História Dance night - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V)
Tags Bangtan, Bangtanboys, Boyxboy, Fanfic, Gay, Kimseokjin, Kimtaehyung, Oneshot, Romancegay, Seokjin, Taehyung, Taejin, Yaoi
Visualizações 23
Palavras 1.893
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Festa, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


espero que gostem :)

Capítulo 1 - Capítulo Único


— Levanta dessa cama – Taehyung dizia manhoso pela décima vez em menos de cinco minutos.

— Eu não quero sair – digo a ele e bufo, estou realmente sem paciência.

— Por favor, por favor, por favorzinho.

Juro que a qualquer momento posso dar um socão na cara desse menino.

— Me deixa em paz — afundei a minha cabeça no travesseiro e nele permaneci.

— Kim Seokjin, levanta essa bunda mole dessa cama agora ou eu jogo um balde de água gelada em cima de você. — o que eu fiz para merecer isso?

— Você não tem amor a vida não? — minha voz saiu abafada.

— Não — ele começou a rir, tirei minha cabeça do travesseiro e o olhei arqueando a sobrancelha. — É brincadeira. Mas agora falando sério, tu não podes ficar enfurnado nesse quarto para sempre. Acorda para a vida meu anjo, tu só vives uma vez.

Infelizmente essa toupeira tem razão, mas como é que eu vou viver se eu estou só existindo?

É impossível para mim ter qualquer tipo de interação com o exterior. Depois que terminei o colégio eu simplesmente me afundei. Não tive vontade de mais nada. Não tive coragem também.

Estava nos meus planos tirar alguns meses de descanso, mas eu não consegui me reerguer, não consegui criar asas e voar para longe do ninho, então eu simplesmente me afundei.

Durante um ano inteiro de minha vida, minhas atividades diárias eram fazer os deveres de casa e ficar na internet. Péssima escolha, se me permitem dizer, eu via as pessoas vivendo, correndo atrás dos sonhos, indo atrás de algo que acreditavam e eu me afundava, durante esse período que fiquei em casa se eu sai umas cinco vezes foi muito.

A pior e melhor coisa que poderiam ter inventado é a internet. Uma ferramenta fundamental em diversos aspectos, mas se você está no fundo do poço sua única função é cavar ainda mais e jogar uma enxurrada de água para te afogar. Redes sociais, meus caros, são um lixo.

O crepúsculo entre a adolescência e a idade adulta é a pior fase para qualquer pessoa. É o momento em que se deve decidir o que fará pelo resto da vida, ou por boa parte dela. É o momento em que as responsabilidades são simplesmente jogadas em suas costas. É o momento em que se deve deixar de agir impulsivamente e começar a agir temendo as consequências porque não vai ter mais ninguém para te ajudar. É nessa hora que tiram as lentes da perfeição de nossos olhos e colocam as lentes de realidade. É quando o escuro deixa de ser escuro e começa a ficar claro.

— Por favor, Jin — fui puxado de meus devaneios de volta a realidade. — Se você sair comigo hoje eu prometo que nunca mais te encho o saco. — tanto ele quanto eu sabíamos que era mentira, mas não custa nada tentar, certo?

— Tá bom, Tae, vou me arrumar e a gente sai — Tae deu seu maior, e mais quadrado, sorriso depois de minha fala e eu acabei soltando um riso fraco.

— OBRIGADO! EU TE AMO MUITO! — gritou pulando em cima de mim, me abraçando e me cobrindo de beijinhos.

— CHEGA! — eca, ele me babou todo. — Eu vou tomar banho, arruma uma roupa pra mim.

— Tá bom.

Peguei uma toalha e fui em direção ao banheiro. Ao adentrar o cômodo, eu retirei todas as minhas vestes e abri o registro para que a água caísse.  Enquanto tentava colocar o chuveiro em uma boa temperatura, me permiti pensar, Taehyung era meu melhor amigo desde sempre. Desde que eu me lembro por gente ele, e apenas ele, estava ao meu lado, passamos por várias coisas juntos.

Nós que inventamos a amizade. Aceita ou surta.

