História Dance With Me - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Tags Adolescente, Amizade, Amor, Breakdance, Dança, Drama, Hentai, Hiphop, Lesbicas, Orange, Romance, Yuri
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Palavras 1.191
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nada como começar um domingo escrevendo! Espero que aproveitem o capítulo <3

Capítulo 11 - Ela vai e volta


Um pouco mais tarde meu pai resolveu que iria levar o Biel pra escola e achou que socar a porta do meu quarto seria a solução, a gente apenas ignorou, eu sei que ele tem horário pra pegar o avião então logo iria desistir. Dito e feito, ele desistiu, não é tão fácil assim me separar do meu pirralho, sempre fomos eu e ele desde que nasceu, e não vai ser agora que vamos viver longe.

Voltei a dormir depois que tudo se acalmou de novo, não queria nem pensar em sair daquele quarto hoje, a exaustão dos últimos dias resolveu cair sobre mim de uma vez. Quando acordei de novo já era umas 17h e a campainha tocava freneticamente, eu bufei e fiquei olhando pro teto pensando se deveria esperar a pessoa ir embora.

— Jú pode ser a Liv...
— Que susto garota, achei que tava dormindo. — Dei um pulo da cama.
— Vai atender logooooo. — Ela jogou um travesseiro em mim.
— A Liv deve estar tão cansada quanto eu, duvido que seja ela. — Afirmei, mas me levantei em seguida e desci até a porta de entrada.

Quando abri tive o desprazer de dar de cara com o ex noivo de Liv.
— Mano qual o seu problema? O que você acha que veio fazer aqui? — Provavelmente meu rosto deveria estar ficando vermelho de raiva em menos de minutos.
— Eu quero falar com a Olívia e você não tem nada a ver com isso, faz ela vim aqui agora! — Ele usou um tom ameaçador enquanto olhava porta a dentro.
— Primeiro que ela não está aqui, segundo que ela provavelmente não tem nada pra falar com você, terceiro some da minha frente antes que eu chame a polícia. — Bati a porta na cara dele e tranquei, sai trancando a casa toda porque não sabia do que ele era capaz.
— Ela não está na casa dela então só pode estar aqui. OLÍVIA VOCÊ VAI TER QUE FALAR COMIGO!
— Pode gritar a vontade babaca! — Me fingi calma, mas me preocupei com o fato de Liv não estar na casa dela.

Subi de volta pro quarto e dei de cara com a Carol me olhando em pânico.
— Tá tudo bem, ele só é babaca. Mas tranquei a casa por precaução.

Peguei meu celular e disquei o número da Olívia.
— Oi? — Ela atendeu com a voz sonolenta, mas o fato de ter atendido me tranquilizou.
— Liv, onde você tá¿ O seu ex tá parecendo um doido na minha porta e disse que você não estava na sua casa.
— Ah... É por isso mesmo que não estou em casa. Eu to com o Luan na casa dele. Ele percebeu que aquele idiota estava seguindo a gente depois do hospital, então saímos pelos fundos pra casa dele.
— Agora faz mais sentido. Fiquei preocupada... Mas pode voltar a dormir, qualquer coisa me ligue por favor!
— Ok. Obrigada por tudo Jú... Espero te ver em breve.
— Eu também. — Sorri, mas dei um suspiro logo em seguida e desliguei.

Carol olhava pra minha cara e eu não sabia o que dizer, apenas me espreguicei e levantei.
— Já que me acordaram, vamos pelo menos comer alguma coisa.
— EU TO COM FOMEEEEEEE. — Biel entrou no quarto e começou a pular na cama.
— Conta uma novidade, você tá sempre com fome pirralho.
— Deixa que eu faço alguma coisa. — Carol se levantou e tomou o caminho da cozinha.

Achei estranho, ela nunca gostou de cozinhar... Talvez estivesse querendo cuidar de mim.

Deixei o Biel jogando vídeo game no quarto e fui pro meu banheiro tomar um bom banho. Eu não queria lidar com meus pensamentos, mas sabia que era inevitável. Eu realmente não sabi o que fazer a partir de agora. Se deveria me aproximar de Liv ou apenas me afastar, que talvez fosse o mais saudável pras duas. Então eu chorei, finalmente desabei e coloquei toda a dor pra fora.

Parece algo tão idiota, tem coisas tão mais difíceis pelo que sofrer... mas cada um sabe o peso da sua dor. E a minha era de toneladas. Chorei no banho por uma hora inteira, sem sessar. Ouvia Carol brincar com meu irmão no andar de baixo enquanto comiam. Ela era uma ótima melhor amiga, sabia exatamente quando eu precisava do meu momento. E eu estava decidida, iria me afastar de Liv.

 

Meses se passaram, já era outubro, mês do meu aniversário. Meu pai não dava as caras e não mandava notícias desde o dia da nossa discussão, “e ele ainda quer me enganar dizendo que se preocupa”, ri internamente, “que piada”.

Também não conversava mais com Liv, mas sabia que estava bem e indo na terapia como havia prometido, isso me deixava mais aliviada. Carol agora estava super próxima dela e vivia me dizendo que eu deveria parar de bancar a durona e voltar a falar com ela. A questão é que eu sabia que se ela estava bem, é porque eu havia me afastado.

— PARABEEEEÉNS IDOSAAAAA. — Por falar na ruiva, ela apreceu segurando um cupcake com uma vela.
— Vai se ferrar Carol. — Eu reclamei rindo, mas assoprei a vela.

Depois de toda a confusão a Carol mora comigo e com o Biel, o que eu tenho agradecido muito, porque acho que sozinha não daria conta de tudo. Tive que arrumar um emprego pra continuar bancando a boa vida do pirralho e a minha.

— Você vai trabalhar hoje?
— Claro miga, eu trabalho em shopping e com certeza não iriam me dar folga em pleno sábado.
— Mas será que consegue sair mais cedo? — Ela me olhava esperançosa e aquilo já me deixou desconfiada.
— O que você tá pensando em aprontar?
— Nada ué, apenas achei que seria legal você aproveitar um pouco seu aniversário. Você tem trabalhado tanto até tão tarde Jú, fez praticamente dois meses de horas extras.
— Não me importo com as horas extras Carol, elas ocupam a minha cabeça e ainda colocam mais dinheiro dentro de casa.
— Eu sei, eu sei. Mas você também merece descansar não acha?

Parei pra pensar por alguns minutos e realmente, acho que um descanso no meu aniversário não sairia tão mal assim.
— Ok! Eu vou conversar com a minha gerente e te ligo pra avisar.
— Eba eba eba ebaaaaa! — Ela saiu dando pulinhos.

 

O dia passou normalmente na minha nova rotina, minha gerente prontamente me liberou mais cedo e nem me pediu um motivo pra isso, acho que realmente tenho feito um bom trabalho. Era por volta das 19h quando cheguei na porta de casa e tudo estava escuro e silencioso. “Ah legal, ela me faz sair mais cedo do trabalho pra me deixar sozinha.” Reclamei em pensamento enquanto bufava abrindo a porta.

Um parabéns muito alto começou assim que acendi as luzes. Eu fiquei paralisada na porta enquanto olhava as pessoas na minha sala... e lá estava ela. Loira, usando um vestido azul royal que destacava sua pele e segurando um filhote de cachorro. Mas isso era o menos incomum naquela cena.

Assim que o parabéns acabou eu continuei parada na porta, sem dizer nenhuma palavra, apenas olhando cada detalhe de Liv... Fazia tanto tempo que não a via, não via aquele sorriso.

Droga Carol, eu te mato



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