História Danger - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Jikook, Jimin!bottom, Jungkook!tops, Kaisoo, Kookmin, Taeyoonseok
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Palavras 1.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 3 - 2.Avisos, Diretos ou Não


Suspirei ao chegar em casa, o silêncio me atingiu em cheio no mesmo segundo, retirei os sapatos, deixando-os ao lado da porta e me joguei no sofá passando as mãos pelo rosto e respirando fundo para me manter calmo. Eu sabia que o rosto do moreno me era familiar, tentava me lembrar de onde. Sentia a minha cabeça à mil, tinha quase certeza de que estava sendo seguido, talvez se conseguisse se lembrar do rosto alheio, poderia correr até a polícia e dar meu depoimento. Levei a mão até o bolso e retirei o celular; sem novas notificações e nem chamadas perdidas, D.O certamente ainda estava com Jongin. Joguei o aparelho em cima da pequena mesinha de centro.

- Para de pensar nisso tudo. - Ordenei a mim mesmo.

Mas não conseguia, era como uma avalanche de pensamentos, mal começava à pensar em algo e outra coisa já vinha à minha cabeça, como um ciclo infinito. Talvez fosse paranóia, talvez não, talvez aquele homem fosse lhe encontrar, talvez não.

- Jiminie? - Ouvi a porta da frente sendo aberta.

- Oi, mamãe. - Ditei logo soltando um suspiro. - Já chegou do quiosque ou ainda vai?

- Ainda vou. - Ela se sentou ao meu lado. - Seu pai que está lá desde de manhã. - Bufou. - Aquele velho é teimoso, falei que não precisávamos abrir para o almoço hoje, mas ele insistiu.

- Você sabe que o papai sempre quer ter algo à mais.

- É melhor sobrar do que faltar. - Nós dois repetimos a frase do senhor Park.

- Vamos, tire essa roupa e vá colocar algo mais confortável. - A mais velha disse se levantando.

- Já vou.

Me levantei de maneira preguiçosa e segui para o meu pequeno quarto, joguei-me de bruços na cama de solteiro e fechei os olhos sentindo-me exausto.

(...)

Grunhi em ódio ao ouvir o som irritante do despertador, odiava aquela coisa. Peguei minha toalha e caminhei em passos lentos até o banheiro, logo tomando uma ducha fria pra ver se acordava mais rápido. Hoje estava mais frio que o comum, talvez pelo fato do inverno estar cada vez mais próximo. Vesti um suéter azul marinho junto a calças grossas pretas e um casaco grande e grosso na mesma cor, optei por usar novamente meus amados coturnos. Não estava tão ruim...

Joguei a mochilas nas costas e saí de casa sentindo o frio da madrugada se chocar com o meu rosto. Desta vez havia uma luz ligada em um dos apartamentos em frente ao nosso prédio, eu podia ouvir um grito histérico feminino, talvez uma briga de casal. Deixei aquilo de lado e voltei ao meu percurso, a luzes de alguns dos postes piscavam pelo mal contato fazendo com que a rua ficasse um tanto bizarra, lembrei-me na hora do moreno estranho.

- Você vai acabar enlouquecendo, Park Jimin.

Bufei e agasalhei minhas mãos nos bolsos do casaco longo, o dia mal havia começado e eu já estava perturbado com aquele assunto.

(...)

Adentrei a faculdade sentindo minha barriga reclamar de fome, naquela manhã as pessoas pareciam ter ficado com preguiça demais para sair de suas camas quentinhas. Eu não as julgo, se eu pudesse, nem eu tinha vindo. Haviam poucas pessoas sentadas pela grama bem aparada, e, quando eu adentrei o refeitório, tinham apenas cinco pessoas que tentavam se aquecer com uma boa xícara de café quentinho.

Andei até o balcão e me servi, indo para meu costumeiro lugar que ficava bem em frente à televisão onde, mais uma vez, passavam os comerciais sem graça.

- Cara, você não vai acreditar. - Kyung disse jogando sua mochila em cima da mesa e descansando a sua bandeja. - Acredita que eu peguei um papelzinho com número de alguma vadia dentro do porta luvas do Jongin?

Ah, está se doendo?

Comprimi os lábios tentando segurar o sorriso, não por maldade, mas sim por saber que estava certo desde o começo daquele rolo de merda.

- Eu avisei. - Falei começando a tomar o desjejum.

