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História Dancing With Your Ghost (Reiner x Reader) - Capítulo 2


Escrita por: Lovebug

Notas do Autor


Atenção, alerta de cabaré e putaria nesse capítulo.

Reiner, você pode destruir minha Muralha Maria quando quiser....

Capítulo 2 - Wait 'til I hear our song


Fanfic / Fanfiction Dancing With Your Ghost (Reiner x Reader) - Capítulo 2 - Wait 'til I hear our song

A chuva que veio àquela noite parecia revelar as lágrimas de todos os que ficaram. Caía, torrente, deprimida, em meio a céus escuros e nuvens carregadas, como se o luto as encrustasse e tornasse toda a ilha num recipiente claustrofóbico, onde ninguém podia escapar de suas emoções. Nem da dor, nem da culpa. Quando os trovões destoaram no horizonte, perpetuando um retumbo alto e assustador, (s/n) gritou e tampou os ouvidos, recolhendo-se no canto da sala, abraçada aos joelhos e trêmula. Reiner andejou até ela, ignorando seu ímpeto de afastar-se para sua própria segurança.

O que você está sentindo?” ele interrogou, apoiando a mão em sua cabeça.

Ela não respondeu. Jean pigarreou ao lado, possibilitando que o loiro enxergasse que ele segurava um de seus antebraços em ato afetuoso e protetivo, causando-lhe certo ciúme.

Ela tem medo de trovões. Marco era o único que a acalmava.” revelou Kirstein, surpreendendo Braun.

Você quer sair de perto das janelas? Vamos para a cozinha, onde o barulho é menor.” sugeriu o loiro, descendo sua mão para acariciar as costas contorcidas de (s/n). Ela apenas balançou a cabeça em concordância e segurou seu antebraço, concedendo a Reiner que envolvesse sua cintura e a ajudasse a se erguer.

A passos lentos, ele a encostou na mesa, dando-lhe apoio apropriado. No entanto, espantando-o beneficamente, ela o abraçou firmemente, ocultando a face em seu peito forte. Reiner permaneceu imóvel por alguns instantes, assimilando a proximidade que ele julgou jamais ter novamente. Aos poucos, ele a enlaçou em retribuição, mantendo-a acolhida e protegida em seus braços. Quando outro trovão cortou e iluminou o céu num estrondo, ela se encolheu e cingiu ainda mais as mãos em suas costas, como se quisesse atravessá-lo em pavor.

Por que você teme trovões?” ele questionou num sussurro.

C...colossal.” ela sibilou, soluçando.

Reiner sentiu sua garganta esmagar com a gênese de seu medo. Muitas vezes ele percebera que ela ficava inquieta em treinamentos na chuva, atrapalhando-se mais que o normal, mas nunca chegara a estruturar uma teoria para seu comportamento. Ele julgou ser o lógico pavor de escorregar dos troncos das árvores ou de enferrujar o equipamento, porém a realidade era sempre mais dura e difícil de se engolir.

Ele não vai aparecer aqui. Você está segura.” ele murmurou com convicção, mas sem sucesso em acalmá-la.

Isso me faz lembrar de Marco.” grunhiu ela, respirando com dificuldade.

Que tal lembrar dele com algo mais feliz que a invasão dos titãs?” Reiner sugeriu, abaixando a mão até a base de suas costas, dando-a sustentação. Então, moveu-se delicadamente para o lado esquerdo, levando-a com sua força. Depois, migrou para a direita, cantarolando ainda sem sílabas a canção de muitos dias atrás. Ela engoliu em seco, reconhecendo de bom grado o ritmo tristonho e devagar da música da cidade natal de Reiner; ela inspirou seu perfume, encontrando um pouco de pacificidade no frescor da madeira, hortelã e o sabão que ela ainda confundia com limão. Aos poucos, a voz dele sobrepôs o barulho dos trovões, fazendo ele questão de murmurar em seu ouvido, ressoando o ritmo repetitivo e permitindo-a ouvir algumas palavras perdidas da canção.

How do I trust... again?”

Tell myself I'm alright...”

A rouquidão de Reiner embalava seus devaneios, enquanto ela fechava os olhos e se entregava ao que a mantinha segura. Seu corpo quente, seu aroma familiar, a voz barítona, o toque firme ao seu redor e a respiração controlada do homem ante a sua descompassada surtiram um efeito anestésico, ancorando-a no presente e distanciando-a um pouco do passado tenebroso e das memórias ruins.

Um dia você vai cantar essa música inteira para mim?” ela questionou, curiosa com o sentido das letras aleatórias.

Ela fala sobre perdas físicas, mas a permanência do sentimento.” o loiro explanou vagamente.

Quando a ouviu pela primeira vez?”

Minha mãe costumava cantar para eu dormir.” mentiu Reiner.

