História Danganronpa - Hearts in Despair - Interativa - Capítulo 5


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Categorias Danganronpa, Danganronpa The Animation
Personagens Monokuma, Personagens Originais
Tags Danganronpa, Horror, Interativa, Killing Game, Terror, Violencia
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Palavras 5.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Opa opa, falae pessoal

Méh, essa merda ainda existe. Estranho, não?
Enfim, peço desculpas por ficar enrolando tanto a escrita disso, certeza que algumas pessoas que enviaram ficha e acompanhavam nem mesmo lembram dessa fic.
PS: Quem ainda tinha esperanças desse cap ser postado, comenta: "Brabo"

Bem, bem, antes, algumas coisas para não causar confusão:
Cap será dividido em partes, mais especificamente, três partes. Essa foi a primeira, não falarei o que acontece nos próximos capítulos para não estragar surpresas.

Também: Os únicos nomes/sobrenomes que não serão mencionados com sufixos japoneses (-san, -kun, chan), e pelo primeiro nome, são os nomes não japoneses (Stella, Dimitry, Jack, Carmem, Blue, etc.). Apenas em casos específicos isso será usado para esses certos personagens por questões de... Motivos. Ou seja, se algumas frases ficarem confusas por conta disso, não se preocupem (Eu acho)

Okay, okay, finalizando, perdão por não focar muito nas coisas inacabadas, nos próximos capítulos focarei mais, prometo dessa vez!

Bom, Daichi na capa porque sim

Capítulo 5 - Chapter 1 - I want a moment to be real - Daily life


Fanfic / Fanfiction Danganronpa - Hearts in Despair - Interativa - Capítulo 5 - Chapter 1 - I want a moment to be real - Daily life

A vida… é estranha

 

Sabe, em um momento, você está extremamente bem, e no outro, a vida apunhala-te pelas costas sem mais nem menos, sem que você espere. Para falar a verdade, eu já me acostumei com isso, afinal, todos sabemos que a vida nos derrubará sempre.

 

Como eu vi em um livro uma vez “As obras de um faraó são seus maiores monumentos”. Assim como um faraó faz de suas obras seus monumentos, logo, meus atos também ficaram registrados, e, bem, acho que entendeste. Mas eu pensei que… Eu tivesse talvez… Tsc, deixe isso de lado por enquanto.

 

Enfim, Senhor, tenho de me desculpar por estar falando tanto tempo e lhe atrapalhando, mas, eu sei que você consegue me ouvir. 

 

É isso, tenho que ir….



 

P.O.V.’s Daichi Fukusama - 1:45 P.M.


 

Silêncio. Só isso prevalecia naquele ginásio naquele momento.


 

Várias coisas passavam pela cabeça de todos naquele momento. Haviam muitas coisas sem explicação. Como viemos parar aqui? Quem fez isso? Onde nós estamos. Embora aquele… Demônio tivesse dito aquelas coisas, minha mente ainda estava bagunçada, não conseguia pensar em nada direito. Fortes dores de cabeça, tontura e desespero, são as únicas coisas que eu sentia naquele momento.


 

Em minha frente, uma das Isabelas havia acabado de levar um tiro bem no olho daquele diabo em forma de urso-mecânico. Dava para ouvir os gritos desesperados das pessoas da distância que eu estava.


 

Dimitry-san disse que era pra todos nós virmos aqui de novo mais tarde… Mas, acho que a chance de todos se comparecerem aqui são mínimas, se não, inexistentes. Lágrimas começam a descer pelo meus olhos, encharcando o meu rosto. Limpo elas com a manga de meu casaco, tentando não parecer fraco, ou vulnerável, mas… Isso é impossível. Não sei ao certo nem o porquê de eu estar chorando, mal conheço essas pessoas, e nada aconteceu a mim, mas….  A tristeza veio pra cima de mim com tudo.


 

- Fukusama-san. - Hikari-san me chama, ainda um pouco atrás de mim, se aproximando lentamente. Parecia preocupado, eu conseguia sentir a tristeza e o desânimo em sua voz. - Não acha melhor nós irmos ver como Isabela está? - Perguntou Hikari-san, com os olhos caídos. 

