História Dancer (Malec) - Capítulo 18


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Luke Graymark, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Dança, Faculdade, Malec
Visualizações 563
Palavras 3.304
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aproveitando a pausa do café para postar mais esse capítulo bem rapidinho! ;)

Capítulo 18 - Encontro Triplo


 Termino de abotoar minha camisa e me viro para Jace, tremendo de nervoso e com uma expressão suplicante.

 - Pelo amor de Deus, me prometa que vai se comportar essa noite. – peço, ou melhor, imploro.

 Ele faz uma cara de desentendido e responde:

 - Não sei porque você está me pedindo isso, Alec. Eu sempre me comporto.

 Reviro os olhos, impaciente. Percebo o suor começando a se acumular nas minhas axilas e afasto um pouco os braços do corpo, tentando evitar manchas na minha camisa.

 - Você sabe muito bem do que eu estou falando, Jace. – retruco, bufando. – Nada de querer bancar o engraçadinho e ficar contando piadinhas estúpidas durante o nosso encontro, certo?

 Meu melhor amigo ergue as mãos, em uma postura de defesa.

 - Relaxa, cara. Prometo que não vou fazer nada disso. Não precisa ficar nervoso desse jeito. Tudo vai dar certo e nós vamos nos divertir muito essa noite, você vai ver.

 Apenas assinto, tentando respirar fundo e me acalmar um pouco. Esses últimos dois meses tem sido uma loucura e é tudo muito novo para mim: conhecer Magnus, começar a sair com ele, me assumir para mim mesmo e o mundo, ter uma conversa honesta com os meus pais, oficializar o nosso namoro... Mal consigo acreditar que tanta coisa aconteceu em tão pouco tempo.

 E, essa noite, mais uma novidade: sair com o meu namorado, meu melhor amigo e a namorada dele, minha irmã e meu cunhado. Não é à toa que estou tão nervoso: quero que tudo dê certo, que todas essas pessoas que são importantes para mim se deem bem e gostem uma das outras.

 Jace olha para mim e franze o nariz. Depois vai até o banheiro e volta segurando um frasco de desodorante, que joga na minha direção.

 - Usa um pouco disso aqui: você está precisando. – diz, com um sorriso de deboche nos lábios.

 Eu poderia ficar irritado, mas acabo dando risada. Ele também ri, satisfeito por ter conseguido me fazer relaxar um pouco. Aplico mais uma dose do desodorante, só para garantir, e então estamos prontos para deixar a faculdade. Vamos dirigir até o Hunter’s Moon, cada um no seu próprio carro, e passar para pegar a Clary no caminho. Os outros vão nos esperar no bar, conforme combinamos com antecedência.

 Durante todo o trajeto, tento respirar fundo várias vezes e aplacar o nervosismo. Afinal, vou passar a noite ao lado de pessoas nas quais eu confio plenamente. O que poderia dar errado, não é mesmo?

 Meu melhor amigo bate na própria testa, como se tivesse acabado de lembrar de algo.

 - Puxa, esqueci de trazer aquela nossa foto de infância, em que você está comendo a areia do tanque do parquinho. Queria tanto mostrar para o Magnus... – diz, balançando a cabeça e com um tom fingido de lamento.

 Eu não respondo nada. Apenas tiro uma das minhas botas e bato com a sola na lateral da cabeça dele. Jace passa o restante do caminho massageando a têmpora direita e me lançando olhares ofendidos.

 

                                                                **

 

 Estou esperando por eles sentado à uma mesa no canto do bar. Percebo que as palmas das minhas mãos estão suadas e as esfrego no meu jeans.

 Me sinto meio bobo por estar tão nervoso, mas não consigo evitar. Nunca fiz isso antes, ninguém jamais quis me apresentar aos amigos e a família. Sei que esse encontro é muito importante para Alexander e quero que tudo corra mais do que bem.

 Espero por cerca de meia hora, até que os vejo entrando pela porta de entrada do Hunter’s Moon, então fico de pé e aceno para eles. Alec me vê, sorri e começa a caminhar na direção da mesa, seguido pelos outros.