Ele ouvira um estrangeiro cantarolando nas ruas de Libério quando voltava para casa do treinamento. Sua mãe nunca fora amorosa ou atenciosa com ele, muito menos se preocupava em o ninar.

Por que eu nunca te vejo dormindo, Reiner?” ela devolveu a curiosidade.

Tenho pesadelos.” ele assumiu, mas nunca poderia contá-la a origem deles.

Talvez eu possa te ajudar nos próximos?” ofereceu ela, enfim erguendo o rosto caótico e vermelho de seu peito. Reiner acariciou suas bochechas, limpando as lágrimas manchadas e recolocando o cabelo para trás de sua orelha. Ela crispou as pálpebras diante de seu toque, arrepiando-se, repassando a ele a ideia que realmente confiava em sua presença e na intimidade que compartilhavam.

Por que você se importa com os outros mesmo quando precisa de ajuda?” o loiro a perguntou, enfrentando os olhos que reabriram com relutância. “Por que me salvou naquele dia, se colocando em risco?”

Pega de surpresa, ela não soube o que dizê-lo prontamente. Haviam muitas respostas e nenhuma era adequada para o momento. Não podia admitir que estava se apaixonando por ele, que seu corpo agira sem controle próprio ao vê-lo em perigo, que se jogara sobre ele como um ímpeto primordial, pois a ideia de perdê-lo era insuportável. Pensar sobre aquele dia, em que quase o perdera junto de Marco era um de seus maiores pesadelos.

Somos companheiros da mesma equipe. É nosso dever.” foi ríspida, mas ainda educada.

Se você morresse… “ ele gaguejou. “Se Bert não tivesse chegado a tempo…”

Ele chegou. Temos que confiar uns nos outros assim.”

Reiner balançou a cabeça em negação em tempo que a fitava, temendo ao âmago que ela morresse em algum momento. A chuva parara, transformando aquele cenário acalentador e inquisitivo em algo quase etéreo, perdido e singular em meio à anomia de emoções que ambos ocultavam um do outro.

Nos formamos amanhã. Por favor, não escolha a Tropa de Exploração.” ele implorou, segurando seu rosto em êxtase e desespero.

Ela se espantou com a forma que suas íris douradas a encaravam, transparecendo tanta dor, aflição e ânsia.

Reiner…”

Me prometa.”

Mas ela não respondeu. Ela nunca poderia.

 

[...]

 

Você devia ter escolhido a Guarnição.” repreendeu Reiner, puxando-a pelo braço rumo a floresta de treinamento após a cerimônia de formação.

Por quê?” ela rebateu, ciente de sua irritação.

Estaria mais segura em cima das muralhas do que indo além delas!” ele retrucou, angustiado, sem perceber que ainda a segurava.

Ela inspirou, visualizando seus olhos pequenos e dourados com o constante frio na barriga que tentava camuflar desde a primeira vez que ele a salvara. Suas mãos passearam timidamente pelo peito de Reiner, repousando-se sobre seu coração que batia forte em um misto indesejável de emoções que um soldado não deveria ter.

Sempre estive pronta para entregar meu coração pela humanidade. Posso não ser muito boa, mas mudanças acontecem com luta coletiva. Todos temos que dar o melhor de nós para sobreviver a essa realidade.” ela sussurrou, e Reiner pôde enxergar suas íris trêmulas, como se a firmeza das palavras fossem a antítese de sua coragem. “Quem vai honrar a memória de Marco e de todos aqueles que morreram? Herdar essa luta é a única forma de mantê-los vivos conosco.”

Não, não é. Se manter viva para lembrar deles é a única forma!”

Você acha que eu conseguiria viver em paz enquanto os outros correm o mesmo perigo? Até Jean escolheu a Tropa! E eu concordo com ele: eu não quero que aqueles ossos carbonizados fiquem desapontados comigo.”

Reiner apertou os olhos, numa angústia ainda maior que poderia imaginar. Como poderia dizer a ela que em breve alguém atacaria a ilha? Como poderia avisar que explorar para além das muralhas era uma missão suicida, não somente pelos titãs, mas por todo um mundo que os consideravam inimigos? Como ele poderia protegê-la… daqueles que detinham poder sobre ele e seus poderes?

(S/n), eu tenho certeza que Marco não ia querer que você se colocasse em risco.”

Em reflexo, ela colocou os dedos sobre seus lábios, impedindo-o de usar o nome de seu melhor amigo como argumento contrário às suas convicções. Ela compreendia a razão dele fazê-lo e doía em si não poder acatar, mas se Reiner a convencesse, quebraria sua última certeza em vida. Sua última motivação para continuar avançando.

Não faça isso.” ela pediu, aproximando-se e colocando-se nas pontas dos pés para encostar sua testa na dele. Seu coração batia forte e cada partícula de seu ser eram opositores ao desejo que ela tinha de beijá-lo, pois sabiam que era um caminho sem volta; mas ela tinha ciência que se deixasse outro momento passar, talvez não houvesse outra oportunidade.