Muitos falam sobre amor, mas poucos falam sobre o amor fraternal que envolve uma boa amizade. O amor que é construído bloquinho por bloquinho, tijolinho por tijolinho. Ninguém chega em alguém que acabou de criar um vínculo amigável e diz que ama. O amor amigo pode-se dizer que é o  mais puro existente. Amigo verdadeiro não está em exteriores, mas sim em interiores.

Amizade boa mesmo é aquela amizade que apenas uma troca de olhares é possível ter uma conversa extremamente significativa para ambas as partes e entender os sentimentos que os envolve no momento.

Ao me colocar embaixo do chuveiro, deixei a água morna (lê-se quase arrancando a pele de tão quente) escorrer por minha pele. Ali, embaixo daquele chuveiro, jurei a mim mesmo que aquela água estaria levando todas as sujeiras e impurezas de meu corpo, não apenas física, mas também espiritualmente, jurei que a partir daquele momento eu iria encontrar um rumo para minha vida.

Terminei meu banho e fui para o quarto com a toalha enrolada em minha cintura.

— Quê que é isso, Taehyung? — por que de todos no mundo eu quem tive o Taehyung como melhor amigo?

— Roupas, oras — disse como se fosse óbvio.

— Eu pedi uma troca de roupa não um desfile de moda, só faltou contratar os modelos e eles desfilarem pra eu escolher a roupa.

Basicamente, Taehyung não escolheu apenas uma troca de roupas, mas sim várias, e elas estavam espalhadas pela minha cama. E pelo que eu o conheço, vou ter que vestir todas as trocas até encontrar a “perfeita”.

Depois de alguns torturantes minutos, acabei optando por uma camisa polo de botões rosa clara, uma calça preta e botas pretas, coloquei umas pulseiras e anéis, e para finalizar não podia faltar uma corrente em meu pescoço. Meus cabelos descoloridos estavam arrumados de forma que deixasse minha testa à mostra.

— Tu tá gostoso. —  Taehyung me disse.

— Eu não tô, eu sou gostoso. — me olhei no espelho, estava contente com o resultado. — Eu sou um homão da porra.

— Oxe. — Tae me olhava confuso. — De onde saiu essa autoestima?

— Taehyung, meu anjo. — chamei-o. — Pode, por favor, não estragar o meu momento?

— Tá bom, me desculpa. — levantou os braços em forma de rendição. — Não está mais aqui quem falou.

— Bom mesmo. — ele revirou os olhos e caminhou para fora de meu quarto.

Recentemente ele tinha pintado os fios de vermelho, mas acabou desbotando. Eu particularmente preferia dessa maneira.

Taetae estava vestindo uma calça preta parecida com a minha, uma camisa verde clara e um blazer bege, estava bonito e sofisticado, para finalizar o look blogueirinha, estava com sapatos pretos e algumas pulseiras e anéis.

Ao sair do meu quarto, fui em direção à sala para falar com minha mãe.

— Mãe — chamei-a e ela me olhou, percebi a confusão em suas feições e tratei de continuar. — Vou sair com o Tae, tá bom?

— Que milagre é esse? O mundo tá acabando e ninguém me avisou? — rolei os olhos e ela soltou um risinho. — Usa camisinha viu?! Proteção em primeiro lugar.

— Pode deixar. — dei uma piscadinha pra ela.

Coitada, a bichinha ainda tinha esperanças...

— Ai ai — suspirou. — Meu filho é um gatão mesmo!

— Tchau, mãe! — sai correndo antes que ela soltasse mais alguma pérola, eu amo a minha mãe, mas às vezes...

— Tá pronto, gatão? — Tae me perguntou rindo.

— Cala a boca e vamos logo.

Taehyung já havia chamado um Uber, então conversamos alegremente na calçada de minha casa esperando ele chegar. Não demorou muito e já estávamos dentro do carro. Tae ditou o endereço e o silêncio se instalou.

Fiquei observando o mundo através daquela janela. É estranho, parando para se pensar, cada pessoa significa uma história, significa um destino diferente, e muitas dessas histórias seriam enterradas junto com o corpo morto. Tantas lutas, tantas superações, tantos amores perdidos no tempo.

