História Dance me to the end of love - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy, Personagens Originais, Scorpius Malfoy
Tags Astoriagreengrass, Dracomalfoy, Drastoria, Fluffy, Oneshot, Scorpiusmalfoy
Visualizações 20
Palavras 2.280
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Dance me to the end of love


Ser CEO da empresa da família não era algo que Draco Malfoy esperava, muito menos aos seus vinte e nove anos de idade. Seu pai, Lucius, decidiu que seria um bom começo para o homem mais jovem criar responsabilidades, mesmo que isso acabasse afastando-o do restante das pessoas. 

Draco vivia ocupado em meio aos papéis e reuniões e seu filho Scorpius, de seis anos, acabou percebendo da pior maneira possível que disputar a atenção do pai era algo sem resultados.

O garotinho passava as tardes com sua avó na grande mansão dos Malfoy, sonhando acordado com o momento que seu pai passaria mais tempo com ele. A morte de sua mãe havia afetado seu pai mais do que uma mente de seis anos poderia descrever mas Scorpius sabia que Draco nunca mais seria o mesmo, pelo menos não até curar seu coração ferido. 

Pelo menos era isso que sua avó e seu avô falavam na cozinha quando pensavam estar sozinhos, eles não imaginavam que o pequeno loiro ficava escondido atrás da porta, tentando bolar um plano que trouxesse seu amado papai de volta.

[...]

Eram onze da noite quando Malfoy chegou em casa, extremamente cansado e sedento por um banho quente e relaxante. Caminhou até a cozinha e largou o molhe de chaves no balcão, procurando nos armários por algum saquinho de chá restante. 

— Isso são horas, Draco? - questionou Narcissa, apoiada no batente da porta com os braços cruzados e uma expressão séria no rosto delicado — Seu filho perguntou umas dez vezes onde você estava e porque, deuses, não o colocou para dormir outra vez! Sabe como é difícil lidar com crianças desse tamanho, querido?  

— Mama - murmurou o loiro, desanimado — Sinto muito, acabei atrasando alguns documentos importantes e só consegui sair agora. Scorp dormiu? 

— Dormiu, seu pai ficou com ele e cantou para que pegasse no sono - disse a mulher, sorrindo de forma maternal ao olhar seu filho nos olhos — Meu amor, você precisa parar de se cobrar dessa forma e começar a viver sua vida. Amélie se foi mas deixou Scorpius com você, para ama-lo e para cuidar dele. 

— Eu sei mama, é só que... não sei se sou suficiente para ele, quero ter certeza que ele vai ter um futuro bom e bons estudos - suspirou derrotado, sentindo as mãos delicadas da mãe pousarem em seu rosto— Não sei se vou conseguir sozinho, mãe.

— Querido, você não está sozinho. Seu pai, Harry e Ginny, Andrômeda, sua prima Dora e o marido dela, Lynx... todos estão com você, assim como eu. Mas Draco, o nosso amor não é o suficiente para ele, não quando ele chama seu nome e quer um pouco de carinho. Seu carinho. Amor, você precisa ama-lo, demonstrar isso ok? Sei que seu coração ficou ferido desde que a perdeu mas ele também sofre com isso. Scorpius é uma criança e ele quer o pai dele de volta, acho que está na hora disso acontecer. 

— Você tem razão, mamãe. Obrigado - sussurrou o homem, puxando o corpo pequeno de sua mãe para um abraço.

— Sempre tenho razão querido, pergunte a seu pai - brincou a mulher, limpando as lágrimas de seu único filho — Vá lavar o rosto e deixe que preparo seu chá, amanhã você irá levar nosso bebê para ver a apresentação de balé e não estou falando de Lucius. Os ingressos estão na gaveta da sua cômoda.

[...]

— PAPAAAAAAAAAAAAI, você está aqui! - gritou Scorpius, correndo até o homem que estava preparando panquecas no fogão — Oi papai! 

— Ei garotão, dormiu bem? - aninhou o filho nos braços, apertando-o até que o garotinho soltasse uma gostosa gargalhada — Preparei panquecas para você e para seus avós, mas eles saíram cedo para uma caminhada com James e Lily Potter. Somos só nós dois hoje, buddy.

— Tudo bem, papai. Faz um tempão que não ficamos só nós dois... James Sirius falou que o senhor não gosta de ficar comigo porque sou chato e um bebê chorão mas Albie ficou bravo e chutou a canela dele - contou Scorpius, dando de ombros quando seu pai fez uma careta — Não se preocupe pai, sei que o senhor me ama.

Draco balançou a cabeça, desligando o fogão.

— Scorp, eu amo você com todo meu coração ok? Não dê ouvidos para o Jay, ele só está na fase adolescente e sendo chato com vocês - piscou para o filho, recebendo uma piscadinha de volta — Vovó Cissy contou que vamos sair hoje? 

