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História Dança dos Leques - Capítulo 3


Escrita por: e SunsetSong


Notas do Autor


Oi... eu sei que faz muito tempo desde que eu trouxe atualização.. mas queria dizer que tô focada em tentar ao máximo, trazer att pra vcs.
Eu não tenho só essa fic e eu preciso me organizar pra atualizar todas, mas eu prometo que não vou ficar tanto tempo assim sem trazer nada.
Espero que tenham uma boa leitura e leiam as notas finais!!

O nome do cap significa *destino*.

Capítulo 3 - Unmyeong


U N M Y E O N G


A madrugada de fato foi bem longa para ambos. Ao acordar na manhã seguinte, Jimin percebeu que seu rei não estava consigo na cama, mas decidiu ignorar isso, logo começando a se preparar para tomar um bom banho quente. Seus músculos estavam relaxados devido a intensa noite que tivera.

Embora tenha aproveitado bastante a noite com o rei, por um breve momento se sentiu parecido com uma concubina. Não gostou da ideia de conseguir se comparar à uma, afinal, muitos as consideravam pessoas sem importância com quem o rei provavelmente deitava-se quando tinha contado, para então descartá-las depois do ato.

Não era como se ele estivesse apaixonado por seu superior, apenas não sabia como explicar a enorme atração física que sentia por ele. Seu lobo também gostou muito do alfa, conseguia se sentir bastante satisfeito com os resultados daquela madrugada tão memorável.

Continuou a se banhar e tirou todos os resquícios de esperma que ainda estavam em seu copo, e, bem, essa parte foi um pouco vergonhosa. Jungkook havia ejaculado dentro de si, e era um tanto complicado remover todo o líquido que ainda estava preso em si visando o lugar em que ele havia sido despejado, entretanto, logo terminou o que tinha que fazer e pode finalizar seu banho. Ao sair do banheiro, pretendia vestir sua roupa que usara na noite anterior, mas lembrou que seu rei fez a proeza de rasgá-la completamente, sendo assim, foi atrás das roupas que pertenciam a seu soberano.

Vestido e banhado, Jimin saiu do quarto e foi para o andar de baixo na intenção de avisar que já iria embora. Viu uma das criadas no corredor e perguntou onde o dono daquilo tudo estaria, soube que ele já havia tomado café e que foi resolver uns assuntos importantes sobre o reino.

Assim que agradeceu, Park começou a andar pelos corredores do castelo, caçando o escritório.

Nunca havia nem ao menos chegado perto daquele lugar enorme antes, quem dirá estar dentro dele, por isso não tinha como saber onde estava, exatamente. Para sua sorte, não demorou muito para encontrar um guarda andando pelo corredor em que estava.

— Hm... Oi. Poderia me levar até o escritório do rei? — perguntou super sem graça, afinal, sabia que todos estavam sabendo do que rolou entre ele e seu superior.

— E o que deseja com o rei? — O guarda parecia desconfiado, mas também não é pra menos, afinal, Jimin era um ômega estranho que passara a noite ali para ser desfrutado pelo rei, e estava procurando pelo mesmo logo cedo.

— Preciso falar com ele antes de ir. Não se preocupe, não farei nada. — O Park disse, tentando fazer com que o guarda confiasse em si.

— Certo, irei levá-lo até lá. — Curto e grosso, típico de alfas.

Então eles começaram a andar, com Jimin atrás do alfa, sempre mantendo distância segura. Não confiava nem mesmo na roupa que vestia, quem dirá nas pessoas à sua volta, principalmente se uma delas fosse alfa.

Não demoram a chegar ao local desejado pelo único ômega ali, então o Park pôde visualizar o corredor extenso que se seguia até a porta da sala que o Jeon usava como escritório, e ele estava cheio de soldados armados. Afinal, não se tratava de uma pessoa qualquer, era o rei daquela província.

Quando fez menção de se aproximar da porta viu os alfas barrarem sua passagem e apontarem suas armas na direção do menor.

— Quero falar com o rei, poderiam, por favor, dar-me licença? — O pobre ômega tentou manter a paciência que ele não tinha. Qual era a daqueles alfas babacas? Estava com o cheiro do rei alfa impregnado no seu corpo, usava uma roupa pertencente a ele, havia passado a noite toda lá, e ainda desconfiam de ser? Se quisesse matar ou ferir o Jeon, já o teria feito. E que chances ele, um mero ômega pequeno e frágil, teria contra um alfa daquele tamanho e cheio de músculos?

