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História Danganronpa 4: Traveling with Despair - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


O dia finalmente chegou, guys! As vagas foram totalmente preenchidas! Obrigado à todos que fizeram as fichas, agradeço de compaixão.

E me desculpa aos que não foram selecionados :(

Enfim, fiquem com o prólogo 👀

Capítulo 2 - Prólogo parte 2 - Viajando ao Desespero


Kentaro estava a bastante confuso naquela situação. Afinal, não é todo dia que você é sequestrado, encontra um polvo de pelúcia e ele diz que tem mais gente que foi sequestrada.

Kentaro se perguntava motivo de ter sido sequestrado. Até onde ele se lembrava, ele não era famoso, sua família não tinha dívidas. 

“Então por que me sequestraram?”, se perguntava Kentaro.

Vendo que não teria respostas, Kentaro bateu as mãos em suas bochechas e começou a explorar aquele trem.

Olhando ao seu redor, Kentaro viu o que parecia ser várias cabines, oito para ser mais precisos. Ambos tinham uma placa neles e, aparentemente, todas eram de meninos.

Saindo daquele vagão, Kentaro viu a mesma coisa que o vagão que tinha cabines com quartos masculinos, só que desta vez, eram placas com figuras femininas.

— Eh… olá…? 

Kentaro olhou para a voz que lhe chamava. Uma bela jovem de pele clara e olhos roxos, além de cabelos longos e rosas — além de que usava um uniforme japonês rosa — estava em sua frente. Ela sorria, mas era possível ver a preocupação que estava em seu rosto.

Kentaro sentiu um frio na barriga. Era impossível não saber quem era ela. Essa menina era nada mais nada menos que Lilian, uma digital influencer bastante famosa.

—X—

Lilian

Super Colegial Digital Influencer

—X—

Como dito, Lilian é bastante famosa. Antes, ela era apenas uma menina que tentava ser uma digital influencer, mas não conseguiu ser tão famosa, até aquele dia onde um exposed mostrou que uma famosa está copiando ela. Do dia pra noite, essa menina simplesmente se tornou famosa e as suas redes sociais estavam com muitos seguidores.

— Você está bem? — perguntou Lilian, estralando os dedos na frente de Kentaro para ver se ele ainda estava na órbita.

— Ahn… Quê…?

— Novamente, você está bem…? 

— S-sim! M-me desculpa…! 

— Tudo bem, eu acho. — Lilian suspirou aliviada. — Você estava babando e estava me olhando atentamente. Eu pensava que você estava tentando algum ataque e fiquei preocupada.

— Eu estava babando…? Me perdoe! Eu só fiquei paralisado em ver alguém famoso na minha frente. — Kentaro coçou a sua nunca.

— Oh… Entendi. — Lilian deu uma risadinha. — Isso sempre acontece.

— B-bem… Olha os meus modos. Eu sou Kentaro Naoshima. 

— E qual é o seu Super Colegial? Tipo… Monotako disse sobre a Pico da Esperança e que tinha mais quinze pessoas aqui nesse trem. Então, eu imaginei que todos seriam Super Colegiais também. — explicou Lilian.

— E-eu… eu não me lembro do meu Super Colegial… me desculpa… — Kentaro disse, sem jeito.

— Oh… Isso certamente é diferente. Mas isso não significa que a gente não vai se dar bem. — Lilian deu um sorriso que aqueceu o coração de Kentaro. — Bom, que tal a gente ir juntos atrás dos outros quatorze?

— Isso não será um incômodo para você? 

— Claro que não. Pelo contrário, seria legal explorar com uma companhia. 

— Então… vamos! — disse Kentaro com os olhos brilhando.

Com a sua nova companheira, Kentaro prosseguiu a investigar aqueles vagões. Quando saíram do vagão dos dormitórios femininos, Kentaro e Lilian viram um vagão completamente vazio. O que tinha naquele vagão era apenas duas portas, uma cinza e uma vermelha. A cinza ficava a esquerda de Kentaro, e a vermelha ficava na direita do mesmo. Em frente deles havia mais uma porta.

— Nada…? — Lilian parecia surpresa.

— É o que aparenta.

— Bem… pelo menos, tem mais uma porta ali em frente, tirando essas duas. Devemos olhar o que tem atrás dessa porta agora? — perguntou, Lilian.