E assim ela substituiu os dedos por seus lábios, encontrando os ressecados de Reiner num ato considerado desesperado e irresponsável. Embora não houvesse ninguém na floresta para julgá-la, ela sentia uma plateia às suas costas, questionando sua sanidade em expor de forma tão evidente seus sentimentos fadados a tragédia. Reiner suspirou contra sua boca, assustado com a espontaneidade do beijo, porém sentindo que a estrutura de seu corpo poderia se desmanchar a qualquer segundo. Ele segurou-a pela cintura, abraçando-a contra si enquanto a mão vagou até sua nuca, impedindo-a de desistir da ideia. Ela reagiu com afinco, abaixando as mãos aos seus ombros em nervosismo e entregando-se a ele; nenhum dos dois parecia ter experiência com a troca íntima. Quando ele pediu passagem para língua, ela apenas aceitou, sem saber o que fazer, mas seguindo seus movimentos como frequentemente fazia nos treinamentos e em seus singelos momentos de dança.

Reiner explorou sua boca devagar, degustando o hálito vindouro do chá de camomila do desejum, sorvendo o cheiro de eucalipto que, felizmente, daquela vez não vinha apenas dele, mas de todas as árvores que testemunhavam seu beijo. Foi como estar embrigado dela. Ela titubeou por alguns segundos até resvalar a língua na dele, descobrindo que aquilo era estranhamente prazeroso. Seus corações batiam feito um maquinário velho e descontrolado, denunciando um para o outro aquilo que já era óbvio: eram loucos um pelo outro há tanto tempo que nem conseguiam mais esconder. Ela passou os dedos por seus cabelos louros, entreabrindo os olhos apenas para notar como o brilho do luar o fazia assemelhar como um dos girassóis do jardim de sua antiga casa. Ela esboçou a sombra de um sorriso com a lembrança e a correlação com ele, e considerou isso um aviso que nele ela encontraria seu novo lar.

Nós perdemos tanto tempo…” Reiner ofegou de lábios ainda encostados nos dela.

O mundo não é um lugar gentil para histórias de amor, Rei.” ela balbuciou, dedilhando o indicador em sua têmpora até a maçã do rosto. Reiner circundou sua mão, levando-a a boca para beijar cada nó de seus dedos machucados do treinamento intenso.

Eu vou lutar pela nossa até o fim.” ele prometeu.

Então me aceite como sua companheira na Tropa de Exploração. Sua vida ficaria sem graça sem ter que salvar a minha bunda.” ela gracejou.

Por que você sempre vive pelos outros, (s/n)?, Reiner interrogou a mentalmente, ciente que aquele comportamento lhe era comum.

Se importar demais sempre fora seu maior erro. Principalmente com ele.

E Reiner escolhera permanecer na tropa, não mais apenas para vigiar Eren e seu titã, mas para estar ao seu lado.

 

[…]

 

Reiner correu para a floresta durante a madrugada, como se fugir do dormitório afugentasse em conjunto os pesadelos que o seguiam. A voz agourenta de Marco perpetuava-se em sua mente, os braços estendidos pedindo para que alguém o salvasse, para que apenas conversassem antes que o matassem. Ele continuou, descalço, ignorando a dor dos pedregulhos na sola do pé a cada passo largo dado entre os troncos, xingando-se, procurando abrigo na escuridão proporcionada pela copa espessa de folhas que cobriam a iluminação da lua. Braun puxou os cabelos, erguendo os olhos arregalados em busca de algum caminho, mas sem sucesso. A voz do ex-companheiro reverberava, o seguia, como um fantasma em busca de vingança por sua morte.

Ele ofegou, com o estômago embrulhado e o suor frio lhe cobrindo. Conseguiu avançar por alguns metros até as proximidades de uma clareira, mas não foi até a parte luminosa; Reiner se apoiou numa rocha, inclinando-se de joelhos e vomitando todo o jantar entre a grama. E de novo.

Me desculpe, me desculpe! Eu nunca quis matar você! Eu me importava… eu me preocupava com você! Eu não tive escolha! Eles matariam minha família…” o loiro sibilou de garganta contraída com o embargo das lágrimas, como se o espírito de Marco pudesse lhe ouvir e lhe perdoar com as justificativas dadas.

Mas Reiner sabia que, mesmo se possível, jamais mereceria seu perdão.

Ele permaneceu de joelhos, as mãos sobre o abdômen dolorido, soluçando e solavancando em silêncio, não querendo perturbar a paz da floresta ou chamar atenção.

Eu era uma criança… Bertholdt apenas me obedeceu… Annie apenas nos seguiu…” começara a divagar, recorrendo às terríveis memórias que relutava para suprimir quando dissociava de identidade. “Eu juro que não estou usando a (s/n)… eu juro que a amo. Não escolhi me apaixonar por ela, mesmo sabendo que é errado… eu a amo… e eu sei que não mereço sentir amor ou ser amado.”

