História Dancing Love II - Capítulo 33


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Categorias Justin Bieber, Shawn Mendes
Tags Amor, Bieber, Dança, Justin, Mel
Visualizações 261
Palavras 4.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ALMA NA FOTO

Capítulo 33 - A verdade


Fanfic / Fanfiction Dancing Love II - Capítulo 33 - A verdade

 

Isso era impossível! Verônica sorria. Mas a voz mais irônica e sarcástica se fez presente no meu silêncio e então ouvindo a sua voz eu finalmente percebi que ainda estava viva e naquele momento tudo fez sentindo e foi quando eu preferia não estar.

- Sentiu minha falta, filha? 

Seu olhar quase queimava a minha pele de tão furioso e frio que era, engoli a seco e ao mesmo tempo que meu cérebro entendias informações e juntava o quebra-cabeça eu estava confusa e sem saber em qual direção seguir ou pensar.

Isso era impossível!

- É ele, reconheço essa voz – Emily murmurou enquanto rodeava a minha cintura.

- Pai? – sussurrei quase sem voz, foi quase que um sopro. Eu queria tocar pra saber se era real.

- Gostou da surpresa Mel? – Verônica me olhou, ela estava do lado dele junto com César.

- Eu estou tendo uma miragem – alguém disse pela escuta e eu sentia que meu corpo ia explodir.

- Eu lembro de ter te ensinado muita coisa Mel, menos a ser tão burra de achar que ia vir atrás de Verônica com a ninfeta da Emily – ele falou com sua voz grave e eu dei um passo pra trás.

- Não é possível – neguei com a cabeça – você morreu...

- Não! Eu te disse que ele tinha morrido – César me olhou falando pela primeira vez, nunca entendi seu ódio gratuito comigo mas era exatamente assim que ele falava, rude e com deboche.

- Vamos acabar logo com isso – Malboro pediu – ela já foi longe demais e viu coisas demais.

- A vida após a sua morte girou em procurar quem teria coragem de te trair – falei com as lágrimas rolando em meu rosto – Wiz morreu – murmurei – ele tá morto porque tinha te traído!

Carmo ou meu pai? Porque ele apenas riu de lado friamente e me olhou mas antes fez um sinal pros caras se afastarem um pouco.

- É hora de entrar? – alguém disse na escuta – isso não estava em nossos planos.

Nem nos meus piores pesadelos. Pensei.

Carmo POV

- Wiz não morreu porque era traidor – ri de lado dando um passo na direção dela e ela eu outro pra trás recuando – ele morreu por querer e acabar chegando perto demais da verdade morreu porque descobriu coisas demais e foi longe demais, igual a vocês.

- Você é pai dela? – Emily perguntou espantada – como você mandou o sequestro? Como você fez a vida da sua filha um inferno? E da sua neta? Aquela criança tem horror a você!

- Por quê? – Mel murmurei – você é meu pai, eu chorei a sua morte – gritou nervosa – eu te enterrei, eu sofri esses anos todo por alguém que estava sendo cruel comigo a troco de que? Você teve um caso com ela? – apontou pra Verônica – você deixou ela matar a minha mãe e roubar a minha filha? Cada pesadelo de Julie era com meu próprio pai, a pessoa que ela tanto temia era a que eu mais amei na vida? O meu maior inimigo era você?

- Eu não sou seu pai – gritei de volta com ela que se calou dando um passo pra trás e puxando os cabelos nervosa – você não me enterrou, você apenas chorou em um caixão vazio e foi lindo ver aquela cena...

- Eu só tinha dezessete anos – rosnou entre dentes.

- Não me interrompa – mandei e ela se calou – a única pessoa que você enterrou foi a vadia traidora da sua mãe.

- Não fala da minha mãe... Você... eu não sei quem é você que levou a minha filha e deixou ela matar a minha mãe.

- Eu não sou seu pai, seu choro não vai me convencer – finalmente ela pareceu entender minhas palavras – Verônica apenas estava no plano mas o motoqueiro que entrou com tudo na rua era eu, sua mãe me traiu, casou comigo grávida de outro e ainda por cima me fez de idiota me fazendo criar a filha de outro.

- Não – Mel gritou comigo me peitando – não é verdade! Você simulou a própria morte pra ficar com ela e agora quer que eu acredite no que tá falando da minha mãe – apontou pra Verônica – por quê?

