História Dance com a vida - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Slash, Suspense, Terror e Horror, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia/tarde/noite, tenham uma boa leitura. Capítulo curto porque sim e me desculpem a demora.

Capítulo 2 - Capítulo II


— Qual deles te deu mais amor? — O psicólogo indagou.

— Amor...? — Kyle balbuciou confuso com dificuldade por conta das fortes dores corporais que faziam um mover de lábios doer até na alma.

— Amor. Qual deles colocou suas necessidades acima das deles? — Reformulou a pergunta. Antes estaria preparando as mãos para anotar com rapidez todo o relato, mas vendo que ele não tinha noção do que era amor em específico achou melhor analisa-lo mais de perto, nos olhos e nas feições.

Kyle pensou por longos segundos, procurando por algum acontecimento passado que tinham a característica dita pelo medico. De fato encontrar algo que Eric e Stan fizeram pensando nele e não neles mesmos era difícil, mas depois de muito pensar conseguiu recordar e com um raciocínio rápido contou o número de vezes e respondeu finalmente:

— Cartman.

O psicólogo ficou surpreso, tão surpreso que arregalou levemente os olhos e travou no ar, Kyle teria rido se não estivesse com 99% do corpo enfaixado e dolorido, os dois sabiam que entre Eric e Stan, o que ofereceria mais amor à alguém seria Stan, mas em relação à Kyle era Eric, sempre foi Eric, aquele gordo nazista sujeito de todos os adjetivos negativos existentes no dicionário inglês.

— Cartman? — O medico perguntou meio incrédulo colocando a mão no queixo, anotou aquilo, vendo o ruivo piscar em um 'sim' começou a pensar nas possibilidades. As outras sessões que fizera com o judeu indicavam uma excessiva troca de humor, também conhecido como bipolaridade; depois de ouvir a resposta considerou todos os outros encontros inúteis, uma total perda de tempo. Kyle praticamente sorria dizendo aquele nome, se é que o que enfeitava suas feições podia ser chamado de sorriso, agora o medico se agarrava à certeza que ele tinha transtorno de personalidade dependente (caracterizada pelo paciente possuir um apego sobrenatural a uma pessoa, essa sendo boa e lhe fazendo feliz ou má e causando-lhe todo o mal possível) e que o escolhido havia sido o tal Cartman. — O que ele fez que você considere ser amor? — Tinha de ter certeza antes de dar o diagnóstico final.

— Cartman tem afefobia eu acompanhei isso e o ajudei a superar. — Disse com a voz doce, semelhante à de uma mãe humilde que fala sobre as glórias do filho. Kyle se lembrava dos mínimos detalhes daquela época, quando Eric tinha a fobia de tocar e ser tocado, era algo sobrenatural que foi esquecido com a amizade, o namoro e o término. Piscou os olhos lentamente deixando uma lágrima escorrer pelo seu olho esquerdo por conta da sensação nostálgica que tomou conta de seu corpo naquele momento. — Ele já me levou para conhecer as sete maravilhas do mundo; me comprou um anel de ouro banhado e toda vez que levantava da cama com a intenção de me deixar, ele sussurrava que me amava. — Sorriu mais ainda, bons tempos. — Já o Stan. — Sua voz mudou assim como suas feições e sua temperatura corporal. — A única vez que ele demonstrou me amar foi quando fomos ao cinema e a Wendy sentou do lado dele com um novo namorado, ele só queria deixa-la com ciúmes, nunca dizia que me amava porque tinha medo da reação dos malditos pais. — A essa altura do campeonato já estava muito irritado, tão puto à ponto de ter um ataque, mas respirou fundo, não queria se lembrar dos momentos conturbados. — Foi ele que me deixou assim psicólogo. — Disse levantando os braços, exibindo as faixas. — Confesso que mereci, eu fui um idiota por ter acreditado nele... E o pior... — Virou o rosto contragosto. — Foi que eu chorei igual à uma menininha... — Não quis dizer na frente dele, na verdade não queria dizer na frente de ninguém.

