História Dancer (Malec) - Capítulo 19


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Luke Graymark, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Dança, Faculdade, Malec
Visualizações 304
Palavras 3.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo está sendo postado sem revisão NENHUMA, então perdoem possíveis erros, por favor! Desculpem, não tenho respondido comentários nem postado com tanta frequência, mas é que realmente não tenho tido muito tempo. Bem que podiam me pagar para escrever fanfics, assim eu passaria o dia inteiro escrevendo e não precisaria mais trabalhar, hahaha!
Eu gostei muito de escrever esse capítulo e espero que vocês gostem de ler! ;)

Capítulo 19 - Você é o Meu Primeiro em Tantos Sentidos


 Subo as escadas para o meu apartamento e sinto o coração acelerando com a expectativa. Fiz o segundo turno hoje, portanto estou chegando em casa no começo da noite, o horário em que geralmente Alexander aparece por aqui.

 Quando chego ao último degrau, vejo a luz escapando pela fresta debaixo da porta e não consigo deixar de sorrir: sempre deixo todas as lâmpadas apagadas antes de sair para trabalhar, portanto isso só pode significar que ele está me esperando lá dentro.

 Então abro a porta e o vejo, sentado no sofá, concentrado no livro sobre o seu colo. Logo ao lado dele, Presidente Miau cochila em cima de uma das almofadas de brocado dourado – já desisti de tentar convencer esse gato a parar de fazer isso, aliás.

 Alec ergue os olhos por um instante, me vê em pé à frente da porta, admirando a cena, e abre um daqueles seus sorrisos lindos e iluminados.

 - Oi. Que bom que você chegou. – diz, enquanto eu me aproximo e sento perto dele. Depois completa: – Eu já pedi o nosso jantar, espero que não se incomode.

 Largo minha mochila sobre o assento e dou um beijo nele.

 - Você acha mesmo que eu me incomodo de chegar em casa do trabalho, exausto e faminto, para descobrir que só preciso esperar a comida chegar? Estou é ficando mal acostumado, isso sim! Desse jeito, vou querer te encontrar aqui todas as noites...

 - E eu viria te ver todas as noites mesmo, se pudesse. – retruca Alexander. – Só que, infelizmente, não é possível.

 Eu assinto, soltando um suspiro triste.

 - Eu sei. Mas fico muito feliz com o esforço que você faz para aparecer aqui sempre que pode.

 Nos beijamos mais uma vez e a campainha toca. Levanto para atender e vejo que é o nosso jantar sendo entregue. Alec pediu comida mexicana essa noite. Então nos empoleiramos no sofá mesmo e começamos a comer direto da embalagem.

 - Você vai dormir aqui hoje? – pergunto, antes de dar mais uma mordida no meu sanduíche de guacamole.

 Ele franze o rosto inteiro em uma careta de pesar.

 - Desculpe, mas não posso. Marquei de ir amanhã cedo ao alfaiate com a minha irmã, para provar o terno que vou usar no baile. – responde, antes de completar: – Aliás, você já arranjou o seu?

 Eu quase engasgo com a comida.

 - Como assim? Do que você está falando?

 Alexander me lança um olhar confuso, como se eu tivesse acabado de dizer que vi um elefante cor de rosa passar voando pela janela.

 - Estou falando do terno que você vai usar no baile. É obrigatório o uso de traje de gala. Se não fosse, eu não usaria aquela roupa de pinguim de jeito nenhum.

 - É que eu achei que não estivesse convidado para o baile. – explico. – Afinal, você não vai acompanhar a sua irmã?

 Alec balança a cabeça.

 - Não. Eu vou apenas ser o par da Izzy na valsa. Preciso de um acompanhante e pensei que você iria gostar de ir comigo, mas se não quiser, tudo bem.

 A voz dele soa tão triste que faz meu coração se apertar. Me inclino para a frente e dou um beijo nele, sentindo o gosto do frango da enchillada que acabou de comer na sua língua.

 - Não seja bobo, é claro que eu quero ser seu acompanhante. Só fiquei surpreso com a notícia. Não estava esperando por isso.

 Ele sorri, parecendo aliviado.

