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História Danganronpa Kill The Hope - Capítulo 12


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Notas do Autor


Agora começa a bagunça

Capítulo 12 - UND Capítulo 1-1 Introdução Facção Vermelha


...

Estava escuro, lâmpadas se ascenderam, eram LEDS nas paredes, eu estava sentado dentro de uma caixa de madeira, o ar parecia bem limpo. Me levantei e dei uma olhada ao meu redor, tinha uma garota também caída numa caixa.

POV: Yoomi Nobunaga.

-Oi? -Perguntei tentando chamar sua atenção.

Percebi que havia um tipo de bracelete em meu braço, era um pouco pesado e eu não conseguia o retirar, estava bem fechado e tinha uma pequena telinha, parecia estar desligado.

Eu fui andando até a caixa de madeira onde a garota estava e ela estava acordada, ela abriu os olhos, seus olhos eram estranhos e ao mesmo tempo muito belos.

-Assim eu me sinto vendo uma obra renascentista -Falei sobre seus olhos, ela ficou parada por alguns segundos me olhando nos olhos, mas eu não tinha motivo nenhum para desviar o olhar e fiquei a encarando.

Ela se levantou da caixa e foi andando até mim, me segurando pelos ombros e começando a andar me levando de costas pra alguma coisa.

-Ai, ai, ai ,ai... -Ela estava me segurando com muita força, talvez ela não esteja muito feliz não.

Ela me bateu de costas contra a parede e continuou me olhando nos olhos, ela estava tentando me deixar desconfortável ou algo assim com tanto contato visual, ou ela só me achou lindo...

-Que lugar é esse? Quem é você? -Ela me parecia ameaçadoramente séria demais, acho melhor ir com calma.

-Meu nome é Yoomi, eu também não sei que lugarzinho estranho é esse, só me solta por favor... -Falei com um sorrisinho meio estranho, ela me soltou e se afastou de mim ficando de costas.

-Você viajou recentemente? -Perguntei para ela.

-Como você sabe disso? -Ela me respondeu.

-Sua perna, sua perna tá marcada como se você estivesse levando uma mala de rodinhas um pouco encostada nas pernas -Falei para ela.

-Bem, eu voltei pro Japão ontem eu acho, eu estava indo para a Hopes Peak e acordei aqui dentro, isso é estranho, voltei pra cá pra poder estudar e vim parar no meio do nada com você -Ela me respondeu, se ela viajou ontem, essa marca já deveria ter sumido.

-Tá, tem alguma ideia do que pode ser esse lugar? -Falei pra ela coçando a cabeça, e ainda mantendo contato visual com ela, não queria parecer menos confiante do que eu já sou.

-Nada, esse lugar é estranho, estamos presos em uma sala sem porta com LED na parede, obviamente esse lugar é estranho, mas gosto dessa luz vermelha -Ela falou enquanto olhava ao redor.

Eu me sentei no chão me encostando na parede, esse lugar parece alguma coisa que eu veria em um filme futurista... feito nos anos 90, é meio brega até.

-Vamos conversar, seila... -Tentei arrumar uma conversa já que não tínhamos nada pra fazer naquela sala fechada.

Cabelos rosa na altura dos ombros, íris multicolorida, usava uma jaqueta vermelha, uma camisa vermelha por baixo e uma saia grande chegando aos joelhos, é um estilo bem doido, mas seus olhos realmente chamam atenção.

-E eu tenho algo pra falar?-Ela me falou.

-Não sei ué, eu não sou você -Falei para ela sorrindo.

-Tá, vamos começar por algum lugar. Meu nome é Sayonara Owari, mas me chama só de Sayo, eu não entendo bem o que tava passando na cabeça do meu pai quando me deu esse nome, o seu é até mais certinho, Yoomi é bonito -Ela falou enquanto andava até mim para se sentar ao meu lado.

-Obrigado, Sayo, tenho uma pergunta, já que você também ia pra Hopes Peak, você deve ter sido entitulada ou se auto entitulou alguma coisa -Falei para ela, agora ela estava sentado do meu lado.

-Visão Nível Super Colegial, eu enxergo bem e de muito longe. Na real, eu considerado isso quase uma trapaça em competições que precisam de precisão! -Ela falou se gabando -E você, o que é?

-Na verdade eu não sei, eu apenas consigo deixar as pessoas mais felizes e calmas, eu não tenho ideia de uma nomenclatura pra isso -Falei para ela e tudo que recebi foi uma cara de confusão.

-Pera aí, isso não é um talento de verdade! Essa escola deveria ser pra pessoas talentosas e não só um aspirante a stand-uper! -Ela falou meio irritada comigo.

-Eu não faço piada, eu só existo aí e isso já é insuficiente que me deixa ser o suficiente -Fiz um sinal de positivo com a minha mão.

-Ah! Eu tive tanto trabalho pra conseguir uma vaga aqui e você parece ter conseguido muito mais fácil! -Ela falou de cabeça baixa com uma expressão de decepção.

-É... -Não sabia o que responder, eu só fiquei em silêncio, de repente sem aviso algum ela me deu um tapa na cara.

-Ah? Que isso? -Falei para ela com a mão no rosto, que droga foi essa...

-Nada, eu só tava curiosa em saber como você reagiria se eu te batesse -Ela me falou como se isso não fosse nada estranho, que garota esquisita.

-Isso né é muito legal não -Respondi para ela.

-Não precisa me dizer, eu sei que sim. Mas acho que mereceu o tapa por ter conseguido o mesmo que eu com menos esforço -Ela ficou olhando para frente em silêncio por alguns segundos, então um pedestal de levantou no meio da sala com um prato, havia alguns doces e algumas frutas. Eu me levantei e fui buscar, peguei o prato e o pedestal desceu.