— Precisamos saber sua intenção ao ir lá dentro, pela segurança de nosso rei. — Um dos alfas falou, mantendo o tom de voz firme.

— Preciso conversar com ele, assuntos pessoais — disse, já impaciente. Faltava bem pouco para que ele quisesse voar na direção daqueles estrupícios.

— Não conhecemos você, temo que não poderemos deixá-lo entrar. Vossa majestade está ocupada, não tem tempo para concubinos. — A última palavra foi dita com desprezo, o que irritou completamente o ômega.

— E quem disse que sou um? Exijo respeito! E se não me deixar entrar, o farei a força. — Arqueou as sobrancelhas, mostrando sua insatisfação com aqueles guardas.

O alfa estava prestes a respondê-lo, quando a grande porta do escritório foi aberta e por ela saiu um rei impaciente. Todos os guardas presentes pareciam estar com medo, afinal, um alfa lúpus impaciente não era algo bom, e ele sendo o rei então.

— Peçam desculpas ao ômega. — Jungkook disse firme. Ele havia ouvido toda a conversa que seus soldados tinham tido com o pequeno ômega e não gostou nenhum pouco do tratamento deles para com Jimin.

— M-Majestade, mas por quê? Não fizemos nada de e-errado — gaguejou o guarda que havia insultado o menor; estava com muito medo do que o rei faria.

— Peçam. Desculpas. Agora. — Jungkook falou tudo pausadamente, respirando fundo.

— D-Desculpe-me. — Aquele mesmo alfa pediu ao menor, mesmo que a contra gosto.

— Da próxima vez que chamarem qualquer convidado meu de concubino sem ele ser um, todos pagarão por isso. E saibam que eu não estou dizendo nada sobre dinheiro, fui claro? — Jeon perguntou com uma voz grave, mostrando quem mandava ali.

— S-Sim, vossa majestade. — Os guardas disseram em unissono, curvando-se logo em seguida.

O rei deu as costas, e Park o acompanhou. Antes de fechar a porta, Jungkook disse sua última oração:

— Não quero ser incomodado enquanto estiver com o Sr. Park, espero que tenham compreendido. — Então fechou a porta com força, trancando-a e indo em direção à enorme mesa posicionada estrategicamente quase no centro da sala, sentando-se na cadeira que ficava atrás dela.

Ele olhou para o pequeno, e sorriu ao ver que o garoto tomou a liberdade de tomar um banho e vestir uma de suas roupas. Só não gostou dele ter vestido uma camisa que ia até a metade das coxas roliças, ainda mais por estar sem uma calça; repudiou a ideia dos seus soldados terem o visto assim. Oras, não tinha culpa de ser possessivo.

— Então... Eu só gostaria de falar sobre o meu pagamento, sabe... Da apresentação. — Park disse meio tímido, o que não fazia sentido à sua personalidade na noite anterior.

— Oh, claro! Desculpe, havia esquecido dessa questão. Quanto é? — De fato tinha esquecido, a noite anterior fora maravilhosa, e Jungkook só conseguia pensar no quanto aquele pequeno ômega era igualmente maravilhoso.

— Três moedas de prata e duas de ouro. — Dessa vez o tom de Jimin foi firme. Ele encarava os olhos negros do rei fixamente, mostrando que aquele valor era irredutível.

— Mas que danadinho, seus serviços são caros. — O outro falou com humor na voz, embora aquele dinheiro não fizesse nem cócegas em seu bolso.

— Tenho certeza de que, para o senhor, isso não é nada. — Não quis ser rude, mas soou um tanto grosseiro.

— Língua afiada a sua, não é? Deveria ser punido sempre que age assim, e eu adoraria puní-lo por tratar seu rei com tamanha grosseria. — Terminou de falar, pegando as moedas requisitadas pelo ômega e pondo-as sobre a mesa.

— Desculpe-me, meu rei. Não quis ser mal educado, peço que me perdoe. — Embora não gostasse de ser tão submisso assim, Park certamente tinha amor pela própria vida.

— Oras, não se preocupe. Estou apenas fazendo outro convite indiretamente. — Soou malicioso, fazendo com que Jimin entendesse tudo.