 - Bom, com quem mais eu poderia ir? Se você não quisesse me acompanhar, eu iria sozinho mesmo. – conta. Depois brinca: – Afinal de contas, já servi de vela para o Jace e a Clary uma centena de vezes.

 Alexander ri e eu o acompanho. Então deslizo a ponta do indicador pela linha da sua mandíbula.

 - Pois os seus dias de vela acabaram. – afirmo. – Agora você pode contar sempre com a minha companhia.

 Alec sorri e retruca:

 - É a única que eu quero.

 Acabamos de comer, jogamos as embalagens vazias no lixo da cozinha e voltamos a nos aconchegar no sofá. Como de costume, apenas conversamos sobre o que fizemos desde a última vez em que nos vimos. Se passa mais ou menos uma hora, até que resolvo propor algo.

 - Vamos treinar mais um pouco de valsa. Afinal, o baile é no próximo final de semana e você precisa estar pronto para arrasar.

 Ele faz uma expressão desgostosa.

 - Você não acha que nós já treinamos o suficiente? Não sei como não se cansou ainda de levar pisões nos pés...

 Eu reviro os olhos.

 - Em primeiro lugar: a prática leva a perfeição. Portanto, não existe essa coisa de “treinar o suficiente”. Quanto mais, melhor. Em segundo: você não pisou no meu pé uma vez sequer em nenhuma das nossas aulas anteriores. E em terceiro: não entendo porque toda essa reclamação a cada vez que eu proponho praticar um pouco mais de valsa. Você parece bem feliz enquanto nós dançamos.

 - Eu fico feliz por estar perto de você, te tocando. – retruca Alexander, antes de se jogar em cima de mim e completar: – Mas posso fazer isso aqui mesmo no sofá, ficar abraçadinho com você, sem ter que sair rodopiando pela sala.

 Não resisto e solto uma risada alta. Depois provoco:

 - E se eu te prometer um prêmio surpresa ao fim da aula?

 Alec me olha, parecendo interessado.

 - Que prêmio?

 - Bom, se é surpresa, não posso te dizer agora. – respondo. – Mas tenho praticamente certeza de que você vai gostar muito.

 Ele pensa na minha proposta por alguns instantes. Por fim, assente.

 - Tudo bem. Vou confiar em você e topar. – diz, já se levantando.

 Eu também fico de pé, pego meu celular do bolso da mochila, coloco o Danúbio Azul para tocar e começamos a valsar pela sala. Não estou mentindo quando digo que Alexander está se saindo muito bem e melhora cada vez mais. Essa noite, ele me guia com facilidade, se movimentando de maneira graciosa para lá e para cá. Tenho certeza que vai conseguir arrasar no dia do baile.

 Dançamos a música inteira três vezes seguidas, antes que eu apanhe meu celular e interrompo o repeat. Como nossa aula terminou, Alec pergunta, impaciente:

 - Agora quero saber qual é o meu prêmio.

 Eu rio da ansiedade dele. Então vou até minha mochila, tiro algo lá de dentro e sacudo bem na sua frente. Ao ver minha sunga dourada, ele ri de nervoso e cobre o rosto com as mãos.

 - Eu não acredito que você trouxe mesmo isso para casa, Magnus! Não sei o que me deu para te enviar aquela mensagem depois do nosso encontro triplo. Deve ter sido efeito da cerveja...

 Finjo uma expressão indiferente.

 - Tudo bem. Se o senhor não estava falando sério quando afirmou que queria me ver usando essa sunga mais uma vez, vou leva-la de novo para o Hunter’s Moon...

 Me viro, pronto para enfiar a peça de volta na mochila, mas Alexander pula na minha frente.

 - Não! – grita, a arrancando das minhas mãos. – Quer dizer, você já teve o trabalho de trazê-la até aqui, não é mesmo?

 Eu envolvo sua cintura com os braços e concordo com a cabeça, fazendo uma expressão solene.

 - Sim, é claro. Foi muito trabalhoso carregar isso do bar até o meu apartamento. Afinal, essa sunga pesa o quê? Uns quinze quilos? – provoco.