— Me ama mesmo com seu coração quebrado, papa? Ouvi o vovô Lucius dizendo isso uma noite dessas - murmurou o garotinho, com a boca cheia de massa de panqueca.

Draco repreenderia seu filho por falar de boca cheia já que sempre fora bem educado por ele e pela mãe, mas o que o menino falou ficou martelando em sua mente. Seus pais estavam certos, ele havia negligenciado Scorpius tempo demais e talvez nunca fosse perdoar a si mesmo por ter feito isso.

— Escute anjo, papai não está com o coração quebrado. Está tudo bem, amo você como sempre amei e vou continuar amando. Prometo que vou ter mais  tempo para passarmos juntos, brincando e indo ao teatro, como você gosta! Desde que sempre ganhe aqueles desenhos incríveis que você faz, fechado? - sorriu para o filho, que riu e concordou.

Aquele seria um novo começo e Draco estava ansioso para as boas surpresas.

[...] 

As sapatilhas estavam machucando seus pés cansados e a roupa do espetáculo continuava arranhando suas costas. Astoria conhecia bem os sacrifícios de ser bailarina, ainda mais quando se estava na posição dela. 

O centro das atenções, a queridinha e promissora bailarina. 

Manter uma escola de balé e continuar se apresentando não era uma tarefa fácil mas Greengrass administrava tudo com maestria. Claro que a mulher não cuidava das coisas sozinha, sua melhor amiga e sócia, Lynx Black, mantinha a maior parte das aulas sob sua própria saia e isso facilitava para que Astoria arranjasse tempo para a papelada e para os ensaios solo.

Aquela era a última apresentação da noite e a morena já conseguia sentir seu corpo pedir descanso, amava dançar e sabia que era incrível no que fazia, mas até os melhores merecem férias. 

O último ato de Giselle chegou ao fim e os aplausos foram ouvidos ecoando de todos os lados, era satisfatório ouvir aquele som e Astoria sorriu de forma radiante para a platéia, fixando seu olhar em um rapaz alto e loiro sentado na primeira fileira, o homem estava ao lado de um garoto pequeno que olhava maravilhado para o palco. A morena acenou para ambos, se curvando em forma de agradecimento.

Em um suspiro as cortinas se fecharam e ela pôde respirar aliviada, saindo da ponta dos pés. Conversou um pouco com os colegas de cena e parabenizou a todos pela ótima apresentação, se despedindo logo em seguida para então ir até Lynx, que segurava um buquê de girassóis.

— Impecável querida Toria, impecável - parabenizou, abraçando a mulher de forma desengonçada — São para você, Luna mandou. 

— São lindas - Astoria suspirou, sentindo o aroma das flores — Ly, eu vi um homem na platéia e gostaria de saber o nome dele mas... oh, um minuto, preciso atender - revirou os olhos castanhos, indicando a mulher que esperava para falar com ela — Mas não fuja Lynx Black, preciso falar com você! 

[...]  

Draco ainda estava anestesiado pela beleza surreal da bailarina que estava no palco, piscou de forma lenta quando sentiu um puxão na manga do blazer que vestia. Scorpius estava tão fascinado quanto o pai e havia colocado na pequena mente que queria dançar daquela forma.

— Papa, quero fazer balé igualzinho a moça bonita que estava ali! - apontou para o palco, agora de cortinas fechadas, e sorriu animado — Prima Lynx pode me ajudar papai, ela dança desde pequenininha, foi a Drômeda que me contou! 

— Bem, se você tem certeza que vai ser responsável com as aulas de balé e que isso não vai interferir nas suas tarefas e escola, acho que tudo bem campeão - riu com a alegria da criança, que concordou avidamente — Ok, vou te contar um segredo então.. por sua sorte, a Ly faz parte dessa companhia e provavelmente vamos encontra-la pelos bastidores. Vou ligar para ela agora.

[...]

Astoria Greengrass nunca acreditou em sorte, pelo menos não até aquele momento. Quando se viu livre de todos os compromissos e pôde enfim procurar por sua amiga, encontrou-a conversando animadamente com o homem da platéia. E quase não conseguiu se manter com os pés fixos no chão quando um pequeno corpo se chocou em suas pernas, abraçando-as. 

— Você parece uma princesa, como as das histórias que o papai lia para mim! - confidenciou o garotinho loiro, sorrindo — Gostei da sua dança moça, pedi pro papai e agora vou dançar também! 

— Calma lá garotão, falei que iria ver com a minha chefe se ainda tinham vagas e pronto, você se agarrou logo nas pernas dela - brincou Lynx, olhando discretamente de Astoria para Draco — Esses são meu primo Draco e o filho dele Scorpius e essa é Astoria Greengrass, dona da Greengrass Ballet Academy.

