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História Dancing In The Dark (Camren) - Capítulo 19


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Notas do Autor


Olá, pessoas.

Como estão todos?

Fiquei um tempinho sem aparecer, mas desde ontem venho escrevendo loucamente, e finalmente consegui terminar esse capítulo, acho que é o maior que já escrevi até hoje.

Espero que gostem, e não esqueçam das mascaras e álcool gel.

Boa leitura.

Capítulo 19 - Formados em Artes Cínicas


POV Camila 

- Okay... Oi! Ainda estou aqui. - A latina interrompeu balançando a mão no banco de trás.

- Definitivamente, eu pegaria. - Continuou. - Ela é gata! 

Revirei os olhos.

- Ela tá zoando com minha cara, né?! - Camila perguntou, olhei pelo retrovisor contendo um sorriso.

- Sim, ela é gata, Jauregui. - Camila bufou se jogando no banco de trás.

- Oi! Muito prazer. – Se virou para o banco traseiro e estendeu a mão para a latina em cumprimento, sorrindo largamente. - Verônica Iglesias, irmã da Lauren. – Piscou.

...

WHAT THE FUCK? 

- Apenas por parte de pai, é claro... Infelizmente a genética da minha família não possuía olhos verdes pra eu herdar também.

Verônica falava ao fundo, mas meu cérebro não capitava nada do era dito através de seus lábios, minha mente não parava de trabalhar um segundo.

Como assim irmã da Lauren?

Lauren nunca me contou que tinha uma irmã, tudo bem que ela é uma pessoa extremamente reservada, mas ainda assim, nem mesmo as meninas comentaram nada sobre, ou algo do tipo.

E porque ela batera em sua irmã?

Milhões de perguntas sem respostas rondavam minha mente naquele momento. Nada fazia sentido no interior daquele carro, e quanto mais eu pensava que sabia sobre a deslumbrante Lauren Jauregui, mais misteriosa ela se tornava.

A morena de olhos verdes era uma caixinha de surpresas, e isso só alimentava ainda mais meu desejo de descobrir cada pedaço de sua história. 

Eu devia estar com uma cara de idiota, pois fiquei incontáveis segundos segurando a mão de Verônica, processando a informação lançada.

- Ela é latina? - Pisquei saindo do transe quando Verônica pronunciou novamente se virando para sua irmã. - Lauren, ela está bem? - Voltou sua atenção, estalando os dedos diante dos meus olhos. - Hey, você está bem?

Engoli em seco. - Si..Sim. -  Gaguejei por fim, retomando o controle.

Soltei sua mão e olhei pelo retrovisor central do carro encontrando os olhos de Lauren que me observava com uma feição indecifrável, franzi o cenho procurando por respostas em seu olhar, e ela apenas deu uma leve arqueada na sobrancelha e um meio sorriso, desviando sua atenção para o trânsito novamente.

- Então Camilinha... Posso te chamar de Camilinha? - Verônica perguntou.

- Sim, Srta. Iglesias. 

- Ah, por favor. Me chame de Vero. - Falou me fazendo assentir. - Agora me conte, como conheceu a gostosa da minha irmã? Vocês estão se pegando? 

- Não sou como você Vero, que não pode qualquer rabo de saia e já corre atrás. - Lauren tomou a frente e respondeu.

-  Há há! Essa foi boa... Falou a pessoa que pegou metade do colégio. - Ela debochou de Lauren. - Eu conheço bem sua fama irmãzinha. 

Pelo visto as duas mulheres tinham uma bela de uma reputação, para não dizer o contrário. Lauren respondeu com um meio sorriso, parecia não estar 100% relaxada na presença de sua irmã. Minha cabeça ainda martelava o episódio anterior, e a curiosidade estava me matando. 

- Mas então, Latina... Você é latina, certo? - Ela se virou no banco novamente e eu assenti. - Como conheceu a golpista ali? - Apontou fazendo uma careta.

- Basicamente, eu tentei aplicar um golpe nela, ela descobriu e o plano foi por água abaixo... - Ponderei. - Após isso eu a persegui, e implorei pra fazer parte da equipe.

- Lauren não perde a oportunidade com um rostinho bonito né?!

- Hey!! - Chamei sua atenção. - Me respeite, e respeite sua irmã, somos profissionais. 

Lauren olhou através do retrovisor interno e piscou para mim, senti meu rosto corar, colocando em risco todo meu argumento, até nisso a filha da puta conseguia me desestabilizar.

- Calma, tudo bem, Latina. - Levantou as mãos em rendição. -  Não quis ofender, mas sabe como é né?! É difícil resistir a uma Jauregui.

Revirei os olhos, me jogando no banco traseiro novamente, Verônica era totalmente folgada.