 Alec ri, com as bochechas vermelhas. Às vezes me pergunto se algum dia vai deixar de ficar assim quando sente vergonha e torço para que nunca aconteça, porque acho esse fato muito adorável.

 - Então... – começa ele. – Você vai vestir isso ou não?

 Sorrio maliciosamente e seguro a mão dele.

 - Vem comigo. – digo, já saindo em direção ao quarto.

 

                                                                **

 

 Estou deitado na cama, nervoso e sem jeito, enquanto Magnus se troca no banheiro.

 Não consigo acreditar que isso está mesmo acontecendo. Estou esperando meu namorado aparecer, vestido apenas com uma sunga dourada, para fazer algum tipo de show para mim ou sei lá o quê. Quer dizer, isso parece algo que o Jace faria.

 Não com um cara, claro. Com a Clary, por exemplo. Droga, agora uma imagem da Clary vestindo lingerie se formou na minha cabeça. Ótimo, Alec. Definitivamente, esse não é o tipo de coisa em que você deveria estar pensando nesse momento.

 Continuo vestindo a mesma calça jeans e a camiseta preta com que cheguei aqui. Tirei apenas minhas botas antes de subir na cama, achando que seria um tanto pretensioso espera-lo sem roupas.

 - Você está preparado? Posso aparecer agora? – pergunta Magnus, do banheiro.

 Me ajeito sobre o colchão, apoiando as costas na cabeceira, antes de responder:

 - Sim, pode aparecer.

 Então salta para dentro do quarto, com os braços abertos.

 - Tcharã! – diz, dando uma voltinha.

 Não resisto e começo a rir. Sei que devo parecer um idiota por isso, mas ele aparenta não se importar muito. Magnus começa a dançar, requebrando os quadris para lá e para cá, ao mesmo tempo em que se aproxima da cama.

 Minhas bochechas devem estar mais vermelhas do que nunca. Sinto um formigamento se espalhar pelo meu corpo, se concentrando na virilha. Quero botar minhas mãos nele, mas me controlo e espero até que suba no colchão.

 Começamos a nos beijar e nos tocar. Já estou duro e sei que ele também está. Magnus afasta os lábios dos meus por um instante e provoca:

 - Você está todo vestido e eu estou usando só uma sunga. Não acha isso muito injusto?

 Enquanto tiro a camiseta, ele tira minha calça jeans. Depois se livra da sunga e então estamos os dois nus. Magnus estica o braço, abre a gaveta do criado mudo e pega uma camisinha de lá. Porém, ao invés de coloca-la, me encara e propõe:

 - Quer inverter as coisas essa noite? Confesso que não costumo aceitar fazer isso com qualquer um, mas confio em você.

Sua proposta me pega de surpresa. Depois de hesitar por alguns instantes, respondo:

 - Eu nunca fiz isso antes. Não tem medo de que eu...Sei lá, faça alguma coisa errada e acabe não sendo bom para você?

 - Como acabei de dizer, eu confio em você, Alexander. – afirma ele.

 Assinto, pego a camisinha e coloco em mim mesmo, do jeito que Magnus me ensinou. Eu deito por cima dele, um pouco tenso. Então confesso:

 - Não sei direito o que fazer.

 Ele ri baixinho e tira uma mecha de cabelo caída sobre a minha testa.

 - É meio autoexplicativo. – diz, me fazendo rir também. – Agora, falando sério, Alec: se você não quiser, tudo bem. Não quero que faça algo que não te deixa confortável.

 - Mas eu quero. – respondo.

 E estou sendo sincero. Desde que nos conhecemos, Magnus vem me mostrando todo um mundo de coisas novas e desconhecidas para mim, e eu quero que continue a me guiar por todas essas novidades. Quero aprender a ser uma nova versão de mim mesmo com ele.

 Magnus sorri para mim e sussurra:

 - Então só relaxe e siga seus instintos, ok? É apenas sexo, não física quântica.

 Não consigo deixar de rir com a comparação. Então decido seguir o seu conselho e me deixo levar.

 Deslizo as mãos sobre o peito dele, sentindo os músculos se contraindo ele desliza as suas sobre as minhas costas. Enterro o rosto no seu pescoço, sentindo seu calor e o cheiro de sândalo. Mordo o lóbulo da sua orelha, puxando a carne macia entre os dentes e Magnus geme baixinho.