Transtorno de personalidade dependente e bipolaridade. — O profissional da saúde concluiu, aquilo não era uma frescura que vários recém-adultos herdavam da adolescência, o que Kyle tinha era grave e precisava ser tratado, se é que teria notícias dele depois que recebesse alta do hospital Passo Para O Inferno, pela gravidade dos ferimentos isso iria demorar mesmo assim o tempo para tratamento era maior, não ia ter jeito. Olhou para Kyle novamente vendo-o com a expressão cansada e o olhar distante, ele parecia dividido entre o amor pelo tal Eric e pelo ódio pelo tal Stan, um dia o medico gostaria de entrevistar estes dois homens tão citados pelo ruivo, principalmente Eric (afefobia era uma raridade de se achar nos dias atuais). — Muito bem Kyle já é o bastante. — Disse fechando seu caderno, o ruído fez seu paciente acordar do transe e lhe dar atenção. — Eu já tenho seu diagnóstico. — Continuou já se levantando, sendo acompanhando pelos olhos esmeraldas. — Mas por enquanto eu vou deixar você descansar, preciso ter certeza para você ser tratado devidamente. — Dito isso ele saiu do quarto tão rápido que o Brovlovski mal teve tempo de recrutar.

— Tcs. — O jovem resmungou não acreditando que aquele cara tinha ido embora sem dar-lhe uma resposta, para que serviam os anos de terapia se nunca era informado de nada? Procurou ignorar e jogou tudo à farvas. Não havia nada para fazer já que estava mobilizado na cama, no momento só conseguia mover a cabeça, sendo assim ele encostou-a no travesseiro e tentou dormir, ênfase no tentou porque era impossível com tanto latejamento em seus membros.

Em meio à dor era inevitável não se lembrar do ocorrido... Clyde e Token lhe deram uma grande surra, Craig estava lá também... Tweek... Pip, até ele foi arrastado, mas ele em específico era questão de teoria... Thomas e até Jimmy que tempo atrás não podia andar mas agora é corredor. Havia apanhado feio de todos eles depois que Stan deu as ordens e foi embora com Wendy. Eles pareciam até uma gangue... Quem sabe não fossem e não sabia? Não seria a primeira coisa que Stan escondia de si.

A lembrança da traição de Stan era dolorosa e de certo modo deixava Kyle irritado, porém mais doloroso era saber que Eric havia o deixado, e o judeu nem sabia o motivo, aquele gordo simplesmente havia sumido sem nenhum rastro, sem nada! O procurou na casa dele, mas outras pessoas moravam lá; tentou ligar, mas os números eram inexistentes; pode ser estúpido, mas ele procurou até a polícia pra encontrar Eric. Porque na cabeça apaixonada dele Cartman jamais o abandonaria do nada, jamais jogaria um relacionamento de cinco anos fora junto com mais sete anos de amizade.

Mas em que ele iria pensar se não nesses dois homens que bagunçaram seu psicológico e sua vida? A sonolência dominou seu ser antes da resposta chegar.

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Já havia se passado duas semanas desde o termino do casal mais falsificado de South Park e o início do caso heterossexual que enojava os olhos de quem viam; e Kyle ainda estava no hospital, agonizando, diga-se de passagem. Por sorte os ferimentos profundos já haviam sido devidamente cuidados e não podiam causar hemorragias, agora os médicos se concentravam nas feridas externas mais leves como arranhões, cortes e inchaços. Ele só precisava de mais cinco dias para trata-los e mais três de observação, depois poderia ir para casa, mas está ai a questão: que casa?

Ele morava com Stan até então, e antes do namoro com o Marshall morava com Eric, e nem fodendo que o ruivo iria à casa de Stan pegar suas coisas depois de ser agredido, já não tinha muitas coisas lá visto que as roupas que usavam eram divididas porque ao contrário de Cartman; Stan não era tão rico. Enfim, era melhor não ficar pensando muito no óbvio. Iria virar um mendigo na melhor ou na pior das hipóteses.