POV: Sayonara Owari.

Esse bracelete estranho tá muito apertado para se tirar, tem um visor, mas ele está apagado, alguma coisa deve acontecer em breve, espero pelo menos.

Ele voltou com o prato. Olhos vermelhos e cabelo preto com alguns fio avermelhados, na altura do pescoço, usando uma camisa preta e uma calça também preta. É um estilinho legal, preto combina com vermelho eu acho... eu odeio moda.

Ele se sentou novamente ao meu lado e botou o prato entre nós dois, peguei algumas frutas e ele alguns doces, ficamos comendo, as frutas estavam bem doces.

-Bem, o que acha que vai acontecer agora? -Ele me perguntou.

-Eu não faço a menor ideia, esse lugar é estranho -Falei para ele, realmente estávamos bem desocupados, acho que ele ainda tá sentindo isso, acho que o tapa foi forte demais... A marca dos meus dedos ficou no rosto dele, isso é engraçado.

Depois de alguns minutos, duas portas se abriram, uma com o meu nome e outra com o nome dele, talvez alguma iniciação na escola ou coisa parecida.

Cada um entrou na própria porta, então a minha porta se trancou, talvez tenha acontecido a mesma coisa com o Yoomi, então fui andando pelo corredor, era um lugar bem limpo e cheiroso, era cheiro de lavanda pelo corredor, assim que passei pelo corredor abri uma porta, era uma sala um pouco grande com um telão, o cheiro de lavanda vinha daqui, tem várias lavandas plantadas em vasos de planta aqui dentro, deve ser para purificar o ar ou melhor o oxigênio do lugar.

Havia um CD e um papel longo com algo escrito, era uma mensagem, estava escrito... "Olá, essa é uma mensagem do seu anfitrião Monokuma, você e seu companheiro vão ficar trancados juntos por uma semana, então deixei esse CD, para que vocês se entendam o se odeiem, darei mais detalhes mais tarde.
Assinando com amor, Monokuma"

Quem é Monokuma? E uma semana com ele, Yoomi parece legal, mas credo, interação humana por tanto tempo é chato, mas, eu quero saber o que tem nesse CD e convenientemente tem uma entrada pra CD perto do telão, que belo dia. Botei o CD naquela entrada e começou um vídeo, era uma imagem do Yoomi em preto e branco, então um título apareceu, estava escrito que era sobre o passado de Yoomi.

Começou algo que parecia uma gravação, mas não era, era um pouco artificial, como em uma simulação, talvez para retratar isso.

Yoomi perdeu o pai em um acidente de carro... Então sua irmã ficou triste e ele começou a tentar animar ela... Eles parecem felizes ali...

Então uma coisa, a irmã de Yoomi morreu eletrocutada... Ele entrou em depressão e começou a... isso é muito horrível, como alguém com aquele sorriso pode... Yoomi na gravação estranha do CD, estava se ferindo, se machucando e estava chorando, aquilo era péssimo...

Sua mãe conseguiu lhe acalmar, então ele voltou ao seu estado normal e começou a tentar alegrar a própria mãe... Isso é bonito, acho que entendi o motivo dele acabar entrando na escola por sua habilidade meio inútil, ele deve ter se empenhado tanto em tentar deixar sua mãe feliz, que acabou criando uma atmosfera meio legal em si...

A tela se apagou e o CD foi ejetado, caindo no meio do chão, eu estava chorando, que merda de vida, eu não passei por algo tão extremo assim na minha vida, eu só sou uma pessoa com uma vida mais calminha.

Um tablet subiu em um pedestal e eu peguei ele, havia uma mensagem salva no aplicativo de bloco de notas que estava aberto.

"Você e seu companheiro são da Facção Vermelha, vocês são 30 pessoas dentro desse lugar, 3 grupos de 10 pessoas, em cada grupo essas 10 pessoas foram dividas em duplas, vocês tem uma semana para conviver e se entender, ou conviver e se odiar, então se encontrarão com os outros membros da sua facção, por ora, não tente tirar o bracelete em seu braço, isso pode te matar"

Então esse o objetivo dos vídeos mostrando a vida um do outro, é pra causar empatia ou ódio, mas qual é o significado disso tudo... Esse bracelete pode me matar, então dentro de uma semana algo vai acontecer...

Uma nova porta se abriu e eu cruzei um corredor, encontrando Yoomi do outro lado, eu corri e abracei ele, acho que estava com pena dele.

-Ai, só tenho um pedido para você -Ele começou a falar -Não me ache muito estranho, eu sei o que você deve ter visto.

-Você é um ferrado... -Ele retribuiu o abraço e depois de alguns segundos nos afastamos, ele respirou fundo.

-Então os braceletes podem nos matar, isso é muito retardado, eu queria só estudar, mas acho que me meteram em algo possivelmente não muito agradável -Mesmo falando algo sério e meio ruim, o jeito de falar dele conseguia me acalmar, acho que entendi o negócio.

-Morrer nunca é algo agradável não importa como -Olhei o tablet, havia uma aplicativo de mapa do lugar, esse lugar é gigantesco, o espaço que percorremos até agora não é nem 1% da estrutura, deve ser para comportar 30 pessoas tão bem separadas -Se tem 30 pessoas, pelo menos alguém deve ter alguma ideia do que tá acontecendo.

-Espero que sim, mas o que a gente faz agora? -Ele botou os dedos da mão direita no queixo e ficou de olhos fechados tentando pensar em algo, mas ele não pensou em nada e só se virou.

-Ah, esse lugar é meio vazio e chato, a sala é grande, vamos dar uma olhada no que achamos por aqui, talvez pelo menos tenha um jogo de tabuleiro -Falei para ele.

-Ok! -Ele falou animado.



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