seu rosto, mas Hetsuko estava descontrolada demais para dar ouvidos. Seu semblante descontraído se desmanchou, ele sentia que a situação era séria. — O que... está exatamente acontecendo?
— Nosso pai. – A mulher respondeu da forma mais rápida possível, mas era uma resposta sem nenhuma explicação e isso apenas deixara Kasairyuu confuso. Hetsuko passou uma das mãos por seu rosto, tentando espantar aquela sensação desconfortável. — Ele precisava participar de uma reunião havia algumas noites, teria de passar uma estratégia para seu exército, mas por algum motivo... ele saiu e não retornou.
— Acha que algo possa ter acontecido com ele? – Kasairyuu perguntou, quase rindo se a situação não exigisse seriedade. — Hetsuko, estamos falando do Yamamaru! O LÍDER do Clã Taishou!! Ele jamais perderia para aquele homem como- – Antes de que sua voz terminasse a frase, Hetsuko o cortou.
— ..."Como aconteceu ao Touga"? Era isso que estava prestes a dizer?... – Hetsuko soou como se estivesse ofendida, olhando agora para seu irmão. Kasairyuu se manteve quieto, mas sua expressão era de alguém que entendia o erro que estava para cometer. — Não se esqueça, irmão, o Touga pode ter sido descuidado ao deixar que uma coisa como aquela viesse à lhe acontecer, mas ele era "O Mais PODEROSO dos Generais dos Cães"! Não estamos falando de qualquer Inu no Taishou, estamos falando de NOSSO IRMÃO, o ÚNICO que foi capaz de vencer AQUELE DAIYOUKAI!!!
— Sim, eu... sei disso... o nosso pai vivia se gabando das proezas do Touga, das conquistas que ele conseguiu.
— A verdade é que se o Touga foi capaz de cair em uma das armadilhas daquele homem, o nosso pai também poderia ser um alvo!!
 

Kasairyuu parecia compreender, apenas assentia tudo com a cabeça pouco baixa e ouvia pacientemente. Hetsuko diria mais coisas, mas a própria estava irritada demais para falar qualquer palavra, sua voz se tornou rouca e demoníaca enquanto palavras no idioma demoníaco soavam de sua boca. Ela vociferava nomes de ódio que nem mesmo a pior das palavras humanas poderia se comparar, mas sua ira também estava adornada por desespero.

Yatsutaka respirou fundo quando se aproximou da mulher, tudo que poderia fazer por ela era garantir um mínimo de proteção durante seu descanso, Hetsuko não desejava aceitar, mas sua cabeça estava quente demais para pensar em algo, por isso aceitou. Alguns dos melhores homens do exército de Yatsutaka foram enviados para o lado externo da tenda em que Hetsuko passaria um tempo de descanso, dariam suas vidas para protegê-la se precisassem. Por outro lado, Kasairyuu parecia pensativo em relação à algo, o que de certa forma atraía a curiosidade dos homens ali presente. Kasairyuu lembrava-se da enorme fera ao qual um dos homens do Clã Museishi havia se tornado, um monstro ao qual avançava contra o Clã dos Cães.

Kasairyuu parecia decidido, tinha um objetivo em mente quando se dirigiu para Yatsutaka: O dragão contou sobre um Katsumata que ele havia recebido ordens de eliminar, por isso, precisava retornar ao campo de batalha. Yatsutaka parecia curioso, oferecera seus homens para dar suporte, porém, Kasairyuu recusou, alegando que era uma tarefa que ele precisava cumprir. Yatsutaka sabia que não tinha o que fazer, por isso apenas se curvou e respondeu que o ajudaria no caso de ter mudado de ideia, Kasairyuu assentiu antes de partir.

O homem retornava para a linha da frente, seguia avançando pelas terras até onde se encontravam na margem do caos, devastadas com os muitos corpos caídos e com as almas silenciadas. De início, o que Kasairyuu viu foram soldados sendo obrigados à recuar para escaparem de rochas enormes que eram atiradas de forma brutal contra o solo, um rugido monstruoso e quase metálico soou com agressividade, rouco e violento. Ao longe, as feras criadas pelo Clã Museishi se aproximavam enquanto marchavam, magos comandavam-as como as vozes em suas cabeças enquanto grandes guerreiros mascarados vinham, sem temer a morte que poderia os alcançar. Kasairyuu olhava para a grande fera que rugia, seus olhos se tornavam vermelhos como sangue apenas de encará-la: Aquele que um dia já foi chamado de Tosakajourou e que agora não passava de uma enorme besta de pedras e metal retorcido. Kasairyuu havia vindo para impedir aquelas terras de serem conquistadas, mas diferente de antes, não se limitaria à permanecer na defensiva.