 

-... - Eu não digo nada, minha mente está muito cheia para eu sequer poder dizer um “a”. Sinceramente, não sei o que devo fazer quanto essa situação, afinal, eu mal conhecia aquela menina, então, por que eu teria que me importar com ela. Para falar a verdade, sinto que não consigo confiar muito bem nas pessoas aqui, pode ser apenas paranoia minha, mas acho que qualquer um daqui poderia me matar a qualquer momento. No mundo onde vivemos, não seria impressionante se alguém mataria apenas para alcançar seus objetivos, e pelo que eu saiba, matar para escapar de um inferno, é um bom motivo. - E-Eu… Não sei, talvez…. Eu vou tentar explorar um pouco mais dessa ilha. Há muitas coisas ainda sem explicação. - Digo, relutante, de cabeça baixa. Não consigo evitar de escutar os gritos desesperados de todos do outro lado, perto de Isabela.


 

Hikari então me deu um olhar sério, sem dizer nada. Consegui sentir a decepção dele em relação a mim.


 

- Bem… Se você quer fazer isso… - Ele deu de ombros, sem dizer nenhuma palavra. Sério, ele dá um suspiro, antes de ir, lentamente até os outros estavam. 


 

Um grande aperto entra em meu coração. Eu estou sendo muito intolerante? Estou sendo incompreensivo? Eu… Deveria me importar com Isabela? Estou sendo antipático? Meu Deus, estou me sentindo um monstro. Penso eu que deveria começar a me importar mais com desconhecidos e confiar mais em quem eu não conheço. 


 

Suspiro, triste, e vou em direção à porta. Os outros já haviam saído para procurar uma enfermaria para cuidar de Isabela, só havia restado eu naquele ginásio. Com uma enorme enxaqueca, saio daquele lugar, a porta gigante dali já estava aberta. Não olho para trás, apenas sigo em frente.


 

Quando saio do ginásio, o sol forte bate em meus olhos, cobrindo minha levemente a minha visão. Céus, que calor. Olho para os lados, não sei para onde ir, não sei de nada dessa ilha. Resolvo tomar um caminho aleatório, vou para o meu lado direito. Fico olhando sério para o horizonte enquanto ando, a cerca de madeira separava o caminho de pedras que servia como uma calçada da praia.


 

Ando por um tempo, observando atentamente essa ilha e todos seus detalhes. Até que passo em frente do que parecia ser a enfermaria. Todo mundo que eu vi estava lá. Hikari, Hiyorin, e o resto… Por um breve momento, pude ver o que se passava lá dentro, pois a porta estava aberta. Lá dentro era apenas uma sala com duas macas de hospital, um suporte para soro e alguns armários. Isabela estava deitada em uma das macas. Não pude ver bem o que estavam fazendo em relação ao seu olho, afinal, a multidão de pessoas estava a tampando. 


 

Dou um suspiro e coloco minhas mãos nos bolsos de meu casaco, mas logo, sigo em frente, de cabeça baixa.Pensamentos e sentimentos negativos rodeiam minha mente o tempo todo. Me sentindo um monstro apático, de fato. Porém… Eu… Acho que tenho um motivo válido. Eu mal conheço essas pessoas, eu…. Deveria confiar neles? Talvez, eu pergunte para alguém o que aconteceu com Isabela.


 

Finalmente, chego a um lugar com várias cabanas. Haviam 16 no total, 8 de um lado, e 8 de outro, todas feitas de madeiras, como casinhas bonitinhas. Haviam placas em cada lado, em um, estava escrito: “Ala feminina” e na outra “Ala masculina”. Enfim, provavelmente eu deva ir até a área masculina… Urg, que burrice, é óbvio que eu devo ir para a ala masculina. Então, me dirijo até a ala masculina, e nas portas de cada cabana, tinha um quadro com uma imagem pixelizada de cada um dos alunos daqui… Dimitry, Souma, Kagaku… E o meu. Uma figura pixelizada minha, bonitinha. Havia na porta, também, uma marca de mão azul, estranha, mas nenhuma fechadura… Estranho.


 

“Talvez se eu….”


 

Eu coloco minha mão na marca azul, estranhamente, era do tamanho certo da minha mão. Então, eu sinto ela formigar, coçava um pouco, de fato, mas mesmo assim, não tirei ela dali. Após isso, eu ouço um “Beep”, vindo da porta, então… Ela abre.


 

- Então era isso mesmo… - Meio hesitante, paro em frente a porta, porém, entro depois de um período de tempo. Quando entro lá, vejo apenas um quarto normal, mas tem tudo que eu colocaria em um… Estranho. Um quarto consideravelmente bonito aos meus olhos, coloração vermelha, pequeno, mas agradável. Havia uma cama de casal grande, e uma mesinha encostada na parede, com um… Computador? Estranho… Ah, também tem um tablet em cima da cama. Outra coisa: Uma porta do outro lado do quarto. Fui em direção a ela, abrindo-a lentamente, e lá tinha… Um banheiro, com uma pia, um vaso sanitário, uma banheira chique… - Nossa, pra que tanto luxo em um lugar onde temos que nos matar?