Lauren dirigia por entre as ruas de New Orleans, parecia perdida em pensamentos, apenas respondia o que lhe era perguntado e totalmente monossilábica. 

Paramos em mais alguns caixas espalhados pela cidade, todos em locais estratégicos, pouca luminosidade, e o fluxo de pessoas escasso. Em todos os caixas, Verônica voltava com o mesmo aparelho em mãos, e fizemos isso por um bom tempo. Faltava pouco para a madrugada cair quando retornamos ao galpão. 

Caminhamos em direção ao grande salão onde todo esquema acontecia, escutando as risadas do pessoal, a cena seguinte era cômica, os quatro estavam em volta de uma mesa redonda com algumas caixas de pizza e pelo menos 4 garrafas de vinho, e Shawn segurava uma dessas garrafas no alto, rindo, enquanto Ally, tentava a todo custo pular para pegar a garrafa. Mani estava sentada no colo de Dinah, e as duas gargalhavam da cena.

Estavam tão absortos em seu mundo que nem notaram nossa presença chegando, pareciam um grupo de amigos de longas e longas datas. Fui a primeira a entrar me aproximando do grupinho, vendo toda animação.

- Hey, Chancho! - Dinah, me saudou sendo acompanhada por Mani, enquanto Ally e Shawn brigavam pela garrafa de vinho.

- Hey, meninas... Meu Deus, pizza! - Falei com animação, já abrindo uma das caixas, procurando pelo sabor havaiana. - Cadê a Havaiana? - Perguntei um pouco frustrada percebendo que não tinha meu sabor favorito. 

- Desculpa, Chancho! A pizzaria não trabalhava com esse sabor, mas tem Marguerita se serve de...

Dinah foi interrompida por Mani que saiu de seu colo abruptamente, passando por mim como um vulto.

Dinah parecendo perceber a atitude da namorada, também se levantou atrás da mesma, me virei sem entender e então, assisti o tapa que Normani deferiu no rosto de Vero que caminhava em nossa direção na frente de Lauren.

Arregalei os olhos em descrença, vendo Veronica tombar para o lado, tentando manter o equilíbrio com a mão no rosto.

Dinah rapidamente segurou sua namorada que tentava mais uma vez avançar pra cima da morena. Lauren que estava perdida, parece ter caído em si e correu para ajudar sua irmã. 

- Eita, Jesus! - Ally se pronunciou, agora já não brigava mais com Shawn pela garrafa de vinho.

Os dois estavam ao meu lado observando o episódio.

- Me solta, Dinah! Que eu irei cumprir a surra que prometi a ela. - Mani vociferou, tentando se desvencilhar dos braços de Dinah.

- Cadê o "Ninguém irá bater em ninguém.", amor? - Dinah tentou argumentar.

- Ela merece depois da merda que fez.

- Mais alguém afim de bater nesse rostinho lindo? - Verônica ironizou em alto e bom tom, enquanto se ajeitava.

- Garota? Medo de morrer não tem, né?! - Dinah respondeu, fazendo mais força pra segurar Mani que tentou avançar novamente.

- Já chega! - A voz firme de Lauren interrompeu a discussão, me fazendo tremer da cabeça aos pés. 

Todos enrijeceram a postura com sua imponência e cara de poucos amigos, agora fazia todo sentido ela ser a líder e sempre ser posta em primeiro plano, apesar de ser completamente humilde e inclusiva com todos.

Mani se soltou de Dinah, mantendo sua postura inabalável, como se nada tivesse acontecido, era incrível seu domínio sentimental. 

- Kordei e Iglesias! As duas venham comigo. - Lauren falou, se afastando para uma outra sala, que parecia um escritório improvisado. Parou no meio do caminho olhando para trás e vendo impasse entre as duas mulheres, que faltavam soltar faíscas de seus olhos. - Agora! 

E relutantes as duas seguiram Lauren até sumirem pela porta, deixando apenas o silêncio para trás.

- Okay, o que foi isso? - Shawn perguntou.

- Não faço a mínima ideia. - Murmurei. - Primeiro Lauren bate em Verônica, agora...

- Lauren bateu na Vero? - Ally me interrompeu boquiaberta, e todo olharam assustado com o que eu disse. 

- É, bem... - Ponderei. - Foram dois tapas, e depois elas se abraçaram... O que foi bem estranho também. - Pontuei pensando sobre o ocorrido.

- Pelo visto essa conversa do trio irá demorar. - Dinah ressaltou. - Vamos comer! - Exclamou totalmente aleatória.

Ally e Shawn, tomaram a frente se sentando juntos, enquanto eu sentei mais próxima de DJ, peguei novamente meu pedaço de pizza que mal tinha tocado. 