 Começo a me movimentar dentro dele, avançando e recuando. Uma sensação diferente toma conta de mim e me pergunto se ele também sentiu isso nas outras vezes em que transamos. Não sei explicar direito o que é, mas eu me sinto... poderoso nesse momento. É uma coisa meio: sim, estou aqui, fazendo esse cara incrível gemer desse jeito.

 Ergo as mãos e seguro os seus braços acima da cabeça, impedindo que me toque. Quero me concentrar somente nisso, em mover os quadris para frente e para trás, o levando à loucura. Magnus geme cada vez mais alto, então acredito que estou fazendo a coisa certa e continuo.

 Ele cruza os tornozelos sobre a base das minhas costas, se prendendo a mim. Meu suor se mistura ao dele, nossas peles escorregando uma na outra. Eu o encaro, olhando o seu rosto contorcido pelo prazer, e acho que é a coisa mais linda que já vi na vida.

 Beijo seu peito, lambo e mordo a pele do pescoço, o fazendo suspirar e gemer. As mãos dele estão sobre as laterais dos meus quadris, me incentivando a ir mais e mais rápido, e sua boca se une a minha, em meio a um arquejo.

 Sinto meus músculos se contraindo, o coração batendo cada vez mais forte contra as costelas e o corpo dele se arrepiando debaixo do meu. Estou quase explodindo, mas quero que Magnus vá junto comigo.

 - Não... aguento mais. – digo, ofegante.

 - Tudo bem, eu também não. – ele responde.

 Então deixo o desejo falar mais alto e intensifico meus movimentos, suando, tremendo, pulsando e vibrando junto dele. Magnus arqueja, jogando o pescoço para trás e solta um gemido engasgado, ao mesmo tempo em que o mundo explode ao meu redor, em calor e luz.

 Eu rolo para o lado dele, absolutamente exausto. Não me senti assim nas vezes anteriores em que transamos, hoje foi tudo muito mais intenso e mal consigo respirar. Preciso esperar alguns minutos até me sentir recuperado o suficiente para ir ao banheiro e jogar a camisinha fora.

 Volto para a cama e me aconchego nele. Ficamos calados por um tempo ainda ofegando bastante, até que ele quebra o silêncio.

 - Uau! Isso foi... Incrível!

 - Para mim, foi. Mas você é experiente e já deve ter tido parceiros melhores. – retruco.

 Magnus me encara e revira os olhos. Depois vira de lado sobre o colchão, de frente para mim.

 - Você pensa demais, Alexander. – diz, fazendo carinho no meu ombro suado. Depois abre um sorriso debochado e continua: – Bem, um cara gostoso, lindo, gentil e inteligente, tinha que ter algum defeito, não é mesmo?

 Não resisto e rio baixinho. Ele continua deslizando a ponta dos dedos sobre a pele do meu ombro, descendo para as costas, com muita leveza. Então segue falando:

 - A sua inexperiência não me incomoda nem um pouco. E, como eu disse antes, sexo não é nenhuma ciência complicada: é só relaxar e descobrir como as coisas funcionam melhor para você na prática.

 De repente, sinto um impulso se formando dentro de mim e as palavras escapam da minha boca antes que eu possa contê-las:

 - Eu te amo.

 Diante da expressão de surpresa dele, me apresso a explicar:

 - Você não precisa se sentir obrigado a dizer o mesmo. Sei que nosso relacionamento ainda é muito recente para isso. Eu só quis falar como me sinto.

 Magnus segura minha mão direita e leva aos lábios, beijando a pele do dorso com delicadeza.

 - Eu também te amo. – responde, e meu coração falha uma batida. – E não estou dizendo isso por obrigação, e sim porque eu quero e porque é a mais pura verdade.

 Eu me inclino e o beijo. Quando nos afastamos, ele me olha e diz, com uma voz suave:

 - Ah, Alec. Você não faz ideia do quanto isso tudo é novo para mim também.

 É a minha vez de ficar surpreso.