 

Suspiro, coçando minha nuca, bocejando em seguida.


 

- Que cansaço…. - Cansado, jogo-me na cama, deitando de barriga para cima, do lado daquele tablet. Suspirei, esfregando meus olhos. Será que isso tudo é real? Realmente alguém mataria para sair daqui? São muitas dúvidas… Muitas dúvidas… Muitas dúvidas...  Muitas dúvi-


 

.

.

.

.


 

“Ah?”


 

Meus pensamentos de incerteza foram então interrompidos, por um som de um pequeno monitor próximo ao teto do meu quarto. Quando ele ligou, ele ficou meio… “Chapiscado”, com a tela piscando em preto e branco, mas logo, aquele mesmo urso de antes apareceu naquele monitor, sentado em uma espécie de trono.


 

- Boa tarde a todos nossos sobreviventes do jogo da matança! Enfim, estou aqui para fazer um pedido de desculpas. Infelizmente, devido ao meu cronograma agitado, eu tive que dar alguns avisos na pressa, então, devido a isso, eu terei de re-explicar certas coisas nesse momento. Ah, sim, existem monitores como esse em todos os lugares desta ilha, além de câmeras, ou seja, eu vejo cada ação de vocês! Mas bem, todos estão ouvindo isso, então, penso eu que não tem problema fazer isso. Começando: Eu tinha dito algo sobre seus “NG-Codes”, que são, resumidamente, ações proibidas, se vocês fizerem-nas, vocês morrem! Fácil, não? Enfim, eu desativei elas temporariamente, para vocês poderem cuidar da garota. Porém, agora, eles estão novamente ativos! Se vocês olharem bem, em seus pulsos, tem uma pulseira, é ela, que controla os códigos NG. Bem, se vocês apertarem um pequeno botão que há nelas, vocês conseguiram ver o que vocês não podem fazer… Okay, podem olhar!


 

Ele disse isso, porém o monitor não desliga após o aviso. Então, eu levanto meu braço, deixando-o em uma posição favorável para eu poder ver a pulseira. Eu aperto o botão, e em kanji, uma frase passa lentamente pela pulseira redonda, possibilitando a leitura da mesma. Ela dizia:


 

“DAICHI FUKUSAMA NÃO PODE MACHUCAR ALGUÉM FISICAMENTE”


 

Oh… Então eu não posso machucar ninguém? Isso é um tanto quanto fácil de cumprir… Considerando que eu sou uma das pessoas mais mansas do mundo. Enfim, após isso, o urso no monitor continuou falando.


 

- Okay, okay, creio eu que todos vocês tenham visto qual a ação proibida, certo? Ótimo. Bem, penso eu que era só isso. E também, há um tablet especial no quarto de cada um de vocês. Nele, terão coisas muito importantes, então, não percam eles! Também, algumas áreas foram liberadas para vocês “explorarem”. Enfim, acho que era só isso. Tenham um péssimo dia! Monokuma desliga.
 

 

O monitor desligou…


 

Eu suspiro, desanimado, pegando aquele tablet, e deitando de lado na cam, ligando o aparelho eletrônico. Nele, vejo 3 aplicativos. Um deles, tinha como ícone a cara daquele urso estranho. O segundo, tinha o ícone de caixa de texto, parecido com uma mensagem. Já o terceiro, era uma… Arma?


 

Pela minha curiosidade, o primeiro aplicativo que eu tentei entrar foi o com ícone de arma… Nada, ele simplesmente fazia o tablet - Monopad, eu acho - vibrar, mas nada demais acontecia. Ele ficou travado por um tempo… Droga, imagina se isso tiver quebrado. 


 

Por sorte, ele voltou ao normal depois de alguns segundos… 


 

- Ufa… - Suspirei aliviado após isso. Disseram que isso era importante… Méh, acho que devo estar me preocupando demais


 

Então, cliquei em outro aplicativo, dessa vez, o com ícone de mensagem. Ele abriu, mostrando apenas uma coisa que parecia um… Chat? É sério isso? Uma rede social dentro de um jogo da matança…? Urg, que coisa mais aleatória. Tinha uma linha para escrever, então, tentei fazer algo. Cliquei, e escrevi um “A”, mandando em seguida, apenas para testar… Bem, a mensagem foi enviada, porém, obviamente, ninguém deve ter visto, até porque, estão todos na enfermaria cuidando de… Isabela… Eu acho que deveria estar lá… Eu deveria começar a me preocupar mais com os outros… Eu… Deve-


 

- Urg! - Murmurei, colocando minha mão na cabeça, por conta de uma súbita dor de cabeça. O que é isso…? Acho melhor não me preocupar, deve ser apenas algo passageiro.