- UAU! Essa é a melhor pizza que já provei na minha vida. - Falei provando aquela pequena fátia do céu com queijo.

Não sei se era fome, pois não havia comido nada desde que Lauren e eu fomos buscar Verônica, mas essa pizza estava divinamente maravilhosa.

- Hey, DJ. 

Sussurrei tentando não atrair a atenção dos outros dois. Dinah se aproximou um pouco mais, pra ouvir o que eu queria falar. 

- Por que Lauren e Mani bateram em Iglesias? - Perguntei, estava me corroendo para saber e torcendo para que Dinah me alimentasse com informações. - Assim... Elas pontuaram sobre o passado, mas eu não entendi o que aconteceu hoje.

- Chancho, infelizmente não estou permitida a falar sobre isso, é assunto pessoal de Lauren, e cabe a ela te contar ou não, mas... - Ponderou. - Digamos que Vero traiu sua confiança no passado.

O que Verônica havia feito de tão grave pra desestabilizar Lauren e Mani dessa forma?

...

Uns 30 minutos se passaram, nós nos entretemos em uma conversa aleatória, quando elas finalmente saíram de dentro da sala. As três pareciam mais calmas e apesar de perceber e sentir certo impasse entre Mani e Veronica, as duas seguiram caladas, Verônica foi a primeira a se aproximar da mesa, se apresentando e cumprimentando Ally e Shawn, e saudou Dinah com um abraço apertado.

Veronica se serviu de pizza e vinho e se sentou num sofá de 2 lugares que tinha no canto um pouco mais distante de nós, retirou seu notebook e aparelhos de dentro da mochila e se isolou no seu mundo.

Mani se aproximou de Dinah, sentando novamente em seu colo em uma troca de afeto e entrando em sua bolha pessoal.

Lauren que apesar de parecer mais relaxada, ainda se mantinha calada e pensativa. Suspirei por estar no escuro tentando entender tudo.

- Ei, Latina! - Revirei os olhos ao ouvir aquela voz, temendo pela merda que saíria de sua boca.

Olhei para figura no sofá, que me chamava gesticulando para que eu me aproximasse.

Me afastei indo em sua direção, Veronica tinha um sorriso nos lábios mesmo depois de todo o drama.

- Quer ver algo legal, Camilinha? 

Franzi o cenho confusa para sua pergunta, e ela se afastou para o lado indicando para que eu me sentasse. 

Me acomodei ao seu lado. - Então... - Iniciei esperando o que ela tinha a me dizer, ou mostrar.

A mulher sorriu, e começou a explicar sobre seu equipamento e como funcionava seu golpe. Verônica parecia uma metralhadora não parou nem um segundo, e sua empolgação sobre o assunto era cativante. Ela era parecia Dinah quando começava com esses assuntos de tecnologia, de 10 palavras eu entendia 3, eu sou completamente leiga no assunto, minha experiência no assunto se limitava ao meu iPhone e só isso, mas sua energia descontraída e alegre tomou minha atenção e começou a me entreter, diferente do episódio mais cedo dentro do carro, onde eu estava a ponto de agredi-la assim como Mani.

Vero, como insistiu por ser chamada, contou sobre seu golpe genial, agora conversávamos trivialidades da vida, o contrário das primeiras impressões que tive, ela era extremamente engraçada, e inteligente também, uma verdadeira NERD, apesar de não parecer em nada com os estereótipos rotulados aos NERDS. 

Foi quando eu realmente parei para analisar melhor a morena ao meu lado, Veronica Iglesias tinha um porte um pouco menor que Lauren e apesar do moletom que vestia, parecia ser mais magra também, pele clara assim como a de sua irmã, feições finas e delicadas, seu olhos eram de um castanho médio, e um sorriso encantador, os cabelos castanhos extremamente lisos e brilhosos. 
Ela não parecia nada com Lauren, mas era tão linda quanto.

...

Eu e Shawn ríamos com Vero, nos mostrando fotos e contando sobre suas aventuras pela Europa, como em Amsterdã quando comeu um brownie de maconha e ficou tão chapada que confundiu um panfleto na rua sobre um clube de stripper, mas na verdade um clube de práticas BDSM.

- Sério a maconha holandesa é bem forte. - Falou rindo. - Amsterdã, é lugar mais louco que já conheci.

Ela era hilária.

- Berlim, Alemanha. - Vero passava as fotos no celular me mostrando todos os lugares que visitou em sua viagem pela Europa.  - Aqui é o Bunker 42, em Moscou, foi idealizado pelo governo Stalin, sua construção durou cerca de 4 anos, de 1950 a 1954. - Contava a história do tal Bunker. - A intenção era de proteger a cúpula de comando militar em casos de ataques nucleares durante a Guerra Fria.