— Ah! Agora entendi. Bem, quando quiser, sabe onde me encontrar. — O ômega pegou as moedas e levantou, destrancando a porta para ir embora daquele lugar enorme.


•••


Park chegou em casa satisfeito, o rei fora tão bondoso consigo que lhe deu moedas de ouro a mais do que pediu. Juntando tudo, daria pra comprar comida para um mês inteiro e ainda sobraria um pouco para que ele fosse atrás de frutas frescas.

Ele acabou saindo na rua com a roupa que estava no corpo — uma das camisas do rei — e se apressou a entrar em casa, encontrando sua mãe na cozinha.

— Oi, mamãe, desculpe por não ter avisado que não dormiria em casa ontem. — Mordeu os lábios temoroso. Sua mãe era muito compreensiva, mas temia pela reação dela ao saber que havia dormido com o rei.

— Que roupa é essa, meu filho? — perguntou calma, mas preocupada.

— Eu.. hum... Dormi-com-o-rei-na-noite-passada. — Falou tudo junto, causando uma expressão confusa no rosto de sua amável mãe.

— Sabe que pode me contar qualquer coisa, não te julgarei jamais por teus atos, eu te amo e você é meu menininho. — A mulher sorriu ao terminar de falar, pois realmente amava seu garoto incondicionalmente.

— Eu me deitei com o rei, mamãe. Mas não fiz por dinheiro, nem porque ele me obrigou. Fiz porque quis, e eu não me arrependo. — Abaixou o olhar, sorrindo ao lembrar a noite incrível que teve, e em como o alfa foi carinhoso consigo depois de tudo.

— Por deus, Jimin! — Ele ficou espantada. Sabia que seu filho era um ômega muito belo que possuía um corpo maravilhoso e os quadris largos. Mas ômegas com quadris largos eram perfeitos para ter filhotes. A mulher se assustou novamente com aquela possibilidade.

— Por que está tão chocada, mamãe? Ainda não entendi o motivo de seu espanto. — Olhou para a mulher, esperando por uma resposta.

— Diga-me que ele não ejaculou dentro e nem deixou o nó atar, Jimin. — Jimin olhou pra ela e depois sorriu sem graça. Sua mãe o pegou pela mão e foi rapidamente até a humilde sala da casa, então sentou-se sobre o sofá pequeno e velho, puxando seu filho para fazer o mesmo.

— Talvez... Mas as chances de gerar um filhote fora do cio são mínimas, mamãe. Não se preocupe, tudo bem? — Sra. Park o olhou e colocou as mãos na cabeça. Jimin claramente esqueceu que o rei é um lúpus, seus genes eram muito mais fortes e potentes do que os de um alfa comum, ele certamente era capaz de engravidar um ômega fora do cio.

— Meu filho, ele é um lúpus. Ele é muito forte e fértil! Você ficará em observação pelo mês inteiro. Se tiver realmente gerando um mini Park, o que faremos? Não somos parte da nobreza, somos humildes! E se o rei souber, ele levará você de mim e, quando o lobinho nascer, vai tirar ele de você também — falou totalmente apavorada, olhando para o ômega.

— O rei Jeon não é assim, mãe, isso posso afirmar. Ele é totalmente doce e carinhoso, mesmo sendo firme quando é preciso. Pode ficar tranquila, mas eu realmente acho muito improvável que isso aconteça. — Ele soou decidido, mas também estava preocupado; até tentou não demonstrar, só não sabia que sua progenitora o conhecia muito bem.

O destino, ele adora brincar com a gente.


Notas Finais


Gostaram do capítulo? Comentem sobre oq acharam, a opinião de vcs contam mt. Se tiverem dúvidas também, comenta ela e eu vou ter o prazer de responder vcs ♡.

Já deram uma passadinha no meu perfil e foram ver as outras estórias? Não? Vai lá, garanto que vão gostar 。◕‿◕。.

Obrigada a todas as pessoas que favoritaram, vcs são demais! (⁎⁍̴̛ᴗ⁍̴̛⁎)

Obrigada a @SunsetSong que betou, aposto que dei trabalho kkkk (♥ó㉨ò)ノ♡.

Até o próximo capítulo ♡ॢ₍⸍⸌̣ʷ̣̫⸍̣⸌₎.


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