A sonolência dominou seu ser novamente, mas antes de fechar os olhos sua respiração parou por alguns segundos quando o ruivo viu duas cabeleiras loiras no pé de sua cama, rapidamente os recolheu para debaixo das cobertas como se aquilo fosse salva-los. Apenas fora preciso piscar para as madeixas sumirem. Duas madeixas amareladas... Masculinas...

E novamente, antes de poder se recordar de qual dos seus “amigos” possuía cabelo loiro, adormeceu antes de a resposta chegar.

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Stanley se revirou varias vezes na cama. A paranoia era o principal motivo da sua falta de sono e da tremedeira excessiva que tentava ignorar se revirando de um lado para o outro. Já tinha feito varias coisas para distrair a insônia: tomar um banho; jogar as roupas de Kyle fora; conversar com Wendy pelo celular; assistir um pouco de Stranger Things; jogar um pouco de Call of Dutry etc. Mas nada.

Estalou a língua nos dentes e desistiu de tentar. Foi na direção da janela e abriu um pedaço da cortina, observando discretamente o lado de fora checando as presenças do lado de fora, sorte que ninguém mais rondava as ruas de South Park por volta da meia-noite, como o esperado não havia nenhuma figura. Fechou a cortina, enfiou seus pés em chinelos e colocou sua camiseta-pijama, já agasalhado meteu o pé do seu quarto e desceu as escadas, iria tomar um copo de agua. Só que não esperava encontrar seu pai no meio do caminho.

— Oh, acordado há essa hora filho? Que bom. — Randy disse em meio a uma expressão surpresa, não era normal seu filho estar andando pela casa durante aquele período, se bem que nada mais era normal desde que seu filho havia-lhe ultrapassado na altura.

— Eu estou sem sono, acho que é porque acordei tarde hoje. — Deu uma desculpa obvia. Seu pai esteve fora o dia todo e não sabia nada sobre o que havia realizado, para evitar mais perguntas ou desconfianças vindas do mais velho, o jovem Marshall deu a cartada.

— Entendo, acostume-se então. Aliás, telefone pra você. — Dito aquilo passando a mão no ombro do filho sumiu da vista dele.

— Ai que merda... — Stan deixou escapar não se importando se alguém iria ouvi-lo, na verdade não se importava.

“Telefone pra você”. O que havia feito de errado?! Seu plano era tão perfeito! Mas que merda, por que aquilo estava acontecendo consigo? Será que era pedir demais por um relacionamento normal? Ou melhor: por uma vida normal? Porque sempre tinha de se meter nessas situações bizarras que sempre desafiavam sua sanidade humana e em muita das vezes resultavam em crises suicidas! Por que só ele se fodia? Essas eram as indagações indignadas que tomavam conta da cabeça de Stanley enquanto ele terminava de descer o resto das escadas e caminhava lentamente na direção do telefone.

Mas no meio do caminho ele parou, não queria mesmo ter que atender ao telefone, não mesmo. Olhava para o objeto preso na parede e o enxergava como um destruidor de vidas porque sua vida iria ser destruída dependendo da pessoa que estava do outro lado da linha. Nunca em toda sua vida sentiu-se tão nervoso quanto agora, nunca suou tanto, nunca tremeu tanto. Só havia se passado duas semanas! Era pouco tempo! Muito pouco tempo.

Stan começou a se indagar o que poderia acontecer se não atendesse... As coisas seriam piores... Por fim ele decidiu atender aquela merda, iria morrer mais cedo ou mais tarde de qualquer modo. Andou lentamente na direção do aparelho e parou assustado quando viu Kyle estrangulando seu pescoço com o fio do telefone; tanto seu pescoço quanto as mãos do judeu estavam ensanguentados. Piscou rapidamente assustado e viu que estava tendo alucinações, maldita paranoia...

— Alô? — Disse quando colocou aquela porcaria no ouvido.

Stan cara, não atende o celular! Que porra! Stan? Stan! Você ‘tá ai porra? É serio responde caralho ou você vai me foder!