Havia ordenado para que os homens recuassem, logo os poucos que se preparavam para morrerem lutando abaixaram suas armas e acataram às ordens de Kasairyuu, começando a evacuarem os campos de batalha. O youkai se voltou em direção ao enorme monstro que rugia estridentemente, Kasairyuu não hesitara em avançar contra este, sabia ser tão veloz quanto necessário. O homem avançava sobre o solo como um projétil, deslizando sobre chamas e fumaça que marcavam um rastro de sua trajetória, mas aquela besta feroz não o assistiria se aproximar sem agir. Não apenas rochas como blocos de metal retorcido e até pedaços do chão eram arrancados e atirado ao ar, chovendo como meteoro que atingiam a terra e destruíam o que tocavam. Kasairyuu não tinha o que temer, desviava dos projéteis que atingiam o solo e se arrastavam até não terem mais força, conseguia ser rápido o suficiente para não ter que se preocupar.

O DaiYoukai saltou assim que se aproximou da horda de demônios, lançando-se em um movimento espiral que espalhava ondas de chamas incandescentes e intensas. As feras eram incineradas antes que pudessem reagir, mas Kasairyuu não contava apenas com o fogo de seu corpo; O DaiYoukai se jogava em investidas contra alguns outros youkais, trocando chutes poderosos que os feria. Ondas escaldantes transbordavam com cada impacto, intensificando a força de cada pancada que Kasairyuu dava.

Assim que a grande fera retorcida se virou para Kasairyuu, o mesmo havia tido tempo o suficiente para limpar aquele território devido a diferença de tamanho, pois o monstro era enorme e lento. Kasairyuu corria em torno da fera enquanto usava o próprio campo à seu favor, desviava de tudo que era atirado contra ele enquanto contra-atacava de diferentes lugares, atirando rochas em chamas na direção da enorme fera. Pedaços de seu corpo se desprendiam conforme as enormes pedras incandescentes lhe atingia, seu rugido de dor ecoava junto ao som de blocos retorcidos de metal caindo e destruindo o solo que tocava. Kasairyuu saltou em um disparo flamejante, atingindo o que seria o braço aquele Katsumata ao qual resistiu ao impacto, mas agora dava um apoio sólido ao DaiYoukai.

Kasairyuu corria sobre o monstro ainda disparando torrentes de chamas, a enorme aberração tentava lhe golpear com seu outro braço, mas acabava apenas se atingindo. Uma enorme bola de chamas atingiu a face da criatura e lhe fez parte dos objetos que se moldavam em sua cabeça desmoronarem, mas os fios de carne se recompuseram rápido e se costuraram para criar um músculo na região. Kasairyuu se sentia confiante, percebeu que aquele não era um oponente para se temer. A grande fera rugiu enquanto movimentou seu braço de forma brusca, lançando o pequeno DaiYoukai para os céus, mas isso não lhe era problema. Kasairyuu foi jogado para longe, girando sem rumo quando conseguiu se estabilizar, parando de pé enquanto sobrevoava a região e pairava aonde estava, porém, naquele mesmo instante, o monstro lançou um pedaço de seu corpo e o pegou em cheio. A rocha lhe atingiu enquanto se direcionava para o solo, atingindo-o com um rastro de calamidade enquanto Kasairyuu era ferido pelo impacto.

Assim que atingiu o chão, a pedra se partiu em alguns pedaços menores, despencando sobre grande parte de Kasairyuu que tentava se recompor, mas agora, estava preso na pilha de pedra com sérios ferimentos. O monstro vociferou ao mesmo momento que golpeou o solo, Kasairyuu arregalou seus olhos quando assistiu aquela cena: Todos os pedaços que conseguiu arrancar com seus golpes revelavam a carne exposta, mas tudo que havia feito até o momento foi anulado. O Katsumata golpeou o chão e seus músculos se desfizeram em fios, enraizando no solo e arrancando blocos de rochas que agora construíam um novo corpo para ele, repondo cada pedaço que faltava.

Kasairyuu tentava se libertar das rochas que se amontoavam sobre ele, agarrava a terra com desespero enquanto tentava se puxar de onde estava preso. A besta feroz rugia em ódio, seus olhos vermelhos pulsavam com uma intensa aura assassina enquanto seu braço se erguia lentamente para atacar o DaiYoukai caído. Ele sabia que se não conseguisse se libertar à tempo, iria ser esmagado e destruído assim como todo aquele campo, mas independente de quanto tivesse tentado, Kasairyuu era incapaz de escapar.