 Ele se aproxima, me dá um abraço e um beijo na bochecha. Depois começa as apresentações:

 - Bom, alguns de vocês já se conhecem, mas vamos lá: esse é o Magnus, meu namorado. Esses são Jace, meu melhor amigo; a namorada dele, Clary; minha irmã, Isabelle e meu cunhado, Simon.

 Cumprimento todos com apertos de mãos. Quando chega a vez de Izzy, ela me puxa para um abraço apertado e beija meu rosto. Presto mais atenção nela e no namorado, percebendo com surpresa o quanto são diferentes: o garoto faz o estilo nerd, usa óculos e parece um pouco tímido. Já Isabelle é uma explosão de vivacidade, extrovertida e animada, do tipo de garota que chama a atenção de todos por onde quer que passe.

 Então penso em mim e Alec, no quanto também somos diferentes em vários sentidos, e chego à conclusão que essa talvez seja uma coisa que corra no sangue da família. Vai ver os Lightwood só se sentem atraídos por pessoas totalmente opostas a eles.

 Nos acomodamos nas cadeiras ao redor da mesa e Jace se oferece para ir buscar algumas bebidas. Clary pede uma mimosa, Simon afirma que prefere beber apenas água e Isabelle decide acompanha-lo. Eu peço uma cerveja, Alec diz que também vai querer uma e o melhor amigo dele arregala os olhos.

 - Isso é obra sua, Magnus? – pergunta, rindo. – Porque eu tento convencer esse cara a beber comigo há anos e ele nunca aceita.

 Alexander franze os lábios, suspira e retruca:

 - Não diga besteiras, Jace. Eu já aceitei tomar uma cerveja com você várias vezes. Agora, não esqueça do que me prometeu.

 O amigo apenas ergue as mãos e segue em direção ao balcão nos fundos do bar. Pelos olhares que os dois trocam, suponho que Alec deva ter pedido que Jace se comportasse bem e não o envergonhasse durante o nosso encontro triplo. A ideia me faz sentir um calor agradável no peito: pelo jeito, eu não sou o único que ficou preocupado e querendo que tudo desse certo essa noite.

 Logo Jace volta com nossos drinques e começamos a beber, enquanto conversamos. Descubro que Simon tem uma banda e costuma se apresentar em bares e pequenas casas de show, além de ser amigo de infância de Clary e cursar Música na mesma escola de artes onde ela estuda Desenho. Já Izzy cursa Modelagem e Costura em uma escola de moda e Jace faz Administração junto com Alexander.

 Acho que Alec não pediu só ao melhor amigo para se comportar, porque todos estão me tratando muito bem, sendo muito gentis e educados. Bebericamos nossos drinques, rimos e a conversa flui tão bem ao ponto de me deixar surpreso.

 De repente, Kaelie se aproxima da nossa mesa, hesitante. Ela é a parceira de trabalho de Raphael, uma menina loira, de olhos azuis e orelhas pontudas – Luke costuma chama-la carinhosamente de Elfa – e os dois estão fazendo o segundo turno essa noite.

 - Magnus, será que a gente podia conversar um minutinho? – pede Kaelie, com um tom apreensivo.

 Peço licença a todo mundo, me levanto e a sigo até um pilar no canto do bar, ao lado do balcão. Então pergunto:

 - O que aconteceu?

 Ela morde o lábio inferior, nervosa. Depois começa a explicar:

 - Surgiu uma emergência e eu queria saber se você pode me ajudar. Raph comeu um sanduíche de camarão antes do nosso turno começar e agora está passando muito mal. Não existe a menor condição de ele fazer o show essa noite nesse estado. Raphael chamou um amigo para leva-lo até a sua casa e eu já liguei para a Maia. Ela aceitou ficar me ajudando a servir as bebidas até o fim do turno, mas você conhece tão bem quanto eu a regra do Luke e sabe que não podemos dançar juntas.

 Eu assinto. Luke não permite que o show seja feito por duas mulheres. É uma questão de segurança, isso encorajaria alguns clientes engraçadinhos a agirem de maneira inapropriada. As apresentações têm que ser feitas sempre por dois homens ou um casal.