— Isso daqui é um trem, certo? Então, essas duas portas que estão nos lados direito e esquerdo devem ser uma espécie de saída. E essa porta aí em em frente deve ser a continuação do trem.

— Se essas são as saídas, então devemos sair. — Kentaro poderia concordar com Lilian, mas ele percebeu algo.

— Acho que não. 

— Por quê? — estava surpresa.

— Monotako havia dito à mim para eu conhecer os meus colegas antes que o trem chegasse na estação. 

— Então, não vai adiantar a gente sair, né? — Lilian pareceu perder as esperanças. — Que droga… 

— Ainda tem essa porta… a gente pode ver o que tem ali. — disse Kentaro.

— Pode ser. — Lilian sorriu.

A dupla entrou no próximo vagão, parecia ser um vagão de restaurante. Havia diversas mesas e cadeiras por ali. Além de candelabros, que davam um ar chique.

Perto de Kentaro e Lilian estavam duas pessoas. Elas se olhavam como se estivessem conversando. Além disso, ambos eram extremamente parecidos, principalmente na aparência. O que os diferenciavam era o fato de que ambos eram do sexo oposto.

— Olá! Pelo visto, não somos os únicos aqui. — Kentaro estava tentando se aproximar daqueles dois.

Os dois olharam para Kentaro, depois se olharam, e começaram a rir.

— Eh… algum problema…? — perguntou Kentaro.

Os dois, novamente, disseram nada e começaram a rir.

— Eh… bem… Acho que vocês viram o Monotako, certo? Ele disse que todos aqui são os meus colegas de turma, então… Que tal a gente se apresentar…? — disse Kentaro.

Os dois olharam novamente e deram uma pequena risada.

— Nos perdoe. — disse a menina.

— Embora que vocês são bem… como direi, engraçados. — disse o menino.

— Eles são bastante assustadores. — Lilian sussurrou no ouvido de Kentaro.

— Claro que. — a menina começou a falar e o menino a completou.

— Somos assustadores.

— E-eh… podem nos dizer quem são vocês. — pediu Lilian, sentido bastante medo.

— Certo. — disse a menina, se levantando, o menino fez o mesmo. Além disso, eles ficaram um ao lado do outro e seguraram as mãos. — Eu sou Ivanka Dimitresco, gêmea do Ivan.

— E eu sou Ivan Dimitresco, gêmeo da Ivamka

— E, untos nós somos.

— Os Super Colegiais Gêmeos.

 —X—

Ivanka Dimitresco e Ivan Dimitresco

Super Colegial Gêmeos

—X—

— Sou Kentaro Naoshima… — Kentaro deu uma pequena cotovelada em Lilian.

— Lilian… Super Colegial Digital Influencer.

— Nós já sabemos quem é você, Lilian. — disse Ivanka.

— S-sério…?

— Claro, afinal, você é uma Digital Influencer bastante famosa. — disse Ivan. Posteriormente, Ivan apontou para Kentaro. — Mas você é diferente.

— Não sabemos quem é você. Isso é interessante. — disse Ivanka.

— Bastante interessante. — Ivan completou a irmã.

— Eh… vocês são de outro país? — Kentaro estava começando a ficar incomodado.

— É bem evidente pelo nosso sobrenome. — disse Ivan.

— Isso mesmo. E, antes que perguntem, vinhemos da Romênia. — disse Ivanka.

— Oh. Eu vim da Inglaterra. Fico feliz que não tenha só eu de estrangeira. — disse Lilian. Os gêmeos olharam para ela.

— Fascinante. Isso não te lembra algo, irmã? — perguntou Ivan.

— Sim, sim. — disse Ivanka. — Lilian, você não nos disse o seu sobrenome.

— Oh, isso me lembra que você não me disse o seu sobrenome também, Lilian. — disse Kentaro.

— Eh… — Lilian parecia nervosa. — B-bem… eu não gosto de falar sobre isso.

— Oh. Entendo… — disse Kentaro.

— Tão ingênuo. — disse Ivanka.

— Tão inocente. — disse Ivan.

— E-eh… Vocês sabem se tem mais alguém aqui…? — perguntou Lilian.

— Há mais um vagão aqui. — disse Ivanka.

— E ele é o último vagão. — disse Ivan.