- Horripilante!

- Irado!

Shawn e eu falamos ao mesmo tempo. Olhei para meu irmão franzindo o cenho, como assim irado?! O lugar parecia dar medo, senti um calafrio com a fotos que Vero nos mostrou.

- É bem irado mesmo, Camilinha. - Vero ressaltou. - Há alguns anos funciona como museu. 

Dei de ombros, para a informação.

- Esse é o sr. Jorel, meu cachorrinho. - Continuou passando as fotos. 

- Awn! - Falei vendo o pequeno Beagle, na foto.

- Sim, fofo e terrorista. - Falou arqueando as sobrancelhas. - Só faz bagunça!

- Essa sou eu, de novo eu, eu de novo, meu nude... - E bloqueou o celular rapidamente.

- Okay... - Falei desviando o olhar, Shawn ficou vermelho de vergonha, me fazendo rir de sua reação.

- Desculpem, não lembrava que isso ainda estava aqui. 

- T..Tudo bem. - Shawn pigarreou ao falar, e eu gargalhei.

Vero era muito engraçada, 

Estávamos sentados numa mesa, havíamos acabado de participar de um brunch em uma área externa de um restaurante sofisticado, próximo ao hotel, Vero estava entre mim e Shawn. Lauren, sentava sozinha numa mesa atrás da nossa, enquanto Normani, Dinah e Ally, sentavam numa mesa mais afastada das nossas. 

- Você e Lauren, trabalham juntas a vida toda?

- Hm... - Ponderou. - Na verdade, não. Por quê?

- Só pra saber.

- Laur é legal, mas ela não é muito sociável.

- Não pode culpa-la, ela me contou sobre a história do pai de vocês e avô. - Falei, bebendo um pouco da minha mimosa. - Pesado. - Fiz uma careta.

- Ela contou pra você? - Vero parecia surpresa, e fraziu o cenho. - Uau! Uma história tão íntima dessa, ela não conta pra qualquer uma.

- Sério?

- Você deve ser muito boa mesmo, Camilinha. - Balançou a taça me saudando e deu um gole em sua mimosa.

Sorri com um misto de surpresa e felicidade. Lauren havia me contado um assunto delicado e pessoal.

- Ou ela apenas tentou te colocar medo com essa história toda... - Esticou o corpo um pouco pra trás e elevou o tom para que Lauren pudesse escutar. - Parece que não adiantou muito não é mesmo, Lauren?!

Meu queixo caiu, em descrença.

Era tudo mentira?

Vero soltou um risinho debochado, e Lauren se manteve quieta, mas pude perceber o leve sorriso no canto de seus lábios. 

Que vadia!

A movimentação no restaurante era razoavelmente boa, era notável que apenas pessoas com condições financeiras elevadas frequentavam o lugar.

Lauren se levantou indo até o bar e esse era nosso sinal.

- Prontas? - Shawn perguntou.

Vero e eu assentimos.

Shawn se levando deu alguns passos, e caiu no chão, se debatendo em convulsão e espumando pela boca.

Veronica e eu corremos em sua direção gritando pelo seu nome, as pessoas ao redor se levantaram, prestando atenção no que estava acontecendo, alguns mais curiosos se aproximavam, outros apenas observavam de longe, soltando comentários.

- ALGUÉM CHAMA A EMERGÊNCIA! - Levantei pedindo por socorro. 

Um senhor estendeu seu celular para eu pegasse, e pudesse ligar. 

Agradeci segurando em seu pulso, e tremendo retirei o aparelho de sua mão, por coincidência seu relógio veio parar em minha mão também.

Dinah, Normani e Ally aproveitaram a distração dos curiosos para realizarem sua festa particular, cada pessoa que elas esbarravam ao se aproximar, era uma vítima do golpe.

Foi quando Lauren retornou, pedindo licença até chegar a nós.

Ela tinha o celular no ouvido passando informações de localização e sobre Shawn. – Se afastem por favor. – Falou se agachando e virando de lado o corpo de Shawn, que parecia desacordado.

- Ele está com pulso fraco, sejam rápidos! - Encerrou a ligação. - Oi, me chamo Dr. Morgado, sou medica num hospital a algumas quadras daqui, já liguei pra emergência. - Informou tentando transmitir calma. - Eles já estão a caminho.

Cerca de 5 minutos, ouvimos o baralho da sirene ao longe, e rapidamente uma ambulância freou bruscamente em frente ao restaurante, e dois paramédicos, uma mulher que estava de motorista e um homem do carona saíram de lá, se aproximaram com uma maca e alguns equipamentos de EPI.