 

Em meio à crescente impossibilidade de suportar a si próprio, Reiner questionava até onde aquele ciclo de ódio levavam crianças inocentes a cometer atos de guerra. Crimes de um povo contra seu próprio povo. Por que eles não sabiam que existiam pessoas de verdade dentro das muralhas antes de mandá-los quebrá-la? Por que os consideravam demônios? Eles não se tornavam titãs por ato natural, apenas como ferramentas de combate de Marley. Por que os enganavam, propagando mentiras, fazendo-os odiarem a si mesmos, aceitarem que eram uma raça inferior, monstruosa, culpada de todos os males do mundo?

Reiner?” a voz familiar de (s/n) ecoou distante na floresta, obrigando-o a cuspir o resto da saliva banhada em vômito e limpar a boca. Mesmo fraco, Reiner se encostou ao lado da pedra, sentando-se no chão e fitando em direção ao grito de sua namorada. “Reiner? Você está aqui?”

Estou.” foi a única coisa que conseguiu dizer. A mulher acelerou os passos, surgindo ante uma moita à esquerda com uma lamparina, usando nada além de sua camisola de dormir e uma faca em mãos, como se pudesse proteger a si de um possível ataque. Reiner recolheu um sorriso ao notar o quão destemida e irresponsável ela era; e depois culpou-se por fazê-la vir atrás dele.

Você está bem?” ela questionou, observando a poça de vômito e a palidez de seu rosto.

Apenas pesadelos.” ele resumiu, limpando a garganta obstruída. “Desculpe, não quis acordá-la ou preocupá-la. Por favor, volte a dormir. Aqui está frio.”

Ela negou com uma careta, como se a possibilidade de deixá-lo sozinho fosse válida. Tomando espaço no pequeno montinho de grama ao seu lado e pousando a lamparina aos seus pés, (s/n) procurou as mãos de Reiner, entrelaçando seus dedos e encarando-o com carinho.

Essa é a minha vez de cuidar de você.” ela reiterou e ele soube que não havia lugar para uma negociação.

Não vou impedi-la. Apenas me sinto culpado em fazê-la ficar.”

Você não precisa enfrentar tudo sozinho.” ela enfatizou, estendendo o toque aos seus cabelos curtos, acariciando-os. Reiner fechou os olhos, inclinando-se em sua direção até que deitasse a cabeça em seu colo e pudesse fitá-la corretamente. Ela lhe sorriu muito pequeno, contornando as pontas dos dedos por seu rosto suado, limpando a umidade com as mangas da camisola. Seu polegar tracejou o osso superior de seu nariz, o qual lhe dava uma curva elegante que ela tanto adorava.

Você é a única que enxerga minhas fraquezas, (s/n).” ele foi sincero, quebrando a expectativa de que todos os viam como o melhor soldado, o irmão mais velho, responsável por tudo e todos. Ou o guerreiro responsável por liderar o ataque à Paradis e dar continuidade ao resgate do Titã Fundador. De um lado ou do outro, nenhum deles lhe permitia ser apenas… Reiner Braun.

Você conhece todas as minhas. É uma troca justa, eu acho.” ela tentou gracejar, ainda distraída pela beleza de sua face. “Seus olhos dourados são a única luz que ainda brilham em minha vida.”

Suas bochechas queimaram diante da declaração, e tudo o que ele fora capaz de raciocinar naquele instante foi: tenho que me casar com ela.

Antes que ele pudesse refletir palavras bonitas para retribuí-la, ela entoou um cantarolado familiar e desregulado; era a sua canção. Reiner manteve contato visual, atento ao ritmo lento, tão conhecido e repetitivo para ele, mas que em sua voz soara como um arranjo totalmente novo, dotado de novos significados. Era mais leve, mais suave, como… uma canção de ninar. Ela perpetuou a carícia em seu cabelo, esfregando devagar seu couro cabeludo e sorrindo-lhe com amabilidade, tentando acalmá-lo de sua mente barulhenta. Ela nunca soube como desvendar os muitos mistérios que rodeavam a existência daquele homem que tanto apreciava e, embora muito o conhecesse, sentia que jamais o tivera por completo. Reiner tinha de manter a impressão inquebrável para todos, ser a peça central e a base onde outros companheiros podiam se apoiar quando precisavam, quase nunca sobrando tempo para ele procurar uma base para si.

Ele não sabia pedir ajuda. Sempre pensava demais nos outros e muito pouco nele próprio. Era como ela, sempre abdicando, sacrificando, doando a si para os demais. Para a missão. Para qualquer outra ocupação que distanciasse a ideia que eles ainda eram apenas humanos. Enquanto tentava lembrar corretamente do ritmo da música de sua terra natal, ela percebeu que Reiner começara a tamborilar as pálpebras em sono. A respiração antes rápida e ansiosa se tornava mais lenta, vagarosa, denunciando que enfim conseguia recolher e suspirar o ar de forma eficiente. Ela ponderou como alguém tão desprovida de habilidades sociais ou de luta era capaz de acalmar um guerreiro nato, corpulento, fechado e cheio de si.

