História Dance! - Capítulo 38


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Castiel, Debrah, Iris, Kentin, Kim, Letícia, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Castiel, Comedia, Dança, Dance
Visualizações 45
Palavras 885
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como eu falei, eu vou deixar o primeiro episódio temporariamente (na verdade vai ser só uma parte) com o link no final.

Capítulo 38 - Just a Dance?


Sentado ao meu lado estava Henry August Chanteloube, o incrível Henry August Chanteloube, o grande fundador Chanteloube Balet Company, o deus do mundo do balé, o implacável, o extraordinário, o supremo Henry Chanteloube, muitas pessoas se intimidariam na presença dele, muitos o vê como um deus primoroso e inalcançável o que não é meu caso.

Pra mim ele é apenas o meu pai.

Nunca fui capaz de entender esse fanatismo todo que as pessoas têm por esse cara, pra mim que convivo com ele a vida toda ele não passa de um idiota arrogante, mas por algum motivo, ele sempre acaba conseguindo todo o que quer então as pessoas costumam ter medo de contrariá-lo, honestamente, nunca tive isso independentemente da situação que eu me encontrava, eu nunca deixei isso me intimidar.

Ninguém havia dito uma palavra desde que tínhamos entrado no carro, não que eu preferisse ouvir sermão, mais aquele silencio todo estava um saco.

Meu pai foi chamado hoje na minha escola para falar com o diretor depois que eu "supostamente" agitei uma confusão na sala inteira e após uma longa conversa ele sugeriu educadamente ao meu pai para que me colocasse numa escola mais apropriada, ou seja, ele me expulsou da maneira mais elegante e simpática possível.

Que cara legal!

"Veja bem, só aceitamos o garoto por ser filho do senhor," justificou, " se fosse apenas pelo comportamento dele até daria para relevar, mas acontece que as notas dele são realmente muito ruins, estão bem abaixo do padrão de ensino dessa instituição, manter um aluno assim não seria para a nossa imagem."

Meu pai nem tentou contra-argumentar dessa vez, acho que ele já tinha ido lá tantas vezes esse semestre que achou melhor só concordar, achei que assim que entrássemos no carro eu ouviria o maio sermão da minha vida mais até então estava tudo em completo silencio.

Como aquilo já tinha enchido o saco, puxei o PSVita do fundo da mochila e comecei a jogar The Sims, se o objetivo dele era me manter aflito enquanto esperava para ouvir a bronca ele não iria conseguir de jeito nenhum, eu não dou a mínima por ter sido expulso de uma escola cheia de alunos frescos que só entrei por ele ser um conhecido do diretor.

Acho que depois de um tempo, foi ele que se irritou em só ouvir o barulho do jogo que deixei alto propositalmente para irritá-lo, porque ele finalmente começou a dizer alguma coisa:

– Eu só queria saber como alguém consegue ser expulso por nota NO MEIO DO SEMESTRE! Como você consegue fazer uma proeza dessas?

– Eu sou incrível, fazer o que? – Dei de ombros.

– Você não consegue levar algo á sério pelo menos uma vez na sua vida? – Meneou a cabeça.

– Não era você quem sempre dizia que só se importava com assuntos que afetavam o balé? – Retruquei, – Agora vem reclamar que eu vou mal em uma ou outra matéria...

– Primeiro, não é "uma ou outra matéria", você só tem nota vermelha e passa empurrado em todas as disciplinas, segundo, caso você seja idiota demais para perceber, para entrar numa faculdade de dança você precisa, no mínimo, se formar no ensino médio.

Eu não tinha pensado nisso, sim eu sei que eu tenho que me formar para entrar numa academia de dança, mas eu estava tão acostumado a ser empurrado pelos professores que nem pensei na possibilidade de repetir, se bem que eu já havia repetido três vezes e minhas notas estavam realmente ruins esse ano.

– Relaxa, eu dou um jeito.

– Como? – Perguntou sarcástico, – fazendo com que as garotas façam as coisas no seu lugar?

– Vai me dizer que você, Henry August, nunca fez isso?

Ele nem tentou se defender, desde que eu saiba, ele sempre teve fama de ser extremamente mulherengo e tirar vantagem das mulheres que ele seduzia era quase um passatempo para ele. Não que EU fosse assim, eu juro que nunca me aproveitei de nenhuma delas, mas elas sempre vinham com tanta vontade de me ajudar que parecia até grosseria recusar.

– No fim acho que não somos muito diferentes, – concluiu.

– A diferença é que eu não sou um babaca, – falei com um sorriso.

– A diferença é que eu não sou uma ameba anencefálica, – corrigiu.

Nós somos muito parecidos, sei reconhecer isso, apesar de eu ainda não ter adquirido a grande fama dele, eu também não sou nenhum santo, na verdade eu sempre brinque que puxei isso dele e que a única diferença é que temos gostos completamente diferentes.

Afinal eu sou gay.

Muita gente de fora se surpreendeu quando soube que o filho do maior mulherengo da história do balé tinha interesse apenas em outros garotos, mas só gente de fora porque meus pais nem sequer fingiram ficar surpreso quando eu assumi e nunca se incomodaram nem um pouco com isso.

Embora isso não seja surpresa nenhuma para o meu pai que me criou a base de um principio básico que dizia "você pode fazer o que quiser de sua vida desde que isso não interfira no balé", ou seja, "você pode dar o cu à vontade, não atrapalhando nas suas aulas, por mim, foda-se".

Por causa disso ele nunca ligou pra quase nenhuma merda que eu fazia que não ferisse o principio básico, então não importava em que enrascada eu me metesse eu me safava quase que impune, mas dessa vez pelo visto era diferente, eu tinha atravessado a linha.

CONTINUA...


Notas Finais




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