- Dr. Morgado, qual o quadro do paciente? - Um deles perguntou, já examinando Shawn. 

- Inconsciente, mas há pulsação. - Respondeu.

Eles assentiram, envolvendo um colar cervical no pescoço de Shawn, o pegando e o colocando em cima da maca, e saíram em direção a ambulância.

- Vocês duas venham comigo. - Lauren falou e nós a seguimos. 

Os paramédicos deixaram Shawn na cabine, entramos as três no interior da ambulância, e dois saíram fechando, e assumiram a direção do veículo que arrancou ligando a sirene irritante.

...

POV Lauren

A noite anterior havia sido um misto de emoções.

O retorno e reencontro de Vero com a equipe causou alvoroço, mas apaziguamos os ânimos após um longa conversa entre Kordei, Iglesias e eu.

Flashback on

Estava sentada, num canto em meu próprio mundo, comendo um pedaço de pizza de pepperoni, observava a interação dos outros, e em como tão pouco tempo parecíamos uma família.

Vero estava mais distante de nós, sentada em um sofá mais distante, provavelmente coletando em seu computador dados do seu golpe, o que tinha de maluca, tinha de inteligência, ela e Dinah eram gênios da computação, sentia-me orgulhosa de Iglesias.

Apesar de não valer nada, pois flerta com tudo o que se move. Assumida bissexual, minha irmã encantava todos ao seu redor, seu carisma era encantador, o que rendia muitos affairs pela vida. 

Sai do transe, despertando meus sentidos, quando Iglesias chamou Cabello para se juntar a ela.  

Sorri ao ver a latina revirar os olhos para minha irmã e indo em sua direção. O primeiro contato das duas não havia sido dos melhores, aliás Veronica não é bem a "sutileza" em pessoa, Camila deve ter sido a primeira pessoa em que não teve uma boa impressão com Vero, o que me deixou orgulhosa, em vê-la não cair de primeira nos encantos da comediante da minha irmã, mas acredito que seja questão tempo para que a latina mude sua opinião em relação a isso, aliás pra quem amou o furacão Dinah Jane e hoje são quase melhores amigas, provavelmente irá gostar da personalidade de Veronica também.

E como eu disse bastaram alguns minutos de conversa e a latina estava só sorrisos para Iglesias, confesso que senti um incomodo, por um momento achei que com ela seria diferente.

Seria hipocrisia minha dizer que não foi uma montanha russa de emoções revê-la, mas não poderia me deixar ser tomada por sentimentos ruins, eu havia a perdoado antes, não poderia voltar a atrás da minha decisão agora. Ela era minha irmã, e mesmo depois de todo sofrimento que me causou, ainda continuaria sendo sangue do meu sangue, e alguém que eu amava imensamente.

Eu sou uma pessoa realmente orgulhosa, mas decidi passar por cima do meu ego ferido, pois acredito que precisamos evoluir como pessoas, e isso significa perdoar o próximo, ficar guardando mágoas não estava fazendo bem a mim mesma, e mesmo sendo difícil admitir isso, Vero esteve comigo a minha vida toda, nos melhores e piores momentos, não poderia exclui-la por um erro que não foi somente seu. De certa forma eu também me sentia culpada por tudo o que houve, não fui suficiente, e isso teve seu preço.

Enfim, ossos do ofício.

Flashback off

Era bom ter Verônica de volta, sentia sua falta.

Tínhamos apenas mais dois dias pela frente em New Orleans, e estávamos em um brunch num restaurante sofisticado em New Orleans, mais um lindo dia para um golpe divertido. Sozinha na mesa podia escutar o diálogo entre Vero, Camila e Shawn, onde minha irmã contava sobre sua viagem pela Europa.

Não que eu quisesse escutar dos três, mas possuía uma audição mais aguçada e não pude deixar de ouvir e prestar realmente atenção quando Camila sussurrou sobre a história que havia contado a ela relacionado a meu pai e avô.

Oh merda!

Verônica sabia dessa história e provavelmente iria dar com a língua nos dentes, mas em minha defesa foi apenas uma mentirinha para que a latina desistisse dessa história de ser golpista, e como podemos ver não adiantou em nada, acabei cedendo aos seus encantos e charme, apesar de achar que ela não é apenas um rostinho bonito num corpo esculpido pelos Deuses.

E sim Verônica deu com a língua nos dentes, ainda se aproximou para me provocar.

Dei de ombros e apenas sorri ao imaginar a reação de Camila, com toda certeza ela iria me cobrar uma explicação mais tarde, olhei meu relógio de pulso, estava na hora.

Levantei indo em direção ao bar e me sentei, pedi uma água com gás ao barman muito simpático, puxei um assunto aleatório e irrelevante, quando escutei a gritaria a e as pessoas se levantando curiosas para saber o que estava acontecendo.

