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História Danganronpa Kill The Hope - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capítulo 2-4


POV: Sana Senjionna.

Continuei comendo meu sanduíche, eles que se resolvam.

-Bem, foi um ataque descarado e havia o cheiro resultando do uso de nitroglicerina e gasolina, então só pode ser a arma do crime -Falou Shizu, ele me parecia confiante, mas tava com uma cara estranha, deve ser a fome.

-Bem, realmente tiraram uma quantidade da sala de produtos químicos e realmente, não usaram o incinerador, não havia vestígio disso.

-Tava pensando, então o culpado só pode ser uma mulher, aquela regra de só poder entrar mulheres no banheiro feminino a menos que aconteça um assassinato -Kazumatsami me parecia bem confuso, ele estava praticamente encostado na cabeça da estrutura de madeira, nem queria se esforçar pra ficar em pé.

-Não necessariamente, a pessoa poderia só ter ateado fogo nela do lado de fora esperando ela sair -Falou Shizu.

-Mas as regras são burras -Falou Goya.

-É, parando pra pensar essas regras do Monokuma são muito fáceis de burlar -Falou Adam olhando um de seus dados.

Realmente, até aquela regra de não entrar no banheiro feminino, pelo que eu ouvi do Monokuma tem uma arma oculta que aparece se alguém abrir a porta, mas não tá escrito em lugar nenhum que não poderia derrubar a parede...

Até o Kazumatsami, as portas dos banheiros dos dormitórios masculinos não podem ser trancadas, mas tenho certeza que ele já consertou a própria porta.

Terminei de comer o sanduíche e peguei meu tablet pra olhar novamente as informações, não tinha nada de muita ajuda.

-Essa pessoa nem tomou cuidado algum com isso e estamos com esse bloqueio para descobrir... -Falou Mio botando a mão na testa.

-Isso é tudo muito estranho... -Falou Yuki batendo os dedos contra a armação dos seus óculos.

Ann parecia estar feliz ali, que garota estranha, que tipo de pessoa ainda consegue sorrir sabendo que está possivelmente a beira da morte, essa  gente é estranha demais.

-Sana, porquê você estava tão calma com isso, tanto pra fazer o que fez saindo da cena do crime? -Falou Shizu para mim.

-Eu não gostava dela... simples assim. -Respondi de qualquer forma, realmente não estou me importando.

-Ok... -Falou ele meio parecendo decepcionado.

Yuki e Ann trocaram olhares, era estranho, talvez estejam escondendo algo, eles estão muito distraídos com o pensamento deles pra notar isso?

-Ann, o que você tá escondendo? -Falei e todos olharam para mim, parecia que acabei falando algo que virou alvo de interesse rapidamente.

-Hã...? Do que você tá falando? -Ela falou sorrindo estranhamente.

Isso era doente, eu conseguia sentir que apenas de falar ela estava forçando minha opinião a mudar, isso é estranho, isso é...

-Ann! ...Você mentiu sobre seu talento?! -Gritei com ela, não queria ser manipulada por essa pirralha.

-Você tem alguma prova disso? -Ela falou mudando de feição.

Era nítido, mas antes de eu conseguir falar algo, vi ela batendo o dedo na base de madeira, nesse momento Yuki deu um grito.

Todos olharam para ele, ele confessou sobre o assassinato depois daquela batida, ele tinha sido totalmente manipulado por ela, isso era ridículo, claramente isso era idiota. Então parece que foi isso, ela manipulou ele para matar, mas o que ela quer com isso?

-Porque você fez isso?! -Gritou Adam com Yuki que se manteve calado olhando para o chão, ele saiu de sua posição e foi para frente de Monokuma, estava encerrado, eu vi Adam olhando para Ann agressivamente, parece que ele também pegou essa informação.

Nós votamos, Ann ficou apenas um voto atrás de Yuki, desconfiaram da atitude dela, mas ainda bem que não foram todos, isso poderia ter custado todas as nossas vidas, alguns não queriam acreditar que foi ele e votaram nela pelas atitudes suspeitas.

Monokuma bateu seu martelo dizendo que acertarmos e o julgamento foi finalizado, ele foi arrastado para uma sala totalmente branca, estamos vendo ele por uma câmera, era um lugar sem saída, tinham alguns pedaços de metal jogados pelo chão, então começou.

Uma parede feita de aço, com vários espetos finos e afiados veio em sua direção, mas ele podia passar por ela, haviam buracos em forma de contas matemáticas básicas.

Ele pegou duas barras de ferro do chão e foi correndo, pulando por um buraco em formato de 1, aquela primeira parede chegou  na parede no fim da sala, então ele correu e se encostou nela esperando a outra parede chegar, ele travou essa parede de aço botando essas barras de ferro horizontalmente para segurar as paredes, pareceu funcionar.

-Vai se foder Monokuma! Vai se foder Ann! -Ele parecia extremamente furioso, estava com com uma cara de ódio, tirou seus óculos quebrando eles com suas mãos, acho que esse surto de raiva nessa situação fez ele sair do controle da Ann, isso não parece bom para ela.

Ouvindo isso todos olharam para Ann que começou a rir deles, ela estava gargalhando olhando para nossas caras, acho que ela não esperava por essa de Yuko.

-Yuki... -Falou Adam, olhando para o telão, mas esse ânimo misturado com decepção acabou rápido com Monokuma falando.

-Já que é assim, vou aumentar a força! -Gritou Monokuma. Dito e feito, as barras de ferro começaram a entortar e a parede veio muito rápido, ele tentou passar por um buraco, uma de duas pernas foi atravessada pelos espetos e ele começou a gritar de dor, sua perna esquerda estava presa e o resto do seu corpo tinha passado pelo buraco, uma outra parede veio em sua direção eu sabia bem o que iria acontecer e apenas parei de olhar, fechei os olhos e fiquei em silêncio.

Apenas escutei os gritos, isso era cruel demais, ver uma pessoa morta que odeio não é terrível, mas ver uma pessoa teoricamente legal morrendo de forma tão grotesca é doente.

Nós saimos de lá após o julgamento, todos voltaram aos seus quartos, o clima agora sim ficou perturbador com o espetinho de matemático.

Restam 12.



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