— Acabamos de sair de lá, e lá tem uma cara. — disse Ivanka.

— Entendido! Obrigado por tudo, Ivanka e Ivan! — disse Kentaro.

Saindo o mais depressa o possível, Lilian e Kentaro foram até o último vagão. Assim que entraram, viram o que parecia ser uma cozinha. Era uma cozinha completa, poderia até se igualar à uma cozinha de um restaurante cinco estrelas.

— Cozinha até que grande. — disse Lilian, admirada. 

— Sim. Ela é enorme. — disse Kentaro.

— Pelo menos, saímos daquela situação assustadora. Aqueles gêmeos me dão medo. — disse Lilian, se abraçando.

— Oh, também conversaram com Ivanka e Ivan? — perguntou um adolescente com um chapéu. Ele usava roupas de caubói, além de ter uma faixa cobrindo o seu olho direito. — Estava conversando com eles, e eles me assustaram.

— Pelo jeito, não somos os únicos. — Kentaro deu uma risada. — Aliás, sou Kentaro Naoshima.

— Lilian, Super Colegial Digital Influencer. 

— Oh! Acho que todos aqui devem saber quem é a Lilian, afinal, ela é bastante famosa. Mas, mesmo assim, é um prazer conhecer vocês. — disse o adolescente. — Acho que deve me apresentar também, né? Sou Koga Hirata, Super Colegial Arqueólogo, aquele que se tornará o arqueólogo mais famoso do mundo! Espero nos darmos bem!

—X—

Koga Hirata

Super Colegial Arqueólogo

—X—

— Arqueólogo? Você encontrou alguma espécie de fóssil? — perguntou Kentaro.

— Aham! Eu tinha encontrado um fóssil no sítio do meu avô quando eu era pequeno. Desde então, eu quero me tornar o arqueólogo mais famoso do mundo! — disse Koga.

— Sonho incrível. — disse Lilian.

— Eu sei disso! E eu irei realizar isso! — disse Koga.

— Você é bem legal. — elogiou Lilian.

— Obrigado… — Koga ficou sem jeito. — Mas eu tenho uma pergunta para fazer à vocês.

— E o que seria? — perguntou Kentaro.

— Vocês se lembram de algo sobre o sequestro de vocês? Tipo, perguntei à todos e ninguém sabe, eles só disseram que entraram na academia, ficaram tontos e depois estavam aqui. — Kentaro e Lilian se encararam.

— Minhas desculpas, mas eu não me lembro de absolutamente nada, tirando l mesmo disso de ter pisado na academia. — disse Lilian.

— Idem… Digo, eu não me lembro de ter entrado na academia, mas eu não me lembro de ter entrado aqui. — disse Kentaro.

— Ai que droga… — Koga parecia decepcionado.

— Você disse que falou com o resto do pessoal, certo? Mas onde estão eles? — perguntou Lilian.

— Oh! Não falaram com o resto?

— Não, só vimos o gêmeos. — respondeu Kentaro.

— Entendi. Sabem o vagão onde tem duas portas, uma cinza e uma vermelha? 

— Sim. — responderam.

— A vermelha está fechada, mas a cinza está aberta. Está todo mundo lá. — disse Koga.

— Entendemos… obrigado, Koga! — disse Kentaro.

Kentaro e Lilian saíram pelos vagões e chegaram naquele vagão que Koga tinha dito. Assim que chegaram lá, Kentaro e Lilian viram uma adolescente ali. Ela era uma garota negra de estatura alta, seus cabelos são cacheados e crespo de coloração castanhos. Ela usava um shorts curto azul acinzentado com um laço da mesmas cor, ela também usava uma blusa social bege com listras marrons, botões pretos e um laço da mesma cor, por cima da blusa ela um blazer amarelo. O que chamava atenção nela era o fato de que tinha enfeites em seu cabelos, eles se pareciam com flores.

— Olá? De onde você veio? — perguntou Kentaro.

— Da lua. — respondeu.

— Eh… — Kentaro ficou sem jeito, e Lilian deu uma risadinha.

— Aff. Vim de lá de fora. Satisfeito? — respondeu.

— Eh… bem… poderia nos dizer quem você é? — pediu Kentaro.

— É da alfândega, por acaso? — perguntou.