 - Você quer que eu dance com você essa noite, é isso? – questiono.

 Kaelie assente.

 - Sim. Se puder me fazer esse favor, eu prometo que divido as avulsas e te pago uma hora extra de trabalho. Raph disse que te ajudou uma noite dessas e você deve uma para ele.

 Franzo o rosto, hesitante. Realmente, Raphael me ajudou há pouco tempo atrás, quando Catarina estava com enxaqueca. Eu lhe devo mesmo uma, mas não quero estragar o nosso encontro triplo, que estava correndo tão bem até agora.

 - Preciso falar com o Alec antes. – respondo, por fim. – Se ele não se importar, eu aceito fazer o show com você.

 Ela assente mais uma vez, ansiosa. Volto para a mesa, onde todos continuam conversando animadamente. Me inclino na direção de Alexander e explico toda a situação. Ele escuta atentamente e depois diz:

 - Tudo bem, é claro que você pode ir ajudar os seus amigos.

 - Tem certeza? – insisto. – Não quero atrapalhar a nossa noite.

 Alec sorri para mim, antes de responder:

 - Tenho certeza. Eu não me importo nem um pouco.

 Abro um sorriso aliviado. Não queria de jeito nenhum deixa-lo chateado, mas também não ficaria feliz em deixar Kaelie e Raph na mão.

 - Obrigado por ser tão compreensivo. – digo, dando um selinho rápido nele.

 Enquanto sigo para os fundos do bar, o escuto começando a explicar o que aconteceu para os outros. Eu e Kaelie vamos para trás do balcão, onde ela fica servindo bebidas, e eu passo pela porta coberta com a cortina de contas que leva ao camarim.

 Começo imediatamente a me maquiar, apressado, já que faltam apenas quinze minutos para a hora do show. Passo delineador e um pouco de glitter dourado nas pálpebras e no alto das maçãs do rosto. Abro o armário embaixo da minha bancada de maquiagem e pego uma sunga e uma gravata, ambas douradas. Por sorte, estou vestindo um colete de seda preto por cima da minha camisa vinho e posso usá-lo durante a dança.

 Vou correndo até o banheiro, troco de roupa o mais rápido que consigo, dou uma ajeitada no cabelo e então estou pronto. Quando passo pela cortina de contas mais uma vez, encontro Kaelie me esperando perto do aparelho de som, já pronta para dar início ao show.

 Ela aperta o play e nós subimos em cima do balcão. As músicas da playlist que ela escolheu seguem o mesmo estilo das que eu e Catarina costumamos usar e me deixo levar pelo ritmo conhecido. Olho ao redor e vejo o grupo da nossa mesa espremido do outro lado do balcão.

 Todos riem animadamente, embora Alexander pareça um pouco sem graça. Eu deveria procurar minha chance de descolar uma boa gorjeta, mas de repente tenho uma ideia diferente. Acho que vale à pena dispensar ganhar uma grana para colocá-la em prática, então me aproximo lentamente, sem parar de dançar.

 Paro bem na frente deles e começo a rebolar sensualmente, com os olhos fixos nos de Alec. Ele ri, nervoso e eu acabo rindo também. Tento não me desconcentrar e sigo dançando, ondulando o corpo para lá e para cá, requebrando os quadris para a esquerda e a direita. Izzy segura os ombros do irmão, chacoalhando o corpo dele e rindo. Jace também cutuca o amigo, o provocando. Clary ri e Simon está com as bochechas muito vermelhas, mas não tanto quanto as de Alexander.

 Nesse momento, eu quero toca-lo mais do que tudo, só que não posso. Ergo as mãos acima da cabeça, tentando controlar o impulso que sinto de me inclinar e colar os lábios nos dele. Alec ri, com o rosto ficando cada vez mais vermelho, mas vejo que seus olhos estão brilhando. Os outros gargalham, achando graça da situação, e ele cobre o rosto com as mãos.

 Dou um salto e viro de costas para eles. Depois começo a requebrar o traseiro em um ritmo frenético e posso escuta-los rindo alto e soltando gritos estridentes. A dança é a minha vida e eu realmente amo o meu trabalho, mas preciso confessar que nunca me diverti tanto assim em um show antes.