 

Após essa dor súbita, fechei o aplicativo de mensagens e abri o com o ícone do tal “Monokuma”. Lá, haviam ao todo, dez tópicos enumerados, e no título, estava escrito bem grande, “Regras”.


 

REGRAS

 

1- "Nighttime" é das 10h00 da noite às 7h00 da manhã. Algumas áreas/coisas estão fora dos limites durante a noite, como o refeitório, por isso, tenha cuidado. 

 

2- Com restrições mínimas, você é livre para explorar a ilha onde estão presentes a seu critério.

 

 3- A violência contra o diretor Monokuma é estritamente proibida, assim como a destruição de câmeras de vigilância ou monitores. 

 

4- Qualquer um que mate um colega e se torne "Blackened" se formará, a menos que seja descoberto. 

 

5- Uma vez que um assassinato ocorre, um Class trial começará logo em seguida.  A participação é obrigatória para todos os alunos sobreviventes. Caso algum participante não compareça ao Trial, ele será punido 

 

6- Se o Blackened for exposto durante o Class trial, somente ele será executado, mas se o culpado não for exposto, todos os outros alunos serão punidos com uma execução. 

 

7- Como recompensa por ter se formado, o Blackened que conseguir sobreviver será perdoado do seu crime e autorizado a deixar a ilha.

 

8- O monopad é um item importante, não o percam

 

9- O culpado só pode matar no máximo duas pessoas durante qualquer "Killing game". 

 

10- O “Body Descovery Announcement”, ou BDA, será tocado quando três pessoas virem o corpo morto de algum de seus colegas.

 

11- O jogo irá continuar até o momento que algum dos participantes do “Killing Game” escape, ou até que sobrem apenas dois participantes

 

12-  A violação de qualquer regra dessa lista, resultará em punição imediata.

 

13- Regulamentos adicionais da escola podem ser adicionados futuramente


 

-... - Não digo nada, apenas fico olhando para aquele aplicativo de regras. Leio e releio cada uma, com um frio na barriga. A cada letra, a cada palavra que eu lia, meu coração gelava apenas de lembrar da possibilidade de algum de nós matar… É bom pensar que nenhum de nós mataria, é bom ser otimista, porém… Nesta situação, seria certo pensar com base na emoção?

 

Suspiro, desligando o tablet, colocando ele do meu lado. Droga… São muitas coisas. Lentamente, fecho meus olhos, tentando esquecer da situação em que estou, talvez eu deva tentar me acalmar… Demoradamente, consigo cair no sono, indo até um lugar de paz, onde não devo me preocupar com nada… 


 

 

- Hey! Tem alguém ai?! 


 

“O que?”


 

Acordo subitamente, ouvindo alguém gritar do lado de fora, mais especificamente, uma voz feminina. Também, conseguia escutar os sons do indivíduo batendo na porta, como se quisesse que eu atendesse…


 

- Urg… - Murmurei, me levantando lentamente, cambaleando um pouco enquanto coço meus olhos. Bocejo, indo em direção a porta, em passos lentos.

 

- Hey! Vem logo! - Gritou a voz feminina exterior. Quando finalmente chego até a porta, coloco minha mão naquela mesma marca de mão azul presente no lado de fora. Então, a porta se abre. - Finalmente! - A pessoa que estava na minha porta era aquela mesma garota do ginásio de cabelos de cor violeta… Qual o nome dela mesmo?

 

- Ah, é você… - Digo, parando minha frase no meio para tentar relembrar o nome da garota, enquanto coço meus olhos. - Errr….

 

- Ayaka Hiyorin! - Disse, com uma cara emburrada, por ter percebido o fato deu não lembrar o nome dela.

 

- É… Isso ai. - Bocejo, colocando minha mão na boca. - O-O que veio fazer aqui? - Pergunto obviamente cansado e ainda com sono.

 

- Bem… - Colocou seu dedo indicador em seu lábio inferior, olhando para cima enquanto pensa. - Dimitry-san me pediu para chamar você, iremos fazer aquela reunião agora, lembra? Que Dimitry-san falou para discutirmos sobre esse lugar… - Disse, olhando para mim com o dedo levantado.


 

Acho que eu me lembro… Foi logo após a Isabela ter sido baleada…Acho que não é bom relembrar isso, apenas me trará mais dor de cabeça… 


 

- S-Sim… Acho que estou lembrando… - Coçando minha nuca. - A-A propósito, que horas são? - Pergunto, olhando para a garota de cabelos roxos.