— Eh, n-nada disso! — respondeu Kentaro, Lilian riu mais um pouco. — É que… Monotako disse que somos colegas de turma, certo? Então, por que não nos apresentamos?

— ...Faz sentido. — respirando fundo, disse:  — Sou Jasmine Todoroki, podem me chamar de Jazz… Sou a Super Colegial Artista de Ikebana.

—X—

Jasmine Todoroki

Super Colegial Artista de Ikebana

—X—

— Sou Kentaro Naoshima, e ela é Lilian. — falou Kentaro, educadamente.

— Eu não perguntei. — disse Jasmine.

— M-mas… você se apresentou… — se explicava Kentaro.

— Sim, me apresentei porque você pediu. Mas eu não pedi para vocês se apresentarem. — disse Jasmine.

— Ela está certa, Kentaro… — disse Lilian dando uma risadinha. — Aliás, Jazz, me desculpa se estou sendo grossa, mas o que é ikebana?

— ...Não é japonesa, imagino.

— Sim, sou inglesa.

— Oh… britânicos. — disse Jasmine, revirando os olhos. — Ikebana é a arte de montar arranjos de flores, geralmente são arranjos florais para serem utilizados como oferta religiosa, para decorar altares, e são montados com flores, folhas, galhos, frutos e plantas secas.

— Parece trabalhoso. — disse Lilian.

— Até que é, mas no final fica lindo e vale a pena. — disse Jasmine.

— Uau. Você pode mostrar para a gente um dia, Jazz? — pediu Kentaro.

— ...Não… — Jasmine pareceu ficar envergonhada. — Eh… Acho melhor irem até o lado de fora, o resto está lá.

— Entendemos, Jazz. Tchau, boa sorte no que está fazendo. — disse Lilian.

Jasmine saiu do vista de ambos e foi até o vagão dos dormitórios. Assim que ela saiu, Lilian começou a rir bem alto.

— Não ria da minha desgraça. — disse Kentaro.

— Não tenho culpa… — Lilian riu mais um pouco. — Enfim, vamos logo ver o resto do pessoal.

Lilian e Kentaro abriram a porta cinza se depararam com o que parecia ser uma cidade bastante pequena.

— Isso é uma espécie de cidade? — perguntou Lilian.

— Exatamente! — disse Monotako, aparecendo do nado. — Eu chamo essa cidade de Cidade Kuma. Aqui tem uma biblioteca, uma prefeitura, um salão de jogos, uma praia e um salão de festas!

— Por que só tem isso em uma cidade? — perguntou Kentaro.

— Não posso falar… Enfim, se divirtam! — Monotako sumiu.

— Uma cidade com uma biblioteca, uma prefeitura, um salão de jogos, uma praia e um salão de festas, isso sim é uma cidade pequena. — disse Lilian.

— Devo concordar com você. — disse uma menina de pele morena e um cabelo azul num rabo de cavalo, tem belos olhos azuis que se aproximam do roxo. — Me desculpem me intrometer. Eu ouvi a conversa de vocês dois… e… acho que entenderam.

— Sim, entendemos. — disse Kentaro.

— Bem, acho que devo me apresentar. — disse a menina. — Sou Violet Animmalia, a Super Colegial Espiã. Espero nos darmos bem.

—X—

Violet Animmalia

Super Colegial Espiã

—X—

— Eu presumo que você seja Lilian, aquela digital influencer bastante famosa. — falou, apontando para Lilian. — Já você, eu não te conheço.

— Sou Kentaro Naoshima.

— E o seu Super Colegial?

— E-eu… bem… não me lembro.

— Ok… — Violet coçou a bochecha dela. — Isso certamente é algo bastante diferente. Imagino que tem a ver com o que está acontecendo.

— Licença, Violet, você disse que é espiã, certo? — perguntou Lilian.

— Exato.

— Essa situação já se repetiu antes? 

— Não que eu saiba. — disse Violet. — Bem, acredito que é melhor a gente continuar a procurar por algo que nos ajude a sair daqui.

— Espero… — disse Kentaro. — Enfim, vamos explorar a cidade. Adeus.

Kentaro e Lilian saíram de perto de Violet e foram até a biblioteca. Quando entram lá, se depararam com uma quantidade enorme de livros. 

— Uau. Quantos livros… — disse Kentaro.