- Não tá acreditando em mim garota? – ri do seu desespero – conhece Damon Sebastian? – perguntei e ela franziu o cenho – E Erik? – Claro que conhece não é? Erik seu ex-professor de dança... amigo da sua mãe. Você lembra quando foi dançar e por acaso foi escolhida?

Flashback on. (ITemporaa – Cap 1)

- Quero todas em posição! - a voz de Erick gritava em nossos ouvidos – vamos lá meninas parem de brincadeira isso aqui é sério - ele gritava e batia palma ao mesmo tempo, tensão era o que descrevia.

Olhei pro lado entrando em formação, Clara parou atrás de mim e fez um gesto com a cabeça, ela estava tão ansiosa quanto eu.

- Apenas mais alguns minutos – dizia pra mim, o meu subconsciente precisava acreditar que a pressão que Erick fazia era o de menos.

- Mel – ouvi meu nome ser proferido e me virei saindo um pouco de posição - dê o seu melhor, hoje aqui temos no Teatro Municipal do Rio de Janeiro um membro do Dancing – Erick completou e meu coração gelou, Dancing é a maior e melhor competição de dança do mundo e eu sonhava em estar nela – eu pre...

- Olá meninas – ouvi a voz da minha mãe interromper Erick que sorriu gentil pra ela, meu pai morria de ciúmes de minha mãe pelo simples fato de que por onde ela passava arrancava os olhares dos homens, e ao contrário da maioria dos professores, Erick não era gay, na verdade isso é um estereótipo bem errado, homens hetero dançam e muito bem! - vim desejar boa sorte a vocês - minha mãe disse, as meninas da dança adoravam a minha mãe, o contrário acontecia comigo, elas me odiavam e muito.

- Senhora Alma Rey mais uma vez invadindo o camarim – reclamei cruzando os braços e ela sorriu vindo ao meu encontro.

- Mãe pode tudo mocinha – ela disse me apertando pela bochecha, resmunguei mas no fundo eu gostava quando ela me dava boa sorte, sempre funcionava, minha mãe era uma espécie de talismã.

- Vamos lá meninas – Erick voltou a gritar e minha mãe deu um beijo em minha testa.

- Estamos torcendo por você, eu, seu pai e seu irmão - ela avisou e sorriu saindo. Ainda bem que dessa vez não serei babada por Mateus, pensei.

O som das primeiras batidas da música começou, eu era a quinta a entrar no palco e a sensação de liberdade já estava em mim, é aqui que eu me sinto bem, única e livre. Evitar olhar fundo para plateia, tentar ser o máximo profissional mesmo sendo apenas uma menina de dezesseis anos.

A música era Ego - Beyoncé, confesso que quando dançamos algo que a gente gosta fica muito melhor, e uma dica: Se você souber que tem alguém do seu futuro de olho em você, seja você! Te parece estranho? Se isso te parece estranho é porque tem algo de errado com sua personalidade, algo que você não consertará.

A cada batida nós dança eu me soltava mais e a sensação era de me sentir um pássaro com carta de liberdade, era exatamente assim que eu me sentia. E quando a música acabou nós agradecemos e saímos do palco, segui tirando a atadura da minha mão quando Stela, a secretária de Erick, me chamou.

- Erick tá te chamando – ela deu o recado – siga-me por favor.

- O que será que ele quer? - Clara perguntou e eu dei de ombros sem saber – eu hein...

Fui atrás de Stela que me levou até Erick, ele estava perto da mesa da comissão esperando a apresentação de outras Cia de dança, me aproximei e pigarreei chamando atenção deles, Erick se virou sorrindo pra mim e retribui.

- Então essa é a bela jovem que dança como uma pluma? - um coroa comentou e eu ri assentindo - Sheryl Murakami, Sofie Makartney, Tânia McFlew... Todas essas academias iam te amar... Thómas Delira, Damon Sebástian, Stefan Matias... - eu fiquei confusa, os primeiros três nomes é claro que eu conheço mas os últimos não.

- Ela está confusa, tá confusa não é mesmo? - Erick disse e eu assenti.

