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História Dancing with our hands tied - imagine yves (Loona) - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olha quem voltou!

Gente perdoem a demora, eu meio que estou cheia de coisas esses dias.

Mas aqui está mais um para vocês.

Estou muito feliz que estejam gostando!

Capítulo 3 - N is for: No time for ranting


Fanfic / Fanfiction Dancing with our hands tied - imagine yves (Loona) - Capítulo 3 - N is for: No time for ranting

S/n's: ON

Lá estava eu, deitada em minha cama macia aproveitando os míseros segundos de silêncio que me restavam antes do alarme tocar pela milésima vez. Já havia apertado aquele maldito botão de "soneca" umas trezentas vezes. Por que eu nunca desligo o alarme nos finais de semana? Deve ser algum sinal divino me falando para aderir hábitos mais saudáveis na vida. Como aquele maldito toque me irritava, decidi levantar logo para evitar ouvir. Desliguei faltando um minuto para o fim desse último intervalo. Por um momento, parecia como se uma voz do além tivesse sussurrado algo em meu ouvido como: "Não está se esquecendo de nada?".

- Puta merda! A Hye! - Faltando 30 minutos para o horário marcado, levantei apressada correndo em direção ao banheiro. Lá eu tomei um banho rápido, escovei os dentes e arrumei o cabelo amenizando aquela bagunça que ele sempre ficava. Escolhi roupas leves já que usariamos a piscina, então vesti apenas um short jeans de cintura alta e um cropped vinho, optei por um vans old school preto nos pés e na mochila joguei roupas reservas e o biquíni.

- Não corre pelos corredores, S/a! - Tia Sunmi alertou assim que passei em uma velocidade exagerada pela casa. Parei na cozinha onde ela servia algumas torradas e panquecas em pratos. - Onde a senhorita pensa que vai tão rápido?

- Eu e minha amiga vamos tomar banho de piscina hoje. Ela me convidou. - Falei roubando uma uva do prato lilás que provavelmente pertencia a Chaeyeon. - Hum, acho que só volto para o jantar.

- Quando vou poder olhar para a minha sobrinha e falar: que menina de família! - Sunmi suspirou ao finalizar a composição daquela mesa. - Mocinha, eu já disse que quero que me apresente as meninas com quem se relaciona. Sei que é bem grandinha para isso mas todo cuidado é pouco.

- Ela é a Hyejoo, tia. Temos apenas uma amizade colorida. Não é como se eu gostasse desse jeito dela. - Sorri fraco sentando em uma das cadeiras. - A última vez que fiz isso acabei quebrando a cara.

- Sei bem como reconhecer aquelas malditas pessoas que só pensam em brincar com os sentimentos alheios. Já conheci a Hyejoo e não me parece alguém ruim.  - Dei uma risada anasalada enquanto prendia um pedaço de panqueca no aço do garfo.

- Relaxa, a Hye é uma ótima pessoa!

- Você está finalmente namorando a Oli? - Chaeryeong entrou na cozinha vestindo um pijama azul turquesa com desenhos de ursinhos. Os cabelos presos em maria chiquinha deixavam a cena mais adorável ainda.

- Bom dia, princesa! - Deixei um beijo em sua testa quando ela sentou ao meu lado. - E não. Ela é apenas minha amiga.

- Omma disse que quando a gente começa a sorrir que nem bobinha é porque é bem mais que isso. - Chaeyeon apareceu com o pijama de cor lilás com coalas desenhados no mesmo. Esta por sua vez estava de cabelos soltos enquanto coçava os olhos. - Mas você ainda não está assim. Esse seu sorriso não é de bobinha, é apenas o seu sorriso normal.