Graças a Deus não era quem esperava, era apenas Clyde e seu desespero por alguma coisa banal, provavelmente iria perguntar sobre o pagamento por ter realizado as agressões como lhe fora ordenado. O sentimento de alívio foi tão forte que quase fez seu corpo vacilar contra o chão, ele até sentiu uma onda de felicidade passear pelo seu corpo sabendo que iria continuar vivendo mais um pouco.

Stan! Porra... Você está me ouvindo mesmo? Você está ai? É serio cara, é urgente.

Quando a voz de Clyde mudou de revoltada para assustada com um toque de desespero o Marshall engoliu seco, mas se agarrou a certeza de que estava tudo bem do outro lado da linha.

— Eu estou aqui Clyde, você ligou para saber sobre o pagamento? — Foi interrompido antes que pudesse completar seu relato.

— Não cara, foda-se o pagamento! A gente encontrou o Token todo fodido dentro da casa dele! Cara, ele ‘tava muito fodido! Tipo fodido mesmo! Acho que ele estava pior do que o estado que a gente deixou o Kyle.

O que deixou Stan mais arrepiado do que saber que seu amigo havia sido agredido foi o mencionar do nome do ex-namorado conjunto da frase “que a gente deixou”, a referência de que ele havia participado da agressão, indiretamente, ainda doía em seu âmago, fazia seus olhos arderem e seu nariz entupir. O sentimento de culpa por lembrar-se do que havia feito com Kyle controlou o sentimento de pânico que havia surgido ao ouvir o relato.

— Ele está bem? Não levaram ele para o hospital levaram? — Perguntou desesperado, podia ser uma atitude egoísta querer que o amigo não fosse para o hospital porque só havia um hospital na cidade e ele com certeza seria reconhecido por Kyle (primeiro passo para a descoberta de quem havia liderado a agressão: o próprio Stanley).

— Não cara, a gente não é burro! Vamos levar ele pra um clandestino mesmo e foda-se, tu tá ligado que o Kyle ainda tá lá no Passo Para O Inferno, ia dar merda se fossemos lá e tals. Enfim, eu só liguei porque você tinha que saber.

— Obrigado por me contar Clyde, mas que merda você me deu um puta susto seu filho da puta! — Reclamou passando a mão livre nos olhos. — Eu achei que era outra pessoa.

— Aquela outra pessoa né? Você acha que essa pessoa está envolvida?

— Não. Esqueceu que essa pessoa está no cu do mundo?

Stan não queria Clyde se intrometendo na sua vida ou em seus problemas visto que ele já era um saco em qualquer situação por isso não contou nada. Claro que o Marshall já tinha suas suspeitas de quem teria agredido Token, mesmo não querendo acreditar, ou melhor, aceitar aquilo. Eles trocaram mais algumas palavras, vendo que o outro já estava prolongando a conversa mais que o necessário não pensou duas vezes antes de dizer um rápido “tchau” e desligar sem dar a chance do outro responder.

Se antes estava sem sono, agora estava pior! Olhou para o relógio e se assustou ao ver que já eram 01h06min, havia coçado os olhos anteriormente, talvez se tentasse mais uma vez conseguiria dormir, mas só por precaução pegou um remédio especifico que estava em uma gaveta que ficava na mesinha de centro, enquanto o analisava as palavras de sua mão ecoaram em sua mente “nunca tome demais de uma só vez, isso pode matar você.”, desta vez ele iria usar apenas para dormir.


Notas Finais


Esse capítulo ficou curto porque sim, eu alongaria se tivesse uma recepção melhor de vocês leitores, pra mim não vale a pena escrever 5 mil palavras (que foi o total de palavras desse capítulo) sendo que eu não vou receber em troca comentários honestos e que valham a pena o trabalho duro e o tempo gasto. Eu realmente gosto de escrever Dance com a Vida, mas não posso fazer isso sozinha. Enfim, não vou ficar mendigando aqui, tenho três outras historias para atualizar.

Fiquem com o Springtrap e não rooobem-


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