A morena riu e abaixou o corpo até estar na altura de Scorpius, abraçando o menino. 

— Claro que temos vaga para um garotinho tão lindo e simpático, tenho certeza que também é talentoso! Prazer conhecer você Scorpius - beijou-o na testa e arrumou a postura — E você também, claro - sorriu para Draco, sentindo o rosto corar levemente.

— Ele ficou apaixonado pela apresentação de hoje e devo dizer que eu também, você dança de maneira extraordinária, Astoria, mal consegui desgrudar os olhos do palco - disse Malfoy, apertando a mão da mulher.

Lynx que até então apenas observava decidiu agir e chamou Scorpius para conhecer as instalações do teatro, contando tudo sobre as aulas e sobre seus futuros colegas de classe. Astoria ficou visivelmente envergonhada com a atitude da amiga, já Draco parecia esta acostumado, dando de ombros quando a mulher carregou seu filho para longe.   

— Ela sempre faz isso - comentou o loiro para tentar quebrar o gelo, ganhando um riso leve em troca — Quando éramos adolescentes era pior, foi ela quem me apresentou para minha ex esposa e posso garantir que foi um desastre.

— Sinto muito pelo que aconteceu, sabe.. Lynx me contou, ela fala muito sobre a família dela. Curiosamente ela nunca me mostrou nenhuma foto sua ou de Scorpius - sorriu fraco.

Astoria conhecia a história de Draco já que Lynx era uma tagarela nata e nada escapava de sua boca. A mulher mais velha confiava em Greengrass para contar seus problemas familiares e aquele era um deles. 

  — Ah, obrigado. Scorpius e eu estamos bem agora, foi difícil no começo mas minha mãe e meu pai foram de grande ajuda com o Scorp, acabei virando CEO da empresa da família e perdi um pouco do tempo com meu filho, mas pretendo recuperar isso agora. Além de começar a cuidar de mim, já que faz um ano que me fechei para tudo e uh... nossa..

  —  O que foi? - perguntou Astoria, curiosa.

 — Acho que estraguei a chance de te convidar para sair comigo e Scorp depois desse desabafo, devia ter me impedido de falar sobre essas coisas - disse, sorrindo — Mas se você quiser, vamos tomar café depois daqui e talvez ir no fliperama, já que ainda é cedo.

— Está me convidando para sair, Draco? - perguntou surpresa, não conseguindo manter o sorriso afastado dos lábios — Bem, só vou precisar me trocar e vamos, claro. Não recusaria por nada.

— Sério? Ótimo, ótimo! Vou avisar Lynx e te esperamos, sem problemas - disse Draco, bagunçando os cabelos quando a morena sorriu uma última vez antes de sair quase correndo até o camarim. 

Agora ele só precisava encontrar seu garotinho e sua prima.

[...]

A brisa batia levemente no rosto corado de Scorpius, que lambia o sorvete de pistache enquanto observava o céu pela grande janela da parte superior do teatro. Lynx estava com ele, segurando um sorvete de amoras silvestres.

  — Papai gostou dela e eu também, Ly - contou a criança, vendo uma estrela cadente passar pelo céu escuro — Acha que ela pode curar o coração do papai?

  — Talvez, querido. Somente seu pai pode saber disso - sussurrou, acariciando os cabelos lisos do pequeno menino.

— Mesmo que ele não saiba, Astoria vai mostrar pra ele - disse convicto, surpreendendo a mulher, que olhou-o de forma séria por alguns minutos, antes de sorrir largamente — O que foi, Ly? 

— As vezes você parece tanto com a sua mãe que assusta, Scorp. Só não esqueça que ninguém vai substitui-la, tudo bem? E que ela sempre estará com você, no seu coraçãozinho - disse Lynx.

— Eu sei disso, Ly! Papa sempre me falou que a mamãe era única e que ela tá cuidando da gente lá do céu agora - comentou, tomando seu sorvete distraído, não notando as lágrimas grossas que a mais velha tentava conter — E eu sei também que o papai vai continuar amando ela, mesmo se amar outra pessoa. Foi a vovô Lily que me explicou.

— Seu pai tem sorte de ter você, Scorp. Vem, vamos voltar antes que o Draco fique louco atrás da gente - riu, segurando a mão pequena do primo.

Scorpius sabia que seu pai merecia ser feliz outra vez e talvez a moça bonita do balé o ajudasse com isso, já que o brilho presente no olhar do pai ao encara-la era quase idêntico ao brilho do olhar de seu vovô quando ele via Cissy. 

Scorpius estava pronto para mudanças e ele sentia que Astoria colocaria todos os pedacinhos do coração de seu papai no lugar, com amor e cuidado. 

Ele acreditava em amor à primeira vista.



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