 - Mas você já teve vários relacionamentos antes, não foi? – questiono.

 Magnus se vira de costas sobre o colchão, encarando o teto.

 - Sim. Só que nenhum parecido com o que a gente tem. Por exemplo, ninguém nunca quis me apresentar aos amigos ou a família antes.

 - Você não pode estar falando sério. – digo, sem conseguir esconder o choque em minha voz. – Por que?

 Ele suspira, antes de olhar para mim e dizer:

 - Acho que em parte porque a maioria das pessoas com quem eu saí era como eu: sem familiares próximos ou um grupo muito grande de amigos. E também porque nunca tive uma relação séria e oficial com ninguém.

 Não consigo me conter e provoco:

 - Então quer dizer que eu sou o seu primeiro namorado?

 Rio, mas Magnus permanece sério.

 - Você é o meu primeiro em tantos sentidos, Alexander. – afirma.

 Posso perceber a sinceridade contida em sua voz e sinto meu coração se aquecendo. Não fazia ideia de que ele se sentia assim. Nunca considerei a hipótese de que eu representasse algo novo para ele, no que quer que seja. Desde que nos conhecemos, passei a maior parte do tempo preocupado com que Magnus me considerasse inocente e inexperiente demais, quando na verdade ele tinha suas próprias questões para se preocupar.

 É como se, agora que começou a falar sobre como se sente, ele não conseguisse mais parar. Magnus continua olhando para mim e segue em frente.

 - Eu nunca me senti assim antes, como eu me sinto com você. Faz tão pouco tempo que a gente se conhece, tudo parece tão diferente do que eu já vivi até então e isso me deixa com medo.

 - Medo de quê? – pergunto. – De que eu te magoe? Porque não pretendo fazer isso.

 Ele suspira mais uma vez.

 - Acho que tenho mais medo de que eu acabe te magoando. – diz, me surpreendendo novamente.

 Busco sua mão e entrelaço meus dedos nos dele.

 - Eu confio em você. Sei que não vai fazer isso.

 - Espero que você esteja certo. – responde Magnus, com um sorriso triste nos lábios.

 De repente, me lembro de uma coisa.

 - Tem algo que eu e Jace combinamos quando ainda éramos crianças. – começo a contar. – A gente jurou que, caso ficássemos magoados por algo que o outro disse ou fez, nunca deixaríamos de falar sobre como nos sentimos. Porque guardar esse sentimento só ia fazê-lo crescer, ficar mais forte, e mais cedo ou mais tarde a gente ia brigar feio por isso. Eu e Jace somos amigos, mas acho que essa promessa pode se aplicar a um namoro também. O que você acha de a gente fazer esse mesmo acordo?

 Ele sorri e aperta mais os dedos entre os meus.

 - Eu acho uma ótima ideia.

 Eu também sorrio.

 - Então, está combinado! Se um de nós se sentir magoado, em qualquer momento que seja, por algo que o outro disse ou fez, vamos conversar sobre o assunto e não deixar esse sentimento virar motivo para briga.

 - Você é mesmo muito inteligente. E especial. – diz Magnus, rolando para cima de mim. Depois sussurra:  – E bom em me foder até os miolos.

 Não resisto e começo a rir, sentindo minhas bochechas esquentando.

 - Que horas são? – pergunto. – Eu não posso voltar para casa muito tarde. Tenho que dormir cedo, senão vou acabar perdendo a hora no alfaiate amanhã.

 Ele estica o braço, pega o meu celular de cima do criado mudo e responde:

 - São nove e meia. Você tem mesmo que ir embora agora?

 - Acho que eu ainda posso ficar mais um pouquinho, pelo menos até as dez. – digo.

 Magnus assente, sorrindo.

 - Ótimo! Então me deixe aproveitar essa meia hora a mais ao seu lado. Vem cá.

 Ele me puxa para perto do seu corpo e eu me aconchego nele, a cabeça repousando sobre o seu peito. Ninguém diz nada, mas não é necessário. Nós dois nos abrimos bastante essa noite e deixamos o outro saber mais sobre o que sentimos. Agora, só precisamos aproveitar o fato de estarmos juntos.

 E é o que fazemos.

 



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