— Claro que tem muitos livros, é uma biblioteca. — disse um homem se aproximando de Lilian e Kentaro. Ele parecia tão calmo, e essa calmaria deixava ele ser um tanto quanto estranho. Ele usava um casaco e calças cinzas, e usava uma blusa preta. — Mas devo admitir que há vários livros interessantes…

— Tipo…? — perguntou Kentaro.

— Eu poderia dizer agora, mas acho melhor eu contar depois, afinal, acho que todos aqui estão um pouco nervosos. — disse o homem. — Onde estão os meus modos? Eu sou Naoto Urasawa, Super Colegial Cirurgião.

—X—

Naoto Urasawa

Super Colegial Cirurgião

—X—

— Você deve ser a famosa Lilian, eu presumo. — disse Naoto.

— S-sim… 

— Mas e você? Quem é? — perguntou Naoto.

— E-eu sou Kentaro Naoshima.

— Super Colegial?

— Não me lembro…

— Oh… isso certamente é um problema.

— Olá! Olá! Como estão? — perguntou uma menina de cabelos pretos e olhos azuis. Ela usava uma jaqueta jeans, além de uma calça jeans preta e uma blusa branca. — Olha só. Me falaram que a biblioteca é grande, mas não imaginava que era tão grande assim.

— E você seria quem? — perguntou Naoto.

— Ah! Não disse? Me desculpa! — disse a menina. — Sou Patrícia Magnus, Super Colegial Cientista, espero que nos tornamos grandes amigos.

—X—

Patrícia Magnus

Super Colegial Cientista

—X—

— Sou Kentaro Naoshima, — se apresentou Kentaro. — e essa é-

— LILIAN AH! — Patrícia deu grito e se aproximou de Lilian em uma velocidade incrível. Pegando as mãos de Lilian, Patrícia disse: — EU SOU MUITO SUA FÃ!

— F-fico feliz que seja uma fã. Mas, por favor, poderia se afastar um pouco…? — disse Lilian, sendo bastante educada.

— Ahn? — Patrícia percebeu que estava bastante próxima de Lilian. — Ai meu Deus! Mil desculpas! Me desculpa!

— Senhorita Magnus, você tinha dito que é cientista, né? — perguntou Naoto.

— Exatamente! Foi esse motivo que eu fui para Pico da Esperança! — disse Patrícia.

— Espera, você foi para a Pico da Esperança? — perguntou Kentaro.

— Ué? Eu me lembro de pisar no prédio da Pico da Esperança e de ter desmaiado após isso. — falou Patrícia. 

— Idem. — disse Naoto.

— Foi que nem o Koga disse. — falou Lilian.

— Estranho, eu não me lembro de ter entrado na Pico da Esperança. — disse Kentaro.

— Como assim? — perguntou Patrícia.

— Eu só me lembro de está em casa… e só… 

— Hm… entendi tudinho. — disse Patrícia. — Você iria faltar no seu primeiro dia de aula!

— Q-quê!? — disse Kentaro.

— Acho que não seja isso. E, sendo sincero, acredito que não obteremos respostas agora. — disse Naoto.

Vendo que não iriam conseguir nada na biblioteca, Kentaro e Lilian saíram de lá e foram para o próximo local, a prefeitura.

Quando chegaram lá, Kentaro tentou abrir a porta que tinha ali, mas ela estava trancada.

— Está trancada… — disse Kentaro.

— Estranho… pensava que tudo estava aberto. — disse Lilian.

— Se está trancada, deve ser algo importante, certo?

— Usando a lógica, sim. — disse Lilian. — Já que não tem como entrarmos aí, vamos para o salão de jogos.

— Por que o salão de jogos?

— Porque deve ser divertido. — Lilian sorriu.

— Ok. Vamos.

E ambos foram ao salão de jogos. Ao chegarem lá, a dupla viu vários jogos pelo salão. Desde jogos de tabuleiro até jogos de fliperama.

— Meu Deus, tantos jogos… — Kentaro estava maravilhado.

— Não dá vontade de jogar todos eles? — perguntou Lilian.

— Sim, sim!

— Me desculpem, mas vocês não podem. — disse um homem moreno, com belos olhos verdes e um rabo de cavalo.

— E por que não podemos…? — perguntou Kentaro.

— Monotako disse que a gente não pode agora. — disse o rapaz, desviando o olhar.