Tia Sunmi sempre teve aquela breve preocupação com a educação das gêmeas. Desde que resolvi morar com elas, tomou a decisão de ensinar bem cedo sobre a comunidade LGBT. Conclusão: Chaeyeon e Chaeryeong cresceram com a mente mais aberta que suas matracas. Afinal, ninguém nasce preconceituoso, são coisas que são ensinadas para as crianças e as fazem ter pensamentos retrógrados assim como as pessoas que lhes ensinaram. Em minha breve e fértil cabeça, sair do armário poderia trazer problemas mas também evitaria alguns. Menos um. Aquela maldita pergunta "E os namoradinhos?". Lembro de ter me jogado para fora do armário no natal passado, sendo que apenas os parentes mais próximos sabiam. Depois disso, todos ficaram sabendo. Como eu fiz isso? Simples. Quando minha avó fez essa pergunta eu respondi, espontaneamente: "Troquei todos por uma gostosa que estuda comigo". Querem uma dica? Nunca, de nenhuma forme, em hipótese alguma façam isso. Foi isso que mudou a minha concepção sobre o peru ser o único animal que sofre nessa época. Agora posso dizer que só falo com alguns primos e, obviamente, minha tia.

- Estão muito espertas para o meu gosto, isso sim. - Passei chantilly no nariz de Chaery, a menor deu uma risada gostosa de se ouvir quando sentiu o creme gelado em contato com sua pele. - Me admira a dona Sunmi estar ensinando essas coisas. - Sorri minimamente de forma maliciosa para minha tia, esta que revirou os olhos em uma expressão que falava por si só algo como "Por que eu ainda tenho que suportar isso?".

- Unnie, quando vamos passear de novo? - Chaeryeong me olhou com aquela feição de cachorrinho abandonado, provavelmente tendo total consciência de que eu sempre caía naquele truque baixo. - Acho que o moço do sorvetinho sente nossa falta.

- Se a ideia foi sua, lide com isso. - tia Sunmi me olhou firmemente causando uma breve risada da minha parte. Bendito dia em que levei as duas garotinhas para o parque de diversões junto de Yerim. Parecia até que tinha adotado três crianças extremamente elétricas ao ponto de correrem entre a multidão sem saber em qual brinquedo ir primeiro. Com grande insistência da parte delas, tornamos um hábito esses passeios. Então, todo mês íamos pelo menos umas 3 vezes para satisfazer o desejo de esvair a adrenalina presente no corpo daquelas criaturas. E sim, Choerry está muito bem incluída nessas "criaturas".

Sorri minimamente para minha tia lembrando dessas palavras que sempre me eram direcionadas cada vez que inventava algo novo. Olhei para as duas garotinhas que estavam sentadas nas cadeiras enquanto me encaravam esperançosas.

- Bem, podemos tentar essa semana. O que acham? - Pisquei para ambas quando abriram sorrisos enormes e animados quase que simultaneamente. - Tenho meu dia de folga na terça.

- YES! - Chaeyeon gritou com toda a felicidade em si. Sunmi observou suas duas filhas com um sorriso doce.

Sempre admirei muito a forma como ela cuida dessas duas garotinhas. Desde que o traste do Sungmin teve a audácia de ir embora sem mais nem menos, tia Sunmi cuidou das gêmeas sozinha dando o maior duro. O filho da puta nem se preocupa em mandar dinheiro para pensão e ainda usa chantagem para que minha tia não chegue na justiça com esse caso. Tenho tanta raiva desse desgraçado que as vezes imagino o quão bom seria se ele fosse atropelado assim que atravessasse a primeira avenida que visse.

- A Rimrim vai também? - Chaery me olhou esperançosa.

- Claro! Ela sempre vai, não é? - Passo a mão por seus cabelos com um sorriso no rosto notando a felicidade por causa da minha reposta. - Bom, agora eu preciso ir. Já estou bem atrasada.

- Juízo, S/n! - Tia Sunmi falou antes que eu saísse de casa com a mochila nas costas e o celular na mão pronta para pedir um uber.