- Thómas Delira, Damon Sebástian, Stefan Matias dentre outros nomes são os maiores olheiros dos Estados Unidos, simplesmente eles escolhem a dedo quem dança com artistas como Siaa, Beyoncé, Shakira, Lady Gaga, Rihanna e por aí vai, não é Mr. Trump?

- Sim minha jovem – o velho confirmou e eu assenti, não tinha o que eu falar, o gato simplesmente comeu a minha língua - você sabe o que você e aquelas dançarinas têm em comum? - ele perguntou e eu neguei - você é uma delas no passado, um diamante a ser lapidado, uma joia rara... Bem vinda ao Dancing Mel Lavigne Rey.

Reação? Não tive nenhuma, meus pés não tocavam mais o chão e não havia mais direção em meu ser. Dancing era o sonho da minha vida e eu sabia exatamente a quem eu precisava contar isso.

- Mãe - gritei seu nome enquanto corria, eu mal respondi ao velho Mr. Trump eu sai correndo com Erick correndo atrás de mim sem entender. Assim que me ouviu minha mãe se virou assustada, Mateus estava no colo do meu pai e Nicolas falando com Clara e César - eu passei mãe, eu fui chamada pro Dancing pai – comecei a falar eufórica e minha mãe sorriu indo ao meu encontro e me abraçando, meu pai fez o mesmo.

- Essa é a minha menina – meu pai disse colocando Mateus no colo de César e me jogando pra cima – esse é o meu orgulho – ele gritava feliz, Clara se aproximou me abraçando e eu ainda estava de costas abraçada em meu pai, ali, todo mundo me abraçou e a comemoração virou uma só, eram tudo o que eu tinha, minha família!

Flashback off.

- O que tem eles? – perguntou gaga.

- Desde aquele dia eu comecei a desconfiar e investiguei a fundo até descobrir que no ensino médio Damon, Erick, Yeal e Alma se conheceram, eles tiveram algo e sua mãe achou que eu não ia descobrir porque ela vivia de segredos com seu professor, Erick e Damon são irmãos, quando eu casei com a vadia da sua mãe ela já estava grávida de Damon e ainda por cima o filho da puta mandou o irmão pro Brasil pra ficar mais próximo da filhinha dele...

- É mentira sua – Mel dizia num sopro de voz.

- Seu mundo tá desabando? – gargalhei – eu fiquei puto garota quando eu soube que passei quinze anos criando o filho de outro eu sabia que só acabar com a raça de Alma não ia vingar meu ódio por ela mas eu ainda tinha Mateus.

- Damon meu pai? – ela se perguntava – mas...

- Você achou que ele era gay? – César perguntou quase que rindo – aquele cara é uma ave de rapina e mais esperto do que você possa imaginar, ele sabia que não ia poder ficar no Brasil, sabia que não ia poder te rondar...

- Cala a boca seu merda, Clara sofrendo por você... – ela rangeu os dentes na direção dele.

- Negócios Mel – César respondeu – ou você acha que a deixei vim pra cá porque a amo? Uma hora ela ia ver Carmo, uma hora ela ia estragar tudo.

- Julie – Mel voltou a me olhar – ela é inocente, eu sou inocente, se queria vingança porque não foi atrás de Damon?

Todos rimos e Malboro se aproximou.

- Eu tive a um triz de te matar garota, eu te droguei na boate mas o cantor de merda apareceu pra te levar, era só isso e nosso plano estava fechado e perfeito!

- Vocês são um bando de doentes – a vadia que eu criei se virou contra mim.

- Tava tudo no papo, tirei Alma de cena, matei o filho de Edgar por que ele me viu, o filho da puta ia abrir o bico pro pai que eu não tinha morrido e então eu o matei e deixei a arma do crime numa mochila pra você, ninguém nunca ia saber que a arma do crime ia tá com você não é mesmo? – contei a Mel que me ouviu com atenção – mas dai desandou, John não saia da sua cola e ele poderia descobrir, pensei em fazer algo mas o cantor fez por mim te mandando pra longe e então eu vi a oportunidade da minha vida, roubar aquela criança maldita.

- Não fala da minha filha – Mel gritou na minha direção vindo pra cima de mim mas Emily e Malboro a impediram.

- Você levou meu filho legitimo, fez ele acreditar que eu tava morto, não dava pra pegar Mateus de volta então porque não fazer você sentir a dor que eu senti? – perguntei em sua direção – soltem ela – mandei mas só Malboro o fez.