Mas ela sabia que, o último caso, era apenas para disfarçar o quão inseguro era.

Aquela foi a primeira vez que alguém cantou para ele. E também foi a primeira vez que o ninaram e guardaram até o sono.

 

[…]

 

Numa das raras folgas que Capitão Levi concedia à equipe, Reiner a levou para passear na cidade mais próxima. Alguns companheiros os seguiram, vagando pelas feiras abertas, divertindo-se como deveriam em sua idade; Sasha carregava um saco repleto de alimentos, gastando todas as suas economias com a culinária local. De mãos dadas com (s/n), Braun sentiu-se como uma pessoa normal, sem missões a cumprir, sem ameaças a cada esquina, traumas ou culpa para castigá-lo.

Então… vocês estão realmente juntos.” Jean comentou com malícia, cutucando (s/n) com o cotovelo. Ele estava feliz, vendo-a reconquistar um pouco da felicidade desde que Marco morrera. Ele também tentava, mas Mikasa não lhe retribuía.

Sim. E por favor, não conte para ninguém além… desse grupo. Eu sei que pode soar errado.” ela requisitou, fazendo-o gesticular como se fechasse a boca com um zíper. Sasha apenas assentiu, rindo com os dentes sujos de comida; Connie deu de ombros, mas também transmitia contentamento com o relacionamento dos dois.

A pior da turma com um dos melhores. Equilíbrio!” ele debochou, e ela sabia que era brincadeira, mas não impediu que Reiner estapeasse sua nuca.

Mais respeito!” exigiu.

Calma aí, grandão!” Connie caçoou com o apelido que ela o dera. “Pensei que você namorava o Bert.”

Todos sorriram e o trio saiu na direção oposta, acenando com ambiguidade para os dois, como se os mandassem aproveitar a tarde. Reiner agarrou-a pela cintura, beijando-a na calçada movimentada, tranquilo que apenas os três companheiros de equipe estavam vagando pela cidade e podiam lhes ver. Ela desceu os lábios até seu queixo, onde vestígios de uma barba tentavam irromper sua pele suave; ela o acariciou, curiosa com a mudança.

Você está deixando a barba crescer, Rei?

Ele assentiu.

Se você quiser, posso raspar.”

Nem ouse!” ela exclamou, abaixando a voz em seguida ao ver que algumas pessoas lhes encaravam. “Merda, já estou dando má impressão.”

Você está linda. É por isso que estão olhando.” ele elogiou. De fato, ela estava. Sempre habituado a vê-la de uniforme, roupas casuais surradas ou a camisola do outro dia, Reiner mal pôde acreditar no quão bela ela ficara com um vestido de aparência nova, de cor vermelha e com alguma renda nas barras, como se fosse encomendado no melhor ateliê de Marley. E ele, ao seu lado, mais parecia um cão desgarrado. As calças de sempre com a camisa de sempre e uma jaqueta que já ostentava alguns rasgos; ele a roubara de uma casa vazia para se infiltrar em Paradis.

Ah, essa roupa? Era da minha irmã mais velha. Ela costurava.” ela revelou, nitidamente orgulhosa que ele notara e gostara.

Reiner se repreendeu por encarar demais como a vestimenta a cobria bem. Bem até demais. Não conseguiu barrar o pensamento de como ela era por baixo de todo aquele tecido, apesar de ter uma noção por seus toques que se tornavam cada vez mais ousados. Ele sabia que ela tinha muitas curvas, era um pouco mais cheia que as outras garotas e tinha a composição óssea grande, apesar de ainda ser mais baixa que ele. Era uma das inseguranças dela, apesar de tudo. Ela sempre se comparava com a garota mais bela do esquadrão, Krista; pequena, loura, delicada, graciosa e habilidosa. Mesmo as atrapalhadas, brincalhonas e comilonas como Sasha tinham bom desempenho nas missões. Já ela… era como Armin. Ajudava nas estratégias e em formas mais efetivas de se transportar os bens essenciais sem que tornasse a viagem devagar. E limpava muito bem, de acordo com Capitão Levi.

Sua irmã tinha um ótimo gosto.” Reiner lembrou-se de respondê-la, guiando-a quase desnorteado de volta às ruas.