- Hey, Wesley! O que está acontecendo? – O barman perguntou ao garçom que parou no bar olhando todo o espetáculo.

- Parece que um rapaz está passando mal...

- Oh merda! Eu sou médica, irei ajudar. – Os dois assentiram, peguei meu celular discando para "emergência" e corri para o meio dos curiosos.

- Jovem, deve ter seus 24/25 anos, 1,90 de altura mais ou menos... – Me agachei. – Se afastem por favor. – Falei alto para as pessoas ao nosso redor, verifiquei o pulso de Shawn e o virei de lado devido a "convulsão".

Ele está com pulso fraco, sejam rápidos! – Encerrei a ligação. - Oi, me chamo Dr. Morgado, sou médica num hospital a algumas quadras daqui, já liguei pra emergência. - Falei tentando parecer calma. - Eles já estão a caminho.

Voltei com o corpo "desacordado" de Shawn, a posição normal, sua boca possuía vestígios de espuma esbranquiçada, o truque está nesses chicletes ácidos infantis.

5 minutos depois, uma ambulância freou bruscamente em frente ao restaurante, os "paramédicos", saíram da ambulância se aproximando com os EPI.

- Dr. Morgado, qual o quadro do paciente? - Um deles perguntou. 

- Inconsciente, mas há pulsação.

Eles assentiram pegando Shawn e o colocando em cima da maca.

- Vocês duas venham comigo. – Falei para as duas mulheres que me seguiram. 

Dei passagem para que as duas entrassem no interior da ambulância e entrei logo em seguida.

Sentimos a ambulância arrancar com o estrondo da sirene ligada. Shawn que estava no meio de nós deitado na maca, abriu os olhas, e eu estendi um lenço de papel para que ele pudesse limpar sua boca.

Ele aceitou, se limpando e retirando o colar cervical. - Isso foi incrível! – Falou rindo, e levantou a mão fazendo um high-five com Camila.

- E o prêmio de melhor atriz e atriz coadjuvante vai para... – Fiz um breve silencio e Shawn fez uma batidinha de tambores. – Verônica Iglesias e Camila Cabello.

Todos bateram palmas e Camila levou a mão ao peito e fingiu secar as lágrimas emocionada.

- Hey, o senhor que me emprestou o celular, alisou meu braço e piscou pra mim na hora que fui devolver, as pessoas não tem nem mais empatia pelo próximo mesmo. – Camila falou.

- Deve ser por que você está deslumbrante nesse vestido. – Dei meu maior sorriso cafajeste piscando para ela.

Camila não se acanhou e provocou. – O que eu posso fazer, se sou uma tremenda gostosa?! – Falou fingindo inocência.

- Acho que sei de algumas coisas que você pode fazer... – Deixei no ar.

- Hmnmn. – A latina provocou mordendo o lábio inferior.

- Acho que devemos fazer um ménage... – Vero interrompeu, atraindo nosso olhar. – Ah qual é gente eu estou aqui também.

Todos nós caímos na gargalhada.

Não demorou muito e a ambulância parou, indicando que havíamos chegado no galpão, a porta traseira foi aberta e a motorista nos ajudou a descer.

Camila, Vero e Shawn caminharam em direção ao Galpão, e não demorou mt para o carro com DJ, Mani e Ally, chegar logo atrás.

Elas saíram do carro comemorando com os outros três, e pararam para me esperar.

- Obrigada Morgak, vocês foram excelentes! – Falei para minha amiga que junto de seu parceiro realizou todo o esquema da falsa ambulância e nos ajudou. – O dinheiro já foi transferido para sua conta.

- Sempre que precisar Laur, só entrar em contato. – Falou.

Assenti dando-lhes um breve abraço e a vendo partir, senti um corpo se chocar em minhas costas, me abraçando.

- Hey, bunda branca! - Vero falou passando seus braços ao redor do meu pescoço. - Isso foi realmente incrível. - Os demais caminhavam a nossa frente para o interior do Galpão. - É muito bom estar de volta... - Suspirou. - Obrigada.

- É bom ter você de volta. - Beijei sua cabeça.

- Ei, golpistas! - Veronica se desvencilhou chamando os outros. - Que tal uma comemoraçãozinha?

...

Já estávamos todos alterados e felizes, havíamos pedido algumas pizzas e iguarias japonesas, compramos algumas garrafas de espumantes. O som era alto pelo galpão, Dinah e Normani dançavam ao som de Beyoncé - 7/11 e Ally tentava acompanhar.

Shawn rodava com Camila trepada em suas costas, que tinha as mãos pro alto cantando como se fosse uma rapper.