- Chefia a carga tá chegando – o capanga avisou.

Fiz um sinal com as mãos e dei mais um passo em sua direção.

- Você fez todo mundo de idiota – cuspiu as palavras em mim.

- Não! Vocês que são burros, enquanto procuravam um traidor inexistente eu continuava comandando o trafico e lucrando, Edgar contra Brian e eu sai ileso dessa. Se eu não te matasse Edgar faria por vingança.

Cheguei mais perto dela e segurei com força seu maxilar e sua mão veio por cima da minha tentando se soltar.

Mel POV

- Sabe porque eu te contei tudo isso? – ele perguntou ainda segurando forte meu rosto molhado – porque tá na sua hora – vi ele sacar uma arma e passar com o cano gelado em meu rosto mas nem medo eu sentia, meu coração estava em pedaços.

Damon, isso não entrava em minha mente.

 Flashback (capitulo 2 -1 temp)

Saímos do prédio e começamos a caminhar, eu tentava me manter sossegada, mas Mônica falava sem parar e foi até bom porque aliviava a tensão que eu estava sentindo, até que seu celular tocou, o que não é bem uma novidade já que é o que eu mais vejo acontecer aqui, mas ela olhou no visor rejeitando a chamada, fingi que não prestei atenção e continuamos andando, até parar na frente da academia, mais uma vez seu celular tocou e ela voltou a rejeitar demonstrando uma leve irritação, olhei ao redor para não prestar atenção nela, vi de longe um homem careca de óculos quadrado junto com outro de cabelos castanhos e mais longos, pensei que fosse um casal gay e eles não me eram estranhos, olhei mais um pouco forçando a vista, o careca me mandou um olhar indescritível, o outro continuou disfarçando mas sabia que eles também estavam reparando em nós.

Flashback off.

Ouvi a porta de um carro batendo e Carmo olhando por cima de mim e rindo.

- Olha quem veio ver ela morrer? – perguntou rindo – quer olhar Mel? Mônica e Justin, aquele lá atrás eu não sei quem é, pode me apresentar filhinha? – foi irônico e meu peito doeu, ele poderia me matar ali mas o que Justin fazia aqui? Íamos deixar Julie e Mateus órfãos?

- Isso não estava nos plano – Emily gritou.

- Solta ela – ouvi a voz de Justin mas continuei sem olhar, o jeito que Carmo me segurava não permitia ter uma visão de nada além do seu rosto.

- Acaba logo com isso – pedi deixando uma lágrima de ódio cair dos meus olhos e molhar a mão dele.

- Mel para com isso – Justin gritou – tá louca porra?

Carmo riu me encarando.

- Ele tá desesperado Mel, só faltou uma criança no colo e a cena de Alma morrendo ia se repetir não é?

- Ainda bem que Mateus acha que você está morto – cuspi nele – você é nojento demais, uma criança jamais ia crescer com você, você ia treinar um monstro! – gritei.

- Assim como te treinei – riu – mas parei quando descobri tudo e saquei que poderia dar um tiro no meu pé, até que você veio longe demais sabia? Muito inteligente pra ser filha de quem é!

Eu não ia escutar ele falar mais um ai da minha mãe, eu não ia, se ele queria me matar ok, me matasse mas eu voltaria do inferno pra buscar ele.

- Carmo há algo de errado – Malboro alertou ele e por segundos eu ouvi ele destravar a arma mas ao mesmo tempo o tiro não foi em mim – essa vadia armou!

Era Brian, ele empurrou Carmo com tudo e eu me abaixei chorando.

- Quer dizer que você matou a minha irmã? – Brian gritou puxando Carmo pela camisa e eles embolaram no chão. Olhei com raiva pra Verônica que me olhou de volta e quando pensei em levantar em sua direção alguém me puxou – filho da puta – Brian gritou, seu rosto estava vermelho e César andou na direção de Brian me fazendo soltar um grito mas John deu um soco em sua cara.

Me abracei em Justin chorando e ele afagou meus cabelos.

- Tira ela daqui – Emily pediu enquanto eu escondia o rosto entre o pescoço de Justin, não sabia como ele foi louco de ir atrás de mim. Eu fui bem clara com Za sobre o que era pra ser feito.