Ela sorriu, ciente que ele dedicava mais tempo a observando ultimamente. Era recíproco e a atrapalhava nas tarefas diárias pensar sobre ele. Volta e meia derrubava um esfregão na cabeça de algum desatento. Eles pararam alguns metros à frente e enquanto ela destinava a atenção a um grupo de músicos que tentavam ganhar algumas moedas, Reiner se esgueirou até uma lojinha de joias na vizinhança; embora não tivesse muito dinheiro, ele conseguiu comprar uma pulseira de aço com um pequeno pingente dourado, onde pedira para inscrever suas iniciais. Numa caixinha de madeira, ele a guardou no bolso e saiu, formalizando uma feição estoica para não levantar suspeitas. Mal sabia ele que, enquanto ele sumia, ela fizera o mesmo. Vira uma jaqueta preta de couro falso pendurada numa barraca de vestimentas e negociou um bom preço com a simpática senhorinha que vendia as roupas de seu falecido marido corpulento. Como após a queda da muralha os alimentos eram artigo de luxo, muitas pessoas haviam emagrecido; se antes já era difícil achar um homem com a mesma quantidade de músculos e altura de Reiner, depois disso, era impossível.

Provavelmente aquela foi sua primeira venda em anos.

Quando Braun a encontrou encostada numa árvore, estranhou o tecido escuro embrulhado em suas mãos. Os olhos dourados a fitaram com interesse, e ela sorriu travessa, estendendo o pacote até ele.

Abra.” ela pediu.

Ele a obedeceu, retirando da sacola improvisada a jaqueta. Reiner camuflou um riso de surpresa ao perceber que era realmente de seu tamanho, não menores como costumavam ser as medidas de Paradis. Em imediato, ele retirou sua própria e vestiu a nova, que lhe cobrira os braços e tronco corretamente sem apertá-lo. (S/n) assoviou, pegando para si a peça antiga, amarrando-a na cintura.

Como estou?”

Como o sol num dia bonito.” ela elogiou, e se alguém ainda duvidava que ela estava inteiramente apaixonada por ele, bastava atentar aos seus olhos brilhantes e encantados com a visão.

Reiner a puxou para outro beijo, agradecendo-a entre selinhos.

Obrigado.” um beijo “Obrigado.” outro beijo. “Você está tornando isso difícil para mim.”

O quê?” ela sorriu.

Competir.”

Estamos competindo?”

Estamos.” ele levou a mão até o bolso da calça, entregando-a caixa de presente.

Reiner?” ela sibilou, instigada, então abrindo-a. O brilho metálico a pegou de surpresa, refletindo os últimos raios de sol do fim de tarde. Boquiaberta, ela a analisou com os olhos úmidos ao notar suas iniciais desenhadas no pequeno pingente. Era simples, mas a peça mais linda que já vira. “Reiner!”

Você odiou?” ele retrucou, inseguro com seu grito.

Você enlouqueceu? Quanto isso te custou?!”

Não muito. Foi bem barato, na verdade…” ele parecia envergonhado.

Ela odiava como ele era sincero. E amava.

Obrigada!” ela o puxou pela gola da camisa, beijando-o outra vez. “Que droga, Braun, o que vou fazer com você? Essa é a coisa mais bonita que alguém já me deu. E eu só te dei uma jaqueta velha!”

Reiner negou, ciente de sua mania de se diminuir.

É a única roupa que coube em mim desde os meus treze anos.” ele replicou. “Houve um tempo que usei as camisas do Bert. Mas ele sempre foi mais magro do que eu e eu mais parecia um sushi.”

O que é sushi?” ela riu, imaginando-o apertado.

Reiner se censurou.

Nada. Esqueça isso.” ele solicitou de voz mansa, para não soar como uma repressão. “Está escurecendo. Vamos para o hotel?”

Apesar de desconfiar, ela apenas aquiesceu. Quando o sol sumiu por trás das muralhas, Reiner e ela já estavam no aconchego de um quartinho barato, mas limpo, no centro da cidade. Com o dinheiro que tinham, conseguiram alugar apenas um cômodo de casal, e embora cada um tivesse seus pensamentos ambíguos de desejar ficarem juntos, havia o nervosismo natural. Rompendo a atmosfera de tensão que lhes rodeava há muitos meses, Reiner foi o primeiro a agir. Após trancar a porta, virou-se para ela e, com ambas as mãos, segurara sua cintura e a empurrara com cuidado contra a parede, envolvendo-a com seu corpo e beijando-a impudicamente como tentavam fazê-lo às escondidas no quartel-general. Ela não desviou ou hesitou; tão entorpecida pela vontade de tê-lo para si, logo deslizou sua jaqueta para o chão enquanto ele retirava a sua antiga da cintura.

Você tem certeza?” ele se precaveu em interrogar.

Como nunca antes.” ela foi rápida.