Enquanto esperava, algumas mensagens começavam a chegar e eu já tinha uma leve impressão de que sabia quem era. Abri o aplicativo de mensagens vendo aquelas notificações no grupo.

Best amigas e Heejin

Peixonauta: Gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente

Morceguinha: O que é, mulher? Vai dormir!

Peixonauta: hwhquqiqkowjakus

Roedor estranho: Bateu a cara no teclado de novo?

Penguim club: Depois pergunta o motivo do nome do grupo.

Peixonauta: Aish fiquem quietas e prestem atenção em mim por favor

Morceguinha: Eu quero voltar a dormir...

Roedor estranho: CARALHO FALA LOGO

Eu: Pqp vcs não tem oq fazer mesmo? Se quiserem uma louça pra lavar a porta da cozinha ta aberta.

Peixonauta: S/A MEU ANJO. Finalmente a única que não tá solteira apareceu. Vem cá bb

Morceguinha: Ouch...essa doeu...

Roedor estranho: EIIII eu não to solteira.

Peixonauta: Pedir conselho amoroso para você é como entregar morango na mão de um leão.

Penguim club: E o que diabos um leão vai fazer com um morango?

Peixonauta: Exatamente

Roedor estranho: Eu sinceramente ainda não sei pq sou amiga de vocês.

Eu: Ja acabaram? Se não se importam eu tenho coisas melhores para fazer.

Penguim club: Vocês acham que dessa vez a Hyejoo vai conseguir andar?

Peixonauta: E por que não conseguiria?

Morceguinha: Nem a Heekkie consegue ser lerda nesse nível, Soullie.

Roedor estranho: Gente...a Hyun me mandou uma mensagem que dizia "34 plus 35 mais tarde, bora?" . Por que ela quer estudar matemática?

Penguim club: Puta merda garota

Peixonauta: O que você disse mesmo Choerry?

Morceguinha: Esquece

Peixonauta: TA ACABOU A PALHAÇADA QUE EU ACHEI A DEUSA DA MINHA VIDA

Eu: Claro que achou. Quando me conheceu.

Peixonauta: Você me deixou na friendzone, então não. Agora a fila andou.

Penguim club: Para de enrolar e conta logo, filhote de piranha.

Peixonauta: Estava eu em meu passeio noturno pelo shopping quando uma luz celestial se fez. Dela saiu um anjo de cabelos loiros e uma beleza de dar inveja...acho que me apaixonei. Podem começar o interrogatório.

Morceguinha: Como você consegue ser tão gay?

Penguim club: Você foi ao shopping e nem me levou?

Roedor estranho: Não é pecado querer dar pra um anjo?

Eu: Vocês são insuportáveis

Peixonauta: Sou gay mesmo. Fui escondida porque vc sempre tenta me extorquir e eu não ligo se é pecado ou não. E sim, vocês são insuportáveis.

Roedor estranho: A última nem foi uma pergunta, idiota.

Peixonauta: Olha aqui sua lebre manca

No momento em que Jinsoul mandou aquela mensagem o uber havia chegado. Suspirei esperando que aquele grupo ficasse complemente cheio de notificações já que Heejin e Jinsoul são as duas pessoas mais barraqueiras que eu já conheci. Conheci as duas e Jiwoo na faculdade por coincidências simples, não demorou muito para que virassemos amigas. São três garotas muito legais apesar das agressividade verbais.

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Foram apenas alguns minutos até chegar na casa da Hye, sem contar os 10 minutos que passei no mercado comprando salgadinhos, doces e bebidas com e sem álcool. As vezes nos juntavamos para fazer nossas mini festinhas particulares pata jogar conversa a fora. Toquei a campanhia e esperei até a porta ser aberta pela garota de cabelos negros soltos, short jeans de cintura alta e apenas a parte de cima do biquíni. Sua expressão já demonstrava que queria explicações pelo meu atraso, assim dei um pequeno sorriso adentrando o lugar.