 

- Horas, hmmm… - Fechou os olhos, provavelmente tentando lembrar - Da última vez que eu vi, eram umas seis da noite… - Seis da Noite? Eu dormi tanto assim…? 


 

Com essa frase, me espanto, arregalando meus olhos. Suspiro em seguida, voltando ao meu semblante sonolento.


 

- Caramba… Eu acho que dormi demais… - Digo, fazendo Hiyorin rir um pouco. - M-Mas espera, Dimitry-san não tinha dito para nos encontrarmos às três…? - Questiono, relembrando de que Dimitry havia dito para irmos até aquele mesmo ginásio exatamente ás três da tarde… Estranho, por que foi adiado?

 

- Bem, lembra que uma das Isabelas levou um tiro no meio do olho? Ficamos um bom tempo cuidando dela, coitadinha... - Disse, brincando um pouco. Isabela… Ela apenas falou que o tal “Monokuma” era um urso de pelúcia… E ela… Foi baleada.... Será que aquele urso é realmente capaz de fazer coisas tão violentas quanto aquela… Eu sinceramente… Não duvido nada quando Monokuma é o indivíduo em questão. - Não vá me dizer que esqueceu dela, Fukusama-san! - Disse, com as bochechas infladas, me repreendendo.  - E aliás, o lugar da reunião também mudou. Não é mais no ginásio, e sim num refeitório. 


 

Realmente… Eu deveria ter ido lá… Eu deveria ter ajudado mas… Eu sou um covarde inútil.


 

- N-N-Não… Eu apenas… Urg, esquece. - Digo, murmurando, dando de ombros para Hiyorin, indo até o quarto e pegando o tablet. “Monopad”, eu acho. - Vamos lo- P-Pera, refeitório? - Pergunto, já fora do quarto.

 

- Sim! O monokuma nos disse que foram liberadas áreas antes bloqueadas. - Acho que consigo entender. - Ele nos guiou até lá após nós cuidarmos de Isabela, todos já estão lá… Eu acho. - Diz com a mão no queixo.

 

- Ah… Entendi. - Digo, logo sentindo minha barriga roncar. Realmente, não como faz um bom tempo que eu não como… - Provavelmente eu possa achar alguma coisa para comer lá… - Cimento, bocejando.

 

- Bem, acho que já devem ter feito alguma coisa de comer nesse período de tempo. - Disse Hiyorin, dando de ombros, começando a caminhar rapidamente, antes de se virar novamente para mim, já em uma distância mais ou menos longa - Vamos logo! O primeiro a chegar ganha! - Falou, se virando de novo e começando a correr para lá…


 

Suspiro, dando de ombros, trancando o quarto por meio da marca de mão. Em seguida, coçando minha nuca, vou seguindo Hiyorin, em passos lentos… 


 

Quebra de tempo

18:54 - Refeitório 



 

Chego no tal refeitório, seguindo os passos de Hiyorin. Era um lugar consideravelmente grande. Tem uma mesa gigante circular no meio, completamente branca, com um pano amarelo quadriculado por cima. Há alguns pratos em cima dela, com alguns sanduíches bem simples, junto de alguns copos ao lado de caixas de suco. Tem várias cadeiras em volta da mesa grande, e nelas estão sentados todos os outros…


 

Também tinham algumas cadeiras e mesas menores espalhadas, alguns dos outros alunos estão em pé pelo refeitório. Além disso, havia uma pequena porta nos fundos. 


 

O lugar era bem iluminado e amplo, tem um lustre enorme no teto, exatamente em cima da mesa de centro. O chão era composto por uma cerâmica branca linda, não havia nenhuma poeira no refeitório


 

Rapidamente, vejo todos presentes ali, sem exceção. Quer dizer, todos menos a Isabela que foi baleada… 


 

Dimitry, sentado em uma das cadeiras perto da mesa de centro, olhou para mim, com um semblante levemente irritado.


 

- Tsc… Está atrasado, Fukusama-san. - Colocou as mãos atrás da cabeça, dando de ombros, se relaxando na cadeira. - O que estava fazendo de tão importante? - Perguntou, sério, ainda sem olhar para mim, enquanto pega um sanduíche na mesa, mordendo-o.

 

- E-Eu só estava dormindo… T-Tive uma enxaqueca e fui procurar um quarto, n-no fim eu achei e… É isso… - Respondi, desanimado, sentando-me em uma cadeira próxima a mesa de centro, do lado de Hikari-san.

 

- Dormir? Como você conseguiu cochilar na situação que estamos? - Perguntou Hikari do meu lado.