Reiner riu torto, embora o nervosismo lhe fosse palpável. O próximo beijo que compartilhavam foi como uma ponte de emoções que repassavam entre si; intenso, com suas línguas curiosas cedendo lugar uma para a outra, deslocando-se em suas bocas atrevidas e famintas, desejando-se como uma fonte de carinho e proximidade que o cenário de constante conflito não lhes possibilitava. Ela passeou a mão gélida em ansiedade por baixo de sua camisa, sentindo os gomos do abdômen definido e a pele quente retraindo perante seu toque; Reiner arfou, olhando-a ambicioso, pedinte por mais. Ele queria esquecer de tudo. Queria esquecer que era um soldado, um guerreiro… e lembrar que era dela. Somente dela.

Braun retirou sua camisa, revelando o tronco fortificado e esculpido de um lutador invencível. Ela mordeu o lábio, espantada e atraída, pois era ainda melhor do que ela imaginava. Quando ele voltou a prendê-la contra a parede, suas mãos foram aos botões em sua nuca, abrindo o vestido e expondo suas costas. Ela tremeu com o seu resvalar quente por sua pele enquanto abaixava a parte superior da vestimenta, descortinando seus seios e barriga até que ele recaísse por suas pernas, formando um monte de tecido aos seus pés. Ela tentou se cobrir, mas Reiner distanciara seus braços, laçando seus pulsos acima de sua cabeça e inclinando-se para beijar seu pescoço. Ela soprou em prazer, sentindo seus lábios vagarem por sua carótida e indo em direção à clavícula; o roçar da barba a arrepiava, e seus quadris respondiam simultaneamente. (S/n) prendeu a respiração quando Braun alcançou seus seios, passeando a língua pelos mamilos sensíveis e dando-a uma corrente de torpor inusitada; sua mão livre descera para apertá-los e ela gemeu baixo, atraindo sua atenção. Com o rosto corado, era ainda mais bonita.

Reiner segurou-a pelas coxas, erguendo-a no colo e fazendo-a envolver sua cintura com as pernas. Carregando-a até a cama, ele a deitou, mantendo-se sobre ela enquanto compartilhavam um beijo cálido e precioso, numa urgência disfarçada de ternura; ela sentiu seu volume sobre a calcinha, denunciando a excitação que tentava controlar e tardar. O loiro desabotoou a calça, atirando-a numa direção qualquer antes de se inclinar sobre ela novamente; tão interligados, sequer conseguiam romper o beijo. Ela arfou ao léu quando ele engatou os dedos nas laterais de sua peça íntima e a puxou por suas panturrilhas, desnudando-a por completo.

Reiner” ela sussurrou, cruzando os joelhos como se pudesse impedi-lo de vê-la.

Não.” ele ordenou, separando suas coxas e dando-a uma boa olhada. Ela parecia tão excitada quanto ele, com a pele brilhando em umidade; era apetitosa, mesmo sem ele saber o seu gosto. “Você é tão linda.”

Ela passeou a mão por seu tronco, tentada por sua aparência e em volúpia, numa vã tentativa de fazê-lo distrair de si mesma. Mas isso era impossível. Reiner era focado, mesmo em suas missões; referindo-se a ela, era triplamente mais obstinado. Ele desceu beijos sobre seu coração e entre os seios, depois sobre eles, atento a como ela reagia em imediato. Foi por sua barriga, sorvendo seu perfume, resvalando as mãos pela lateral de seu corpo, desfrutando de suas curvas e cada mínimo relevo em sua pele. Cicatrizes ou estrias, ele adorou cada uma das suas inseguranças e questionou a si como ela podia se sentir dessa forma mesmo sendo a mulher mais linda que ele já pusera os olhos em toda a sua vida. Reiner lembrava vividamente de seus gemidos quando sua boca enfim atingiu seu núcleo, provando de seus sucos, seu gosto vicioso, seu calor e como sua voz se tornara dengosa quando ela puxou seu cabelo e chamou seu nome como realeza.

Ele se sentiu como um ser onipresente e onipotente por dá-la prazer. Vê-la se contorcer, balançar os pés e grunhir era como agraciar uma deusa, uma entidade que o provia amor, aconchego, desejo… ele adorava como ela apertava as pernas ao redor de sua cabeça, ofegante, clamando por ele, pedindo por mais.

Reiner… por favor…” engasgou-se, tão próxima ao ápice. Ela sequer conhecia essa sensação.

O loiro então voltou a beijá-la, compartilhando consigo seu gosto. Ela corara, ainda desnorteada, recebendo coerência apenas para puxar o elástico de sua cueca e pedir para que ele se despisse. Reiner o fez, causando-a um pequeno susto ao revelar seu tamanho; ela não esperava pouco, visto sua altura. Mas não esperava tanto. E isso não a desencorajou. (S/n) o tocou, envolvendo-o nas mãos e retirando-o um gemido rouco delicioso; sua testa se franziu e a boca entreabriu, formalizando uma expressão de deleite que a incentivou mover-se outra vez, de baixo para cima, notando o quão bem ele respondia.

Quero você dentro de mim.” ela sussurrou ao seu ouvido, aturdindo-o momentaneamente.