— Ele parece ser quieto. — disse Lilian cochichando para Kentaro.

— Sim… — cochichou de volta. — Eh… A gente pode se apresentar? Monotako disse que somos colegas, né?

— … — olhou para a dupla e deu um suspiro. — Alexandre Vox Magno… podem me chamar de Alex… 

—X—

Alexandre Vox Magno

Super Colegial Dublador

—X—

— Me desculpa perguntar, mas qual é o seu Super Colegial? — perguntou Kentaro.

— Dublador.

— …eh… Sou Kentaro Naoshima, essa é a Lilian. Creio que já conheça ela.

— Sim.

— Você não é muito de falar… eh… Monotako disse mais alguma coisa? — perguntou Kentaro.

— Não. Ele só disse que a gente não poderia jogar aqui no momento. — disse Alexandre.

— Mas ele disse que tem outra áreas que não podemos acessar? Tipo, acabamos de vim da prefeitura e ela estava trancada. — perguntou Kentaro.

— Perguntei isso à ele, ele só me disse que a prefeitura não pode ser acessada no momento, e que não podemos jogar agora, mas o resto está tudo livre. 

— Ok. Obrigado pela informação, Alex. — agradeceu Kentaro.

— De nada.

A dupla saiu do salão de jogos e foram para o outro salão que tinha ali, o salão de festas.

Neste salão, estava com três pessoas, uma menina e dois meninos, eles pareciam estar conversando.

— Caralho, aceita que se a gente fizer uma festa aqui, vai ser um sucesso da porra. — disse uma menina de cabelos rosas, saia rosa, blusa branca e gravata rosa.

— Mas não acho que um momento como esse deve ter uma festa. — disse um menino loiro de óculos.

— Olha aqui, só por que você é gostoso, não significa que você tem que atrapalhar a nossa festa. Se essa festa acontecer, será perfeita. Até vejo uma suruba acontecendo. — disse um menino de cabelos coloridos.

— Festa? — disse Kentaro.

O trio olhou para Kentaro e Lilian, a rosada que estava ali sorriu e correu até eles.

— AH! Pessoas novas! Isso, caralho! 

— O-olá… — disse Kentaro.

— Droga! Não me apresentei! — disse a rosada dando minis cascudos nela mesma. — Bom dia… boa tarde… não importa! Sou Mai Shimizu! Sou, provavelmente, a coreógrafa mais famosa do mundo. Vamos festejar pra caralho e dançar também!

—X—

Mai Shimizu

Super Colegial Coreógrafa

—X—

— Ora, ora. Mais dois. Então o treesome vai virar suruba. — disse o de cabelos arco-íris. — Sou Gabriel, mas todos me chamam de Angel Dust. Sou o Super Colegial Streeper. Se quiser, fofinho, posso fazer um show só para você.

—X—

Angel Dust

Super Colegial Streeper

—X—

— Sou Kentaro Naoshima, infelizmente, esqueci o meu Super Colegial.

— Nossa, mas que caralho! — disse Mai.

— Depende do que você está falando, Mai. Está falando da situação dele ou do pau dele? — disse Angel Dust, o suficiente para deixar Kentaro corado e sem jeito.

— B-bem… essa é Lilian, a Super Colegial Digital Influencer. — disse Kentaro.

— Lilian? Já ouvi esse nome antes. — o menino loiro se aproximou. — Oh, me lembrei. A gente já tinha se visto no Kid Choice Awards do ano passado.

— Espera, você é o Shin? Nossa! Me desculpa, Shin, eu não tinha te reconhecido. — disse Lilian.

— Acontece.

— Você conhece ele? — perguntou Angel Dust.

— Sim. Eu estava apresentando o Kid Choice Awards do ano passado, e eu dei o prêmio pra ele. — disse Lilian.

— Tá, mas quem caralhos é ele? — perguntou Mai.

— Não conhecem ele? — perguntou Lilian, surpresa.

— Não, anjo! Eu e Mai estávamos planejando a festa e ele veio até aqui dizendo que é estranho a gente fazer uma festa em um momento desses. — disse Angel Dust.

— Eu só disse a verdade. — disse o loiro.

— Eu não conheço ele, mas mesmo assim, ele não me é estranho. — disse Kentaro.

— Kentaro, estou mais surpresa com você. Afinal, ele é do seu país, se eu não me engano. — disse Lilian.