 Quem diria que provocar seu namorado extremamente tímido poderia trazer tanta satisfação, não é mesmo?

 Olho de relance para Kaelie e vejo que ela está dançando em frente a um homem de terno, que sorri e bate palmas animadamente, antes de enfiar uma nota embaixo da cintura da hot pant dela. Agora que a garota já garantiu sua gorjeta gorda dessa noite, começa a caminhar sobre o balcão, recolhendo as avulsas. Decido não circular com minha parceira de dança hoje e apenas volto a me concentrar na minha pequena performance particular.

 A playlist já está perto do fim e aproveito os minutos finais da última música para usar meus melhores movimentos. À essa altura, as bochechas de Alec já estão menos vermelhas. Izzy e Jace lhe entregam uma nota cada um e ele faz um gesto envergonhado, pedindo que eu me aproxime. Fico ajoelhado bem à sua frente e Alexander as enfia embaixo do cós da minha sunga. Jogo um beijo e dou uma piscadinha para ele, o fazendo rir.

 A música termina, então eu e Kaelie fazemos uma reverência à plateia e descemos do balcão. Maia já está em pé no canto, encostada nas prateleiras, só esperando para assumir o bar ao lado dela. A cumprimento rapidamente e vou para o nosso camarim improvisado trocar de roupa mais uma vez e tirar a maquiagem.

 Quando volto para a nossa mesa, todos já estão sentados, ainda agitados por causa do show. Também me sento, na mesma cadeira em que estava antes, bem ao lado de Alec.

 - Desculpem por ter deixado vocês sozinhos. – digo. – O parceiro da minha amiga ficou doente, ela precisava de alguém que a acompanhasse no show e eu não podia negar ajuda.

 Isabelle balança a cabeça, dispensando minhas desculpas.

 - Para mim, essa foi a melhor parte da noite! – afirma, rindo. – Queria tanto ter filmado meu irmão, todo envergonhado e sem jeito, enquanto você rebolava na frente dele!

 Jace ri junto com ela, concordando com a cabeça.

 - Eu também queria ter registrado isso para a posteridade, mas li o aviso ao lado do balcão que dizia: “Não é permitido filmar o show” e achei melhor não arriscar. Não quero arranjar encrenca com o meu sogro.

 Essa é mais uma das regras de Luke, para garantir a privacidade dos funcionários. Eu não me importaria em ser filmado, porém nem todos aqui se sentiriam à vontade com o fato. Catarina, por exemplo, não gostaria nem um pouco de ver seus colegas ou professores da faculdade a assistindo rebolar, usando apenas um short e um bustiê.

 Alexander mostra a língua para os dois, só que está sorrindo e com um brilho de divertimento nos olhos. Ele parece feliz e isso me deixa feliz também.

 - Você dança muito bem, Magnus. – elogia Clary. – Não é à toa que Luke te considera o melhor dançarino da casa.

 - Muito obrigada. Mas garanto que todos os funcionários do Hunter’s Moon são bons na dança e arrasam nos shows. – respondo.

 E é verdade. Se não dançassem bem, não estariam aqui. Embora não exija que ninguém seja um profissional certificado, Luke faz questão que todos que trabalhem no seu bar saibam fazer uma boa performance. Afinal de contas, são os shows que atraem a maioria das pessoas que vem ao Hunter’s Moon.

 Jace vai buscar mais uma rodada de bebidas e continuamos conversando. Agora todos estão interessados em saber mais sobre a minha profissão, então conto que sempre estudei dança, desde criança, e até falo do meu plano de dar aulas no futuro.

 - Por falar nisso... – começa Izzy. – Como vão as suas aulas de valsa, maninho?

 Alec franze o rosto, em uma careta de lamúria, antes de responder:

 - De mal a pior. Eu não levo mesmo o menor jeito para a dança. Só estou fazendo isso por sua causa, Izzy.

 Eu lanço um olhar indignado na direção dele.

 - Não diga isso, Alexander. Você está melhorando cada vez mais. Tenho certeza que vai estar pronto para arrasar no dia do baile.