Todo seu, querida.” ele flertou, observando-a.

Reiner se posicionou em sua entrada, empurrando-se lentamente, temendo machucá-la. Ela reagia bem, alargando-se ao seu redor enquanto seu calor convidativo o fazia ir além; ele procurou seus olhos por certeza e ela balançou a cabeça em concordância.

Então me faça sua.” ela lhe sussurrou, confiante.

Reiner a reivindicou, ligando seus corpos em um. Suas testas se encostaram e gemeram em conjunto, acostumando-se com a sensação impetuosa; ela sequer percebera que as unhas jaziam cravadas em suas costas, como destino do desconforto que sentira inicialmente.

Estou te machucando?” ele se preocupou.

Não. É apenas… diferente de tudo o que eu já experimentei.” ela o tranquilizou, tocando seu maxilar. “É bom. Sinto você comigo, pulsando… em cada pedacinho de mim.”

Reiner gemeu com a discrição, satisfeito em saber que ele a tomara de verdade.

Estar dentro de você é como o paraíso.” ele nunca fora bom com palavras, mas era extremamente verdadeiro com elas.

Ela sorriu, e o movimentar do diafragma trouxera algum prazer em suas partes íntimas.

Então faça amor comigo.”

Não era preciso pedir outra vez. Cuidadosamente, Reiner moveu-se para fora e enterrou-se novamente, arrancando-a um gemido; quando repetiu, seu aperto começara a suavizar em seu membro, permitindo-o uma passagem melhor. Ele rosnou, tomado pelo prazer e a forma como seu corpo o prendia dentro dela, como ela cingia as coxas em sua cintura como um instinto animal possessivo e indomável, marcando território e como ele mordiscava seu pescoço enquanto investia contra ela. As unhas arranhavam suas costas, tal como as mãos de Reiner seguravam com força suas pernas, provavelmente demarcando seu toque sobre ela. O prazer descomunal os presenteara com uma visita, mantendo-os num ritmo cada vez mais sem compasso; ora lento, ora rápido; os quadris dele batiam contra o dela com força ocasionalmente, como um teste para averiguar seu conforto.

E ela simplesmente adorava. Fechava os olhos, contorcendo a coluna e jogando a cabeça para trás, os lábios mordidos em torpor, a testa suada, a voz trêmula pedindo por mais.

Mais, Reiner… eu quero você… mais…”

Você gosta assim? Hum?” ele repetia a cada combinação de movimento, rindo em como ela parecia ir e voltar de sua própria sanidade.

Assim… eu só quero sentir você… só você.”

Você é o único prazer que eu sinto.” ele assentiu, gemendo de lábios próximos ao dela. “Você é a única… que eu amo.”

Ela grunhiu, com a consciência tão dividida entre o prazer e sua declaração, que mal pôde se expressar corretamente além de beijá-lo, sem poder desligar-se dele, pois mesmo que estivessem unidos física e emocionalmente, sempre parecia faltar algo. Nunca era o bastante. A urgência e necessidade que sentiam um do outro não era humanamente saciável, muito menos a ideia de que algum dia saciariam. Aquela primeira vez mais parecia um expurgo de tudo o que conheciam, um mergulho no que criavam no relacionamento para se salvar do mundo real e obscuro que os esperavam fora daquele quartinho onde compartilhavam o raro prazer que sentiram em toda a vida. Nenhum deles quis finalizar, nenhum desejou que aquilo acabasse. Não sentir nada além de prazer era vicioso, especialmente em Paradis, onde todos os minutos do dia eram invadidos por alguma tragédia; esquecerem-se de onde eram e até mesmo quem eram… aquilo não poderia ser apenas sexo.

Quando enfim o ápice os alcançou, paralisou-os um sobre o outro, ofegantes, sem saber como reagir perante a nova sensação. As bocas abertas não expressam voz, tão desnorteados, perturbados e descrentes naquelas inocentes ondas de deleite descomunal. Enquanto ela se contraía involuntariamente, intensificando o choque que percorria seu corpo, ele se derramava dentro dela, incapaz de se segurar enquanto suas paredes o apertavam. Demorou algum tempo para recuperarem o fôlego, mesmo Reiner e sua forma atlética. Houve um mútuo constrangimento após o término, como se os hormônios descontrolados finalmente voltassem ao normal após muito tempo inquietos em busca um do outro. Braun a manteve entre seus braços, e ela encostou o rosto em seu peito, como adorava fazê-lo. Enfim ela pôde ouvir seu ritmar cardíaco, sempre tão ávido, constante, como se a própria força vital tivesse nascença nele.

Eu amo você.” ela finalmente pudera respondê-lo.


Notas Finais


Não tem uma parede que fique de pé com esse homem!
Digo, foco... foco...

Reiner merecia muito alguém que se doasse dessa forma pra ele... e o fizesse sentir algo além de dor.


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