O DaiYoukai respirou descompassadamente quando se viu sem saídas, o desespero preenchia cada canto de seu coração quando percebeu a sombra se aproximando, a mão da fera chegaria ao solo em um tempo rápido demais. Kasairyuu fechara seus olhos, já havia aceitado sua morte e agora usava seus últimos segundos para pensar em seu clã. Em sua mente, Yamamaru e Saioryuu surgiram de costas em meio à escuridão, afastando enquanto suas nobres silhuetas se tornavam menos nítidas à medida que Hetsuko aparecia. Seus olhos se marejaram ao pensar naquela DaiYoukai, ele a viu abalada quando soube da notícia da morte de seu irmão, Hetsuko havia sido afetada por algo assim, e agora, levaria outro golpe.


Desculpe irmã... eu digo ao nosso irmão que você sente saudades... – Kasairyuu sussurrou enquanto se preparava para a morte. Seu punho se apertava junto aos olhos, o ressentimento implacável de ter de partir atingia-o como golpes em seu estômago.
 

Os ruídos desastrosos chegaram perto quanto algo semelhante à uma explosão soou com um estrondoso rugido sobre Kasairyuu, o grito agonizante da fera seguiu enquanto algo tão pesado quanto uma montanha despencava. O guinchar doloroso se afastou, fazendo Kasairyuu desejar ver a luz para acalmar a curiosidade que surgia em sua cabeça, ele percebeu estar vivo, pois ainda sentia o corpo quebradiço sofrendo. Seus olhos se abriram calmamente, a brisa soprava a fuligem como se nevasse em um tom negro de morte, a vista embaçada se focava em observar uma figura cujo diversas silhuetas procuravam um ponto para se moldarem em uma só imagem. Kasairyuu o viu, mas estava incrédulo, não sabia se realmente estava vivo ao vê-lo ali, se havia morrido e o encontrou no mundo dos mortos ou se... estavam ambos vivos.

Pedras despencavam como em uma chuva de meteorito ao redor, fazendo a poeira subir conforme a pólvora do campo era sobrada pelos ventos. Aquele homem não parecia abalado ainda que respirasse com certa dificuldade, seu enorme corpo avançava com passos nobres enquanto a cabeça erguia ousava olhar para a fera. Kasairyuu ainda estava chocado demais para dizer qualquer palavra, mas conseguia o reconhecer: O homem andava na direção do perigo quando puxou seus longos cabelos e os acumulou em um local, amarrando-os agora em um alto rabo-de-cavalo. A fera rosnou de ódio ao vê-lo, como se o reconhecesse, seus olhos pulsavam com um brilho mortal quando a forte ventania criada pela besta atingiu aquela região, fazendo os cabelos daquele homem balançarem intensamente.


TOOOOOOOUUUGAAAAAAAAAAA!!!!!!!!! – A enorme besta vociferou com a voz rouca e demoníaca de uma criatura infernal, destilando uma raiva que havia tomado sua alma há muito tempo.
— Touga?... – Kasairyuu o chamou com surpresa em sua voz, o homem se virou calmamente, olhando para aquele homem caído quando sorriu ao revê-lo.
— Surpreso em me ver, irmão? – Sua voz soava com uma calma tão surpreendente que foi impossível segurar uma teimosa lágrima de escorrer silenciosamente por seu rosto.
— O que você... – Touga se virou para frente, seus olhos focavam na fera que avançava com ódio.
— Eu não deixarei que lhe matem, então... pode descansar, irmão. Deixe comigo agora.
 

A enorme besta demoníaca rosnou com um ódio tão intenso que a aura maligna de sua alma se espalhou pelo campo, Kasairyuu sentia aquela atmosfera pressionando uma força invisível sobre seu peito, era quase sufocante respirar ali, mas para Touga parecia tão fácil quanto respirar em campo aberto.


Notas Finais


EU ESTAVA ESPERANDO POR ESSE MOMENTO, MEUS QUERIDOS!!! ELE VOLTOU E VOLTOU COM TUDO ̶o̶u̶ ̶q̶u̶a̶s̶e̶
Esse retorno dele foi mto lindo, na minha opinião, mas me digam vcs oq acharam, eu ficaria feliz em ouvir suas opiniões
Enfim, preciso me despedir, então até mais pessoal, nos vemos no próximo capítulo o/


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