História Danganronpa R - The Future Never Known - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Palavras 1.509
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente o epílogo...
O que eu tiver para falar vou falar nas notas finais.

Capítulo 19 - Epílogo: The hope left for us


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≈Dia 26 – 12:42≈

P.O.V.: Keiko Sakurai

– Professor... – o chamei – Eu estou com medo. Já se passou mais de uma semana que deveriam ter chegado. E esse meu mal pressentimento não passa...

– Calma, Sakurai-san. O navio deve chegar amanhã no máximo.

– Mas..! E a Aeronave?! E Aika-chan e os demais da sala B?! Eles... Desapareceram!

– Sim. – Miwa-chan e Tamashi-kun apareceram, e ela continuou falando – Precisamos saber onde eles estão. Toda a família de cada um deles vai querer saber disso e caso não descubram, a escola pode até fechar.

– Sensata como sempre. Mas isso não é comigo, e sim com o diretor. Eu posso e sei tanto quanto vocês.

Ouvimos passos e Saya-chan e Kiriko-chan chegaram à pequena pousada em que estavamos.

– Tem um paraquedas aterrissando! – disse Saya-chan.

– Como?! – o professor se levantou da cadeira e todos nós fomos ao litoral.

Ao chegarmos, vimos um paraquedas no chão, com alguém embaixo, e meus colegas tentando tirar essa pessoa de dentro.

– Deixem que eu ajudo, saiam de perto! – falou o professor e obedecemos.

Assim que o professor pegou na mão da pessoa misteriosa e a puxou, ficamos felizes: Era Hirai-kun, com um terno.

Mas algo parecia errado pois ao ver o rosto de Yamato-sensei, ele desmaiou.

– Ryuunosuke, me ajude a levá-lo para lá dentro!

– Certo! – disse Ryuunosuke-kun.

E assim o fizeram. Mas antes que chegassem lá, já vimos outro paraquedas com outra pessoa. E isso se repetiu da mesma maneira cinco vezes.

– O que será que aconteceu com eles? – disse Yoko-kun tentando iniciar uma conversa, pois estava tudo muito tenso.

– Não sei – disse Tsubasa-chan – Mas sei que não foi algo bom.

– De qualquer forma, eles mesmos nos responderão quando acordarem – falou Madarai-kun.

– Isso aí! – disse Ichino-kun.

– V-vejam! – falou Yuudai-kun.

Alguém caiu no mar longe de onde estavamos.

– Mentira... Ele morreu, né? – perguntou Andou-san.

– Não acabou! – disse Sonosuke-kun.

Alguém caiu, mas bem mais perto; e outro paraquedas se fez visível.

– Garotos, vão ver a pessoa que caiu mais perto daqui! Talvez ainda esteja viva! – falou Igarashi-san, a líder de classe – As garotas vem comigo olhar esse último paraquedas.

– Tsc. – reclamações foram presentes de Sonosuke-kun e Andou-san.

Antes de cair, já conseguimos perceber quem era e algo caiu no meu rosto, mas quase ficamos surdas com o grito de Yuudai-kun.

– Ela... Tá... Morta? – perguntou Ichino-kun.

Antes que pudéssemos verificar quem quer que fosse, um som de explosão tirou nossa atenção: A aeronave caia perto do leste da ilha, mas ainda no mar.

Todos estavam espantados.

Ao cair no mar, houve um grande barulho que garantia: a aeronave quebrou.

– Nossa... Quanta coisa acontecendo hoje. – falou Kurosaki-kun.

Achei ter visto a expressão de Gekkogahara-san mudar um pouco, mas isso é impossível.

– Se eles estavam pulando da aeronave e ela caiu... Então os outros... – ela disse.

Só agora caiu a ficha. Todos morreram. Aika-chan, Yamaguchi-kun... Todos.

Agora começamos a chorar. Com exceção de Gekkogahara-san que foi embora e Madarai-kun.

Dito isso, alguns dos garotos já estavam chorando. Corremos para lá e vimos o motivo: Deitada no mar, com muito sangue saindo de uma ferida na mão e tendo sido arrastada pelos garotos para perto da areia estava... Fuyuki-chan.