 

- N-Nem eu sei… Mas pensei que seria uma boa opção para… Sei lá, relaxar, talvez. - Digo, olhando para a mesa fixamente, distraidamente. - Acho que-

 

- Buuh! - Me assusto com algum indivíduo misterioso colocando as mãos nos meus ombros, gritando um pouco. Me arrepio e me viro pra trás subitamente, vindo que a figura que me dera o susto era simplesmente Hiyorin-san. Meu Deus, acho que devo começar a tentar ser menos covarde… - Cheguei aqui primeiro! Eu ganhei! - Falou rindo, se sentando do meu lado.

 

Ao mesmo tempo que isso acontece, vejo Hanabira-san e Isabella-san chegando com diversos pratos nas mãos. Elas se aproximavam da mesa de centro com cuidado, e atrás delas, de forma apressada, vinha Kureiji-san, com um leve sorriso no rosto.


 

- N-Nós acabamos!  - Disse Hanabira-san, suspirando, colocando quatro pratos com sanduíches na mesa, com o máximo de cuidado para não derrubar. - Oh, Fukusama-chan, chegou! - Disse, sorrindo para mim, enquanto Isabella-san coloca mais dois pratos na mesa. - Enfim, fique a vontade! - Disse, indo para outra cadeira, se sentando, seguida de Isabella.

 

- Yooo! Fukusama! - Cumprimentou Kureiji-san, alegre. Céus… Como as pessoas conseguem se animar na situação em que estamos? Uma de nossas colegas foi baleada e nós estamos sendo obrigados a nos matar… - Chegou agora, né?! Enfim, se quiser algo, é só falar comigo, beleza? - Disse, fazendo dois sinais de “jóia” com as mãos, sendo meio gentil… Sendo que nem nos conhecemos direito… 

 

- E-E-Eu estou com um pouco de fome… - Digo, meio envergonhado - M-M-Mas acho que só um suco de caixinha está bom. - Falo olhando para Kureiji-san 

 

- Ceeerto! - Respondeu, dando de ombros, indo animado até a porta nos fundos… Tenho 60% de certeza que ali tem uma cozinha... 


 

Suspiro, olhando fixamente para a mesa novamente, fechando os olhos, tentando limpar minha mente, mesmo com a conversa ao meu redor…


 

Abro meus olhos por um momento, vendo Dimitry colocar um pouco de suco de uva em um copo de vidro grande, enquanto pega seu sanduíche pela metade, dando uma mordida nele, dando um gole em seu suco em seguida. 


 

- Enfim… - Deu mais um breve gole no suco. - Todos estão aqui, certo? Exceto Isabela… - Perguntou, juntando as mãos, de forma séria. 

 

- B-Bem, acho que… Sim - Olho ao redor, vendo que todos estão ali. - E… B-Bem, Kureiji-san foi na cozinha pe-

 

- Prooonto! - De repente, vejo do meu lado, Kureiji-san, que apareceu subitamente com um suco de uva em caixinha na mão. Me assusto, me afastando um pouco, com uma cara de surpresa. - Hehe, se assustou, né? - Brincou ele, colocando a caixinha de suco já com o canudo em minha frente. - Tá na mão, Juicebox! - O que?

 

- E-Errr…. Obrigado? E… O-O que seria Juicebox? - Pergunto confuso, já começando a beber o suco.

 

- Apelido novo, legal, né?! - Disse animado, se afastando rapidamente, indo se sentar em uma cadeira ao lado de Dimitry.

 

- Eu acho que… Sim? - Falo indeciso, tomando meu suco em caixinha.

 

- Apelidos são legais! Geralmente pessoas que chamam assim tem um grande laço de afinidade! - Comentou Carmem, aparentemente bem alegre. -  Normalmente apelidos são tão íntimos, fofos, e, e, e, e-

 

- Ta, okay, a gente já entendeu! - Falou Dimitry em um tom alto, censurando a garota, meio bravo. - Tá, agora podemos começar essa droga de reunião?! - Irritado, bateu na mesa, chamando a atenção de todos ali.

 

- Se você insiste tanto… - Falou Jack, de pé, escorado em uma parede próximo a uma pequena mesa, porém, ainda era possível vê-lo e ouvi-lo. Além disso, um murmúrio soltado pelo mesmo era bem audível.

 

- Então, vamos lá! - Disse Dimitry, dando outro gole em seu suco de uva. - Bem… O que acham que devemos discutir? - Perguntou, de forma séria.