Me joguei no sofá ao lado de Vero que terminava de bolar um baseado, acendendo o mesmo. Deu duas tragadas e me passou, levei o cigarro de maconha aos lábios e o traguei, acabei tossindo um pouco.

- Perdeu o costume, irmãzinha? - Veronica provocou rindo.

- Não enche! Só não tenho fumado ultimamente. - Falei a verdade, já fazia um tempo desde a última vez que fumei, e eu não fumava tanto assim, nunca gostei de perder o controle sobre meu corpo.

- Hey, qual é a sua e a da latina?

- Na..nada. - Gaguejei, merda.

- Certo... - Estreitou os olhos. - Então, não se importa se eu tentar algo?

Agora eu realmente engasguei com a fumaça e tossi, Veronica gargalhou com minha reação e afagou minhas costas, tirando o baseado de meus dedos.

- Você nem disfarça que está caidinha pela latina, Lauren. - Tragou o cigarro. - A troca de olhares, as provocações como se não houvesse ninguém por perto... - Pigarreou. - Mas não te culpo, ela é uma mulher e tanto, se é que me entende. - Fez um gesto como se estivesse apertando uma bunda com a mãos.

- Okay, não vou ter essa conversa com você... - Falei me levantando, e ela gargalhou. 

Peguei meu copo na mesa e me aproximei da caixinha de som, abaixando o volume da mesma.

- Pessoal, pessoal! - Chamei a todos, que foram parando suas brincadeiras para prestar atenção no que eu tinha a dizer. - Eu quero dar os parabéns a vocês, esses dias estão sendo incríveis e lucrativos. - Fiz uma pausa. - Acho que batemos um recorde dessa vez, com a ajuda de Camila e Shawn, e creio que o rendimento tenha sido em torno de 1 milhão de dólares pra cada. - Levantei o copo, e todos gritaram felizes e bêbados.

- Sim, ótimo trabalho... Após o jogo de depois de amanhã, não restarão vestígios, tudo o que não for parede aqui, irá para o incinerador e vocês finalmente poderão tirar férias. - Pontuei, trazendo Dinah e Mani para meu lado. - Dinah, se encarregará da nossa viagem de volta, após aqui, cada um de vocês irá para suas casas. - Camila e Shawn me olharam confusos. - Sr. Mende e Srta. Cabello, fiz as honras de escolher um lugar para vocês. - Tirei duas chaves da minha jaqueta e estendi uma para cada. - Espero que gostem.

- Mani ficará responsável pelo pagamento, que estará na conta de vocês em uma semana. -  Finalizei. - Agora curtam a noite. 

- Cheers! - Dinah gritou levantando o copo no centro de nós. - A nós! - E todos saudamos juntos.

Eles voltaram a bagunçar a noite, ligando o som novamente.

Eu apenas observava ao longe, Camila estava alterada assim como os outros, ela dançava junto com Dinah, e como um imã seu olhar foi atraído ao meu, era uma troca intensa, a música era sensual e a latina pareceu querer me provocar ao perceber meu olhar sobre si, e começou dançar mais ainda em provocação.

Eu estava hipnotizada pela latina que rebolava como se houvesse apenas eu ali. A música foi chegando ao seu fim e a dança das duas parando.

- Eu estou passando mal! - Mani gritou se abanando, me tirando do transe.

Engoli em seco, vendo Camila se aproximar em minha direção.

A latina parou ao meu lado, eu estava tensa.

- Obrigada! - Agradeceu mostrando a chave, que eu a havia lhe dado.

- Nada. - Pigarrei. - Você mereceu... Você e Shawn fizeram um excelente trabalho durante todo esse tempo.

A latina assentiu dando um gole em sua bebida. 

- Nossa, essas duas precisam de um quarto. - Veronica falou ao nosso lado, me assustando.

Em que momento que ela chegou que não vi?

Olhamos para onde ela indicava, e Normani quase engolia Dinah em um canto mais afastado.

- É parece que essa noite eu serei sua amiguinha de quarto, Camilinha. - Vero, falou dando um beijo na bochecha de Camila e se afastando. - Ei, lésbicas! Arrumem um quarto, ou serei obrigada a entrar no meio de vocês e participar. - Gritou para minhas amigas, arrancando risada de todos, inclusive das duas, que pararam sua sessão de amassos.

- Então, isso seria uma despedida? - Camila sussurrou. - Foi excelente, trabalhar com você Srta. Jauregui. - Estendeu a mão.

- Não é uma despedida, apenas umas férias, e vocês merecerem isso. - Apertei sua mão. - Mas obrigada pelos seus serviços Srta. Cabello.