– Kubo-san..? – disse Saya-chan com a voz trêmula. Todos sabiam que elas eram muito amigas.

– N-não... – disse Miwa-chan, horrorizada.

Neste momento, o professor e Ryuunosuke-kun que tinham ido levar Yue-chan e Kinoshita-kun para dentro da pousada voltaram.

– Ei, não veem que tem alguém caindo aqui?! E o que foi aquela explosão? – disse o professor se referindo à Mai-chan no paraquedas sem perceber o que acontecia nesse momento pois fizemos uma barreira na frente do corpo.

Saí da frente para que ele pudesse ver e então ele e Ryuunosuke-kun vieram ver.

– Ah... Que horrível! – falou Ryuunosuke-kun.

– Kubo-san... – o professor parecia estar nervoso e se sentindo culpado – Me desculpe. – o ouvi sussurrar antes de começar a chorar. Logo ele se ajoelhou e segurou na mão dela. – Me desculpe...

Achei ter visto a mão dela se mexer por um segundo.

– Professor, ela não se mexeu? – perguntei convicta.

– Hã?

– Ai, sai da frente – empurrei ele e coloquei a mão no pulso dela. – Está bem fraco, mas ela está viva!

– Deixe-me ver. – perguntou Madarai-kun, e eu o deixei. – É verdade. Mas não por muito tempo. O sangue que ela perdeu foi muito. Talvez ela consiga acordar ainda, mas temos que leva-la à um hospital. Deveríamos fazer isso com todos, aliás.

– Vamos depressa então. – disse o professor.

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– Hm... Onde estou? – perguntou Mai-chan.

– Num hospital. – respondi.

– Você – ela levantou num susto – Vocês...!

Estávamos eu, Tamashi-kun e Miwa-chan naquele quarto.

– O que... Aonde... – ela estava confusa – Entendo.

– Como sempre pensando rápido. – falei com um meio sorriso.

– Ah! E os outros?! – rapidamente se agitou.

– Estão bem... Hirai-kun já acordou e ele está com o professor e Saya-chan com... Outra pessoa...

– Quem? – perguntou.

– ...Fuyuki-chan.

Ela derrubou os lençóis e saiu correndo.

– E-ei! – fomos atrás dela.

Ela abriu todas as portas durante o percurso sem sucesso. Ao chegarmos no final do corredor, ela entrou na última sala.

– Chiba-san?! – falou Hirai-kun – Você já pode se levantar?!

– Como está Fuyuki-chan?! – ela estava nervosa.

Silêncio.

– Só respondam algo! – disse parecendo desesperada.

– Ela sofreu um traumatismo crânio-encefálico quando caiu da aeronave... – disse Yamato-sensei.

– E isso quer dizer..? – perguntei, ainda não sabia disso.

– Que ela está em coma. – continuou.

Meu mundo desabou. Como se não bastasse todo mundo simplesmente ter desaparecido ou caído junto da aeronave, uma pessoa querida minha entra em coma. E minha sorte de nível super colegial poderia ter feito a batida dela não ser tão forte... Não, não é hora para pensar nisso.

Estranhamente, o cientista e a matemática choravam também, embora não fossem muito ligados à Fuyuki-chan.

Mas eu tenho certeza de que se me sinto assim, Mai-chan e os demais devem estar se sentindo bem piores. Consigo ver o estado tristonho dela enquanto chora alto. Sua alma está machucada.

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P.O.V.: Mai Chiba

Lá estávamos sentados na grama, sem fazer nada, olhando para o mar. Nós seis. Em silêncio, até que Takata-kun o quebrou.

– O que aconteceu? – perguntou, se dirigindo à mim.

– ...Foi assim...

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Flashback ON

Após falarmos aquilo, Fuyuki-chan esbugalhou os olhos ao olhar na minha direção, mais especificamente para trás de mim. Logo, ela me puxou pelo braço e se jogou na minha frente. Foi quando ela gritou de dor ao segurar uma faca com as mãos.