 

- Dimitry, você que chamou a gente aqui, pensei que já tinha um tópico pronto… - Comentou Kawabashi, comendo silenciosamente um pedaço de queijo. - A propósito, já está bem tarde, não acha que devemos ir logo? - Questionou, ainda sem olhar diretamente para Dimitry.

 

- Corta essa, Kawabashi-san, ainda são sete da noite, creio eu, acho que podemos ficar aqui por mais um tempinho. - Falou Katsumi-san, calmamente, bocejando em seguida. - Se quisermos, podemos virar a noite aqui. Hehe, seria legal… - Na verdade, nem tanto

 

- Méh, temos que sair daqui antes das 10 da noite… - Digo, olhando para todos, terminando de beber meu suco de caixinha, colocando-a em cima da mesa. - Tá nas regras. - Pego meu monopad do bolso, abrindo o aplicativo das regras, mostrando-o para todos. - Pelo visto, existem regras para esse jogo da matança idiota… - Digo, coçando meus olhos.

 

- Err… - Hikari-san ficou olhando fixamente para o tablet. - O que é esse tablet? - Questionou, um pouco confuso.

 

- É um monopad! - O que?


 

Com um pouco de receio, tremendo um pouco, olho para o lado, vendo que… Monokuma estava ao lado de Hikari-san.


 

- W-Wah! - Gritou Stella, jogando os braços pro alto, assustada. - M-Monokuma… Q-Quando chegou aqui? - Perguntou, gaguejando um pouco, e seu sentimento de nervosismo era perceptível.

 

- Agorinha! - Disse o urso bicolor, rindo um pouco com as mãos em sua barriga. - Enfim, parece que o único aqui que visitou os quartos foi o observador medroso! - Espera, do que ele me chamou? - Enfim, esse tablet, ou monopad, é o item mais importante daqui! Então, se vocês o perderem… - Ele deixou seu dedo indicador estendido com a unha afiada a mostra, passando-a no que parecia ser seu pescoço, insinuando algo relacionado a morte. - Enfim, quando terminarem ai, vão até o quarto de vocês e peguem seus monopads! Tudo o que precisam está ai! Okay, okay, monokuma, desliga! - Ele de repente, jogou uma pequena bombinha de fumaça no chão, impossibilitando todos ali de verem qualquer coisa… Depois disso, a fumaça cessou, e monokuma não estava mais lá.

 

Tusso um pouco, com a mão na boca, vendo todos ali do mesmo jeito que eu. Céus… O que foi isso? Todos estavam calados, nem mesmo sabiam o que falar…

 

- Err… - Stella tossiu um pouco, coçando seus olhos, parecendo meio preocupada e nervosa. - A-Acho que… Eu vou pro meu quarto, okay pessoal? M-M-Me perdoem… M-Mas estou com um pouco de sono… - Disse ela.

 

- Grr… - Grunhiu Dimitry, suspirando em seguida. Então, ele olhou para o rosto de sua irmã com um sorriso consideravelmente gentil no rosto. - P-Pode ir… Stella-nee.. - Falou, parecendo um pouco nervoso e irritado.

 

- O-Obrigada, nee-san… - Stella abraçou seu irmão brevemente, já que estava se sentando do lado dela. Depois de uns segundos, ela se levanta, meio apressada, saindo do refeitório, acenando para todos antes de sair, e eu apenas aceno de volta, discretamente.

 

-... E-Eu acho que vou ir para o quarto também… - Falou Shimizu-san, coçando sua nuca, um pouco envergonhada. - É-É isso! Tchau, pessoal! - Se despediu animada, saindo daqui em seguida. É sério que essa reunião não vai continuar hoje...?

 

- M-Mas! - Falou Dimitry, tentando chamar a garota antes dela sair, falhando em sua tentativa. - T-Tsc… Que droga! - Ele bateu na mesa, irritado, enquanto mais algumas pessoas, como Isabella e Katsumi-san. 

 

- Err… Então, encerramos por hoje? Por favor, cara, quero deitar em uma cama logo… - Perguntou Jack, bocejando com uma expressão desinteressada.

 

- Eu também! D-Digo… Sei que está cedo, mas… O dia de hoje foi corrido pra caramba… Deixa a gente ir, por favorzinho! - Pediu Blue, sorrindo de forma manhosa.

 

- Grrr… - Irritado, Dimitry deu um soco forte na mesa, causando um grande barulho no refeitório inteiro, fazendo todos ali se assustarem. - Tá! Podem ir! Nós continuamos essa droga amanhã! - Bravo, ele se levantou com as mãos no bolso, indo em passos pesados até a porta, saindo do refeitório. Era possível ouvir algumas reclamações baixas de sua parte.