- Clara – falei levantando o olhar quando ela passou por mim e foi pra cima de Verônica e deu um soco em sua cara. Me surpreendi.

- Sua vadia – essa foi pela minha tia Alma – voltou com a mão em seu rosto entalando forte – essa é por Julie – eu não sei porque ela não foi pra cima de César mas vi Malboro ir pra cima dela mas Jarden socou sua cara e puxou Clara dali, Emily e Mônica a seguraram, ela espumava de raiva mas e eu? Brian socou Carmo, John brigava com César e eu? Eu não sabia o que sentir, estava presa entre um sonho ruim e a realidade. Horas atrás eu era uma pessoa agora eu sou outra, na verdade agora eu nem sei mais quem sou, se a história de Carmo é verdade, se Damon... eu não consigo ter raiva da minha mãe eles foram cruéis demais com ela.

- Mel – Justin me balançou e ouvimos um tiro pra cima, era Tej.

- Desgraçado – Brian xingou Carmo – você matou a minha irmã e fez da nossa vida um inferno a troco de dinheiro? – perguntou quase o enforcando e Carmo deu um chute nele indo pra cima quando Brian sacou uma arma em sua direção.

- Justin – murmurei soluçando – Brian não! – pedi chorando e tentei me soltar de Justin mas ele me apertou forte pelos braços.

- Mel cala a boca – Brian gritou – Justin tira ela daqui.

- Mata ele Brian, mas mata todos eles – Clara gritou na direção do pai dela com certa dor.

- Ninguém toca nele – ouvi a voz de Edgar e Carmo praticamente trocou de cor.

- Vem – Justin me puxou mas eu travei os pés – anda logo Mel – gritou irritado, se aquele mundo não era meu imagina de Justin.

- Se contenha Brian – Edgar continuou a falar – ninguém vai tocar em um fio de cabelo desse filho da puta, esse acerto de contas é meu.

- Não Edgar – Brian disse ainda com raiva – isso agora não é só entre vocês.

Edgar andou na direção de Brian e colocou a mão em seu ombro.

- Então agora isso é entre todos nós – Tej apareceu – Za, Mônica – chamou eles – a área tá limpa, tirem eles daqui, eu sei que as únicas pessoas que tem condições de fazer alguma coisa aqui são vocês.

Olhei ao redor. Olhei pra Carmo e meus olhos se encherem, era a última vez que eu estaria vendo ele definitivamente e com a pior lembrança de todas. Assassino, sequestrador, traidor e ambicioso!

- Precisamos ir, vem – a voz de Justin me chamava ao pé do ouvido mas meus olhos estavam fixos nele – vai ser melhor assim, vem meu amor – Justin segurou minha cintura me guiando e eu era a única em silêncio ali mas a minha mente estava a milhão. Justin e Mônica não sabiam o que tinha acontecido.

Damon era meu pai? Erik era meu professor porque era meu tio? Então a todo momento Damon sabia de tudo e onde me encontrar? Eu jurava que ele era gay, como ele conheceu a minha mãe?

Brian POV

Eu estava descontrolado mesmo com a situação contida.

- Jarden já controlou tudo, a carga eram armas – Tej veio falando com um tablet na mão, já estávamos num galpão – eu sei que tudo isso é sinistro mas eu tive que chamar seu pai...

- Fez o certo, ele vai saber o que fazer com Verônica, ela é o menor problema – disse com certa derrota – Wiz morreu como homem!

- É o prêmio da guerra meu chapa – Tej completou.

- Não muda que me sinto culpado – John disse voltando de onde colocou Malboro, Verônica e César, Carmo estava separado com os homens de Edgar.

- E eu? Armei um racha só pra saber qual era da dele, no mínimo já estava infiltrado e a gente não sabia, poderia ser você John, mas foi ele, achado morto numa área de matagal!

- Pessoal – Jarden chamou nossa atenção – só tem grosso calibre, tô falando de Glock, AK ou M16 não, tô falando submetralhadora, armas de guerra. Pra onde eles iam traficar isso?

- É o que vamos saber agora – John disse.

- Rio! – deduzi – se Edgar não tá lá alguém precisa repassar tudo, tem mais alguém nesse esquema, se ele não colocou Jarden como sempre pra cuidar disso então tem algum filho da puta da federal liberando isso pra eles. O desgraçado não saiu do Rio quando falamos porque já estava com tudo planejado.