— É do Japão? — perguntou Kentaro.

— Sim.

— Meu Deus, Kentaro. — Lilian bateu a mão na testa. — Esse é Shin Yamamoto.

— Shin Yamamoto…? — disse Angel Dust. Mai e Kentaro abriram as suas bocas de tão surpresos.

— Sim. — disse Shin. — Shin Yamamoto, acho que vocês me conhecem por séries e filmes.

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Shin Yamamoto

Super Colegial Ator

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— Espera… você é aquele menino dos cinemas que é gato, lindo, delicia, gostoso e um tensão? — perguntou Angel Dust.

— Eu acho que sim… não sei… aparentemente, me acham bonito. — disse Shin.

— ...Mai… me segura que a ficha caiu. — disse Angel Dust. — Puta que pariu, ele é gostoso e gato pra caralho, se fuder puta que pariu.

— Controla o cu, mona. — disse Mai.

— Com licença.

A atenção se voltou para alguém que tinha acabado de entrar naquele salão. Quem havia entrado era simplesmente um menina de cabelos azuis bem claro, ela usava maria chiquinha, além de suas roupas serem vitorianas, mas o que mais chamava a atenção nela era uma máscara que usava.

— Em que podemos ajudar? — perguntou Shin.

— É que eu acabei de entrar e ouvi vocês falando em fazer uma festa. Eu poderia ajudar vocês? — perguntou, animada.

— Mas é claro! — disse Angel Dust.

— Espera, eu já vi você! — disse Kentaro.

— Eu também! — disse Mai.

— Estranhamente, eu também sinto que já a vi. — disse Shin.

— De vocês são? — perguntou.

— Japão! — respondeu Mai.

— Oh! Vocês devem ter me visto em uma de minhas apresentações. — respondeu. — Acredito que devo me apresentar. Respeitável público, a pessoa que fala com vocês é a Super Colegial Palhaça, Piper Shinozaki! Espero que eu faça vocês terem muitos sorrisos!

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Piper Shinozaki

Super Colegial Palhaça

—X—

— Uma palhaça aqui, per-fei-to. ESSA FESTA VAI SER DE ARROMBAR O CU! — Angel Dust estava bastante animado.

— Mas isso não muda o fato da situação em que estamos. Fomos provavelmente sequestrados e vocês querem uma festa!? — perguntou Shin, indignado.

— Espera, fomos sequestrados? Eu achava que era uma comitiva de boas-vindas da Pico da Esperança. — disse Piper. 

— Isso que é ser positiva! — disse Mai.

— Pelo amor de Deus, não façam besteiras. — disse Shin.

— Vamos fazer as decorações! — disse Piper.

— Jesus, não! — disse Shin. — Lilian, me ajuda.

— Certo… — Lilian se virou para Kentaro. — Kentaro, pode explorar o resto sem mim? Tenho que ajudar o Shin.

— Tudo bem. Eu digo à você o que encontrei na praia mais tarde. — disse Kentaro.

Kentaro saiu do salão de festa em meio aquele tumulto. Ele foi até o último local, a praia.

Chegando lá, Kentaro viu duas pessoas conversando. Uma delas era bem alta, tinha vitiligo e era bem forte. E a outra pessoa era alta, tinha cebelos cinzas e usava uma roupa vermelha.

Era impossível Kentaro não saber quem eram aqueles dois. E por conta disso, Kentaro sentiu um frio na barriga.

— Oh, tem alguém ali. — disse a mais alta. — E aí? Como ocê tá? 

— T-tô bem. — respondeu nervoso.

— Acredito que já conheça a gente, afinal, somos até que bem famosos. — disse o platinado.

— S-sim. Modelo mundialmente famosa e boxeador mundialmente famoso… 

— Olha só, me conhecem. — disse a mulher. — Mas isso não significa que não tenha que me apresentar. Sou Ruby McIntosh, a modelo que quebrou todos os padrões de mulher. Sou conhecida também por ser a Super Colegial Ícone.

—X—

Ruby McIntosh

Super Colegial Ícone

—X—

— Ocê vai se apresentar não, Rick? — perguntou Ruby ao platinado no lado dela.

— Eu também tenho que me apresentar de qualquer maneira. — disse o cara. — Sou Rick Sins, como vai?