 

O lugar ficou silencioso por um bom período de tempo… Que clima mais… Estranho.


 

-... - Isabella suspirou, se levantando de sua cadeira, sorrindo gentilmente. - E-Eu acho que vou passar a noite na enfermaria, cuidando da outra Isabella… E-Enfim, foi um prazer conversar com todos vocês! Tenham uma boa noite tchau… - Falou calma e tranquila, indo sorrindo até a porta, saindo dali…

 

Suspirei, me levantando da cadeira lentamente, me espreguiçando, bocejando em seguida. Não estava com sono, já estou descansado o suficiente… Eu acho. Só que… Está ficando tarde e eu não sei se ficar andando por ai é seguro… Sei lá, alguém pode… Me matar. Urg, o que eu tô pensando?

 

- Eu… Acho que estou indo também… T-Tchau… - Dou de ombros, acenando para os outros, porém, enquanto começo a caminhar para a saída, ouço mais alguém se levantando, olhando para trás, vendo Hikari-san já em pé.

 

- Eu vou também… - Disse ele, sem falar nada, indo em minha direção, passando na minha frente, quase saindo, mas parando na porta. - Vamos. - Saiu…

 

Então, eu apenas segui Hikari-san… 


 

Quebra de tempo

Local dos Dormitórios - 19:57


 

- Bem… C-Chegamos. - Digo, ao lado de Hikari-san, já de frente para os dormitórios. No caminho para cá, não trocamos quase nenhuma palavra, o clima ficou bem estranho todo o tempo… 


 

Sem dizer mais nada, olho para o céu, vendo o belo céu noturno estrelado. Bilhões e bilhões de estrelas… Quantidades incontáveis de estrelas, é tão… Belo. Nossa… Às vezes eu esqueço que eu estou realmente no inferno… 


 

- Está olhando para o que? - Perguntou Hikari-san, olhando para cima também, se aproximando de mim. 

 

-... - Suspirei, abaixando minha cabeça, olhando para o chão, coçando minha nuca desanimado. - Sabe… Ainda não caiu a ficha. - Comento, sem saber muito o que dizer.

 

- Ah? - Arqueou uma sobrancelha, olhando para mim confuso. - Fukusama-san, o que quer dizer com isso?

 

- Bom… - Respirei fundo, pensando no que poderia responder. -... Será que.... - Paro de falar novamente. - Será que realmente podemos confiar em qualquer um aqui? - Questiono.


 

Hikari-san permaneceu calado por um bom tempo, olhando para baixo, também pensativo. Então, ele levantou de novo sua cabeça, assumindo uma postura séria, com os braços atrás do corpo. Ajustou seus óculos, começando a falar. 


 

- Fukusama-san… - Soltou um suspiro, levemente desanimado. - Eu realmente também não sei… - Como eu pensava… Hikari-san provavelmente também está se sentindo igual a mim neste momento…

 

- Eu… Entendo. - Me afasto um pouco, parando em frente a minha porta. - Será que… Todos são confiáveis, será que você é confiável? Para ser sincero… - Parei por um momento, mas logo, retomo minha fala. - Nem sei se posso confiar na minha própria pessoa… - Comento, em um tom desanimado. Hikari-san ri um pouco, mas seu semblante sério retorna em pouco tempo.

 

- Igualmente Fukusama-san… Igualmente… - Deu de ombros, indo em passos lentos para seu quarto, e eu apenas, sem dizer nada, entro no meu… 


 

Dentro do quarto


 

Entro, indo até minha cama, sem fazer nada, apenas me jogando em cima dela, com minha cara no travesseiro. 


 

Droga… Será que algo realmente irá acontecer? Será que alguém aqui tentaria matar? Todos pareciam tão… Normais. Não há motivo para matar, aparentemente temos tudo que precisamos aqui nesta ilha… Né? 


 

Será isso só um sonho? Vamos lá, Daichi… Pense de forma positiva! Ninguém vai se matar, e todos sairemos daqui salvos… Sem necessidade de morrer…


 

Com certeza… Ninguém irá morrer… Eu… Devo confiar em todos. Bem, mal os conheço, mas, devo confiar neles, mesmo não sabendo do que são capazes… Eu acho


 

Tentarei ficar calmo… Tudo vai dar certo…


 

Tudo…. 


 


Notas Finais


Opa, parece que acabou, não é mesmo?
Bom, perdoe-me se ficou muito repetitivo ou se meu protagonista ficou "edgy" demais.

Espero que tenham gostado...
Ah é, foi mal pelas onomatopeias excessivas como "Urg" "Grr" "tsc", etc..
Enfim, obrigado se leu até aqui, bye.


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