Sorri e o silêncio se fez presente entre nós, eu ainda segurava em sua mão, abaixei a cabeça desviando nossos olhares, e tirei o cartão do meu bolso.

- Hm... Que tal você ficar com meu quarto hoje? - Levantei o olhar. - Acho que você irá aproveitar melhor que eu. - Pigarrei. - Deixa que eu fico com Vero essa noite. - Coloquei o cartão em sua mão.

- Okay, obrigada. - Sussurrou. - Sabe onde eu pego um taxi?

Uma tensão pairou sobre nós duas, nossa trocar de olhar era intensa e Camila parecia me desafiar lentamente com aqueles olhos castanhos, quentes.

- Eu posso te dar uma carona. - Falei, aceitando seu desafio.

- Sério? Seria, ótimo. Quero dizer, se não for incomodo.

Era um jogo perigoso, eu estaria disposta?

- Por mim tudo bem, e para você?

- Sim, você parece ser uma boa motorista.

- Pode confiar em mim.

...

POV Camila

O quarto de Lauren era na cobertura do hotel, devido ao problema que tivera com seu quarto anterior, a colocaram nesse quarto completamente luxuoso. 

O quarto dispunha de uma pequena sala com sofás e uma big tv, uma mesa de jantar, logo ao lado havia a sacada enorme que se interligava ao quarto, tendo uma linda vista para a grande e iluminada cidade de New Orleans, em um canto mais reservado, havia uma pequena piscina e uma jacuzzi ao lado, através da grande parede e portas toda em vidro tinha o quarto.

Deslizei a porta dupla e entrei no quarto, a cama king-size localizada bem ao centro, o painel com uma tv plana de frente para a cama, seguindo em frente o closet e logo banheiro, que se acendeu como um sensor de presença, possuía uma bancada dispondo de um extenso espelho e o lavatório que também tinha um sensor de aproximação da mãos para que a água saísse, havia uma banheira no canto próximo ao espaçoso box. Aproveitei para tomar um banho, já que eu havia passado em meu quarto antes parar pegar uma muda de roupa.

Entrei no box abrindo o chuveiro, prendi o cabelo em um coque e entrei embaixo da água quente sentindo-a massagear meu corpo, comecei a me ensaboar e lembranças do momento antes me atingiram.

Flashback on

- Hm... Que tal você ficar com meu quarto hoje? - Lauren levantou seu olhar. - Acho que você irá aproveitar melhor que eu. - Pigarreou. - Deixa que eu fico com Vero essa noite. - Falou colocando o cartão de seu quarto em minha mão.

- Okay, obrigada. - Sussurrei. - Sabe onde eu pego um taxi?

Que pergunta mais idiota, Camila.

Mas uma tensão se fez presente e ela pareceu ponderar antes de me responder, tivemos uma forte trocar de olhar e Lauren parecia hesitante ao próximo passo a ser tomado, como se tentasse me decifrar, então eu entendi o jogo que havia se iniciado entre nós duas.

Eu estava um pouco bêbada, mas me senti queimar com a intensidade do seu olhar no meu.

- Eu posso te dar uma carona.

- Sério? Seria, ótimo. Quero dizer, se não for incomodo. - Falei.

- Por mim tudo bem, e para você?

- Sim, você parece ser uma boa motorista. - Alimentei seu ego.

- Pode confiar em mim.

- Posso? - Provoquei, eu estava jogando com todas as cartas que tinha.

- A maioria das pessoas, diriam que não.

Eu estava perdidamente hipnotizada naquela imensidão verde.

- Mas você me parece confiável. - Falei me aproximando de seu corpo.

- Chancho! - Dinah me abraçou por trás, completamente bêbada. - Irei dormir com minha mulher hoje, me perdoa. - Falou. - Não caia nos encantos da cafajeste da Veronica, ela é pior que a Lauren! - Acusou Jauregui, que tinha o corpo tenso. 

- Talvez seja melhor você ir de taxi, Srta. Cabello. - Lauren falou dando um gole em sua bebida. - E pode ficar tranquila quanto a Camila, DJ. Quem dormira no quarto junto com Vero essa noite, sou eu. - E se afastou de nós duas.

Eu vou matar Dinah Jane.

Flashback off

Sai do box me secando e vestindo uma lingerie, cobri meu corpo com o roupão felpudo, e parei em frente a grande bancada secando um pouco meus cabelos, quando escutei o barulho da campainha tocando.

Provavelmente o serviço de quarto errou, pois não havia pedido nada. Caminhei para fora do quarto, indo em direção a porta, e a campainha foi tocada mais uma vez.

Apertei o passo alcançando a porta e abrindo a mesma.

- Lauren? - Perguntei em choque ao ver a mesma parada em minha frente.

...


Notas Finais


Até o próximo.


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