– Arata-san..! – ela falou, e o outro levantou o rosto, ainda forçando a faca contra ela.

– Por quê?! Vencemos o Class Trial! – gritei.

– Eu já tinha dito que vivo pelo desespero. – seus olhos se tornaram espirais, como antes – Desespero, desespero, desespero! – falou primeiro como um sussuro, até chegar num berro – DESESPERO!

Fiquei sem reação.

– Pega o paraquedas e pula! – disse Fuyuki-chan chorando – Não daria pra decidir só por nós duas mesmo... Então vai antes que ele rasgue o paraquedas!

– Mas... – estava relutante, não podia a deixar lá.

– Não tem mas! RÁPIDO!

Me aproximei do paraquedas cautelosamente, mas ao invés de pegá-lo, arrastei – com a ajuda de Fuyuki-chan – Arata-san para a porta, onde ele se segurou nas margens.

– Vocês vão me jogar?! – disse rindo – Não aprenderam com os outros assassinos?! Se descobrirem eles vão te executar – disse se referindo à Takata-kun e aos demais – assim como executaram os outros – tentou usar seus jogos psicológicos.

Hesitei por um momento, mas ganhei coragem ao lembrar de todos.

– A diferença é que eles foram forçados a matar seus amigos para se livrar dessa prisão. Você não é como Daichi-sensei ou Yoshimura-kun, você é o pior tipo de pessoa que existe! – gritei, e com mais um pouco de força, o fiz cair.

Ofeguei, ele era muito forte.

– Vamos juntas. – falei, ao recuperar o fôlego.

– Pode não suportar o peso de nós duas. – disse ela, ainda sentindo muita dor.

– Não ligo. Eu me recuso a deixar uma amiga morrer sem fazer nada.

– Isso é muito doce da sua parte. Eu concordo, apenas se você prometer me soltar caso eu pese demais. – ela falou. Isso é impossível, eu não posso simplesmente soltá-la!

Algo explodiu. Algo próximo daqui.

– Tá! – respondi apressada.

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Flashback OFF

– E então... Quando estávamos caindo, ela se soltou contra a minha vontade porque fazia peso demais. – terminei a história.

– Isso é... Bem o feitio da Kubo-san. – falou Kinoshita-kun.

Não falamos mais nada por alguns minutos.

– E agora? – falou Yue-chan, se encolhendo e abraçando os seus joelhos com mais força, com o braço de Kinoshita-kun ao redor de seu pescoço.

– Não sei. Talvez devêssemos procurar saber dos nossos parentes perdidos mostrados naqueles vídeos. Podemos procurar os dos outros e entregar aqueles objetos, também. – disse Hirai-kun, que estava deitado com a cabeça no colo de Takata-kun, que acariciava seu cabelo. Estavam sorrindo um para o outro.

– Isso foi o que Uchida-san me pediu. – disse Tsuji-san, virando o olhar do horizonte para ele – “Entregue esse brinco ao meu tutor, Kagami Shin”. Porém, achar os dos outros sem pistas vai ser difícil.

– Independente de tudo, devemos viver com toda a nossa força, por nós e por quem se foi. – falei, pela primeira vez em algum tempo, esperançosa.


 

*Alunos sobreviventes: 6 (?)


Notas Finais


Não posso dizer o quão feliz estou por terem me acompanhado até aqui. Voltando há quase um ano atrás (daqui há 7 dias essa fanfic completaria 1 ano sendo postada!), nunca imaginei que teria sequer coragem de começar a postar algo. Eu fui muito pressionado por meu irmão e minha mãe e acabei postando (embora eles só não gostassem de eu escrever e não mostrar pra ninguém :v). Não me arrependo nem um pouco disso agora <3 Pelo contrário, foi uma das melhores coisas que já fiz.
E mesmo com poucos leitores eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo e eu amo vocês todos, mesmo os que não comentam.
E eu simplesmente não tenho mais palavras, o que é estranho, já que eu nem escrevi um textão.

Como sempre, e pela última vez, obrigado pela leitura, e comentem o que vocês acharam e perguntem o que não entenderam <3


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