- Comandando anonimamente e usando Verônica e Malboro aqui – Tej completou – até faz sentido César ter ficado lá, estava ajudando.

- Claro ele deve ter planejado a falsa morte de Carmo, ele estava no carro logo atrás.

Já era madrugada quando Edgar parou com a tortura e John jogou água fria na cara de Carmo que nos encarou com ódio.

- Vamos ao que interessa – Edgar disse – temos todo tempo do mundo pra te escutar Carmo, uma pena tanta inteligência ser jogada fora!

- Ele tem todo tempo mas eu não meu chapa – Tej puxou um banco e sentou na sua frente – você matou sua mulher, sequestrou Julie, matou Wiz e eu tô louco pra meter uma bala na sua testa então adiantando o processo da sua morte! Eu armei contra meu próprio amigo por sua culpa.

- Então ele não era seu amigo – disse sorrindo e Tej deu um soco em seu estomago, ele estava preso pelos braços e pernas, o cara mais habilidoso que eu conhecia não tinha saída, dali só caixão e vela mas a gente sofreu por cinco anos, é a vez dele sofrer porque a morte é pouco.

- Quem liberou as cargas pra você? – Jarden perguntou.

- Eu sou um tumulo – Carmo disse rindo e fazendo uma péssima piada.

- Ok então – John pegou o ferro de duas pontas elétricas – essa aprendi contigo meu irmão – foi irônico também.

- Se ele quer assim – Edgar se pronunciou – que comecem os jogos!

Mel POV

Flashback on.

- Que foi Mel? - minha mãe perguntou desviando o seu olhar do caminho pra mim enquanto dirigia.

- Nada mãe - murmurei cruzando os braços meio triste - eu queria ser a primeira bailarina - disse com os lábios trêmulos - mas meu professor disse que eu nunca vou ser - relatei triste.

- Como assim você nunca será? - minha mãe perguntou mantendo a calma - só quem pode dizer até onde você vai é você mesma.

- Mas ele falou - contei cruzando os braços, eu estava triste.

- Você quer será a primeira bailarina? - minha mãe perguntou e eu segurei o choro - me responde filha.

- Quero - sussurrei.

- Então será. Quem determina seu ponto de objetivo é você, apenas você - minha mãe disse convicta e eu assenti.

Claro que eu tinha ficado triste, tinha apenas doze anos e Erick acabou comigo naquele dia, hoje eu entendo que faz parte da lógica a dança não elogiar e se fosse ao contrário eu ia lá fazer um barraco com ele, mas minha mãe era uma lady e jamais faria isso.

Flashback off.

- Foi melhor assim – Justin disse quando Clara terminou de contar tudo a Mônica e Za, Emily também estava ali, eu não disse nada apenas me afundei mais no colo de Justin e Clara foi abraçada por Mônica, é ter a noção que tudo que éramos era uma mentira, Clara apertou minha mão e Justin beijou minha testa.

- Mas gente – Za chamou nossa atenção – Damon não é gay?

Foi a pergunta que eu mais me fiz nos últimos minutos.

- Ou ele vestiu um personagem pra tá perto de Mel – Mônica refletiu.

Eu sabia que tinha algo a mais, se fosse só isso Jade não teria simplesmente ido embora, eu precisava falar com ela antes de resolver isso com Damon.

- Como vocês apareceram lá? – Clara perguntou um pouco rouca.

- Mônica apareceu lá em casa perturbada que nem uma maluca com o retrato que a psicóloga fez com o rosto de Malboro, César e Carmo – Justin explicou.

- Eu fui em casa atrás de vocês mas não tinha mais ninguém lá e eu não tive opção...

- As crianças ainda estão com Za? – me pronunciei pela primeira vez bem baixo.

- Estão com minha mãe – Justin respondeu alisando o meu braço, meu rosto devia está um bagaço mas estava escondido em seu pescoço.

Voltamos ao silêncio.

Se você quer que coisas ruins parem de acontecer com você então para de aceitar restos e exija da vida o que merece, é o que eu preciso fazer daqui pra frente.

 

 

 


Notas Finais


To orgulhosa de mim, postando todo dia como eu prometi a mim mesmo kkk nessas férias eu acabo DL


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