Somos tão pequenos, não sabemos de nada, mesmo assim achamos que sabemos muito. A pior qualidade e o melhor defeito é a ignorância. Ela nos prende num mundo que criamos, mas ao mesmo tempo nos liberta de paranoias e preocupações desnecessárias.

O universo é enorme e nós não somos nada.

Minúsculos.

Sem significado.

Mesmo assim importantes.

Chegamos ao nosso destino. Uma típica boate, muitas pessoas na entrada e a música alta, uma fachada simples, mas cheia de luzes neon. Tae pagou o motorista e nós saímos do carro. Estava andando em direção ao fim da fila quando Taehyung me puxa pelo braço.

— Eu tenho meus contatos. – sussurra em meu ouvido e quando se afasta dá uma piscadinha e seus lábios se transformam num sorriso malicioso.

Ele vai em direção aos seguranças e fala com um deles. Ele me chama com o dedo e nossa entrada é liberada. Já dentro do local, ando em seu encalço enquanto observo o lugar.

Algumas pessoas estão no bar, mas a grande maioria está na pista, dançando no ritmo da música eletrônica e dançante extremamente alta; assim como as luzes coloridas piscando, que dão uma sensação falsa de liberdade. Sozinhas ou acompanhadas, descontando o estresse na dança ou apenas curtindo o momento, histórias. O cheiro forte de bebida misturado com perfumes, suor e fumaça me deixa inebriado, extasiado.

Paramos no bar e Taetae pede nossas bebidas, não consigo entender, mas confio em sua escolha. Após algum tempo observando ao meu redor, as bebidas chegam e eu começo a beber. Depois de dois drinks, arrisco mexer o corpo no ritmo da música que tocava, não chegava a dançar, estava apenas sentindo a música.

Taehyung fala algo, mas não consigo entender, então peço para ele repetir.

— Você. Quer. Dançar? — pergunta pausadamente próximo ao meu ouvido e com seus longos dedos gélidos pressionando minha nuca. Sinto meu corpo arrepiar pelo toque nada sútil e pela forma como sua voz saiu rouca.

— Quero. — respondo e ele me puxa para o meio de todas aquelas pessoas.

Começo a mexer meu corpo, ainda tímido, porém seguindo o ritmo. Aos poucos vou sentindo a música e deixo esse sentimento me conduzir, me sinto leve e livre. Gosto da sensação de estar no meio de tantas pessoas. Gosto do modo que meu corpo reage sozinho ao som que sai dos aparelhos presentes. Gosto de como as luzes me deixam em êxtase. Gosto do calor humano. Eu gosto.

Livre.

Leve.

Feliz.

Extasiado.

Inebriado.

Meus problemas não existem mais.

É bom.

É gostoso.

É libertador.

Alguns momentos depois, sinto Tae colar seu corpo ao meu, e assim permanecemos, dançando juntos.

Quando uma música mais sensual começa, aperto meus braços ao redor de sua cintura juntando ainda mais nossos corpos. Seguimos o ritmo gostoso que a música tem. Tae coloca seus braços ao redor de meu pescoço e uma de suas mãos mergulha nos meus fios descoloridos e aproxima nossos rostos.

Não estamos bêbados, sabemos o que estamos fazendo.

Selo nossas bocas e ao nos separar, Tae morde artificialmente meu lábio inferior, volto a selar nossos lábios e abro um pouco minha boca dando a liberdade para que Taehyung faça o que quiser. Sinto sua língua se encontrar com a minha e então ele começa a me explorar, no inicio é um beijo suave e lento, estávamos nos conhecendo, ao passar do tempo o beijo se torna quente, sensual e afoito. Seus dedos puxam os fios de minha nuca e empurram-me para mais perto de si. Com uma de minhas mãos aperto sua cintura por cima da camisa que está usando e com a outra uso para apertar sua bunda, nesse momento Tae arfa e solta um gemido fraco. Me sinto ainda mais quente.

Talvez Kim Taehyung não seja apenas um amigo, um amor fraternal ou um amor amigo.

E talvez, só talvez, meu crepúsculo finalmente se torne uma manhã.

 


Notas Finais


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