- Passa isso pra cá. - Ela tirou as sacolas de comida das minhas mãos e me encarou. - Espero que a demora tenha sido por causa dessas delícias aqui.

- Sim Hye, eu estou bem também. Obrigada por se preocupar mais comigo do que com as comidas. - Falei erguendo as sobrancelhas vendo a mais nova morder o lábio inferior tentando segurar uma risada.

- Você é uma grande idiota sabia?

- É o que dizem, mas você se acostuma. - Falei assim que entramos na grande sala. Mesmo já tendo visto aquele corpo maravilhoso da Hye, não conseguia evitar de olhar novamente.

- Se olhar mais vai arrancar um pedaço. - Ela se aproximou de mim perigosamente fixando os olhos nos meus. Dei um sorriso de lado quando ela apenas virou-se caminhando em direção a cozinha. Segui a garota e me apoiei no balcão enquanto ela retirava as coisas das sacolas, agora com sorrisos enormes como uma criança. Hyejoo conseguia mudar da água para o vinho facilmente e é uma característica que com certeza quebra o psicológico de qualquer um.

- Vai com calma, mocinha. Não é porque seus pais não estão que vai comer besteiras até extrapolar os limites. - Falei puxando a barra de chocolate de sua mão. Ela suspirou como se já soubesse do sermão. - Antes vai ter que me prometer que vai comer o que eu fizer.

- Unnie sabe que odeio comidas cheias de legumes e verduras.

- Então vou ter que levar todos esses doces comigo de volta. - Sorri irônica me esticando para alcançar as sacolas mas logo fui impedida por ela. Hyejoo apenas revirou os olhos e murmurou um "Esta bem".

- A Haseul disse que vai passar aqui para ter certeza de que ainda não destruímos a casa. - Ela disse enquanto estava sentada na bancada balançando as pernas. Agora eu cortava algumas cenouras e rabanetes para fazer nosso almoço.

- Ela realmente não confia em mim, não é?

- Unnie você deu em cima da mulher dela. Queria o que?

- Em minha defesa, eu não sabia que Kahei estava noiva naquela época. - Joguei o que já havia cortado em uma panela de água fervente e deixei cozinhar. - E eu já disse que superei a chinesa.

- Doeu?

Olhei para Hyejoo com uma expressão confusa após sua pergunta. Ela me encarou meio hesitante mordendo o lábio inferior.

- O que?

- Você me disse que realmente estava gostando da Kahei. S/a, eu vi em seus olhos a tristeza por dias quando descobriu sobre a Haseul.

Respirei fundo. Aquilo era um assunto bem complicado na verdade. Quando comecei a trabalhar na pista de patinação conheci Kahei. Ela me tratava com carinho e atenção de uma forma que eu nunca havia recebido de outra garota. Então sim, eu confundi as coisas e acabei me apaixonando por aquela chinesa de cabelos rosa e um sorriso lindo. Resolvi tentar agir também e investir, entretanto, ela sempre que percebia se afastava. Foi quando vi ela e Haseul trocando carícias, perguntei aos outros funcionários e eles me falaram que as duas estavam prestes a se casar de uma forma tão óbvia que me senti estúpida.

- Eu acho que vou me trocar enquanto isso cozinha. - Dei um sorriso pequeno e passei por Hyejoo indo até o quarto da mesma onde sempre fiquei e retirando o biquíni da bolsa.

Sim. Doeu. Muito mesmo, como uma verdadeira facada no peito. A garota por quem eu estava morrendo de amores ia se casar em breve. Aquilo me destruiu por dias e mais dias, pensei até que não suportaria tanta dor. Até que Yerim me pressionou para desabafar e foi a melhor coisa que eu já tinha feito. Ter o coração partido é uma sensação que eu nunca mais quero enfrentar novamente.







Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo!!

Juro que no próximo vai ter Ha Sooyoung causando alguns mini ataques cardíacos na gente, ok?

Ai ai essa S/n só se mete em cilada


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