—X—

Rick Sins

Super Colegial Boxeador

—X—

— E ocê? — perguntou Ruby.

— Kentaro Naoshima.

— Nunca ouvi falar em ocê.

— Eu também. — disse Rick. — Mas qual é o seu talento?

— Eu não me lembro.

— Tá de brincadeira comigo! — disse Ruby.

— Acontece, Ruby. Acho que vai se lembrar de quem ele é depois. — disse Rick.

Ding dong, bing bong...

Sinos foram ouvidos por todos. Kentaro havia se lembrado de que em todo lugar que ele foi tinha câmeras e um monitor. Um sentimento estranho passou por ele. Por alguma razão, ele sabia que tinha que olhar pro monitor. E olhando lá, Kentaro viu Monotako sentado em uma cadeira luxuosa.

Ahem! Como vão, meus caros alunos? Acredito que todos já tenham se conhecido. Enfim, por favor, vão até a prefeitura. Sei que ela estava trancada, mas agora estará aberta. Atrasos podem resultar em punições.

A tela havia desligado. Ruby, Rick e Kentaro começaram a se escarar.

— Devemos ir…? — perguntou Rick.

— Acho que sim. Tipo, ele sabia mais do que a gente, né? — disse Ruby.

— Acho melhor a gente ir mesmo… mesmo que eu sinta que tenha uma cosa errada acontecendo… — disse Kentaro.

Ruby, Rick e Kentaro foram os primeiros a chegarem por ali. Não demorou muito para outros chegassem, no caso: Koga, Ivanka, Ivan e Jasmine. E, posteriormente, Alexandre, Naoto, Patrícia e Violet chegaram. E por fim, Lilian, Shin, Angel Dust, Piper e Mai.

— O que caralhos aquele polvo queria com a gente? — perguntou Mai.

— Como se a gente tivesse resposta. — disse Jasmine.

— Sério que vocês vão brigar agora? — disse Violet.

— Não, bebê. Elas são vão pintar as unhas. — ironizou Angel Dust.

— Espera, está dizendo que elas vão brigar? — disse Patrícia.

— Eu não iria permitir isso.

Uma voz parou o tumulto, essa voz era totalmente diferente da voz do Monotako. Olhando a fonte de onde vinha a voz, o grupo viu um púlpito, e nesse púlpito estava Monotako — ao lado, para ser mais exato.

Do púlpito, um urso metade branco e metade preto surgiu. 

— Upupupu, espero que o professor de vocês tenha cuidado bem direitinho de vocês. — disse o urso.

— Espera, é sério mesmo que esse polvo é o nosso professor? — perguntou Shin.

— Quem se importa com isso? Ele é bem fofo! — disse Piper.

— Uma pergunta. — Naoto levantou a mão. — Quem é você?

— Sou Monokuma, atual diretor da Academia Pico da Esperança. — disse o urso. — E o que está acontecendo neste exato momento é simplesmente uma viajem que a Pico da Esperança queria dar para os seus alunos novatos.

— Uma viagem de trem? Puta que pariu, gostei! — disse Mai.

— Mas, mesmo assim, isso é estranho. Tipo, por que eles nos sequestraram sendo que a gente podia ter ido de bom agrado? — perguntou Lilian.

— Realmente, isso não faz sentido. — disse Kentaro.

— Mas vocês não aceitariam se soubesse o como seria essa viagem. — disse Monotako.

— Como assim? Nos explica direito! — disse Ruby.

— Simples, isso não é uma viagem qualquer. — disse Monotako. — Isso é uma Viagem de Trem Mortal! Isso é nada mais do que um jogo da morte!

— Jogo da morte…? — falou Alexandre.

— Exatamente! Vocês estão presos aqui para sempre. Maaaaas, vocês podem sair daqui caso matem alguém daqui — disse Monokuma.

— Ninguém vai matar alguém daqui! — disse Angel Dust.

— Semprem dizem isso no início, UPUHUHUHUHU. — Monokuma começou a rir, e posteriormente, a gargalhar. — AH-HAHAHAHAHA!

— NURUPUPUPU! — Monotako seguiu Monokuma.

Enquantos os dois riam, todos se encaravam.


Notas Finais


Já falem quem vcs querem para os Freetime-

Enfim, espero que tenham gostado :)


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