- Olha aqui, eu não preciso ouvir essa frase de merda, Park Jimin.

- Tá, não tá mais aqui quem disse. - Levantei as mãos em sinal de rendição. - Mas e aí?

Ele estalou a língua, era um de suas manias estranhas.

- Falei que não queria mais nada com ele.

- Melhor coisa que você fez. - Ditei revirando os olhos. - Fala sério, eu odeio esse cara.

- Aish, ele era tão bom pra mim... - Kyung ditou com uma feição triste. - Sabe... quando eu disse que não queria mais nada com ele e que não queria que me procurasse mais, ele praticamente surtou.

- Surtou?

Meu amigo assentiu.

- Mas enfim, deixemos aquele cuzão de lado. - D.O disse se concentrando em sua xícara de café.

Voltei meu olhar para a televisão suspensa quando a vinheta do jornal soou pelo refeitório.

- Bom dia Nova Iorque, eu sou Peter Mills e trago as primeiras notícias da sua manhã.

- Tá na hora de trocar essa fita já, bae. - Kyung disse.

Levei o indicador a boca lhe pedindo silêncio.

- Estudante é sequestrada após sair de uma casa noturna localizada em um bairro nobre de Nova Iorque, Anna Mills era estudante de psicologia em uma universidade localizada no centro da capital, veja mais detalhes à seguir.

A repórter caminhava pela rua movimentada, era notável a viatura da polícia em frente à uma casa noturna, ela dava detalhes sobre o ocorrido na noite passada, mostrando um vídeo da câmera de segurança.

- Oh my God. - Sussurrei para mim mesmo quando uma foto da garota apareceu na tela.

- Ela é igual à você! - Kyun exclamou.

Eu não podia negar, os fios loiros, a pele levemente amorenada e até mesmo os olhos verdes, as únicas diferenças eram o seus traços ocidentais e o fato dela ser mulher, o resto era como se fosse uma gêmea minha.

Que porra está acontecendo?

(...)

Respirei fundo ao ouvir o sinal de fim de aulas tocar, não tinha prestado atenção na aula de tantas coisas que tinham na minha cabeça. Era muita, muita coincidência em tão pouco tempo. Vejamos só; sou testemunha de um assassinato, os assassinos estão nos lugares que eu vou e alguém que pode ser considerado gêmeo meu foi sequestrado.

Meu Deus, onde foi que eu me meti?

- Vamos fazer o trabalho na sua casa? - Ouvi a voz de Kyung soar longe.

- Oi?

- O trabalho. - Ele disse como se fosse óbvio. - Não se lembra? Trabalho do Peterson, entregar semana que vem, vale trinta por cento da nota final.

Balancei a cabeça em negação, sentindo uma leve dor.

- Desculpe. - Falei baixo enquanto me levantava.

- Hey, o que está acontecendo? - Kyungsoo perguntou puxando o meu braço enquanto se levantava também. - Você sempre presta atenção nas aulas, hoje estava viajando.

- É muita coisa, acho que consigo resolver. - Forcei um sorriso.

Não, eu não conseguia.

- Sabe que eu estou aqui, né? - Ele perguntou com uma feição preocupada.

- Sei.

Ele comprimiu os lábios e assentiu logo abrindo seu famoso sorriso de coração.

- Venha, hoje o almoço é por minha conta.

- Já vi que vamos no podrão. - Comentei rindo quando pisamos fora da sala.

- Errou, bae. - Ele cantarolou. - Acho que um japa iria cair bem agora.

- Um coreano serve? - Uma voz conhecida soou por perto.

Jongin segurou firme na cintura do meu amigo com seu sorriso estampado no rosto. Ah, como eu gostaria de socar aquela cara.

- Me larga, Kim Jongin. - Kyung ditou sério. - Não temos mais nada, já deixei isso bem claro.

- Temos sim, e você sabe, angel.

- Hey, cara. - Tentei argumentar pacificamente. - Ele disse que não, respeite isso.

- A minha conversa não é com você, Park. - Ele disse sério. - É com o meu garoto.

- Eu não sou o seu garoto. - Kyung disse sério. - Cai fora, eu não quero mais te ver.

Jongin bufou irritadiço e se aproximou perigosamente do meu amigo, me fazendo dar, de maneira inconsciente, um passo à frente.

- É o que veremos.



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