 Sua irmã abre um sorriso animado.

 - Vou acreditar no que o seu professor está dizendo. Não vejo a hora da data do baile chegar. Estou tão ansiosa! Espero que dê tudo certo.

 - Pena que não vou poder estar lá. – lamenta Simon. – Embora esteja muito grato por não ter que dançar a valsa. Não me leve a mal Izzy, mas tenho certeza que você iria terminar a noite sem conseguir andar, depois do tanto de vezes que eu pisaria no seu pé.

 Ela dá um tapinha no joelho dele, de brincadeira. Conversamos por mais um bom tempo, até quase uma da manhã, quando decidimos ir embora.

 Depois de trocar beijos e abraços de despedida, Jace, Clary, Isabelle e Simon vão para casa. Eu e Alexander ficamos em pé na frente do Hunter’s Moon, poucos metros antes de onde nossos carros estão estacionados. Olho para ele com um sorriso e comento:

 - Acho que, no fim das contas, deu tudo certo no nosso encontro triplo, não é?

 - Claro que sim. – garante Alec, antes de confessar: – Eu estava um pouco preocupado, com medo que vocês não se dessem bem, mas todo mundo riu e conversou a noite inteira.

 Eu assinto.

 - Gostei da sua irmã e dos seus amigos. Ainda bem que ninguém se incomodou com o fato de eu ter deixado vocês sozinhos para fazer o show com a Kaelie.

- Muito pelo contrário: eles adoraram me ver morrendo de vergonha enquanto você dançava bem na minha frente. – diz Alexander, rindo.

 Me aproximo, envolvo sua cintura com os braços e provoco:

 - Mas bem que você gostou de ver a minha performance, não foi?

 Ele ri ainda mais, parecendo sem graça.

 - Gostei, sim. – confessa. Depois completa, sussurrando: – Tive que me esforçar muito para não ter uma ereção ali mesmo.

 Solto uma gargalhada alta e Alexander me acompanha. Trocamos um beijo rápido, olho para o seu rosto e faço a pergunta que está rondando a minha mente há horas:

 - Você não sente ciúme? Afinal, eu trabalho dançando seminu em um bar lotado.

 Ele não hesita por um segundo sequer antes de balançar a cabeça e responder:

 - Não. Acho que isso não faria sentido. Quer dizer, eles só podem ficar te olhando, enquanto eu...

 - Enquanto você pode me tocar, me beijar... – completo, apertando mais os braços ao redor dele.

 - Isso. – concorda Alec, sorrindo, antes de me dar mais um beijo.

 Quando nos afastamos, solto um suspiro triste.

 - Agora tenho que ir. Eu faço o primeiro turno amanhã e prometi levar Catarina em uma loja de materiais hospitalares do outro lado da cidade antes de virmos trabalhar.

 Ele assente.

 - Tudo bem. A gente se fala durante a semana. Quando eu tiver um tempo livre, apareço na sua casa.

 Nos beijamos de novo e trocamos um abraço bem apertado. Então cada um segue para o seu próprio carro.

 Enquanto dirijo até o meu prédio, fico repassando as imagens da noite dentro da minha cabeça sem parar, sorrindo feito um idiota. Chegando lá, subo as escadas, entro no flat, troco de roupa e escovo os dentes. Estou prestes a me jogar na cama, quando escuto meu celular vibrando em cima do criado mudo, indicando a chegada de uma mensagem. Pego o aparelho e vejo que é de Alexander:

 “Acabei de chegar no dormitório. Jace ainda não voltou depois de deixar a Clary em casa e vou aproveitar para dormir antes que aquele chato chegue, mas me lembrei de uma coisa que queria te pedir: não dava para você trazer aquela sunga dourada para casa? Quero te ver vestindo ela mais uma vez...

 P.S: NÃO ACREDITO QUE EU TE ENVIEI ISSO.

P.P.S: Acho que aquela cerveja que eu bebi foi suficiente para me deixar bêbado... Ou talvez eu esteja passando tempo demais com Jace e com VOCÊ. :p”

 Quando termino de ler, minha gargalhada soa pelo quarto vazio.



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